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Aluguéis disparam em Goiânia e reforçam atratividade do mercado imobiliário

Com a alta de até 49% nos contratos de locação em apenas um ano e valorização do metro quadrado acima da média nacional, o mercado imobiliário goiano tem atraído investidores interessados tanto na geração de renda com aluguel quanto na valorização patrimonial de longo prazo.

Escolher a cidade certa para investir em imóveis pode representar a diferença entre um patrimônio que cresce de forma consistente e um investimento que apenas acompanha a inflação. Dados do FipeZap mostram que o preço médio do metro quadrado residencial no Brasil avançou 7,3% em 2025, desempenho superior à inflação pelo terceiro ano consecutivo. Em Goiânia, porém, os números são ainda mais expressivos, com valorização média de 11,2% ao ano entre 2023 e 2025, impulsionada pela expansão econômica da capital e pela forte demanda por compra e locação de imóveis.

O aquecimento do mercado já é percebido diretamente pelos locatários. Dados do FipeZap mostram que o yield (rentabilidade) dos aluguéis em Goiânia varia entre 5,8% e 7,4%, patamar considerado atrativo no cenário nacional. Além disso, levantamento da Loft apontou aumento de até 49% nos preços de locação nos últimos 12 meses. O estudo analisou cerca de 27 mil anúncios em plataformas digitais e comparou os valores registrados entre novembro de 2025 e abril de 2026 com o mesmo período do ano anterior.

Setor Sul e Parque Oeste puxam valorização

De acordo com o levantamento, o Setor Sul lidera o ranking de valorização dos aluguéis, registrando alta de 49,1% no período. Logo atrás aparece o Parque Oeste Industrial, com crescimento de 29,8%.

Para a especialista em locação imobiliária Agni Aguiar, Goiânia vive um momento de forte destaque nacional no setor, impulsionado pela migração de investimentos para a Região Centro-Oeste. “O eixo de investimentos está saindo de São Paulo-Rio e vindo fortemente para o vetor Goiânia-Brasília”, afirma.

Agni avalia que o cenário é resultado de uma combinação entre crescimento urbano, expansão comercial e crédito mais caro. De acordo com ela, com a taxa Selic projetada entre 11% e 12,5% para o segundo semestre de 2026 e financiamentos imobiliários operando entre 9,5% e 11,5% ao ano, muitas famílias adiaram a compra da casa própria e migraram para o aluguel, aumentando a pressão sobre os preços.

“O aluguel hoje é um atrativo para quem ainda não conseguiu comprar a casa própria ou prefere investir o dinheiro em outra modalidade”, destaca a especialista em locação imobiliária.

Demanda habitacional

Ainda segundo Agni Aguiar, a demanda habitacional em Goiânia continua superior à oferta disponível, o que mantém o mercado aquecido e sustenta a valorização dos imóveis. “O vetor de crescimento de Goiânia hoje aponta para a Região Oeste. Bairros como Parque Oeste Industrial e Bairro Goiás, na saída para Rio Verde, deixaram de ser promessas e viraram realidades de alta rentabilidade”, explica.

A especialista observa que a busca por comodidade e conveniência tem influenciado diretamente o comportamento do mercado. “O crescimento de polos comerciais e de serviços nos bairros tem ampliado a procura por imóveis próximos a essas estruturas, impulsionando tanto os preços de venda quanto os valores dos aluguéis”, afirma.

O avanço da infraestrutura urbana também tem ampliado o interesse de investidores por municípios vizinhos. Conforme Agni, Senador Canedo e o eixo da GO-020 estão entre as regiões que mais despertam atenção do mercado. “Pessoas que acreditaram no potencial dessa região e compraram um lote há apenas cinco anos hoje já viram o valor desse patrimônio praticamente dobrar”, ressalta.

Ela acrescenta que cidades como Anápolis, Abadia de Goiás e Aragoiânia também passaram por forte expansão urbana nos últimos anos. “Você já não vê vazios urbanos nas rodovias entre a capital e essas cidades. Está tudo povoado”, observa.

Rentabilidade e desafios

Com a valorização dos imóveis e dos aluguéis, cresce também o interesse de investidores pela locação. No entanto, Agni alerta que obter bons resultados exige planejamento e gestão adequada. “Quem compra um imóvel para investir precisa reformar, estruturar bem e fazer um contrato seguro”, recomenda.

A especialista destaca ainda a profissionalização do setor, com o crescimento de empresas especializadas em vistoria imobiliária para garantir que os imóveis sejam devolvidos nas mesmas condições registradas no início do contrato.

Outro ponto de atenção está na renovação dos contratos. Segundo ela, índices de correção negativos não significam redução automática do aluguel, mas podem abrir espaço para negociações equilibradas entre proprietários e inquilinos.

Por fim, Agni chama atenção para os possíveis impactos da reforma tributária sobre o mercado imobiliário. “Quem vive de renda de aluguel pode acabar pagando mais impostos. É um tema que exige atenção”, conclui.

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Construções de moradias iniciadas nos EUA caem 15,4% em maio ante abril

As construções de moradias iniciadas nos Estados Unidos caíram 15,4% em maio ante a estimativa revisada de abril, para a taxa anualizada de 1,177 milhão, segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira, 16, pelo Departamento do Comércio.

A queda foi maior do que a prevista por analistas consultados pela FactSet, que esperavam recuo de 1,4%.

As permissões para novas obras, por sua vez, diminuíram 0,7% no período, para a taxa anualizada de 1,413 milhão. O consenso da FactSet era de declínio de 1,5%.

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Preços de imóveis na China caem em maio e aprofundam crise do setor

Os preços de imóveis na China continuaram a cair em maio, aprofundando a crise imobiliária que segue como um dos principais entraves à demanda doméstica.

Os preços das residências nas 70 maiores cidades do país recuaram 0,2% em maio, após queda de 0,19% em abril, segundo cálculos do The Wall Street Journal com base em dados divulgados nesta terça-feira pelo Escritório Nacional de Estatísticas.

Das 70 cidades, 52 registraram baixa na comparação mensal, acima das 49 de abril.

Na comparação anual, os preços recuaram 3,6% em maio, desacelerando levemente ante a queda de 3,7% em abril.

Ao todo, 67 cidades registraram queda em relação a um ano antes, ante 65 em abril.

Nos cinco primeiros meses de 2026, os preços nas 70 principais cidades caíram 3,5% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Além disso, o investimento imobiliário despencou 16,2% entre janeiro e maio, acelerando ante a retração de 13,7% acumulada até abril.

O início de novas construções caiu 22,6%, piorando em relação ao recuo de 22,0% no período de janeiro a abril.

As vendas de imóveis em valor recuaram 14,1% nos cinco primeiros meses do ano, uma leve melhora em relação à queda de 14,6% registrada até abril.

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