Reading view

Aldeia de Marmelete acolhe a segunda edição da revista Fábrica de Memórias

A aldeia de Marmelete acolhe no próximo dia 21 de junho, a 2.ª edição da revista Fábrica de Memórias. O lançamento acontece no dia que assinala o solstício de verão, dando continuidade ao ciclo iniciado com a primeira edição no solstício de inverno. Nesta segunda edição, reúnem-se novamente conteúdos que valorizam o património material e […]

  •  

Comunidades inteligentes e agro-política do QFP 2028-34

 Na sociedade da informação e do conhecimento, uma comunidade inteligente é, antes de mais, um projeto coletivo com um propósito bem definido, depois uma aplicação utilitária do princípio ativo das redes, por fim, uma ação conjunta e colaborativa para fazer face às exigências atuais da sociedade tecno-digital.

Em todos os casos, são comunidades e plataformas inteligentes, baseadas em conhecimento, cooperação, inovação e criatividade, em ordem a criar e administrar uma oferta integrada de bens complementares de um determinado território ou região, sejam bens de mercado, bens públicos ou bens comuns.

No caso particular do mundo rural existem muitos exemplos de comunidades inteligentes que podem ser sugeridos, por exemplo: um parque agroecológico, uma área de paisagem protegida (um parque nacional ou natural), um condomínio de aldeias, uma associação ou cooperativa de agricultores, uma zona de intervenção florestal (as ZIF), um grupo de ação local (GAL) para a promoção de uma área de montanha ou uma amenidade paisagística, uma associação de desenvolvimento local (ADL) para gerir um banco de solos ou terrenos baldios semiabandonados, um centro de investigação ou grupo operacional de inovação (GOI) para ordenar e gerir um sistema agroalimentar local (SAL) ou agroflorestal (SAF), um núcleo de moradores e pequenos agricultores para gerir um projeto de agricultura periurbana, um núcleo empresarial para gerir um parque ou zona industrial, entre outros exemplos.

Na formação destas comunidades inteligentes, há instrumentos de ordenamento que são fundamentais para estimular o valor cognitivo da inteligência coletiva territorial (ICT), por exemplo: os planos regionais de ordenamento, os planos diretores municipais, os planos de ordenamento das áreas de paisagem protegida, os planos de pormenor de requalificação dos espaços circundantes dos equipamentos e infraestruturas, as marcas de referência territorial dos produtos e a certificação de serviços e destinos, a acreditação de estruturas coletivas para a promoção dos territórios, a criação de parcerias e protocolos com os centros de investigação e os grupos operacionais de inovação em espaço rural, etc.

Se este exercício de mapeamento do território for bem-sucedido, os parceiros e o ator-rede do território-rede estarão mais bem preparados para transformar recursos endógenos em ativos do desenvolvimento territorial, em linha com uma abordagem de oferta integrada de bens complementares e uma nova gramática dos bens comuns que acautelem os direitos das gerações vindouras e dos sujeitos ausentes.

Aqui chegados, já sabemos as tarefas ou missões que nos esperam. Em primeiro lugar, a formação de uma comunidade de destino e de um território-rede (1), em segundo, a formação do ator-rede ou estrutura de missão executiva (2), depois, a definição do conceito operacional de oferta integrada de bens complementares do território-rede (3), em seguida, a implementação de uma gramática dos bens e serviços comuns e da respetiva plataforma digital colaborativa (4), por fim, as novas dinâmicas de colaboração interpares e a respetiva interoperabilidade (5) que darão origem a combinações de soma positiva.

A esta agenda política que nos encaminha para a 2ª ruralidade do século XXI, acresce uma atenção especial às indicações da economia criativa, ou seja, às múltiplas referências sociotécnicas e socioculturais já em curso de operação, por exemplo, os sistemas de informação geográfica (SIG), os sistemas de precisão, a robótica, as máquinas inteligentes e a inteligência artificial.

Estes instrumentos sociotécnicos abrem novas janelas de oportunidade e permitem-nos lidar mais facilmente com os ecossistemas mais nucleares da 2ª ruralidade, por exemplo: o sistema-paisagem e os seus serviços de ecossistemas, a biodiversidade e os produtos biológicos, a sustentabilidade e a economia circular, as ações integradas de base territorial (AIBT) dos territórios-rede (T-R) e das comunidades intermunicipais (CIM).

Para gerir bem esta nova agenda política do território da 2ª ruralidade, o velho mundo analógico da primeira ruralidade já não é suficiente. Estamos em trânsito geracional para o mundo tecno-digital. Na sociedade da informação, do conhecimento e da comunicação, o ator-rede e a sua estrutura de missão são os agentes-principais da comunidade inteligente e da sua inovação sociotécnica e sociocultural.

Esta estrutura de missão executiva terá de desempenhar exemplarmente o papel de agente-principal da sua comunidade, isto é, uma liderança efetiva na mobilização dos pares, um bom uso da informação e conhecimento para consolidar uma geografia desejada e uma comunidade de destino, uma noção muito criteriosa no que concerne à utilização das redes de cooperação horizontais e verticais e respetivas plataformas colaborativas, um sentido crítico muito apurado no que diz respeito à inovação de processos e produtos, o respeito pela essência dos lugares em matéria de marketing territorial e produtos associados, uma abordagem muito aberta em relação ao capital humano e social e, em particular, ao empreendedorismo jovem e relações intergerações.

Dito isto, as comunidades inteligentes vão ser postas à prova e observadas numa série de situações particulares que serão suscitadas pela transição à 2ª ruralidade, por exemplo:

– A gestão colaborativa de parques empresariais e zonas industriais de um território-rede, uma CIM da baixa densidade, por exemplo, no que diz respeito aos custos de contexto e externalidades das unidades que os integram e, bem assim, à sua interoperabilidade,

– A gestão cooperativa de propriedades rústicas sob a forma de banco de solos e a gestão de um programa de emparcelamento rural tendo em vista a redução do risco de incêndio de uma ou mais zonas de intervenção florestal,

– A gestão comum e colaborativa de áreas integradas, por exemplo, uma associação de parques naturais, para efeitos de ordenamento do mosaico paisagístico, da sua biodiversidade e serviços de ecossistema, bioenergias e agricultura biológica,

– A gestão conjunta e colaborativa de agro parques e parques agroecológicos de âmbito municipal e intermunicipal com vista à criação de sistemas agroalimentares de base local (SAL) e de oferta integrada e complementar de agro-silvo-pastorícia,

– A gestão conjunta e colaborativa de consórcios e parcerias empresariais, tendo em vista a formação de clusters industriais, arranjos produtivos locais e marcas coletivas de referência regional, mas, também, a formação de ecossistemas de sucessão empresarial, formação e renovação intergerações,

– A gestão comum e colaborativa de ecossistemas específicos, por exemplo, áreas de montado, áreas de paisagem protegida, amenidades rurais e serviços de investigação-extensão, em associação com a academia e as ONG da área da proteção da natureza,

– A promoção de cooperativas e organizações de produtores, de sociedades de agricultura de grupo (SAG) e a gestão agrupada multiprodutos, em estreita associação com os laboratórios colaborativos, os grupos operacionais de investigação e os living labs,

– A gestão comum e colaborativa de propriedades, quintas e terroirs de fins múltiplos, onde se inclui o turismo ecológico, mas, também, as quintas pedagógicas, os condomínios rurais, os aldeamentos seniores (cohousing) e as explorações de agricultura alternativa.

Em todos os casos, estamos a gerir em comum e colaborativamente, através de comunidades inteligentes e plataformas de base local e regional, os incentivos disponibilizados pelos instrumentos de ordenamento da paisagem e preservação do património, os programas de inovação tecnológica, ambiental e social, mas, também, da economia criativa, por exemplo, o apoio às artes da paisagem, ofícios tradicionais e eventos culturais.

E, em todos os casos, estamos a usar os signos distintivos do território e a transferir o seu valor simbólico e icónico para os principais veículos produtivos desses territórios, que são os produtos com indicação geográfica de proveniência (IGP), os produtos com denominação de origem controlada (DOC), as marcas coletivas, os mercados de nicho, os terroirs de visitação, as cadeias de valor mais relevantes e as fileiras de exportação.

Hoje, em plena era digital, é bom não esquecer que, num espaço integrado como o europeu onde a gestão das restrições e condicionalidades muda substancialmente a natureza da administração, são os programas europeus, em boa medida, que reinventam ciclicamente os territórios, de cima para baixo, e não os territórios que formatam os programas e as medidas, de baixo para cima.

O próximo Quadro Financeiro Plurianual (QFP) 2028-2034, pode mudar o curso dos acontecimentos nesta matéria, não apenas por uma alteração substancial do policy-framework das políticas europeias, devido a novas prioridades geoestratégicas e geopolíticas da União Europeias com impacto estrutural no orçamento e no financiamento das políticas europeias mais convencionais como a política de coesão e a política agrícola comum, mas, sobretudo, pelo quadro de exigências sociotécnicas e socioculturais do novo período de programação que impõem uma transição e implementação mais rápidas em direção à 2ª ruralidade onde as comunidades inteligentes e a economia criativa têm um papel fundamental a desempenhar.

Isto dito, resta a pergunta sacramental. E o que vamos fazer com os territórios de baixa densidade e o rural remoto português, que somam quase dois terços do território português? Todos estes fatores fazem variar o perímetro das nossas comunidades inteligentes. Está em causa uma nova cultura do bem comum colaborativo.

E o que pode impedir esta nova cultura pública do bem comum colaborativo? O poder das corporações, o narcisismo dos líderes, a falta de liderança esclarecida, as burocracias políticas, a manipulação da comunicação social, a trivialização do espaço público, a desafeição pela política, a cacofonia discursiva. A acomodação da academia. O que não é coisa pouca.

Nota: Ilustração feita utilizando IA através do ChatGPT

Gostou do que leu? Ajude-nos a continuar!
 
O nosso compromisso é levar até si notícias rigorosas, relevantes e próximas da sua comunidade. Para continuarmos a fazer o que fazemos, precisamos do seu apoio. Qualquer donativo, por mais pequeno que seja, faz a diferença e ajuda a garantir a continuidade deste projeto. Juntos, mantemos a informação viva no Algarve e no Alentejo.
Obrigado por fazer parte desta missão!
Contribua aqui!

O conteúdo Comunidades inteligentes e agro-política do QFP 2028-34 aparece primeiro em Sul Informação.

  •  

TAP conclui plano de reestruturação e devolve 25 milhões de euros ao Estado

A TAP concluiu oficialmente o plano de reestruturação acordado com a Comissão Europeia em 2021, após finalizar a alienação das participações na Cateringpor e na SPdH – Serviços Portugueses de Handling, anunciou esta sexta-feira a companhia. A conclusão do plano incluiu a devolução de 24,99 milhões de euros ao Estado, no âmbito de uma operação de redução de capital social deliberada em junho pela acionista única da TAP, a República Portuguesa, através da Entidade do Tesouro e Finanças, informou em comunicado a companhia. “O valor já foi devolvido ao acionista”, acrescenta. A devolução deste montante resulta do compromisso assumido por

  •  

Pacto sobre Migração e Asilo entra em vigor na União Europeia

Três em cada quatro migrantes irregulares a quem foi emitida uma decisão de regresso na UE continuam a permanecer no espaço europeu — uma situação que as novas regras pretendem corrigir. Entra esta sexta-feira em vigor, em todo os Estados-membros da União Europeia, o Pacto sobre Migração e Asilo. Adotado em maio de 2024, o pacto reformula o quadro europeu em matéria de migração e asilo, tornando-se o elemento central da nova abordagem da UE. “As migrações são um desafio europeu que deve ser enfrentado com uma solução europeia. Uma solução que seja eficaz, justa e firme. É isso que

  •  

México abre Copa vencendo África do Sul em duelo com três expulsões

Logo Agência Brasil

A Copa do Mundo de 2026 teve início com vitória de uma das três seleções anfitriãs. Nesta quinta-feira (11), o México derrotou a África do Sul por 2 a 0 no Estádio Azteca, na Cidade do México, na abertura do Grupo A do Mundial.

A chave, quase toda ela disputada em território mexicano, ainda tem Coreia do Sul e República Tcheca, que se enfrentam na noite desta quinta (11), às 23h (horário de Brasília), no Estádio Akron, em Zapopan. Os sul-coreanos são os próximos adversários do México, em 18 de junho, às 13h, na única partida do grupo a ser realizada nos Estados Unidos - o jogo será no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta. No mesmo dia, os Bafana Bafana (apelido do time sul-africano) encaram os tchecos às 22h, no Akron.

Notícias relacionadas:

Pela primeira vez, um trio brasileiro teve a responsabilidade de apitar o jogo de abertura de uma Copa. A missão coube ao árbitro Wilton Pereira Sampaio e aos auxiliares Bruno Pires, também goiano, e o paranaense Bruno Boschilia.

Outro detalhe histórico é que o Azteca se tornou o primeiro estádio a receber jogos de três Mundiais, após participar, também, de 1970 e 1986. No ano que vem, o Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, será o pioneiro na estatística entre os brasileiros, já que é uma das sedes da Copa do Mundo Feminina do Brasil - anteriormente ele abrigou partidas das edições masculinas de 1950 e 2014.

¡Triunfo en una atmósfera Incondicional 👊

Nos llevamos los primeros 3 puntos contra Sudáfrica en nuestro debut, en nuestra casa y con nuestra gente.

¡Vamooos! #SomosMéxico 🇲🇽 pic.twitter.com/ur3o2R9OdW

— Selección Nacional (@miseleccionmx) June 11, 2026

Empurrado pelos gritos de "México" e "olé" dos mais de 80 mil torcedores presentes no Azteca, os donos da casa não demoraram a abrir o placar. Aos oito minutos, o goleiro Ronwen Williams tentou sair jogando com Sphephelo Sithole, mas o volante, de costas, foi desarmado pelo meia Érik Lira. A bola ficou com o atacante Juan Quinõnes, que mandou para as redes, fazendo o primeiro gol da Copa.

Mesmo diminuindo o ritmo dos primeiros minutos, o México manteve o jogo sob controle. O segundo gol quase saiu aos 41 minutos, novamente com Quiñones, que recebeu do meia Brian Gutiérrez na área, na marca do pênalti, e acertou a trave esquerda da África do Sul.

A etapa final começou de forma semelhante a inicial, com os mexicanos aproveitando uma saída de bola errada dos Bafana Bafana. Logo ao primeiro minuto, o meia Alvaro Fidalgo fez o desarme na entrada da área, levou até a linha de fundo e tentou cruzar rasteiro. A zaga afastou e Gutiérrez arriscou de fora da área, por cima da meta.

A missão sul-africana se tornou mais difícil aos quatro minutos, com a expulsão de Sithole por falta em Gutiérrez, que ficaria na cara de Williams para finalizar. A superioridade numérica, porém, não mudou a postura de jogo cadenciada do México.

A irritação da torcida local com a lentidão da equipe, mesmo com a vantagem, transformou-se em alegria em dose dupla Primeiro, aos 20 minutos, quando o técnico Javier Aguirre mandou a campo o meia Gilberto Mora, de 17 anos, considerado a grande revelação do futebol mexicano.

Depois, no minuto seguinte, em contra-ataque iniciado por Quiñones, em que Roberto Alvarado cruzou pela direita e o atacante Raul Jímenez definiu de cabeça. Ele se igualou ao ex-centroavante Jared Borgetti como segundo maior artilheiro da história do México, com 46 gols.

Sem conseguir esboçar reação, a África do Sul ainda perdeu outro jogador expulso. Aos 36 minutos, após ser chamado ao vídeo, Wilton Pereira Sampaio deu cartão vermelho ao meia Themba Zwane, por atingir o rosto de Alvarado sem bola e fora da jogada.

Já nos acréscimos, o árbitro brasileiro colocou mais um atleta fora de campo. Desta vez, o zagueiro César Montes, do México, que derrubou Khuliso Mudau perto da entrada da área, quando o lateral se dirigia sozinho em direção ao gol. Nada, porém, que impactasse o resultado final da partida.

  •  

México abre Copa vencendo África do Sul em duelo com três expulsões

Logo Agência Brasil

A Copa do Mundo de 2026 teve início com vitória de uma das três seleções anfitriãs. Nesta quinta-feira (11), o México derrotou a África do Sul por 2 a 0 no Estádio Azteca, na Cidade do México, na abertura do Grupo A do Mundial.

A chave, quase toda ela disputada em território mexicano, ainda tem Coreia do Sul e República Tcheca, que se enfrentam na noite desta quinta (11), às 23h (horário de Brasília), no Estádio Akron, em Zapopan. Os sul-coreanos são os próximos adversários do México, em 18 de junho, às 13h, na única partida do grupo a ser realizada nos Estados Unidos - o jogo será no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta. No mesmo dia, os Bafana Bafana (apelido do time sul-africano) encaram os tchecos às 22h, no Akron.

Notícias relacionadas:

Pela primeira vez, um trio brasileiro teve a responsabilidade de apitar o jogo de abertura de uma Copa. A missão coube ao árbitro Wilton Pereira Sampaio e aos auxiliares Bruno Pires, também goiano, e o paranaense Bruno Boschilia.

Outro detalhe histórico é que o Azteca se tornou o primeiro estádio a receber jogos de três Mundiais, após participar, também, de 1970 e 1986. No ano que vem, o Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, será o pioneiro na estatística entre os brasileiros, já que é uma das sedes da Copa do Mundo Feminina do Brasil - anteriormente ele abrigou partidas das edições masculinas de 1950 e 2014.

¡Triunfo en una atmósfera Incondicional 👊

Nos llevamos los primeros 3 puntos contra Sudáfrica en nuestro debut, en nuestra casa y con nuestra gente.

¡Vamooos! #SomosMéxico 🇲🇽 pic.twitter.com/ur3o2R9OdW

— Selección Nacional (@miseleccionmx) June 11, 2026

Empurrado pelos gritos de "México" e "olé" dos mais de 80 mil torcedores presentes no Azteca, os donos da casa não demoraram a abrir o placar. Aos oito minutos, o goleiro Ronwen Williams tentou sair jogando com Sphephelo Sithole, mas o volante, de costas, foi desarmado pelo meia Érik Lira. A bola ficou com o atacante Juan Quinõnes, que mandou para as redes, fazendo o primeiro gol da Copa.

Mesmo diminuindo o ritmo dos primeiros minutos, o México manteve o jogo sob controle. O segundo gol quase saiu aos 41 minutos, novamente com Quiñones, que recebeu do meia Brian Gutiérrez na área, na marca do pênalti, e acertou a trave esquerda da África do Sul.

A etapa final começou de forma semelhante a inicial, com os mexicanos aproveitando uma saída de bola errada dos Bafana Bafana. Logo ao primeiro minuto, o meia Alvaro Fidalgo fez o desarme na entrada da área, levou até a linha de fundo e tentou cruzar rasteiro. A zaga afastou e Gutiérrez arriscou de fora da área, por cima da meta.

A missão sul-africana se tornou mais difícil aos quatro minutos, com a expulsão de Sithole por falta em Gutiérrez, que ficaria na cara de Williams para finalizar. A superioridade numérica, porém, não mudou a postura de jogo cadenciada do México.

A irritação da torcida local com a lentidão da equipe, mesmo com a vantagem, transformou-se em alegria em dose dupla Primeiro, aos 20 minutos, quando o técnico Javier Aguirre mandou a campo o meia Gilberto Mora, de 17 anos, considerado a grande revelação do futebol mexicano.

Depois, no minuto seguinte, em contra-ataque iniciado por Quiñones, em que Roberto Alvarado cruzou pela direita e o atacante Raul Jímenez definiu de cabeça. Ele se igualou ao ex-centroavante Jared Borgetti como segundo maior artilheiro da história do México, com 46 gols.

Sem conseguir esboçar reação, a África do Sul ainda perdeu outro jogador expulso. Aos 36 minutos, após ser chamado ao vídeo, Wilton Pereira Sampaio deu cartão vermelho ao meia Themba Zwane, por atingir o rosto de Alvarado sem bola e fora da jogada.

Já nos acréscimos, o árbitro brasileiro colocou mais um atleta fora de campo. Desta vez, o zagueiro César Montes, do México, que derrubou Khuliso Mudau perto da entrada da área, quando o lateral se dirigia sozinho em direção ao gol. Nada, porém, que impactasse o resultado final da partida.

  •  
❌