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Via Verde centraliza serviços na App

A Via Verde vai centralizar todos os seus serviços na App Via Verde, incluindo o estacionamento, que até agora estava disponível na App Via Verde Estacionar e será descontinuada até ao final de junho. Com esta integração, os utilizadores mantêm a possibilidade de estacionar em mais de 60 municípios através de uma única aplicação, numa experiência digital mais simples e integrada.

Além do estacionamento, a app passa a concentrar outras funcionalidades da marca, como a previsão de ocupação de lugares, acesso a parques, planeador de viagem e gestão de perfis, num reforço da estratégia de consolidação da plataforma como agregadora dos serviços de mobilidade do dia a dia. Segundo a empresa, esta mudança dá continuidade ao percurso de simplificação da mobilidade em Portugal e à aposta numa experiência “cada vez mais simples e digital”, depois da renovação da app há dois anos.

A Via Verde refere ainda que tem vindo a comunicar esta transição aos clientes através de email, SMS, website e mensagens nas aplicações, para garantir a continuidade do serviço e esclarecer dúvidas. A empresa disponibiliza informação adicional e perguntas frequentes no seu website, bem como apoio ao cliente para questões relacionadas com esta migração.

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Qualitas Funds lança primeiros veículos domiciliados em Portugal para alargar acesso ao private equity

A gestora espanhola Qualitas Funds anunciou o lançamento dos seus primeiros veículos de investimento domiciliados em Portugal, numa iniciativa que pretende facilitar o acesso dos investidores portugueses ao mercado de private equity europeu, em particular ao segmento lower mid-market, focado em pequenas e médias empresas (PME). A empresa prevê captar cerca de 40 milhões de euros no mercado nacional ao longo de 2026, segundo a sociedade gestora.

Com sede em Madrid, a Qualitas Funds passa assim a disponibilizar localmente as suas estratégias de investimento diversificadas em private equity através de veículos estruturados ao abrigo da legislação portuguesa. Segundo a gestora, esta solução destina-se tanto a investidores profissionais como particulares, permitindo-lhes aceder a uma classe de ativos tradicionalmente reservada a investidores institucionais.

A empresa refere que esta expansão para Portugal dá continuidade a um modelo já implementado em Espanha. A operação no mercado português será acompanhada por Bernardo Marques dos Santos, partner da Qualitas Funds, e por João Pita Rua, diretor de Investimentos.

De acordo com a gestora, os fundos de fundos têm desempenhado historicamente um papel importante na introdução dos investidores ao private equity, permitindo uma diversificação imediata entre diferentes gestores, geografias e estratégias, além de um processo profissional de seleção e mitigação de risco. A Qualitas Funds considera que Portugal apresenta potencial de crescimento neste segmento, tendo em conta que a presença de ativos ilíquidos e de fundos de fundos entre investidores privados continua a ser inferior à observada em mercados como Espanha, Estados Unidos e outros países europeus.

Citado no comunicado, Bernardo Marques dos Santos afirma que o lançamento dos veículos locais representa “um marco estratégico” para a empresa e poderá contribuir para democratizar o acesso ao private equity em Portugal, proporcionando exposição a gestores especializados através de uma solução diversificada e estruturada.

A Qualitas Funds destaca ainda que já mantém uma presença relevante no mercado português, contando entre os seus investidores com instituições de referência, incluindo três dos principais fundos de pensões do país e vários family offices. Com os novos veículos, a gestora pretende reforçar a sua atividade junto dos segmentos Private e Affluent e consolidar o seu compromisso de longo prazo com o mercado nacional.

A plataforma, integrada na Ridgepost Capital, geria mais de 1,4 mil milhões de euros em ativos no final de 2025 e conta com uma base de mais de 1.600 investidores, entre os quais investidores institucionais, family offices e clientes de elevado património.

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Fundação Santander Portugal e Unicorn Factory Lisboa assinam parceria para empreendorismo

A Fundação Santander Portugal e a Unicorn Factory Lisboa anunciaram a formalização de uma parceria para a implementação em Portugal dos Santander X Awards, uma das principais plataformas globais de apoio ao empreendedorismo, presente em mais de 25 países. As candidaturas à edição nacional abriram a 1 de junho e decorrem até 11 de setembro, com o objetivo de identificar e apoiar projetos inovadores nas categorias de Universidades e Startups.

Na categoria Universidades, a iniciativa procura soluções com potencial de disrupção e altamente escaláveis, que contem com um protótipo que permita a validação com potenciais clientes. Já na categoria Startups, as candidaturas estão abertas para empresas portuguesas que cumpram pelo menos um dos seguintes critérios: ter receitas anuais até 250 mil euros, ter angariado capital até ao limite de 1 milhão de euros, ou ter entre dois e 25 colaboradores a tempo inteiro. Esta edição terá prémios monetários no valor de 30 mil euros, distribuídos pelos vencedores. Em ambas as categorias, os vencedores recebem também divulgação nacional, visibilidade através do Grupo Santander, acesso a mentoria e participação na final do Santander X Global Award 2026.

Após a fase de candidaturas e avaliação, os projetos finalistas terão acesso a um programa de mentoria e apoio que decorrerá entre 21 de setembro e 9 de outubro, culminando numa apresentação e gala final prevista para outubro. Em Portugal, a execução do programa ficará a cargo da Unicorn Factory Lisboa, responsável pela captação de candidaturas, coordenação do processo de avaliação, preparação dos finalistas e organização do evento final.

Gil Azevedo, Diretor Executivo da Unicorn Factory Lisboa, afirma que a parceria reforça o compromisso de dar escala e promover a inovação portuguesa a nível global, permitindo que empreendedores se liguem ao mundo, captem investimento e desenvolvam soluções com impacto. Inês Rocha de Gouveia, Presidente da Fundação Santander Portugal, destaca que o empreendedorismo é uma das forças mais transformadoras para construir uma sociedade mais inovadora e inclusiva, e que investir no empreendedorismo é investir no futuro.

A Unicorn Factory Lisboa, lançada em 2022 pela Câmara Municipal de Lisboa, é uma plataforma que desenvolve iniciativas para potenciar startups e scaleups nacionais e internacionais. Atua em cinco áreas: incubação early stage, programas growth stage para scaleups, apoio soft landing, empreendedorismo jovem e innovation hubs como o Beato Innovation District, web3hub, gaminghub, greenhub, AIhub, healthhub e engineershub. O projeto contribuiu para que Lisboa fosse distinguida como Capital Europeia da Inovação em 2023.

A Fundação Santander Portugal, constituída em 2022, tem como missão transformar a vida de pessoas, empresas e organizações do terceiro setor através da Educação e Capacitação. Desde a sua criação, já apoiou 500 mil pessoas entre os 6 e 66 anos de idade, em todos os distritos do país, através de uma rede de 106 parceiros comprometidos com a Educação, Empregabilidade e Empreendedorismo. A fundação obteve recentemente o estatuto de utilidade pública.

Com esta iniciativa, a Fundação Santander Portugal e a Unicorn Factory Lisboa reforçam o posicionamento do Santander X como um programa líder de apoio à inovação em Portugal e do país como um hub de inovação e empreendedorismo, promovendo o desenvolvimento de soluções com potencial de escala internacional e criando novas oportunidades para empreendedores em diferentes fases de crescimento.

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Estaleiro da Mitrena em Setúbal vai a concurso

O Porto de Lisboa-Setúbal (PLS) está a dar os primeiros passos para lançar o concurso de concessão e futuro modelo de exploração do estaleiro da Mitrena em Setúbal, agora concessionado à Lisnave.

Neste âmbito, o PLS vai lançar um concurso para contratar os “estudos especializados necessários à preparação do concurso de concessão e futuro modelo de exploração”.

Desta forma, serão desenvolvidos os “estudos técnicos, jurídicos, económico-financeiros e operacionais que irão suportar o programa de concurso e o respetivo caderno de encargos”.

Objetivo: “valorizar uma infraestrutura que emprega cerca de dois mil trabalhadores e apresenta elevado potencial nas áreas da reparação naval, reciclagem verde de navios, construção naval, indústria marítima, apoio à economia azul e produção de energia eólica offshore”.

“Esta decisão representa mais um passo na estratégia Portos 5+ e na valorização dos ativos portuários, industriais e logísticos nacionais de base marítima, promovendo a modernização das infraestruturas, a atração de investimento privado e a criação de condições para um crescimento sustentável das atividades marítimo-portuárias”, segundo Vítor Caldeirinha, presidente do Conselho de Administração do Porto Lisboa-Setúbal.

A ideia é “reforçar a capacidade do Estaleiro da Mitrena para atrair investimento privado, gerar emprego qualificado e consolidar Setúbal como polo estratégico da economia marítima e industrial”.

A Lisnave detém a concessão da Mitrena desde 1997 e a atual concessão termina a 31 de julho de 2027 e “tem-se afirmado como uma referência técnica no mercado global de manutenção naval, consolidando a sua posição como um dos maiores estaleiros do Atlântico Norte, com capacidade de servir os maiores navios do mundo e os mais importantes armadores internacionais”.

O PLS prossegue a sua estratégia de “modernização e valorização dos seus ativos estratégicos, preparando o futuro de uma infraestrutura com relevância nacional para os setores marítimo, industrial e logístico”.

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Lufthansa Technik escolhe DSTgroup para construir nova fábrica em Portugal

A DST (Domingos da Silva Teixeira) foi a empresa selecionada para construir a nova unidade da Lufthansa Technik Portugal, localizada no Lusopark, em Santa Maria da Feira. Segundo o comunicado, este projeto industrial é considerado estratégico para o setor aeronáutico nacional e visa reforçar a capacidade europeia na área de manutenção e reparação de componentes de aeronaves.

O contrato agora formalizado representa um marco de peso para a construtora de Braga, que passa a liderar as obras de um dos mais significativos investimentos internacionais a decorrer em Portugal.

A futura unidade será dedicada à reparação de componentes e peças de motores de aviões, integrando tecnologia de ponta no setor MRO (Maintenance, Repair and Overhaul), área onde a Lufthansa Technik é líder mundial.

Os números do projeto impressionam:

Os números do projeto são expressivos, contemplando um terreno com cerca de 230.000 m² no Lusopark e uma unidade industrial de aproximadamente 55.000 m². Além disso, está prevista a criação de cerca de 700 postos de trabalho qualificados ao longo dos próximos anos.

Este investimento estruturante promete consolidar o posicionamento de Portugal como uma plataforma industrial estratégica para a indústria aeronáutica europeia, revela a DST, empresa de engenharia e construção pioneira em soluções de construção industrializada.

A escolha da DST surge após vários meses de negociações e preparação técnica. Para José Teixeira, presidente do DSTgroup, esta adjudicação reveste-se de uma enorme importância. “”Para a DST é uma honra a adjudicação desta empreitada por duas razões essenciais: pela dimensão do contrato e o que isso representa na prova da capacidade técnica do DSTgroup; e, tão ou mais importante, por representar uma escolha também assente em valores de uma ética e espírito em que nos afirmamos e identificamos com a empresa alemã”.

Com esta obra, a DST não só entra numa infraestrutura crucial para o futuro da aeronáutica em Portugal, como reforça o seu estatuto de parceiro de referência para projetos industriais de elevada complexidade técnica e grande impacto económico, explica a empresa.

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Jogo ilegal online pode valer 24 mil milhões, tanto como o jogo legal online

O jogo online vale cerca de 24 mil milhões de euros e o jogo ilícito online poderá valer ”outro tanto”, o que é “muitíssimo dinheiro à solta nas plataformas eletrónicas”, disse hoje o ministro da Economia, Manuel Castro Almeida.

Falando no lançamento da campanha “Nem tudo o que vês é jogo seguro”, promovida pela Direção-Geral do Consumidor (DGC) em conjunto com a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) e o Serviço de Regulação e Inspeção de Jogos (SRIJ) do Turismo de Portugal, Manuel Castro Almeida apelou às entidades envolvidas que combatam o jogo ilícito online “com eficiência, com determinação e, sobretudo, com uma grande concertação”.

Depois de uma proposta do Livre para alterar o regime dos jogos online e das apostas ter sido chumbada no parlamento, pelo PSD e CDS, o governante anunciou que o Governo vai aprovar “neste verão” nova legislação “para atualizar as regras sobre o jogo online”.

Classificando o fenómeno como “uma praga”, referiu a necessidade de “combater o fenómeno” ao nível da fiscalização e da punição, mas também da “prevenção ativa” e na “consciencialização dos cidadãos sobre os perigos do jogo ilegal”.

“O jogo ilegal online destrói muita gente, muitas famílias, muitas pessoas, e também é péssimo para a economia“, assinalou. Alertou ainda que o fenómeno do jogo ilegal online “está a crescer muito depressa”, também porque “criou-se um pouco a ideia de impunidade em tudo o que é fraude digital”.

“É por isso que vos faço um apelo. Se precisarem de mudar as regras, sugiram-no. Se for preciso mudar as leis para permitir mais facilmente combater este problema, sugiram-no. O Governo está cá para isso”, disse ainda, dirigindo-se aos parceiros da campanha.

Na mesma sessão, o diretor-geral do Consumidor, Jorge Seguro Sanches, explicou que os objetivos da campanha passam por “dar aos consumidores mais informação sobre os riscos do jogo ilegal online”, um fenómeno que põe em causa “a situação económica, mas também a vida das pessoas”.

O diretor nacional da Polícia Judiciária, Carlos Cabreiro, enumerou os riscos do jogo ilegal online, que funciona através de esquemas fraudulentos destinados ao roubo de identidade, fraude financeira e disseminação de vírus para espionagem e bloqueio de ficheiros, entre outros crimes que qualificou como sendo “graves”.

A campanha, a ser divulgada através dos canais digitais das entidades envolvidas, conta também com a PJ como entidade parceira, e destina-se a alertar para os riscos associados à publicidade ao jogo ilegal, com especial enfoque nos jovens.

Durante a sessão de apresentação da campanha, foi também assinado um protocolo de cooperação entre a DGC e a PJ nas áreas da defesa dos direitos dos consumidores, do ambiente digital e da investigação criminal, através de formação, intercâmbio de conhecimento e boas práticas, comunicação e divulgação, organização de eventos e partilha de recursos documentais.

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Novabase conclui operações de aumento e redução de capital

A Novabase – Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. informou o mercado, esta segunda-feira, 8 de junho, sobre o registo de um conjunto de operações de alteração ao seu capital social, em cumprimento das deliberações tomadas na Assembleia Geral de 22 de maio de 2026.

As operações, que já foram objeto de inscrição junto da Conservatória do Registo Comercial, visam a otimização da estrutura de balanço da tecnológica. A estratégia financeira da empresa foi executada em dois passos fundamentais.

De acordo com comunicado, a que o JE teve acesso, numa primeira fase, a Novabase procedeu a um aumento do seu capital social, que passou de 1.152.569,19 euros para 52.633.993,01 euros, que foi realizado através da incorporação de 51.481.423,82 euros provenientes da reserva de prémios de emissão.
No âmbito desta operação, o valor nominal de cada ação subiu de forma expressiva em 1,34 euros, fixando-se temporariamente nos 1,37 euros. Após este reforço, a tecnológica avançou para uma redução do capital social, ajustando-o para os atuais 37.266.403,81 euros. Segundo o comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), esta redução teve como objetivo a “libertação de excesso de capital”. Como resultado direto desta redução, o valor nominal de cada uma das ações representativas do capital social da Novabase desceu dos 1,37 euros para os finais 0,97 euros.
De acordo com a Novabase, com esta reestruturação a empresa “consolida a sua posição financeira, ajustando os meios próprios da sociedade às necessidades operacionais e estratégicas do grupo”.
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BdP: Recurso a intermediários no crédito pessoal está associado a TAEG mais alta

créditos ao consumo Banco de Portugal garantia pública

O recurso a intermediários no crédito pessoal está associado a uma TAEG mais alta do que na contratação direta na instituição, de acordo com uma análise do Banco de Portugal disponível no Boletim Económico de junho.

Segundo a análise divulgada esta segunda-feira, os empréstimos de crédito pessoal semelhantes concedidos a mutuários semelhantes através de intermediários apresentam, em média, uma taxa anual de encargos efetiva global (TAEG) cerca de 1,2 pontos percentuais acima da observada na contratação direta.

Esta diferença pode demonstrar que o consumidor está disposto a pagar para não ter de procurar diretamente e ter a ajuda de um intermediário para comparar propostas, indica o banco central.

“Pode ainda refletir caraterísticas de risco do mutuário que não são observáveis e, por isso, o seu efeito não estará a ser medido”, ressalva.

Por outro lado, no crédito automóvel não se observa um diferencial na TAEG na utilização de intermediário.

Esta análise centrou-se no crédito pessoal e automóvel, sendo que os intermediários de crédito registados estão maioritariamente ligados à venda de automóveis e estão distribuídos por todo o país.

Em 2025, cerca de 51% do montante de crédito aos consumidores e de 56% do montante de crédito à habitação foi comercializado com a intervenção de intermediário.

De acordo com os resultados desta análise, o recurso a intermediários é mais provável para pessoas com menor literacia financeira, indivíduos mais velhos e com menor escolaridade.

“Os mutuários que recorrem a intermediários de crédito tendem a ser mais velhos, com menor escolaridade e menor rendimento do que aqueles que recorrem diretamente às instituições financeiras”, indica o BdP, salientando que os intermediários podem “descomplicar” o processo.

É também mais provável nos locais onde a rede bancária é mais esparsa.

A análise conclui que enquanto a rede de estabelecimentos dos intermediários de crédito se tem expandido, a rede de agências bancárias tem-se reduzido, duas tendências que “podem estar relacionadas”.

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Los trabajadores de la planta de recambios de Nissan en El Prat anuncian una huelga indefinida: "La empresa solo quiere hablar de su libro"

El 'tira y afloja' entre Nissan y sus trabajadores continúa tras el anuncio del despido de 900 empleados en Europa que incluía las tres plantas de Barcelona. Tras semanas de negociaciones que no han llegado a ningún puerto, los trabajadores de la planta de recambios de El Prat han anunciado una huelga que comienza este lunes. "Esta tarde hemos convocado un piquete permanente para informar de cómo funciona el tema y los trabajadores se quedarán aquí hasta que haya una respuesta", ha explicado a La Información Económica Juan Carlos Yepes, coordinador de UGT de dicha planta.

Así lo ha detallado el representante sindical, asegurando que la reunión que han tenido este lunes con el departamento de Trabajo no ha servido para acercar posturas: "La empresa solo ha querido hablar de su libro para resolver su expediente y empezar a ejecutar el plan que tienen en mente". Porque los trabajadores, asegura, quieren buscar una solución para reducir el número de despidos y para todos aquellos "que rondan los 50 años y que tienen una complicada salida al mercado laboral": "A ellos no les sirve ninguna indemnización y tampoco se pueden jubilar".

Sin embargo, apuntan a que la empresa se ha cerrado en banda. "La dirección no quiere hablar de dinero para indemnizaciones ni para recolocaciones, ni de minimizar el expediente de los 211 empleados", destaca, por lo que han pedido a la Administración catalana que tome cartas en el asunto para evitar que "estos trabajadores se queden en el limbo".

Las negociaciones, sin embargo, tendrán este martes un nuevo capítulo, con una nueva convocataria en el departamento de Trabajo para ver si pueden alcanzar un acuerdo, algo que desde UGT contemplan a todas luces: "No concebimos no alcanzar un acuerdo, pero para ello tiene que haber colaboración de todas las partes, tanto de la empresa como de la Administración". En caso de no llegar a un pacto, Yepes no descarta que puedan darse paros mayores que involucren a la totalidad de la plantilla de la zona: "En principioSi eso pasa, tendremos que juntarnos para plantearnos nuevas movilizaciones y huelga". Sea como fuere, el representante sindical asegura que la plantilla "está muy desanimada", y concluye: "Las expectativas no son buenas".

"Siguen con el desmantelamiento"

Fue el 27 de abril cuando el fabricante nipón hizo pública su intención de llevar a cabo un expediente de regulación de empleo (ERE). Una decisión que implica el despido de 110 personas del centro de recambios de El Prat de Llobregat, 86 en el centro técnico de Zona Franca y 15 en el centro de áreas funcionales de El Prat. Unos recortes que, para Raúl Ocón, el portavoz de CCOO, no son más que una continuación del cierre que se inició al bajar la persiana la fábrica de Zona Franca en 2021, tal y como explicó a este medio: "Entonces garantizaron la continuidad, pero parece que siguen con el desmantelamiento".

"Estamos decepcionados y en estado de desánimo". Incluso creen que esta situación, en el peor de los casos, podría llegar a afectar a las instalaciones que Nissan mantiene en Ávila o Cantabria. Sin embargo, fuentes del fabricante se han remitido a las declaraciones del presidente de Europa para ahuyentar estos temores: "Lo más importante es que este proceso, a nivel de España, se centra solo en Cataluña". Entonces la empresa dejó claro que no terminaría la actividad del fabricante en la comunidad catalana: "Otro ejemplo de que no nos vamos a ir es que esto impacta únicamente en dichas áreas, ni en Ávila ni en Cantabria. Allí continúa un desarrollo normal",

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Walmart diz aos trabalhadores que a IA vai melhorar os seus empregos, não roubá-los

O maior empregador privado dos EUA e gigante do retalho está a mergulhar de cabeça na Inteligência Artificial para apoiar uma série de tarefas, desde a criação de vestuário à gestão de frotas de camiões, numa aposta que os executivos transmitiram a milhares de funcionários que se deslocaram à sede da empresa no Arkansas no início desta semana. A Walmart anunciou que qualquer funcionário nos EUA pode agora obter certificação na utilização da OpenAI.

De acordo com o Financial Times (FT) a adoção da IA pela empresa surge em meio à ansiedade gerada pelo potencial da tecnologia para tornar certos trabalhadores redundantes. A IA tem sido a principal razão apontada pelas empresas norte-americanas para o corte de postos de trabalho em cada um dos últimos três meses, de acordo com a Challenger, Gray and Christmas, uma empresa de recolocação profissional.

Na assembleia geral anual de quinta-feira, os acionistas tentaram sem sucesso que a Walmart elaborasse um relatório sobre o impacto da IA nos trabalhadores da empresa. As equipas de tecnologia e design de produto da empresa anunciaram no mês passado centenas de despedimentos, sem os associar à IA.

A FT indica que os executivos presentes na Associates Week da Walmart traçaram um futuro em que a IA vai mudar a forma como as pessoas trabalham, não necessariamente quantas trabalham. “A tecnologia vai impulsionar o nosso futuro. Mas os nossos colaboradores vão liderá-lo”, disse Donna Morris, diretora de recursos humanos da Walmart, numa intervenção recebida com grande entusiasmo numa arena de basquetebol, na sexta-feira.

A Walmart acelerou a adoção da IA no ano passado com a contratação, em agosto, de Daniel Danker, proveniente da empresa de tecnologia alimentar Instacart, para o cargo de vice-presidente executivo para a aceleração da IA, produto e design. Foi-lhe paga uma remuneração de 44 milhões de dólares no ano passado (38,2 milhões de euros) , incluindo ações condicionadas, um valor superior ao do CEO cessante Doug McMillon.

McMillon passou o leme ao novo presidente John Furner, referindo que o seu sucessor estava “de forma única capacitado” para liderar a empresa numa transformação impulsionada pela IA. Na sexta-feira, Furner atribuiu um prémio a dois engenheiros da Walmart que desenvolveram uma plataforma de “vibe coding” atualmente em uso em toda a empresa, que permite a funcionários com salário horário criar código para resolver problemas de negócio.

O número total de funcionários da Walmart a nível global diminuiu ligeiramente ao longo dos últimos cinco anos, mesmo com as receitas a dispararem 151 mil milhões de dólares para 713 mil milhões em 2025. «Não sabemos o que o futuro reserva, mas temos sido um grande empregador e continuaremos a sê-lo», disse um porta-voz ao FT.

Lo Stomski, diretora de talentos da Walmart, elogiou um gestor de transporte de mercadorias que tinha programado uma forma de encontrar as melhores cargas para os motoristas perto do fim da sua semana de trabalho. “Reduz as quilometragens em vazio. Poupa dinheiro à empresa e ajuda a Walmart a cumprir o compromisso de fazer com que os motoristas cheguem a casa”, disse Stomski.

Danker, em entrevista, disse que a IA poderia transformar o processo de armazenamento, agrupamento e expedição de mercadorias, passando de “determinístico” a “preditivo” e capaz de antecipar picos de procura. “O que espero, a espécie de estrela-guia que imagino, é que, se houver uma vaga de calor repentina, de repente todos os artigos de que precisaria numa vaga de calor estejam ali, disponíveis para entrega em 30 minutos ou menos”, disse Danker.

Os gestores falaram também de usar a IA para sintetizar opiniões dos consumidores com vista ao desenvolvimento de novos produtos e para apoiar os terminais de self-checkout na identificação de produtos frescos sem código de barras.

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Lisboa e Porto concentram investimento no mercado de retalho nacional

A cidade de Lisboa e do Porto são os principais mercados imobiliários nacionais, de acordo com o mais recente relatório da consultora imobiliária eRetail.

Com 15,9 milhões de dormidas, a capital portuguesa lidera o turismo português, seguida do Porto, que conseguiu chegar aos 10 milhões de dormidas. Já em termos de consumo, em Lisboa os dados mostram uma concentração de 51,3% de compras, enquanto na zona Norte concentram-se 19,1%. De acordo com a consultora, esta tendência leva a que a taxa de ocupação dos espaços imobiliários das duas cidades está praticamente lotada.

Lisboa continua a ser um dos mercados retalhistas mais importantes do país, com uma faturação de 20 mil milhões de euros em 2025, o que corresponde a 29% do total nacional.

Este valor deve-se ao aumento do investimento das marcas de luxo nas principais ruas da capital, que têm acompanhado o aumento do turismo na cidade.

A restauração, a moda e a secção de luxo lideram a procura pelos principais espaços comerciais nesta cidade. Sendo que 65 dos espaços já estão ocupados por moda. Atualmente a disponibilidade de espaços na capital é de 5%.

“Caracterizada pelo comércio direto à rua, e reduzidas zonas de centro comercial, o eixo principal do centro de Lisboa sofre, contudo, com uma baixa rotação de espaços e escassez de novos comércios, o que torna a pressão imobiliária maior, aumentando as rendas”, revela o estudo.

Os dados mostram que as rendas mais baixas são dos espaços com área superior a mil metros quadrados, enquanto os espaços de menor tamanho têm rendas mais elevadas.

Já no Porto, o crescimento de renda no ano passado situou-se nos 9,5%, tendo-se tornado um “centro de atração de investimento”.

As rendas na invicta são ligeiramente mais baixas do que na capital, com o metro quadrado a oscilar entre os 50 euros e os 160 euros.

Enquanto a Avenida da Liberdade é a principal escolha em Lisboa, no Porto, é a Avenida dos Aliados que domina com marcas de luxo. Contudo, os Clérigos têm-se tornado atrativos para os turistas e combinam “retail urbano com a principal zona de ócio noturno da invicta”.

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Banca deve aplicar já regras europeias de transparência salarial, defende Mais sindicato

O Mais Sindicato defendeu que os bancos devem começar a aplicar de imediato os princípios previstos na Diretiva Europeia sobre transparência salarial, apesar de Portugal não ter concluído a transposição da norma para a legislação nacional dentro do prazo estabelecido. A Diretiva (UE) 2023/970 deveria ter sido integrada no ordenamento jurídico português até 7 de junho de 2026, explica o sindicato liderado por António Fonseca.

Segundo o sindicato, a diretiva pretende reforçar a igualdade remuneratória entre trabalhadores, estabelecendo mecanismos que permitam identificar e corrigir discriminações salariais. Entre as medidas previstas estão o direito dos trabalhadores a conhecer os critérios que determinam a remuneração e a progressão salarial, a obrigação de informar candidatos sobre a remuneração associada a uma função antes da contratação e a proibição de solicitar informações sobre salários anteriores durante processos de recrutamento.

A organização sublinha que a transparência salarial não implica a divulgação pública dos vencimentos individuais, mas sim a existência de regras claras, critérios objetivos e instrumentos eficazes para assegurar a igualdade de remuneração por trabalho igual ou de igual valor.

O sindicato considera que a diretiva se aplica tanto a entidades públicas como privadas, abrangendo igualmente o setor bancário. Nesse sentido, entende que as instituições financeiras devem rever os seus sistemas remuneratórios, procedimentos de recrutamento, critérios de progressão na carreira, avaliações de desempenho e mecanismos de atribuição de prémios ou complementos salariais, de forma a prevenir desigualdades injustificadas.

O Mais Sindicato sustenta ainda que o atraso do Estado português na transposição da diretiva não deve prejudicar os trabalhadores, defendendo que os direitos nela previstos devem ser reconhecidos e aplicados pelas entidades empregadoras enquanto não for aprovada a legislação nacional correspondente.

Além disso, a estrutura sindical apelou ao Governo para que avance rapidamente com a transposição da diretiva e pediu à Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT), à Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego (CITE) e a outras entidades competentes que reforcem a fiscalização nesta matéria.

O sindicato afirma que continuará a acompanhar a implementação das regras de transparência remuneratória e a intervir junto das entidades empregadoras sempre que considere existirem situações de desigualdade salarial sem justificação objetiva.

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BPI lançou o BPI Reforma Vida PPR

O Banco BPI lançou o BPI Reforma Vida PPR, uma nova solução de poupança para a reforma que combina, numa única apólice, um Plano de Poupança Reforma (PPR) e um seguro de vida. O produto, segundo explica o banco, foi concebido para assegurar o cumprimento de um objetivo de poupança previamente definido, mesmo em situações de morte ou invalidez total e permanente do titular.

Segundo o banco, a nova solução surge num contexto de aumento da esperança média de vida e de crescente necessidade de complementar o sistema público de pensões. O cliente pode definir um capital-objetivo a atingir aos 60 anos e estabelecer um plano de poupança mensal ajustado à sua capacidade financeira. Em caso de morte ou invalidez total e permanente, o titular ou os beneficiários recebem o montante acumulado na componente PPR, acrescido de um capital seguro destinado a cobrir a diferença até ao valor do objetivo de poupança atualizado.

Em comunicado, Maria Isabel Semião, administradora executiva da BPI Vida e Pensões, refere que o produto pretende reforçar a proteção das famílias e garantir o cumprimento dos objetivos de poupança, mesmo perante acontecimentos imprevistos. Já Pedro Palos, diretor de Marketing de Particulares e Negócios do BPI, destaca a crescente preocupação dos clientes com o planeamento financeiro de longo prazo e a procura por soluções que conciliem simplicidade, proteção e potencial de retorno.

O montante investido na componente PPR beneficia das vantagens fiscais previstas na legislação em vigor, podendo ser resgatado a qualquer momento a valor de mercado. O produto inclui ainda um modelo de gestão automática do investimento, ajustado à idade do cliente. O BPI Reforma Vida PPR destina-se a clientes entre os 18 e os 55 anos e está disponível para subscrição em qualquer balcão do banco.

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Iberdrola y Vodafone se unen en la venta de energía y telecomunicaciones: descuentos de 10 euros

Iberdrola y Vodafone han alcanzado un acuerdo para la comercialización recíproca de servicios de electricidad 100% renovable, sin permanencia, y de telecomunicaciones, del que podrán beneficiarse potencialmente 16 millones de clientes de ambas compañías, según han informado este lunes en sendos comunicados.

Así, los clientes de Vodafone que contraten a partir de este lunes, 8 de junio, el suministro eléctrico con Iberdrola se beneficiarán de un descuento de 10 euros al mes durante un periodo de dos años en su paquete de telecomunicaciones.

Por su parte, los clientes de Iberdrola que contraten los servicios de fibra y móvil para su vivienda con Vodafone recibirán la misma cuantía, 10 euros mensuales durante dos años, en saldo de Mi Iberdrola, el programa de fidelización de la energética, que podrán destinar al pago de su factura de la luz o a cualquier servicio o producto ofrecido por la compañía.

"Iberdrola y Vodafone se unen para ofrecer un beneficio claro y tangible a todos los clientes. A través de esta alianza, las dos compañías queremos ayudar a que millones de hogares dispongan de la mejor conexión en casa y en el móvil, con energía libre de emisiones, y al mejor precio", ha destacado el consejero delegado de Iberdrola España, Mario Ruiz-Tagle.

Ruiz-Tagle ha explicado que esta oferta comercial permitirá que los clientes ahorren directamente 10 euros al mes en sus facturas de luz o de fibra y móvil, mientras disfrutan de los mejores servicios de energía con Iberdrola y de telecomunicaciones con Vodafone".

Por su parte, el consejero delegado de Vodafone España, José Miguel García, ha señalado que este acuerdo con Iberdrola refleja la apuesta de la 'teleco' por ofrecer a los clientes algo más que conectividad: "soluciones que simplifican su día a día y les aportan un ahorro real".

"Unimos la fortaleza de dos grandes compañías para que más de 16 millones de hogares en España puedan acceder a las mejores telecomunicaciones y a una energía más competitiva en condiciones ventajosas. Es, además, un primer paso en una colaboración que esperamos ampliar con nuevas propuestas de valor conjuntas", ha celebrado García.

Oferta comercial

Con todo, Vodafone ha preparado una iniciativa especial, a la que podrán acceder los clientes de Iberdrola que contraten servicios de fibra y móvil. De esta forma, los clientes de Iberdrola dispondrán de varias ofertas sobre paquetes convergentes de fibra, móvil y TV con descuentos que pueden superar el 20% , beneficiándose además de un descuento adicional de 240 euros, (10 euros al mes durante 24 meses), de saldo en 'Mi Iberdrola' para poder descontarlos en su factura de la luz de Iberdrola o disfrutarlos en cualquier servicio disponible en el programa de fidelización 'Mi Iberdrola'.

Asimismo, Iberdrola ha lanzado una oferta especial para los clientes de Vodafone que contraten el suministro eléctrico con Iberdrola, con una tarifa de luz exclusiva a un precio muy competitivo y Vodafone realizará un descuento adicional de 10 euros al mes durante 2 años (24 meses) en su factura de fibra y móvil.

Los clientes actuales de Vodafone podrán disfrutar de la tarifa exclusiva de Iberdrola, mientras que los que aún no sean clientes de Vodafone podrán contratar el paquete de fibra y móvil que mejor se adapte a sus necesidades, para después contratar la luz con Iberdrola y así beneficiarse de las ventajas de la alianza (tarifa de luz exclusiva y descuento de 10 euros al mes durante 24 meses en la factura de Vodafone).

Estas iniciativas estarán disponibles desde este lunes, 8 de junio, en canales digitales, telefónicos y tiendas presenciales de Iberdrola y de Vodafone España. Además, las compañías han avanzado que explorarán otras futuras vías de colaboración en sus respectivos canales de distribución.

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Nvidia rinde cuentas en España: declara 4 millones en ingresos y un equipo repleto de ingenieros

Nvidia, la compañía más grande del mundo por capitalización bursátil, rinde por primera vez cuentas en España. Lo hace a través de Nvidia Computing Spain SL, la filial que constituyó a finales de 2023 para canalizar sus servicios en el país donde cuenta con una plantilla de una treintena de empleados, mayoritariamente ingenieros. Según recogen las cuentas depositadas en el Registro Mercantil, la sociedad cerró su primer ejercicio operativo, finalizado el 31 de enero de 2025, con una facturación de 4,17 millones de euros y un beneficio neto superior a 211.000 euros.

Las cifras, de forma aislada, podrían parecer modestas para una empresa cuya matriz, la estadounidense Nvidia International, está controlada por un coloso que supera los cinco billones de dólares en bolsa. No obstante, obedecen al modelo que las grandes tecnológicas americanas replican sistemáticamente en cada mercado europeo donde deciden establecer presencia jurídica propia. En el caso de la filial española, la sociedad afincada en la popular Calle Goya de Madrid tiene por objeto "proporcionar servicios de investigación y desarrollo, soporte de ventas, marketing, operaciones o infraestructura como servicio a una o más entidades del grupo, relacionadas con productos, servicios y accesorios de tecnología" según detalla en su balance.

La práctica totalidad de los ingresos de la filial española procedió de servicios prestados a sociedades vinculadas del grupo. La memoria señala expresamente que la facturación corresponde a trabajos de apoyo comercial e investigación y desarrollo realizados para su matriz. Desde el punto de vista financiero, la sociedad cerró el ejercicio con 2,11 millones de euros en tesorería y un pasivo corriente de casi dos millones, del que 1,37 millones corresponden a deudas con otras empresas del grupo.

Lo más llamativo de su estructura es que de los 33 empleados con los que cerró el ejercicio, dos tercios son ingenieros, lo que da pistas de que su actividad en España está orientada principalmente a labores técnicas y de desarrollo, más que a tareas comerciales o administrativas. El coste que todo eso tiene para el grupo también está en las cuentas. Los gastos de personal ascendieron a 3,71 millones de euros, de los cuales 3,14 millones corresponden a sueldos y salarios, convirtiéndose con diferencia en la principal partida de costes de la compañía.

A rebufo del nuevo rey de Wall Street

La implantación de Nvidia en España coincide con un momento dulce para el grupo. Gracias a la fiebre por los chips, alimentada por el auge de la inteligencia artificial, la empresa cofundada y dirigida por Jensen Huang se ha convertido en la cotizada más valiosa del mundo por encima de Alphabet, matriz de Google, y Apple tras superar los 5,5 billones de dólares en mayo. Por acercar la magnitud de estas cifras, el producto interior bruto (PIB) de la tercera potencia mundial y primera economía europea, Alemania, asciende a 5,45 billones de dólares.

La última actualización de sus cuentas, correspondiente al primer trimestre de su ejercicio fiscal que presentó el pasado mes, el fabricante estadounidense registró unos ingresos récord de 81.600 millones de dólares (algo menos de 70.800 millones de euros al cambio), un 85% más que un año antes, y elevó su beneficio neto hasta 58.321 millones de dólares (50.600 millones de euros), más del triple que en el mismo periodo del ejercicio anterior. El grueso de ese negocio procede ya de los centros de datos, división que facturó 75.200 millones de dólares (65.200 millones de euros) en apenas tres meses y que representa más del 90% de los ingresos del grupo.

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El motín del “Schatz”: por qué el BCE vigila más a Kevin Warsh que a su propia inflación

Junio viene fuerte, muy fuerte. Por si el calendario no venía ya cargado por la salida a bolsa de SpaceX, el mercado estará muy pendiente de las reuniones de nueve bancos centrales. Pero mientras Elon Musk sueña con conquistar el espacio, los bancos centrales siguen atrapados en la misión más terrenal de controlar la inflación sin estrellar la economía.

El Banco Central Europeo (BCE) será el primero en debutar el 11 de junio, en un momento en el que, además de la inflación, el equipo de Christine Lagarde ve cómo el dólar sigue imponiendo su ley y el mercado de deuda empieza a desafiar el relato de calma que intenta sostener Fráncfort.

La semana siguiente llegará el turno de la Reserva Federal (Fed), con todas las miradas puestas en el debut de Kevin Warsh al frente de la institución. Y ahí Europa también se la juega, porque además de estar pendiente de sus propios datos, no podrá perder de vista lo que decida Washington.

Y aunque el mercado no espera ahora mismo un movimiento agresivo del BCE, eso no significa que la situación sea tranquila. La inflación de la eurozona ha escalado hasta el 3,2% en mayo y el euro se mueve bajo la presión de un dólar fuerte. Si la divisa europea se debilita, el golpe llegará por el encarecimiento de la energía, las materias primas y las importaciones más caras. Es decir, más inflación importada.

Xavier Chapard, estratega de LBP AM, apunta precisamente a ese riesgo: “una subida de tipos a mediados de junio se ha vuelto prácticamente inevitable, aunque su escenario central sigue contemplando una única subida este año”, señala. Con los tipos oficiales en el 2%, Fráncfort intenta mantener una hoja de ruta previsible, pero el margen de maniobra empieza a estrecharse.

El mercado desafía al BCE

El aviso más serio no viene de los discursos. Viene de la deuda. El bono alemán a dos años, conocido como Schatz, es una de las referencias más sensibles a los movimientos de tipos a corto plazo en las últimas semanas ha empezado a exigir más dinero a los inversores.

Su rendimiento ha pasado del entorno del 2,53% a superar el 2,65% en el mercado secundario. Puede parecer un movimiento pequeño, pero en renta fija es una señal relevante, ya que el mercado está diciendo que no compra del todo el mensaje de calma del BCE.

La última vez que el Schatz se desvió con tanta claridad de la estrategia oficial fue durante el golpe inflacionista posterior a la pandemia, cuando el mercado terminó empujando al BCE a abandonar los tipos negativos de forma abrupta.

Ese recuerdo pesa en Fráncfort. Porque cuando la deuda se rebela, los bancos centrales dejan de controlar por completo las condiciones financieras reales de la economía.

Los bonos ya están endureciendo las condiciones

El problema para el BCE es que el mercado puede endurecer las condiciones financieras incluso sin una subida oficial de tipos. Si los bonos ofrecen más rentabilidad, financiarse cuesta más. A los estados, a las empresas y, al final, también a los hogares. El encarecimiento de la deuda pública se filtra hacia el crédito, las hipotecas y la inversión.

El bono alemán a diez años refleja ya esa tensión. Su rentabilidad ha pasado de moverse cerca del 2,7% a situarse en torno al 3,03%. Federated Hermes advierte que, si el conflicto con Irán persiste y los precios de la energía se mantienen elevados, “Europa será una de las regiones más perjudicadas”. La Comisión Europea ha rebajado ya sus previsiones de crecimiento para la UE del 1,4% al 1,1% en 2026 y ha elevado su previsión de inflación al 3,1% por el impacto del shock energético.

La sombra de la Fed

Por si esto fuera poco, a esta presión interna se suma la amenaza exterior de Estados Unidos. Kevin Warsh llega con un perfil más duro, más inclinado a mantener una política monetaria restrictiva. Si Warsh decide endurecer la política monetaria en Estados Unidos en su debut de este mes, los inversores globales podrían mover en masa sus capitales hacia el dólar para capturar esos mayores rendimientos seguros, presionando la cotización del euro.

En este sentido, Pedro del Pozo, director de inversiones financieras de Mutualidad, afirma que “las bajadas de tipos que parte del mercado esperaba en enero en Estados Unidos han quedado prácticamente descartadas”.

Y un euro débil es una pesadilla para Fráncfort. El BCE podría perder su soberanía y tendría que doblegarse ante las decisiones de Washington. Verse obligado a subir tipos no porque la economía europea esté fuerte, sino porque Washington empuja al BCE contra la pared.

La cuestión es si Fráncfort tiene fuerza suficiente para ignorar la presión del dólar, la línea dura de la Fed y el motín técnico del Schatz. De momento, los movimientos en la renta fija reflejan que el mercado quiere más rentabilidad, teme que la inflación tarde más en bajar y no descarta que los tipos sigan altos durante más tiempo. Lagarde necesita recuperar el control del relato, porque si los bonos siguen tensionándose, el mercado habrá empezado a subir los tipos por su cuenta.

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Miguel Ángel Alcalá (BBVA Spark): "Siempre hay dinero para los buenos proyectos"

Miguel Ángel Alcalá, el responsable de BBVA Spark en Europa, la división de BBVA que apoya a compañías innovadoras de alto crecimiento, principalmente startups, asegura que el interés inversor a nivel continental no se ha paralizado por la incertidumbre derivada de la guerra en Irán, porque "siempre hay dinero para los buenos proyectos". En su opinión, el mayor obstáculo que afronta Europa es la fragmentación. "Hay más de 30 trillones de ahorro de particulares y empresas de liquidez y la mayoría está en depósitos", explica para añadir que el problema, por tanto, no es la falta de capital, sino la regulación.

Una situación que aboca a que las empresas emergentes que quieran crecer en Europa tengan que destinar parte de sus recursos a cuestiones burocráticas. En una conversación con La Información Económica, en el marco de la 15 edición del South Summit, que se ha celebrado esta semana en Madrid, Alcalá se muestra optimista con las previsiones que maneja de cara a este ejercicio. "Esperamos un muy buen año de actividad y vamos a conceder más financiación que el año pasado", admite. BBVA Spark acumula en financiación comprometida 1.000 millones desde su lanzamiento en 2022 y suma más de 1.700 clientes.

En este contexto, se muestra optimista y confía en que de aquí a los siguientes cuatro años, Europa haya evolucionado y roto las barreras legales que afronta en estos momentos. "Para 2030 Europa debería haber evolucionado para que una startup española, holandesa o alemana que quiera escalar a otro país de la UE pueda hacerlo", expresa. En este escenario, Alcalá aspira a que Spark se convierta en uno de los principales financiadores del ecosistema emprendedor. La inteligencia artificial se ha convertido en la protagonista de esta edición del South Summit, una tecnología que invita a "redefinir las fortalezas para que la inversión sea atractiva".

"El mero hecho de montar una empresa de software que sea Business to Business (B2B) ya no implica garantías de éxito", sostiene. En estas circunstancias, la gran pregunta es si el proyecto tiene viabilidad para garantizar su continuidad durante diez años más. Algunas corrientes apuntan a que la clave del éxito puede estar en el canal de distribución, en cambio otras miran hacia la penetración de tu producto en los procesos del cliente. "Estamos en un contexto de cambio bestial en el que todo va a cambiar muchísimo, pero no detecto pesimismo entre inversores, empresarios ni grandes corporaciones", agrega, al tiempo que incide en que no prevé que el capital huya por miedo a no saber interpretar la IA.

"Detecto que el análisis que se realiza a la hora de entrar en una compañía se incorporan nuevas preguntas que los emprendedores deben saber responder y que los inversores necesitan para tomar decisiones antes de invertir", expresa. Preguntado por la preocupación en el mercado por la crisis que atraviesa el crédito privado, que ya salpica a gigantes financieros como Blackstone, que se ha visto obligado a limitar al 5% las retiradas de dinero de su fondo de crédito privado (Bcred), descarta que vaya a afectar a la actividad de BBVA Spark. La radiografía a nivel nacional arroja que Cataluña concentra alrededor del 40% de la inversión de BBVA Spark en España, un porcentaje ante el que Alcalá se muestra convencido de que Barcelona seguirá liderando el emprendimiento a nivel nacional.

"Lo curioso es que los inversores están en Madrid y los emprendedores en Barcelona", bromea al respecto. Estas dos ciudades junto a Sevilla, Bilbao, Valencia se erigen como adalid del ecosistema emprendedor en España, sobre las que pone en valor los proyectos en materia de inteligencia artificial que se están desarrollando. Esta división también opera en Argentina, Colombia, México y Reino Unido. Hace menos de un mes alcanzaron un acuerdo con Nasdaq Private Market de cara a facilitar liquidez a empresas privadas de alto crecimiento en América Latina.

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Sudoeste Retail Park comemora quarto aniversário envolvendo toda a comunidade

Uma feira de produtos tradicionais, promovendo o contacto direto com produtores locais de mel, azeite, vinhos, queijos e doces, dando a conhecer os sabores e a cultura da comunidade local à população residente, mas também aos muitos veraneantes que nesta altura já procuram o Algarve e a região de Armação de Pêra para momentos de lazer. Esta é uma das formas escolhidas pelo Sudoeste Retail Park, situado perto de Alcantarilha, para comemorar, no próximo dia 10, o seu quarto aniversário, com um programa cheio de atividades que envolve toda a comunidade local.

Haverá também música, oferta de brindes e o habitual bolo comemorativo, que irão reunir lojistas, clientes, prestadores de serviços e equipa de gestão, num “momento que muito nos orgulha”, refere Andreia Ramos, senior property manager do Retail Mind Group e responsável pela gestão do Sudoeste Retail Park.

O RMG continua a consolidar a sua posição no mercado nacional ao reforçar a área de Asset Management, com a integração do Lagos Retail Park na sua carteira de ativos sob gestão.

Com este reforço, a empresa assume uma abordagem cada vez mais integrada, que combina gestão operacional, estratégia financeira, comercialização e valorização de ativos de retalho.

“A gestão integrada permite-nos compreender melhor as necessidades reais dos operadores e dos proprietários, antecipar desafios e desenvolver soluções mais sustentáveis para todas as partes envolvidas. Este é um dos pilares do sucesso da nossa área de Asset Management”, refere Andreia Ramos.

O crescimento da área de ativos imobiliários tem igualmente contribuído para reforçar a confiança de marcas, investidores e operadores no grupo. A capacidade de acompanhamento diário da operação dos ativos, aliada a um sólido conhecimento estratégico do mercado, tem permitido fortalecer relações com as marcas representadas e potenciar novas oportunidades de expansão comercial.

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A “grande armadilha” do teletrabalho – mas os trabalhadores importam-se?

Trabalhar em casa tem impacto na progressão na carreira. A questão é saber quantos trabalhadores querem saber disso. Até Março de 2020 era muito baixa a percentagem de pessoas que estava nesse regime. Desde que a COVID-19 apareceu, o teletrabalho passou a ser a regra para milhões de pessoas. Há quem ache que este regime veio para ficar. Há muitos patrões que avisam que o teletrabalho vai acabar até ao próximo ano. Já se conhecem as vantagens: poupanças no transporte, comodidade, mais flexibilidade, autonomia, liberdade em vários aspectos e sobretudo maior equilíbrio entre vida profissional e pessoal. Em princípio. Mas

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