Algarve vai ter projeto-piloto de diagnóstico e tratamento da apneia do sono
A Unidade Local de Saúde do Algarve vai iniciar, dentro de três meses, um projeto-piloto de diagnóstico e tratamento da Síndrome de Apneia Obstrutiva do Sono nos cuidados de saúde primários, com duração de dois anos.
A Direção-Geral da Saúde, através do Programa Nacional para as Doenças Respiratórias, desenvolveu «um modelo integrado e descentralizado de diagnóstico, tratamento e seguimento» daquela doença crónica, «com supervisão clínica hospitalar remota», lê-se em despacho publicado esta segunda-feira, 15 de Junho, em Diário da República, assinado pela secretária de Estado da Saúde, Ana Povo.
A implementação deste modelo vai ser avaliada, «em contexto de projeto-piloto», nas unidades locais de saúde (ULS) do Algarve e do Estuário do Tejo, «com vista à sua eventual expansão progressiva a todas as Unidades Locais de Saúde do Serviço Nacional de Saúde».
A apneia do sono é uma «patologia crónica de elevada prevalência, estimada em mais de 15 % da população adulta portuguesa», com «impacto significativo» na morbilidade cardiovascular, no risco de acidentes rodoviários e laborais e na qualidade de vida dos cidadãos.
Segundo o despacho do Governo, há uma proporção «relevante» de casos por diagnosticar «em virtude das limitações de capacidade de resposta do modelo assistencial vigente».
«O modelo assistencial atual, de natureza predominantemente hospitalar, evidencia limitações na capacidade de resposta à crescente procura, traduzidas em tempos de espera prolongados para diagnóstico e início de tratamento, bem como numa utilização intensiva de recursos especializados e em custos acrescidos para o SNS», salienta o documento.
O modelo desenvolvido pretende «concretizar a descentralização de cuidados para o nível de proximidade e libertar capacidade hospitalar especializada», assentando na utilização de telessaúde e na «interoperabilidade dos sistemas de informação», promovendo a integração entre os cuidados de saúde primários e os cuidados hospitalares das ULS, «através de uma abordagem coordenada e centrada no utente».
Os projetos-piloto têm início operacional no prazo de 90 dias a contar a partir desta terça-feira, 16 de Junho, tendo a duração de 24 meses.
Serão depois alvo de avaliação intercalar, com vista à «eventual expansão progressiva» a outras ULS.
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