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Macron se reunirá con Trump en el Palacio de Versalles tras la cumbre del G7 en Francia

El presidente francés, Emmanuel Macron, se reunirá con su homólogo estadounidense, Donald Trump, durante una cena en el Palacio de Versalles tras la cumbre del G7 de las principales naciones industrializadas, que tendrá lugar la próxima semana en la localidad francesa de Evian-les-Bains, situada a orillas de un lago. La cena del 17 de junio conmemorará el 250º aniversario de la independencia de Estados Unidos, según ha informado la oficina de Macron.

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EEUU prevé retirar un tercio de sus aviones de combate y buques de guerra de Europa

Un F-16 Fighting Falcon de la Fuerza Aérea de EE. UU. despegando de la Base Aérea de Aviano, Italia, el 3 de diciembre de 2025.

Estados Unidos tiene previsto reducir de forma significativa el número de aviones y buques de guerra que pone a disposición de las operaciones de la OTAN en Europa, según un documento que ya conocen los aliados y al que ha tenido acceso parcialmente The New York Times. Este paso confirmaría que Washington está decidido a dejar de proteger a los europeos como lo ha hecho desde hace 80 años.

Si finalmente se ejecuta, la capacidad de la OTAN para lanzar ataques de largo alcance y llevar a cabo operaciones de vigilancia quedaría seriamente afectada. El plan incluye: reducir el número de aviones de combate F-16 y F-15E en un tercio, de unos 150 a un centenar. También quedarían solo 15 aviones de reconocimiento marítimo en lugar de los 26 actuales.

Asimismo se eliminarán los ocho aviones cisterna de reabastecimiento aéreo que antes estaban disponibles para Europa. Y se reasignará un submarino lanzamisiles y un portaaviones, junto con varios buques de guerra y decenas de aviones que participan en las misiones del portaaviones.

El Pentágono se ha limitado a confirmar que su intención es reducir sus sus compromisos en Europa. Tampoco ha dado indicaciones sobre las fechas en que se llevará a cabo este repliegue.

Más indefensos frente a Rusia

La relación entre los aliados cambiará sustancialmente, ya que de facto este paso supone que EEUU renuncia a dar cobertura a los europeos de cara a la amenaza rusa. Una retirada repentina de las fuerzas estadounidenses afectaría a la capacidad de la OTAN para vigilar el tráfico submarino ruso o lanzar misiles Tomahawk de largo alcance hacia el interior del territorio ruso. La capacidad disuasoria de los europeos quedaría mermada. Los rusos temen que los americanos los usen, pero ven a los europeos más reticentes.

Este plan tiene mucho que ver con la obsesión de Trump con la OTAN. Para el actual presidente de Estados Unidos se trata de un club que le sale muy caro a Estados Unidos. Olvida que la OTAN es la alianza militar con mayor éxito en el mundo. A EEUU le interesó ser el proveedor de seguridad. A cambio conseguía una punta de lanza en Europa. Pero eran tiempos en que los presidentes de EEUU sabían que no podían fiarse del imperio soviético y de su sucesor, la Federación Rusa. Ahora Trump minusvalora la amenaza rusa por la confianza que le inspira Putin. O por razones ocultas no probadas.

Desde su primer mandato, Trump ha instado repetidamente a Europa a hacer mucho más por defenderse sin el apoyo estadounidense. En alguna ocasión ha amenazado con retirar a EEUU de la Alianza Atlántica, algo que no podría hacer por sí solo. El anuncio de que los aliados habían acordado aumenta el presupuesto en defensa al 5% en la próxima década le tranquilizó en principio, pero está visto que no lo ve suficiente.

El 'amigo americano' se distancia

En fechas recientes, la Administración de EEUU ha anunciado la retirada de tropas de Alemania. Trump lo quiso vestir en el contexto de las críticas del canciller alemán, Friedrich Merz, a los ataques contra Irán, que han hecho que la economía global se tambalee. Sin embargo, luego no se ha ejecutado. Luego el Pentágono dijo que se suspendería la próxima rotación de tropas en Polonia. Pero el presidente polaco, Karol Nawrocki, es aliado de Trump así que tampoco se llevará a cabo. Hasta ahora los anuncios se han evaporado, como tantos de los que hace Trump.

En todo caso, las tropas estadounidenses en Europa seguirán constituyendo una de las mayores fuerzas de la OTAN en el continente. Los efectos de la reducción también se suavizarán por el hecho de que los líderes europeos, al ver la necesidad de depender menos del apoyo estadounidense, ya estaban en proceso de rearmar sus países. Es el gran desafío al que se enfrentan ahora.

Lo que cada vez tienen más claro los aliados es que no pueden confiar en que el amigo americano se siente obligado por el artículo 5, como ocurría hasta ahora. En la próxima cumbre de la OTAN en Ankara, 7 y 8 de julio, se verá cómo se va tejiendo la nueva relación entre Estados Unidos y sus aliados europeos. El Kremlin tendrá la mirada allí puesta esos días.

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Imigração: Espanha “enviou mau sinal”. Teme-se impacto noutros países europeus

Governo espanhol aprovou decreto que permite iniciar o processo de regularização extraordinária de meio milhão de imigrantes. Espanha é um caso “diferente”, mas “o sinal não é bom”, diz comissário europeu. O comissário europeu para a Administração Interna e Migração, Magnus Brunner, considera que a Espanha enviou um “mau sinal” ao regularizar 500 mil imigrantes, afirmando esperar que não tenha impacto noutros Estados-membros. Numa entrevista conjunta à agência Lusa e a outros órgãos de comunicação social europeus, Magnus Brunner afirmou que não ficou “muito satisfeito” com a decisão da Espanha de regularizar 500 mil imigrantes devido ao impacto que essa

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Kamel Daoud: “Quando tens uma pergunta sem resposta, escreve um romance”

Regressar à realidade depois de assistir ao hediondo é o mais difícil. Podemos deixar-nos corroer pela raiva ou pela loucura. Ou podemos escrever. Kamel Daoud, escritor, jornalista e cronista franco-argelino, escolheu escrever. As suas obras estão proibidas na Argélia, país que o viu nascer e tornar-se homem das Letras. É um “inimigo do Islão”. Exilou-se em França. A cidadania francesa faz do autor um cidadão europeu, estatuto que Daoud traduz como liberdade do corpo, de acesso ao espaço público.

Na sua passagem por Lisboa, por ocasião do Choix Goncourt du Portugal, o escritor duplamente distinguido com o mais prestigiado prémio das letras francesas, o Goncourt, conversou com o JE. As obras distinguidas estão editadas em português: “Meursault, contra-investigação”, o seu romance de estreia, e “Huris”, um relato ficcional dos massacres durante a “década negra” da Argélia (1992-2002). Ele que viveu a guerra civil, que caustica o islamismo radical, que não abdica dos seus princípios éticos e cujas crónicas em diversas publicações francesas e internacionais são peças relevantes para compor o ‘puzle Kamel Daoud’.

O otimismo é possível?

A pergunta é inevitável após uma troca de impressões sobre a nossa relação com os ecrãs, com a omnipresença da tecnologia e com os perigos que ela encerra, por exemplo, no que toca à leitura. Daoud diz que a leitura sofre, claro, mas que o mais preocupante são as consequências. E sintetiza: “falta de compaixão, insensibilidade para com o outro.” O discurso parece pessimista ante o comportamento humano, mas Kamel Daoud diz ter “esperança”, apesar das convulsões que hoje vivemos. “Quando há um grande avanço tecnológico, existe sempre um momento de hesitação. Depois, inventamos instrumentos regulatórios”. E dá um exemplo. “Quando a imprensa foi inventada, explodiram as seitas, a pornografia. Mas, depois, inventou-se o depósito legal, os direitos de autor.” Levámos 150 anos, mas fizemos progressos, recorda. Por isso mantém-se otimista. “Penso que haverá instrumentos regulatórios para a internet, as redes sociais e a IA. Não são os do nosso tempo, mas acabarão por ser criados. Até lá, haverá um grande choque”. Não faz futurologia, mas por tudo o que tem lido, acha plausível que haja um grande choque económico, num primeiro momento.

A geopolítica também está a abanar alicerces – económicos e de ordem moral, para não irmos mais longe. Daoud é muito claro quando o assunto são as guerras. “Proíbo-me eticamente de falar sobre guerras e lugares que não conheço. Porquê? Porque quando vivi a guerra civil argelina, não gostava de ouvir pessoas que falavam do que não sabiam. Quando os islamistas tomaram o poder na Argélia, em 1991, as pessoas disseram, em França, na Europa e noutros lugares: ‘mas isto é a democracia a funcionar’.” Pausa. Fala na sua revolta, nos direitos humanos. “Sim, mas no dia em que a tua filha é raptada, violada e degolada, o que fazes aos princípios?” O que mais gosta na literatura é que ela “nos mostra os nossos limites em relação a isso. É por isso que existem duas realidades sobre o Irão, Israel, a Palestina. Existe a própria realidade, aquela que podes descobrir se lá fores. É humano, portanto é complexo. E há a realidade das projeções que fazemos sobre os outros. À distância, fazemos muitas projeções. E toda a gente fala da Palestina, mas não vemos um único palestiniano falar sobre o que se passa.”

Nada disto é simples. E menos ainda simplista para quem vem de uma guerra que matou 200 mil pessoas. “Mas não tenho direito a falar sobre ela porque sou filho da terra. Em França, tenho sofrido muitos ataques de certos meios de comunicação, que me rotulam de islamofóbico”, partilha. “O que quero dizer é que são as nossas histórias que condicionam a nossa forma de ver o mundo. Assim, a posição mais honesta é tomar consciência da sua própria história íntima.” Porquê? – questionamos. “Porque te permite compreender o outro, que é diferente, mas consciente de quem tu és.” E cita Albert Camus. “Admiro-o porque disse ‘não’. Porque disse que o homem deve estar acima dos princípios. Não abaixo deles.”

A espada de Dâmocles

A literatura regressa à conversa, cortesia de Camus. O direito à ficção está em perigo? “Primeiro, a ficção está ameaçada pelo populismo. Os populistas são grandes romancistas falhados. Vendem-nos ficção mal escrita, e, quando acreditamos nisso, ou vamos para a prisão ou assediam-nos nas redes sociais. Segundo, a ficção está ameaçada pelos ecrãs e pelas redes sociais. O ‘fake’ matou a ficção, porque ficção e ‘fake’ não são a mesma coisa. A ficção é a portadora da verdade. O ‘fake’ está lá para te enganar. Terceiro, temos as leis.” E detalha. “Na Argélia, fui condenado a três anos de prisão por um romance que escrevi. Mais grave, a 20 de maio deste ano, foi publicada uma nova lei que proíbe que se escreva sobre a guerra da independência da Argélia.” Esta nova lei prevê uma condenação de 5 a 10 anos de prisão para quem escrever fora da narrativa oficial. “Imagine um escritor que é refugiado em Portugal, em França, onde quer que seja. Vai ter medo. Ninguém vai escrever sobre a guerra civil argelina. Sobre o que realmente se passou.”

O que diria a um jovem que quer ser escritor, mas sem uma espada de Dâmocles a pesar-lhe sobre a cabeça? “Quando tens uma resposta, escreve um artigo. Quando tens uma pergunta sem resposta, escreve um romance.” Resposta rápida, objetiva. “Para escrever um bom romance é preciso uma pergunta que ainda não tem uma resposta definitiva”, reforça Kamel Daoud, antes de dizer que escreveu uma carta aberta ao Papa, já publicada, quando da sua visita, em abril, à Argélia. Pediu-lhe para não esquecer uma história de Camus – de novo o seu compatriota nos acompanha. “É uma história sublime, muito curta. São Demétrio tinha um encontro com Deus. No caminho, encontra um camponês com uma carroça partida. Então, coloca-se-lhe um dilema: ‘Se ajudar o camponês, vou perder o encontro com Deus. Sou um santo, esse é o propósito da minha vida. Mas se me encontrar com Deus tendo deixado um camponês a sofrer, não serei santo’.” Pausa.

“Não há uma única resposta certa. Há escolhas a fazer”, realça o escritor. E reflexões. Como esta: será que demasiada democracia mata a democracia? É uma questão que Daoud por vezes formula perante uma plateia. “Há os que radicalizam a sua posição dizendo que é por termos demasiada democracia que somos fracos. Outros dizem que só temos esta democracia para nos defender. E há ainda os que escolhem por desespero e votam na extrema-direita. Sabemos bem que, entre segurança e democracia, as pessoas escolhem a segurança.”

O escritor lembra que vive em França desde 2023 e tem a cidadania francesa há poucos anos. Continua “impressionado com a liberdade do corpo”, com o acesso ao espaço público na Europa. “Podemos ir a um jardim e sentarmo-nos a desfrutar do sol. Estarmos aqui sentados, tu com o teu caderno, o teu gravador… Na Argélia haveria polícia no local.” Ou pior. E, agora, com as redes sociais e a extrema-direita na Argélia, “os ânimos estão cada vez mais exaltados.” Viajar é impossível. Por isso dedicou uma das suas mais recentes crónicas ao ato extraordinário que é poder viajar. “Quando viajas para a Europa descobres a liberdade. Por mais que os soberanistas, a extrema-direita, os entusiastas do Brexit digam ‘não, temos de recuar’, o facto de se poder viajar é, a meu ver, a maior conquista da Europa.”

Daoud pesa as palavras. “Agora, o Ocidente é acusado de ter fronteiras fechadas. As fronteiras mais mortíferas estão, de facto, por toda a Europa, mas as fronteiras mais mortíferas também estão em casa, do outro lado. Aqueles que vêm do Sul para Marrocos, para a Tunísia, para a Argélia, morrem. São rejeitados. São colocados em camiões e abandonados no deserto. As fronteiras do outro lado são mortais.” A expressão retoma a serenidade. “Para mim, este é o maior sucesso da Europa: esta liberdade do corpo, esta fronteira vivida sem violência. Nunca me senti tão europeu como hoje.” E as fronteiras mortais? “Muitos acusam a Europa, mas esquecem-se que, primeiro, [as fronteiras] despertam a paixão violenta das ditaduras.”

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Guerras, China y la incógnita Trump: el G7 se da cita en Francia en plena escalada de tensión mundial

Los líderes de las siete grandes economías industrializadas se reúnen del 15 al 17 de junio en la ciudad balneario Évian-les-Bains, en el este de Francia, una urbe que ha sido blindada por unos 15.000 efectivos. Dominan la agenda la guerra que Estados Unidos e Israel iniciaron en febrero contra Irán, con el estrecho de Ormuz cerrado y el 20% del petróleo y el gas del golfo Pérsico sin salida, así como el conflicto en Ucrania y el superávit comercial chino.

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