Reading view

CNN processa Perplexity e acusa empresa de IA de copiar 17 mil reportagens sem autorização

A rede de televisão americana CNN entrou na Justiça contra a empresa de inteligência artificial Perplexity, acusando a companhia de utilizar cerca de 17 mil reportagens, fotografias e vídeos sem autorização para o treinamento de seus modelos de IA.

A ação foi protocolada em 28 de maio e representa o primeiro processo movido pela emissora contra uma empresa do setor. Segundo a CNN, a prática viola direitos autorais e explora indevidamente o trabalho produzido por jornalistas e profissionais da comunicação.

Em nota, a Perplexity rebateu as acusações e afirmou que “não é possível impor propriedade intelectual sobre os fatos”.

Conflito envolve mais de 100 ações judiciais

O processo da CNN se soma a uma crescente onda de disputas entre produtores de conteúdo e empresas de inteligência artificial. Segundo levantamento da plataforma ChatGPT is Eating the World, já existem pelo menos 115 ações judiciais em andamento movidas por veículos de imprensa, escritores, artistas e outros criadores.

Entre os casos mais conhecidos está a ação do jornal The New York Times contra a OpenAI e a Microsoft. A empresa alega que seus conteúdos foram utilizados no treinamento de sistemas de IA e que os modelos conseguem reproduzir trechos de reportagens.

No Brasil, a Folha de S.Paulo também acionou judicialmente a OpenAI, mas encerrou o conflito após firmar um acordo de licenciamento com a desenvolvedora do ChatGPT no fim de maio.

Debate opõe direitos autorais e inovação tecnológica

A CNN argumenta que empresas de inteligência artificial obtêm lucro a partir de conteúdos produzidos por organizações jornalísticas sem oferecer qualquer compensação financeira.

Segundo a emissora, a produção de jornalismo profissional exige investimentos elevados e, muitas vezes, envolve riscos para os profissionais envolvidos. Por isso, sustenta que companhias de tecnologia devem remunerar adequadamente os detentores dos direitos autorais.

Do outro lado, empresas de IA defendem que o uso de livros, reportagens e outros materiais para treinamento de modelos se enquadra no conceito jurídico de “uso justo” (“fair use”), previsto na legislação americana. Elas alegam que os sistemas não reproduzem integralmente as obras, mas geram conteúdos transformados a partir dos dados utilizados no treinamento.

Caso Anthropic abriu precedente importante

Entre as ações em curso, uma das mais avançadas envolve a empresa Anthropic, desenvolvedora do chatbot Claude. O processo foi movido por um grupo de escritores norte-americanos liderado pelo autor George R. R. Martin, criador da série “As Crônicas de Gelo e Fogo”, que inspirou a produção televisiva “Game of Thrones”.

A Anthropic concordou em desembolsar US$ 1,5 bilhão para encerrar a ação coletiva que questionava o uso de livros protegidos por direitos autorais no treinamento de seus modelos de inteligência artificial.

O caso ganhou repercussão internacional após a revelação de que obras de autores brasileiros, como Chico Buarque, Paulo Coelho e Clarice Lispector, estavam entre os materiais utilizados sem autorização.

Apesar do acordo, a empresa não admitiu irregularidades e afirmou continuar comprometida com o desenvolvimento responsável de sistemas de inteligência artificial.

Justiça ainda busca definir limites da IA

Enquanto processos avançam em diferentes tribunais, o debate jurídico permanece aberto. Recentemente, um juiz federal dos Estados Unidos rejeitou acusações apresentadas contra gigantes da tecnologia como Apple, Google, Meta, Nvidia, OpenAI, Perplexity e xAI por falta de provas suficientes.

Já as acusações contra a Anthropic seguiram adiante, especialmente após investigações apontarem o uso de bibliotecas digitais piratas para obtenção de conteúdos utilizados no treinamento dos sistemas.

As decisões que forem tomadas nos próximos anos podem definir os limites legais para o treinamento de inteligências artificiais e estabelecer novas regras para a relação entre empresas de tecnologia, veículos de comunicação e criadores de conteúdo.

The post CNN processa Perplexity e acusa empresa de IA de copiar 17 mil reportagens sem autorização appeared first on Diário da Manhã - O Jornal do leitor Inteligente.

  •  

Fatura com tokens de IA a explodir: CEO da OpenAI diz que agora custos são um “grande problema”

O CEO da OpenAI (que detém o ChatGPT), Sam Altman, realizou recentemente um retrato sobre o estado da inteligência artificial (IA). Pelo meio ficou um alerta. Os custos com os tokens, ligados à tecnologia, estão a subir muito rapidamente levando mesmo a que as empresas estejam a estabelecer limites.

Os tokens nada mais são do que as unidades de dados processados pelos modelos de IA, como o Gemini, o ChatGPT, e o Claude, pertencentes à Google, OpenAI e Anthropic.

“No início de 2026, o problema nunca foi levantado. As pessoas estavam totalmente satisfeitas com o valor que estavam a gastar. Agora, os custos da IA ​​são um grande problema”, referiu Sam Altman, durante um evento corporativo, em declarações transcritas pela Business Insider, sobre os custos ligados aos tokens de IA.

Sam Altman salientou durante um evento que há seis anos e ano o maior utilizador de tokens, da OpenAI, tinha um consumo de 100 mil por mês.

“Isso tornava-o muito provavelmente o líder mundial em gastos com tokens”, referiu o CEO da tecnológica. “Passados seis anos e meio este valor está próximo da média per capita mundial. O líder em gastos com tokens na OpenAI utiliza cerca de 100 mil milhões de tokens por mês”, referiu Sam Altman.

E este nem é o maior consumidor de tokens no mundo, algo que o CEO da OpenAI vê como uma “vergonha pessoal”. O consumo é visto por várias empresas, entre as quais a OpenAI, como algo de relevo, ao ponto de ter um ranking sobre quem mais consome. Além disso a tecnológica está também no negócio da venda de tokens.

A Business Insider salienta que a OpenAI deve ter gasto mais de mais de 100 mil milhões de tokens num mês, enquanto que o New York Times chegou a avançar que um funcionário da tecnológica chegou a gastar 210 mil milhões de tokens numa semana. Existe também relatos de que o criador da OpenClaw, Peter Steinberger, já atingiu 603 mil milhões de tokens em 30 dias.

Este consumo de tokens tem sido de tal ordem que já existem empresas a colocar limites nos gastos sendo a Amazon e a Uber alguns desses exemplos, salienta a Business Insider.

Sam Altman referiu que o tópico dos gastos em tokens tem sido de tal ordem que até já originou um meme. “A minha empresa gastou todo o orçamento de 2026 no primeiro trimestre, podem tornar isto mais eficiente?”.

No caso do CEO da Faros AI, Vitaly Gordon, um dos seus engenheiros gastou 40 mil dólares (34 mil euros) em tokens, em maio. “E eu realmente não sei se devo impedi-lo ou se devo andar por aí a dizer a todos os outros para fazerem o mesmo”, disse Vitaly Gordon, citado pela TechCrunch.

E há quem tenha faturas bem superiores. Um consultor para a área da IA, referiu à Axios, que uma empresa encontrou uma conta de 500 milhões de dólares (432 milhões de euros), para o Claude (modelo da Anthropic), depois de não ter definido limites de utilização para os seus funcionários.

  •  

Associação Public Affairs Portugal inicia novo mandato com foco na implementação da Lei do Lobby

A Associação Public Affairs Portugal (PAPT), a primeira associação representativa do lobbying em Portugal, inicia um novo mandato num ano decisivo para o setor.

Gonçalo Boavida, partner da Lift Consulting, assume a presidência da associação no terceiro ano de atividade, tendo como vice-presidentes Sofia Cartó, founder & partner da Loyal Ecosystem, e Rita Serrabulho, managing partner da Political Intelligence Portugal.

A tomada de posse acontece num momento particularmente relevante para a representação de interesses em Portugal, marcado pela entrada em vigor da Lei do Lobby, Lei n.º 5-A/2026, no próximo dia 27 de julho. Este novo quadro legal estabelece pela primeira vez o enquadramento para a relação entre representantes de interesses, empresas, associações, organizações da sociedade civil, profissionais do setor de public affairs e entidades públicas.

Para o novo presidente, o momento traz uma responsabilidade acrescida. “A entrada em vigor da Lei do Lobby marca uma nova etapa para a representação de interesses em Portugal e traz consigo a responsabilidade coletiva de garantir que este novo enquadramento é compreendido, aplicado e valorizado por todos os intervenientes. Assumir a presidência da PAPT neste momento é, por isso, uma responsabilidade acrescida, na medida em que queremos contribuir para que a implementação da lei seja feita com rigor, diálogo e responsabilidade, reforçando a transparência e a confiança nos assuntos públicos em Portugal”, afirma Gonçalo Boavida.

O novo mandato da PAPT vai dar continuidade ao trabalho desenvolvido desde a sua criação, com foco na profissionalização do setor, na promoção de boas práticas e no reforço da compreensão pública sobre a representação de interesses. Neste contexto, a associação pretende afirmar-se como interlocutor técnico junto de decisores políticos, reguladores, empresas e sociedade civil. O objetivo é acompanhar e apoiar a implementação e regulamentação do novo quadro legal, promovendo a transparência, a segurança jurídica e a previsibilidade regulatória, em linha com o trabalho já feito em audiências e audições com diferentes decisores políticos.

“Queremos continuar a ser uma parte ativa desta nova fase, bem como uma referência para ajudar qualquer cidadão, organização ou entidade pública na implementação da Lei, avaliação da mesma e, acima de tudo, na manutenção de elevados padrões de ética e transparência”, reforça o novo presidente.

A ligação ao contexto internacional mantém-se como um dos eixos da associação. A PAPT integra a P.A.C.E. – Public Affairs Community of Europe, que reúne associações congéneres de vários países europeus. Recentemente, Gonçalo Boavida representou a associação num evento da P.A.C.E. no Senado Espanhol, onde apresentou o ponto de situação do processo legislativo português. Essa ligação será aprofundada em outubro de 2026, quando Portugal acolher a PACE Young Professionals Academy, encontro dedicado à nova geração de profissionais do setor. O evento pretende promover a partilha de boas práticas e aproximar o mercado nacional das dinâmicas europeias.

Com a nova presidência, a PAPT quer reforçar a sua atuação enquanto plataforma de convergência entre profissionais, organizações e instituições, numa altura em que a representação de interesses passa a assumir uma expressão mais estruturada no espaço público português.

  •  

OpenAI files to go public as IPO race heats up

OpenAI has confidentially filed paperwork to go public, the company announced Monday. It is one of three leading AI companies preparing for an initial public offering (IPO), alongside SpaceX and Anthropic, which have both filed with the Securities and Exchange Commission (SEC) in recent months. The company said in a post on X it “recently…

  •  
❌