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El papa consigue que sindicatos y patronal aparquen sus diferencias, con Yolanda Díaz como testigo

El papa saluda a Pepe Álvarez, secretario general de UGT, durante el encuentro en el Movistar Arena.

La visita del papa León XIV a Madrid está dejando momentos para el recuerdo. De una misa multitudinaria a su encuentro nocturno con la juventud católica, el santo padre ha logrado congregar a cientos de miles de personas en torno a su mensaje de paz y justicia social. También se han rendido a su personalidad tranquila pero carismática la patronal y los representantes sindicales, que este domingo han participado de un singular evento que ha combinado economía, cultura y deporte.

En el caso del presidente de la CEOE, Antonio Garamendi, y los secretarios generales de UGT, Pepe Álvarez, y Comisiones Obreras, Unai Sordo, han protagonizado una intervención en la que ha quedado patente su voluntad por alcanzar un nuevo "contrato social" acorde a nuestros tiempos. El líder de la patronal ha subrayado que ese nuevo acuerdo "sólo podrá construirse sumando capacidades, compartiendo objetivos y poniendo siempre a las personas en el centro del progreso".

Todo ello lo ha presenciado Yolanda Díaz, que se encontraba entre las miles de asistentes que han llenado el Movistar Arena. La vicepresidenta segunda y ministra de Trabajo ha asistido sonriente a la ceremonia desde la primera fila, junto a Carlos Cuerpo. Aunque las relaciones de la líder de Sumar y Garamendi no pasan por su mejor momento, Díaz ha querido exhibir sintonía con el nuevo pontífice. Ya lo hizo en su momento con su predecesor, Francisco, con quien se reunió en varias ocasiones.

La vicepresidenta segunda y ministra de Trabajo, Yolanda Díaz, junto a otras autoridades en el evento con el mundo de la cultura, la economía y el deporte del papa León XIV
La vicepresidenta segunda y ministra de Trabajo, Yolanda Díaz, junto a otras autoridades en el evento con el mundo de la cultura, la economía y el deporte del papa León XIV | Jesús Hellín / Europa Press

Por su parte, el líder de CCOO ha dejado claro su voluntad de "hacer renacer lo más noble de los estados sociales que es la solidaridad entre anónimos". Además, de cara a construir ese renovado contrato social, ha pedido no "blindarnos en torres de marfil entre idénticos". En el caso de Álvarez, ha exigido que un acuerdo de este tipo garantice que "el progreso tecnológico se construye desde la equidad y la justicia", en referencia a la irrupción de la inteligencia artificial en el ámbito laboral. Un guiño a la primera encíclica de León XIV, que también aborda esta cuestión.

El papa pide que las empresas reconozcan la dignidad humana

En el discurso, el papa ha recogido las inquietudes de patronal y sindicatos. Su intervención ha subrayado la importancia de mantener un diálogo social con el mundo de la cultura, el deporte y la empresa. Así, ha pedido que "la actividad empresarial no vea al empleado como un factor más en la ecuación de sus intereses".

Sobre la necesidad de la Iglesia de permanecer en diálogo con todos estos ámbitos, ha señalado que el catolicismo puede ayudar a responder a la pregunta sobre "qué significa ser verdaderamente humano". Y ha alertado del riesgo de ser "expertos en los medios y eficaces para producir", pero sin conocer realmente para quién se produce. Por ello, ha llamado a que la empresa "reconozca la dignidad de la persona" y a que el trabajo "siga siendo motor de esperanza".

Un mensaje que se relaciona con el que expresó en su encíclica Magnifica Humanitas, una defensa de la dignidad del ser humano frente a la inteligencia artificial. Precisamente esta preocupación ante el avance sin control de la tecnología expresada por el papa en su carta a los cristianos se relaciona también con el mundo de la cultura, la enseñanza y el deporte, que también han estado representados en el acto.

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Brasileiros podem receber salário de R$ 3 mil; projeto aguarda votação

Os trabalhadores responsáveis pelos serviços de varrição e coleta de resíduos urbanos podem conquistar uma série de novos direitos em todo o país. A Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 4146/20, que estabelece um piso salarial nacional de R$ 3.036 para os garis.A proposta foi aprovada em março deste ano pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e agora aguarda análise do Senado Federal. Somente após a aprovação dos senadores o texto poderá seguir para sanção presidencial.Projeto amplia direitos da categoriaAlém da criação do piso salarial nacional, a proposta prevê benefícios voltados aos profissionais que atuam diariamente na limpeza urbana.Entre as medidas previstas está o pagamento de adicional de insalubridade de 40% para trabalhadores expostos a condições prejudiciais à saúde.O texto também garante aposentadoria especial aos profissionais que exercem atividades consideradas de risco à saúde ao longo da carreira.Outra previsão do projeto é a possibilidade de inclusão de benefícios como vale-alimentação, cesta básica mensal e plano de saúde, que poderão ser definidos por meio de convenções coletivas. Leia Também: ECONOMIA Vai viajar? Passagem de ônibus fica mais cara e reajuste chega a 9% ECONOMIA Brasil tenta acordo para evitar tarifa de 25% dos EUA sobre importações CONCORRÊNCIA DESLEAL? Bets querem que governo aperte cerco a 'jogo do tigrinho' Municípios calculam impacto bilionárioA criação do novo piso salarial deve gerar impacto significativo nas contas das prefeituras brasileiras.Segundo estimativa da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), a medida poderá representar um custo adicional de aproximadamente R$ 5,9 bilhões por ano para os municípios.Para reduzir os efeitos financeiros da proposta, o projeto prevê que a União possa utilizar recursos do Fundo Social para auxiliar no custeio das despesas decorrentes da nova regra.O texto estabelece, porém, que esses repasses não poderão comprometer verbas destinadas à educação.O que falta para a medida entrar em vigor?Apesar da aprovação na Câmara, o projeto ainda não se tornou lei.A proposta aguarda votação no Senado Federal e, caso receba o aval dos parlamentares, será encaminhada ao presidente da República, que poderá sancionar ou vetar o texto.Se for aprovada em todas as etapas, a medida poderá promover mudanças significativas nas condições de trabalho dos garis, categoria considerada essencial para o funcionamento e a limpeza das cidades brasileiras.

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Vai viajar? Passagem de ônibus fica mais cara e reajuste chega a 9%

Quem depende do transporte coletivo intermunicipal precisará desembolsar mais para viajar. Entraram em vigor na última terça-feira, 02, os novos reajustes das tarifas de ônibus no Rio Grande do Sul, com aumentos que chegam a 8,77%, conforme confirmação da Fundação Estadual de Planejamento Metropolitano e Regional (Metroplan).A atualização faz parte do reposicionamento tarifário previsto para 2026 e considera a alta dos custos operacionais do setor nos últimos 12 meses, além dos impactos da reoneração da folha de pagamentos estabelecida pela legislação federal.Aumento muda conforme a regiãoOs percentuais aplicados não são os mesmos em todo o estado. Na Região Metropolitana de Porto Alegre, onde está concentrada uma parcela significativa dos usuários do sistema, o reajuste foi fixado em 7,32%.Já os passageiros que utilizam as linhas da Aglomeração Urbana do Litoral Norte passarão a pagar 7,79% a mais pelas viagens.Na Aglomeração Urbana do Sul, os índices variam de acordo com a empresa operadora. As linhas administradas pela Expresso Embaixador e pela Harms tiveram reajuste de 8,77%, enquanto os serviços prestados pela Santa Silvana receberam aumento de 7,47%.A Região Metropolitana da Serra Gaúcha também aparece entre as áreas com maiores reajustes autorizados, registrando alta de 8,76% nas tarifas. Leia Também: ECONOMIA Brasil tenta acordo para evitar tarifa de 25% dos EUA sobre importações CONCORRÊNCIA DESLEAL? Bets querem que governo aperte cerco a 'jogo do tigrinho' EM SALVADOR Cinema na praia e jantares exclusivos: as experiências mais procuradas no Dia dos Namorados Novos preços variam de acordo com o trajetoApesar da confirmação dos percentuais, a Metroplan não divulgou uma tabela única com os novos valores das passagens.Segundo o órgão, o preço final depende de fatores como a distância percorrida, a linha utilizada e o município atendido pelo sistema de transporte intermunicipal.Por isso, os passageiros devem consultar diretamente as empresas responsáveis pelas operações ou os canais oficiais para verificar quanto passarão a pagar em cada rota.Entenda o que motivou o reajusteDe acordo com a Metroplan, os novos índices foram calculados com base na evolução dos custos operacionais do transporte coletivo até março deste ano.Entre os fatores considerados estão despesas com combustível, manutenção da frota, mão de obra e os efeitos da reoneração da folha de pagamentos.A fundação também informou que o cálculo levou em conta atrasos na aplicação de parte dos reajustes previstos para os anos de 2025 e 2026, o que contribuiu para a atualização tarifária implementada agora.

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Brasil tenta acordo para evitar tarifa de 25% dos EUA sobre importações

O governo brasileiro intensificou as negociações com os Estados Unidos para tentar evitar a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre parte das importações brasileiras. A medida foi sugerida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que acusa o Brasil de adotar práticas consideradas “desleais” nas relações comerciais.Segundo informações divulgadas pela Agência Brasil, a avaliação do governo é de que ainda existe a possibilidade de alcançar um acordo mais vantajoso para os dois países, embora as negociações sejam consideradas difíceis. Um dos argumentos apresentados pelo Brasil é que os Estados Unidos mantêm superávit comercial na relação bilateral, além de a tarifa média aplicada pelo país sobre produtos norte-americanos ser de apenas 2,7%.A recomendação do USTR foi resultado de uma investigação baseada na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos. Entre os argumentos apresentados pelos norte-americanos está a alegação de que o Brasil adotaria medidas que prejudicam empresas dos EUA, incluindo críticas ao sistema de pagamentos Pix. O governo brasileiro rebateu as acusações, classificando-as como uma tentativa de interferência em assuntos internos e de protecionismo comercial.Novo prazo para negociaçãoO Brasil trabalha agora com a data de 15 de julho para tentar fechar um acordo tarifário. O prazo foi estabelecido pelo próprio USTR e substitui a previsão inicial de 30 dias definida após encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, em Washington.Entre os obstáculos para o avanço das negociações está o fato de os Estados Unidos conduzirem simultaneamente diversas discussões comerciais com outros países, além do envolvimento em questões geopolíticas internacionais. Leia Também: CONCORRÊNCIA DESLEAL? Bets querem que governo aperte cerco a 'jogo do tigrinho' EM SALVADOR Cinema na praia e jantares exclusivos: as experiências mais procuradas no Dia dos Namorados MELIPONICULTURA NA BAHIA Ouro do Sertão: como 'mel milagroso' virou força econômica na Caatinga Taxa global de 12,5%Além da possível sobretaxa de 25%, o governo brasileiro acompanha a imposição de uma tarifa adicional de até 12,5% aplicada pelos Estados Unidos a cerca de 60 países sob a justificativa de combate ao trabalho análogo à escravidão. Na avaliação do governo, essa cobrança tem caráter mais amplo e dificilmente será objeto de negociação específica.A medida atinge não apenas o Brasil, mas também parceiros históricos dos Estados Unidos, como Japão, União Europeia, Canadá, Índia e Argentina.

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MinC busca apoio do BRICS para infraestrutura cultural

Logo Agência Brasil

O secretário executivo do Ministério da Cultura (MinC), Márcio Tavares, se encontrou com a presidenta do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) do BRICS, Dilma Rousseff. Durante o encontro, Tavares apresentou a Dilma projetos ministeriais para a melhoria da infraestrutural cultural brasileira passíveis de financiamento internacional.

Eles se reuniram em Xangai, na China, na última semana. Entre os projetos apresentados, está a proposta de reconversão verde de equipamentos - que prevê a modernização de espaços culturais com foco na sustentabilidade - e de desenvolvimento tecnológico do setor criativo.

Notícias relacionadas:

Tavares também detalhou aspectos do projeto federal de criar novos Centros de Artes e Esportes Unificados (CEUs da Cultura) e unidades da rede MovCeus (equipamentos culturais itinerantes) por todo o país e reformar os já em funcionamento.  

O secretário e Dilma também conversaram sobre a programação do Ano Cultural Brasil-China 2026, iniciativa de diplomacia cultural promovida pelo governo brasileiro e chinês para fortalecer os laços culturais entre os dois países e a parceria estratégica bilateral.

“A cultura é um vetor estratégico para o desenvolvimento, que caminha em paralelo à geração de renda e à transição ecológica”, comentou o secretário-executivo ao destacar a importância do apoio financeiro do Banco do Brics para a ampliação e modernização da infraestrutura cultural e criativa do Brasil.  

Tavares ainda aproveitou o encontro para apresentar a Dilma o Tela Brasil, plataforma pública de streaming que o governo federal lançou no último dia 30 e que já conta com 555 obras audiovisuais brasileiras que o público pode acessar e assistir gratuitamente. Entre elas, 19 títulos que já representaram o Brasil na disputa pelo Oscar.

Coordenado pelo Ministério da Cultura, o Tela Brasil foi desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de Alagoas e reúne conteúdos financiados pelo Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), obras guardadas por instituições do Sistema MinC, como a Cinemateca Brasileira, o Centro Técnico Audiovisual (CTAv), a Funarte e a Fundação Cultural Palmares.

Das obras disponíveis, 267 são curtas-metragens; 139, longas-metragens; 85, médias-metragens ou telefilmes e 64 obras seriadas.

 

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MinC busca apoio do BRICS para infraestrutura cultural

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O secretário executivo do Ministério da Cultura (MinC), Márcio Tavares, se encontrou com a presidenta do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) do BRICS, Dilma Rousseff. Durante o encontro, Tavares apresentou a Dilma projetos ministeriais para a melhoria da infraestrutural cultural brasileira passíveis de financiamento internacional.

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O secretário e Dilma também conversaram sobre a programação do Ano Cultural Brasil-China 2026, iniciativa de diplomacia cultural promovida pelo governo brasileiro e chinês para fortalecer os laços culturais entre os dois países e a parceria estratégica bilateral.

“A cultura é um vetor estratégico para o desenvolvimento, que caminha em paralelo à geração de renda e à transição ecológica”, comentou o secretário-executivo ao destacar a importância do apoio financeiro do Banco do Brics para a ampliação e modernização da infraestrutura cultural e criativa do Brasil.  

Tavares ainda aproveitou o encontro para apresentar a Dilma o Tela Brasil, plataforma pública de streaming que o governo federal lançou no último dia 30 e que já conta com 555 obras audiovisuais brasileiras que o público pode acessar e assistir gratuitamente. Entre elas, 19 títulos que já representaram o Brasil na disputa pelo Oscar.

Coordenado pelo Ministério da Cultura, o Tela Brasil foi desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de Alagoas e reúne conteúdos financiados pelo Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), obras guardadas por instituições do Sistema MinC, como a Cinemateca Brasileira, o Centro Técnico Audiovisual (CTAv), a Funarte e a Fundação Cultural Palmares.

Das obras disponíveis, 267 são curtas-metragens; 139, longas-metragens; 85, médias-metragens ou telefilmes e 64 obras seriadas.

 

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Bets querem que governo aperte cerco a 'jogo do tigrinho'

As plataformas de apostas eletrônicas que operam no mercado brasileiro de forma regular iniciaram uma ofensiva para cobrar do governo federal ações de fiscalização mais contundentes e regras restritivas sobre as empresas desenvolvedoras de softwares de cassinos online, conhecidos popularmente como caça-níqueis eletrônicos.O foco principal da cobrança das operadoras licenciadas reside no bloqueio do fornecimento de títulos de alta captação de público, como o Fortune Tiger (o "jogo do tigrinho"), para sites e domínios clandestinos que atuam à margem da legislação nacional. O Ministério da Fazenda, por meio da Secretaria de Prêmios e Apostas, trabalha com a projeção técnica de publicar ainda neste ano o arcabouço normativo que vai disciplinar e responsabilizar diretamente as empresas fornecedoras e certificadoras desse elo da cadeia de jogos.PressãoA pressão do mercado regulado ganhou forte tração política em uma semana marcada pela mobilização de setores da sociedade civil e da classe artística, que lançaram a campanha nacional "Block no Tigrinho" para alertar a população sobre os riscos de dependência psicológica, endividamento e transtornos financeiros associados à jogatina digital desenfreada. Manifestos assinados por nomes da música nacional, como Chico Buarque, Gilberto Gil e Anitta, amplificaram o debate sobre a vulnerabilidade social dos apostadores diante de plataformas que operam sem qualquer mecanismo de proteção ao consumidor.No ecossistema das apostas digitais, os cassinos eletrônicos são os principais geradores de receita, respondendo por 60% do faturamento total das empresas lícitas e atingindo a marca de 72% do volume financeiro nos sites ilegais, um mercado paralelo que movimentou cerca de R$ 14 bilhões ao longo do ano passado. Leia Também: BRASIL “Jogo do Tigrinho”: mulher perde casas, se separa e pede ajuda após vício PREOCUPANTE Do tigrinho ao vício: pesquisa revela lado sombrio das apostas ENDIVIDAMENTO E ANSIEDADE O mecanismo do vício: por que o cérebro reage às bets como uma droga EstrangulamentoA estratégia defendida pelo Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) consiste em estrangular o modelo de negócios das plataformas ilícitas, atacando a cadeia terceirizada de suprimentos tecnológicos, uma vez que os operadores clandestinos dependem criticamente de software houses internacionais para rodar os jogos de azar e de intermediários financeiros para processar os pagamentos."Não faz sentido o governo ir atrás apenas dos operadores, exigindo o cumprimento de regras estritas de quem está legalizado, enquanto o fornecedor dos jogos presta serviços de forma irresponsável para o mercado clandestino", afirmou à Folha o presidente do IBJR e CEO da Betsson no Brasil, André Guelfi. Segundo a publicação, investigações conduzidas pela Polícia Civil de São Paulo na Operação Falsa Las Vegas revelaram que portais irregulares operados a partir de servidores no exterior possuem conexões diretas com facções criminosas e utilizam os jogos eletrônicos para ocultação de bens e lavagem de dinheiro, sonegando impostos federais e eximindo-se do pagamento da outorga de R$ 30 milhões exigida pelo governo federal.Responsabilidade solidáriaPara coibir tais práticas, a legislação de apostas já avançou com a aprovação da Lei Complementar 224, que estabelece a responsabilidade solidária de provedores de tecnologia e de arranjos de pagamento, permitindo que a Fazenda e a Anatel efetuem o bloqueio em massa de milhares de sites e a suspensão de contas bancárias suspeitas vinculadas à publicidade abusiva de influenciadores digitais."Se fechamos com um operador, precisamos ter certeza de que ele está regularizado. É uma postura fundamental para a reputação da companhia. O contexto regulatório mudou de forma drástica com a decisão do STF que proibiu as licenças municipais, e desde então as abordagens de empresas sem a devida cobertura federal diminuíram consideravelmente", avaliou também à Folha a gerente regional da SoftSwiss para a América Latina, Carla Duailib.

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Fraudes ligadas à Copa quase dobram e acendem alerta para 2026

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As tentativas de fraude relacionadas ao futebol e à Copa do Mundo avançaram de forma significativa no ciclo que antecede o Mundial de 2026, que começa nesta semana. Levantamento da NordVPN, provedor de serviços de rede privada virtual, aponta que 34% dos brasileiros que utilizam internet relataram contato com golpes ligados ao tema em 2024 e 2025. O número representa quase o dobro dos 19% registrados antes da Copa de 2022.

O aumento ocorre em um cenário de maior sofisticação dos ataques digitais, impulsionados principalmente pelo uso de inteligência artificial generativa, que reduziu drasticamente o tempo necessário para a criação de golpes e páginas falsas. Nos últimos três meses, as reclamações no Procon-SP relacionadas à Copa do Mundo multiplicaram-se por oito.

Notícias relacionadas:

Entre os principais indicadores do avanço das fraudes estão:
  • 34% dos internautas tiveram contato com golpes ligados ao futebol em 2024 e 2025;
  • 19% relataram situações semelhantes no ciclo da Copa de 2022;
  • 238 reclamações foram registradas pelo Procon-SP entre março e maio de 2026;
  • As queixas no órgão saltaram de 19 em março para 63 em abril e 156 em maio.

Fraudes mais rápidas

A principal diferença entre os cenários de 2022 e 2026 está na velocidade de execução dos golpes. Há quatro anos, criminosos precisavam de mais tempo e conhecimento técnico para montar sites fraudulentos e campanhas de phishing.

Agora, com ferramentas de inteligência artificial amplamente disponíveis, esse processo passou a ser realizado em poucas horas.

“Hoje, com ferramentas de inteligência artificial generativa acessíveis a qualquer pessoa, esse ciclo caiu para poucas horas”, afirma Marcelo Souza, vice-presidente de Produto da Certta, empresa de verificação inteligente que unifica soluções antifraude em uma única plataforma.

Além da rapidez, os golpes se tornaram personalizados. Em vez de campanhas massificadas, criminosos utilizam dados vazados, como Cadastro de Pessoas Físicas (CPF), e-mail e histórico de compras, para criar abordagens direcionadas às vítimas.

Pix muda cenário

Outra transformação importante ocorreu nos meios de pagamento. Se em 2022, cartões e boletos ainda predominavam, em 2026, o Pix passou a ocupar posição central nas fraudes.

Segundo Marcelo Souza, a instantaneidade das transferências dificulta a recuperação dos recursos após a concretização do golpe.

“O Pix também muda a equação de forma bastante concreta. A instantaneidade e a irreversibilidade da transação eliminam a janela de reação”, destaca.

Os criminosos também passaram a criar marcas fictícias que se apresentam como parceiras oficiais do evento e a infiltrar-se em grupos legítimos de colecionadores e torcedores para conquistar confiança antes de aplicar os golpes.

Redes sociais

Segundo o levantamento da NordVPN, as redes sociais seguem como principal porta de entrada para as fraudes relacionadas à Copa.

Os canais mais utilizados pelos golpistas são:

  • Instagram: 51% dos casos;
  • WhatsApp: 48%;
  • Facebook: 35%;
  • TikTok: 26%.

Entre as modalidades mais frequentes estão apostas ilegais, venda de ingressos falsos e comercialização de produtos falsificados.

Mercado de figurinhas

As fraudes relacionadas à Copa do Mundo não se limitam à internet, mas também abrangem o comércio real, como constatado pelo Procon-SP.

As principais ocorrências registradas no órgão de março a maio foram:

  • 115 casos de não entrega ou atraso;
  • •34 casos de oferta não cumprida ou venda enganosa;
  • 24 casos de produtos incompletos ou diferentes do anunciado.

As reclamações específicas sobre figurinhas e álbuns da Copa saltaram de zero em março para 34 em abril e 109 registros em maio. As denúncias estão concentradas em anúncios enganosos e falsificações em marketplaces e grupos de mensagens.

Crise de confiança

Para Marcelo Souza, a popularização da inteligência artificial também criou um novo desafio para consumidores e empresas: a dificuldade em distinguir conteúdos autênticos de materiais manipulados.

“Imagens, vídeos e documentos já não são sinônimo de verdade na internet, isso gera uma crise de confiança digital”, afirma.

Segundo ele, a resposta passa pela adoção de sistemas mais avançados de autenticação e monitoramento de comportamento dos usuários.

“Se os cibercriminosos alteram suas táticas em questão de horas, por que muitas companhias ainda levam semanas ou meses para atualizar regras de prevenção?”, questiona.

Para o executivo, a proteção dependerá cada vez mais da verificação de identidade e da capacidade de detectar comportamentos fora do padrão em tempo real. “A confiança real se constrói na camada de identidade, no reconhecimento do usuário e na capacidade de reagir de forma proporcional quando algo foge do padrão”, conclui.

Recomendações

O Procon-SP elaborou as seguintes orientações aos consumidores para evitar cair em golpes:

  • Pesquisar a reputação da loja ou vendedor;
  • Desconfiar de ofertas com preços muito abaixo do mercado;
  • Verificar informações como Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), endereço e canais de atendimento;
  • Guardar anúncios, comprovantes de pagamento e conversas realizadas;
  • Conferir prazo de entrega, política de troca e condições da oferta;
  • Em compras de figurinhas e produtos colecionáveis, verificar se o item é oficial e se há identificação clara do fornecedor.
  • Registrar reclamação no Procon mais próximo.

Em relação às compras via internet, Marcelo Souza, da Certta, recomenda estratégias adicionais:

  • Ignorar gatilhos de "urgência", como contadores regressivos, e preços excessivamente abaixo do mercado;
  • Checar se o CNPJ exibido no site condiz com o setor de varejo: evitar "CNPJs fantasmas" de consultoria ou construção civil;
  • Verificar data de criação do domínio (por meio de serviços WHOIS): sites criados há menos de 30 dias são sinais fortíssimos de fraude;
  • Evitar sites que só aceitam Pix: plataformas idôneas oferecem múltiplas formas de pagamento (cartão, boleto), que permitem contestação.
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Fraudes ligadas à Copa quase dobram e acendem alerta para 2026

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As tentativas de fraude relacionadas ao futebol e à Copa do Mundo avançaram de forma significativa no ciclo que antecede o Mundial de 2026, que começa nesta semana. Levantamento da NordVPN, provedor de serviços de rede privada virtual, aponta que 34% dos brasileiros que utilizam internet relataram contato com golpes ligados ao tema em 2024 e 2025. O número representa quase o dobro dos 19% registrados antes da Copa de 2022.

O aumento ocorre em um cenário de maior sofisticação dos ataques digitais, impulsionados principalmente pelo uso de inteligência artificial generativa, que reduziu drasticamente o tempo necessário para a criação de golpes e páginas falsas. Nos últimos três meses, as reclamações no Procon-SP relacionadas à Copa do Mundo multiplicaram-se por oito.

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Entre os principais indicadores do avanço das fraudes estão:
  • 34% dos internautas tiveram contato com golpes ligados ao futebol em 2024 e 2025;
  • 19% relataram situações semelhantes no ciclo da Copa de 2022;
  • 238 reclamações foram registradas pelo Procon-SP entre março e maio de 2026;
  • As queixas no órgão saltaram de 19 em março para 63 em abril e 156 em maio.

Fraudes mais rápidas

A principal diferença entre os cenários de 2022 e 2026 está na velocidade de execução dos golpes. Há quatro anos, criminosos precisavam de mais tempo e conhecimento técnico para montar sites fraudulentos e campanhas de phishing.

Agora, com ferramentas de inteligência artificial amplamente disponíveis, esse processo passou a ser realizado em poucas horas.

“Hoje, com ferramentas de inteligência artificial generativa acessíveis a qualquer pessoa, esse ciclo caiu para poucas horas”, afirma Marcelo Souza, vice-presidente de Produto da Certta, empresa de verificação inteligente que unifica soluções antifraude em uma única plataforma.

Além da rapidez, os golpes se tornaram personalizados. Em vez de campanhas massificadas, criminosos utilizam dados vazados, como Cadastro de Pessoas Físicas (CPF), e-mail e histórico de compras, para criar abordagens direcionadas às vítimas.

Pix muda cenário

Outra transformação importante ocorreu nos meios de pagamento. Se em 2022, cartões e boletos ainda predominavam, em 2026, o Pix passou a ocupar posição central nas fraudes.

Segundo Marcelo Souza, a instantaneidade das transferências dificulta a recuperação dos recursos após a concretização do golpe.

“O Pix também muda a equação de forma bastante concreta. A instantaneidade e a irreversibilidade da transação eliminam a janela de reação”, destaca.

Os criminosos também passaram a criar marcas fictícias que se apresentam como parceiras oficiais do evento e a infiltrar-se em grupos legítimos de colecionadores e torcedores para conquistar confiança antes de aplicar os golpes.

Redes sociais

Segundo o levantamento da NordVPN, as redes sociais seguem como principal porta de entrada para as fraudes relacionadas à Copa.

Os canais mais utilizados pelos golpistas são:

  • Instagram: 51% dos casos;
  • WhatsApp: 48%;
  • Facebook: 35%;
  • TikTok: 26%.

Entre as modalidades mais frequentes estão apostas ilegais, venda de ingressos falsos e comercialização de produtos falsificados.

Mercado de figurinhas

As fraudes relacionadas à Copa do Mundo não se limitam à internet, mas também abrangem o comércio real, como constatado pelo Procon-SP.

As principais ocorrências registradas no órgão de março a maio foram:

  • 115 casos de não entrega ou atraso;
  • •34 casos de oferta não cumprida ou venda enganosa;
  • 24 casos de produtos incompletos ou diferentes do anunciado.

As reclamações específicas sobre figurinhas e álbuns da Copa saltaram de zero em março para 34 em abril e 109 registros em maio. As denúncias estão concentradas em anúncios enganosos e falsificações em marketplaces e grupos de mensagens.

Crise de confiança

Para Marcelo Souza, a popularização da inteligência artificial também criou um novo desafio para consumidores e empresas: a dificuldade em distinguir conteúdos autênticos de materiais manipulados.

“Imagens, vídeos e documentos já não são sinônimo de verdade na internet, isso gera uma crise de confiança digital”, afirma.

Segundo ele, a resposta passa pela adoção de sistemas mais avançados de autenticação e monitoramento de comportamento dos usuários.

“Se os cibercriminosos alteram suas táticas em questão de horas, por que muitas companhias ainda levam semanas ou meses para atualizar regras de prevenção?”, questiona.

Para o executivo, a proteção dependerá cada vez mais da verificação de identidade e da capacidade de detectar comportamentos fora do padrão em tempo real. “A confiança real se constrói na camada de identidade, no reconhecimento do usuário e na capacidade de reagir de forma proporcional quando algo foge do padrão”, conclui.

Recomendações

O Procon-SP elaborou as seguintes orientações aos consumidores para evitar cair em golpes:

  • Pesquisar a reputação da loja ou vendedor;
  • Desconfiar de ofertas com preços muito abaixo do mercado;
  • Verificar informações como Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), endereço e canais de atendimento;
  • Guardar anúncios, comprovantes de pagamento e conversas realizadas;
  • Conferir prazo de entrega, política de troca e condições da oferta;
  • Em compras de figurinhas e produtos colecionáveis, verificar se o item é oficial e se há identificação clara do fornecedor.
  • Registrar reclamação no Procon mais próximo.

Em relação às compras via internet, Marcelo Souza, da Certta, recomenda estratégias adicionais:

  • Ignorar gatilhos de "urgência", como contadores regressivos, e preços excessivamente abaixo do mercado;
  • Checar se o CNPJ exibido no site condiz com o setor de varejo: evitar "CNPJs fantasmas" de consultoria ou construção civil;
  • Verificar data de criação do domínio (por meio de serviços WHOIS): sites criados há menos de 30 dias são sinais fortíssimos de fraude;
  • Evitar sites que só aceitam Pix: plataformas idôneas oferecem múltiplas formas de pagamento (cartão, boleto), que permitem contestação.
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Afinal estas cinco praias portuguesas têm dono? Esta empresa diz ser proprietária dos areais e avança com ação judicial

A propriedade de terrenos costeiros continua a gerar disputas em várias zonas do país. Em Setúbal, uma ação judicial veio reabrir a discussão sobre a titularidade de cinco praias situadas na zona da Herdade da Comenda, colocando uma empresa privada em confronto com entidades do Estado. Em causa está a definição dos limites entre domínio privado e domínio público marítimo.

De acordo com o jornal Público, a Palácio da Comenda, S.A. avançou com uma ação judicial para reclamar a propriedade das praias da Rasca, Comenda, Rainha, Maria Esguelha e Albarquel, bem como de outras áreas localizadas junto à ribeira da Ajuda e ao estuário do Sado. A empresa sustenta que estes terrenos integram o domínio particular e não o domínio público marítimo.

O processo decorre no Tribunal Judicial da Comarca de Setúbal desde julho do ano passado e procura obter o reconhecimento formal da propriedade dessas áreas.

Ministério Público e APA rejeitam argumentos

A pretensão da empresa é contestada pelo Ministério Público, que considera não terem sido apresentados elementos suficientes para demonstrar, de forma inequívoca, a propriedade e posse dos terrenos reclamados. Segundo a mesma fonte, o entendimento do MP é que as praias em causa continuam a integrar o domínio público marítimo.

Também a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) rejeita a posição da autora da ação. A entidade defende que o cadastro existente não inclui aquelas praias no prédio correspondente à Herdade da Comenda e aponta ainda falta de clareza na delimitação concreta da área reclamada.

Decisão caberá aos tribunais

O Público refere que a APA questiona igualmente a ausência de cartografia suficientemente detalhada para identificar de forma inequívoca os limites do terreno objeto da ação judicial. Essa questão poderá assumir relevância na apreciação do processo.

A decisão final caberá agora aos tribunais, que terão de determinar se existem fundamentos legais para reconhecer a natureza privada dos terrenos ou se as praias permanecem integradas no domínio público marítimo, como defendem as entidades do Estado.

Leia também: Tem infiltração vinda do vizinho? Saiba quem pode ter de pagar os estragos

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L’IA può davvero battere il petrolio? Il doppio binario che divide i mercati globali

Può l’Intelligenza artificiale superale il petrolio? È questa la domanda a cui i mercati stanno cercando di rispondere nell’ultimo periodo. Il petrolio è in rialzo, mentre si affievoliscono le speranze di un accordo duraturo tra Stati Uniti e Iran. La Bce avverte che le aspettative di inflazione potrebbero perdere il loro ancoraggio. Eppure i titoli legati all’Intelligenza artificiale continuano a salire, le azioni dei mercati emergenti stanno raggiungendo livelli record e i capitali continuano ad affluire verso chip, data center, robotica e infrastrutture fisiche per l’intelligenza artificiale.

Il mercato non sta più scegliendo tra geopolitica e tecnologia. Sta valutando entrambi contemporaneamente.

Il petrolio diventa il nuovo rischio di inflazione

L’aumento dei prezzi del greggio non è più solo una questione energetica. Sta diventando una questione di politica monetaria. Ogni dollaro in più del petrolio aumenta la pressione sull’inflazione, sui margini e sulle banche centrali.

L’Europa di fronte a un nuovo dilemma politico

La Bce potrebbe essere costretta a trovare un equilibrio tra una crescita più debole e un’inflazione più elevata. Per l’Europa, questa sta diventando una prova di resilienza, non semplicemente una prova di politica monetaria.

Il superciclo dell’IA rimane intatto

Il rally storico dei titoli del settore dei chip e lo slancio generato dal Computex confermano che gli investitori continuano a considerare le infrastrutture di IA come il motore di crescita più importante al mondo.

L’IA fisica è il prossimo settore su cui puntare

LG, Dell, la robotica, l’edge computing e SpaceX puntano tutti nella stessa direzione: l’IA si sta spostando dai data center all’economia fisica.

Il capitale sta migrando verso asset strategici

L’acquisizione nel settore immobiliare da parte di Berkshire, gli investimenti nell’IA di SoftBank e la potenziale IPO di SpaceX riflettono tutti la stessa tendenza: gli investitori stanno acquistando asset strategici e scarsi che possono generare rendimenti composti nel prossimo decennio.

Il pattern nascosto

Il mondo si sta dividendo in due economie: una è guidata dal petrolio, dall’inflazione e dalle tensioni geopolitiche; l’altra è guidata dall’Intelligenza artificiale, dalla potenza di calcolo e dall’innovazione accelerata. I vincitori saranno coloro che saranno in grado di operare contemporaneamente in entrambi i mondi.

Conclusioni

I mercati stanno inviando un messaggio chiaro: il costo dell’energia sta aumentando. Il valore dell’intelligenza sta aumentando ancora più rapidamente.

La domanda fondamentale per gli investimenti del prossimo decennio non è più se l’IA sia una bolla. È se l’IA possa crescere abbastanza rapidamente da compensare un mondo che sta diventando strutturalmente più costoso, frammentato e instabile.

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Cinema na praia e jantares exclusivos: as experiências mais procuradas no Dia dos Namorados

Com flores, chocolates e joias dividindo espaço com jantares especiais, hospedagens temáticas e experiências ao ar livre, o Dia dos Namorados tem revelado uma mudança importante no comportamento dos consumidores. Cada vez mais, os casais trocam presentes materiais por momentos compartilhados, transformando a data em uma oportunidade para criar memórias. A tendência tem aberto novas possibilidades de negócios e levado empreendedores de diferentes setores a investir em experiências capazes de despertar emoções e fortalecer vínculos.A busca por presentes que proporcionem lembranças duradouras pode ser observada em iniciativas de segmentos variados. Em Salvador, hotéis, restaurantes, espaços de entretenimento e até fabricantes de sobremesas adaptaram seus produtos e serviços para atender a um consumidor que procura mais do que uma compra: deseja viver uma história.No Hotel Deville Prime Salvador, em Itapuã, a aposta para o Dia dos Namorados é uma experiência completa que combina hospedagem, gastronomia e ambientação romântica. O pacote inclui decoração especial com flores, chocolates, espumante, café da manhã e jantar exclusivo, além de uma parceria com a marca baiana Mendoá Chocolates.Segundo o gerente geral do hotel, Álvaro Garcia, a mudança no perfil do consumidor tem sido percebida há alguns anos e ganhou força após a pandemia. “As pessoas hoje em dia estão cada vez mais procurando e valorizando experiências que deixem memórias inesquecíveis. Isso ficou ainda mais evidente depois da pandemia”, afirma.Ele destaca que a expectativa dos hóspedes vai muito além da acomodação. “Quando conseguimos harmonizar ambiente, comida, música e todos os elementos sensoriais, o cliente sente que a experiência valeu a pena. Frequentemente recebemos hóspedes que retornam e compartilham histórias de casamentos, noivados e aniversários vividos aqui. São lembranças que permanecem.”Outro exemplo vem do Blue Praia, que realizará uma edição especial do CineBlue para celebrar a data. O projeto transforma uma sessão de cinema em uma experiência à beira-mar, com camas, mantas, redes flutuantes, iluminação à luz de velas, música ao vivo e gastronomia. Neste ano, o público escolheu assistir à comédia romântica “Como Perder um Homem em 10 Dias”.Para o sócio do empreendimento, Sérgio Morais, o sucesso da iniciativa está ligado ao desejo crescente das pessoas por conexões genuínas. “Vivemos na era da ultravelocidade. As pessoas estão buscando voltar a sentir, estar presentes e se conectar com quem está ao lado delas”, observa.Criado há cerca de três anos, o cinema ao ar livre tornou-se uma das principais atrações do espaço. “O ambiente já é naturalmente romântico. As pessoas gostam da experiência de assistir a um filme olhando para o mar, sob os coqueiros e as estrelas”, diz.Além de atrair público, o formato também gera repercussão nas redes sociais. Morais conta que uma publicação sobre a edição de Dia dos Namorados acabou estimulando uma interação espontânea entre seguidores. “As pessoas começaram a brincar que os solteiros não tinham vez, marcando amigos e fazendo convites. Virou uma espécie de Tinder dentro do Instagram”, relata, entre risos.Para o consultor empresarial Haroldo Eiji Matsumoto, sócio-diretor da Prosphera Educação Corporativa, a valorização das experiências reflete uma transformação profunda no consumo. “Durante muito tempo, o presente ideal era um produto. Hoje, especialmente entre os mais jovens, o que as pessoas querem guardar não é um objeto, mas uma memória”, afirma.Segundo ele, essa mudança cria oportunidades relevantes para empreendedores porque reduz a comparação direta de preços. “Quando você vende um jantar temático ou um dia de spa personalizado, o cliente está pagando por algo único. Isso diminui a guerra de preços e permite agregar mais valor à oferta.”O especialista ressalta que o diferencial não está necessariamente em grandes investimentos, mas na capacidade de surpreender. “Experiência não é sinônimo de luxo. É sinônimo de intenção. Um bilhete personalizado, uma sobremesa com o nome do casal ou uma música escolhida previamente podem ser mais marcantes do que uma estrutura sofisticada”, explica.A personalização, segundo Matsumoto, tornou-se um dos principais fatores de fidelização. “O cliente que vive uma experiência pensada para ele cria um vínculo emocional com a marca. Na próxima oportunidade, ele não compara apenas preços. Ele busca repetir aquela sensação.” Leia Também: MELIPONICULTURA NA BAHIA Ouro do Sertão: como 'mel milagroso' virou força econômica na Caatinga ECONOMIA Vai reformar? Governo libera até R$ 50 mil para famílias; veja regras FLORESTA COMO NEGÓCIO Cerveja, cacau e arte: como indígenas baianos transformam a floresta em renda coletiva Embalagens e formatosA tendência também beneficia pequenos negócios. É o caso da Divina’s Sobremesas, empresa baiana especializada em torta búlgara. Há 18 anos no mercado, a marca transforma seus produtos tradicionais em presentes temáticos para datas comemorativas.“Não mudamos o produto, mas criamos embalagens especiais e formatos diferentes”, explica a proprietária Vanessa Magalhães. Para o Dia dos Namorados, as tortas ganham apresentações em formato de coração e embalagens exclusivas, agregando valor emocional à compra.A estratégia gera resultados expressivos. De acordo com a empresária, as vendas chegam a crescer até 40% no período. “É uma das datas mais importantes do ano, ao lado da Páscoa, Dia das Mães e Natal”, afirma.Para atender à demanda, o planejamento começa meses antes. Vanessa precisa antecipar a compra de embalagens, fitas e outros materiais junto a fornecedores de diferentes estados, além de organizar a produção e o armazenamento dos produtos. “Começamos a nos preparar dois ou três meses antes para evitar problemas de abastecimento.”As redes sociais desempenham papel decisivo nesse cenário. Segundo Haroldo Matsumoto, experiências têm uma vantagem importante sobre produtos quando o assunto é marketing digital: elas despertam desejo por meio da emoção. “As redes sociais mostram como as pessoas vão se sentir, não apenas o que vão receber. Isso é muito poderoso”, afirma.Para ele, criar momentos que mereçam ser fotografados e compartilhados tornou-se parte da estratégia comercial. “Quando um casal publica uma foto e conta como foi a experiência, essa recomendação tem mais força do que muitas campanhas publicitárias.”

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Edifício-sede do Turismo do Algarve em Faro classificado com sistema AQUA+ da ADENE

O edifício-sede do Turismo do Algarve, em Faro, recebeu esta sexta-feira, Dia Mundial do Ambiente, a classificação AQUA+, atribuída pela ADENE – Agência para a Energia.

«Este referencial, desenvolvido pela ADENE para avaliar e classificar a eficiência hídrica de edifícios identificou na sede do Turismo do Algarve um potencial de redução de consumo de 518 mil litros de água por ano, o equivalente a uma poupança de dois meses na fatura anual, com base nos consumos registados em 2025», explica a Região de Turiosmo do Algarve em nota de imprensa.

O sistema AQUA+ avalia o desempenho hídrico do edifício e estabelece um conjunto de medidas concretas para a sua melhoria.

No caso da sede do Turismo do Algarve, «as recomendações combinam intervenções de baixo custo e retorno rápido, como a instalação de redutores de caudal em torneiras e ações de sensibilização de colaboradores. com soluções de maior impacto estrutural, entre elas a substituição de equipamentos por alternativas mais eficientes, e a implementação de um sistema centralizado de monitorização dos consumos».

A entrega da classificação AQUA+ no Dia Mundial do Ambiente «reforça o compromisso da Região de Turismo do Algarve (RTA) com a gestão eficiente dos recursos hídricos e com a resiliência face à escassez de água, alinhando-se com as boas práticas em sustentabilidade e adaptação às alterações climáticas».

Na mesma cerimónia, a ADENE e a RTA assinaram um protocolo de colaboração que formaliza e alarga a parceria entre as duas entidades.

O acordo prevê a aplicação progressiva dos referenciais de sustentabilidade da ADENE nas instalações do Turismo do Algarve, a mobilização do setor turístico algarvio para iniciativas de eficiência hídrica e energética, e a coorganização de ações de capacitação e eventos técnicos dirigidos a operadores turísticos, municípios e associações do setor.

A colaboração entre a ADENE e a RTA tem como ponto de partida o Compromisso com a Eficiência Hídrica e o Selo Save Water, iniciativa conjunta que envolveu também o Turismo de Portugal.

Entre 2022 e início de 2025, o Algarve atravessou um período de seca severa que culminou, em fevereiro de 2024, em cortes obrigatórios de 25% no consumo agrícola e 15% no setor urbano, reforçando a urgência de consolidar medidas estruturais de eficiência hídrica que reduzam a exposição da região a ciclos futuros de escassez.

Por isso, «a adoção do referencial AQUA+ pela RTA é uma resposta estrutural a esta pressão crescente e um sinal claro de que a gestão eficiente da água pode e deve começar nas próprias instituições pública».

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Ouro do Sertão: como 'mel milagroso' virou força econômica na Caatinga

A história do produtor Vanivon dos Santos Dias, 47, não é tão difícil de se decifrar: viveu do mato desde criança.Foi em uma vida marcada pela dificuldade diante da seca, da escassez de água potável e da falta de acesso a programas de transferências de renda, que Vanivon sobreviveu. Ele e toda a sua família, na Fazenda Quixaba próxima ao povoado de Pedra Branca, zona rural da Bahia.“Comecei a estudar quando eu tinha 15 anos e conclui com 27 anos de idade. Não tínhamos transporte e a nossa escola era em uma casa de farinha. Nossa forma de sobreviver era através da roça, plantando e colhendo quando dava. Nascemos em uma comunidade carente, num lugar isolado que só tinha poucos moradores, difícil. Eu e meu pai passávamos o dia todo no mato caçando para pegar algum animal, bebíamos água de cacimba, dividindo a água com os animais”, inicia o produtor.Fazer da abelha o melNão demorou muito para que a vida do pai espelhasse na de Vanivon. Nas andanças pela Caatinga, o produtor também começou a se interessar pelas abelhas, uma das riquezas na Bahia.“Já tinha noção de como era criar abelhas e fui andando no mato, fazendo resgate e juntando. Cheguei a um bom número de abelhas. Em 2017, a convite de um colega meu, fui para o 1º encontro baiano de meliponicultura e lá eu comecei a ver as abelhas nas caixas. Me apaixonei e decidi que ia trabalhar com as abelhas sem ferrão”Esse foi o início da paixão de Vanivon, que o tornou inseparável das suas pequeninas. As abelhas são minha vida Vanivon dos Santos Dias - meliponicultor Ele já criava 200 abelhas, quando em 2017, começou a se estruturar e criar meliponários de palha - abrigos especialmente projetados para a criação e manejo de abelhas nativas sem ferrão (ASF). Os investimentos com os meles permitiu ao produtor comprar espaços mais padronizados para receber ainda mais abelhas.A paixão foi ganhando forma e nome, até que o “Meliponário Palácio das Nativas” tornou-se referência para o manejo e criação de abelhas nativas numa pequena cidade, localizada a cerca de 360 km de Salvador. Meliponários das abelhas - Foto: Divulgação É em Monte Santo, um dos principais destinos religiosos da Bahia pela tradicional caminhada até o topo do monte e pelo resguardo da marca histórica do cangaço e da Guerra de Canudos, que entre os mais de 47 mil habitantes, Vanivon vai minando a cadeia produtiva fortalecida através do seu projeto com abelhas nativas.Além da criação de suas abelhas, o produtor faz questão de cuidar de cada uma delas. Não é à toa que elas também desfilam livremente pelo quintal de sua casa. Elas também dão um show de elegância quando são apresentadas no Museu do Sertão, localizado na cidade, e feiras agropecuárias mundo afora. É a forma que Vanivon encontrou para enriquecer ainda mais o turismo e a cultura da região.“Aqui é o centro de recuperação de abelhas mais fracas. Eu as trago para acompanhar mais de perto, ver o desenvolvimento dela ou se tem o forídeo, como está indo, se já nasceu a rainha”, explicou ele.A experiência imersiva com as abelhas vai desde a apresentação sobre a vida das pequeninas até o momento mais aguardado entre curiosos e visitantes: a degustação diretamente da fonte. São milhares de olhos atentos que mergulham por um mundo novo e promissor da meliponicultura. Degustação de mel de abelhas nativas - Foto: Divulgação A missão do meliponicultor começou como um pequeno negócio de venda de meles nada tradicionais e tornou-se uma grande aliada ao bioma, aos produtores rurais, à cultura nordestina e à saúde humana.A descoberta do “mel milagroso”Entre as abelhas que formam a diversidade da meliponicultura do Vanivon estão a mandaçaia, jataí, cupira e a moça branca, espécies altamente esplendorosas por seus valores energéticos e propriedades medicinais promissoras.São 300 colônias de abelhas melíponas, sendo das seguintes espécies:Mandaçaia (Melipona mandacaia)Jataí (Tetragonisca angustula)Cupieira (Partamona cupira)Manduri (Melipona asilvai)Mirim-Mosquito (Plebeia droryana)Mosquito grosso (Plebeia sp.)Lambe-olhos (Leurotrigona muelleri)Moça- Branca (Frieseomelitta)Esta última, em especial, tem despertado ainda mais a atenção de cientistas baianos, por suas descobertas nutricionais, principalmente nas funções preventivas contra doenças populares, como a diabetes.Também conhecida pelo nome científico Frieseomelitta, a moça-branca é uma espécie nativa do Brasil, com forte presença nos biomas da Caatinga e do Cerrado, principalmente em estados do Nordeste.Sua nomenclatura está associada principalmente a sua aparência quando jovem. Quando recém-nascidas e jovens, as abelhas operárias apresentam uma cor esbranquiçada. À medida que tornam-se adultas, a coloração passa para um tom mais escuro.Dependendo da florada - ciclos de floração que fornecem o néctar e o pólen das abelhas - e dos bioativos presentes do alimento, o mel da espécie também chama a atenção por sua coloração mais escura.Diferente do que é popularmente divulgado em livros de ciências e em desenhos animados, os alvéolos das abelhas, como é conhecida as casinhas que abrigam os seus meles, se caracterizam por sua estrutura “em ovos” - pequenas cavidades arredondadas, ligadas umas às outras, como um sistema nervoso complexo.Veja o vídeo Pesquisadores baianos, entretanto, estão conseguindo desvendar ainda mais mistérios sobre a pequenina de pernas compridas: uma funcionalidade terapêutica e preventiva identificada em seu mel.Antes, entretanto, de identificar a riqueza nutracêutica do mel da espécie, o estudo, encabeçado por Rogério Alves, professor do IF Baiano, buscou solucionar um problema sanitário e regulatório sobre as diferenças dos meles.O projeto de pesquisa “Ciência na Mesa”, desenvolvido pela Escola de Nutrição e de Química da Universidade Federal da Bahia (UFBA), conta com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (FAPESB), do governo do Estado, e visa desenvolver pesquisas relacionadas ao apoio a cooperativas agrícolas e aos pequenos produtores.A iniciativa também propõe ser base para construção de um regulamento junto com órgãos públicos baianos com objetivo de aprovar a comercialização do mel das abelhas sem ferrão.Rogério explica que, diferentemente do mel estrangeiro, o mel das ASF no Brasil costumam ter propriedades químicas que resultam na fermentação do alimento, o que é considerado “fora do padrão” pelos critérios sanitários e estéticos.“Tentamos conseguir um selo para comercializar o mel, mas foi negado porque não obedecia os critérios dos meles. Mas os critérios atendem a um padrão exótico, ao padrão estrangeiro. De lá para cá, descobrimos que o nosso mel é diferente e que não é errado ele fermentar”, explicou o pesquisador.O que faz o mel da abelha sem ferrão ser tão especial?Enquanto o mel da abelha com ferrão, também conhecida como apis, possui mais açúcar e pouca água, as ASF produzem mel com mais água, o que pode causar, reunido com outros processos, a fermentação do mel. O clima do Brasil e as diferenças evolutivas da espécie também são fatores preponderantes para que a fermentação aconteça.Como explica o agrônomo, após o processo de colheita, a abelha com ferrão consegue desidratar o néctar em até 28% de água e o coloca nos alvéolos - cavidades que compõem os favos de mel das abelhas. Mel da Frieseomelitta - Foto: Divulgação “Dentro dos alvéolos, que é a mistura de cera com própolis, a abelha coloca o néctar, que basicamente é açúcares e minerais, e com a ação da levedura o transforma em outras coisas. Com a fermentação, o álcool é transformado em ácidos chamados de fenólicos, compostos que contribuem para a saúde humana e ajudam na regeneração de células e no combate ao micro-organismo”, explicou o pesquisador.E esse processo é um dos mais comuns da Frieseomelitta, popularmente conhecida como moça branca, abelha branca ou mané-de-abreu, dependendo da região onde está localizada. O mel da espécie, através da fermentação consegue formar a trealose, um açúcar raro e natural que se destaca por ser absorvido lentamente pelo organismo.O professor da Escola de Nutrição da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Luís Fernandes Pereira Santos, que agrega estudos químicos na pesquisa, ao lado de Rogério Alves, explica que esse composto, entretanto, não é comum entre outras espécies de abelhas. Enquanto as outras abelhas produzem açúcares muito conhecidos como frutose e glicose, que são de alto pico glicêmico, que são de rápida absorção pelo nosso organismo - fontes potenciais de energia - essa abelha produz um mel terapêutico Luís Fernandes Pereira Santos - professor e químico Rogério Alves explica também que o mel da Frieseomelitta doederleini foi considerado excepcional quanto a composição de fenólicos (trigonelina,fenilalanina e tirosina) do acúçar trealulose e compostos aromáticos. A análise de 74 amostras de 35 espécies de abelhas sem ferrão realizadas pelos pesquisadores demonstraram o valor nutracêutico do produto genuinamente brasileiro.Esse açúcar contém várias propriedades profiláticas, cujo objetivo é prevenir doenças ou impedir a sua propagação. Nas pesquisas, o mel da moça branca foi uma descoberta inédita, principalmente na presença de componentes que ajudam na prevenção das seguintes doenças:CáriesAlzheimerParkinsonAcidente Vascular CerebralPressão baixa“Uma colher desse mel por dia é mais do que suficiente, porque ele libera a energia paulatinamente, não libera de vez. Como o nosso organismo, o nosso intestino e as bactérias da boca não são capazes de digerir, porque ele é um açúcar que tem glicídios muito resistentes. Então o mel fica em nosso organismo por horas e vai liberando energia aos poucos”, explicou o químico.Produtores x abelhas: uma via de mão duplaA Bahia, em seus três biomas, é responsável por abrigar ao menos 60 espécies de abelhas nativas, como aponta o Guia de identificação de abelhas sem ferrão da Bahia, produzido pelo professor Rogério Alves e mais 12 pesquisadores e produtores baianos. Mais 10 estão sendo descobertas no território baiano, essenciais na para a propagação das espécies da fauna e flora.“O trabalho que os meliponicultores fazem é de extrema e fundamental importância porque eles permitem que haja uma melhoria da genética dessas abelhas, que haja uma perpetuação, uma divisão melhor das caixas aumentando a quantidade de espécimes dessa região. Eles são verdadeiros guardiões das abelhas”, explicou Luís Fernandes.É nisso que a meliponicultura Isabel Fróes Modercin também acredita, até que em 2020, ela fundou a Escola de Meliponicultura, uma instituição que forma, capacita e educa a criação e o manejo de abelhas sem ferrão na Bahia.A bióloga de formação explica que apesar da criação da moça branca ainda serem raras, o interesse é de que produtores da espécime também produzam de forma comercial, o que fortalece a renda de famílias e também incentiva a regulamentação do mel.“Alguns alunos da Escola de Meliponicultura e meliponicultores que eu conheço pela Bahia criam a abelha branca, tem uma, duas, três, cinco caixas de abelha branca, mas ninguém que eu conheço assim que realmente se dedica à criação dela e está trabalhando sistematicamente com a produção dessas abelhas.”Educação ambiental transformadoraA Escola de Meliponicultura surgiu há seis anos, em 2020, na Ilha de Itaparica, na Bahia, durante a pandemia da Covid-19, com o objetivo não somente de formar novos meliponicultores, mas de incentivar a educação ambiental sobre a diversidade de ASF e do ecossistema em que elas vivem.“Os meliponicultores passam a prestar atenção nas abelhas, nas floradas e nas mudanças de clima, e tudo isso reflete também na produção. Então a ideia é formar meliponicultores, fazer um pouco de divulgação científica, sensibilizar sobre a importância das abelhas e sistemas agroflorestais”, explicou a bióloga. Foto: Cristiano Menezes | USP De acordo com Isabel, o manejo de abelhas sem ferrão na região ainda são desafiadores, mas ainda sim promissoras, e disso a bióloga entende de sobra, afinal, as abelhas sem ferrão estão em sua vida há 23 anos.“Crio abelhas nativas sem ferrão, desde o período da faculdade, quando comecei a estagiar num laboratório de abelhas, no laboratório de abelhas de uma empresa baiana de desenvolvimento agropecuário”, começa ela.O que havia começado simplesmente como um teste de viabilidade da meliponicultura como parte de um sistema sustentável de produção de alimento, acabou virando um campo extenso de estudo sobre aspectos ecológicos quanto sociais e econômicos das abelhas sem ferrão.Além de criar as ASF na Ilha de Itaparica, Isabel também as produz em Mata de São João, a 63 km da capital baiana, junto com uma amiga. Nos dois meliponários, a bióloga se divide entre a produção de mel e a educação.A relação com as abelhas brancas se estreitou pouco tempo depois, quando a pesquisadora iniciou um projeto da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), na terra indígena Brejo do Burgo e Pancararé.“Fizemos o trabalho junto aos meleiros, que é como se chama as pessoas que tiram mel de abelha no mato, cortam a árvore ou o tronco para acessar os potes e tirar o mel, para desenvolver as técnicas de criação racional na caixa. Uma dessas abelhas, era a moça branca, que eles chamavam de ‘abeia mansa’. Era uma festa sempre tinha muito mel nos cortiços, nos troncos das umburanas”, relata Isabel.Abelhas geram renda e cultura na CaatingaPor muito tempo a Caatinga tem sido casa de uma das principais fontes econômicas da Bahia, a agropecuária. É dela que agricultores familiares e comunidades tradicionais têm construído fontes de renda e impérios com as riquezas do bioma.Para Vanivon, a criação de abelhas sem ferrão tem prosperado desde o momento em que começou a criar as espécies. Com o ensejo de ter nascido de uma das cidades mais turísticas do estado, o produtor aproveitou o potencial para fazer turismo rural com as abelhas. Foto: Divulgação O Meliponário das Nativas recebe centenas de visitantes entre crianças, estudantes e especialistas de várias cidades baianas.“Monte Santo tem época que recebe milhões de pessoas. E o meu projeto, que une turismo com a meliponicultura, nasceu. O meliponário é exibido no Museu do Sertão, que fica ao lado da subida da Serra, onde é muito visitado por turistas. Aproveito e vendo os meus produtos e ensino sobre as minhas abelhinhas. Isso foi crescendo e virou um sucesso”, continuou ele. Museu do Sertão, em Monte Santo - Foto: Divulgação Além de vender os meles de Uruçu, Mandaçaia, Manduri, Jataí, que são as espécies mais comuns, Vanivon também vende o mel da moça branca, ou “perna comprida”, como é muito conhecida na região.Apesar dos seus valores “milagrosos”, sua importância nutracêuticas ainda são pouco conhecidas e valorizadas. Para driblar esse cenário, Vanivon, e outros meliponicultores decidiram fazer ‘intercâmbio de mel’ para fortalecer o comércio entre os produtores, mas também incentivar a diversificação das abelhas.“Eu mando mel para a região de Feira de Santana, de Santo Amaro para vender para turistas e trago mel de outros tipos de abelhas, que não tem aqui, para vender. Ela não era tão valorizada, mas no momento agora com essa descoberta, eu mesmo já tô segurando os meus meles para poder vender melhor”, brincou o produtor. Diversidade de meles de abelhas sem ferrão - Foto: Divulgação Apesar de ser um desafio grande, a luta e a paixão de Vanivon, Isabel e tantos outros produtores da Caatinga andam lado a lado. É da resistência que se tira o mel e é por novos desafios e oportunidades que eles aguardam que sertão não vire somente mar, mas também se finde na doçura de favos de mel.

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Ventura diz que Espanha, Suíça e França têm limites nas pensões. Afinal, é mesmo assim?

O deputado da Assembleia da República Portuguesa André Ventura voltou a defender a criação de um teto máximo para as pensões em Portugal, com o argumento de que a medida serviria para limitar disparidades no valor das reformas. O líder do Chega propõe um limite de 4.500 euros para travar aquilo que classifica como “reformas milionárias”.

Em entrevista à TVI/CNN Portugal, citada pelo Polígrafo, Ventura sustentou que a ideia não é inédita na Europa e apontou Espanha, Suíça e França como exemplos de países onde existem limites máximos nas pensões. A afirmação é genericamente verdadeira, mas a comparação exige várias cautelas, porque os sistemas de pensões não funcionam da mesma forma.

Espanha tem um limite máximo nas pensões públicas

No caso espanhol, existe de facto um teto para as pensões públicas contributivas. Segundo a informação referida pelo Polígrafo, com base no Ministério da Inclusão, Segurança Social e Migrações de Espanha, o limite em 2026 situa-se nos 3.359,60 euros por mês.

Este teto aplica-se à soma das pensões públicas recebidas pelo beneficiário. Ou seja, mesmo que uma pessoa tenha direito a mais do que uma prestação pública, o valor conjunto não pode ultrapassar o limite fixado. Em termos anuais, o montante máximo corresponde a 47.034,40 euros. Espanha é, por isso, o exemplo mais direto entre os países referidos por André Ventura.

Na Suíça, o sistema tem vários pilares

A Suíça também tem limites, mas a comparação é menos linear. O primeiro pilar, conhecido como Old-Age and Survivors Insurance, tem um valor máximo mensal de 2.520 francos suíços por pessoa e de 3.780 francos suíços no caso de um casal. Convertidos para euros, os valores referidos no artigo do Polígrafo correspondem a cerca de 2.671 euros por pessoa e 4.128 euros por casal.

No entanto, a reforma suíça não se esgota nesse primeiro pilar. Existe também a previdência profissional obrigatória, o chamado segundo pilar, que contribui para o rendimento final na reforma. Por isso, o limite referido não representa necessariamente o total que um reformado suíço pode receber.

França também tem limite, mas só na pensão de base

Em França, o regime geral da Segurança Social estabelece que a pensão de base do Estado não pode exceder 50% do teto mensal da Segurança Social em vigor. Segundo o Polígrafo, para quem se reforme em 2026, essa regra traduz-se num limite de 2.002,50 euros por mês.

Mas também aqui há uma diferença importante. Este não é um teto global da reforma. Os trabalhadores do setor privado recebem ainda uma pensão complementar obrigatória, através do regime Agirc-Arrco. Esse regime complementar funciona por pontos e é calculado de forma independente. O valor obtido acresce à pensão de base, podendo aumentar de forma relevante o rendimento total do reformado.

Portugal não tem um teto máximo igual

Em Portugal, não existe atualmente um valor máximo fixo para a pensão de reforma nos mesmos termos do teto espanhol. Ainda assim, há regras que condicionam o cálculo. O Polígrafo recorda que, desde 2007, o cálculo da pensão passou a considerar não apenas os 10 melhores anos dos últimos 15, mas também toda a carreira contributiva.

Além disso, os 10 melhores anos dos últimos 15 ficaram limitados a 12 vezes o Indexante dos Apoios Sociais. No entanto, quando toda a carreira contributiva supera esse patamar, não há um teto máximo absoluto para a pensão atribuída.

A comparação tem de ser feita com cuidado

A afirmação de André Ventura tem base factual quando diz que Espanha, Suíça e França têm limites nas pensões. Porém, esses limites aplicam-se de formas diferentes e em sistemas com estruturas distintas. Em Espanha, o teto é mais claro e aplica-se ao conjunto das pensões públicas contributivas. Na Suíça, o limite referido diz respeito ao primeiro pilar, mas existe outro pilar obrigatório. Em França, o teto aplica-se à pensão de base, mas não impede o recebimento de uma pensão complementar obrigatória.

Assim, a existência de limites noutros países não significa que todos tenham um teto global equivalente ao que o Chega propõe para Portugal.

O debate em Portugal

A proposta do Chega surge num debate mais amplo sobre idade da reforma, sustentabilidade da Segurança Social e desigualdade no valor das pensões. A criação de um teto máximo teria impacto direto sobre pensões mais elevadas, mas levantaria também questões sobre carreiras contributivas longas, descontos feitos ao longo da vida ativa e desenho geral do sistema previdencial.

A conclusão é, por isso, equilibrada: sim, os países citados por André Ventura têm limites em partes dos seus sistemas de pensões. Mas a forma como esses limites funcionam varia bastante, pelo que a comparação com Portugal não pode ser feita sem atender às diferenças entre os modelos de Segurança Social.

Leia também: Nova funcionalidade da Segurança Social promete pagamentos mais rápidos: veja o que muda

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Está publicado o novo modelo de atribuição do subsídio de mobilidade: residentes nestas regiões estão agora mais ‘protegidos’

O regime de apoio às viagens aéreas entre o continente e as regiões autónomas dos Açores e da Madeira passou a ter novas regras, com alterações ao modelo de atribuição do subsídio social de mobilidade e mudanças no cálculo dos reembolsos aplicáveis aos passageiros residentes e estudantes.

De acordo com a agência de notícias Lusa, o diploma que regula o apoio foi publicado após apreciação parlamentar, alterando o decreto-lei 1-A/2026 e introduzindo um novo enquadramento para o antigo subsídio social de mobilidade. A mesma fonte indica que o mecanismo passa a ser designado “mecanismo de continuidade territorial”, deixando de existir um teto máximo global para o custo elegível do bilhete, embora continuem definidos limites de referência para o valor suportado pelos passageiros.

Reembolso ligado ao custo efetivo do bilhete

O subsídio corresponde agora a um valor variável, dependente do custo elegível da passagem e da sua utilização efetiva, não havendo um limite máximo ao montante reembolsável. A legislação estabelece ainda que o valor não pode ser reduzido ou condicionado pela modalidade do bilhete, seja de ida ou ida e volta, sendo o cálculo feito com base em critérios uniformes para cada ligação.

Conforme a mesma fonte, o pedido de atribuição do subsídio deve ser submetido através de uma plataforma eletrónica, com possibilidade de intervenção de agências de viagens e outros intermediários, mediante autorização do beneficiário. O diploma determina também que a validação do apoio não depende da verificação da situação tributária ou contributiva do beneficiário, sendo suficiente a apresentação da fatura ou documento equivalente da compra do bilhete.

Plataforma digital e agregados familiares

A Lusa refere ainda que o sistema digital permitirá o registo de beneficiários e a associação de membros do agregado familiar, incluindo ascendentes em determinados graus de parentesco, desde que elegíveis no regime. A mesma plataforma será o canal único para validação e processamento do subsídio, centralizando o procedimento no Portal Único de Serviços Digitais.

Omodelo mantém tarifas máximas de referência para o reembolso: 79 euros para residentes e 59 euros para estudantes nas ligações entre a Madeira e o continente, em viagens de ida e volta. Nos Açores, os valores passam a ser de 119 euros para residentes e 89 euros para estudantes, sendo eliminados antigos tetos máximos que condicionavam o valor total da passagem elegível.

Enquadramento político

A agência noticiosa portuguesa acrescenta que as alterações foram aprovadas em votação final global com diferentes posições entre partidos, refletindo divergências quanto ao impacto do novo modelo de financiamento das ligações aéreas.

Segundo a mesma fonte, na promulgação do diploma foram levantadas reservas quanto à eliminação do limite máximo do custo elegível, com alertas para a necessidade de acompanhamento da execução do regime. O novo modelo passa assim a redefinir a forma de apoio às deslocações aéreas entre o continente e as regiões autónomas, com impacto direto nos passageiros residentes e estudantes.

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Portugal tem de ter voz ativa em Bruxelas para evitar filas nos aeroportos no Verão

A RENA – Associação das Companhias Aéreas em Portugal aplaude as medidas para minimizar os constrangimentos no controlo de fronteiras dos aeroportos, mas alerta que o problema pode voltar no verão e que Portugal deve ter voz ativa em Bruxelas.

Ao podcast da Lusa, o LusaExtra, o diretor executivo da RENA, António Moura Portugal, elogia o reforço de meios humanos e materiais promovido pelo Governo e pela ANA – Aeroportos, mas alerta que Portugal deve preparar desde já uma segunda fase de resposta para os meses de julho e agosto.

“Melhorámos, estamos bem no momento, mas agora isto não é para ficar a dizer ‘ok, está resolvido e nada a fazer até vir a próxima onda’, porque ela virá”, considerou o responsável da RENA.

Moura Portugal defendeu que Portugal deve continuar a acompanhar de perto a evolução do processo e assumir uma posição ativa em Bruxelas, procurando garantir soluções que evitem a repetição dos constrangimentos no período de maior procura turística.

Defende, por exemplo, que Portugal lidere, junto das instituições europeias, a defesa da manutenção de mecanismos de flexibilidade para evitar novos episódios de congestionamento no verão, altura em que acredita que a pressão nos controlos fronteiriços voltará.

Nos últimos meses registaram-se longas filas de espera nos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro – sobretudo na capital – dado os constrangimentos causados pela entrada em vigor do sistema digital (Entry Exit System, EES), que regista eletronicamente a entrada e saída de cidadãos de países terceiros no espaço de livre circulação Schengen, substituindo os carimbos manuais por registos biométricos e digitais.  

No final de maio foram implementadas mais boxes e mais ‘e-gates’ e reforçados meios humanos para o controlo de passaportes.

Está ainda previsto como medida de contingência a possibilidade de se suspender pontualmente a recolha de dados biométricos (impressões digitais e reconhecimento facial) dos passageiros, cabendo à autoridade de fronteira, que neste caso é a PSP, avaliar a necessidade de recorrer a este mecanismo.

O EES está a funcionar a 100% desde 10 de abril e desde então, tal como avançou à Lusa o porta-voz da Polícia de Segurança Pública (PSP) esta tem recorrido à suspensão parcial da recolha dos dados biométricos em “circunstâncias excecionais”, nomeadamente quando “o tempo de espera num posto de fronteira aérea se torne excessivo”.

“Ainda que tenham natureza excecional a PSP admite recorrer, sempre que necessário, durante o período inicial previsto de 90 dias e complementar de 60 dias, às medidas previstas em regulamento tendentes a garantir um equilíbrio entre segurança das fronteiras externas e tempos aceitáveis de espera”, afirmou Sérgio Soares.

Assim, na quinta-feira, o ministro da Administração Interna, Luís Neves, disse à Lusa, no Luxemburgo, estar mais otimista, face a um passado recente, sobre um verão sem problemas nas fronteiras dos aeroportos.

Por seu lado, as companhias aéreas consideram que as medidas tomadas “foram muito positivas”, mas que é preciso mais.

“Em julho acaba-se, segundo o regulamento, essa possibilidade, já muito limitada, das suspensões serem só de seis horas. E, portanto, (…) é importante preparar já o passo seguinte”, insiste Moura Portugal, explicando que um desses passos deve ser Portugal “pressionar, pugnar pela alteração e pela manutenção, no mínimo dessa flexibilidade e desse poder dos Estados-membros poderem suspender” o sistema.

António Moura Portugal diz que é importante que Portugal esteja na linha da frente e que quando vai a Bruxelas deve estar “preparado em termos de documentação e em termos de discurso para dizer ‘atenção que isto está a correr mal e nós estamos a ser altamente penalizados com isto'”.

“Não pode haver silêncio, não pode haver um não assumir a liderança num dossier que é fundamental para a nossa economia [o turismo é dos principais motores de crescimento do PIB] e deixar isto entregue a outros”, conclui.

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Airbus testa avião de passageiros capaz de fazer Lisboa-Melbourne sem escala

Se alguma vez sonhou passar 22 horas num voo sem escala, há boas notícias: a Airbus anunciou o voo inaugural do avião comercial com maior alcance do mundo, o Airbus A350-1000ULR, com uma autonomia cerca de 17.964 km. Viajar das grandes cidades da costa leste da Austrália, Sydney e Melbourne, para Nova Iorque ou Londres foi sempre uma aventura. Depois da Segunda Guerra Mundial, a viagem podia demorar até quatro semanas de navio a vapor. Para quem tivesse pressa, os hidroaviões conseguiam fazer o percurso em apenas 12 dias, embora com nove escalas pelo caminho. Quando os aviões comerciais a

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Pressione fiscale, meno slogan e più serietà. Scrive Polillo

“Che bisogna fare per campare!”: dice una vecchia espressione che risale alla lingua latina. Dove “campare” deriva da “campus”. Un idea di salvezza o di sostentamento. E di quest’ultima espressione si nutre ora la politica, alla continua ricerca di qualsiasi cosa possa giustificare la propria esistenza in vita. Peccato che, a volte, si vada oltre. L’individuazione di una possibile via di fuga porta, in alcuni casi, alla confusione, all’imbroglio, o alla bugia. Bugie che, com’è noto, hanno spesso le gambe corte.

Ad andare in scena questa volta è stata la levata di scudi contro il governo Meloni, responsabile di aver aumentato la pressione fiscale. In ogni talk show, in ogni dichiarazione ufficiale o meno, dentro o fuori il Parlamento, l’accusa rimbomba come “un colpo di un cannone” avrebbe detto Don Basilio, nella celebre aria, del Barbiere di Siviglia di Rossini (“La calunnia è un venticello”). Nel 2025 la pressione fiscale è aumentata dal 42,4 al 43.1%. Orrore! Il che è indubbiamente vero. Ma allora in cosa consisterebbe la nostra reprimenda?

Nel fatto che i dati Istat vanno correttamente analizzati, senza fermarsi alla pagina di copertina, perché l’approfondimento potrebbe riservare sorprese interessanti. Non è chiedere troppo a un’opposizione che dovrebbe rimostrare tutta la sua responsabilità nei confronti dell’Italia. E quindi non contribuire ad alimentare fenomeni di allarmismo. Nel 2023 (imposte decise l’anno prima e quindi fuori dalla portata del governo, entrato in carica 22 ottobre del 2022) il carico fiscale complessivo, secondo i dati Istat, era aumentato di 50,799 miliardi. L’anno successivo di una cifra leggermente minore, pari a 50,111. Ma lo scorso anno solo (si fa per dire) di 30,404. Con una flessione pari al 22 per cento.

Troppo poco si dirà. Possiamo anche essere d’accordo. Ma allora è questo che bisogna dire. Nonostante la riduzione in termini di cassa, in Italia, il carico fiscale è ancora troppo elevato. Ma si può sostenere questa tesi e, al tempo stesso, battersi per la patrimoniale? Imposta che del resto già esiste nell’ordinamento fiscale italiano. Si dice, ma la ricchezza, in Italia, è troppo mal distribuita. Anche questo è vero. Ma da dove deriva quel patrimonio? È stato frutto di una precedente e reiterata evasione fiscale? In questo caso bisogna intervenire e colpire chi ha trasgredito. Ma se quell’accumulo fosse solo il frutto della propria capacità di stare sul mercato, e degli utili accumulati dopo aver pagato le tasse, ogni azione sconfinerebbe in una sorta di “esproprio proletario”. Il che piega come mai sparare nel mucchio, ricorrendo ad una sorta di decimazione fiscale, non è consentito.

Ma perché – si sostiene – non chiedere a chi ha tanto di dare un minimo a favore dei più fragili? Richiesta più che giustificata, ma ad una condizione: che non si trasformi in un obbligo giuridico. Contrario, com’è, a qualsiasi etica pubblica. Non si dimentichi che, in Europa, vige “il principio del legittimo affidamento”. Vale a dire la tutela di quel cittadino o di quella impresa che, basandosi sul rispetto della legge, non può essere colpita da successive modifiche normative in grado di ledere i propri interessi. Civiltà giuridica docet.

E allora? Per favore un po’ di serietà. Lo scorso anno, per confutare le critiche dei più animosi, le imposte dirette (sempre secondo l’Istat) sono diminuite di 2,482 miliardi; quelle indirette di 7,891, le imposte in c.capitale (redditi di capitale e patrimoniali) sono aumentate da 199 milioni a 1,295 miliardi: sette volte tanto. Una tassazione extra che ha colpito, con buona pace di Giuseppe Conte, soprattutto le banche e le grandi aziende che operano nei settori dell’energia.

Oltre il 70% del maggior carico fiscale, rispetto all’anno precedente, (27,736 miliardi di euro) deriva invece dai maggiori contributi sociali versati (effettivi e figurativi) che, a loro volta, non sono altro che la conseguenza della maggiore occupazione. Certo una parte della sinistra avrebbe preferito una maggiore estensione del reddito di cittadinanza rispetto a un ingresso così massiccio sul mercato del lavoro. Ma, per fortuna, le scelte dei diretti interessati sono state diverse.

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Conferência em Albufeira debate impacto das novas regras do urbanismo

Albufeira recebe, no dia 15 de junho, entre as 9:00 e as 16:00, a conferência “O Novo Urbanismo — As Transformações Implementadas na Gestão do Território pelo Decreto-Lei n.º 108/2026”, uma iniciativa do urbanista António Góis Nóbrega, integrada no Ciclo de Conferências sobre Urbanismo, Habitação e Qualidade de Vida.

O encontro, sem fins lucrativos, pretende analisar as alterações introduzidas pelo Decreto-Lei n.º 108/2026, de 29 de maio, diploma que revê o regime aplicável ao licenciamento de operações urbanísticas e procede a alterações ao Regime Jurídico da Urbanização e da Edificação, ao Regime Jurídico da Reabilitação Urbana, ao Regulamento Geral das Edificações Urbanas e ao Decreto-Lei n.º 10/2024, segundo o Diário da República.

Alterações ao controlo municipal

Segundo a organização, o novo quadro legal “vem alterar profundamente alguns dos aspetos essenciais da legislação que envolve a gestão urbanística”, ao aliviar, em várias situações, o controlo prévio municipal sobre projetos e obras, reforçando a responsabilidade de promotores e técnicos pelo cumprimento da lei, bem como pelas condições de segurança e salubridade das edificações.

A conferência terá como eixos principais a aplicação da inteligência artificial à gestão urbanística, a resolução de conflitos por arbitragem e a responsabilização dos intervenientes nos procedimentos urbanísticos. Em debate estarão também os impactos do novo diploma no papel das câmaras municipais e na atuação dos técnicos projetistas, diretores de obra e demais profissionais envolvidos.

Entre as questões que a organização pretende colocar em discussão estão a responsabilidade civil das autarquias nos atos praticados no âmbito da gestão urbanística e a forma como a engenharia poderá garantir a segurança e salubridade das edificações num contexto de menor controlo prévio municipal.

Responsabilidade dos técnicos em análise

O programa prevê ainda uma reflexão sobre a “dignidade do termo de responsabilidade”, isto é, sobre o alcance efetivo da declaração subscrita pelos técnicos responsáveis e a sua capacidade de assegurar o cumprimento da legalidade e a segurança jurídica dos processos.

Foram convidadas a participar várias entidades profissionais e associativas ligadas ao urbanismo, construção, direito e mediação imobiliária, incluindo a Ordem dos Engenheiros, a Ordem dos Advogados, a ASMIP — Associação dos Mediadores do Imobiliário, a Ordem dos Arquitectos, a Associação Portuguesa de Arbitragem e a APPC — Associação Portuguesa de Projetistas e Consultores.

De acordo com a informação enviada pela organização, estão confirmadas as participações da Ordem dos Engenheiros, da Ordem dos Advogados e da ASMIP.

Oradores e inscrições

Entre os oradores anunciados estão João Luís Gonçalves, procurador no Tribunal Central Administrativo e autor do livro “A Responsabilidade Civil das Autarquias”, e António Góis Nóbrega, urbanista e organizador do Ciclo de Conferências Urbanismo, Habitação e Qualidade de Vida.

A organização sublinha que “o debate consciente e informado é a base essencial de qualquer política pública credível” e considera que a partilha de conhecimento nesta área é determinante para a qualidade da sociedade e do território.

As inscrições estão sujeitas à lotação da sala e serão aceites por ordem de registo e regularização. O formulário de inscrição está disponível em: https://forms.gle/YzxQ3jvKR7h74gTt5

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