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Bolsas da Ásia fecham em alta com alívio das tensões geopolíticas

As bolsas asiáticas fecharam em alta nesta sexta-feira (12), após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que houve avanços nas negociações com o Irã para encerrar a guerra no Oriente Médio.

Liderando os ganhos, o índice sul-coreano Kospi saltou 4,63% em Seul, a 8.123,62 pontos. Em Tóquio, o japonês Nikkei avançou 2,81%, a 66.020,04 pontos.

Já o Hang Seng subiu 1,93% em Hong Kong, a 24.718,10 pontos, interrompendo uma sequência de sete pregões negativos, enquanto o Taiex avançou 2,36% em Taiwan, a 44.169,04 pontos.

Na China continental, o Shanghai Composite teve alta de 1,12%, a 4.031,51 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composite subiu 0,99%, a 2.697,17 pontos.

Ontem, Trump cancelou um novo ataque planejado contra o Irã após líderes do país persa supostamente terem aprovado um acordo preliminar com os EUA para suspender as hostilidades.

No fim da madrugada, circularam relatos de que o acerto prevê que Washington se comprometa a suspender as sanções ao petróleo iraniano e que Teerã garanta a reabertura do Estreito de Ormuz, por onde, em condições normais, transita cerca de 20% do petróleo mundial.

Em reação a esses detalhes, o petróleo Brent – referência internacional – caía mais de 4% no início da manhã, para cerca de US$ 86,5 por barril.

Na Oceania, a bolsa da Austrália também foi impulsionada pelo otimismo em torno de um possível acordo entre EUA e Irã: o S&P/ASX 200 avançou 1,98% em Sydney, a 8.804,00 pontos.

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Investidores ampliam presença no futebol e clubes viram ativos do mercado global

A presença de investidores institucionais no futebol mundial tem crescido de forma consistente, impulsionada pelo aumento das receitas do setor, pela busca de novas formas de monetização e pela percepção dos clubes como ativos cada vez mais escassos e valiosos. Na temporada 2025/26, estima-se que mais de 36% dos clubes das cinco principais ligas europeias já possuam algum tipo de ligação com o mercado de capitais, segundo dados da PitchBook citados pelo UBS.

Esse movimento não se limita à aquisição de controle acionário de clubes menores ou com dificuldades financeiras, modelo observado em casos como Paris FC, Birmingham City, Botafogo e Cruzeiro. De acordo com o UBS, novas estruturas de investimento vêm ganhando espaço, incluindo participações minoritárias, operações de financiamento estruturado e modelos híbridos que ampliam a entrada de capital no futebol.

Entre os exemplos recentes estão aportes realizados em clubes como Paris Saint-Germain e Juventus, além de operações de crédito com garantias específicas utilizadas por equipes como Barcelona, Atalanta e Olympique de Lyon. No cenário brasileiro, o São Paulo também adotou uma estrutura semelhante ao recorrer a um FIDC estruturado pela Galapagos.

Novos modelos de investimento ampliam receitas no futebol

Outra tendência em expansão é o compartilhamento de receitas futuras. Um dos casos mais conhecidos é a parceria entre a gestora Sixth Street e o Real Madrid envolvendo a modernização do estádio Santiago Bernabéu, com participação em receitas vinculadas ao empreendimento.

No Brasil, um modelo semelhante foi observado na relação entre a WTorre e o Palmeiras, parceria que, apesar de disputas ao longo dos anos, contribuiu para consolidar a arena como uma importante fonte de receitas paralelas ao desempenho esportivo do clube.

Com a diversificação das formas de investimento e a entrada de novos agentes financeiros, o futebol passa a ser cada vez mais estruturado como um setor integrado ao mercado de capitais global, ampliando as possibilidades de receita e de valorização dos clubes.

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