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easyJet gera 650 milhões por ano no PIB do Algarve e quer base anual em Faro

easyJet admitiu que quer ter uma base anual no Aeroporto de Faro e estima gerar, neste momento, mais de 650 milhões de euros por ano no PIB do Algarve, hoje, dia 17 de junho de 2026.

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Eliseu Correia diz ao TánaHora que “este Verão turístico vai ser muito difícil para o Algarve”

“Desde 2023 e estou a ser simpárico, que há filas no Aeroporto de Faro, com o EES ficou tudo muito pior” Eliseu Correia

A poucos dias de começar o Verão, perante o cenário de guerra que se continua a viver no Mundo, sendo inerente a isso a instabilidade do preço dos combustíveis, com tantas incertezas quanto ao futuro, o Podcast TánaHora – exclusivo do jornal diariOnline Região Sul – foi ao encontro da EC Travel, para com o seu CEO, Eliseu Correia, com os indicadores que dispõe, se possível, prever como vai ser este Verão turístico para o Algarve.

Crítico sobre a ‘polémica dos chapéus de sol’, salientando que se deviar dar importância aos problemas estruturais e não a este tipo de assuntos, Eliseu Correia começou por afirmar que “é natural que neste momento estejamos numa situação difícil, porque a pior coisa que pode acontecer a este negócio do turismo, chama-se incerteza,” e argumenta com vários fatores.

Sobre o EES «(Sistema de Entrada/Saída) sistema automatizado da União Europeia que substitui o carimbo no passaporte por um registo digital e biométrico para viajantes de fora do espaço Schengen» no Aeroporto de Faro, Eliseu Correia é perentório é afirmar que “devia ser suspenso já, acrescentando que da promessa de reforço de pessoal à realidade ainda nada foi concretizado.”

Sobre a possível escassez de Jet Fuel (combustível para os aviões a jato), o CEO da EC Travel argumenta com a analogia que é necessário distinguir a verdade do aproveitamento e explica.

Este Verão vai ser muito difícil, vai ser um Verão que vai exigir de toda a gente o seu melhor, e toda agente inclui as pessoas que tomam as decisões, é por isso que eu falei nos chapéus de sol, que é para demonstrar que temos realmente problemas estruturais e cenários que são preocupantes para todos nós, e para o nosso Algarve, podem ser desastrosos, e que os chapéus de sol é um bocadinho como o problema das Bolas de Berlim, que custavam dois euros o ano passado, roça o ridículo se estar a perder tempo com isso, quando se devia perder tempo com aquilo que é crucial para a sobrevivência do Algarve como destino turístico, especialmente neste Verão de 2026”, diz Eliseu Correia em final de conversa.

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Constituída comissão que tem 4 meses para preparar mudança de gestão do cais comercial de Faro

A comissão que vai preparar a transferência do cais comercial de Faro para gestão municipal, composta por cinco elementos, já foi constituída e tem até ao início de Outubro para elaborar um relatório prévio à assinatura do protocolo entre Câmara e autoridade portuária. O processo poderá durar pelo menos um ano até à homologação final.

O despacho que constitui a comissão que vai elaborar o «relatório de identificação das áreas, bens, direitos e demais meios» a transferir para o município de Faro, «no âmbito da transferência de competências no domínio das áreas portuárias-marítimas e áreas urbanas de desenvolvimento turístico e económico não afetas à atividade portuária», foi publicado esta segunda-feira, 15 de Junho, em Diário da República.

O documento está em vigor desde 3 de Junho e é assinado pelo ministro da ministro da Economia e da Coesão Territorial Manuel Castro Almeida, pelo secretário de Estado do Tesouro e das Finanças João Silva Lopes, pelo secretário de Estado das Infraestruturas Hugo Espírito Santo, e pelo secretário de Estado das Pescas e do Mar Salvador Malheiro.

Em causa, está a transferência de gestão do cais comercial de Faro, que deixou de ter atividade regular há praticamente uma década, para a jurisdição da Câmara de Faro, anunciada há cerca de um ano pelo então autarca Rogério Bacalhau, antecessor do atual presidente.

Há um mês, a autarquia já tinha antecipado a publicação do despacho, na sequência de uma reunião entre António Pina e Miguel Pinto Luz, ministro das Infraestruturas e da Habitação.

Esse encontro também contou com a presença de Pedro do Ó Ramos, presidente da Administração dos Portos de Sines e do Algarve e que vai coordenar a comissão agora constituída, como representante do secretário de Estado das Infraestruturas e do secretário de Estado das Pescas e do Mar.

Integram ainda a comissão Cristiano Cabrita, vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve, como representante do ministro da Economia e Coesão Territorial; Bruno Marcelo, chefe de gabinete do secretário de Estado do Tesouro e das Finanças, em representação deste membro do Governo; António Pina, indicado pelo município de Faro, e Álvaro Araújo, presidente da Câmara de Vila Real de Santo António, por indicação da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP).

De acordo com o decreto-lei de 2019 que concretizava a transferência de competências no domínio das áreas portuárias-marítimas e áreas urbanas de desenvolvimento turístico e económico não afetas à atividade portuária, esta comissão deve identificar as áreas cuja gestão são objeto de transferência, além dos imóveis e móveis, como infraestruturas, veículos, embarcações e equipamentos, ou os trabalhadores a transferir.

Até 120 dias após a designação dos seus membros, ou seja, até início de Outubro, a comissão deve elaborar e submeter o relatório com a proposta de transferência e a minuta de protocolo ao município.

Depois, a Câmara de Faro deve deliberar aceitar a proposta e a minuta, «no todo ou em parte», também no prazo de quatro meses, remetendo essa deliberação para o Governo, que por sua vez também terá o mesmo prazo (120 dias) para proferir despacho de homologação.

O protocolo é celebrado no prazo máximo de 30 dias após o despacho de homologação.

A estratégia Portos 5+, aprovada em Julho de 2025 pelo Governo, sugeria transformar o Cais Comercial de Faro «num ponto para atividades náuticas, recreativas e de economia azul», garantindo que o plano seria articulado com o município local.

Durante a campanha para as eleições Autárquicas, António Pina defendeu a construção de uma marina na parte interior do cais, além da possibilidade de receber grandes iates na zona exterior, em entrevista ao Sul Informação.

Em 2017, o Centro de Ciências do Mar tinha proposto uma transformação completa do cais comercial, que seria a sua sede e, além da componente académica e de investigação, teria também uma componente turística, com uma nova marina e hotéis.

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Portugal tem de ter voz ativa em Bruxelas para evitar filas nos aeroportos no Verão

A RENA – Associação das Companhias Aéreas em Portugal aplaude as medidas para minimizar os constrangimentos no controlo de fronteiras dos aeroportos, mas alerta que o problema pode voltar no verão e que Portugal deve ter voz ativa em Bruxelas.

Ao podcast da Lusa, o LusaExtra, o diretor executivo da RENA, António Moura Portugal, elogia o reforço de meios humanos e materiais promovido pelo Governo e pela ANA – Aeroportos, mas alerta que Portugal deve preparar desde já uma segunda fase de resposta para os meses de julho e agosto.

“Melhorámos, estamos bem no momento, mas agora isto não é para ficar a dizer ‘ok, está resolvido e nada a fazer até vir a próxima onda’, porque ela virá”, considerou o responsável da RENA.

Moura Portugal defendeu que Portugal deve continuar a acompanhar de perto a evolução do processo e assumir uma posição ativa em Bruxelas, procurando garantir soluções que evitem a repetição dos constrangimentos no período de maior procura turística.

Defende, por exemplo, que Portugal lidere, junto das instituições europeias, a defesa da manutenção de mecanismos de flexibilidade para evitar novos episódios de congestionamento no verão, altura em que acredita que a pressão nos controlos fronteiriços voltará.

Nos últimos meses registaram-se longas filas de espera nos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro – sobretudo na capital – dado os constrangimentos causados pela entrada em vigor do sistema digital (Entry Exit System, EES), que regista eletronicamente a entrada e saída de cidadãos de países terceiros no espaço de livre circulação Schengen, substituindo os carimbos manuais por registos biométricos e digitais.  

No final de maio foram implementadas mais boxes e mais ‘e-gates’ e reforçados meios humanos para o controlo de passaportes.

Está ainda previsto como medida de contingência a possibilidade de se suspender pontualmente a recolha de dados biométricos (impressões digitais e reconhecimento facial) dos passageiros, cabendo à autoridade de fronteira, que neste caso é a PSP, avaliar a necessidade de recorrer a este mecanismo.

O EES está a funcionar a 100% desde 10 de abril e desde então, tal como avançou à Lusa o porta-voz da Polícia de Segurança Pública (PSP) esta tem recorrido à suspensão parcial da recolha dos dados biométricos em “circunstâncias excecionais”, nomeadamente quando “o tempo de espera num posto de fronteira aérea se torne excessivo”.

“Ainda que tenham natureza excecional a PSP admite recorrer, sempre que necessário, durante o período inicial previsto de 90 dias e complementar de 60 dias, às medidas previstas em regulamento tendentes a garantir um equilíbrio entre segurança das fronteiras externas e tempos aceitáveis de espera”, afirmou Sérgio Soares.

Assim, na quinta-feira, o ministro da Administração Interna, Luís Neves, disse à Lusa, no Luxemburgo, estar mais otimista, face a um passado recente, sobre um verão sem problemas nas fronteiras dos aeroportos.

Por seu lado, as companhias aéreas consideram que as medidas tomadas “foram muito positivas”, mas que é preciso mais.

“Em julho acaba-se, segundo o regulamento, essa possibilidade, já muito limitada, das suspensões serem só de seis horas. E, portanto, (…) é importante preparar já o passo seguinte”, insiste Moura Portugal, explicando que um desses passos deve ser Portugal “pressionar, pugnar pela alteração e pela manutenção, no mínimo dessa flexibilidade e desse poder dos Estados-membros poderem suspender” o sistema.

António Moura Portugal diz que é importante que Portugal esteja na linha da frente e que quando vai a Bruxelas deve estar “preparado em termos de documentação e em termos de discurso para dizer ‘atenção que isto está a correr mal e nós estamos a ser altamente penalizados com isto'”.

“Não pode haver silêncio, não pode haver um não assumir a liderança num dossier que é fundamental para a nossa economia [o turismo é dos principais motores de crescimento do PIB] e deixar isto entregue a outros”, conclui.

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