A polícia da Irlanda do Norte usou canhões de água na segunda noite de protestos anti-imigração. As manifestações começaram após um sudanês ser acusado de tentativa de homicídio em um ataque brutal com faca.
Vídeos de quarta-feira (10) mostraram uma multidão de manifestantes atirando objetos contra viaturas policiais. Os agentes responderam disparando canhões de água em Newtownabbey, a 13 quilômetros ao norte do centro da capital Belfast.
Ao menos 16 pessoas foram presas e duas foram posteriormente acusadas, informou a polícia. Doze policiais ficaram feridos, alguns por coquetéis Molotov.
Os distúrbios ocorreram após uma noite de tumultos mais generalizados, quando manifestantes mascarados incendiaram casas e veículos em uma onda de violência anti-imigração que se espalhou depois que o vídeo do ataque com faca circulou nas redes sociais.
Multidões se reuniram na terça-feira (8) em várias partes de Belfast, que também é a maior cidade da Irlanda do Norte, incendiando casas, um ônibus, carros e barricadas e forçando várias famílias a fugir de suas casas.
Políticos afirmaram que os manifestantes atacaram casas de minorias étnicas.
A ministra britânica Ruth Anderson declarou à Câmara dos Lordes, na quarta-feira, que dezenas de pessoas, incluindo uma criança de dois anos, “ficaram desabrigadas” com a escalada da violência.
“Cerca de 27 pessoas ficaram desabrigadas na noite passada porque indivíduos foram de porta em porta atacando estrangeiros e incendiando suas casas”, disse Anderson.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (11) que os “pontos finais” de um acordo com o Irã foram aprovados. Com isso, o republicano disse que cancelou ataques que estavam previstos para hoje.
“Com base no fato de que as discussões com a República Islâmica do Irã foram levadas ao mais alto nível da liderança iraniana e aprovadas, eu, como presidente dos Estados Unidos da América, cancelei os ataques e bombardeios programados contra o Irã esta noite”, escreveu Trump em sua conta na Truth Social.
Ele disse que “as discussões e os pontos finais foram, tanto em conceito quanto em detalhes, aprovados por todas as partes envolvidas”.
As comemorações após o jogo quatro das finais da NBA, a principal liga de basquete dos Estados Unidos, deram lugar ao caos perto do Madison Square Garden, em Nova York, na noite de quarta-feira (10).
A polícia deteve 56 pessoas e 10 policiais ficaram feridos, informou o NYPD (Departamento de Polícia de Nova York) nesta quinta-feira (11).
Cerca de 10 mil torcedores tomaram as ruas ao norte do Madison Square Garden, entre a Quinta e a Oitava Avenida, soltando fogos de artifício, bloqueando o trânsito, subindo em andaimes, entre outros atos perigosos, segundo a polícia. Eles também tentaram virar um táxi.
Dez policiais do NYPD ficaram feridos durante as tentativas de controle da multidão. Um deles foi atingido na cabeça por uma garrafa de vidro, informou a polícia.
Fan Fest cancelada antes do jogo
Os distúrbios ocorreram horas depois de o Madison Square Garden cancelar sua festa oficial para assistir ao jogo quatro, em meio a uma disputa pública com a cidade sobre as restrições de segurança.
A decisão foi tomada um dia depois de dirigentes do ginásio criticarem duramente o NYPD e o prefeito Zohran Mamdani pelo plano de segurança da cidade, que incluía um amplo perímetro de segurança e outras restrições para a partida, mesmo sem a presença do presidente Donald Trump, como havia acontecido na segunda-feira (8).
“Este é um momento emocionante para os Knicks e para os fãs em toda a cidade de Nova York. O Departamento de Polícia de Nova York quer que os nova-iorquinos possam aproveitar essas comemorações, mas nossa principal responsabilidade é garantir que todos possam fazê-lo com segurança”, disse o departamento em um comunicado na quinta-feira.
“Mais uma vez, houve grandes aglomerações de pessoas que se envolveram em comportamentos incrivelmente imprudentes e perigosos na noite passada, tanto durante quanto após o jogo. Isso demonstra exatamente por que o NYPD aumentou sua presença dentro e ao redor do Madison Square Garden”, adicionou.
Troca de críticas após cancelamento da fan fest
James Dolan, proprietário da arena e do New York Knicks, culpou Mamdani e o comissário de polícia durante uma entrevista à rádio WFAN Sports na quarta-feira.
As restrições foram “planejadas para impedir que as pessoas comemorassem nos arredores do Madison Square Garden”, disse Dolan, acrescentando que, por isso, a arena não instalaria telões.
Mamdani respondeu a Dolan na X antes do jogo, dizendo: “O MSG solicitou uma autorização para uma festa para assistir ao jogo com 500 a 999 torcedores. Aprovamos a autorização para 999 torcedores.”
Knicks supera desvantagem de 29 pontos e vence Spurs no Jogo 4 • Gregory Shamus/Getty Images
Um porta-voz do NYPD corroborou a declaração de Mamdani, dizendo à CNN que policiais se mobilizaram para a festa, acrescentando: “Vocês teriam que perguntar ao MSG por que eles não estão cumprindo o combinado”.
“O Madison Square Garden e o New York Knicks recusaram-se a usar a autorização concedida pelo gabinete do prefeito Mamdani devido ao fato de que apenas 1.000 pessoas seriam permitidas na área e precisariam ser inscritas, deixando de fora as dezenas de milhares de pessoas que querem ir ao Garden para comemorar com os Knicks”, disse a MSG Sports em um comunicado.
“Não achamos justo permitir que apenas um pequeno grupo comemorasse do lado de fora do Garden enquanto todos os outros estavam sendo impedidos de entrar”, adicionou.
De acordo com o site da NBA, duas outras festas para assistir ao jogo na quarta-feira, no Wollman Rink e no Brooklyn Bowl, no Central Park, estavam lotadas antes da partida. Essas festas não exigiam ingresso.
Apesar do cancelamento da festa para assistir ao jogo, uma multidão de fãs ainda se reuniu do lado de fora do Madison Square Garden, atrás de barricadas de metal, para torcer e demonstrar seu apoio ao Knicks.
Diversos andares e corredores dentro do Pentágono foram isolados e outros estão sendo desocupados devido a um “incidente com materiais perigosos”, disseram três fontes e o corpo de bombeiros local.
O porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, confirmou nesta quinta-feira (11) que os sistemas dentro do prédio “detectaram um problema de qualidade do ar que exige medidas de precaução até que determinemos sua gravidade”.
“O Departamento está executando os protocolos de proteção padrão, incluindo uma ordem de confinamento para a área afetada. Equipes de resposta estão no local e prontas para apoiar os ocupantes do prédio”, afirmou Parnell
A equipe de resposta a materiais perigosos da Agência de Proteção da Força do Pentágono está atuando no caso com o auxílio do Corpo de Bombeiros do Condado de Arlington, de acordo com a porta-voz do departamento, Capitã Jamie Jill.
Uma publicação nas redes sociais do Corpo de Bombeiros e Serviço de Emergência Médica de Arlington informou que a Equipe de Materiais Perigosos do Corpo de Bombeiros do Condado de Arlington está operando no Pentágono “durante um incidente com materiais perigosos”.
Os andares do segundo ao quinto nos corredores quatro a sete do extenso complexo do Pentágono foram isolados, disseram duas fontes. A terceira fonte disse à CNN que os policiais no prédio estão usando máscaras de gás e equipamentos completos de proteção química.
A mídia oficial do Irã informou que explosões foram ouvidas nos arredores de Minab e Sirik, próximas ao Estreito de Ormuz.
A imprensa também relatou que os sistemas de defesa aérea em Asaluyeh foram ativados, mas acrescentou que nenhum ataque inimigo ocorreu até o momento em um importante centro energético que abriga refinarias e complexos petroquímicos.
Asaluyeh é uma cidade portuária na província de Bushehr, no sul do Irã, situada na costa norte do Golfo Pérsico.
O Comando Central dos EUA afirmou nesta quarta-feira (10), em uma publicação no X, que lançou novos ataques de “autodefesa” contra múltiplos alvos no Irã.
Mais cedo, o presidente Donald Trump afirmou que as forças americanas lançariam uma nova onda de ataques, já que não havia definição sobre um acordo com o Irã.
O papa Leão XIV abençoou nesta quarta-feira (10) a nova torre da igreja da Sagrada Família em Barcelona, na Espanha. O pontífice celebrou uma missa antes da inauguração da estrutura.
O rei e a rainha da Espanha estiveram presentes na cerimônia, que também contou com drones e fogos.
A Torre de Jesus Cristo, com cerca de 172 metros de altura, é coroada por uma cruz de cerâmica de cinco andares, visível em toda a capital catalã. Isso faz da Sagrada Família, uma maravilha modernista projetada por Antoni Gaudí, a igreja mais alta do mundo.
Nascido em 1852, o arquiteto era um católico devoto que trabalhou por mais de 40 anos nesta igreja, de 1883 até sua morte em um acidente de bonde em 1926.
Veja fotos da inauguração da Torre de Jesus Cristo:
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O papa Leão XIV abençoou e inaugurou a torre mais alta da igreja da Sagrada Família, em Barcelona, nesta quarta-feira (10) • REUTERS
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Igreja da Sagrada Família antes da benção do papa Leão XIV • REUTERS
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Projeção de drones atrás da igreja da Sagrada Família após a benção do papa Leão XIV • REUTERS
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Cruz no topo da igreja da Sagrada Família após a benção do papa • REUTERS
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A inauguração da 18ª torre marca exatamente 100 anos da morte de Gaudí. A basílica, obra-prima do arquiteto, e outras seis de suas obras são Patrimônio Mundial da Unesco e atraem milhões de pessoas a Barcelona todos os anos • REUTERS
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Nascido em 1852, o arquiteto Antoni Gaudi era um católico devoto que trabalhou por mais de 40 anos nesta igreja, de 1883 até sua morte em um acidente de bonde em 1926 • REUTERS
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Placa que registra a benção do papa Leão XIV na igreja da Sagrada Família • REUTERS
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou nesta quarta-feira (10) que as ameaças dos Estados Unidos de ataque contra infraestruturas críticas do país são um sinal de fraqueza, e não de força.
Ele enfatizou que o Irã permanecerá resiliente diante da pressão e das ameaças.
Em uma publicação no X, Pezeshkian classificou a infraestrutura crítica como “a força vital do povo” e disse que ameaçar setores como transporte, eletricidade e água não demonstra poder.
“Ameaçar atacá-la — desde redes de transporte até os setores de eletricidade e água — não é uma demonstração de força, mas sim um sinal de impotência diante da determinação de uma nação”, escreveu.
O presidente iraniano acrescentou que o país continuará confiando na experiência de seus especialistas e na união de seu povo para superar os desafios.
O presidente Donald Trump disse que os EUA retomarão os ataques ao Irã devido ao progresso insuficiente nas negociações para encerrar a guerra.
“Vamos atacá-los, atacá-los com muita força”, comentou o republicano no Salão Oval da Casa Branca nesta quarta, sugerindo que a derrubada de um helicóptero Apache do Exército dos EUA pelo Irã na costa de Omã justificava a retomada dos ataques.
O papa Leão XIV abençoou e inaugurou a torre mais alta da igreja da Sagrada Família, em Barcelona, nesta quarta-feira (10).
A Torre de Jesus Cristo, com cerca de 172 metros de altura, é coroada por uma cruz de cerâmica de cinco andares, visível em toda a capital catalã. Isso faz da Sagrada Família, uma maravilha modernista projetada por Antoni Gaudí, a igreja mais alta do mundo.
Nascido em 1852, o arquiteto era um católico devoto que trabalhou por mais de 40 anos nesta igreja, de 1883 até sua morte em um acidente de bonde em 1926.
A inauguração da 18ª torre marca exatamente 100 anos da morte de Gaudí. A basílica, obra-prima do arquiteto, e outras seis de suas obras são Patrimônio Mundial da Unesco e atraem milhões de pessoas a Barcelona todos os anos.
No ano passado, 4,9 milhões de pessoas visitaram a igreja, um novo recorde. As taxas de entrada financiam as obras do local.
A construção da Sagrada Família começou há mais de 140 anos e foi adiada por guerras, política e falta de verbas.
Complexidade da cruz no topo da Torre de Jesus Cristo
A complexidade do projeto foi sintetizada por esta última peça do quebra-cabeça arquitetônico.
Com sua superfície branca brilhante que reflete o sol escaldante da Espanha, a cruz que coroa a Torre de Jesus Cristo (as outras 17 torres são dedicadas aos 12 apóstolos, aos quatro evangelistas e à Virgem Maria) é tão alta quanto um prédio de cinco andares e pesa cerca de 100 toneladas.
Sua instalação foi um processo complexo que durou meses.
Segundo Mauricio Cortés, o arquiteto responsável, Gaudí havia imaginado uma cruz reflexiva que brilhasse durante o dia e iluminasse o horizonte à noite.
Cortés, como todos os seus antecessores, enfrentou dois grandes desafios: manter-se fiel à visão de Gaudí e, ao mesmo tempo, atender a exigências rigorosas de engenharia — neste caso, garantir que a agulha da torre permanecesse relativamente leve.
A cruz foi fabricada na Alemanha e entregue na Espanha em 14 seções pré-moldadas de concreto e aço inoxidável. Este último material, embora não fosse amplamente utilizado na época de Gaudí, garantiu a resistência necessária ao mesmo tempo em que reduziu o peso total.
Essa convergência entre história e modernidade foi um dos muitos consensos delicados necessários para tirar o projeto do arquiteto do papel.
Uma vez em Barcelona, cada seção foi içada por um guindaste até uma oficina localizada a 60 metros de altura, bem acima da nave central da basílica.
Lá, os operários finalizaram as peças com acabamento interno de pedra, revestimento de cerâmica branca esmaltada e vitrais com vidros de origem local, antes de a estrutura ser montada e erguida até sua posição final.
O presidente Donald Trump afirmou nesta quarta-feira (10) que seu governo está trabalhando para garantir que “as pessoas certas” entrem nos Estados Unidos para a Copa do Mundo.
Um repórter afirmou ao republicano que algumas pessoas temem que seja cada vez mais difícil conseguir vistos para ir aos EUA para ver a competição.
Em seguida, o presidente foi questionado se vai assistir aos jogos, afirmando que sim.
“Esta foi a Copa do Mundo mais bem-sucedida de todos os tempos. Nunca venderam tantos ingressos tão rápido. É incrível, porque a gente não pensa em futebol, a gente usa a palavra futebol, futebol americano, certo? Mas você não pensa em futebol neste país. É o maior sucesso”, comentou em outro momento.
As políticas de imigração linha-dura de Trump fizeram com que alguns torcedores estrangeiros se sentissem indesejados nos Estados Unidos.
Há também preocupações de que agentes do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega) possam realizar operações para capturar imigrantes irregulares em jogos envolvendo times sul-americanos com grande torcida nos Estados Unidos, embora o governo tenha tentado minimizar esses temores.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (10) que ordenou ao Exército americano, no mês passado, que executasse uma “missão secreta” de apoio para que petroleiros e navios comerciais atravessassem o Estreito de Ormuz.
Segundo o republicano, isso resultou na passagem de mais de 100 milhões de barris de petróleo pela via navegável.
“No mês passado, ordenei que nossas Forças Armadas dos EUA executassem uma missão secreta para apoiar petroleiros e outros navios comerciais na travessia do Estreito de Ormuz”, escreveu Trump na Truth Social.
“Hoje, tenho o prazer de anunciar que esse esforço resultou na passagem de mais de 100 MILHÕES de barris de petróleo pelo Estreito, chegando ao mercado aberto”, acrescentou.
Trump afirmou ainda que mais de 200 navios comerciais atravessaram Ormuz, argumentando, com isso, que os EUA controlam o estreito — e não o Irã.
“Mais de 200 navios comerciais atravessaram o Estreito em segurança. Esse sucesso estrondoso se deve ao fato de os ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA CONTROLAREM o Estreito de Ormuz — e NÃO o Irã. Suas Forças Armadas foram derrotadas e sua economia está perdida. Acabou para o Irã!”, escreveu ele.
Também nesta quarta, Trump fez alusão à operação, dizendo que esse é o motivo pelo qual os preços do petróleo não dispararam para US$ 250.
“Estamos retirando milhões — o que estou anunciando hoje pela primeira vez — mas temos retirado milhões de barris de petróleo, milhões de barris todas as noites”, disse o presidente a repórteres no Salão Oval da Casa Branca.
“Milhões de barris de petróleo foram retirados, e é por isso que o preço está em US$ 85, US$ 90 o barril, em vez de US$ 250″, alegou.
Há várias teorias sobre a relativa calma do mercado de petróleo durante um choque de oferta tão significativo.
Uma das hipóteses é que os petroleiros que transportam os chamados “fluxos clandestinos” podem estar a contornar o bloqueio desligando os transponders para evitar a deteção, disseram especialistas à CNN anteriormente.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (10) que tudo o que o Irã precisa fazer é “começar a assinar um documento” para chegar a um acordo sobre fim da guerra.
“Tudo o que eles precisam fazer é começar a assinar um documento. Está totalmente negociado”, disse Trump no Salão Oval da Casa Branca.
“Temos um documento totalmente negociado — mas eles estão protelando, e dizem: ‘Tudo bem, vamos dar a eles mais alguns dias’. Eles estão protelando porque é um documento importante”, acrescentou.
Trump promete mais ataques contra o Irã
Trump também prometeu mais ataques ao Irã depois de publicar nas redes sociais nesta quarta que o país “demorou muito para negociar um acordo que teria sido ótimo para eles”.
“Vamos atacá-los, atacá-los com muita força”, disse Trump a repórteres na Casa Branca, citando a derrubada de um helicóptero Apache pelo Irã no Estreito de Ormuz.
“Com base no helicóptero, acho que temos o direito de fazer isso”, disse ele a repórteres.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (10) que o Exército americano fará novos ataques contra o Irã. Ele ressaltou que uma nova ofensiva deve acontecer ainda hoje.
“Vamos atacá-los, atacá-los com muita força”, disse Trump a repórteres na Casa Branca, citando a derrubada de um helicóptero Apache pelo Irã no Estreito de Ormuz.
“Com base no helicóptero, acho que temos o direito de fazer isso”, disse ele a repórteres.
Questionado se isso significa a retomada dos bombardeios, o presidente dos EUA afirmou que sim.
Ele se recusou a descartar ataques à infraestrutura civil, incluindo usinas de energia e pontes, demonstrando frustração com o fato de o Irã ainda não ter assinado um acordo.
Assim, o republicano lamentou a lentidão das negociações para encerrar a guerra, que, segundo ele, ainda estão em andamento.
“Estou trabalhando com o Irã há vários meses. Eles deveriam assinar o acordo. É um bom acordo”, comentou, destacando que os iranianos já concordaram em não obter uma arma nuclear.
“Queremos um acordo que seja significativo, queremos um acordo que funcione”, pontuou Trump.
Estilhaços de um míssil balístico do Irã atingiram uma base da Força Aérea no norte de Israel na noite de domingo (7), de acordo com uma fonte israelense e uma outra fonte militar.
A IRGC (Guarda Revolucionária Islâmica do Irã) afirmou ter atingido a base aérea de Ramat David, no norte de Israel, em uma das primeiras rodadas de disparos de mísseis balísticos.
Os militares iranianos divulgaram imagens na mídia estatal do que alegaram ser o momento do lançamento dos mísseis.
A fonte militar israelense disse que foi um fragmento do míssil que atingiu uma estrutura na base, e as Forças de Defesa de Israel ainda estão investigando a extensão dos danos.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou nesta terça-feira (9) que nenhum ataque dos Estados Unidos ficará sem resposta.
A declaração foi feita após os EUA lançarem uma nova onda de ataques retaliatórios contra o Irã, na sequência da derrubada de um helicóptero militar.
“Apesar de suas derrotas no campo de batalha, os EUA optaram por testar nossa determinação. Nossas poderosas Forças Armadas não deixarão nenhum ataque ou ameaça sem resposta”, disse Araghchi em uma publicação nas redes sociais.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira (9) que a resposta ao ataque do Irã que, segundo os militares americanos, abateu um helicóptero dos EUA deve ser “muito forte, muito poderosa”.
“Acho que é muito importante responder. Eles derrubaram um helicóptero e estamos respondendo enquanto falamos”, disse Trump a Jonathan Karl, da ABC, que afirmou estar ao telefone com o presidente quando o Comando Central dos EUA anunciou os ataques.
“Esta é uma resposta ao que eles fizeram, fizeram com nosso helicóptero ontem à noite, e acredito que a resposta deveria ser muito forte, muito poderosa, e é isso que esta aqui é”, destacou.
Trump disse ao Wall Street Journal mais cedo nesta terça que a derrubada do helicóptero “não foi grande coisa”. Além disso, havia dito na Truth Social que os dois pilotos não ficaram feridos,
Ao mesmo tempo, prometeu uma resposta contra o Irã: “No entanto, os Estados Unidos devem, necessariamente, responder a este ataque”.
A reta final da apuração do segundo turno da eleição presidencial do Peru avança em ritmo lento. A votação foi realizada no dia 7 de junho, mas a autoridade eleitoral do país afirmou que a contagem completa deve ser concluída até julho.
O cenário é ainda mais complexo com a disputa acirrada entre Keiko Fujimori e Roberto Sánchez, com diferença de poucas dezenas de milhares de votos.
Esse é o primeiro ponto que ajuda a explicar a demora no processo: com os dois candidatos muito próximos na contagem, será necessário avançar ainda mais para cravar o próximo presidente.
Dois dos principais pontos que dificultam a apuração dos votos no Peru são a maneira como a eleição é realizada e a geografia do país, com terreno montanhoso e selvas.
O Peru utiliza o voto impresso, o que exige que as cédulas sejam enviadas para centros específicos para que sejam contadas. Muitas vezes é necessário utilizar barco para alcançar locais em áreas de selva ou então fazer viagens com burros para regiões sem estradas e trilhas.
Flavia Loss, professora de Relações Internacionais do Instituto Mauá de Tecnologia, também afirma que, além de a contagem também ser realizada à mão, é necessário digitalizar os resultados com as atas.
“Isso também mostra uma ineficiência na rede de internet, na insuficiência de pessoas para trabalhar. Então são várias questões aí que se juntam para explicar essa demora toda”, pontua.
A especialista ressalta que a logística e estrutura são problemas muito grandes para o país, sendo que, mesmo comparado a outras nações como Equador e Bolívia, que têm processos similares, “o Peru fica muito atrás nessa questão da organização do processo eleitoral e na rapidez da contagem e dos resultados”.
Carolina Pedroso, professora de Relações Internacionais da Unifesp, também chama atenção para a demora para que votos de comunidades mais afastadas de grandes centros urbanos, como da região amazônica, sejam contabilizados.
Isso impacta diretamente na apuração, visto que há diferença na preferência dos eleitores dos centros urbanos e das áreas rurais, ajudando a explicar o fato de Keiko Fujimori ter saído na frente na apuração e, posteriormente, ter sido ultrapassada por Roberto Sánchez.
“Os grandes centros urbanos têm uma tendência, pelo menos nas últimas quatro eleições, de dar um voto de confiança na Keiko Fujimori. Ela tem uma base importante nas grandes cidades, o que já não acontece no campo, principalmente no sul do país”, explica Pedroso.
A opção por um processo de votação digital foi descartada em dezembro. O Conselho Nacional Eleitoral considerou o projeto inviável após uma auditoria que reprovou as condições técnicas e de segurança de um projeto piloto.
O conselho analisou um relatório apresentado pelo ONPE (Escritório Nacional de Processos Eleitorais do Peru) que analisou a arquitetura tecnológica do sistema, os protocolos de cibersegurança, o nível de proteção de dados pessoais e os padrões de legalidade e transparência.
Voto do exterior
Outro ponto que explica a demora na contagem no Peru é o voto dos cidadãos em outros países.
Há mais de 1,2 milhão de peruanos residentes fora do país que estavam aptos a votar, o que equivale a 4,4% do cadastro eleitoral, embora a participação seja geralmente consideravelmente menor.
Este bloco costuma ser um dos últimos a ser contabilizado, visto que as cédulas precisam ser transportadas de avião até a capital peruana, Lima.
Carolina Pedroso ressalta que o Peru possui uma comunidade importante em países asiáticos, o que pode fazer com que as atas demorem ainda mais para chegar à América do Sul.
Processo complexo até a proclamação do vencedor
O processo eleitoral no Peru também é complexo, o que dificulta a proclamação do resultado, principalmente em um pleito tão disputado.
O ONPE organiza o processo eleitoral, cuidando de sessões eleitorais, cadastramento de eleitores e até mesmo de organização e logística.
Em seguida, há atas que podem ser enviadas ao JEE (Júri Eleitoral Especial), que funciona apenas no período das eleições. Ele resolve apelações e controvérsias locais. Até o início da noite desta terça-feira (9), mais de 1.500 atas estavam marcadas para serem enviadas ao JEE.
Por fim, é necessário ainda que outro órgão valide os resultados: o Júri Nacional de Eleições. Flavia Loss explica que essa instituição fiscaliza e verifica o processo eleitoral Além disso, será ele que, em última instância, vai proclamar o resultado.
Fernando Tuesta, cientista político da PUCP e ex-chefe do ONPE, explica ainda que há uma peculiaridade no processo eleitoral peruano, que não acontece em outros países da região.
Ele explica que, no Peru, não é utilizada uma contagem preliminar, mas se leva em consideração apenas resultados das atas de apuração oficiais.
“O que eles [outros países] terão é esse tipo de resultado divulgado pelo órgão eleitoral, mas não é um produto dos registros oficiais, e sim uma captura, provavelmente em imagens; existem diferentes métodos que permitem apresentar o resultado total”, comentou.
“Esse dado não existe no Peru, portanto, com os resultados ajustados, obviamente não temos um resultado final”, adicionou.
Contexto político, desconfiança e judicialização
As especialistas consultadas pela reportagem também chamam atenção para o contexto político no Peru, com grande polarização e desconfiança na política. Este será o nono presidente do país em dez anos.
Em entrevista à CNN Espanhol, Francisco Sagasti, ex-presidente do Peru, avaliou que a própria desconfiança faz com que tudo seja muito mais devagar, sendo necessário “ver todas as atas”.
Isso também pode fazer com que qualquer um dos lados questione o processo eleitoral e acabe levando questionamentos para a Justiça, em um movimento que impactará ainda mais na demora para o resultado final.
Regiane Bressan, professora de Relações Internacionais da Unifesp, destaca que, no Peru, “qualquer erro material mínimo, como uma assinatura fora do campo, uma rasura, ou uma soma de votos que distoa do número de votantes inscritos invalida a ditação imediata daquele sistema”.
“Então, as regras foram desenhadas de forma rígida para evitar a fraude, mas existe um efeito colateral imenso de paralisia.
“Uma ata contestada, impugnada ou retida por inconsistência, ela sai da contagem regular do ONPE e vai para o rito judicial. Então, ela deixa de somar o total oficial até que o Tribunal Eleitoral decida a sua validade”, conclui.