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Miquel Barceló expone por primera vez sus grabados realizados entre 2010 y 2026 en Barcelona

“A mí me gusta más pintar que exponer”, ha manifestado Miquel Barceló este jueves en la galería Artur Ramon de Barcelona, donde ha presentado una exposición de grabados realizados entre 2010 y 2026 en el taller de Joan Roma y Takeshi Motomiya, que se inaugura este viernes y se podrá ver hasta el 9 de octubre. Su presencia en la ciudad, justo un día después que el Papa bendijera la Torre de Jesús de la Sagrada Familia, ha generado expectación entre la prensa porque es uno de los candidatos a decorar la fachada de la Gloria del templo, todavía incompleta y por la que se postulan dos artistas más, Cristina Iglesias y Javier Marín. “No sé nada que vosotros no sepáis”, ha afirmado Barceló, que ha contado que acababa de llegar a Barcelona y no estuvo ayer en la Sagrada Familia.

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© Enric Fontcuberta (EFE)

Miquel Barceló enfrente de los grabados de escritores que admira.
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La televisió pública no ha de ser una eina pastoral

Era previsible que si les dues televisions públiques de major cobertura a Catalunya (TVE i TV3) donen misses dominicals… quan es tracta de seguir la visita del Papa hi dediquin més hores de les que serien raonables informativament (TVE, tots els dies, i TV3 particularment quan va ser a Catalunya). Que el Vaticà hagi pensat un viatge pastoral molt atractiu, on es toquen totes les tecles, unes amb més intensitat que d’altres, no ha de portar a aquestes televisions a un seguiment incondicional. Perquè el problema d’aquests dies no ha estat solament la dedicació intensiva a l’assumpte que, cal admetre, presentava episodis d’un particular interès. El problema també ha estat la quantitat de convidats al plató i a les tertúlies —per exemple periodistes de publicacions confessionals— que més que anàlisi feien catequesi. A l’hora d’explicar els ritus litúrgics es dedicaven a desxifrar misteris de la fe sense prendre cap prudent distància. I igualment en l’aspecte ciutadà o social. Per això mateix, el telespectador embafat havia d’agrair l’aparició d’altra mena de convidats com a La torre del cel (TV3) amb Beth Galí manifestant-se contrària a què s’hagués continuat amb la construcció de la basílica de la Sagrada Família, un projecte inacabat de Gaudí. L’arquitecta sostenia una opinió que ja es va formular els anys 70, però que ha perdut força perquè alguns dels signants d’aquell manifest ja fa temps que van fer el seu particular mea culpa. “Com vam poder equivocar-nos tant” té dit un Oscar Tusquets totalment penedit.

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© VISITA PAPA LEON XIV (via REUTERS)

L'espectacle de drons durant la benedicció de la torre de Jesús a la Sagrada Família
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PHOTOS: Pope Leo honors Gaudi's Sagrada Familia masterpiece in Barcelona

Leo called Gaudí's unfinished temple, one of the world's most visited monuments, a "sign of unity and harmony for all of Spain," an ongoing building project like the lifelong journey all Christians make to find God.

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¿Qué queda por construir? Las dos manzanas de viviendas que necesita la Sagrada Familia para ser terminada

Para los barceloneses, el conflicto entre la Sagrada Familia y sus vecinos de enfrente no es nuevo. El desacuerdo aparece de manera cíclica cada vez que la finalización del templo acecha: las edificaciones habitadas deberían ser expropiadas y demolidas para encajar la gran escalinata y la amplia avenida previstas en algunos planos.

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Fuente: Planos firmados en mayo de 1885 por el arquitecto Antoni Gaudí i Cornet. Archivo Municipal de Barcelona.Fuente: Proyecto de la plaza estelada alrededor de la Sagrada, Arquitecto Antoni Gaudí. Octubre 1916. Archivo Municipal de Barcelona.Documento de 1975 que certifica que la escalinata del templo no es de Antoni Gaudí. Asociación de Vecinos de la Sagrada Familia (vía La Vanguardia).
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Papa Leão 14 cobra justiça para vítimas de abusos e reforça proteção

O papa Leão 14 afirmou nesta segunda-feira (8) que os abusos sexuais cometidos por integrantes do clero representam uma praga para a Igreja Católica e cobrou uma resposta com “escuta, verdade, justiça e reparação” às vítimas.

A declaração foi feita durante encontro com bispos da Espanha, onde o sumo pontífice faz visita oficial. E em um contexto de críticas de ativistas que acusam a Igreja de ainda não enfrentar o problema da forma adequada. “Uma das experiências mais dolorosas é encontrar aqueles que foram feridos precisamente por quem deveria cuidar deles, incluindo membros do clero”, afirmou o papa.

Leão 14 pediu que toda pessoa prejudicada encontre na Igreja “escuta sincera, acolhimento, proteção e caminhos reais para a cura”. O papa também defendeu um compromisso mais forte com medidas de prevenção e com a criação de uma cultura de proteção para crianças e pessoas vulneráveis.

Resposta aos escândalos de abusos

Trata-se da referência mais direta feita pelo sumo pontífice ao escândalo dos abusos clericais durante sua viagem à Espanha, país onde as denúncias de violência sexual praticada por religiosos prejudicaram a credibilidade da Igreja nas últimas décadas, de acordo com analistas. “Diante desta praga, a comunidade eclesiástica é chamada a responder com escuta, verdade, justiça e reparação”, disse o papa.

O Vaticano informou que Leão 14 se reuniria com um grupo de vítimas durante a visita, mas não divulgou detalhes do encontro. Segundo a imprensa espanhola, a reunião ocorreria de forma reservada na Nunciatura Apostólica, em Madri.

A decisão motivou críticas de associações de ativistas, que afirmam não terem sido convidadas. Integrantes desses grupos protestaram em frente à representação diplomática do Vaticano para denunciar o que consideram falta de transparência.

Ativistas cobraram também ações concretas, incluindo atendimento psicológico permanente, indenizações justas e apoio educacional e profissional às vítimas.

Relatório aponta dimensão do problema

A dimensão do problema na Espanha foi evidenciada por um relatório divulgado em 2023 pelo Defensor do Povo, órgão de direitos humanos do país. O documento estimou que mais de 200 mil menores podem ter sofrido abusos sexuais cometidos por integrantes do clero católico desde 1940.

Em resposta à pressão, o governo espanhol e a Igreja firmaram, em março deste ano, um acordo para indenizar vítimas de crimes sexuais, após anos de resistência e acusações de falta de transparência por parte da hierarquia eclesiástica.

Crise global e desafios migratórios

Além da questão dos abusos, Leão 14 aproveitou a visita para apresentar uma mensagem política ao Congresso. Falando em espanhol diante dos parlamentares, o papa afirmou que o mundo vive uma “profunda crise espiritual e cultural”, marcada pelo aumento da violência, da polarização e da desconfiança entre as sociedades.

“O mundo atravessa uma profunda crise espiritual e cultural, que se manifesta em múltiplas formas de violência, polarização e desconfiança mútua”, disse ele.

O papa também falou sobre migração. Segundo Leão 14, nenhum país consegue enfrentar sozinho os desafios migratórios. Ele defendeu uma resposta internacional coordenada, com base em acolhimento, proteção e integração.

Segundo ele, a incapacidade da comunidade internacional de lidar adequadamente com o fenômeno migratório coloca em risco os fundamentos éticos da ordem global. O papa também pediu que os governos combatam as causas que levam milhões de pessoas a deixar seus países, como guerras, pobreza e mudanças climáticas.

O tema tem especial relevância na Espanha, cuja rota das Ilhas Canárias se tornou uma das principais portas de entrada de migrantes na Europa. Mais de 3 mil pessoas morreram em 2025 tentando alcançar o arquipélago em embarcações precárias, segundo organizações humanitárias.

Defesa da vida e agenda da viagem

E em um momento em que o governo do primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, discute a possibilidade de incluir o direito ao aborto na Constituição espanhola, Leão 14 reafirmou a posição tradicional da Igreja Católica sobre a defesa da vida desde a concepção.

“Toda vida humana deve ser reconhecida e protegida, desde a concepção até seu fim natural”, afirmou. Na Espanha, a eutanásia é permitida.

Ao longo da semana, o papa ainda visitará a cidade de Barcelona para abençoar uma nova torre da Basílica da Sagrada Família e seguirá para as Ilhas Canárias, onde encerrará a viagem. (FOLHAPRESS)

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