11h. Época balnear abre com escassez de nadadores salvadores




O território português continua a revelar fortes assimetrias quando se analisam os dados de segurança, com diferenças marcadas entre regiões do continente e ilhas. Um estudo recente coloca o Porto Santo, na Madeira, entre as zonas com menor número de ocorrências registadas, destacando também a ilha Terceira, nos Açores, como outro dos territórios com indicadores reduzidos neste tipo de incidentes.
De acordo com o Diário de Notícias, que cita o Barómetro da Segurança da empresa Verisure Portugal, o Porto Santo surge descrito como “uma das zonas mais seguras de Portugal”, mantendo “os níveis mais baixos de ocorrências” no conjunto dos territórios analisados. A mesma tendência é observada na ilha Terceira, que apresenta valores semelhantes no estudo.
Segundo a mesma fonte, o relatório resulta de dados recolhidos ao longo de 2025 através da Central Recetora de Alarme da empresa, que monitoriza continuamente mais de um milhão de equipamentos em todo o país.
Conforme explica a mesma entidade, o sistema funciona de forma permanente, durante 24 horas por dia e ao longo de todo o ano.
A análise indica ainda que os territórios com menor densidade populacional tendem a registar menos incidentes. O Diário de Notícias refere que distritos, como a Guarda e Bragança, também se encontram entre os que apresentam valores mais baixos, uma tendência que se estende também às regiões insulares.
O mesmo estudo acrescenta que Lisboa, Porto, Setúbal e Faro concentram cerca de 66% das ocorrências registadas em 2025.
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© FERNANDO DE PINA/LUSA

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© Corbis via Getty Images

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O pano branco atado ao retrovisor é uma daquelas curiosidades de estrada que muitos condutores já viram, sobretudo fora de Portugal, mas cujo significado nem sempre é evidente. Embora possa ser interpretado como um pedido de ajuda ou um aviso improvisado, este gesto não tem validade legal nas estradas portuguesas.
Em Portugal, o Código da Estrada não reconhece o lenço branco como sinal oficial de emergência. Quando um veículo fica parado por avaria ou acidente, o condutor deve seguir os procedimentos previstos na lei: ligar as luzes de perigo, colocar o triângulo de pré-sinalização a uma distância mínima de 30 metros, garantindo que é visível a pelo menos 100 metros, e usar o colete retrorrefletor sempre que saia do veículo para sinalizar, reparar ou remover a viatura.
A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) recorda que o incumprimento destas regras pode dar origem a coimas. A falta de equipamento obrigatório, como o triângulo ou o colete, pode custar entre 60 e 300 euros. Já a má utilização destes dispositivos, incluindo a colocação incorreta do triângulo, pode levar a coimas entre 120 e 600 euros.
Em Espanha, o cenário é diferente. Segundo o jornal digital especializado em automóveis El Motor, o uso de um pano branco no retrovisor pode estar enquadrado em situações muito específicas de emergência, quando um veículo particular é temporariamente usado para transportar alguém com urgência médica.
Nesses casos, o condutor pode tentar alertar os restantes utilizadores da estrada através da buzina, das luzes de emergência, quando existam, ou agitando um pano branco ou objeto semelhante. Ainda assim, este gesto não dispensa o cumprimento das regras de trânsito nem transforma automaticamente o veículo num meio prioritário.
Nos Estados Unidos, o pano branco é um sinal bastante conhecido em algumas estradas. Quando um automóvel fica imobilizado na berma por avaria ou necessidade de assistência, o condutor pode prender um pano branco no espelho retrovisor para indicar que o veículo não foi abandonado.
Este gesto serve sobretudo para avisar as autoridades e outros condutores de que o proprietário pretende regressar ao local. Na prática, ajuda a evitar interpretações erradas e pode reduzir o risco de remoção indevida do automóvel.
Em alguns estados norte-americanos, o mesmo sinal pode ter leituras diferentes. No Minnesota, por exemplo, o pano branco pode indicar que o condutor ou um passageiro teve um problema de saúde e precisou de parar de imediato na berma.
Quando o veículo está em movimento, uma toalha ou lenço branco visível na janela pode significar que alguém no interior necessita de ajuda médica urgente. Nessa situação, o objetivo é pedir colaboração aos restantes condutores, embora o gesto não substitua os sinais oficiais de emergência.
Há ainda quem use sacos de plástico brancos para cobrir os espelhos retrovisores quando o carro está estacionado. Neste caso, o objetivo não é pedir ajuda, mas sim afastar aves que, ao verem o próprio reflexo no espelho, podem pensar tratar-se de outro animal e atacar o automóvel, de acordo com a mesma fonte.
Quer em Espanha, quer nos Estados Unidos ou noutros países, o pano branco no carro pode funcionar como sinal improvisado de emergência, aviso temporário ou pedido de colaboração. Em Portugal, porém, este gesto não tem valor legal, pelo que a segurança e o cumprimento da lei dependem sempre dos dispositivos previstos no Código da Estrada.
A associação do pano branco a situações de emergência tem raízes simbólicas antigas, próximas da bandeira branca usada historicamente como sinal de rendição, pedido de tréguas ou pedido de auxílio. No contexto rodoviário, acabou por ganhar novos significados consoante os países e os hábitos locais.
Há também uma curiosidade mais recente associada aos Estados Unidos: em grandes situações de crise, como catástrofes naturais e bloqueios prolongados em estradas, muitos condutores recorreram a panos brancos nos veículos para chamar a atenção das equipas de socorro. O gesto, simples e visível, tornou-se assim mais um exemplo de como sinais improvisados podem ganhar importância em momentos de emergência.
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A NEOFUN abriu portas em Faro e trouxe ao Algarve uma nova experiência de entretenimento interativo indoor, dirigida a famílias, grupos de amigos, empresas e turistas.
O novo espaço apresenta-se como um centro de jogos interativos e tecnológicos, inspirado em conceitos internacionais de entretenimento imersivo que têm vindo a ganhar destaque em vários países.

Segundo a NEOFUN, o centro “combina atividade física, tecnologia e trabalho em equipa através de desafios interativos onde os participantes entram literalmente dentro do jogo”.
Com várias salas equipadas com sensores, iluminação inteligente e tecnologia de última geração, os jogadores são desafiados a cumprir dezenas de missões que testam rapidez, coordenação, estratégia e espírito de equipa.
A experiência foi pensada para diferentes idades e níveis de habilidade, oferecendo uma alternativa moderna aos formatos tradicionais de entretenimento.

De acordo com a empresa, os jogos foram desenhados para “incentivar o movimento físico, a cooperação e a competição saudável”, promovendo momentos de lazer ativos e participativos.
A abertura da NEOFUN representa também um investimento na diversificação da oferta de entretenimento da região, contribuindo para reforçar a atratividade de Faro como destino turístico e de lazer durante todo o ano.

O novo espaço está localizado na Rua Francisco Barreto, n.º 28, em Faro, e funciona de quarta-feira a domingo, entre as 11:00 e as 19:00.
Mais informações podem ser obtidas através do email geral@neofun.pt, do website www.neofun.pt e das redes sociais da NEOFUN, no Instagram @neofun.pt e no Facebook NEOFUN.
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A época balnear arrancou este sábado no Norte do país, abrangendo 121 zonas balneares, mas nem todas mantiveram o mesmo nível de distinção do ano passado. Em 2026, o número de praias com bandeira azul desceu ligeiramente para 83, refletindo ajustes na qualidade ambiental e nos critérios exigidos. A maioria destas distinções continua concentrada no litoral, embora se note também uma presença relevante em zonas fluviais.
De acordo com o Notícias ao Minuto, Matosinhos e Vila Nova de Gaia voltam a destacar-se como os concelhos com maior número de bandeiras azuis, com 19 cada um. Logo atrás surge Viana do Castelo, que cresce face ao ano passado e atinge 13 praias galardoadas, consolidando a sua posição no ranking do Norte.
Entre os restantes municípios, a distribuição mantém alguma estabilidade. A Póvoa de Varzim conserva oito praias com bandeira azul e Vila do Conde soma cinco. O concelho do Porto totaliza quatro distinções, enquanto Caminha apresenta três zonas costeiras e uma praia fluvial com este selo de qualidade. Já Espinho surge com três praias reconhecidas.
A presença de praias fluviais com bandeira azul continua a evidenciar uma diversificação da oferta balnear na região Norte. No distrito de Braga, destacam-se Adaúfe e Ponte do Bico, a que se juntam uma zona balnear em Fafe e outra em Vila Verde. Em Trás-os-Montes, Macedo de Cavaleiros concentra quatro praias fluviais com o galardão e Freixo de Espada à Cinta mantém uma distinção.
No total, são 121 águas balneares oficialmente identificadas para a época de 2026 na região Norte. A duração da época foi definida entre 13 de junho e 13 de setembro, com algumas exceções. Em Espinho, o período começou mais cedo, a 1 de junho, prolongando-se até 20 de setembro. Já em Pedras Ruivas, no concelho de Caminha, o arranque está marcado para 27 de junho.
Comparando com o ano anterior, verifica-se uma ligeira redução tanto no número de praias com bandeira azul como no total de zonas balneares. Em 2025, tinham sido contabilizadas 127 praias no Norte, das quais 84 com distinção, maioritariamente costeiras. A variação, embora pequena, reforça a exigência crescente associada aos critérios ambientais e de segurança.
Em termos nacionais, Portugal soma este ano 438 distinções atribuídas a praias, marinas e embarcações, distribuídas por 100 concelhos. As praias representam a maioria, com um total próximo das quatro centenas, repartidas entre zonas costeiras e interiores. Segundo a mesma fonte, esta distribuição evidencia a continuidade do esforço de qualificação ambiental, ainda que com ajustes pontuais face a anos anteriores.
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Uma praia na Sardenha, em Itália, está no centro da polémica depois de ter introduzido uma taxa de entrada de 10 euros e regras invulgares que limitam o uso de chapéus-de-sol no areal. A situação ocorre em Punta Molentis, onde as autoridades locais justificam as medidas com a proteção ambiental, mas a decisão está a gerar contestação pública.
De acordo com o jornal The Guardian, o acesso à praia passou a estar condicionado ao pagamento de uma taxa de 10 euros por visitante, numa medida enquadrada na reabertura do espaço após um incêndio florestal ocorrido no ano anterior. A mesma publicação refere que foram ainda impostas restrições ao uso de sombra no areal.
Apenas crianças com menos de 10 anos podem utilizar chapéus-de-sol, e apenas um por grupo familiar, ficando a maioria dos banhistas entre os 10 e os 65 anos impedida de recorrer a este tipo de proteção individual. A proibição inclui ainda estruturas, como tendas e pérgolas.
A Câmara Municipal de Villasimìus justifica as medidas com a necessidade de proteger uma área de conservação afetada por incêndios e fenómenos meteorológicos extremos. Num comunicado citado pelo The Guardian, a autarquia refere que “é necessário limitar o impacto [humano] e assegurar a proteção desta herança para as gerações futuras”.
Conforme a mesma fonte, as regras estarão em vigor até ao final de outubro e pretendem reduzir a pressão sobre o ecossistema local. No entanto, a decisão tem gerado críticas nas redes sociais, com vários utilizadores a questionarem a lógica das restrições e a apontarem riscos associados à exposição solar.
Outras praias em Itália têm vindo a adotar limitações semelhantes para controlar a afluência turística. Em Jesolo, na região de Veneza, foram impostas restrições ao número de chapéus de praia, numa tentativa de aumentar o espaço disponível no areal.
Estas medidas surgem num contexto em que várias praias públicas italianas enfrentam forte procura durante o verão, em parte devido ao custo elevado dos clubes privados e do aluguer de equipamentos balneares.
A crescente pressão turística tem levado também à divulgação de destinos menos congestionados. A revista Condé Nast Traveler destacou recentemente várias localidades italianas fora dos grandes centros urbanos, como Maratea, Portofino, Carloforte e Taormina, sugerindo alternativas mais tranquilas para visitantes.
O caso de Punta Molentis mantém-se, entretanto, no centro do debate sobre o equilíbrio entre preservação ambiental e acesso livre a espaços naturais.
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