FIFA dá acreditação a jornalista francês preso na Argélia

© AFP via Getty Images

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Em nota divulgada na quinta-feira (11), assinada pela Comissão de Mulheres Jornalistas e pela Comissão Nacional de Jornalistas pela Igualdade Social (Conajira), a Fenaj destacou como um dos casos mais graves o da jornalista Karine Alves, da TV Globo.
Para a Fenaj, o episódio representa um tratamento racista e xenófobo e se soma a outros relatos envolvendo profissionais de imprensa e torcedores que acompanham a competição.
A entidade também citou o caso do árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, que foi impedido de ingressar nos EUA para participar do torneio.
Além dos episódios ocorridos nos postos de imigração, jornalistas relataram obstáculos impostos ao trabalho de cobertura esportiva, o que inclui restrições de circulação em espaços utilizados pelas seleções durante os treinamentos.
Diante desse cenário, a Fenaj informou que defenderá, no âmbito da Federação Internacional de Jornalistas (FIJ), o encaminhamento de um documento à Federação Internacional de Futebol (Fifa), para que a entidade assegure condições adequadas de trabalho aos profissionais credenciados para trabalhar durante as competições.
Entre as propostas estão a garantia de condições de trabalho seguras e livres de discriminação para todas as nacionalidades, a criação de mecanismos independentes para recebimento e apuração de denúncias de assédio, violência e discriminação, a adoção de protocolos específicos de proteção para mulheres jornalistas e o compromisso dos países anfitriões com a liberdade de imprensa, a liberdade de circulação e a independência profissional dos trabalhadores da comunicação.

Em nota divulgada na quinta-feira (11), assinada pela Comissão de Mulheres Jornalistas e pela Comissão Nacional de Jornalistas pela Igualdade Social (Conajira), a Fenaj destacou como um dos casos mais graves o da jornalista Karine Alves, da TV Globo.
Para a Fenaj, o episódio representa um tratamento racista e xenófobo e se soma a outros relatos envolvendo profissionais de imprensa e torcedores que acompanham a competição.
A entidade também citou o caso do árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, que foi impedido de ingressar nos EUA para participar do torneio.
Além dos episódios ocorridos nos postos de imigração, jornalistas relataram obstáculos impostos ao trabalho de cobertura esportiva, o que inclui restrições de circulação em espaços utilizados pelas seleções durante os treinamentos.
Diante desse cenário, a Fenaj informou que defenderá, no âmbito da Federação Internacional de Jornalistas (FIJ), o encaminhamento de um documento à Federação Internacional de Futebol (Fifa), para que a entidade assegure condições adequadas de trabalho aos profissionais credenciados para trabalhar durante as competições.
Entre as propostas estão a garantia de condições de trabalho seguras e livres de discriminação para todas as nacionalidades, a criação de mecanismos independentes para recebimento e apuração de denúncias de assédio, violência e discriminação, a adoção de protocolos específicos de proteção para mulheres jornalistas e o compromisso dos países anfitriões com a liberdade de imprensa, a liberdade de circulação e a independência profissional dos trabalhadores da comunicação.

Durante a cerimônia de entrega do prêmio, na tarde de quinta-feira (11), ela destacou a importância da comunicação pública ao reportar os povos indígenas e suas comunidades.
"O corpo desse indígena estava lá, e estavam querendo tirar o corpo para fazer uma autópsia e os indígenas não queriam e tinham medo, inclusive, desse corpo desaparecer. Então, a gente chegou lá no momento que eles se reuniram e estavam decidindo o que iriam fazer. Era um momento tenso e de grande importância”, relembra a fotojornalista.
Muito emocionada com a menção honrosa, Tânia afirma que, embora a fotografia seja um ato individual, também é cercada por uma equipe. E, para ela, reportar e defender as comunidades indígenas e os povos tradicionais é reportar o meio ambiente.
“Os indígenas das retomadas são povos que sofrem todo tipo de violência, o tempo inteiro. Então, esse tipo de violência física, de matar, violências psicológicas diárias, violências da polícia militar, dos fazendeiros. De todos os lados. E eles são, realmente, guerreiros e precisam ser visibilizados”, finaliza.
Na mesma cerimônia, a Radioagência Nacional ficou em terceiro lugar na categoria iniciativa de educação midiática com o podcast Crianças Sabidas – Série Trilhinhas Amazônicas.
Essa não é a primeira vez que imagens da Agência Brasil ganham destaque por sua relevância. No ano passado, o fotógrafo Marcelo Camargo recebeu menção honrosa no prêmio da Sociedade Interamericana de Imprensa (IAPA, na sigla em inglês) pela série “Ancestral Firefighters”, que retrata o trabalho de brigadistas da comunidade quilombola Kalunga no combate ao fogo no Pantanal, em 2024.
Em 2024, dois fotógrafos da Agência Brasil venceram a 41ª edição do Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo, organizado pelo Movimento de Justiça e Direitos Humanos (MJDH), em parceria com Ordem dos Advogados do Brasil - RS (OAB-RS).
A foto “7x1”, do fotógrafo Paulo Pinto, que registrou a repressão policial durante manifestação do Movimento Passe Livre (MPL), em São Paulo, levou o primeiro lugar.
Já o fotógrafo Fernando Frazão levou o segundo lugar com “Tenho Minha Vida de Volta”, que registrou o momento em que o jovem Carlos Vitor Guimarães, de 25 anos, reencontrou a sua família após ficar preso injustamente por um ano e meio no Presídio Evaristo de Moraes, no Rio de Janeiro.
As imagens da Agência Brasil, agência pública de notícias, são gratuitas e podem ser republicadas, desde que citada a fonte.

Durante a cerimônia de entrega do prêmio, na tarde de quinta-feira (11), ela destacou a importância da comunicação pública ao reportar os povos indígenas e suas comunidades.
"O corpo desse indígena estava lá, e estavam querendo tirar o corpo para fazer uma autópsia e os indígenas não queriam e tinham medo, inclusive, desse corpo desaparecer. Então, a gente chegou lá no momento que eles se reuniram e estavam decidindo o que iriam fazer. Era um momento tenso e de grande importância”, relembra a fotojornalista.
Muito emocionada com a menção honrosa, Tânia afirma que, embora a fotografia seja um ato individual, também é cercada por uma equipe. E, para ela, reportar e defender as comunidades indígenas e os povos tradicionais é reportar o meio ambiente.
“Os indígenas das retomadas são povos que sofrem todo tipo de violência, o tempo inteiro. Então, esse tipo de violência física, de matar, violências psicológicas diárias, violências da polícia militar, dos fazendeiros. De todos os lados. E eles são, realmente, guerreiros e precisam ser visibilizados”, finaliza.
Na mesma cerimônia, a Radioagência Nacional ficou em terceiro lugar na categoria iniciativa de educação midiática com o podcast Crianças Sabidas – Série Trilhinhas Amazônicas.
Essa não é a primeira vez que imagens da Agência Brasil ganham destaque por sua relevância. No ano passado, o fotógrafo Marcelo Camargo recebeu menção honrosa no prêmio da Sociedade Interamericana de Imprensa (IAPA, na sigla em inglês) pela série “Ancestral Firefighters”, que retrata o trabalho de brigadistas da comunidade quilombola Kalunga no combate ao fogo no Pantanal, em 2024.
Em 2024, dois fotógrafos da Agência Brasil venceram a 41ª edição do Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo, organizado pelo Movimento de Justiça e Direitos Humanos (MJDH), em parceria com Ordem dos Advogados do Brasil - RS (OAB-RS).
A foto “7x1”, do fotógrafo Paulo Pinto, que registrou a repressão policial durante manifestação do Movimento Passe Livre (MPL), em São Paulo, levou o primeiro lugar.
Já o fotógrafo Fernando Frazão levou o segundo lugar com “Tenho Minha Vida de Volta”, que registrou o momento em que o jovem Carlos Vitor Guimarães, de 25 anos, reencontrou a sua família após ficar preso injustamente por um ano e meio no Presídio Evaristo de Moraes, no Rio de Janeiro.
As imagens da Agência Brasil, agência pública de notícias, são gratuitas e podem ser republicadas, desde que citada a fonte.



© OLIVIER MATTHYS/EPA

© ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA


O anúncio foi feito nesta terça-feira (9) e a solenidade de entrega dos prêmios aos vencedores e reconhecimentos aos finalistas será nesta quinta-feira (11), no Itamaraty, em Brasília (DF).
Em linguagem acessível voltada para as crianças, a produção explora a importância da Amazônia como reguladora do clima global, destacando a crise climática que já impacta diretamente a região, além de assuntos que estiveram em destaque durante a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), que foi realizada em Belém (PA) no ano passado.
O podcast é baseado na série Trilhas Amazônicas, do jornalista Rafael Cardoso e da fotojornalista Tânia Rêgo. O trabalho foi primeiramente adaptado como podcast, na série também chamada Trilhas Amazônicas, com sete episódios, e depois adaptado para o selo infantil da Radioagência Nacional.
Roteiro, apresentação e montagem são de Akemi Nitahara, com edição de Beatriz Arcoverde e participação, na apresentação, de Maria Eduarda Arcoverde, de 10 anos; e de Caetano Faria, de 12 anos.
“Fiquei muito feliz com a indicação como finalista. Isso mostra a qualidade do trabalho que fazemos com os podcasts da Radioagência Nacional. Tanto o tema do prêmio, em defesa do meio ambiente e dos povos tradicionais e a justa homenagem a Dom e Bruno, como a categoria de educação midiática, se encaixam perfeitamente no que pretendemos alcançar com o Crianças Sabidas: um jornalismo público de qualidade e comprometido com a sociedade, em especial que envolva a infância nos grandes temas do país”, comenta Akemi Nitahara.
Para a diretora de Jornalismo da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), a presença da Radioagência Nacional entre os finalistas do prêmio consolida o papel da comunicação pública no debate de temas estratégicos para o país, como as agendas socioambientais e a valorização das comunidades tradicionais.
“Esse resultado é fruto direto do compromisso técnico e da sensibilidade das nossas equipes, que conseguem transformar informação de interesse público em conteúdos de alto impacto e relevância social”, avalia a diretora de Jornalismo da EBC, Myrian Pereira. “Mais do que celebrar o reconhecimento, parabenizo os profissionais por garantirem um jornalismo que dá visibilidade e voz às causas que realmente importam para o Brasil”, destaca.
Outras produções da EBC foram classificadas no certame, em aderência aos princípios do edital, que envolvem relevância social e impacto na defesa de direitos, qualidade técnica e profissional, contribuição para o enfrentamento da desinformação e esforço de disseminação de conteúdo íntegro.
Na categoria Iniciativas de fotojornalismo, ilustração, charge, cartum, quadrinhos ou grafite, a fotojornalista Tânia Rego foi classificada com as fotografias de Vilma Savala, rezadeira na Retomada Guapo’y Mirin Tujury; e do também rezador Adilino Gomes. As imagens integram a reportagem Áreas de retomada guarani em MS enfrentam dificuldades e violência, da Agência Brasil.
Na categoria Reportagem audiovisual sobre proteção ao meio ambiente, povos indígenas ou comunidades tradicionais, a EBC foi classificada com duas edições do Caminhos da Reportagem, atração da TV Brasil: Apyterewa, tempo de reocupar, da repórter Ana Passos; e Expedição Ituxi, a Amazônia que sobrevive, da repórter Flávia Grossi.
Na mesma categoria, também foi classificado o conteúdo especial em formato podcast Identidade Ancestral, da Rádio Nacional da Amazônia. Os episódios tiveram produção, entrevistas, roteiro e edição de Nathália Mendes, sonoplastia de Messias Melo e trilha sonora por Marcus Viana.
O programa Tarde Nacional, da mesma emissora, foi classificado ainda com dois produtos jornalísticos: Quase metade dos indígenas brasileiros não tem acesso à água potável, segundo IBGE e O crime organizado e delitos ambientais na Amazônia, ambos com apresentação de Juliana Maya e produção Roberta Timponi.
O Concurso Dom Phillips e Bruno Pereira de Jornalismo e Comunicação em Defesa do Meio Ambiente e Direito dos Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais é coordenado pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR), por meio da Secretaria de Políticas Digitais (SPDigi).
O Fundo de Direitos Difusos do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) financia o certame.
Os ministérios dos Povos Indígenas, dos Direitos Humanos e da Cidadania e das Relações Exteriores atuam em parceria na iniciativa. A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) apoia o projeto.
Será destinado o total de R$ 300 mil para os cinco melhores classificados de cada uma das seis categorias. Os primeiros colocados receberão R$ 30 mil, enquanto os segundos e terceiros lugares receberão R$ 15 mil e R$ 5 mil, respectivamente.
Uma comissão julgadora especializada avaliou os trabalhos inscritos de acordo com os critérios de qualidade técnica, relevância social e impacto da informação, conforme o edital. O grupo de jurados foi composto por jornalistas renomados, especialistas em meio ambiente, lideranças indígenas e representantes de comunidades tradicionais.
A premiação tem o objetivo de reconhecer trabalhos de jornalismo investigativo, comunicação popular e educação midiática em âmbito nacional, buscando fortalecer a rede de proteção a comunicadores e defensores de direitos humanos.
O edital foi ancorado em um compromisso internacional de reparação, fundamentado no Plano de Ação para o cumprimento das Medidas Cautelares 449-22, estabelecidas pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) em resposta aos assassinatos do jornalista britânico Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira, ocorridos em junho de 2022, no Vale do Javari.

O anúncio foi feito nesta terça-feira (9) e a solenidade de entrega dos prêmios aos vencedores e reconhecimentos aos finalistas será nesta quinta-feira (11), no Itamaraty, em Brasília (DF).
Em linguagem acessível voltada para as crianças, a produção explora a importância da Amazônia como reguladora do clima global, destacando a crise climática que já impacta diretamente a região, além de assuntos que estiveram em destaque durante a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), que foi realizada em Belém (PA) no ano passado.
O podcast é baseado na série Trilhas Amazônicas, do jornalista Rafael Cardoso e da fotojornalista Tânia Rêgo. O trabalho foi primeiramente adaptado como podcast, na série também chamada Trilhas Amazônicas, com sete episódios, e depois adaptado para o selo infantil da Radioagência Nacional.
Roteiro, apresentação e montagem são de Akemi Nitahara, com edição de Beatriz Arcoverde e participação, na apresentação, de Maria Eduarda Arcoverde, de 10 anos; e de Caetano Faria, de 12 anos.
“Fiquei muito feliz com a indicação como finalista. Isso mostra a qualidade do trabalho que fazemos com os podcasts da Radioagência Nacional. Tanto o tema do prêmio, em defesa do meio ambiente e dos povos tradicionais e a justa homenagem a Dom e Bruno, como a categoria de educação midiática, se encaixam perfeitamente no que pretendemos alcançar com o Crianças Sabidas: um jornalismo público de qualidade e comprometido com a sociedade, em especial que envolva a infância nos grandes temas do país”, comenta Akemi Nitahara.
Para a diretora de Jornalismo da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), a presença da Radioagência Nacional entre os finalistas do prêmio consolida o papel da comunicação pública no debate de temas estratégicos para o país, como as agendas socioambientais e a valorização das comunidades tradicionais.
“Esse resultado é fruto direto do compromisso técnico e da sensibilidade das nossas equipes, que conseguem transformar informação de interesse público em conteúdos de alto impacto e relevância social”, avalia a diretora de Jornalismo da EBC, Myrian Pereira. “Mais do que celebrar o reconhecimento, parabenizo os profissionais por garantirem um jornalismo que dá visibilidade e voz às causas que realmente importam para o Brasil”, destaca.
Outras produções da EBC foram classificadas no certame, em aderência aos princípios do edital, que envolvem relevância social e impacto na defesa de direitos, qualidade técnica e profissional, contribuição para o enfrentamento da desinformação e esforço de disseminação de conteúdo íntegro.
Na categoria Iniciativas de fotojornalismo, ilustração, charge, cartum, quadrinhos ou grafite, a fotojornalista Tânia Rego foi classificada com as fotografias de Vilma Savala, rezadeira na Retomada Guapo’y Mirin Tujury; e do também rezador Adilino Gomes. As imagens integram a reportagem Áreas de retomada guarani em MS enfrentam dificuldades e violência, da Agência Brasil.
Na categoria Reportagem audiovisual sobre proteção ao meio ambiente, povos indígenas ou comunidades tradicionais, a EBC foi classificada com duas edições do Caminhos da Reportagem, atração da TV Brasil: Apyterewa, tempo de reocupar, da repórter Ana Passos; e Expedição Ituxi, a Amazônia que sobrevive, da repórter Flávia Grossi.
Na mesma categoria, também foi classificado o conteúdo especial em formato podcast Identidade Ancestral, da Rádio Nacional da Amazônia. Os episódios tiveram produção, entrevistas, roteiro e edição de Nathália Mendes, sonoplastia de Messias Melo e trilha sonora por Marcus Viana.
O programa Tarde Nacional, da mesma emissora, foi classificado ainda com dois produtos jornalísticos: Quase metade dos indígenas brasileiros não tem acesso à água potável, segundo IBGE e O crime organizado e delitos ambientais na Amazônia, ambos com apresentação de Juliana Maya e produção Roberta Timponi.
O Concurso Dom Phillips e Bruno Pereira de Jornalismo e Comunicação em Defesa do Meio Ambiente e Direito dos Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais é coordenado pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR), por meio da Secretaria de Políticas Digitais (SPDigi).
O Fundo de Direitos Difusos do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) financia o certame.
Os ministérios dos Povos Indígenas, dos Direitos Humanos e da Cidadania e das Relações Exteriores atuam em parceria na iniciativa. A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) apoia o projeto.
Será destinado o total de R$ 300 mil para os cinco melhores classificados de cada uma das seis categorias. Os primeiros colocados receberão R$ 30 mil, enquanto os segundos e terceiros lugares receberão R$ 15 mil e R$ 5 mil, respectivamente.
Uma comissão julgadora especializada avaliou os trabalhos inscritos de acordo com os critérios de qualidade técnica, relevância social e impacto da informação, conforme o edital. O grupo de jurados foi composto por jornalistas renomados, especialistas em meio ambiente, lideranças indígenas e representantes de comunidades tradicionais.
A premiação tem o objetivo de reconhecer trabalhos de jornalismo investigativo, comunicação popular e educação midiática em âmbito nacional, buscando fortalecer a rede de proteção a comunicadores e defensores de direitos humanos.
O edital foi ancorado em um compromisso internacional de reparação, fundamentado no Plano de Ação para o cumprimento das Medidas Cautelares 449-22, estabelecidas pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) em resposta aos assassinatos do jornalista britânico Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira, ocorridos em junho de 2022, no Vale do Javari.
O Jornal do Commercio foi destaque em mais um premiação nacional de jornalismo. Raphael Guerra, titular da coluna Segurança, foi um dos vencedores do II Prêmio de Comunicação do TJPI, com reportagem que abordou o uso da inteligência artificial nos tribunais do Nordeste para acelerar a aplicação de medidas protetivas de urgência para vítimas de violência doméstica.
Promovido pelo Tribunal de Justiça do Piauí, a premiação reconhece trabalhos jornalísticos e acadêmicos de todo o País que contribuíram para ampliar o debate sobre a atuação do Poder Judiciário no enfrentamento à violência doméstica e às desigualdades raciais.
A reportagem de Raphael, "Tribunais apostam em ferramentas digitais no combate à violência doméstica", ficou em 3º lugar na categoria Jornalismo Escrito.
"A reportagem mostrou como os tribunais de Justiça de Pernambuco, Piauí e Paraíba estão usando novas tecnologias para diminuir o tempo de espera entre a denúncia da vítima e a decisão sobre a solicitação da medida protetiva. Com o uso das ferramentas, esses tribunais estão conseguindo alcançar metas e, consequentemente, salvar vidas", explicou Raphael Guerra.
No mês passado, o colunista também foi um dos vencedores do 8º Prêmio MPTO de Jornalismo, promovido pelo Ministério Público do Tocantins, com a reportagem "Da certidão ao cuidado: projeto pioneiro no País usa a identidade civil como ferramenta de proteção na infância".
Em solenidade no Piauí, o presidente do TJPI, desembargador Aderson Nogueira, destacou que a comunicação é um instrumento de fortalecimento essencial à cidadania e à promoção do acesso à informação, especialmente em temas sensíveis e de grande relevância social, como a proteção de mulheres, crianças e adolescentes em situação de violência.
"O jornalismo tem um papel decisivo nesse processo. Ao informar com responsabilidade, ao dar visibilidade a essas questões", discursou.


© GABRIEL FERREIRA/JC IMAGEM
O lacobrigense David José Marreiros, jornalista no Jornal do Algarve, recebeu, pelo segundo ano consecutivo, o Prémio Especial do Júri para Jornalismo de Proximidade, atribuído à reportagem “A Democracia não chegou aos tijolos lacobrigenses do SAAL: moradores da Meia Praia ainda lutam pela posse das habitações”.
Em agosto de 1974, o então secretário de Estado da Habitação e do Urbanismo do I Governo Provisório, arquiteto Nuno Portas, deu início ao Programa SAAL – Serviço de Apoio Ambulatório Local com o objetivo de mitigar a crise habitacional que assombrava Portugal. Havia mais de meio milhão de habitações em défice e muitas pessoas viviam em barracas e casas sem condições. O que se fez por todo o país foi juntar as pessoas em associações de moradores – orientadas por arquitetos experientes – e colocá-las a ajudar na construção das suas futuras habitações.
Foi o caso do Bairro 25 de Abril e do Bairro 1.º de Maio, ambos localizados na Meia Praia, em Lagos. Passaram mais de 50 anos e os moradores ainda não são donos das habitações que ajudaram a construir ou cujos pais e avós ajudaram a construir. A reportagem teve como base tentar perceber o porquê; tentar perceber como é que a reivindicação de um direito se tornou numa luta que passou de autarquia em autarquia, de governo em governo e de geração em geração.
A cerimónia de entrega do 13.º Prémio de Comunicação Corações Capazes de Construir, dinamizado pela Associação Corações com Coroa (CCC), decorreu no dia 30 de maio, no MACAM – Museu de Arte Contemporânea Armando Martins, em Lisboa.
Catarina Furtado, presidente da Associação, ficou a cargo do evento, que teve início com a apresentação da instalação do artista SELF, seguida de um desfile de t-shirts sobre Direitos Humanos desenhadas pelos alunos da Magestil, com modelos profissionais e produção de Nuno Baltazar.
O Prémio de Jornalismo foi atribuído a Raquel Morão Lopes, da Antena 3, com o trabalho “Era a rapariga dos vídeos”. “Eu Devia Estar na Escola”, de Sandra Vindeirinho (RTP), “Ídolos Misóginos: como os jovens se radicalizam”, por João Pinhal e Guilherme Pinto (Público), e “Os Meninos da Roda: Histórias dos bebés deixados na Misericórdia”, de Joana Bastos e Raquel Moleiro (Expresso), receberam Menções Honrosas.
Na categoria Campanha, o vencedor foi “Ser Homem Pode Ser Diferente”, de Pedro Crispim, Maria João Andrade e Miguel Monteiro – VLM/WPP para Vodafone.
Os Prémios Comunicação CCC – apoiados pela Missão Continente -, tiveram Joaquim Furtado como presidente do júri, composto também por Francisco Sena Santos, membros da CCC, patrocinadores, Teresa Fragoso, especialista em igualdade de género e representantes do Camões I.P e do Ministério dos Negócios Estrangeiros, bem como da APAP – Associação Portuguesa das Agências de Publicidade Comunicação e Marketing.
A ocasião terminou com um momento musical e de poesia protagonizado por José Pedro Gil, Emanuel de Andrade e Joaquim Furtado, que incluiu a música “Os Índios da Meia Praia”, de Zeca Afonso.

O conteúdo David Marreiros volta a vencer Prémio de Jornalismo de Proximidade aparece primeiro em Sul Informação.
Jornal do Algarve conquista novo prémio com uma reportagem sobre a Meia Praia e o processo SAAL em Lagos.
O conteúdo Jornal do Algarve volta a vencer Prémio de Jornalismo de Proximidade aparece primeiro em Barlavento.

O lacobrigense David José Marreiros, jornalista no Jornal do Algarve, recebeu pelo segundo ano consecutivo o Prémio Especial do Júri para Jornalismo de Proximidade, atribuído à reportagem “A Democracia não chegou aos tijolos lacobrigenses do SAAL: moradores da Meia Praia ainda lutam pela posse das habitações”.
Em agosto de 1974, o então secretário de Estado da Habitação e do Urbanismo do I Governo
Provisório, arquiteto Nuno Portas, deu início ao Programa SAAL – Serviço de Apoio
Ambulatório Local com o objetivo de mitigar a crise habitacional que assombrava Portugal.
Havia então mais de meio milhão de habitações em défice e muitas pessoas viviam em barracas e
casas sem condições. O que se fez por todo o país foi juntar as pessoas em associações de
moradores – orientadas por arquitetos experientes – e colocá-las a ajudar na construção das
suas futuras habitações.
Foi o caso do Bairro 25 de Abril e do Bairro 1.º de Maio, ambos localizados na Meia Praia, em Lagos. Passaram mais de 50 anos e os moradores ainda não são donos das habitações que ajudaram a construir ou cujos pais e avós ajudaram a construir. A reportagem teve como base tentar perceber o porquê; tentar perceber como é que a reivindicação de um direito se tornou numa luta que passou de autarquia em autarquia, de governo em governo e de geração em geração.
De acordo com a informação disponibilizada pelo Jornal do Algarve, as cerimónia de entrega do 13.º Prémio de Comunicação Corações Capazes de Construir, dinamizado pela Associação Corações com Coroa (CCC), decorreu no dia 30 de maio, no MACAM – Museu de Arte Contemporânea Armando Martins, em Lisboa.
Catarina Furtado, presidente da Associação, ficou a cargo do evento, que teve início com a apresentação da
instalação do artista SELF, seguida de um desfile de t-shirts sobre Direitos Humanos desenhadas pelos alunos da Magestil, com modelos profissionais e produção de Nuno Baltazar.
O Prémio de Jornalismo foi atribuído a Raquel Morão Lopes, da Antena 3, com o trabalho “Era a rapariga dos vídeos”. “Eu Devia Estar na Escola”, de Sandra Vindeirinho (RTP), “Ídolos Misóginos: como os jovens se radicalizam”, por João Pinhal e Guilherme Pinto (Público), e “Os Meninos da Roda: Histórias dos bebés deixados na Misericórdia”, de Joana Bastos e Raquel Moleiro (Expresso) receberam Menções Honrosas.
Na categoria Campanha, o vencedor foi “Ser Homem Pode Ser Diferente”, de Pedro Crispim, Maria João Andrade e Miguel Monteiro – VLM/WPP para Vodafone.
Os Prémios Comunicação CCC – apoiados pela Missão Continente -, tiveram Joaquim Furtado como presidente do júri, composto também por Francisco Sena Santos, membros da CCC, patrocinadores, Teresa Fragoso, especialista em igualdade de género e representantes do Camões I.P e do Ministério dos Negócios Estrangeiros, bem como da APAP – Associação Portuguesa das Agências de Publicidade Comunicação e Marketing.
A ocasião terminou com um momento musical e de poesia protagonizado por José Pedro Gil, Emanuel de Andrade e Joaquim Furtado, que incluiu a música “Os Índios da Meia Praia”, de Zeca Afonso.