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A explosão da formação executiva em Portugal

MBA CPBS

Há 50 anos era impossível pensar que isto pudesse acontecer. O Portugal analfabeto tornar-se uma força na formação para executivos e ter seis instituições a competir com as melhores do mundo. Não foi preciso tanto tempo.

O caminho levou umas duas décadas a percorrer e não tem fim à vista. O paradigma da aprendizagem ao longo da vida e a necessidade de requalificar a força de trabalho tornaram a formação uma ferramenta indispensável. A academia está a agarrar o filão.

De acordo com as principais escolas de Formação de Executivos, os programas para quadros de middle e top management continuam a crescer em quantidade e qualidade, abrangendo todas as temáticas que se possa imaginar, enquanto cada vez mais estreitam laços com o sector empresarial, para o qual desenham programas específicos. Dentro e fora do país. Como se chegou até aqui?

“Os fundamentos da estratégia são consistência, proximidade às empresas, internacionalização, qualidade pedagógica, capacidade de ter impacto e coragem para melhorar todos os anos”, explica José Crespo de Carvalho, presidente do Iscte Executive Education, um dos protagonistas desta história bem sucedida, ao Jornal Económico (JE).

Como corolário da estratégia individual das escolas de formação, este ano, pela primeira vez na história, Portugal aparece 12 vezes no Financial Times Executive Education Ranking 2026. O reconhecimento internacional é o resultado da explosão do merca do interno. Com quatro escolas na lista, Lisboa afirma-se como hub europeu de excelência na formação avançada em gestão e o Porto, com duas escolas, ensaia passos nesse sentido.

“Os rankings internacionais são uma consequência, não um objetivo em si mesmo”, afirma ao JE Pedro Brito, CEO da Nova SBE Executive Education, outro protagonista desta história. “O que estes resultados mostram é que Portugal consegue competir ao mais alto nível internacional quando existe ambição, qualidade académica, proximidade às empresas e capacidade de inovação”.

Dito e feito. A Nova SBE Executive Education é agora a nona melhor do mundo na formação Customizada, “feita à medida” ou tailor made, do original em inglês. Duas outras escolas pontificam no top 50 e outras duas estão na proximidade: Iscte (31.ª), ISEG (48.ª), Católica-Lisbon (52.ª) e Porto Business School (54.ª). A Católica Porto Business School faz a sua estreia – 99.ª ex-aequo. Na Formação Aberta, a progres são não é menor.

A Nova SBE, que também é a primeira escola portuguesa nesta vertente, sobe 10 posições e é 20.ª no mundo, a Católica-Lisbon sobe 11 e é 26.ª e a Porto Business School galga oito e passa a 35.ª. O ISCTE Executive Education é 51.º, o ISEG Executive Education 70.º e a Católica Porto Business School entra para 85.ª.

“Este resultado reconhece a consistência do trabalho que temos desenvolvido na formação de líderes, profissionais e organizações, com uma proposta assente em rigor académico, proximidade com o mundo empresarial e impacto real”, explica ao JE João Pinto, dean da Católica Porto Business School, outro dos protagonistas.

Para o responsável da nova estrela de topo da formação esxecutiva, a presença nos rankings do “Financial Times”, tanto em Formação Executiva como no ranking europeu de business schools, mostra que a Escola “está a crescer de forma sustentada, combinando proximidade às empresas, com excelência académica e capacidade de resposta aos desafios concretos das organizações”.

A porta do caminho para Portugal ter hoje seis escolas de Gestão no topo da Formação Executiva mundial, foi aberta há 19 anos pela Católica Lisbon School of Business & Economics, que este ano alcança a melhor posição de sempre nos programas Abertos.

Filipe Santos, o dean, considera-a uma prova de “consistência e compromisso com a excelência”, em particular, “a qualidade” do corpo docente e “a inovação” dos programas, “pilares essenciais na formação de líderes preparados para antecipar tendências, tomar decisões estratégicas e liderar com visão, responsabilidade e impacto”.

O centenário ISEG abraçou decisivamente o caminho da formação executiva no consulado da presidente Clara Raposo, tendo feito, nessa altura, a sua estreia nos rankings. Joana Santos Silva está ao leme do Iseg Executive Education, sendo a protagonista de uma estratégia que dá frutos. “Este reconhecimento confirma o caminho que temos vindo a construir: uma escola profundamente ligada às empresas, capaz de cocriar soluções relevantes, inovadoras e transformadoras”, diz a CEO ao JE.

O Iseg Executive Education consolida “um modelo formativo equilibrado entre a oferta tradicional de pós-graduação e formação aberta e uma aposta cada vez mais forte na oferta para empresas”.

A Porto Business School acumula desde 2020 uma progressão de 40 lugares na Formação Aberta, o que representa a consolidação de uma trajetória de crescimento consistente e de crescente reconhecimento internacional.

“Em 2026, a aposta da Porto Business School na Formação Aberta concentra-se em três grandes áreas, cuja procura tem sido mais expressiva nos primeiros meses do ano: inovação, transformação digital e inteligência artificial; gestão geral e estratégia; e liderança e desenvolvimento de talento”, revela Patrícia Teixeira Lopes, Vice dean da PBS e protagonista desta história.

A formação executiva não se circunscreve às seis magníficas com lugar no FT. A escola de negócios AESE e a Universidade Portucalense (UPT) também são protagonistas da aposta séria no sector.

Marta Lopes Ferreira, coordenadora executiva da Portucalense Business School diz ao JE ser “fundamental que a formação produza resultados tangíveis”, tanto ao nível do desenvolvimento das carreiras dos participantes, como da competitividade das organizações. “Procuramos que todos os programas contem com parceiros empresariais e com docentes que possuam uma forte experiência profissional, uma ligação próxima às empresas e um profundo conhecimento das dinâmicas do mercado”.

No desenho de programas, Abertos ou Customizados, o principal desafio passa por “responder de forma eficaz” às necessidades reais do mercado. E adianta Marta Lopes Ferreira: “a participação das empresas na construção dos cursos e na identificação de problemas concretos revela-se essencial para garantir que os conteúdos têm aplicabilidade prática e impacto efetivo no contexto empresarial”.

A AESE Business School dedica-se à formação específica em direção e gestão de empresas segundo uma perspetiva cristã do homem e da sociedade. Tem no Método do Caso, desenvolvido em Harvard, um trunfo.

Pedro Nuno Ferreira, professor da Escola, explica ao JE que “a formação Customizada é uma dimensão central da missão da AESE: ajudar as organizações a desenvolver liderança com impacto. Mais do que transmitir conhecimento, trata-se de cocriar soluções alinhadas com a estratégia, a cultura e os desafios concretos de cada empresa”.

Chegados aqui, questionamos – até onde irá a expansão da For mação Executiva em Portugal?

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What we know about Starobilsk strike Russia turned into propaganda flashpoint

When a Ukrainian strike hit Russian-occupied Starobilsk on May 22, Moscow seized on the attack almost instantly, with Russian officials claiming that 21 students of a local vocational college were killed and dozens more injured and portraying the strike as a deliberate attack on civilians — which Ukraine denied.

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Medicine distribuite in farmacia, la lista si allunga: la proposta di Aifa e il rischio spesa pubblica in aumento. Emilia Romagna dice no

La partita sulla distribuzione dei farmaci si allarga ancora. Dopo le gliflozine, ora tocca alle insuline a lento rilascio e ai farmaci cardiovascolari. Lunedì scorso, durante una riunione tra AIFA e le Regioni rappresentate al tavolo tecnico, è stata presentata la proposta di trasferire verso la distribuzione territoriale, attraverso le farmacie convenzionate, nuove categorie di farmaci oggi gestite prevalentemente attraverso i canali regionali della distribuzione diretta e per conto. Tra i prodotti interessati figurano insuline come Lantus, Abasaglar e Toujeo, utilizzate da centinaia di migliaia di pazienti diabetici, e farmaci come Entresto, terapia di riferimento per lo scompenso cardiaco cronico sviluppata da Novartis.

La proposta arriva in un momento tutt’altro che neutrale. Da mesi il sottosegretario alla Salute Marcello Gemmato, farmacista di professione e principale sostenitore politico della riforma della remunerazione delle farmacie e della “farmacia dei servizi”, porta avanti una strategia che punta a rafforzare la sua categoria all’interno del Servizio sanitario nazionale. Una linea che alcune Regioni leggono come un progressivo trasferimento di risorse pubbliche verso il canale delle farmacie private convenzionate che, come scritto dal Fatto Quotidiano, hanno incrementato il loro fatturato nel 2025 di circa 4 miliardi rispetto al biennio 2021-2022, segnato dalla fase più intensa dell’emergenza Covid.

I farmaci oggi distribuiti attraverso i canali regionali vengono acquistati direttamente dalle Regioni, spesso a condizioni economiche vantaggiose grazie alle gare pubbliche e con un onere di servizio per la distribuzione per conto che ha una percentuale variabile da regione a regione. Questi strumenti, insieme al payback sanitario, consentono alle Regioni di mantenere il controllo sulla spesa e sui consumi. Ma lo spostamento verso la distribuzione convenzionata modifica inevitabilmente questo equilibrio. Con la nuova remunerazione delle farmacie, entrata in vigore nel 2024 e sostenuta dal Governo Meloni, ogni confezione dispensata genera infatti una remunerazione specifica per la farmacia, composta da quote fisse e da una componente percentuale. Così per le Regioni più prudenti, il problema resta aperto: ogni nuovo farmaco trasferito dal canale diretto a quello convenzionato rischia di produrre un aumento della spesa. È in questo contesto che si colloca il no dell’Emilia-Romagna. Secondo quanto ci risulta, la Regione guidata dal centrosinistra è stata l’unica a esprimere una netta contrarietà alla proposta presentata da AIFA.

Diverso l’atteggiamento delle altre Regioni presenti al tavolo — Lombardia, Veneto e Friuli Venezia Giulia — tutte amministrate dal centrodestra e apparentemente più disponibili a valutare lo spostamento di nuovi farmaci. Sul fronte opposto dell’Emilia, Federfarma, in un proprio report, difende la riforma richiamando le valutazioni contenute nella relazione tecnica della Legge di Bilancio e riprese dalla Corte dei Conti. Nel documento si sottolinea che “sebbene sia ancora prematuro formulare valutazioni definitive, le prime applicazioni della riforma consentono già alcune considerazioni”.

Il settore sostiene che il costo effettivo della riforma sia molto più contenuto di quanto spesso viene raccontato: in pratica, non costerebbe così tanto. Il nuovo sistema determina infatti un maggior onere netto per il Servizio sanitario nazionale di circa 53 milioni di euro nel 2024 e di circa 77 milioni di euro annui a regime dal 2025. Le stesse stime governative indicano un incremento lordo della remunerazione pari a circa 227 milioni di euro, ma una parte consistente di queste risorse era già riconosciuta alla categoria attraverso la remunerazione aggiuntiva introdotta negli anni precedenti, per un valore di circa 150 milioni di euro annui. Secondo il presidente di Federfarma Marco Cossolo: “La nuova remunerazione, portata avanti da numerosi governi di diversi orientamenti politici, sostiene questi servizi allineando l’Italia ai parametri europei. Grazie alla nostra capillarità, assicuriamo l’accesso alle cure anche nelle aree più isolate. Potenziare la farmacia dei servizi non costituisce un costo aggiuntivo, ma un investimento strutturale per una sanità territoriale efficiente”

Ma quali siano, i benefici economici e clinici derivanti da questi trasferimenti non è chiaro. Per i farmaci destinati a patologie croniche come il diabete o lo scompenso cardiaco, infatti, una maggiore accessibilità della farmacia sotto casa potrebbe rappresentare un vantaggio per il paziente. Ma perché l’operazione sia davvero conveniente per il Servizio sanitario nazionale, occorrerebbe dimostrare che tale beneficio produca un miglioramento misurabile dell’aderenza terapeutica e il contenimento di altre voci di spesa sanitaria. Ma finché non arriveranno dati trasparenti e verificabili dal Governo Meloni, il dubbio continuerà ad accompagnare ogni nuovo trasferimento proposto da Aifa e sostenuto dal sottosegretario farmacista di Fratelli D’Italia Marcello Gemmato.

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