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Usar o telemóvel para pagar tornou-se normal: há cuidados obrigatórios para proteger o seu dinheiro

Pagar com o telemóvel deixou de ser uma novidade. Em lojas, cafés, supermercados ou transportes, muitos consumidores já usam o smartphone como se fosse uma carteira, aproximando o equipamento do terminal para concluir a compra em poucos segundos.

A comodidade é evidente, mas também obriga a cuidados. O telemóvel concentra hoje aplicações bancárias, cartões digitais, dados pessoais e acessos financeiros. Por isso, a segurança do dispositivo passou a ser tão importante como a proteção de um cartão bancário físico.

O telemóvel passou a guardar dinheiro

De acordo com a Pplware, os pagamentos por smartphone tornaram-se cada vez mais comuns, sobretudo através de carteiras digitais, aplicações bancárias e tecnologia NFC. Esta evolução simplificou o dia a dia, mas aumentou a responsabilidade dos utilizadores. Se o telemóvel for perdido, roubado ou acedido por terceiros, pode existir risco de utilização indevida dos meios de pagamento associados.

O Banco de Espanha, citado pela imprensa espanhola, reuniu quatro recomendações de segurança para quem utiliza o telemóvel para pagar. São medidas simples, mas importantes para reduzir a exposição a fraudes ou pagamentos não autorizados.

Definir limites para pagamentos sem PIN

Uma das primeiras recomendações passa por limitar os pagamentos que podem ser feitos sem autenticação adicional. Sempre que possível, o utilizador deve definir um valor máximo a partir do qual seja obrigatório introduzir PIN, usar impressão digital ou reconhecimento facial.

Esta medida ajuda a reduzir o risco em caso de perda ou roubo do telemóvel, sobretudo se o dispositivo estiver desbloqueado no momento em que é usado por outra pessoa. As regras podem variar consoante a aplicação, o banco ou o sistema operativo. Por isso, é aconselhável consultar as definições da carteira digital ou da aplicação bancária utilizada.

Desligar o NFC quando não está a ser usado

O NFC é a tecnologia que permite pagamentos por aproximação. Em muitos telemóveis, pode estar permanentemente ativo, o que torna o pagamento mais rápido, mas também mantém o dispositivo disponível para comunicações de proximidade.

A recomendação passa por desligar o NFC quando não for necessário e ativá-lo apenas no momento de pagar. É um gesto simples, mas que reduz a exposição em ambientes movimentados ou perante dispositivos desconhecidos. Esta precaução é especialmente relevante para quem usa o telemóvel como principal meio de pagamento e circula frequentemente em transportes, centros comerciais ou zonas com grande concentração de pessoas.

Bloquear sempre o ecrã

O bloqueio do telemóvel continua a ser uma das medidas mais importantes. Um smartphone sem PIN, palavra-passe, padrão ou autenticação biométrica fica muito mais vulnerável se cair nas mãos erradas.

A impressão digital e o reconhecimento facial permitem proteger o equipamento sem tornar o uso diário demasiado complexo. Ainda assim, o código de desbloqueio deve ser seguro e não deve ser fácil de adivinhar. Na prática, um telemóvel desbloqueado pode dar acesso não só a pagamentos, mas também a mensagens, e-mails, aplicações bancárias e códigos de confirmação enviados por SMS ou notificação.

Ativar autenticação de dois fatores

A autenticação de dois fatores acrescenta uma camada extra de segurança às aplicações bancárias e carteiras digitais. Mesmo que alguém descubra uma palavra-passe, continua a precisar de uma segunda confirmação para aceder à conta ou validar determinadas operações.

Esse segundo passo pode ser feito através de código, notificação, biometria ou outro método definido pelo banco ou pela aplicação. A medida não elimina todos os riscos, mas dificulta bastante o acesso indevido. Por isso, deve estar ativa sempre que o banco, a carteira digital ou a aplicação de pagamento o permitam.

Usar apenas aplicações oficiais

Além destas quatro regras, há uma recomendação transversal: instalar apenas aplicações oficiais e manter o sistema operativo atualizado. As aplicações bancárias e carteiras digitais devem ser descarregadas através das lojas oficiais. Também deve evitar links recebidos por mensagens, e-mails ou redes sociais, sobretudo quando prometem desbloqueios, prémios, reembolsos ou atualizações urgentes.

Muitas fraudes começam precisamente com uma página falsa que imita o banco ou uma aplicação conhecida. O objetivo é levar o utilizador a introduzir dados de acesso ou informações bancárias.

O que fazer se perder o telemóvel

Em caso de perda ou roubo, o primeiro passo deve ser bloquear o equipamento remotamente, se essa funcionalidade estiver ativa. Depois, deve contactar o banco para suspender cartões digitais, serviços de pagamento e acessos associados ao telemóvel.

Também é aconselhável alterar palavras-passe de contas importantes, sobretudo e-mail, aplicações bancárias e serviços onde estejam guardados métodos de pagamento. Quanto mais depressa agir, menor será o risco de utilização indevida. É por isso que configurar previamente mecanismos de bloqueio e localização remota pode fazer diferença.

Proteger o telemóvel é proteger a carteira

Os pagamentos por telemóvel são práticos, rápidos e, quando bem configurados, podem ser seguros. Ainda assim, a concentração de dados financeiros num único dispositivo exige cuidados constantes. Limitar pagamentos sem PIN, desligar o NFC quando não está em uso, bloquear sempre o ecrã e ativar a autenticação de dois fatores são medidas simples que ajudam a proteger o dinheiro.

Numa altura em que o smartphone substituiu a carteira em muitas situações, a regra é clara: quanto mais cómodo for pagar, mais importante se torna garantir que só o verdadeiro dono consegue fazê-lo.

Leia também: “Maior erro de sempre”: Bill Gates admite falha catastrófica que custou quase 350 mil milhões de euros à sua empresa

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Amazon to pump €10B into European robotics

Amazon committed to invest more than €10 billion on upgrading its facilities in Europe with next-generation robotics, part of a wider push to modernise and expand its operations network in the continent.

Announced at the company’s Delivering the Future event in London, the technology giant stated it plans to create more jobs across the region, while using robotics to expand ultra-fast delivery options to more international cities and invest in employee upskilling.

Its pledge reflects a broader push to use AI and robotics to support its workforce, taking aim at “repetitive and physically demanding tasks”, freeing up employees to focus on higher skilled roles while customers get better service.

As part of its next-generation robotics development, Amazon introduced Proteus, an upgraded autonomous robot that is able to move items across different sites. Through AI advances, employees can apparently direct Proteus with plain, conversational text-based prompts without the need for technical commands or programming interfaces.

According to Amazon, once an employee instructs Proteus on what needs to be done, the robot figures out the priority, route and timing.

Proteus is designed to take on physically demanding tasks, move heavy carts and cover long distances. It is currently being piloted in Amazon labs, with deployment planned for the first half of 2027.

Through its €10 billion commitment, Amazon added it will expand Vulcan, its first robot with a sense of touch and STARK, a new robotics system that works alongside employees. STARK will be deployed across 15 sites in Europe by 2027.

This week, Nvidia CEO Jensen Huang also talked up the robotics opportunity within industry, as he unveiled work on a new model for academics using hardware from Unitree and Sharpa.

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T-Mobile US turns to AI to tackle event congestion

T-Mobile US unveiled an AI-enhanced network optimisation capability aimed at keeping customers connected during high-density events including at packed stadiums, festival grounds and in post-concert taxi queues.

The mobile operator’s Dynamic CX is built on its self-organising network (SON) platform, which is also used to allocate network resources during natural disasters.

Operators have been using centralised self-organising network (C-SON) tools since 2010. In 2015, machine learning algorithms were introduced and blended with SON algorithms, which led to the first iteration of AI-for-RAN.

It is another feature built on the operator’s nationwide 5G-Advanced network which sits on its standalone 5G architecture.

Dynamic CX’s AI-driven automation adapts to network conditions in near real time, marking a meaningful step beyond traditional SON optimisation, which has historically been more reactive in nature.

The AI-enabled network optimisation capability continuously monitors and tunes network performance.

Dynamic CX scans publicly available event information, schedules and online activity to identify upcoming mass gatherings before they happen, allowing the network to begin preparing capacity adjustments in advance rather than scrambling to react once congestion hits.

Once an event is underway, Dynamic CX shifts into continuous monitoring mode, tracking how demand evolves as crowds move, stream and share throughout venues and surrounding areas.

T-Mobile is positioning the launch ahead of the FIFA World Cup, which starts this month and uses 11 US host cities. It is expected to draw millions of international visitors over several weeks.

CTO John Saw framed Dynamic CX as part of a longer arc of event-readiness investment to improve customer experience.

T-Mobile pointed to broader World Cup operational preparations including coordination with public safety agencies, staged deployable network assets and heightened cybersecurity posture across event-related infrastructure.

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Comissão Europeia promove workshop sobre IA para serviços públicos

A Representação da Comissão Europeia em Portugal promove, no dia 17 de junho, entre as 14:30 e as 16:45, o workshop “Inteligência Artificial para Serviços Públicos”, dedicado à utilização de ferramentas gratuitas para aumentar a produtividade e melhorar a comunicação com os cidadãos.

A sessão decorre na NOVA FCSH, no Auditório B2, na Avenida de Berna, em Lisboa, sendo também possível participar online através de uma ligação enviada após a inscrição. A participação é gratuita, mas requer inscrição prévia.

Segundo a organização, a inteligência artificial está a transformar a forma como as organizações trabalham, analisam informação e comunicam com os cidadãos. No setor público, estas ferramentas podem apoiar profissionais na execução de tarefas administrativas, na análise de documentos e na preparação de comunicações.

Ferramentas gratuitas para apoiar a Administração Pública

O workshop apresenta ferramentas gratuitas de inteligência artificial desenvolvidas pela Comissão Europeia, que podem ser usadas no dia-a-dia dos serviços públicos para aumentar a eficiência, poupar tempo e melhorar a qualidade da informação produzida.

A formação abordará soluções como eReporting, eBriefing, eReply, eSummary e eTranslation. Estas ferramentas permitem, entre outras funções, criar relatórios estruturados, elaborar notas informativas, preparar respostas a pedidos complexos, resumir documentos e traduzir textos em diferentes línguas oficiais da União Europeia.

Os participantes aprenderão a utilizar estas ferramentas através de simulações práticas baseadas em tarefas comuns nos serviços da Administração Pública.

Sessão dirigida a dirigentes e técnicos

A iniciativa destina-se a dirigentes e técnicos de serviços públicos da administração central e local, agências, institutos ou outras entidades, não sendo necessário conhecimento técnico prévio.

O programa inclui sessões sobre IA para os serviços públicos em Portugal, projetos de inteligência artificial da Comissão Europeia, ferramentas de IA para os serviços da Administração Pública portuguesa e ferramentas de tradução e terminologia da União Europeia.

Entre os oradores estão Álvaro Carvalho, da Representação da Comissão Europeia em Portugal, Camilo Soares, da DG Tradução da Comissão Europeia, Sérgio Ferreira Cardoso, também da DG Tradução, e João Cancela, subdiretor adjunto para o Digital e Desenvolvimento Institucional da NOVA FCSH.

A participação é gratuita, mas é necessária inscrição aqui ou através do código QR (até 16 de junho).

Leia também: 40 anos de Portugal na UE: Europe Direct Algarve promove cidadania Europeia com nova Agenda 2026-2030

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