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Alcalá de Henares se queda sin su mural cervantino por decisión del ayuntamiento: “Lo estaban dejando deteriorar a propósito”

Miguel Rep frente al mural cervantino de Alcalá de Henares, en 2011. Actualmente, ya no existe.

Hasta hace unos días, Alcalá de Henares y Azul, una ciudad argentina a casi 10.500 kilómetros de distancia, eran localidades hermanas cuya unión se consumaba en dos pinturas murales a un lado y otro del océano. El dibujante y caricaturista argentino Miguel Rep fue el responsable de materializar el vínculo entre estas dos tierras lejanas que se habían acercado, por casualidad, a través de la figura de Miguel de Cervantes: la primera vio nacer al escritor y en la segunda se conserva una de las colecciones de ejemplares de El Quijote más importantes de América y la más grande de Argentina. En julio de 2011 se inauguró el primero de los murales, el de Alcalá, que Rep pintó durante semanas bajo el sol del verano en la pared lateral de la Casa Tapón y pocos meses después, en noviembre, hizo lo mismo bajo el cielo encapotado de la primavera argentina. Mientras el de Azul se conserva, el de Alcalá ya no existe por decisión del ayuntamiento.

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Vela votiva usada por mordomas de Viana já é Património Cultural Imaterial

A Vela Votiva de Santa Marta de Portuzelo, em Viana do Castelo, foi inscrita no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial face à sua “importância enquanto símbolo identitário da população”, foi hoje revelado.

Segundo o anúncio hoje publicado em Diário da República, consultado pela agência Lusa, a Vela Votiva é importante, “em particular para os grupos de mordomas que a utilizam em contextos festivos e religiosos, transcendendo atualmente o contexto da romaria de Santa Marta de Portuzelo”.

“Os processos sociais e culturais nos quais teve origem, destacando-se o papel do artesão e armador Álvaro do Rego Sales na sua criação na década de 1950, detentor e herdeiro de um saber-fazer das artes decorativas em papel, transmitido no seio familiar desde o século XIX”, lê-se no documento.

O despacho do presidente do conselho diretivo Departamento de Bens Culturais do Património Cultural, I. P. destaca ainda “os modos em que se processa a transmissão intergeracional do saber-fazer associado à produção da Vela Votiva de Santa Marta de Portuzelo, a qual se tem centrado na família Sales, indo já na terceira geração de artesãos”.

A inscrição da Vela Votiva de Santa Marta de Portuzelo no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial esteve em consulta pública durante 30 dias, desde 16 de fevereiro.

Segundo a página na Internet Vela Votiva de Santa Marta (VVSM), aquele adereço empunhado pelas mordomas foi criado na década de 50 do século passado, por Álvaro Sales Gomes.

O artesão, natural de Santa Marta de Portuzelo, criou a vela votiva de Santa Marta para figurar no cortejo da Mordomia da Romaria de Santa Marta.

A vela “tem cera, mede 55 centímetros (cm) de comprimento e 1,5 cm de diâmetro, rondando os 200 gramas de peso”.

É “constituída por uma armação de madeira para manter direita e segura a fim de engrinaldar. A armação de madeira dá mais cinco centímetros à altura da vela. Desta forma fica com 60 cm de comprimento, dos quais 15 cm pertencem à cera nua, 35 cm às grinaldas e, por fim, os restantes 10 cm à base ou punho da vela”.

“As grinaldas são de papel metalizado prateado e vermelho. De papel prateado são as flores de imitação de malmequeres e vermelho são os botões de rosa, símbolos que caracterizam a freguesia como uma sociedade agrícola. Os botões são azuis para a vela empunhada pela mordoma que de luto esteja. As grinaldas são colocadas de forma a criar um tronco de cone com aproximadamente 15 cm de diâmetro, prendem-se na base com galão e forra-se com papel metalizado prateado. Seguidamente, cobre-se as grinaldas com trena [fita decorativa] e coloca-se a bobeche [peça do castiçal que apara a cera derretida] sobre as grinaldas. Na base, dá-se um laço em fita de seda com 5 cm de largo e 200 cm de comprimento”, lê-se na publicação.

Há ainda uma lenda associada à vela votiva, segundo a página criada para divulgar esta peça de artesanato tradicional, que versa que “as mordomas são raparigas que, formando grupos, têm a responsabilidade de ajudar e promover a romaria da festa do Santo venerado na terra em que vivem”.

São “solteiras e a condição exige que sejam donzelas”. “O tempo de duração da missa é para elas angustiante pelo receio de que a vela se possa apagar”, refere, acrescentando que, “se por alguma corrente de ar ou sopro maldoso a vela se apaga durante a missa, tal acontecimento dava azo a uma interpretação que em nada abonava a mordoma portadora de tal vela”.

“Apagá-la é castigo de Santo que não aceita o embuste de quem já não sendo virgem por ela quer passar”, reza a lenda. 

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História da Vela Votiva de Santa Marta.Candidatura a Património Cultural Imaterial.
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"Parece que o Sousa Tavares vem antes do Martim"

Martim Sousa Tavares escondia o apelido para provar o seu valor, agora está em paz com a herança familiar. O diretor artístico do Festival de Sintra elogia a descentralização das escolas artísticas.

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