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Veja seleções “sem passaporte próprio” na Copa do Mundo 2026

A Copa do Mundo de 2026 contará com seleções que representam territórios “sem passaporte próprio”, como a Escócia e Curaçao. Esses países fazem parte de nações maiores — o Reino Unido e a Holanda, respectivamente — mas participam do torneio de forma independente graças a exceções previstas no estatuto da FIFA.

O editor de Internacional da CNN Diego Pavão explicou que existem duas lógicas distintas quando o assunto é reconhecimento de países. “São duas lógicas diferentes quando a gente olha, por exemplo, para a geopolítica, para as relações internacionais, para a diplomacia, para a própria ONU”, afirmou.

Nessa perspectiva, determinados países não podem ser divididos. No entanto, para o futebol e para a FIFA, essa divisão é possível em casos específicos.

A exceção da Escócia

A Escócia é um dos quatro países constituintes do Reino Unido, ao lado da Inglaterra, do País de Gales e da Irlanda do Norte. Ela se classificou para a Copa do Mundo de 2026 e enfrentará o Brasil na fase de grupos.

A possibilidade de disputar o torneio de forma independente existe porque o estatuto da FIFA prevê uma exceção especial para o Reino Unido, reconhecido como país criador do futebol. Segundo Diego Pavão, “o Reino Unido, por ser um país criador do futebol, tem o direito de disputar uma Copa do Mundo com seus países jogando de forma independente”.

Essa condição foi estabelecida historicamente quando a FIFA começou a se expandir. A Federação de Futebol da Escócia, por exemplo, é anterior à própria FIFA — fundada em 1873, décadas antes da criação da entidade máxima do futebol, em 1904.

O editor destacou que o Reino Unido condicionou sua adesão à FIFA ao direito de seus países jogarem separadamente: “A gente vai fazer parte da FIFA, não vamos boicotar a FIFA, mas a gente quer jogar separadamente com os nossos países”.

O caso de Curaçao

Curaçao é uma pequena ilha caribenha com cerca de 150 mil habitantes, localizada próxima à Venezuela, e é um país constituinte da Holanda. Sua participação independente na Copa do Mundo se baseia em um segundo artigo de exceção do estatuto da FIFA, que permite que um território jogue separado do país ao qual pertence, desde que o “país mãe” conceda autorização formal.

“A Holanda deu uma autorização especial para Curaçao, que faz parte da Holanda, poder jogar a Copa separadamente”, explicou Pavão.

Diferentemente de outros territórios com fortes movimentos separatistas, Curaçao não apresenta tensões políticas expressivas em relação à Holanda, o que facilitou a concessão dessa autorização.

Pavão usou a Espanha como contraponto: “A Espanha nunca daria uma autorização para a Catalunha jogar a Copa do Mundo separadamente”, pois isso poderia inflar o movimento separatista local.

Além disso, quando Curaçao entrar em campo na Copa, tocará seu próprio hino — escrito em papiamento, a língua local da ilha —, e não o hino holandês.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.
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Curaçao leva ritmo caribenho para sua estreia na Copa do Mundo

Logo Agência Brasil

Quem acompanha a seleção de Curaçao pelas redes sociais sabe que, se o time não for bom de bola, é de gingado. Os jogadores aparecem dançando nos treinos, vestiários e nos deslocamentos, inclusive, na pista de desembarque, no aeroporto. A menor nação do mundo a participar de uma Copa do Mundo celebra cada momento nos Estados Unidos antes do jogo de estreia no Mundial no próximo domingo (14), às 14h (horário de Brasília), no Estádio de Houston (Estados Unidos).

A Onda Azul - apelido da seleção de Curaçao - terá pela frente na estreia a tetracampeã Alemanha (1954, 1974, 1990, 2014), que renovou o time para esta competição. Nos torneios de 2018 e 2022, os alemães foram eliminados na fase de grupos.

Notícias relacionadas:

🎶 Starting the first practice the Curaçao-way

Our first session in Boca Raton is underway and we brought the vibes to Florida!#TheBlueWave #Curaçao pic.twitter.com/XtP1IzkODS — Curaçao National Football Team (@TheBlueWaveFFK) June 9, 2026

A ilha caribenha de menos de 200 mil habitantes faz sua primeira participação em uma uma Copa do Mundo e os jogadores aproveitam cada segundo. Na próxima segunda-feira (14), a Onda Azul - - apelido da seleção de Curaçao - estreia contra a Alemanha, que chega renovação para esta competição. Nos torneios de 2018 e 2022, os alemães foram eliminados na fase de grupos.

Formado por um time com a marca da diáspora, com uma maioria de jogadores nascidos na Holanda — integrantes do Reino dos Países Baixos — Curaçao dificilmente passará para a fase seguinte da Copa. O time caiu no Grupo E, que, além de Alemanha, tem Equador e Costa do Marfim, seleções com mais tradição e participações em Mundiais. 

O Reino dos Países Baixos é formado por Aruba, Curaçao, São Martinho e Países Baixos (conhecido como Holanda no continente europeu). Por ser um território autônomo é permitido pela Fifa que a ilha caribenha, localizada um pouco acima da Venezuela, possa ter seleção própria, mesmo sem o reconhecimento como Estado pela Organização das Nações Unidas (ONU).

An island dream! Curaçao qualify for their first-ever #FIFAWorldCup. 🇨🇼🤩#WeAre26 pic.twitter.com/QXsBTbNjzh

— FIFA World Cup (@FIFAWorldCup) November 19, 2025

Originalmente, Curaçao era habitado pelo povo Aruaque. Submetido ao domínio espanhol nos anos 1500, eles foram deportados para trabalhar em minas e plantações em outras regiões. A Holanda conquistou o território em 1634 e converteu Curaçao em um entreposto transatlântico de pessoas negras escravizados. A localização no Mar do Caribe e a presença de um porto natural favoreciam os planos dos holandeses.

Na época, cerca de 500 mil africanos escravizados por holandeses passaram pela ilha antes de serem enviados para as colônias europeias na América Latina.

Em março de 2026, a o tráfico transatlântico de africanos escravizados foi considerado o mais grave crime contra a humanidade já cometido. A resolução foi da Assembleia Geral da ONU, mesmo com votos contra dos Estados Unidos, Israel e Argentina. A resolução estabeleceu também que Estados-Membros da ONU deviam considerar a apresentação de desculpas e contribuir para um fundo destinado à reparação do legado duradouro da escravidão no mundo.

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A Onda Azul - apelido da seleção de Curaçao - terá pela frente na estreia a tetracampeã Alemanha (1954, 1974, 1990, 2014), que renovou o time para esta competição. Nos torneios de 2018 e 2022, os alemães foram eliminados na fase de grupos.

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Originalmente, Curaçao era habitado pelo povo Aruaque. Submetido ao domínio espanhol nos anos 1500, eles foram deportados para trabalhar em minas e plantações em outras regiões. A Holanda conquistou o território em 1634 e converteu Curaçao em um entreposto transatlântico de pessoas negras escravizados. A localização no Mar do Caribe e a presença de um porto natural favoreciam os planos dos holandeses.

Na época, cerca de 500 mil africanos escravizados por holandeses passaram pela ilha antes de serem enviados para as colônias europeias na América Latina.

Em março de 2026, a o tráfico transatlântico de africanos escravizados foi considerado o mais grave crime contra a humanidade já cometido. A resolução foi da Assembleia Geral da ONU, mesmo com votos contra dos Estados Unidos, Israel e Argentina. A resolução estabeleceu também que Estados-Membros da ONU deviam considerar a apresentação de desculpas e contribuir para um fundo destinado à reparação do legado duradouro da escravidão no mundo.

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