21h. Sistemas do SNS já estão quase todos operacionais


Acordar consciente, mas sem conseguir mexer o corpo ou falar, pode ser uma experiência assustadora. Este fenómeno chama-se paralisia do sono e, embora possa causar medo intenso, é descrito por organismos de saúde como uma situação temporária que acontece geralmente ao adormecer ou ao acordar.
A paralisia do sono ocorre quando a pessoa está consciente, mas não consegue mexer-se nem falar durante alguns segundos ou minutos. Segundo o National Health Service (NHS), serviço público de saúde do Reino Unido, este fenómeno pode acontecer no momento em que se está a adormecer ou ao acordar, desaparecendo habitualmente por si só.
Durante um episódio, a pessoa pode sentir-se totalmente acordada e perceber o que está a acontecer à sua volta, mas sem conseguir controlar o corpo. A MedlinePlus, serviço da National Library of Medicine dos Estados Unidos, descreve a paralisia do sono como uma condição em que a pessoa não consegue mover-se ou falar precisamente na transição entre o sono e a vigília.
A explicação está relacionada com o funcionamento normal do sono, em especial com a fase REM, período em que os sonhos são mais frequentes. Durante esta fase, os músculos ficam naturalmente mais “desligados”, o que ajuda a impedir que a pessoa reproduza fisicamente os movimentos dos sonhos.
Na paralisia do sono, essa imobilidade muscular pode manter-se durante breves instantes mesmo quando a pessoa já está consciente. É por isso que muitos relatos descrevem a sensação de a mente estar acordada, enquanto o corpo continua sem responder.
Além da incapacidade temporária de se mexer, algumas pessoas relatam sensação de pressão no peito, dificuldade em respirar ou a impressão de que existe alguém no quarto. O National Institute of Neurological Disorders and Stroke (NINDS), instituto norte-americano dedicado ao estudo das doenças neurológicas e dos acidentes vasculares cerebrais, refere que a paralisia do sono pode ser acompanhada por experiências vívidas, por vezes assustadoras, semelhantes a sonhos, incluindo alucinações visuais, auditivas ou táteis.
É esta combinação entre consciência, imobilidade e medo que torna o fenómeno tão marcante. Apesar disso, o NHS sublinha que a paralisia do sono não causa danos físicos e costuma terminar rapidamente, embora possa ser angustiante para quem a vive.
A paralisia do sono pode surgir de forma isolada, mas há fatores que parecem favorecer os episódios. O NHS associa o fenómeno a situações como insónia, alterações nos padrões de sono, stress pós-traumático e narcolepsia, uma perturbação neurológica do sono.
Segundo a MedlinePlus, a paralisia do sono pode ocorrer em pessoas saudáveis, mas pode estar ligada a falta de sono, horários irregulares ou outros problemas do sono. Por isso, manter uma rotina de sono regular pode ajudar a reduzir a probabilidade de novos episódios.
Embora seja difícil manter a calma no momento, o NHS recomenda tentar lembrar-se de que se trata de uma situação temporária e que não representa perigo físico. A instituição aconselha também a tentar mexer lentamente os olhos, os dedos das mãos ou dos pés, já que pequenos movimentos podem ajudar a terminar o episódio.
Para prevenir novos episódios, a mesma fonte sugere medidas como dormir horas suficientes, manter horários regulares, criar uma rotina relaxante antes de dormir e evitar refeições pesadas, álcool, cafeína ou tabaco pouco antes de se deitar.
Na maioria dos casos, episódios ocasionais de paralisia do sono não exigem tratamento. Ainda assim, se forem frequentes, muito perturbadores ou se estiverem associados a sonolência intensa durante o dia, pode ser importante falar com um médico para perceber se existe outra condição associada.
A paralisia do sono pode assustar, mas compreender o que acontece ao corpo ajuda a reduzir o medo. Quando o fenómeno se repete com frequência ou interfere com o descanso, a avaliação médica pode ser a melhor forma de identificar causas e melhorar a qualidade do sono.
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Os serviços foram sendo repostos ao longo do dia e estão "praticamente todos operacionais", confirmou a entidade gestora SPMS

Os serviços e sistemas de informação do Serviço Nacional de Saúde afetados hoje por uma falha de energia foram sendo repostos ao longo do dia e estão “praticamente todos operacionais”, indicou a entidade gestora.
Em resposta à agência Lusa, fonte dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) esclareceu que, “ao longo do dia, os serviços e sistemas foram progressivamente repostos, sendo que, neste momento, já se encontram praticamente todos operacionais”.
A mesma fonte acrescentou que a emissão de receitas e dispensa de medicamentos nas farmácias “esteve sempre garantida, uma vez que, neste tipo de situações, a Portaria n.º 224/2015, de 27 de julho, prevê que a prescrição de medicamentos possa, excecionalmente, realizar-se por via manual”.
A legislação prevê também que, caso se mostre impossível a consulta da receita desmaterializada, a farmácia proceda à dispensa.
Ainda segundo a fonte, a SPMS está a preparar um segundo polo da sua infraestrutura central, que deverá estar pronto até ao final do ano para assegurar “maior redundância e garantia de disponibilidade” dos sistemas.
Uma falha de energia causou hoje de manhã perturbações no acesso a serviços e sistemas de informação do SNS.
Segundo disse então a SPMS, que gere o desenvolvimento e segurança de todos os sistemas de informação e infraestruturas tecnológicas do Serviço Nacional de Saúde, a ocorrência afetou o acesso a alguns serviços e sistemas de informação que suportam a atividade do SNS.
“Os serviços e sistemas estão a ser progressivamente repostos, esperando-se que regresse tudo à normalidade com a maior brevidade”, afirmaram os SPMS numa resposta à agência Lusa pelas 11:00.
A situação foi denunciada à Lusa pelo secretário regional do Norte do Sindicato Independente dos Médicos (SIM), Hugo Cadavez, segundo o qual uma falha informática estava a paralisar os cuidados de saúde primários em todo o país, impedindo o acesso aos processos clínicos dos utentes, a prescrição de medicamentos e a requisição de exames.
Segundo o dirigente sindical, a interrupção dos sistemas informáticos começou cerca das 08:50 e provocou constrangimentos na atividade dos centros de saúde.
Nos hospitais, acrescentou, os constrangimentos verificaram-se nos sistemas que dependem de ligação à Internet.
A situação também estava a afetar as farmácias, que não conseguiam aceder à base de dados de prescrições e, por isso, ficaram impedidas de fazer a dispensa eletrónica, disse então à Lusa a presidente da Associação Nacional de Farmácias (ANF), Ema Paulino.

© FILIPE AMORIM/LUSA

© FILIPE AMORIM/LUSA

A Ordem dos Médicos (OM) expressou hoje a sua “preocupação com as sucessivas substituições de diretores clínicos e conselhos de administração” no Serviço Nacional de Saúde (SNS), assinalando que “cuidar do SNS é também cuidar de quem o lidera”.
Em comunicado, a OM enumera que, desde 2024, ano em que foi generalizado o modelo das Unidades Locais de Saúde (que agregam hospitais e centros de saúde), “foram substituídos cerca de 50 diretores clínicos, um número que deve merecer reflexão séria”.
“Em unidades pressionadas pela falta de médicos e outros profissionais, pelas listas de espera e por dificuldades estruturais de resposta, a substituição frequente destas lideranças não ajuda à estabilidade das ULS nem ao bom funcionamento do SNS”, critica a OM, defendendo “equipas estáveis, previsibilidade e valorização das pessoas”.
“As dificuldades do SNS não se resolvem com mudanças sucessivas de nomes, nem com respostas imediatistas. Superam-se com médicos em número suficiente, equipas completas e estáveis, autonomia técnica, boa organização e condições de trabalho que permitam fixar profissionais no Serviço Nacional de Saúde. E sobretudo valorizando as pessoas”, reforçou o bastonário, Carlos Cortes, citado no comunicado.
Para a Ordem dos Médicos, “cuidar do SNS é também cuidar de quem o lidera e de quem todos os dias o mantém a funcionar”.
A Unidade Local de Saúde (ULS) de Braga homenageou, na manhã desta sexta-feira, os quatro dadores de sangue em atividade com maior número de dádivas registadas no Banco de Sangue da instituição, numa cerimónia integrada nas comemorações do Dia Mundial do Dador de Sangue, que se assinala anualmente a 14 de junho.
Raul Torres Veloso (81 dádivas), Manuel Alberto Esteves Oliveira (56 dádivas), Joaquim Miguel Vieira Gomes (56 dádivas) e João Carvalho Garrido (56 dádivas), somam, em conjunto, 249 dádivas de sangue.
De acordo a ULS Braga, a iniciativa pretendeu “reconhecer publicamente o exemplo de altruísmo, solidariedade e compromisso destes cidadãos, cujo contributo tem sido fundamental para assegurar a disponibilidade de sangue necessária à prestação de cuidados de saúde à comunidade”.
Tendo em conta que cada dádiva pode beneficiar até três pessoas, estima-se que estas 249 dádivas tenham contribuído para apoiar até 747 vidas, em contextos como “situações de urgência, cirurgias, tratamentos oncológicos e outras situações clínicas críticas”.

“O sangue não se fabrica. Temos de ser nós a dar sangue para salvar vidas”, referiu Raúl Veloso.
E acrescentou: “Deixei de dar sangue aos 66 anos e quando a idade limite passou a 70 voltei a dar. Tenho dois filhos que também já são dadores. Não custa nada e somos sempre bem tratados pela equipa do Hospital. Enquanto puder continuarei a dar. O meu objetivo é totalizar as 120 dádivas”.

Para Américo Afonso, presidente do Conselho de Administração da ULS Braga, “esta homenagem é, acima de tudo, uma forma de agradecer o compromisso extraordinário destes quatro cidadãos com a comunidade. As suas 249 dádivas representam muito mais do que números: representam vidas apoiadas, famílias ajudadas e uma demonstração exemplar de solidariedade. O seu exemplo recorda-nos que a dádiva de sangue continua a ser um gesto simples, voluntário e insubstituível, essencial para a resposta do Serviço Nacional de Saúde”.
O conteúdo Há quatro ‘heróis’ em Braga que, juntos, já deram sangue 249 vezes aparece primeiro em O MINHO.
Os medicamentos da classe GLP-1, conhecidos como “canetas emagrecedoras“, consolidaram-se como uma das maiores transformações recentes na área da saúde, impactando o tratamento do diabetes tipo 2, da obesidade e doenças cardiometabólicas.
Porém, apesar dos benefícios clínicos reconhecidos pelos médicos, o alto custo ainda limita o acesso e a continuidade do tratamento para grande parte dos pacientes brasileiros.
É o que revela uma pesquisa nacional realizada pelo Instituto Ifepec, a pedido da Febrafar, com 1.067 médicos de diferentes especialidades e regiões do país. O levantamento, conduzido em maio de 2026, é considerado um dos maiores já realizados no Brasil sobre a percepção médica em relação aos medicamentos agonistas do receptor de GLP-1.
Os dados mostram que o preço atual torna o tratamento viável para apenas 28% dos pacientes considerados aptos ao uso dessas terapias. Além disso, 65% dos pacientes acabam abandonando o tratamento ou não conseguem manter a orientação indicada por limitações financeiras.
Por outro lado, os médicos acreditam que uma redução de aproximadamente 35% nos preços poderia elevar a viabilidade do tratamento para cerca de 45% dos pacientes, ampliando significativamente o acesso.
Segundo Edison Tamascia, presidente da Febrafar, os resultados demonstram que o principal desafio para a expansão dessa classe terapêutica não está na aceitação médica, mas sim na capacidade financeira da população.
“Os médicos reconhecem os benefícios dos medicamentos GLP-1 e observam resultados importantes na saúde dos pacientes. O grande obstáculo hoje é o custo do tratamento. Quando analisamos que 65% dos pacientes abandonam a terapia por questões financeiras, fica evidente a necessidade de ampliar o acesso por meio de maior concorrência e da chegada de novas opções ao mercado“, afirma.
A Febrafar (Federação Brasileira das Redes Associativistas e Independentes de Farmácias) reúne 74 redes associativistas e representa mais de 19 mil lojas em todo o Brasil.
A pesquisa também identificou um fenômeno que vem preocupando os profissionais de saúde. Em média, 7% dos pacientes relatam já ter utilizado medicamentos GLP-1 sem prescrição médica antes da primeira consulta.
O dado acende um alerta para a comercialização irregular desses produtos e reforça a importância de combater canais clandestinos de venda, que colocam em risco a saúde dos pacientes ao oferecer medicamentos sem a devida orientação profissional e sem o cumprimento das exigências sanitárias.
Para Tamascia, as farmácias legalmente estabelecidas cumprem rigorosamente a legislação e têm papel fundamental na promoção do uso racional dos medicamentos. “O combate à comercialização irregular desses medicamentos é fundamental para proteger a saúde da população. O lugar desses tratamentos é dentro do canal farmacêutico regular, com dispensação responsável e acompanhamento profissional”, afirma.
Segundo o executivo, além de garantir o cumprimento das normas sanitárias, o farmacêutico exerce uma função estratégica na orientação dos pacientes sobre armazenamento, aplicação, uso correto e importância do acompanhamento médico durante todo o tratamento.
Outro destaque da pesquisa é o elevado grau de expectativa dos médicos em relação à chegada de biossimilares, genéricos e similares de GLP-1, impulsionada pelo vencimento de patentes e pela perspectiva de ampliação da concorrência no setor.
Os resultados indicam que a maioria dos profissionais pretende incorporar essas novas alternativas à prática clínica, desde que apresentem comprovação de qualidade, segurança e eficácia.
Edison Tamascia afirma que a ampliação da oferta tende a representar um marco para o mercado farmacêutico brasileiro. “A expectativa é que a entrada de novos concorrentes contribua para ampliar a concorrência e reduzir gradualmente os preços praticados atualmente. Embora os medicamentos genéricos ainda não devam chegar ao mercado no curto prazo, o aumento da oferta tende a favorecer o acesso e melhorar os índices de adesão ao tratamento”.
Os médicos entrevistados destacaram que os benefícios dos medicamentos GLP-1 vão muito além do emagrecimento. Entre os principais ganhos observados estão o controle glicêmico em pacientes com diabetes tipo 2, a redução da compulsão alimentar, a perda de peso significativa, além da proteção cardiovascular, renal e hepática.
Também foram relatadas melhorias em comorbidades associadas à obesidade, como apneia do sono, dores articulares, hipertensão e alterações metabólicas.
Entre os efeitos adversos mais frequentemente relatados pelos médicos estão náuseas, constipação, vômitos, diarreia, azia, dores de cabeça, fadiga, tontura e, em alguns casos, perda de massa muscular e alterações estéticas decorrentes da rápida perda de peso.
Para a Febrafar, os resultados indicam que o mercado brasileiro de GLP-1 ainda possui amplo potencial de crescimento, mas que sua expansão sustentável dependerá da combinação entre acesso econômico, orientação profissional e uso responsável.
“A pesquisa mostra que existe um ambiente muito favorável para o crescimento dessa categoria no Brasil. No entanto, esse avanço precisa ocorrer com responsabilidade, acompanhamento médico, atuação ativa dos farmacêuticos e foco na segurança do paciente. O desafio agora é transformar uma terapia altamente eficaz em uma solução acessível para um número cada vez maior de brasileiros”, conclui Tamascia.
Doenças do rim normalmente demoram a trazer sintomas, o que é perigoso para seu tratamento futuro. Geralmente, elas costumam estar relacionadas a problemas de saúde como a hipertensão e o diabetes.
No programa “Sinais Vitais – Dr. Kalil Entrevista”, o cardiologista recebe os nefrologistas Lúcio Requião, vice-diretor do Hospital do Rim e professor da Escola Paulista de Medicina da Unifesp e Caio Bastos, médico do Hospital do Rim. Ambos alertam para o aumento da doença renal crônica no Brasil – inclusive entre jovens – e apontam os fatores de risco, os desafios e avanços no tratamento.
O diagnóstico precoce da doença renal é possível com dois exames simples, explica Requião. Um é a dosagem de creatinina no sangue e outro é o exame comum de urina, que pode detectar se há perda de proteína.
A descoberta precoce possibilita tratamentos que regridam a progressão do problema, evitando a falência completa dos rins. Bastos explica como um medicamento para controle da diabetes que protege os órgãos e está disponível no SUS. Outro medicamento que tem potencial de ajudar na saúde renal são os análogos do GLP-1 (como hoje temos a semaglutida e a liraglutida). Alguns estudos têm mostrado sua efetividade para esses órgãos também, mas não se sabe ainda por quê, reforça Requião.
Quando a falência ocorre é preciso recorrer à diálise e existem hoje dois tipos, apesar de um deles ser o mais conhecido. Eles ainda explicam que a hemodiálise é mais popular, englobando 95% dos pacientes, mas existe a diálise peritonial, que pode ser feita em casa pelo próprio paciente.
Há um objetivo do Ministério da Saúde de que essa técnica seja mais difundida no Brasil. Mas ainda existem obstáculos para se chegar a esse aumento.
Ainda neste programa, o Dr. Kalil e convidados trazem informações relevantes sobre os avanços no tratamento da insuficiência renal, os desafios do cotidiano dos pacientes e discutem o transplante renal como alternativa para casos graves, destacando a técnica como uma das maiores conquistas da medicina moderna.
O “CNN Sinais Vitais – Dr. Kalil Entrevista” será exibido neste sábado, 13 de junho, às 19h30, na CNN Brasil.
Insuficiência renal: as dúvidas dos brasileiros sobre o assunto


A máxima “quem ama cuida” parece ter encontrado respaldo em dados. Uma pesquisa realizada pela healthtech TM&TL revela que 78% dos seus usuários buscam canetas emagrecedoras para tratamento junto com o parceiro.
O tratamento com análogos de GLP-1 tem deixado de ser uma jornada individual para se tornar uma rotina compartilhada entre casais. Em 2026, a busca por tratamentos em dupla cresceu 77%, segundo a nutróloga Lissa Horiguchi.
O fenômeno reflete a busca por maior adesão e resultados consistentes na perda de peso.
De acordo com especialistas, o apoio mútuo é um dos pilares para a manutenção do peso a longo prazo, pois transforma o ambiente domiciliar em um ecossistema de suporte, reduzindo a ansiedade e o estresse.
“A rotina domiciliar é o principal preditor de sucesso a longo prazo. Enquanto um parceiro que sabota mesmo sem intenção é um fator de risco para o reganho de peso, um parceiro que apoia é um fator protetivo para o emagrecimento sustentável”, explica a Dra. Lissa Horiguch
O convívio facilita a substituição de gatilhos emocionais por hábitos saudáveis, como a prática de exercícios em conjunto.
A sinergia do casal mostra-se vital especialmente no encerramento do uso das medicações. A construção de novos hábitos em dupla ajuda a combater a tendência biológica de recuperar o peso antigo.
“Pacientes que iniciam sozinhos tentam mudar dentro de um ambiente que continua igual, o que gera um obstáculo enorme. Já quando o casal faz o tratamento em con-junto, o reforço positivo acontece em casa, no mercado e na rotina. O ambiente molda o comportamento, e na manutenção do peso a longo prazo, cada um acaba sendo o maior suporte do outro”, completa a Dra. Lissa.
Como explica a Dra. Lissa Horiguchi, sistemas de apoio compartilhados sustentam o resultado de forma mais eficiente do que a disciplina isolada, funcionando como um fator protetivo para o emagrecimento sustentável.
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determinou o recolhimento do milho para pipoca da marca Provatti, nesta sexta-feira (12). A medida também suspende a venda, a distribuição, a divulgação e o consumo do produto.
A motivação é o fato de a rotulagem informar que o produto “não contém glúten”, quando, na verdade, existe a advertência de contaminação cruzada com trigo (pode conter trigo) ou de presença intencional desse grão.
“Considerando a informação incorreta sobre a ausência de glúten na rotulagem do milho para pipoca da marca Provatti. Como o produto apresenta advertência de contaminação cruzada com trigo (PODE CONTER TRIGO) ou de presença intencional (CONTÉM TRIGO), a advertência NÃO CONTÉM GLÚTEN não pode ser utilizada“, diz a Resolução 2.324.
O milho da Provatti é fabricado pela Kaza Distribuidora, R & A Indústria, Comércio e Distribuidora de Alimentos. A CNN Brasil tenta contato com a empresa para um posicionamento. O espaço está aberto para manifestações.
A Anvisa também anunciou a determinação de apreensão dos suplementos alimentares da marca Nutricost, de fabricante desconhecido. As duas medidas foram publicadas no DOU (Diário Oficial da União) desta sexta.
Segundo a agência, ficam proibidas a comercialização, a distribuição, a fabricação, a importação, a propaganda e o uso dos produtos, conforme a Resolução 2.325.
“Considerando a divulgação e comercialização de Suplementos Alimentares da marca NUTRICOST, de origem desconhecida ou ignorada em lojas digitais“, cita um trecho da determinação.
Os suplementos alimentares eram divulgados e vendidos em sites na internet.

A autoridade nacional do medicamento alerta para o facto do Calmidine estar no mercado indevidamente qualificado como produto cosmético

© TIAGO MARQUES/LUSA

© TIAGO MARQUES/LUSA
Um produto comercializado para o alívio de queimaduras superficiais, escaldões e irritações cutâneas foi retirado do mercado português por decisão do Infarmed. A medida abrange o Calmidine, cuja comercialização foi suspensa após a autoridade concluir que o produto estava indevidamente classificado como cosmético.
De acordo com a agência de notícias Lusa, a situação foi detetada no âmbito de uma ação de fiscalização realizada no mercado nacional. Após analisar a informação disponível sobre o produto, o Infarmed concluiu que o Calmidine não cumpria os requisitos regulamentares necessários para ser enquadrado na categoria em que estava a ser vendido.
Numa circular informativa divulgada no seu portal, a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde refere que o produto da empresa alemã MedNet GmbH “encontra-se no mercado indevidamente qualificado do ponto de vista regulamentar enquanto produto cosmético”.
O Infarmed acrescenta que o Calmidine “não deve ser qualificado como cosmético por não cumprir os requisitos aplicáveis e estabelecidos” na legislação europeia relativa aos produtos cosméticos.
Perante esta conclusão, a entidade determinou a suspensão imediata da comercialização e a retirada do produto do mercado. Além disso, apelou às empresas e estabelecimentos que ainda possuam unidades em stock para que não as disponibilizem aos consumidores.
O aviso estende-se também aos utilizadores. A autoridade recomenda que quem tenha adquirido o produto deixe de o utilizar, enquanto decorrem os procedimentos associados à sua retirada.
A decisão não está relacionada com a comunicação de incidentes específicos junto dos consumidores, mas sim com uma irregularidade identificada na qualificação regulamentar do produto, aspeto considerado essencial para a sua permanência legal no mercado.
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