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Brasil e UE assinam parceria digital visando independência dos EUA e China

A vice-presidente executiva da Comissão Europeia para a Soberania Tecnológica, Segurança e Democracia afirmou hoje, no final da assinatura de um acordo com o Brasil, que a soberania digital e tecnológica é uma das prioridades da Europa.

Na conferência de imprensa, em Brasília, que se seguiu à assinatura, no Ministério das Relações Exteriores, de uma Parceria Digital entre as duas partes, Henna Virkkunen afirmou que, na busca por essa independência, a Europa quer trabalhar em cooperação com parceiros de confiança para garantir resiliência na cadeia de suprimentos “e ter total liberdade de escolha sobre com quem e como operar”.

A assinatura da parceria ocorre num cenário geopolítico complexo, em que o bloco europeu procura alternativas para reduzir a dependência tecnológica perante a rivalidade entre a China e os Estados Unidos.

“Porque vemos que aqueles que detêm o poder nessas tecnologias dominam não só a economia, mas também o mundo”, completou ao ser questionada pela Lusa sobre o contexto de rivalidade entre os Estados Unidos e a China.

Para a responsável europeia, “há uma forte conexão entre tecnologias e segurança, por exemplo. É por isso que é importante para a Europa evitar esse tipo de dependência”.

“Sempre fomos muito abertos a investimentos e negócios globais, mas agora vemos também que essa cadeia de suprimentos global pode, às vezes, ser usada como arma contra nós se formos muito dependentes de uma única empresa ou país”, indicou.

No novo instrumento, as duas partes preveem intensificar a cooperação em governança da inteligência artificial, infraestrutura pública digital, conectividade, proteção de dados, semicondutores, inovação tecnológica, computação de alta performance, proteção de crianças e adolescentes na Internet e governança digital.

A cooperação inclui enfrentar de maneira eficaz os riscos sistémicos que afetam crianças e adolescentes, como a exposição a conteúdos prejudiciais ou inadequados e a exploração das suas vulnerabilidades.

O evento no Palácio do Itamaraty contou com a presença da ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos do Brasil, Esther Dweck.

Na abertura da sessão, Virkkunen declarou que a UE e o Brasil optaram por trabalhar como parceiros de confiança, “num momento em que a tecnologia está moldando cada vez mais o poder económico e a influência geopolítica”.

Segundo disse, para a Europa, “a soberania tecnológica não se trata de protecionismo ou isolacionismo”.

“Trata-se de fortalecer a nossa capacidade de inovar, competir e fazer as nossas próprias escolhas, mantendo-nos abertos ao mundo”, acrescentou.

Henna Virkkunen reforçou a importância da cooperação entre parceiros estratégicos, salientando que nenhum país pode ter sucesso sozinho na era digital.

“Inteligência artificial, semicondutores, conectividade, infraestrutura em nuvem e cibersegurança dependem da cooperação internacional, de cadeias de suprimentos resilientes e de padrões compartilhados”, afirmou.

Neste cenário, disse, o Brasil apresenta-se como “um parceiro fundamental neste esforço”.

“Como uma das principais economias digitais do mundo e uma voz cada vez mais importante em questões digitais globais, o Brasil tem um papel central a desempenhar na definição das tecnologias do futuro”, concluiu.

O Brasil junta-se assim ao Japão, Coreia do Sul, Singapura e Canadá como parceiro digital da UE.

Na quinta-feira, em entrevista exclusiva à Lusa, o vice-presidente brasileiro, Geraldo Alckmin, declarou que o Brasil “muda de ‘status’ em relação à União Europeia” com a assinatura da parceria.

Depois de se reunir com Henna Virkkunen, Alckmin destacou do encontro com a representante da UE o potencial brasileiro para receber investimentos em centros de dados (`data center`, em inglês), devido à grande oferta de energia renovável do Brasil.

“O que limita hoje os `data center` no mundo é a falta de energia e nós temos energia abundante e ainda energia renovável”, indicou.

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Sexo e intimidade no mundo digital: como construir desejo sem pressa

A pressa é inimiga do desejo. No digital, onde a gratificação é imediata, aprender a saborear a espera torna-se um ato erótico em si. É o oposto da lógica do “swipe”: trata-se de construir intimidade emocional antes da intimidade física.  Vivemos numa era em que o toque muitas vezes começa com um clique. As relações e o erotismo passaram a habitar o espaço digital, entre mensagens, emojis e videochamadas. Mas, num mundo que valoriza a instantaneidade, surge uma questão essencial: como criar desejo e conexão sem pressa, quando tudo começa com mensagens? O desejo começa na mente, não no ecrã

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China e EUA nunca irão reatar — mas foi Pequim quem acabou o relacionamento. Analista explica

“A China, não os EUA, foi a primeira a iniciar o desacoplamento económico”. E “de facto, não há maneira de os EUA e a China regressarem ao que eram há 10 anos”. Um analista afirmou esta sexta-feira que os Estados Unidos e a China “não podem regressar” à relação que tinham há uma década e disse que o afastamento das duas economias começou muito antes da guerra comercial. Durante uma palestra na Universidade de Macau, Kevin Zhang, professor na Universidade Estadual de Illinois, no centro dos Estados Unidos, foi questionado sobre se existe um “desacoplamento ideal” entre as duas superpotências.

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Dicas para se manter a salvo de fraudes e burlas on-line cada vez maiores

Numa altura em que as nossas vidas estão cada vez mais entrelaçadas com o mundo digital, a ameaça de fraudes e burlas on-line é maior do que nunca. A cada avanço tecnológico, os cibercriminosos aperfeiçoam as suas táticas, criando métodos mais sofisticados para enganar vítimas desprevenidas. À medida que navegamos neste cenário complexo, torna-se essencial munirmo-nos de conhecimentos e estratégias para proteger as nossas informações pessoais. Aqui estão seis dicas essenciais para o ajudar a proteger-se contra estes perigos online cada vez mais presentes. Vamos analisá-las em detalhe. 1. Mantenha-se vigilante Estar vigilante significa aumentar a consciência das potenciais ameaças

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Vivo al debutto in Italia nel settore smartwatch: in arrivo il Watch GT2

Vivo ha annunciato l’arrivo in Italia del Watch GT2, uno smartwatch squadrato con uno schermo AMOLED da 2,07″ che promette fino a 25giorni di utilizzo con una singola carica della batteria.

Con un design semplice che si presta bene in tutte le situazioni, lo smartwatch di vivo offre funzionalità per il monitoraggio dell’attività sportiva, con disponibili 100 diversi programmi tra cui quelli per Tennis, Padel e per le attività acquatiche – con una resistenza fino a 5ATM-, presentando anche varie funzionalità a supporto del benessere come il monitoraggio della frequenza cardiaca, della saturazione dell’ossigeno nel sangue, dello stress e del rumore ambientale.

Il Vivo Watch GT2 ha a bordo BlueOS, sistema sviluppato dall’azienda stessa che promette un’esperienza d’uso fluida, e permettendo all’orologio di vivo di essere compatibile sia con gli smartphone Android, come quelli di vivo stessa, sia con quelli iOS.

Lo smartwatch di vivo, il primo della casa ad arrivare in Italia, è già disponibile in due colorazioni – Obsidian Black e Stellar White – con un prezzo che parte da 149€

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Conheça e saiba como jogar o 7 a 0, jogo viral da Copa do Mundo

A Copa do Mundo de 2026 começou oficialmente nesta quinta-feira, 11, e, junto com o torneio, surgiram as primeiras tendências e conteúdos virais na internet. O grande destaque dos últimos dias é o 7 a 0, um jogo gratuito para navegador que funciona como um simulador de montagem de elenco com a temática do Mundial.No game, o usuário assume o papel de treinador e tem a missão de escalar os 11 titulares escolhendo atletas de diferentes países e gerações com um único objetivo: erguer a taça de campeão do mundo.Como jogar o 7 a 0Para iniciar a partida, basta acessar o site oficial do jogo e selecionar a opção “Jogar Agora”. Jogo 7 a 0 - Foto: Reprodução Em seguida, o usuário deve configurar a base da sua estratégia definindo:A formação tática da equipe;O estilo de jogo (ofensivo, defensivo, posse de bola, entre outros);O nível de dificuldade. Jogo 7 a 0 - Foto: Reprodução Após essa preparação, o sistema sorteia aleatoriamente uma seleção nacional e um ano específico de Copa do Mundo. O jogador deve, então, escolher apenas um atleta daquele elenco sorteado e definir em qual posição ele atuará no seu time.O processo se repete a cada rodada com novos sorteios de seleções históricas até que o esquema tático esteja completo. Na última etapa, o algoritmo simula as partidas da Copa do Mundo contra equipes de todas as épocas para testar a força do elenco montado. Leia Também: ESPORTES Nunca gravado, gol mais bonito de Pelé é recriado pelo Gemini; assista prévia INSTABILIDADE Caiu aí? Instagram e Facebook apresentam instabilidade nesta sexta NEM A IA ESCAPOU Fim dos tempos? Robô humanoide vira pedinte e causa debate nas redes Outros simuladores gratuitos com a mesma mecânicaSe você gostou da proposta do 7 a 0, o portal A TARDE reuniu outros simuladores de navegador baseados no mesmo formato de montagem e sorteio de elencos:1. 38 a 0 (Campeonato Brasileiro)Seguindo a mesma estética, esta versão é totalmente focada no Brasileirão. O jogo oferece quatro formações táticas (4-3-3, 4-4-2, 4-2-3-1 e 3-5-2) e dois modos de jogo:  Clássico, que exibe o nível de habilidade (overall) dos atletas;Às Cegas, com os atributos ocultos. Jogo 38 a 0 - Foto: Reprodução Ao final das escolhas, o sistema simula as 38 rodadas do campeonato e entrega a posição final do seu clube na tabela.2. 101 pts (LaLiga)Dedicado ao Campeonato Espanhol, é considerado um dos simuladores mais completos do gênero. Restrito à formação 4-3-3, o jogo apresenta três modalidades:Clássico: O objetivo é quebrar o recorde histórico de 101 pontos na Espanha;Memória: Oculta as notas dos jogadores e reduz a quantidade de novos sorteios permitidos;Liga: Focado puramente na disputa pela liderança da tabela rodada a rodada. Jogo 101 pontos - Foto: Reprodução O jogo ainda possui um modo de desafio diário, no qual o usuário monta o time sem ver as pontuações e sem o direito de pular os sorteios.3. Premier League 38-0 (Campeonato Inglês)Focado na liga nacional mais disputada do planeta, esta versão se diferencia pela alta capacidade de customização. O usuário conta com 7 formações disponíveis, 3 níveis de dificuldade (que alteram a quantidade de trocas de sorteio permitidas) e a opção de jogar com os atributos visíveis ou ocultos. Jogo 38 a 0 - Foto: Reprodução É possível escolher se o rendimento do atleta será baseado em uma temporada específica ou no auge de sua carreira, além de poder delimitar o corte temporal do jogo por décadas (anos 1990, 2000, 2010 ou a partir de 2016).4. 82 a 0 (NBA)Pioneiro no formato de montagem de elencos por navegador, o "82 a 0" troca os gramados pelas quadras de basquete dos Estados Unidos. Os usuários montam quintetos com lendas que atuaram desde a década de 1960 até os dias atuais. Diferente dos simuladores de futebol, os atletas não possuem uma nota geral (overall), mas sim estatísticas reais detalhadas (pontos, rebotes, assistências, bloqueios e aproveitamento de arremessos). Jogo 82 a 0 - Foto: Reprodução Essa versão apresenta duas dificuldades:Modo Clássico: Mais acessível, exibindo as estatísticas dos jogadores.Modo HoopIQ: Desafio avançado que exibe apenas o nome, a posição e a época do atleta.5. Build A 17-0 Team (NFL)Voltado para os fãs de futebol americano, o objetivo aqui é montar uma franquia imbatível para vencer o Super Bowl. O jogo disponibiliza três modos de disputa:Clássico: Montagem de um elenco reduzido com até 6 atletas;Ultimate: Plantel expandido para até 10 jogadores;All-Time (Acesso Antecipado): Inclui equipes e astros de todas as temporadas da liga desde 1977. Jogo 17 a 0 - Foto: Reprodução O game não exibe notas ou estatísticas em nenhuma modalidade, ou seja, a montagem depende puramente do conhecimento de mercado e da memória do usuário sobre a qualidade de cada atleta.

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WhatsApp, Instagram y Facebook sufren una caída global de sus servicios

Las plataformas de la tecnológica Meta han sufrido una caída de sus servicios que ha impedido a millones de usuarios compartir sus mensajes e interactuar con normalidad con las aplicaciones WhatsApp, Instagram, Facebook y Messenger. La web DownDetector, especializada en visibilizar en tiempo real percances en servicios conectados a internet, señalaba que las quejas de los usuarios por la caída han comenzado a acumularse en torno a las 16.00, hora peninsular española.

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© Samuel Boivin (NurPhoto via Getty Images)

Meta controla WhatsApp, Instagram y Facebook.
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Caiu aí? Instagram e Facebook apresentam instabilidade nesta sexta

Usuários relataram instabilidade nos aplicativos da Meta, Instagram e Facebook, na manhã desta sexta-feira, 12.Os relatos começaram por volta das 10h40. As redes sociais ainda não se estabilizaram até o momento, segundo o site Downdetector.Em outras redes, como o X (antigo Twitter), internautas questionaram sobre não estarem conseguindo abrir os perfis. Leia Também: NEM A IA ESCAPOU Fim dos tempos? Robô humanoide vira pedinte e causa debate nas redes ERRO Meta admite erro e se desculpa após liberar localização no Instagram MÚSICA Ferramenta de DJ do Spotify chega ao Brasil com atualização; entenda Alguns relatos ainda são de que as contas foram desconectadas do servidor que usavam.“Instagram caiu? Minha conta deslogou e não consigo logar de novo”, comentou uma pessoa. “O Insta + Facebook de mais alguém caiu também?”, escreveu um usuário.Ainda não há maiores detalhes no Downdetector.

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Alentejo 2030 apoia com 4,5 milhões de euros economia circular e infraestruturas tecnológicas

O programa Alentejo 2030 abriu dois concursos, com uma dotação global de 4,5 milhões de euros, para apoiar a economia circular e infraestruturas tecnológicas na região, anunciou hoje a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR).

Em comunicado, a CCDR do Alentejo indicou que os avisos de concurso, com financiamento do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), foram lançados no âmbito do Instrumento Territorial Integrado (ITI) Água e Ecossistemas da Paisagem.

Um dos avisos, denominado “Economia Circular (SI) – ITI Água e Ecossistemas da Paisagem”, dispõe de uma dotação de um milhão de euros, com uma taxa máxima de cofinanciamento de 60%, e dirige-se às pequenas e médias empresas (PME) do Alentejo.

Este apoio, segundo a CCDR do Alentejo, visa promover a transição para modelos produtivos mais eficientes e sustentáveis, incentivando “a circularidade dos recursos e redução do consumo de matérias-primas”.

O desenvolvimento de novos produtos com base em subprodutos, a adoção de soluções de ecodesign e novos modelos de negócio sustentáveis e a circularidade da água nas empresas são outras das ações incentivadas.

Neste caso, o período para apresentação de candidaturas decorre até 30 de novembro deste ano.

Já o outro aviso, intitulado “Infraestruturas e Equipamentos Tecnológicos – ITI Água e Ecossistemas da Paisagem”, conta com uma dotação de 3,5 milhões de euros e uma taxa máxima de cofinanciamento de 85%.

Este destina-se a apoiar projetos de instituições de ensino superior, entidades sem fins lucrativos e outras em cooperação que visem a criação, qualificação ou expansão de infraestruturas tecnológicas, especialmente na área da bioeconomia sustentável.

Com o período de candidaturas a decorrer até 30 de outubro, o aviso pretende reforçar a capacidade regional de transferência e valorização do conhecimento, apoio ao ciclo de inovação e maturidade tecnológica e resposta às prioridades das Estratégias de Especialização Inteligente.

“Ambos os avisos incidem sobre a região Alentejo, no âmbito do ITI Água e Ecossistemas da Paisagem, reforçando o compromisso com uma gestão mais sustentável dos recursos naturais e com o desenvolvimento económico baseado na inovação”, acrescentou.

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Biblioteca de Loulé acolhe conversa sobre uso saudável da tecnologia pelos mais novos

Esta sexta-feira, dia 12 de junho, pelas 18h30, o Município de Loulé promove mais um ciclo de conversas “Semear Hoje…Colher o Amanhã…”. Em destaque vai estar o tema “Gerir a tecnologia e os ecrãs com crianças e adolescentes”.

A iniciativa visa apoiar as famílias na orientação consciente e equilibrada do uso de dispositivos digitais, promovendo hábitos de vida mais saudáveis. A sessão será dinamizada por Bruno Martins, psicólogo clínico com vasta experiência e trabalho nesta área. 

No mundo atual, a tecnologia e os ecrãs fazem parte integrante da vida das crianças e adolescentes, oferecendo oportunidades de aprendizagem, comunicação e entretenimento. Gerir o uso da tecnologia não significa proibir, mas orientar de forma consciente e equilibrada. 

O debate abordará estratégias práticas para pais e educadores estabelecerem limites claros de tempo de ecrã adaptados a cada idade, com pausas regulares, bem como a importância de criar rotinas livres de tecnologia, especialmente durante as refeições e antes de deitar.

Promovido mensalmente pelo Município de Loulé, este ciclo de conversas desafia a população em geral a participar, refletir e partilhar experiências sobre variados temas ligados à saúde e ao bem-estar.

Para facilitar a presença das famílias, os pais que pretendam assistir à conversa poderão deixar os seus filhos (de idade igual ou superior a 3 anos) numa atividade gratuita de promoção do livro e da leitura. Esta dinamização estará a cargo dos profissionais da biblioteca e requer inscrição prévia através do seguinte link: https://forms.gle/yih6ny7Ua4iSrdoW6

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Come il VAR ha trasformato il calcio in una nevrosi collettiva

Illustrazioni di Martín Kazanietz

Questo è un articolo del numero de Linkiesta Etc dedicato al tema della tecnologia delle emozioni, in edicole selezionate a Milano e Roma, e negli aeroporti e nelle stazioni di tutta Italia. E ordinabile qui.

Il mio desiderio di scrivere del Var (Video Assistant Referee, cioè assistente arbitrale video) è nato prima della sua introduzione, il 3 marzo 2018, nelle regole del calcio mondiale. Era un pomeriggio di pioggia all’inizio degli anni Dieci, quando, impegnato nel mio ruolo di spettatore di una partita di Promozione mi capitò di assistere alla rabbia e alle proteste di un terzino verso chi l’arbitrava. Avrei dovuto essere pronto: ero un uomo ormai; pronto, quindi, anzitutto alle solite offese da repertorio, a pregare per le madri, a imparare qualche nuova variazione dialettale. E invece no. Prima stranezza, il terzino si teneva le mani dietro alla schiena, anche se nessuno aveva proceduto ad ammanettarle. Dove aveva imparato quella mossa? Ma soprattutto… che cosa stava urlando? “Bile”, “dire”…

Stava urlando “dire”, abbreviando “direttore di gara”, perché da un giorno imprecisato sui campi di calcio l’arbitro non andava più chiamato con il suo nome, con il suo ruolo designato: insomma, non veniva più chiamato semplicemente “arbitro”; è questo era accaduto forse perché, da qualche mese, nelle coppe europee, erano stati introdotti gli “assistenti addizionali d’area di rigore”, altra meteora del regolamento e del gergo Figc; o forse perché s’iniziava a parlare della costruzione dal basso, dei quinti e dell’ineffabile sottopunta… In conclusione: era l’ora di comportarsi bene.

Nei campetti in cui giocavo da pulcino, invece, il valore del pubblico veniva misurato dalla gravità delle offese urlate al “direttore di gara”. Non era un bel mondo, anzi: era un mondo anche sporco, opaco, cattivo. L’inclusione era debolezza. La bussola morale era di serie, ce l’avevano i più strani, installata da qualche parte vicino alla mente; senza dubbi era lontana dal cuore, dove stava l’anima di chi compete, il cui avversario più temibile è il regolamento.  Quel “dire” veniva dalla televisione, ho pochi dubbi a riguardo. Ogni innovazione introdotta al livello apicale, nel calcio, sgocciola fino ai campi più scoperchiati e persi del mondo, replicando usi e costumi, modi di stare insieme, di pensare e vivere lo sport.

Quel giorno di pioggia iniziai a prenderne contezza, ed è forse da quel giorno che il gioco del calcio m’apparve all’alba di un processo di metamorfosi perpetua, di riforma e rarefazione, lo stesso processo ipercerebrale che avrebbe coinvolto il tifo. In un paio di decenni si sarebbe passati da “W l’Inter” sulle piastrelle dei bagni ai forum di tifosi esperti di “finanza amministrativa”, dal rosso diretto all’esegesi delle Dogso (Denying an Obvious Goal-Scoring Opportunity) durante le Ofr (On Field Review).

Illustrazioni di Martín Kazanietz

Non m’interessa difendere una delle due varianti: mi limito a osservare una trasformazione antropologica che investe tutto, calcio e mondo, e mi chiedo quale sia il mio ruolo, se di salvato o di sommerso. Rapito da questa indagine psicologica, sono tornato allora alle origini dell’ultima incredibile innovazione, ovvero l’introduzione dell’Announcement.

Nella storia del campionato italiano il primo annuncio è datato 25 agosto 2025. Una volta eseguita la On Field Review, il “dire” si dirige a passi molto “maschi” verso il centro del campo dove, schiena diritta e diaframma contratto, annuncia l’esito delle sue analisi. “A seguito di revisione, il numero 11 della Lazio è partito in posizione di fuorigioco. Decisione finale: fuorigioco!”. La voce è tirata, le vene sul collo stanno per cedere. L’annuncio viene concluso da un incongruo braccio teso, tra ufficialità e baldanza. Il braccio è il destro. Il video irradia delle evidenti vibrazioni sansepolcrine. Mi chiedo se sia la mia cattiva fede a dirlo, e trovo invece centinaia di commenti nostalgici al video, del tenore “La parola d’ordine, è una sola categorica e imperativa per tutti”. Vincere e vinceremo. Già.

Il Colosseo ruggisce, il cortisolo pure. La coreografia del Var, nella sua pretesa freddezza, manipola la psicologia di tutti gli attori in campo: giocatori, allenatori (non rari gli esaurimenti nervosi e le espulsioni), tifosi. Altro curioso effetto collaterale: il trionfo della paranoia, della micro-analisi, l’avvento di un nuovo paradigma indiziario. Torna in mente una cronaca di Daniele Manusia su Ultimo Uomo, intorno alle vicende dell’ultimo Milan-Lazio. In breve: ultimi minuti, un rigore sospetto esaspera entrambe le squadre. Ecco che dopo due minuti di analisi iconografica dell’arbitro, anche lo scrittore inizia a dubitare delle sue funzioni cognitive, sabotate dal VAR nonostante dall’infanzia s’impegnino a costruire un senso della realtà: “forse, rallentate sufficientemente, guardate abbastanza da vicino, tutte le azioni umane diventano segno di colpevolezza. Milan-Lazio come Blow Up di Michelangelo Antonioni, guardando il tocco di gomito di Pavlovic e sgranandolo per bene, ecco che in area di rigore compare il cadavere”. 

Più aumenta la risoluzione e più si allarga la lente sul regolamento di questo sport, più si troveranno le mille insenature dove s’annida la logica e il suo antidoto. Il cosiddetto fuorigioco semi-automatico è un caso paradigmatico. Già dal nome: irresistibile, minaccioso, capace di una logica spietata. Il Saot (Semi-Automated Offside) è un dispositivo di controllo irradiato da dodici telecamere capaci di raccogliere 29 punti del corpo di ogni calciatore. Dall’occhio sinistro alla punta del piede destro, passando per tre punti pelvici e tutte le articolazioni principali.

Illustrazioni di Martín Kazanietz

La tecnologia, ma soprattutto i risultati del fuorigioco semiautomatico si avvicinano a quelli dei rilevatori di onde gravitazionali, delle macchine progettate e costruite per dimostrare qualcosa che sembrava impossibile: l’esistenza oggettiva di una misura fino ad allora solamente ipotizzabile. Nel caso calcistico, l’esistenza di un fuorigioco ideale, e giusto: uguale per tutti. Non serve precisare che anche in questo caso la nevrosi del tifoso è riuscita a trovare altri canali di sfogo. Il Saot, con le sue sole forze, ha inventato una nuova forma di sofferenza. Ovvero: qualsiasi squadra in qualsiasi situazione, compreso l’ultimo minuto di un secondo tempo supplementare, è chiamata a trattenere l’emozione del gol sospetto, e così il tifoso. Chi si lascia andare, è un inguaribile romantico. Un poveretto, forse uno sciocco. Tutti sanno che il gol verrà probabilmente controllato, così come tutti sanno che fumare fa male, che si muore anche di notte; tutti sanno che qualcosa è perduto per sempre, eppure l’attaccante esulterà, l’arbitro fischierà, gli avversari cadranno sulle ginocchia.

Quale sarebbe la procedura corretta, allora? La ignoro, ma conosco la più diffusa. All’ingresso del pallone in porta, si guarda il resto del divano e chi lo occupa; si calcolano le micro-esitazioni, misurandole sulle proprie; qualcuno agiterà il pugno, rassicurando tutti per rassicurarsi che “è buona, è buona”. Si attenderà “l’assenza di una schermata”, quella della cosiddetta On Field Review. Alla comparsa di quella, ci si arrenderà. Come di fronte a un plotone, a un’onda fatta come un grattacielo: più del 90% delle volte, il gol verrà revocato. Allora esclamazioni, sacramenti, e qualche redazione penserà: è ora di parlarne, il calcio non è più quello di una volta.

Mi chiedo quale sia il gesto ultimo che custodisce l’identità di questo sport. L’uso di una sfera? E se fosse un tronco di cono, non si vedrebbe meglio in televisione? Forse l’11 contro 11… Ma in mezzo a queste nuove leve bioniche, alle idee di allargare i campi, alle plusvalenze, qualcuno si accorgerebbe della differenza di un 12 contro 12? Forse sono i piedi, sì. L’ultimo tabù a cadere sarà l’uso delle mani, che infatti con i nuovi regolamenti sono finite nel loro ciclo di proteste: la mano, lì appesa in fondo al braccio attaccata al polso, semplicemente non deve esistere. Cosa rende il calcio, il calcio?

In questi anni la fenomenologia calcistica sta correndo parallela alla diffusione “dell’intelligenza artificiale”, parallela al collasso tra realtà e finzione. Prima di tutto si elabora il manufatto, il pallonetto o la gomitata, il fotomontaggio del Papa in Balenciaga. Una volta elaborato, i due risultati: il rifiuto rabbioso o la meraviglia frustrata. Fedele ai suoi tempi, oggi il calcio chiede tanta elasticità mentale, duttilità, propensione al cambiamento. E questa tensione superficiale tra me e Lui, che aumenta all’espandersi della bolla di commi e cavilli, temo che sia proporzionale al mio invecchiamento. O uno dei primi sintomi. Al soggetto, allora, resta da capire se resistere, o perdonare ancora.

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