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Mural “Unity in Diversity” celebra a diversidade e o espírito comunitário na Rogers Road

Créditos: Francisco Pegado

A diversidade que faz de Toronto uma das cidades mais multiculturais do mundo ganhou novas cores na Rogers Road com a inauguração do mural Unity in Diversity (Unidade na Diversidade).

A obra, criada pela artista peruana Estefania Cox mais conhecida por (Fefa Cox) e produzida pela Creativo Arts, em parceria com a Rogers Road BIA e a vereadora de Davenport, Alejandra Bravo, foi instalada numa parede cedida pela Farmácia GO, com o apoio do proprietário Babak Khazra. O mural retrata crianças com equipamentos de futebol de vários países, numa imagem que representa a diversidade de Toronto, Davenport e da comunidade da Rogers Road. Entre cores vibrantes e rostos sorridentes, a obra celebra a convivência entre diferentes culturas e o espírito de união do bairro.

A artista Fefa Cox sublinhou que o projeto nasce da própria diversidade de Toronto, uma cidade onde diferentes culturas convivem diariamente e que considera “única”. Explicou ainda que o mural celebra a união, a inclusão e a comunidade através do futebol, uma linguagem universal que aproxima pessoas de todas as origens, destacando as crianças como símbolo do futuro e reforçando a importância da arte pública estar próxima da comunidade.

Rodrigo Ardiles, da Creativo Arts, destacou o impacto coletivo da iniciativa “é arte pública feita com a comunidade e para a comunidade, que une pessoas.”

Em representação da Rogers Road BIA, Giovanny Restrepo reforçou o espírito do bairro “aqui somos todos diferentes, mas somos uma só comunidade.” A vereadora de Davenport, Alejandra Bravo, sublinhou o momento especial vivido na área “estamos a celebrar a comunidade e a alegria de viver juntos.”

O cônsul-geral adjunto do Peru em Toronto, José Exebio, destacou o orgulho na participação de uma artista peruana num projeto de grande valor cultural. Através do futebol, linguagem universal, o mural transmite mensagens de amizade, respeito e inclusão, num momento em que Toronto e Vancouver recebem jogos do Campeonato do Mundo FIFA 2026. As celebrações terminaram com a campanha “Soccer Lives Here”, numa verdadeira festa comunitária.

Mais do que um mural, esta obra deixa uma mensagem de união, pertença e orgulho comunitário na Rogers Road. O mural pode ser visitado na 324 Silverthorne Avenue, do lado da Rogers Road.

FP/MS

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Casa do Benfica de Toronto celebra 58.º aniversário com torneio de golfe

Golfe   

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Fotos: Adriana Paparella

A Casa do Benfica de Toronto assinalou o seu 58.º aniversário com a realização de mais um torneio de golfe, uma iniciativa integrada no calendário de atividades da ACAPO, no âmbito das comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.

Num ambiente de grande convívio e boa disposição, o torneio anual voltou a reunir dezenas de participantes, confirmando-se como uma das atividades desportivas mais aguardadas pela comunidade portuguesa. Com condições ideais para a prática da modalidade, o dia ficou marcado pela competição saudável, pelo espírito de amizade e pela celebração das raízes portuguesas.

O presidente da Casa do Benfica de Toronto, John Santos, deu as boas-vindas aos participantes e agradeceu o apoio contínuo da comunidade. “Graças a Deus estamos cheios outra vez. O apoio da comunidade não podia ser melhor. Quero agradecer a todos os patrocinadores e a toda a gente que gosta de estar connosco e passar um dia bem divertido”, afirmou.

John Santos destacou ainda que, apesar de se tratar de uma iniciativa da Casa do Benfica, o objetivo principal é reunir a comunidade portuguesa “somos Benfica de Toronto, mas somos portugueses primeiro. Vamos celebrar o Dia de Portugal com os nossos colegas e com toda a comunidade. E quem nos quiser visitar, temos sempre as portas abertas para todos.” Para além da vertente desportiva, a iniciativa serviu também para assinalar uma data de grande significado para os portugueses dentro e fora de Portugal, reforçando os laços que unem a comunidade luso-canadiana.

O golfe, uma modalidade que combina técnica, concentração e precisão, proporcionou igualmente momentos de convívio e contacto com a natureza. Foi precisamente esse equilíbrio que voltou a marcar mais uma edição do torneio. Ao longo do percurso, participantes de diferentes clubes, gerações e experiências partilharam a mesma paixão pelo golfe, num ambiente aberto, acolhedor e inclusivo. Entre jogadores experientes e estreantes, o mais importante foi o convívio e a oportunidade de celebrar a comunidade.

Paulo Pereira, participante habitual do torneio, mostrou-se satisfeito com mais uma edição da iniciativa “o dia tem sido excelente. Já é a quarta vez que participo neste torneio da Casa do Benfica. Nem sou benfiquista, mas apoio a iniciativa a cem por cento”, disse, aproveitando também para deixar uma mensagem especial “quero desejar um feliz Dia de Portugal a todos.”

Também Sara Dantas destacou a importância do convívio proporcionado pela iniciativa “é uma oportunidade única. Não sou uma jogadora profissional de golfe, mas vou dar o meu melhor e acredito que vai correr bem”, afirmou.

A participante deixou ainda uma mensagem de incentivo à comunidade: “Acreditem nos vossos sonhos.” E, assinalando o Dia de Portugal, acrescentou “tenham orgulho no vosso país, tenham orgulho na vossa língua e, mais importante, vamos ganhar o Mundial.”

Tacadas precisas, desafios amigáveis e muitos momentos de boa disposição marcaram esta jornada nos campos de golfe. Entre excelentes jogadas, sorrisos e reencontros, a Casa do Benfica de Toronto voltou a proporcionar um dia memorável, onde o desporto e a comunidade caminharam lado a lado.

Mais do que uma competição, o torneio foi uma celebração da amizade, da união e do orgulho nas tradições portuguesas. Uma iniciativa que continua a aproximar gerações, fortalecer laços comunitários e preservar a identidade cultural portuguesa no Canadá.

Francisco Pegado/MS

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Bispo pede “nova sociedade” e alerta para o poder das palavras

VTM

“A Eucaristia abre-nos à justiça e à partilha, com uma atenção preferencial para com quem carrega o fardo da pobreza e da marginalização”, afirmou D. Nuno Almeida, na homilia proferida na aldeia de Pereira e na Catedral de Bragança.

Na sua intervenção sublinhou a exigência de traduzir o sacramento em ações concretas que combatam as exclusões geradas pelas novas redes económicas e tecnológicas. “Os cristãos sentem-se comprometidos a irradiá-la nos vários âmbitos da convivência humana através da experiência de fraternidade, do espírito da paz e reconciliação”, apontou.

E alertou para a necessidade de purificar a linguagem quotidiana, estabelecendo uma oposição clara entre as atitudes que geram união e as que provocam fraturas na sociedade. “O contrário de bendizer é maldizer, bendizer une e maldizer divide”, explicou o bispo.

A reflexão apoiou-se no magistério do Papa para exigir uma revisão profunda sobre os preconceitos e a agressividade instalada nos discursos atuais. “Temos uma possibilidade real de contribuir para o bem sempre que dizemos a verdade, quando damos um conselho sábio ou quando apoiamos quem precisa de conforto”, citou, a partir da primeira encíclica de Leão XIV, ‘Magnifica Humanitas’.

O responsável diocesano clarificou que a vivência eucarística ultrapassa o mero cumprimento de um cerimonial religioso. “Faz-nos bem recordar que a Eucaristia não é algo, é Alguém, não é um ritual, mas encontro com Jesus Cristo vivo”, vincou D. Nuno Almeida.

O bispo rematou a pregação pedindo aos crentes que assumam uma dinâmica de doação contínua a favor do próximo no seu dia a dia. “Somos chamados a fazer ponte entre Jesus e a humanidade a quem Ele continua a dirigir o convite”, concluiu.

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Do West Fest 2026 trouxe vida à Dundas

 

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Fotos: Romulo Ávila

Toronto voltou a celebrar e a entrar no verão em grande estilo com mais uma edição do Do West Fest, que decorreu entre os dias 5 e 7 de junho de 2026, em Little Portugal. O evento, que já se tornou uma das festas de rua mais emblemáticas da cidade, transformou cerca de 16 quarteirões da Dundas Street West — entre Ossington Avenue e Lansdowne Avenue — num espaço pedonal dedicado à música, arte, gastronomia e cultura comunitária.

A presentado pela Little Portugal Toronto BIA, o festival chegou à sua 13.ª edição com uma programação diversificada e acessível a todas as idades, reforçando o seu papel como ponto de encontro entre residentes, visitantes e artistas locais. Ao longo dos três dias, vários palcos deram vida ao festival, incluindo o Transmit Stage, o Lulaworld Stage e o Community Stage, com atuações de música ao vivo que abrangeram diferentes estilos e influências culturais. 

Paralelamente, artistas de rua e “buskers” animaram o percurso do festival, criando um ambiente contínuo de espetáculo ao ar livre.

A oferta gastronómica foi outro dos grandes destaques, com restaurantes da zona, “food trucks” e esplanadas alargadas a servirem pratos que refletiram a diversidade culinária do bairro. A componente artística também esteve em evidência, com murais, exposições, workshops e intervenções urbanas que reforçaram a identidade criativa da comunidade.

O evento incluiu ainda várias atividades familiares, tornando-se num espaço inclusivo onde crianças e adultos puderam participar em experiências interativas e culturais.

Com entrada gratuita, o Do West Fest voltou a afirmar-se como uma celebração da vida urbana e da cultura local, promovendo o espírito comunitário que caracteriza a Little Portugal. Apesar da grande afluência, o evento decorreu num ambiente festivo e organizado, com restrições de trânsito e desvios de transporte público implementados ao longo do fim de semana.

Tendo registado nesse ano uma participação superior à edição de 2025 e prevendo-se que ultrapassou a marca de um milhão de visitantes ao longo do fim de semana, um número que constituiu um novo recorde do evento. 

“Em balanço da edição deste ano, Anabela Taborda, Chair de Little Portugal Toronto BIA destacou o forte envolvimento da comunidade portuguesa, a adesão crescente dos comerciantes locais e o apoio demonstrado aos vendedores sediados em Toronto. “O festival continua a ser uma oportunidade importante para celebrar o património cultural do bairro, ao mesmo tempo que apoia os negócios locais e reúne a comunidade em geral”, referiu a líder da organização.

Entre os momentos mais marcantes da edição de 2026 esteve a expansão da programação destinada às crianças, através da criação de uma zona familiar dedicada, com espetáculos e atividades especialmente concebidos para os mais novos. Outro dos destaques foi a ativação de um palco junto à Ossington Avenue, transformado num novo centro do festival graças ao apoio da LiUNA Local 183. A mudança de um dos três palcos principais para este espaço permitiu criar uma área mais acessível e confortável para os visitantes.

“Ao realocarmos um dos nossos três palcos principais para este espaço, conseguimos criar um ambiente mais acessível, com assentos suficientes e espaço para os visitantes se reunirem confortavelmente”, explicou Taborda.

Cultura portuguesa em destaque

A celebração da cultura portuguesa manteve-se como um dos pilares centrais do Do West Fest. Ao longo do fim de semana, milhares de visitantes tiveram oportunidade de assistir a desfiles e atuações que refletiram a riqueza das tradições lusas presentes em Toronto. Grupos como o Luso Can Tuna, Os Bombos do Arsenal e o Grupo de Folclore do Centro Comunitário da Associação Migrante de Barcelos levaram às ruas da Dundas Street West manifestações culturais que marcaram o ambiente do festival. Ao mesmo tempo, a organização procurou dar visibilidade a uma nova geração de artistas portugueses radicados na cidade, com atuações de Sara Dantas, Marito Marques e Jonatan Haller Pereira. 

“Orgulhamo-nos de mostrar alguns dos talentos portugueses excecionais da cidade. Estes músicos ajudam a moldar a próxima geração da expressão cultural portuguesa em Toronto”, sublinhou a líder do BIA.

Objetivos alcançados

Para a organização, os objetivos definidos para esta edição foram cumpridos. “Os nossos objetivos principais eram apoiar os negócios locais, celebrar a cultura e o património do bairro e criar um evento comunitário inclusivo, e acreditamos que alcançámos esses objetivos”, afirmou Anabela Taborda.

Ainda assim, a entidade reconhece que um evento desta dimensão traz desafios logísticos e operacionais, garantindo que serão analisadas as lições retiradas desta edição para melhorar futuras realizações.

Futuro passa por consolidar o crescimento

Sem planos para alterar radicalmente o formato do festival, a Chair garante que continuará a procurar formas de reforçar a segurança, apoiar o comércio local e valorizar as diversas culturas que caracterizam o bairro.

“Continuamos a reconhecer tanto as contribuições históricas como as atuais da comunidade portuguesa, que desempenha um papel vital na formação desta área”, destacou.

Numa mensagem dirigida à comunidade, a BIA agradeceu o contributo de residentes, empresários, voluntários, artistas, patrocinadores e visitantes. “O festival existe graças a esta comunidade, e continuamos comprometidos em garantir que ele reflita as pessoas, culturas e negócios locais que tornam Little Portugal um lugar tão especial”, afirmou Anabela Taborda.

A organização acrescenta que continuará a ouvir atentamente o feedback dos moradores e participantes para garantir que o Do West Fest mantenha o espírito comunitário que o caracteriza desde a sua criação.

“Estamos incrivelmente orgulhosos das raízes portuguesas do bairro e das muitas comunidades que agora consideram esta área a sua casa. O Do West Fest é uma oportunidade para celebrar essa história partilhada, apoiar os negócios locais, mostrar talentos locais e reunir pessoas”, concluiu.

Mais do que um festival, o Do West Fest consolidou-se como um retrato vivo de Toronto no início do verão — onde a rua se transforma em palco e a comunidade assume o protagonismo.

Romulo Ávila/MS

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