IPMA prevê que efeitos do El Niño sejam indiretos no país

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Existe o risco de surtos locais de chikungunya em mais áreas e por períodos mais longos do que se pensava anteriormente, alerta uma nova investigação. Aproximadamente 50% da área geográfica da Europa é agora propícia à transmissão do vírus durante os meses de julho e agosto.

A Sonae alcançou uma redução acumulada de 25% de emissões de gases com efeito de estufa em 2025, face ao ano de referência de 2022, “mantendo a trajetória para concretizar a ambição de redução de 53% até 2032. As emissões de Scope 1 e 2 diminuíram 8% face a 2024, reforçando a consistência do caminho da neutralidade carbónica até 2040. A melhoria foi impulsionada por iniciativas de eficiência energética, pela modernização de sistemas técnicos, pela expansão da produção própria renovável e por acordos de aquisição de energia renovável”.
Em 2025, a energia de origem renovável representou, segundo comunicado do grupo, 64% do consumo energético da Sonae, refletindo a incorporação crescente de eletricidade verde proveniente da rede e o aumento da produção própria. “A MC e a Sierra aceleraram a instalação de sistemas fotovoltaicos, com o grupo a ultrapassar as 360 unidades solares implementadas nas operações, num esforço que contribuiu para mitigar o impacto do aumento global do consumo energético decorrente da expansão do negócio”.
Martim Santos, diretor de Sustentabilidade da Sonae, afirma, citado pelo comunicado: “A Sonae consolidou a sua ambição climática no último ano. Reforçámos investimentos estruturais em eficiência energética, energias renováveis e modernização de infraestruturas, sempre com o objetivo de melhorar a nossa pegada carbónica e fortalecer a resiliência ambiental das operações. Encaramos a responsabilidade ambiental como um motor de inovação, competitividade e criação de valor sustentável, pelo que prosseguimos rumo à neutralidade carbónica em 2040.”
A Sonae continuará a investir em inovação, eletrificação, energias renováveis e eficiência operacional, mantendo o foco na redução contínua das emissões e no contributo para as metas climáticas nacionais e europeias. “No Dia Mundial do Ambiente, o grupo reafirma, assim, o seu compromisso de liderar a transição para uma economia mais sustentável, alinhando crescimento, competitividade e responsabilidade ambiental”, conclui o comunicado.
O Porto Lisboa-Setúbal marcou presença no segundo Congresso ‘Impacto das Alterações Climáticas na Infraestrutura de Transportes’, promovido em Lisboa pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). O congresso reuniu decisores políticos, especialistas, académicos e profissionais de vários países da CPLP para debater os impactos das alterações climáticas nas infraestruturas de transporte e partilhar experiências e soluções de adaptação e mitigação. Entre os temas em discussão estiveram as infraestruturas marítimas e portuárias, rodoviárias, ferroviárias e aeroportuárias, bem como pontes, viadutos e túneis.
O presidente do Porto Lisboa-Setúbal, Vítor Caldeirinha, integrou a sessão ‘Estratégia e decisão política’, onde abordou os principais desafios que as alterações climáticas colocam ao setor portuário e as medidas que estão a ser desenvolvidas para reforçar a sustentabilidade e a resiliência das infraestruturas portuárias.
Na sua intervenção, Vítor Caldeirinha apresentou as medidas dos portos de Lisboa e de Setúbal para descarbonização e adaptação às alterações climáticas, inseridas na estratégia ‘Dois Portos, Uma Visão e Dois Gateways, enquadrada na visão Portos 5+’ anunciada pelo Governo para os portos nacionais, no verão de 2025.
Recorde-se que, no Porto Lisboa-Setúbal essas medidas vão ser suportadas por um investimento de mil milhões de euros a aplicar no desenvolvimento de dois eixos estratégicos, entre 2025 e 2035. Um deles é a descarbonização: contributo dos Portos no combate às alterações climáticas, com especial foco: Terminal Ro-Ro e transferência modal; Terminal Multiusos + Economia Circular; Estaleiro Naval (Offshore wind); OPS – Alimentação Elétrica a Navios; e a navegabilidade do Tejo.
O segundo é a adaptação às alterações climáticas. O combate aos efeitos das alterações climáticas nos portos passa por: vaus resilientes (maior altura livre-borda); dragagens e deposição de areias; sensorização fluvial; manutenção intensificada; e vigilância e coordenação Institucional com municípios e Marinha.
“A participação do Porto Lisboa-Setúbal neste encontro reforçou o compromisso da instituição com os objetivos da ação climática e com o desenvolvimento de soluções inovadoras que contribuam para a sustentabilidade ambiental e para a competitividade do sistema portuário nacional”, refere aquela estrutura em comunicado.
Soluções ecológicas
Genericamente, os resultados do congresso apontam, desde logo, para a necessidade do reforço da cooperação estratégica transnacional. Ficou evidente que nenhum país conseguirá enfrentar estes desafios sozinho. A língua portuguesa foi apontada como um elemento estratégico para a cooperação técnica, científica e institucional entre os Estados-membros da CPLP.
Por outro lado, o diálogo multissetorial é a forma de reforçar as pontes entre a academia, o setor público e a iniciativa privada para desenhar soluções coletivas inovadoras. Também a a adaptação a realidades climáticas atuais estiveram no cerne do encontro. Especialistas alertaram que a maioria das infraestruturas foi projetada ao longo de gerações para um clima estável que já não existe, o que exige novas diretrizes imediatas para a monitorização e manutenção das redes de transporte.
Foram analisados casos práticos de impactos severos recentes, como os danos causados por cheias e inundações em rodovias e ferrovias, a degradação de pontes por flutuações de temperatura e a vulnerabilidade de portos perante a subida do nível do mar. A substituição progressiva de infraestruturas por soluções verdes para aumentar a resiliência ambiental do setor foi uma das propostas. O objetivo é orientar investimentos futuros para materiais de pavimentação de baixo carbono e métodos construtivos otimizados.
