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Consórcio coordenado pela Universidade do Algarve já está a dar frutos científicos em Angola

O Consórcio de Escolas de Ciências do Mar (CEMAR), coordenado pela Universidade do Algarve, já está a dar frutos científicos em Angola, graças ao trabalho de investigação sobre as principais espécies pelágicas de Angola levado a cabo por Domingas Perpétua André Quiatuhanga, uma das primeiras doutoradas formadas no âmbito deste consórcio.

Criado no âmbito do Centro Ciência LP e financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), «o CEMAR tem vindo a afirmar-se como um instrumento estratégico de cooperação científica entre Portugal e os países de língua portuguesa, promovendo a formação avançada em Ciências do Mar», segundo a UAlg.

«Na UAlg, este percurso articula-se com a missão do Colégio Doutoral, orientada para a valorização da formação doutoral e para a aproximação dos doutorandos a contextos científicos, institucionais e internacionais. Desde 2022, o consórcio já acolheu mais de 50 doutorandos em várias instituições de ensino superior portuguesas», acrescentou.

A tese de Domingas Quiatuhanga foi desenvolvida no Programa de Doutoramento em Ciências do Mar, da Terra e do Ambiente, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade do Algarve, «tendo como unidade de investigação e desenvolvimento de acolhimento o Centro de Ciências do Mar do Algarve (CCMAR). O trabalho contou ainda com a colaboração da Universidade do Namibe e de instituições angolanas ligadas à investigação pesqueira».

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«Centrada nas espécies Sardinella aurita e Sardinella maderensis, a investigação constitui a primeira avaliação integrada da dinâmica populacional destas espécies na costa sudoeste de Angola. Estes pequenos pelágicos representam recursos fundamentais para a segurança alimentar, para a economia regional e para a sustentabilidade das comunidades costeiras, numa zona particularmente sensível aos efeitos da pesca e das alterações climáticas, junto à região influenciada pela corrente de Benguela», explicou a universidade algarvia.

Com base em mais de 3.500 amostras recolhidas entre 2016 e 2017, «o estudo revelou que as duas espécies utilizam a costa sul de Angola como área crítica de reprodução, apresentando períodos de desova distintos, mas com pico em Fevereiro. Os resultados demonstram ainda que os tamanhos de maturação são significativamente superiores ao limite legal de captura, o que aponta para a necessidade de revisão das regras de pesca».

«A investigação conclui também que ambas as espécies apresentam crescimento mais lento e maior longevidade do que o esperado, reduzindo a sua capacidade de recuperação face à exploração pesqueira. Foram ainda identificadas alterações estruturais nas populações, com aumento de indivíduos de menor dimensão, sinal de pressão sobre os recursos. Outro dado relevante prende-se com a elevada ingestão de microplásticos, detetada em mais de dois terços dos indivíduos analisados, evidenciando novos riscos ambientais para estes ecossistemas marinhos», concluiu a UAlg.

Ao integrar ecologia trófica, reprodução, crescimento, variabilidade ambiental e poluição, esta tese fornece uma base científica essencial para apoiar a gestão sustentável das pescas em Angola, contribuindo para políticas públicas mais ajustadas aos desafios da segurança alimentar, da conservação dos recursos marinhos e da adaptação às alterações climáticas.

Este trabalho representa também um exemplo concreto do impacto do CEMAR e da Universidade do Algarve na qualificação de recursos humanos altamente especializados, no reforço da cooperação científica entre Portugal e Angola e na consolidação de uma nova geração de investigadores africanos em Ciências do Mar.

A conclusão deste doutoramento afirma, assim, o papel transformador da UAlg e do CEMAR na promoção da investigação marinha aplicada e no desenvolvimento sustentável do oceano nos países lusófonos costeiros.

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UAlg elimina carne de vaca da oferta alimentar do próximo ano letivo

A Universidade do Algarve vai implementar a campanha “O Futuro Começa no Prato”, uma iniciativa que pretende sensibilizar estudantes, docentes, investigadores, técnicos, assistentes e colaboradores para escolhas alimentares mais conscientes, equilibradas e responsáveis. Uma das medidas é a eliminação da carne de vaca da oferta alimentar do próximo ano letivo.

Sob o mote “Pequenas escolhas. Grande impacto”, a iniciativa parte da ligação entre a saúde das pessoas e do planeta. Pequenas escolhas no prato dos estudantes universitários, com maior proporção de vegetais e de alimentos de origem marinha, podem gerar um grande impacto no planeta e na saúde, contribuindo para uma alimentação mais equilibrada e justa no futuro e para uma menor pressão sobre os recursos naturais, tanto no consumo de água quanto na produção de resíduos.

A campanha também chama a atenção para o impacto ambiental da alimentação. Os sistemas alimentares atuais representam cerca de 26% a 34% das emissões globais de gases com efeito de estufa, sendo que a produção de carne de vaca pode emitir mais de 50 quilos de CO₂ equivalente por quilo (kg) de alimento, o que a coloca entre os produtos com maior impacto ambiental.

Os chamados alimentos azuis (“Blue Foods”), provenientes de ambientes marinhos, como peixes pelágicos – nomeadamente a sardinha e a cavala – e bivalves, como o mexilhão e a amêijoa, fornecem nutrientes essenciais, como proteína de elevada qualidade, vitamina D, vitamina B12 e ferro, habitualmente associados ao consumo de carne de vaca. Para além disso, estes alimentos azuis, bem como as algas, tal como a maioria dos vegetais locais e regionais, podem apresentar menor impacto ambiental do que a carne de vaca. São, por isso, uma alternativa nutricionalmente rica e mais sustentável para a saúde humana.

A evidência reunida pelos trabalhos de Carlos Duarte (Doutor Honoris Causa da UAlg) demonstra que a alimentação de base marinha, em especial através da aquacultura marinha e da produção de algas, pode desempenhar um papel decisivo na segurança alimentar global e na transição para sistemas alimentares mais sustentáveis.

A campanha valoriza uma alimentação alinhada, no contexto regional, com os princípios gerais da Dieta Mediterrânica, privilegiando alimentos de origem diversificada, de base local e da estação.

Para a reitora da UAlg, Alexandra Teodósio, «o contexto atual, marcado pelas alterações climáticas, pela instabilidade geopolítica e pelo aumento global da inflação, exige uma resposta clara e efetiva por parte das instituições de ensino superior».

Tal urgência é reforçada pelo facto de os sistemas alimentares constituírem um dos principais fatores de transgressão dos limites planetários, como sublinha o mais recente relatório da EAT-Lancet Commission on healthy, sustainable, and just food systems.

«Os sistemas alimentares permanecem no centro das grandes questões do nosso tempo, nomeadamente da segurança alimentar, da saúde humana, da sustentabilidade ambiental, da justiça social e da resiliência. Mais da metade da população mundial continua sem acesso a dietas saudáveis, com impactos negativos tanto na saúde pública quanto no ambiente», refere a  reitora. 

Assim, segundo Alexandra Teodósio, «uma alimentação mais assente em produtos de origem vegetal e marinha, produzidos de forma sustentável, contribui não só para a saúde e para a sustentabilidade ambiental, mas também para a justiça social».

Esta mudança, acrescenta, permite «reduzir a pressão sobre a terra, a água e a biodiversidade, ao mesmo tempo que ajuda a contrariar as desigualdades entre o Norte e o Sul Globais na distribuição dos custos e benefícios dos sistemas alimentares».

Sublinha ainda que os impactos negativos destes sistemas recaem, muitas vezes, de forma desproporcional sobre as populações mais vulneráveis, embora os maiores níveis de consumo estejam concentrados nos grupos mais ricos.

Neste contexto, a transformação dos sistemas alimentares é urgente: mudanças profundas nos comportamentos individuais e coletivos. 

«É, por isso, fundamental que nas Instituições de Ensino Superior como a UAlg, com ambiente regional, mas também forte internacionalização e multiculturalidade, ações coletivas, como a campanha que lançamos “O futuro começa no prato” e a oferta alimentar, sejam também entendidas como instrumentos de aprendizagem e de promoção de estilos de vida mais sustentáveis, no presente e no futuro dos nossos estudantes, proporcionando padrões alimentares equilibrados e sustentáveis, adaptáveis a diferentes regiões e culturas», explica a reitora.

Além da eliminação da carne de vaca da oferta alimentar na UAlg, no próximo ano letivo, esta mudança também será visível nos campi universitários, com a disponibilização de opções alimentares mais saudáveis e sustentáveis, “verdes e azuis”. Em Gambelas, está prevista a abertura de um novo espaço no edifício da Nave das Artes; na Penha, avançará a remodelação do espaço do bar de Engenharia Civil. A iniciativa está igualmente alinhada com os objetivos definidos no Plano Estratégico UAlg Horizonte 2030, que identifica a sustentabilidade e os campi saudáveis como prioridades estratégicas da Universidade.

A campanha surge no âmbito do concurso de ideias “Greening Our Campus”, promovido pelo grupo de trabalho da UAlg na Universidade Europeia dos Mares – SEA-EU, na sequência do projeto “Mudança Sistémica da Alimentação na UAlg”, um dos vencedores da edição de 2025.

Para a reitora da UAlg, «esta é uma das formas mais visíveis da UAlg se associar a iniciativas globais como as recentemente comemoradas do Dia Mundial do Ambiente (5 de Junho) e do Dia Mundial dos Oceanos (8 de Junho), demonstrando o compromisso ativo com a proteção da natureza e do planeta como um todo».

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Estudo de investigadores do ABC sobre ratinho espinhoso africano abre pistas na investigação do cancro

Um estudo de uma equipa de investigadores do Algarve Biomedical Center Research Institute (ABC- Ri) sobre o ratinho espinhoso africano lança novas pistas sobre a investigação do cancro, revelou a Universidade do Algarve (UAlg).

Os resultados do estudo, realizado em parceria com o Instituto de Investigação Biomédica Sols-Morreale (IIBM-CSIC-UAM), «abrem novas perspetivas de investigação sobre os mecanismos biológicos que podem contribuir para a prevenção do cancro e para avanços na medicina regenerativa», lê-se, em comunicado.

O ratinho espinhoso africano (Acomys) alvo do estudo publicado na revista Scientific Reports é uma espécie conhecida «pela sua elevada capacidade de regeneração tecidular e resistência ao desenvolvimento de tumores».

Ao contrário da maioria dos mamíferos, que cicatrizam quando sofrem uma lesão, este roedor consegue regenerar pele, músculo e até recuperar ligações funcionais na medula espinhal.

«Esta capacidade tornou-o um modelo de grande interesse para o estudo da regeneração dos tecidos», explica a academia.

Durante décadas, o cancro foi descrito como “uma ferida que nunca cicatriza”, porque tanto a reparação dos tecidos como o desenvolvimento tumoral envolvem uma intensa multiplicação de células.

Esta semelhança levou os investigadores a considerar que «os organismos com maior capacidade de regeneração poderiam também ter uma maior propensão para desenvolver cancro».

No entanto, os resultados deste estudo apontam noutra direção: os investigadores compararam a resposta do ratinho espinhoso com a de ratinhos de laboratório convencionais (Mus musculus), após ambos serem submetidos a um modelo experimental de indução de tumores na pele.

«Enquanto os ratinhos convencionais desenvolveram vários tumores, os ratinhos espinhosos não desenvolveram nenhum», concluíram.

Para perceber as razões desta diferença, a equipa analisou, ao longo de 28 dias, a atividade dos genes das duas espécies.

Os resultados mostram que o ratinho espinhoso «desencadeia uma resposta biológica diferente» quando exposto a fatores que podem provocar cancro.

Em concreto, este animal «ativa mais rapidamente genes que ajudam a impedir o desenvolvimento do processo cancerígeno e apresenta também uma resposta imunitária mais eficaz, envolvendo células capazes de eliminar células potencialmente cancerígenas».

Além disso, quando o dano é controlado, «a atividade destes genes regressa rapidamente aos níveis normais».

Outro aspeto importante observado foi o aumento da morte celular programada nas zonas lesionadas. Este mecanismo permite eliminar células com alterações genéticas antes que estas se transformem em células cancerígenas.

«Estes resultados indicam que a capacidade regenerativa e a resistência ao cancro não são incompatíveis, podendo antes estar relacionadas», explica Wolfgang Link, investigador do CSIC e autor correspondente do estudo.

«O ratinho espinhoso desenvolveu mecanismos altamente eficazes para controlar a proliferação celular, ativando tanto o sistema imunitário como vias supressoras de tumores», esclarece.

Este trabalho posiciona os mecanismos de regeneração tecidular «como uma possível chave para a prevenção do cancro».

Compreender como o ratinho espinhoso consegue controlar a multiplicação celular «poderá ajudar a identificar novos alvos terapêuticos e contribuir para o desenvolvimento de estratégias inovadoras para a prevenção e tratamento do cancro humano, bem como para avanços na medicina regenerativa.

A equipa responsável pelo estudo e pela publicação do artigo é composta por Marta Vitorino, Gonçalo G. Pinheiro, Inês Grenho, Inês M. Araújo, Bibiana Ferreira, Wolfgang Link e Gustavo Tiscornia, investigadores da Universidade do Algarve.

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XIII Simpósio Ibérico de Maturação e Pós-Colheita (POST26) realizado na Universidade do Algarve

Investigadores apresentam em Faro novas tecnologias para reduzir perdas alimentares que podem atingir 50% nos hortofrutícolas

O XIII Simpósio Ibérico de Maturação e Pós-Colheita (POST26), que decorreu entre 1 e 3 de junho na Universidade do Algarve, em Faro, teve a participação de mais de 120 investigadores, estudantes, técnicos e empresários de Portugal, Espanha, Brasil e México.

O encontro científico teve a virtude de reuniu alguns dos principais especialistas ibéricos na área da conservação, qualidade e valorização de frutas e hortícolas, num momento em que a redução das perdas alimentares e a sustentabilidade das cadeias agroalimentares assumem importância crescente.

Foram apresentadas ao longo dos três dias do evento, mais de 100 comunicações científicas, abordando temas como tecnologias inteligentes de monitorização da qualidade, embalagens sustentáveis, revestimentos comestíveis, controlo biológico de doenças pós-colheita, valorização de resíduos agroalimentares e soluções de economia circular.

Um dos temas centrais do simpósio foi o combate ao desperdício alimentar. Durante a sessão dedicada à minimização das perdas alimentares, a investigadora Ana Cristina Santos, da Universidade de Évora, destacou que cerca de 32,2% dos alimentos produzidos no mundo são perdidos ou desperdiçados, valor que pode atingir os 50% no caso das frutas e hortícolas. Em Portugal, estima-se que sejam desperdiçadas cerca de 1,9 milhões de toneladas de alimentos por ano.

Perante este cenário, investigadores de vários países apresentaram soluções inovadoras capazes de prolongar a vida útil dos produtos, reduzir desperdícios e aumentar a eficiência das cadeias de abastecimento. Entre as tecnologias apresentadas destacaram-se sistemas inteligentes de avaliação
da qualidade baseados em imagem hiperespectral, sensores não destrutivos para monitorização das plantas, embalagens ativas com absorvedores de etileno, revestimentos comestíveis antifúngicos e novas estratégias de armazenamento para frutas e hortícolas.

O investigador José Blasco, do Centro de Agroingeniería do IVIA (Valência, Espanha), mostrou como a inteligência artificial e os modelos inteligentes estão a transformar a avaliação da qualidade pós-colheita.
Já Vítor Alves, do Instituto Superior de Agronomia, apresentou os mais recentes avanços em embalagens sustentáveis e bioplásticos, destacando o seu papel na redução das perdas alimentares e na diminuição do impacto ambiental.

Igualmente em evidência esteve a economia circular. Nesse âmbito foram apresentados trabalhos que demonstram como resíduos e subprodutos agroalimentares podem ser transformados em soluções de elevado valor acrescentado. Entre os exemplos apresentados destacaram-se a utilização de águas residuais da indústria da alcachofra para aumentar a conservação do tomate, o aproveitamento de resíduos de abacate e amêndoa para desenvolver revestimentos antifúngicos e a valorização de bananas não comercializáveis para produção de farinha rica em fibra prebiótica destinada à indústria alimentar.

A formação da próxima geração de investigadores foi outro dos pontos fortes do encontro. Pela primeira vez na história do simpósio foram atribuídas Bolsas de Excelência pela Associação Portuguesa de Horticultura e pela Sociedade Portuguesa de Biologia de Plantas, destinadas a reconhecer o mérito científico de jovens
investigadores na área da pós-colheita.

O elevado número de participantes e a qualidade científica das apresentações, segundo os organizadores, demonstram a importância crescente da investigação em pós-colheita para enfrentar desafios globais como a segurança alimentar, as alterações climáticas, a escassez de recursos e a sustentabilidade dos sistemas
alimentares.

O POST26 foi organizado pela Associação Portuguesa de Horticultura (APH), Universidade do Algarve (UAlg), Sociedad Española de Ciencias Hortícolas (SECH), Sociedade Portuguesa de Biologia das Plantas (SPBP) e Sociedad Española de Biología de Plantas (SEBP).

Refira-se por fim, que a organização considera que esta edição reforçou o papel do Simpósio Ibérico de Maturação e Pós-Colheita como um dos principais fóruns científicos da Península Ibérica dedicados à inovação, sustentabilidade e valorização da produção hortofrutícola.

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Aprovadas candidaturas da AMAL para ações de promoção e sensibilização sobre cogestão das áreas protegidas

Duas candidaturas apresentadas pela AMAL – Comunidade Intermunicipal do Algarve, para financiar ações no âmbito da Cogestão do Parque Natural da Ria Formosa (PNRF) e da Reserva Natural do Sapal de Castro Marim e Vila Real de Santo António (RNSCMVRSA), acabam de ser aprovadas, anunciou a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve.

Estas candidaturas, acrescenta a CCDR, «foram submetidas no ano passado e são destinadas à promoção, comunicação e sensibilização acerca destas duas áreas protegidas».

Uma das candidaturas beneficia do Programa Algarve 2030, na área da Conservação da Natureza, Biodiversidade e Património natural – Instrumento Territorial Integrado (ITI) CIM AMAL. O investimento ronda os 207 mil euros (206.879,85€), financiado a 60% pelo FEDER.

Prevê a realização de ações de sensibilização e comunicação dos processos de cogestão do PNRF e da RNSCMVRSA, através de atividades como uma campanha de sensibilização multimeios, a criação de conteúdos científicos e a organização de eventos. A execução da candidatura está prevista ocorrer até 2027.

A outra candidatura, no valor de 143 mil euros (143.383,32€), é dedicada à sensibilização, ordenamento da visitação e restauro ecológico no Parque Natural da Ria Formosa, e é financiada a 100% pelo Fundo Ambiental, no âmbito da Dinamização de Áreas Protegidas.

Tem como beneficiários a Comunidade Intermunicipal do Algarve – AMAL, os municípios do PNRF (Loulé, Faro, Olhão, Tavira e Vila Real de Santo António), o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e a Região de Turismo do Algarve (RTA).

Juntam-se, ainda, como parceiros a CCDR Algarve, a Universidade do Algarve e o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). As ações previstas nesta candidatura serão executadas até ao final deste ano.

A Cogestão de áreas protegidas pretende imprimir uma dinâmica de gestão de proximidade, em que diferentes entidades colocam ao serviço da área protegida o que de melhor têm para oferecer no quadro das suas competências e atribuições, pondo em prática uma gestão participativa, colaborativa e articulada, nos domínios da promoção, sensibilização e comunicação. 

A AMAL presta apoio técnico à cogestão do PNRF em representação dos municípios de Faro, Loulé, Olhão, Tavira e Vila Real de Santo António.

No caso da RNSCMVRSA, representa os municípios de Castro Marim e Vila Real de Santo António.

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Estudantes de enfermagem da UAlg cumprem ensino clínico junto da comunitário farense

Dois grupos de sete estudantes do Curso de Licenciatura em Enfermagem da Universidade do Algarve (UAlg) estão a cumprir o seu ensino clínico junto da comunidade farense.

Esta parte do ensino decorre no âmbito de um protocolo de colaboração existente entre a União das Freguesias de Faro e a Escola Superior de Saúde da Universidade do Algarve e tem como principal objetivo «aproximar os futuros enfermeiros da realidade das populações, permitindo-lhes conhecer de perto os territórios, as necessidades das pessoas e a importância da promoção da saúde fora do contexto hospitalar».

O primeiro grupo iniciou o estágio no dia 18 de Maio e termina a 7 de Junho. De acordo com a Junta, durante este período, os estudantes têm desenvolvido trabalho de observação, planeamento e intervenção comunitária, sempre acompanhados por docentes e em articulação com a União de Freguesias.

No dia 29 de Maio, realizou-se a atividade “Mexa-se com Segurança!”, uma sessão de ginástica sénior, movimento e exercícios adaptados, orientada para a promoção do equilíbrio, da mobilidade, da força e da autonomia.

«Foi uma manhã muito positiva, marcada pela participação, boa disposição e partilha entre estudantes, comunidade e parceiros locais», lê-se na nota.

Hoje, às 14h00, realiza-se, na Ilha da Culatra, na Unidade Local de Proteção Civil, a atividade “Verão com Saúde na Culatra”, dedicada à hidratação, proteção solar e prevenção da insolação, através da partilha de histórias, mitos e verdades sobre os cuidados de saúde no verão.

«Estas iniciativas mostram bem a importância do trabalho comunitário: aprender com as pessoas, escutar as suas experiências, valorizar os seus saberes e transformar esse contacto em ações concretas de promoção da saúde e bem-estar», frisa ainda a União de Freguesias de Faro.

O segundo grupo iniciará os trabalhos a 8 de Junho.

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Greve junta docentes e investigadores da UAlg na entrada do Campus de Gambelas

O Sindicato Nacional do Ensino Superior (SNESup), em conjunto com o Sindicato dos Professores da Zona Sul (SPZS), organiza uma concentração/ piquete de greve de docentes do ensino superior e investigadores esta quarta-feira, 3 de Junho, às 9h00, na entrada do Campus de Gambelas da Universidade do Algarve (UAlg).

Em causa está a rejeição à Proposta de Lei 77/XVII/1 – Projeto de Reforma da Legislação Laboral “Trabalho XXI”, que, de acordo com o sindicato, «contradiz os princípios do direito do trabalho, nomeadamente a defesa dos interesses dos trabalhadores».

«O “Trabalho XXI” vulnera a vida familiar, facilita os despedimentos, torna permanente a precariedade e limita gravemente a ação dos sindicatos», acrescentam.

Os professores do ensino superior e investigadores manifestam também descontentamento pela diminuição acentuada e continuada do poder de compra.

Além disso, realçam a «instabilidade dos vínculos contratuais nas Instituições de Ensino Superior e a precariedade sistémica a que estão condenados mais de 80% dos investigadores, bem como, os professores do ensino superior, “falsos professores convidados”, que trabalham à margem das carreiras».

A concentração conta com a presença de José Moreira, presidente do Sindicato Nacional do Ensino Superior e professor e investigador na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade do Algarve (UAlg) desde 1999. 

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