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Festa de revelação de gênero provoca incêndio florestal fatal nos EUA

O casal, que esperava um bebê, caminhou cheio de expectativa junto com várias crianças e entes queridos pela área de gramado nas proximidades do parque El Dorado Ranch, em Yucaipa, na Califórnia, nos Estados Unidos, onde a vegetação selvagem adquire um tom dourado no outono, criando um cenário pitoresco, com o objetivo de revelar o sexo de seu futuro filho.

Outra pessoa acendeu um dispositivo pirotécnico que gera uma explosão de fumaça azul (para menino) ou rosa (para menina), como mostrado em um vídeo de vigilância. No entanto, o que deveria ser um momento de celebração logo se tornou trágico com o início de um incêndio; a família tentou desesperadamente apagar as chamas, que cresciam rapidamente, usando garrafas de água.

O fogo se prolongou por mais de dois meses, até novembro de 2020, queimando mais de 9.200 hectares e tirando a vida de um bombeiro que combatia as chamas. O casal se declarou culpado de acusações criminais relacionadas ao início do incêndio e à morte do bombeiro Charles Morton, segundo informaram os promotores em 2024.

O casal não é o único a enfrentar consequências. O caso chegou ao fim na semana passada, quando três empresas envolvidas no design, importação e comercialização da bomba de fumaça concordaram em encerrar uma ação federal movida pelo governo em 2023. Essas empresas aceitaram pagar mais de US$ 4 milhões para cobrir os custos do Serviço Florestal dos EUA relacionados ao combate ao incêndio e aos danos causados em terras federais.

Este caso é incomum em comparação com a onda de processos movidos na última década contra empresas de serviços públicos por negligência ao causar incêndios florestais destrutivos e letais, segundo especialistas jurídicos e ambientais consultados pela CNN.

É muito menos frequente que fabricantes enfrentem esse tipo de processo, já que seu papel é mais indireto e exige que consumidores, como o casal neste caso, utilizem o produto em condições que favoreçam um incêndio florestal, explicaram os especialistas.

“Diferentemente das empresas de serviços públicos, que às vezes podem ser processadas por negligência — ou, em um estado como a Califórnia, sob o princípio da responsabilidade objetiva — quando provocam um incêndio florestal, uma empresa que vende um produto sempre pode argumentar que não tem a obrigação de impedir que terceiros usem esse produto de maneira imprudente, especialmente depois que ele já foi vendido”, afirmou Adam Zimmerman, professor da Faculdade de Direito Gould da Universidade do Sul da Califórnia.

É comum que empresas de serviços públicos sejam processadas por seu papel no início de incêndios florestais, segundo especialistas.

A Pacific Gas & Electric foi obrigada a pagar bilhões de dólares em indenizações depois que se determinou que uma de suas linhas de transmissão elétrica defeituosas foi a causa do incêndio Camp Fire de 2018, o mais mortal da história da Califórnia. Mais recentemente, o devastador incêndio Eaton Fire, ocorrido no ano passado em Altadena, resultou em diversas ações judiciais contra a Southern California Edison por parte de vítimas do incêndio, seguradoras e órgãos governamentais.

Por que as três empresas são responsabilizadas

Um aspecto-chave do acordo ficou claro e direto: as duas bombas de fumaça usadas na festa de revelação de gênero do bebê nunca deveriam ter sido vendidas de fora do estado para a Califórnia, onde são ilegais, segundo os promotores federais.

A Wholesale Fireworks Corp., empresa que projetou e importou as bombas de fumaça, e sua subsidiária, American Fireworks Warehouse LLC, concordaram em pagar US$ 4 milhões para encerrar as reivindicações relacionadas à sua participação no design, importação, distribuição, comercialização e publicidade do produto.

Outra empresa, Pink or Blue Gender Team Inc., concordou em pagar US$ 50.000 por sua atuação na distribuição, comercialização e publicidade do dispositivo, segundo os promotores.

As empresas “supostamente não projetaram nem rotularam as bombas de fumaça de forma segura e não alertaram adequadamente os clientes sobre o risco de incêndio que elas representavam, apesar de estarem cientes desses perigos”, afirmaram os promotores.

O incêndio El Dorado “teve um impacto tremendo na comunidade de San Bernardino”, declarou o promotor do condado de San Bernardino, Jason Anderson, quando o casal foi formalmente acusado em julho de 2021. Ele acrescentou que pelo menos seis órgãos “participaram das ações de contenção, combate e investigação” do devastador incêndio.

Em fevereiro de 2024, Refugio Manuel Jiménez Jr. se declarou culpado de homicídio culposo pela morte do bombeiro, além de provocar imprudentemente um incêndio em uma estrutura habitada; ele foi condenado a dois anos de liberdade condicional por crime grave, um ano de prisão no condado e serviços comunitários, segundo os promotores.

Sua esposa, Angelina Renee Jiménez, se declarou culpada de três contravenções por provocar imprudentemente um incêndio em propriedade alheia e foi condenada a um ano de liberdade condicional sumária e serviços comunitários, segundo os promotores.

O casal foi condenado a pagar mais de US$ 1,7 milhão em indenização às vítimas, informaram os promotores.

A CNN entrou em contato com os advogados do casal, mas não obteve resposta.

O incidente causado pelo casal não foi a primeira vez que uma festa de revelação de gênero provoca um incêndio florestal destrutivo, mas chama atenção porque, em casos anteriores, os fabricantes envolvidos não foram considerados responsáveis.

Outro caso no Arizona desencadeou um incêndio florestal que devastou mais de 19.000 hectares em 2017 e causou danos de mais de US$ 8 milhões.

O futuro pai, que disparou contra um alvo improvisado que explodiu em uma nuvem azul e incendiou a vegetação ao redor, se declarou culpado de uma infração menor das regras do Serviço Florestal dos EUA e foi obrigado a pagar indenização pelos danos; nesse caso, nenhum fabricante foi processado.

No caso da revelação de gênero de El Dorado, assim como na maioria dos acordos judiciais relacionados a incêndios florestais na Califórnia e em outras partes do país, as vítimas e entidades governamentais têm recorrido principalmente ao direito de responsabilidade civil (tort law) para mover ações civis e exigir indenizações dos responsáveis pelo incêndio, segundo Michael Wara, advogado e pesquisador sênior especializado em políticas climáticas e energéticas da Universidade de Stanford.

Na Califórnia, mais especificamente, existe uma doutrina jurídica conhecida como “expropriação inversa” (inverse condemnation) que permite responsabilizar empresas de serviços públicos quando suas instalações ou serviços provocam um incêndio, independentemente de terem agido com negligência ou não, explicou Wara. A negligência é a alegação mais comum no campo da responsabilidade civil extracontratual, embora também possam ser alegadas outras condutas impróprias ou imprudentes, afirmou Wara. Muitos dos primeiros casos desse tipo envolviam ferrovias e trens movidos a carvão e lenha, que geravam faíscas que frequentemente provocavam incêndios destrutivos, acrescentou.

“Desses casos surgiu um corpo jurídico que constitui a base da legislação sobre negligência. Existe a obrigação de agir com o devido cuidado para evitar que as próprias ações causem danos a terceiros; ligado a isso, existe também um marco legal relativo a defeitos de produtos”, explicou Wara.

“Se um item é vendido a alguém, ele não deve causar danos de uma forma que não seja evidente para o comprador”, acrescentou.

Por que este caso se destaca

A maioria das ações judiciais movidas na última década para responsabilizar empresas por seu papel no início de incêndios florestais tem sido contra companhias elétricas, como PacifiCorp e PG&E, afirmou Wara.

É mais comum responsabilizar empresas elétricas por incêndios porque elas prestam um serviço essencial altamente regulado e porque suas linhas e redes aéreas são “fontes inerentes de ignição”, disse Wara.

Aproximadamente metade das perdas de edificações causadas por incêndios florestais na Califórnia na última década foi associada a ignições originadas em sistemas de energia elétrica, afirmou Wara, citando um relatório de pesquisa de Stanford do qual foi autor principal.

A situação é totalmente diferente no caso das empresas de fogos de artifício, afirmou ele, já que é evidente que seus produtos podem provocar incêndios e que cabe ao usuário a responsabilidade de adotar precauções.

“Não tenho conhecimento de nenhum precedente semelhante”, comentou Wara sobre o caso do incêndio florestal de El Dorado.

Como o caso envolvia o uso de bombas de fumaça que, segundo a Promotoria, não tinham advertências adequadas sobre os riscos envolvidos, essa ambiguidade expôs as três empresas a uma possível responsabilidade legal, concluiu Wara.

É incomum ver um processo contra um fabricante, já que a empresa que vende um produto “sempre pode argumentar que não tem a obrigação de impedir que terceiros usem seu produto de maneira imprudente, especialmente depois de tê-lo vendido”, afirmou Zimmerman.

No entanto, este caso é singular porque o governo baseou sua ação na “falta de advertência” sobre os riscos, acrescentou.

Em muitos estados, os fabricantes têm a “responsabilidade de advertir as pessoas sobre os perigos conhecidos ou previsíveis associados aos seus produtos, mesmo depois de eles já terem sido vendidos”, afirmou Zimmerman.

Embora seja comum que consumidores apresentem esse tipo de ação, terceiros também podem fazê-lo quando a empresa “sabia ou deveria saber que eles também seriam prejudicados caso não houvesse aviso aos consumidores sobre os perigos dos produtos vendidos”, explicou.

No entanto, é mais incomum que o governo processe uma empresa com base nesse argumento, indicou Zimmerman. Esses casos são difíceis de vencer, já que a empresa poderia alegar, por exemplo, que os organizadores de uma festa de revelação de gênero causaram o incêndio ao escolher um ambiente perigoso para o evento, disse Zimmerman.

“Mas é provável que os réus tenham optado por um acordo em vez de arriscar enfrentar uma parte autora com grandes recursos, como o governo federal, que se apoia em uma teoria jurídica criativa, mas plausível”, comentou.

É improvável que este caso tenha um impacto significativo nos esforços da Califórnia para mitigar os riscos de incêndio, já que, embora muitos tipos de fogos de artifício sejam ilegais no estado, as pessoas continuam usando-os, inclusive em áreas de alto risco de incêndio, afirmou Wara. No melhor cenário, o caso poderia levar empresas de pirotecnia a melhorar a rotulagem de produtos como as bombas de fumaça.

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Análise: Líderes do Irã apostam em riscos evitados por seus antecessores

Os ataques do Irã contra Israel nesta semana foram algumas de suas iniciativas mais ousadas até agora para redefinir os limites de um confronto que, durante décadas, foi travado principalmente por meio de grupos aliados, operações encobertas e retaliações cuidadosamente calculadas.

Ao atingir Israel em resposta a ataques no Líbano, Teerã pareceu sinalizar que suas linhas vermelhas já não se limitam às próprias fronteiras — e que seus líderes estão dispostos a assumir riscos maiores.

Desde o cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, firmado em 8 de abril, Teerã tem acusado repetidamente Israel e os EUA de enfraquecerem a trégua por meio de ações militares.

Os Estados Unidos realizaram ataques contra alvos iranianos mesmo enquanto negociações indiretas continuavam. Israel, por sua vez, lançou quase 3.500 ataques no Líbano, segundo o primeiro-ministro do país, incluindo ações na capital, Beirute, apesar das restrições impostas pelo acordo de cessar-fogo.

O Irã respondeu com uma série de ataques retaliatórios cuidadosamente calculados contra alvos dos Estados Unidos e de países do Golfo, ao mesmo tempo em que alertou que, caso a diplomacia fracassasse, estaria preparado para retomar a guerra e ampliá-la para além do Golfo Pérsico, potencialmente ameaçando rotas marítimas que se estendem do Oceano Índico ao Mar Vermelho e ao Mediterrâneo.

Entre a noite de terça-feira (9) e a madrugada de quarta-feira (10), ocorreram novos confrontos entre os Estados Unidos e o Irã após a derrubada de um helicóptero do Exército americano no início da semana, evidenciando a persistente instabilidade na região.

Ataques iranianos a Israel sinalizam mudança mais ampla

Os ataques desta semana contra Israel, no entanto, pareceram representar um passo além.

Teerã sinalizou que ações militares israelenses contra seus aliados regionais também podem provocar uma resposta direta do Irã.

O objetivo seria romper o impasse diplomático nas negociações para alcançar um acordo de paz provisório e apoiar o grupo Hezbollah.

“Revertemos a lógica do cessar-fogo que existia no papel, mas que vinha sendo repetidamente violada na prática, em campo”, afirmou na segunda-feira (8) Mohammad Bagher Ghalibaf, principal negociador iraniano nas conversações. “Enquanto não houver uma disposição genuína para construir confiança, a resposta do Irã continuará a mesma.”

O Irã tem insistido que não permitirá que Israel e os Estados Unidos continuem realizando ataques enquanto afirmam permanecer comprometidos com um cessar-fogo que, segundo Teerã, vem sendo repetidamente desrespeitado. “Sob nenhuma circunstância” o país aceitaria tal situação, declarou na segunda-feira o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei.

O movimento sugere uma mudança mais ampla em Teerã, onde uma nova geração de líderes está abandonando cada vez mais a postura cautelosa e reativa que por muito tempo definiu a estratégia da República Islâmica diante de seus adversários.

Em vez de depender principalmente da dissuasão e da paciência estratégica, esses dirigentes parecem mais dispostos a assumir riscos e a utilizar o poder militar, econômico e a influência regional do Irã para moldar os acontecimentos no Oriente Médio.

É também essa mesma liderança iraniana que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, descreveu como “mais racional” e “bastante razoável”.

“Os iranianos colocaram tanto os israelenses quanto os Estados Unidos contra a parede agora”, afirmou Aaron David Miller à jornalista Jessica Dean, da CNN. “Eles estão dispostos a correr riscos. Acreditam que estão vencendo. Não acham que o cessar-fogo esteja servindo aos seus interesses.”

Em 2020, o primeiro governo de Donald Trump rompeu um tabu de longa data ao ordenar o assassinato de Qasem Soleimani, a mais alta autoridade iraniana morta pelos Estados Unidos até então.

A resposta de Teerã, sob a liderança do então líder supremo Ali Khamenei, refletiu sua preferência por uma retaliação calculada em vez de uma escalada descontrolada: o Irã lançou um ataque com mísseis contra uma base aérea americana no Iraque após transmitir avisos prévios que deram às forças dos EUA tempo para buscar abrigo.

Em junho de 2025, quando os Estados Unidos se juntaram a Israel em ataques contra o Irã, Teerã voltou a optar por uma resposta proporcional, sinalizando que, apesar da retórica agressiva, ainda considerava necessário administrar cuidadosamente o risco de uma escalada do conflito.

Os ataques desta semana contra Israel sugerem que esse cálculo pode estar mudando. “Esta é a primeira vez em décadas que uma potência regional possui os meios, a capacidade e a disposição para empregar poder militar direto contra manobras militares israelenses ou atos de agressão contra um terceiro ator”, afirmou Trita Parsi, do Quincy Institute.

Após o ataque, o Irã alertou que estava preparado para “elevar o nível de tensão” a fim de desafiar o que descreveu como pressupostos israelenses e americanos sobre os limites de sua resposta.

“Se os israelenses e os americanos imaginam que, por meio de uma ‘tensão controlada’, podem tornar o Irã e o chamado Eixo da Resistência (rede de aliados e grupos apoiados por Teerã) previsíveis diante de seus crimes, ou limitar o tipo de resposta iraniana, estão cometendo um erro tolo”, afirmou uma fonte militar não identificada, citada pela agência de notícias Tasnim News Agency, considerada próxima à IRGC (Guarda Revolucionária do Irã).

Teerã busca criar uma “nova equação” com o objetivo de impedir que Israel atue não apenas contra o próprio Irã, mas também contra sua rede de aliados e grupos parceiros na região, afirmou Danny Citrinowicz à jornalista Becky Anderson.

“Os acontecimentos das últimas 24 horas demonstraram mais uma vez que a atual liderança iraniana acredita cada vez mais que aquilo que não pode ser alcançado por meio da diplomacia pode, em última instância, ser obtido pelo uso da força”, escreveu ele na rede social X.

Explorando fissuras na relação entre EUA e Israel

O Irã também parece estar testando a aliança entre Estados Unidos e Israel e explorando as crescentes divergências entre os dois países sobre o desfecho do conflito.

Nas últimas semanas, o presidente americano Donald Trump se distanciou publicamente em diversas ocasiões do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, insistindo que um acordo diplomático com Teerã está ao alcance e afirmando que Israel “não terá outra escolha” a não ser aceitá-lo.

Essa estratégia pode estar produzindo resultados.

Depois que o Irã atacou Israel na segunda-feira, o presidente americano Donald Trump agiu rapidamente para evitar uma nova escalada, conversando duas vezes com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu em poucas horas, numa tentativa de convencê-lo a não retaliar.

Esmaeil Baghaei, porta-voz da diplomacia iraniana, afirmou que Washington “tem responsabilidade” pelas ações de Israel e advertiu que elas “inevitavelmente” afetariam o processo diplomático.

Enquanto isso, uma autoridade militar israelense ressaltou que as forças dos Estados Unidos não participaram dos ataques contra o Irã, embora tenham ajudado a interceptar os mísseis iranianos lançados em direção a Israel.

O Irã pode ter conseguido forçar Washington a escolher entre apoiar a liberdade de ação militar de Israel ou preservar o caminho diplomático com Teerã.

A pressão exercida por Trump sobre Netanyahu “acrescentou mais uma ficha à mesa” para o Irã, afirmou Aaron David Miller, referindo-se ao novo poder de barganha conquistado por Teerã. “Isso levará à criação de uma nova norma.”

Entenda como tensão em Ormuz afeta cessar-fogo entre EUA e Irã

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Genebra reforça segurança para manifestação durante cúpula do G7 na França

A França sediará uma cúpula do G7 na próxima semana, mas são os comerciantes da vizinha Suíça que já começaram a proteger seus estabelecimentos, fechando fachadas com painéis de madeira antes de um protesto anti-G7 que deve percorrer Genebra neste fim de semana.

Autoridades de segurança de Genebra apresentaram, na quinta-feira (11), seus planos para o protesto de domingo (14), que deve reunir cerca de 50 mil pessoas. As medidas incluem o fechamento e controle de 27 postos de fronteira entre França e Suíça a partir da noite de sexta-feira (12).

Os líderes do G7 desembarcarão em Genebra, na região francófona do oeste da Suíça, antes de serem transportados pela fronteira até o local da cúpula, na cidade francesa de Évian-les-Bains.

A Suíça está mobilizando 4 mil soldados em seu território para garantir a segurança durante os três dias de reunião dos líderes de Reino Unido, Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão e Estados Unidos, além da União Europeia, informou o Exército na semana passada.

A França anunciou o envio de 8 mil policiais para a cúpula em Évian, que começa na segunda-feira.

Dezenas de lojas em Genebra foram protegidas com tapumes devido ao temor de danos durante a manifestação.

Damien Gall, proprietário da empresa de carpintaria Espace, afirmou que sua equipe instalou mais de 2 mil metros quadrados de painéis de madeira para ajudar empresas a proteger seus imóveis.

O taxista Lamine Lasbet disse que os preparativos para o protesto estão causando um impacto “catastrófico” nos negócios. “Vamos ficar em casa, para ser sincero. Serão três ou quatro dias sem trabalhar”, afirmou.

Impacto econômico

Alguns moradores de Genebra demonstraram preocupação com os efeitos da cúpula na cidade.

“Genebra não fica na França, então o problema está transbordando para outro país”, disse Eric Affolter, dono de uma loja de souvenirs. Ele relembrou os danos causados a propriedades em 2013, quando uma cúpula do então G8 foi realizada em Évian e manifestantes entraram em confronto com a polícia na margem esquerda de Genebra.

Carole-Anne Kast, integrante da administração local, afirmou que o cantão de Genebra provavelmente terá de gastar cerca de US$ 25 milhões em custos de segurança.

Segundo ela, as autoridades têm buscado reduzir ao máximo os riscos de violência e danos ao patrimônio.

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