A Casinha das Histórias já chegou a Burgau
Já está instalada, junto ao acesso à praia, a nossa Casinha das Histórias, um novo espaço dedicado à leitura, à partilha
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Momentos de descoberta, reflexão e participação ativa, no Núcleo Islâmico do Museu Municipal e no Laboratório de Conservação e Restauro, nos dias 13 e 14 de junho. É esta a proposta do Município de Tavira, no âmbito das comemorações das Jornadas Europeias da Arqueologia, que este ano decorrem sob o mote “A Arqueologia a Acontecer”,
Trata-se de «um programa que convida cidadãos e visitantes a descobrir o que se esconde sob os pavimentos da cidade, dentro das vitrinas do museu e nos gestos dos arqueólogos e conservadores que, diariamente, trabalham para preservar a memória coletiva».
Realizadas em simultâneo a nível europeu, as Jornadas têm como objetivo aproximar o público da arqueologia e do seu vasto espólio de conhecimento. Este ano, o evento é dedicado à arqueologia preventiva e ao seu papel na proteção e salvaguarda do património arqueológico.
O programa do Museu Municipal de Tavira traduz o eixo central das JEA 2026 –“desde a escavação até ao museu” -, percorrendo as várias etapas do trabalho arqueológico: da investigação de campo à conservação em laboratório, dos objetos expostos às histórias que eles contam.
Programa:
Sábado, dia 13
10h30: “Em Família no Museu: Oficina de Estampilhas”, no Núcleo Islâmico, orientada por Ana Sofia Vieira, Jaquelina Covaneiro e Sandra Cavaco (Museu Municipal de Tavira).
Os participantes são convidados a descobrir as cerâmicas da exposição “Tavira Islâmica” e a perceber de que modo eram aplicadas as estampilhas nas peças. Após esta visita, cada participante poderá criar a sua própria estampilha e aplicá-la em papel, reproduzindo gestos intemporais. A atividade destina-se a famílias com crianças a partir dos 10 anos.
Inscrições: https://forms.office.com/e/mRH84U0gmd
15h00: “A Conservação de Materiais Arqueológicos”, no Laboratório de Conservação e Restauro, orientada por Leonor Esteban (Conservadora Restauradora, Museu Municipal de Tavira).
A atividade proporciona a oportunidade para conhecer um espaço menos visível do Museu: as reservas, o espólio e o trabalho quotidiano de conservação.
Inscrições: https://forms.office.com/e/L3RDNWPHxK
16h00: “Conversas sobre Arqueologia”, no Núcleo Islâmico, sob orientação das arqueólogas Jaquelina Covaneiro e Sandra Cavaco (Museu Municipal de Tavira).
Em dois momentos complementares — “Arqueologia em Tavira: Uma História em Construção” e “Conheces o que Comiam os Nossos Antepassados?” —, as arqueólogas partilham os resultados das últimas décadas de investigação em Tavira: das estruturas defensivas aos fornos de produção cerâmica, dos espaços habitacionais às espécies animais consumidas pelas populações que aqui viveram desde, pelo menos, o século X a.C.
Inscrições: https://forms.office.com/e/16MDfkSNas
Domingo, 14 de junho
10h30: Visita orientada à Exposição “Tavira Islâmica”, no Núcleo Islâmico, conduzida por Celso Candeias (arqueólogo, Museu Municipal de Tavira).
Inaugurado em fevereiro de 2012, o Núcleo nasceu da descoberta de vestígios arqueológicos de excecional relevância durante a remodelação da antiga agência do Banco Nacional Ultramarino. Entre eles a mais antiga rede de pesca de atum conhecida (século VI a.C.), a muralha islâmica do século XII e o célebre Vaso de Tavira, do século XI.
Inscrições: https://forms.office.com/e/wag78sFrjx
Todas as atividades são gratuitas. A participação requer inscrição, através das ligações indicadas, dado o número limitado de vagas disponível.
+ Info:
Museu Municipal de Tavira
E-mail: edu.museus@cm-tavira.pt
Tel.: 281 320 545 | 281 320 568
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VTM
“Não considero que seja suficiente”, afirmou José Manuel Fernandes, em declarações aos jornalistas, à margem da Feira Nacional da Agricultura, em Santarém, sublinhando que o país aguarda ainda financiamento adicional da União Europeia, cujo montante não está definido.
O apoio de 20 milhões de euros foi anunciado pelo Governo para mitigar o impacto do aumento dos custos de produção no setor agrícola, associados sobretudo à energia e aos fertilizantes, num contexto marcado pela guerra na Ucrânia e no médio oriente e pela volatilidade dos mercados internacionais.
O governante defendeu que a resposta aos custos com fertilizantes, energia e outros fatores de produção deve ser coordenada a nível europeu, alertando para o risco de concorrência desleal caso cada Estado-membro avance individualmente com apoios.
“Num mercado sem fronteiras, é importante que existam soluções europeias. Se os países mais ricos apoiam mais os seus agricultores, os mais pobres não conseguem acompanhar”, afirmou.
Sobre os apoios ao setor, José Manuel Fernandes reconheceu a pressão dos agricultores por maior rapidez na execução, admitindo que “há muita burocracia”, embora tenha garantido que o Governo tem vindo a simplificar procedimentos administrativos.
Os agricultores “são muito pacientes”, afirmou, acrescentando que “o executivo tem de acelerar ainda mais” os processos.
O ministro deu como exemplo a reconstrução de infraestruturas no vale do Mondego, após as intempéries, que disse ter sido concluída antes da campanha agrícola, evitando prejuízos para os produtores.
Questionado sobre comparações com Espanha, onde os apoios ao setor são frequentemente considerados mais elevados, José Manuel Fernandes reconheceu diferenças, mas relativizou, defendendo que o contexto deve ser analisado “com base na dimensão das explorações e do território”.
Numa intervenção dirigia ao publico, à margem da inauguração da Feira Nacional da Agricultura, o ministro da Agricultura afirmou que o Governo aumentou em 50% o apoio ao rendimento base dos agricultores e reforçou em 660 milhões de euros o envelope financeiro do setor, sublinhando, contudo, a necessidade de acelerar investimentos, nomeadamente na área da água.
José Manuel Fernandes destacou que, em 2025, foram pagos mais de 1.200 milhões de euros no âmbito do primeiro pilar da Política Agrícola Comum, a que se somam cerca de mil milhões de euros em investimentos do Plano Estratégico da PAC (PEPAC).
O governante referiu ainda que o Banco Português de Fomento tem aprovados mais de 1.100 milhões de euros para projetos ligados à agroindústria e cadeias de valor, defendendo que “estão a chegar recursos importantes” ao setor.
No que respeita à gestão da água, José Manuel Fernandes indicou que estão em curso mais de 500 milhões de euros em investimentos associados ao programa “Água que Une”, admitindo, porém, a necessidade de acelerar a execução.
O ministro sublinhou ainda o papel estratégico da agricultura para a coesão territorial e segurança alimentar, salientando que Portugal apresenta um grau de autoaprovisionamento de cerca de 86% e que foi recentemente considerado o sistema alimentar “mais resiliente do mundo”.
“A agricultura é, antes de mais, comida no prato”, afirmou, defendendo uma maior valorização pública do setor e criticando a perceção negativa que, disse, muitas vezes associa os agricultores à poluição ambiental.
O governante apontou também a escassez de mão de obra como um dos principais desafios, anunciando que o Governo está a preparar legislação para facilitar a instalação de trabalhadores agrícolas, nomeadamente através de soluções de habitação associadas às explorações.
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Conservatório de Albufeira celebrou 30 anos, no sábado, dia 6 de junho de 2026, e mantém projetos para reforçar o ensino artístico no concelho.
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A Biblioteca Municipal Lídia Jorge, em Albufeira, recebe até 25 de junho a exposição “Maestro da Paisagem”, dedicada ao centenário de António Viana Barreto, considerado uma das figuras mais relevantes da arquitetura paisagista em Portugal.
A mostra é organizada pela Fundação Calouste Gulbenkian, pela Associação Portuguesa dos Arquitetos Paisagistas e pelo Centro de Estudos de História da Arte da Universidade de Évora, e integra a programação cultural promovida pela Câmara Municipal de Albufeira.
Considerado um “Maestro da Paisagem”, António Viana Barreto destacou-se pela criação de soluções técnicas inovadoras e pela aplicação de metodologias científicas no estudo, análise e valorização da paisagem.
A exposição apresenta uma seleção diversificada da vasta obra de António Facco Viana Barreto, procurando dar a conhecer diferentes dimensões do seu trabalho e o papel pioneiro que desempenhou na arquitetura paisagista portuguesa.
Entre os aspetos em destaque estão a criação de soluções técnicas e construtivas inovadoras e o desenvolvimento de metodologias científicas de análise da aptidão da paisagem, áreas em que o arquiteto paisagista deixou um contributo marcante.
Coordenada por Paula Corte-Real, da Fundação Calouste Gulbenkian, e Paula Simões, da Associação Portuguesa dos Arquitetos Paisagistas, a mostra conta com curadoria de Maria António Coruche Castro e Almeida e Maria da Conceição Marques Freire.
Referência incontornável na promoção das políticas de ordenamento do território e na prática da arquitetura paisagista, Viana Barreto foi reconhecido pelo seu saber, rigor e sensibilidade.
O seu percurso foi guiado pela convicção de que “é do conjunto da articulação e ponderação de todas as vontades que se constrói qualquer coisa”.
A exposição, descrita como pequena, mas significativa, integra a memória coletiva da arquitetura paisagista em Portugal e pretende contribuir para divulgar o legado de um profissional que marcou profundamente a disciplina.
A mostra pode ser visitada até 25 de junho, à segunda-feira, entre as 12:00 e as 18:30, e de terça a sexta-feira, das 9:30 às 19:15.
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Ordem de São Lázaro promoveu conferência sobre cavalaria e espiritualidade em Castro Marim, a 6 de junho de 2026.
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Hoje é o terceiro dia do Lagoa Wine Fest que conta com a atuação de Raquel Tavares.
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As Marchas Populares estão de regresso ao coração da cidade de Lagos entre os dias 11 e 13 de junho,
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O Conservatório de Albufeira realizou a Gala Especial de Encerramento do 30.º Ano Letivo no Palácio de Congressos do Algarve, na Herdade dos Salgados, em Albufeira. A iniciativa contou com a presença de cerca de 700 pessoas, que assistiram à apresentação do trabalho desenvolvido ao longo do ano letivo por alunos da instituição.
Criado em 1996 por António Góis Nóbrega, o Conservatório de Albufeira é uma instituição de natureza cultural, educativa e social, funcionando em regime de total voluntariado. O estabelecimento é licenciado pelo Ministério da Educação.

Ao longo de 30 anos de atividade, milhares de alunos passaram pelo Conservatório de Albufeira, onde desenvolveram competências nas áreas artísticas. Alguns desses antigos alunos são hoje professores na escola que os acolheu.
António Nóbrega sublinha esse regresso como um sinal positivo para a instituição. “Felizmente”, afirma, “pois enfrentamos dificuldades enormes em encontrar professores habilitados”.

Apesar do percurso feito, a degradação das instalações é apontada como o principal problema do Conservatório. Segundo António Nóbrega, “o nosso maior problema reside na degradação das instalações”, acrescentando que o presidente da Câmara Municipal, Rui Cristina, anunciou a disponibilização da verba necessária à recuperação do edifício onde funciona a instituição.
O fundador recorda ainda que o objetivo de dotar o Conservatório de um espaço com melhores condições acompanha o projeto desde os primeiros anos. António Nóbrega afirma ter reunido o que considera necessário para instalar um estabelecimento de ensino superior em Albufeira, mantendo-se em cima da mesa, agora nas mãos da autarquia, o projeto de criação de um Instituto Politécnico de Artes Criativas no município.
“O sonho comanda a vida…”, conclui António Nóbrega.





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Manjericos, sardinhadas, marchas populares, mastros e bailes voltam a marcar o mês de junho no concelho de Castro Marim, com mais uma edição dos Santos Populares, que decorre entre os dias 9 e 27 de junho.
A programação promete levar música, animação e convívio a várias localidades do concelho, mantendo viva uma das tradições mais emblemáticas do calendário popular.
Os bailes e arraiais vão decorrer em diferentes pontos do território, passando por Furnazinhas, Castro Marim, Altura, Azinhal, Rio Seco, Monte Francisco, Alta Mora, Junqueira, Barrocal e Odeleite.
O movimento associativo volta a ter um papel central na dinamização dos Santos Populares em Castro Marim. Várias coletividades do concelho recebem bailes e arraiais nas suas sedes, contribuindo também para a produção dos tradicionais mastros populares.
A iniciativa pretende reforçar a ligação entre as comunidades locais, as juntas de freguesia, o município e as associações, preservando uma tradição que continua a mobilizar residentes e visitantes.
As marchas populares são um dos momentos mais aguardados da programação e serão apresentadas na Praça 1.º de Maio, em Castro Marim, no dia 12 de junho, a partir das 21:00.
O ponto alto das celebrações está marcado para 23 de junho, também em Castro Marim, com o Grande Arraial de São João. A iniciativa contará com sardinhada para toda a população e desfile das marchas populares.
Os Santos Populares são organizados pelo Município de Castro Marim e pelas juntas de freguesia, em parceria com várias coletividades do concelho.
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O Município de Lagoa assinala, no próximo dia 11 de junho, o Dia Internacional do Brincar, com uma iniciativa dedicada às crianças e famílias no espaço envolvente ao Auditório Carlos do Carmo.
A celebração decorre entre as 17:00 e as 20:00 e pretende valorizar o brincar enquanto direito essencial, especialmente na infância, numa data instituída pela Assembleia Geral das Nações Unidas através da Resolução 78/268, adotada a 25 de março de 2024.
A iniciativa procura reforçar a importância do brincar no bem-estar infantil, destacando o seu contributo para o desenvolvimento emocional, social e criativo das crianças.
À semelhança de edições anteriores, o espaço envolvente ao Auditório Carlos do Carmo será transformado num local de descoberta, imaginação e convívio, proporcionando momentos de diversão em família ao ar livre.
O programa convida os participantes a revisitar brincadeiras de antigamente e jogos que marcaram várias gerações, promovendo a partilha entre crianças, pais, avós e restante comunidade.
Com esta iniciativa, o Município de Lagoa pretende sensibilizar para a necessidade de garantir mais tempo e oportunidades para que as crianças possam brincar livremente no quotidiano.
A autarquia sublinha o espírito da celebração com a mensagem “Porque, afinal… é a brincar que a gente se entende!”.
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Da un racconto apocrifo di Vitaliano Brancati. Tornato a casa anzitempo a metà mattina, il professor Angiolillo ebbe la sgradita sorpresa di scoprire sua moglie a letto con un altro. Avendo sempre visto nella moglie la buona donna di casa, il tradimento non era mai entrato nelle sue congetture. Lì per lì rimase dunque nell’atteggiamento di stupore di chi non sa a qual partito appigliarsi. Poi riaccostò la porta, s’allontanò in punta di piedi e finì per ritrovarsi, senza sapere né come né perché, in strada.
Innanzitutto cercò di mettere un po’ d’ordine nelle sue idee. L’avvenimento non solo era di una certa importanza, ma meritava d’essere esaminato al lume di una critica serena, scevra di ogni preconcetto. Sedette su una panchina solitaria ai giardinetti. “Sono un uomo disonorato?”, propose a se stesso come primo quesito. Domanda ardua per un marito, anche se professore di matematica come lui, vale a dire uso a sottomettere problemi assai più difficili alla sua mente speculativa. L’affrontò con serenità. “Vediamo un po’ “, continuò fra sé, incrociate le braccia. “Atteso che l’uomo, sposandosi, elegge come sede del proprio onore un luogo così poco adatto alla sua vigilanza e al suo controllo, il disonore è un pregiudizio sociale al quale uno spirito indipendente dovrebbe ribellarsi. Ma il pregiudizio non è forse la prima virtù dell’uomo civilizzato? I pregiudizi formano il substrato stesso della vita sociale. Non solo bisogna accettarli come immutabili, ma considerarli anche necessari. E poiché la sede del mio onore di marito è stata violata, debbo logicamente considerarmi, da oggi, un cornuto“.
Il professor Angiolillo non fu per nulla contento del risultato a cui era pervenuto. Gli suonavano ancora nelle orecchie le commosse parole pronunciate quella mattina dal preside del liceo nel rimettergli in un gonfio astuccio di pelle la croce di Cavaliere; e si chiedeva come mai, uomo così onorabile fino alle 10:30, additato all’intera scolaresca come esempio di virtù civili, egli, a solo mezz’ora di distanza, senza averci messo nulla del suo, fosse così irreparabilmente disonorato! Qui il professore ebbe un moto d’orgoglio.
“Disonorato? Calma!” disse fra sé e sé. “Un marito è costretto da un pregiudizio sociale, ma questo pregiudizio, senza l’altrui conoscenza, non ha alcuna possibilità d’esercitarsi. In altre parole, il pregiudizio presuppone lo scandalo. Ora esaminiamo il mio caso. Nessun altro ha visto, nessun altro sa: perché dovrei mettermi alla stregua di certi mariti così soddisfatti del loro infortunio da volerlo vedere esteso in un atto pubblico, accompagnato per giunta dalle firme di coloro che hanno presieduto al sopralluogo? Non sono così imbecille! Tacerò, invece. Tacendo, il pregiudizio non potrà esercitarsi in mio danno. E, ottenuto ciò, potrò onestamente considerarmi ancora un uomo non solo onorabile, ma anche onorato”. Bene. Ma come ricomparirle davanti? Escluso ogni atto di violenza, doveva trovare il modo più adatto a trarsi immediatamente d’impaccio. Un piglio indifferente non poteva bastare. Con quale argomento avviare la conversazione? Un’idea l’illuminò.
Rientrò verso sera e fece un’irruzione delle più sorprendenti, con una mano infilata nella tasca del cappotto, che poteva sembrare minacciosa. La moglie cacciò un grido. Era pronta a cadere in ginocchio lì in corridoio e a chiedergli perdono quando lui cavò di tasca l’astuccio e l’aprì sotto i suoi occhi atterriti. “L’avevi mai vista, una croce di Cavaliere?” Lei prese l’astuccio, forse non lo guardò neppure, e glielo restituì senza dire una parola. Poi andò in cucina ad apprestare il pranzo, biascicando qualcosa. Aveva detto “pagliaccio”? Il professore non udì bene la parola, ma ne intuì il senso.
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O Festival Terras sem Sombra ruma a Viana do Alentejo e Alcáçovas, no fim de semana de 13 e 14 de Junho. No sábado, dia 13, às 21h30, apresenta o concerto «Sob as Estrelas: Confluências Musicais entre o Leste e o Oeste», pelo coro feminino romeno-italiano Arpeggio, sob a direção musical de Gian Luigi Zampieri, com Irene Corgnale na flauta e Sofia Cocco no clarinete.
A tarde de sábado, 13 de junho, será marcada pela atividade de Património, que tem como tema «Ligar o Céu e a Terra: Os Embrechados da Capela e do Jardim do Paço Real».
Será uma tarde em busca de um dos mais singulares conjuntos decorativos do Alentejo e uma das expressões mais raras das artes decorativas portuguesas do Maneirismo e do Barroco.
A manhã de domingo, 14 de junho, dedicada à salvaguarda da biodiversidade, como é hábito. Com o lema «Tesouros Discretos: A Flora e a Fauna da Bacia do Rio Xarrama», será possível conhecer a riqueza ecológica de um dos principais afluentes do Sado, num território onde agricultura, pecuária e conservação ambiental coexistem há séculos.
Todas as atividades são de acesso livre e gratuito.
Fundado em Roma por um excecional conjunto de músicas profissionais romenas, o coro Arpeggio percorreu mais de 150 palcos europeus, de Itália à Áustria, de Espanha à Roménia, da Cripta de Gaudí em Barcelona à Expo Milano 2015.
A 13 de junho, este ensemble, já senhor de um percurso notável, assina um novo capítulo da sua história, desta feita no concelho de Viana do Alentejo.
A igreja matriz de São Salvador, em Alcáçovas, recebe um concerto que junta o madrigal renascentista italiano e a música romena dos séculos XX e XXI, num encontro de geografias e tempos distintos, em mais um fim de semana de atividades do Festival Terras sem Sombra.
À componente musical junta-se uma leitura do património de embrechados do jardim do Paço Real, em Alcáçovas, e uma incursão pela ecologia da bacia do rio Xarrama. Recorde-se que as atividades em Alcáçovas integram a Semana Cultural desta freguesia.
Na sua presença em Viana do Alentejo, a 13 e 14 de junho, o Terras sem Sombra conta com a parceria do Município local, da Junta de Freguesia de Alcáçovas, do Instituto Cultural Italiano e do Instituto Cultural Romeno em Lisboa.
Conta também com o apoio sustentado da Direção-Geral das Artes, do BPI-Fundação «La Caixa» e da CCDR-Alentejo.

Do madrigal renascentista à identidade musical romena: confluências de Leste a Oeste
«Sob as Estrelas: Confluências Musicais entre o Leste e o Oeste», assim se intitula o concerto da noite de sábado, 13 de junho (21h30).
O cenário é sublime: a igreja matriz de São Salvador guarda no seu interior, entre outras obras raras, o panteão dos Henriques de Trastâmara, senhores de Alcáçovas. A acústica das três naves de proporções excecionais é o garante de um concerto memorável.
Em palco, o Coro Arpeggio conta com a direção musical de Simona Moldoveanu, o acompanhamento ao piano de Gian Luigi Zampieri e as participações da flautista Irene Corgnale e da clarinetista Sofia Cocco.
O programa percorre vários séculos da música europeia, entretecendo o repertório renascentista italiano com composições romenas dos séculos XX e XXI.
Fundado em Roma em 2014, o ensemble Arpeggio dedica-se à divulgação da música coral romena e italiana no panorama europeu, com um percurso marcado pelo intercâmbio cultural e pela circulação internacional.
O coro mantém estreita ligação às comunidades da diáspora, colaborando regularmente com a Academia da Roménia em Roma, e organiza o Roots Fest – Festival Internacional de Coros.

Os embrechados do Paço Real: onde a natureza se faz arquitetura e símbolo
A tarde de sábado, dia 13 (15h00), propõe a visita guiada «Ligar o Céu e a Terra: Os Embrechados da Capela e do Jardim do Paço Real», com ponto de encontro no Paço dos Henriques e orientação de Aurora Carapinha, arquiteta paisagista, professora emérita da Universidade de Évora e investigadora do CHAIA – Centro de História de Arte e Investigação Artística.
Os embrechados – composições ornamentais executadas com conchas, seixos, vidro, cerâmica e outros materiais naturais – afirmaram-se entre os séculos XVII e XVIII como uma das linguagens estéticas mais singulares do barroco ibérico, presente em jardins, fontes, grutas artificiais e espaços de devoção, onde criava ambientes de forte dimensão cénica e espiritual.
No Paço Real de Alcáçovas, estes revestimentos atingem uma rara fusão entre natureza, arquitetura e transcendência: a capela e o jardim, também denominado Jardim das Conchinhas, com as suas 28 espécies distintas de conchas identificadas.
Destaque também para a assinatura do protocolo de colaboração entre a Pedra Angular, entidade organizadora do Festival Terras sem Sombra, e a Associação Portuguesa dos Jardins Históricos, a que preside Fernando Guedes.
O acordo abre caminho ao desenvolvimento de iniciativas conjuntas em jardins históricos e outros espaços de elevado interesse paisagístico, acolhendo concertos, atividades culturais e ações de sensibilização.

A bacia do Xarrama: ecologia, paisagem e a urgência de preservar
Na manhã de domingo, 14 de junho (09h30), a atividade «Tesouros Discretos: A Flora e a Fauna da Bacia do Rio Xarrama» convida ao conhecimento de um dos principais afluentes do Sado. O périplo, que decorre nas freguesias de Aguiar, Alcáçovas e Viana do Alentejo, conta com ponto de encontro no Jardim Público de Alcáçovas.
A visita é guiada pelos biólogos Miguel Porto, investigador do CIBIO – Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos (Universidade do Porto), e Sara Lobo Dias, investigadora do CE3C – Centro de Ecologia, Evolução e Alterações Ambientais (Universidade de Lisboa).
O Xarrama atravessa zonas de montado, áreas agrícolas, galerias ripícolas e barragens, criando habitats diversificados para aves, peixes, anfíbios e mamíferos e albergando espécies características do ecossistema mediterrânico, como sobreiros, azinheiras, freixos e outras espécies de vegetação ribeirinha, fundamentais para o equilíbrio hídrico e climático da região.
A sua bacia é igualmente um espaço onde agricultura, pecuária e conservação ambiental coexistem há séculos.
As zonas húmidas e as margens do rio funcionam como corredores ecológicos essenciais para espécies vulneráveis e é precisamente nessa articulação entre ciência, conhecimento empírico e conhecimento de base científica que a atividade do TSS se funda.
Sublinhe-se que, pela primeira vez, o festival promove também um bioblitz, iniciativa de ciência cidadã que desafia os participantes a registar fotograficamente a fauna e a flora observadas ao longo do percurso.
A informação recolhida dará origem a um inventário-relâmpago da biodiversidade local, num contributo para um melhor conhecimento dos valores ecológicos deste espaço.
A programação da 22.ª edição do TSS prossegue a 27 e 28 de junho em Gavião, com um concerto pela mão do italiano Duo Baldo-Consonni, no concerto intitulado «Do Romantismo ao Âmago da Modernidade: Essências e Ruturas».
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