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Vorcaro diz ter repassado R$ 155 milhões a Alcolumbre e detalha negócios do Master com o PT na Bahia

A proposta de colaboração premiada apresentada pela defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, inclui informações sobre repasses ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e relatos sobre os negócios da instituição com governos do PT na Bahia, com menção ao ministro da Casa Civil e ex-governador Rui Costa.

Segundo reportagem publicada pela revista Veja nesta quinta-feira (11), Vorcaro teria repassado US$ 30 milhões ao senador, cerca de R$ 155 milhões na cotação atual.

O montante teria sido depositado em conta secreta no exterior e, posteriormente, transferido a Alcolumbre como contrapartida pelo apoio do parlamentar a uma demanda de interesse do Banco Master. A operação, ainda segundo a proposta, teria sido intermediada por Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro.

Na noite desta quinta, o senador se manifestou sobre o caso, por meio de nota. Alcolumbre diz que as informações "são absolutamente falsas, não procedem" e que serão "enfrentadas com a máxima firmeza".

"O senador Davi Alcolumbre jamais recebeu valores, no Brasil ou no exterior. Diante da gravidade das acusações e dos danos causados à sua honra e à sua trajetória pública, serão adotadas todas as medidas judiciais cabíveis, nas esferas cível e criminal, para que os responsáveis pelas acusações respondam por suas afirmações e apresentem as provas que dizem possuir", diz trecho da nota.

As informações constam da segunda proposta de colaboração apresentada pela defesa do ex-banqueiro, rejeitada pela Polícia Federal nesta semana. Na avaliação da PF, a nova oferta continuou sem trazer fatos inéditos ou elementos considerados relevantes para o avanço das investigações.

A primeira tentativa de colaboração já havia sido descartada cerca de três semanas atrás, por ser considerada superficial e restrita a casos já sob investigação.

Segundo a defesa de Vorcaro, a recusa teria origem em um movimento de bastidores para inviabilizar o acordo. Os advogados fizeram chegar ao gabinete do ministro André Mendonça, relator do caso no STF, que PF e PGR não estariam interessadas em apurar denúncias graves – entre elas o suposto pagamento a Alcolumbre no exterior –, e que a motivação para rejeitá-las seria política. Mendonça costuma afirmar que não interfere nas investigações.

Em conversas reservadas, no entanto, teria dito estar atento a eventuais pressões e reforçado que o trabalho de delegados e procuradores deve ser conduzido com "independência, imparcialidade e de forma não seletiva".

Preso há cerca de três meses, Vorcaro é apontado pelas autoridades como o responsável por uma das maiores fraudes bancárias da história recente do país, com prejuízo estimado em mais de R$ 50 bilhões – incluindo um rombo de cerca de R$ 41 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Negócios na Bahia

Outro capítulo da proposta trata dos negócios do Banco Master com governos do PT na Bahia. O relato cita o ministro da Casa Civil e ex-governador Rui Costa.

Não há referência a pagamento de propina nesse trecho, mas há a promessa de que o banqueiro detalharia como manteve em funcionamento um sistema de empréstimo consignado vinculado à folha de pagamento dos servidores estaduais, ligado ao programa CredCesta.

Segundo o relato, a história começou em 2007, durante o governo de Jaques Wagner, com o programa então chamado Cesta do Povo, criado para permitir que servidores estaduais comprassem em supermercados públicos com desconto direto na folha.

Com a entrada de Vorcaro na operação, o CredCesta se transformou em uma das principais frentes de crédito consignado da Bahia, sobretudo na modalidade de Reserva de Cartão Consignado.

Em 2022, já na gestão de Rui Costa, sucessor de Wagner, um decreto estadual restringiu a portabilidade dessas dívidas para outros bancos, medida que ampliou a presença da instituição no setor.

Na prática, segundo a proposta, o governo petista baiano teria adotado uma manobra que o tornou um dos principais parceiros de Vorcaro. O ex-banqueiro ainda não detalhou a que custo se deu essa relação. O governo nega favorecimento e afirma que os contatos foram protocolares.

Citações ao Judiciário

A proposta também menciona vínculos financeiros de Vorcaro com integrantes do Judiciário. Segundo o relato, o banqueiro teria pago R$ 15 milhões a um membro do Judiciário em operação fora do padrão, conduzida por seu cunhado, Fabiano Zettel, preso e acusado de operar as principais transações ilegais do Master.

Vorcaro ainda se dispôs a detalhar a atuação de outra autoridade que, segundo ele, teria agido secretamente para evitar a liquidação do Banco Master pelo Banco Central no ano passado.

No Supremo Tribunal Federal, dois ministros aparecem nas apurações por vínculos financeiros. Uma empresa ligada à família de Dias Toffoli vendeu cotas de um resort de luxo no interior do Paraná a um fundo ligado ao Master – Toffoli foi afastado do caso após a descoberta de que havia sido sócio de empresa com negócios no grupo.

Em relação a Alexandre de Moraes, há um contrato de R$ 129 milhões firmado entre o banco e o escritório de advocacia da esposa do ministro, Viviane Barci. O gabinete de Moraes afirma que ele jamais viajou em aeronave de Vorcaro e que as operações foram declaradas.

Outros nomes citados

Um áudio apreendido apontaria o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tratando do financiamento do filme Dark Horse, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. A simples exposição da conversa teria abalado sua pré-campanha: pesquisa Genial/Quaest divulgada na quarta-feira (10) apontou que a revelação interrompeu a ascensão do senador e impulsionou seu principal adversário.

O ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, que mantinha contrato de R$ 10 milhões com o Master, é apontado como intermediário de uma reunião de Vorcaro com o presidente Lula, no Palácio do Planalto, em dezembro de 2024 — encontro do qual também teriam participado Gabriel Galípolo, então futuro presidente do Banco Central, e o ministro Rui Costa.

A proposta cita ainda supostos repasses ao presidente nacional do União Brasil, Antonio Rueda, que nega irregularidades e afirma não ter relação pessoal com o banqueiro. Aparecem também menções ao senador

Ciro Nogueira (PP-PI) e à venda de R$ 400 milhões em títulos do Master ao fundo de pensão dos servidores do Amapá – órgão à época comandado por um ex-tesoureiro de campanha de Alcolumbre.

Negócios semelhantes tangenciam os ex-governadores Cláudio Castro (RJ) e Ibaneis Rocha (DF).
As acusações dependem de comprovação e de homologação judicial. Os citados negam as irregularidades.

© TON MOLINA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre
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Delação de Vorcaro era vista com ceticismo desde o início pela PF

A Polícia Federal rejeitou, na quinta-feira (11), a segunda proposta de delação premiada apresentada por Daniel Vorcaro. De acordo com a apuração da analista de política da CNN Clarissa Oliveira, ao Live CNN, a PF via a delação de Vorcaro com ceticismo desde o início das negociações.

Segundo os investigadores da PF, o ex-banqueiro não trouxe elementos novos nem provas suficientes para avançar além do que já havia sido coletado com base em documentos e dados extraídos do próprio celular de Vorcaro.

Ainda segundo Clarissa Oliveira, há uma negociação em andamento na PGR (Procuradoria-Geral da República), mas com uma abordagem diferente, voltada principalmente para a questão financeira.

Ceticismo da PF desde o início

Clarissa Oliveira destacou que, antes mesmo de ouvir o que Vorcaro tinha a dizer, integrantes da cúpula da Polícia Federal já demonstravam resistência à negociação. “Esse cara aí não tem nada para acrescentar que a gente já não saiba”, era o tom que circulava nos bastidores, segundo a analista.

Ela ressaltou que já havia, portanto, uma postura refratária da instituição em relação à colaboração do ex-banqueiro desde o princípio.

A dúvida central que permanece, conforme apontou Clarissa, é se as informações fornecidas por Vorcaro seriam suficientes para justificar os benefícios de uma delação premiada.

“Quem que ele está entregando de tão importante, que informação que ele traz de tão relevante para o cenário da investigação que justifique ele ter um benefício e ser isento em alguma medida dos crimes que ele próprio vai admitir que cometeu”, questionou a analista.

Impacto no cenário eleitoral

O caso Master já havia impactado de maneira significativa a disputa entre pré-candidatos à presidência da República, provocando um abalo à figura do senador Flávio Bolsonaro (PL) em razão de seu vínculo com Daniel Vorcaro.

Clarissa Oliveira lembrou que esse impacto ocorreu por meio de vazamentos para a imprensa, e não por uma divulgação oficial da Polícia Federal nem por qualquer delação formal.

Com a nova rejeição da proposta, a analista avalia que é possível que o caso Master perca projeção no cenário eleitoral. “É possível que, caso a rejeição da delação ocorra de fato, tanto pela PGR quanto pela Polícia Federal, a gente veja esse caso arrefecer, esse caso Master perder tanta projeção assim em cima do cenário eleitoral, a não ser que surja algum fato novo nas investigações que até agora não veio a público”, afirmou Clarissa.

Ela também destacou que figuras de diferentes campos políticos teriam articulado para que nenhum novo fato relevante viesse a público dentro do caso Master, em meio ao período pré-eleitoral.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.
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Análise: PF resistiu à delação de Vorcaro desde início

A PF (Polícia Federal) rejeitou, na quinta-feira (11), a segunda proposta de delação premiada apresentada por Daniel Vorcaro. De acordo com o analista de Segurança Pública da CNN, Elijonas Maia, ao Live CNN, a resistência da PF em relação à delação do ex-banqueiro remonta ao momento de sua prisão, no início de março, quando começou a se ventilar que ele desejava colaborar e fechar um acordo.

Segundo os investigadores, o ex-banqueiro não trouxe elementos novos nem provas suficientes para avançar além do que já havia sido coletado com base em documentos e dados extraídos do próprio celular de Vorcaro.

Ceticismo desde o começo das negociações

Segundo Elijonas Maia, os delegados da Polícia Federal já demonstravam ceticismo desde as primeiras tratativas. “Será mesmo que ele vai falar? Será que ele tem algo a entregar além do que a gente já sabe, além do que a gente já tem e conseguiu descobrir por conta de um celular, de oito que foram apreendidos durante as operações contra ele?”, questionavam os investigadores.

A PF chegou a não convocar Vorcaro para um depoimento durante as negociações — procedimento que, segundo Elijonas, costuma ocorrer em outros casos para avaliar se o potencial delator está de fato disposto a colaborar.

Outro ponto levantado pelo analista diz respeito à posição de Vorcaro na estrutura investigada. Para a Polícia Federal, ele é apontado como o líder da organização criminosa em questão.

Em tese, o mecanismo da delação premiada é utilizado por integrantes que estão abaixo do líder para delatar quem está acima. “Como fechar um acordo com o líder do grupo criminoso que vai delatar quem?”, questionou o analista, destacando esse entrave adicional nas negociações.

Fantasmas do passado influenciaram a cautela da PF

Elijonas Maia apontou ainda que dois fatores históricos pesaram sobre a postura cautelosa da Polícia Federal. O primeiro foi o legado da Operação Lava Jato, marcado por diversas delações que, após serem firmadas, foram posteriormente anuladas.

O segundo foi o caso da delação do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que foi fechada somente com a Polícia Federal e gerou críticas da PGR (Procuradoria-Geral da República) à época.

“A Polícia Federal, nesse momento, quando estava negociando com o Daniel Vorcaro, analisou também isso, esses fantasmas, Lava Jato, Cid, críticas, e foi com cautela e com essa resistência para avançar nessa negociação”, afirmou Maia.

O analista concluiu que, além da cautela institucional, a posição de Vorcaro como suposto líder da organização tornava inviável uma delação nos moldes tradicionais. “Não tem como delatar para baixo e apresentar provas de quem está abaixo e tentar se livrar dessa forma, dessa teia aí criada em torno do Master”, disse o analista.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.
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PGR adota cautela com proposta de delação de Vorcaro e mantém indefinição

Integrantes da PGR (Procuradoria-Geral da República) que negociam com os advogados de Daniel Vorcaro uma proposta de delação premiada adotam postura de cautela em relação às tratativas. Segundo apuração do analista de Política da CNN Teo Cury, ao CNN Novo Dia, a Procuradoria segue analisando os anexos apresentados pela defesa do ex-banqueiro e ainda não sinalizou uma decisão definitiva sobre o caso.

A proposta de delação premiada de Daniel Vorcaro tem duas frentes: uma junto à PF (Polícia Federal) e outra junto à Procuradoria-Geral da República. Após a rejeição da PF, cabe agora à PGR dar a palavra final sobre se concordará ou não com o posicionamento da Polícia Federal.

Histórico das negociações

A primeira versão da proposta foi apresentada no começo de maio. Vinte dias depois, a Polícia Federal rejeitou o acordo, argumentando que não havia elementos suficientes e que Daniel Vorcaro mais se justificava na proposta do que apontava crimes cometidos por ele ou por pessoas próximas.

A PGR, contudo, seguiu as tratativas. Posteriormente, a PF retornou às negociações, mas voltou a rejeitar a proposta. A informação da nova negativa foi repassada à defesa na quarta-feira (10), e o ministro André Mendonça, do STF, foi comunicado na quinta-feira (11).

De acordo com Teo Cury, tanto a PF quanto a PGR têm demonstrado resistência à proposta pelos mesmos motivos: a avaliação de que Vorcaro não assumiu suas responsabilidades, não admitiu crimes que teria cometido e não apontou a responsabilidade de outras pessoas.

Ele mais está se blindando e blindando as pessoas na avaliação dos investigadores“, afirmou o analista. Caso a PGR feche o acordo, o texto deverá ser encaminhado a André Mendonça, a quem caberá avaliar e decidir se valida ou não a delação.

Provas e critérios para a homologação

A Polícia Federal possui atualmente oito celulares apreendidos de Daniel Vorcaro, além de uma vasta quantidade de mensagens e documentos obtidos ao longo de oito operações deflagradas desde novembro.

Segundo Teo Cury, três critérios são necessários para a homologação de um acordo de delação premiada: a apresentação de elementos novos, a corroboração de provas já existentes e a capacidade de o colaborador restituir os cofres públicos.

No caso de Vorcaro, o prejuízo estimado está entre R$ 40 bilhões e R$ 60 bilhões, e ainda não há consenso sobre sua capacidade de devolver esse valor.

PGR não trabalha com prazos

A indefinição sobre o cronograma da PGR é um ponto de atenção. Conforme relatou Cury, a Procuradoria deixou claro que não trabalha com prazos e tomará sua decisão quando considerar o momento adequado.

Diferentemente da PF, que foi mais vocal em seu descontentamento com a proposta, a PGR tem atuado de forma mais discreta. “Conversando com quem acompanha, há ainda resistências. Não à toa a PGR ainda não deu uma palavra final sobre esse assunto”, destacou o analista.

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Análise: os motivos da PF para rejeitar nova delação de Vorcaro

A PF (Polícia Federal) rejeitou, na quinta-feira (11), a segunda proposta de delação premiada apresentada por Daniel Vorcaro. Segundo os investigadores, o ex-banqueiro não trouxe elementos novos nem provas suficientes para avançar além do que já havia sido coletado com base em documentos e dados extraídos do próprio celular de Vorcaro.

A decisão representa mais um revés para a defesa de Vorcaro, que chegou a renovar parte de sua equipe de advogados entre a primeira e a segunda tentativas de colaboração. Apesar dos acréscimos feitos à proposta inicial, a mudança não foi suficiente para convencer a Polícia Federal.

Com as portas fechadas na PF, as atenções da defesa se voltam agora para a possibilidade de firmar algum tipo de acordo com a PGR (Procuradoria-Geral da República).

Divergência entre a defesa e a Polícia Federal

No entorno de Vorcaro, a percepção é de que a Polícia Federal nunca teve interesse real em fechar um acordo de colaboração premiada. Segundo relatos colhidos pela CNN, a defesa afirma que a proposta continha fatos inéditos, confissões do próprio Vorcaro e informações que apontariam o caminho do crime para outras autoridades.

“Tem muita coisa e a polícia nunca quis fazer”, foi a afirmação ouvida de interlocutores ligados ao ex-banqueiro. A PF, por sua vez, sustenta que as informações apresentadas não acrescentaram substância ao que os investigadores já detinham.

Um dos pontos avaliados pelos investigadores foi a capacidade de Vorcaro em ressarcir os prejuízos causados, especialmente ao FGC (Fundo Garantidor de Crédito) e ao BRB. A avaliação é de que esses valores poderiam chegar a R$ 60 bilhões.

PGR como última esperança e data-chave

A possibilidade de um acordo com a PGR ainda não está descartada e representa, segundo os analistas, a principal esperança de Vorcaro para reduzir o tempo que passará preso.

O posicionamento da Procuradoria é considerado decisivo, pois cabe a ela definir o formato da denúncia contra o ex-banqueiro e o tamanho do pedido de condenação.

O prazo para que Vorcaro permaneça na superintendência da PF, com acesso facilitado a seus advogados, se esgota nesta sexta-feira (12), tornando essa uma data-chave para o desdobramento do caso.

A âncora da CNN Thais Herédia destacou que o caso não envolve apenas Vorcaro. A delação de Paulo Henrique Costa, ligado ao BRB, também é acompanhada de perto. Segundo avaliação de um operador político em Brasília, o ex-presidente do BRB poderia revelar informações sobre Vorcaro que o próprio ex-banqueiro ainda não entregou às autoridades, potencialmente comprometendo-o ainda mais.

Cenários políticos e tensão em Brasília

O sócio da Fatto Inteligência Política Rafael Favetti elencou três cenários políticos possíveis a partir dos desdobramentos do caso. O primeiro seria o cenário-base, no qual as eleições ocorreriam mais ou menos como estão hoje, com os impactos já conhecidos já cristalizados.

O segundo envolveria o caso atingindo mais fortemente figuras da oposição. O terceiro cenário seria o de o caso comprometer alguém muito próximo ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o que exigiria uma resposta do governo e de sua campanha.

Favetti ressaltou que Brasília vive uma tensão constante em torno da possível homologação de uma delação, pois supõe-se que, a partir desse momento, nomes e provas seriam tornados públicos. “Todas as vezes que sai alguma coisa do celular de Vorcaro, a política responde, até em popularidade de candidatos”, afirmou.

O analista de Política da CNN Caio Junqueira, por sua vez, observou que, ao contrário do que ocorreu no caso do tenente-coronel da reserva Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), no qual diversas instâncias se empenharam para viabilizar a colaboração premiada, no caso Vorcaro parece haver um movimento contrário, com o sistema judicial e político atuando para que o acordo não se concretize.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.
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PF rejeita segunda proposta de delação de Vorcaro; PGR ainda analisa pedido

A Polícia Federal rejeitou a segunda proposta de delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro. Os investigadores comunicaram a recusa ao gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e à defesa do dono do Banco Master.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) ainda está analisando a proposta de colaboração e não deu uma resposta formal até o momento.

A avaliação dos investigadores da Polícia Federal foi que as informações apresentadas pelo dono do Banco Master não traziam novidades diante das provas já colhidas na investigação, como do próprio telefone celular de Vorcaro.

A primeira proposta apresentada por Vorcaro havia sido rejeitada em 20 de maio. Na ocasião, a PF rejeitou o material, mas a PGR demonstrou disposição em dar prosseguimento às negociações e receber complementos.

Depois disso, ele trocou a equipe de defesa e reformulou sua tentativa de delação premiada, entregando novos anexos e aprofundandos informações. Como mostrou o Estadão, Vorcaro, por exemplo, modificou o anexo que relatava pagamentos ao senador Ciro Nogueira (PP-PI) sob a justificativa de "relação de amizade" entre eles e passou a tratar os repasses como propina.

As modificações, entretanto, não foram suficientes para convencer os investigadores, que consideravam que o banqueiro continuava agindo para proteger aliados e fazer uma delação seletiva.

© Ana Paula Paiva

A avaliação dos investigadores da Polícia Federal foi que as informações não traziam novidades
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Maioria vê erro de Flávio Bolsonaro no Caso Master e suspeita de envolvimento ilegal, aponta pesquisa Quaest

O Caso Master passou a produzir desgaste político direto sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL), segundo a nova pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (10).

O levantamento mostra que 65% dos entrevistados consideram que o parlamentar errou ao pedir apoio financeiro ao banqueiro Daniel Vorcaro para a produção do filme Dark Horse, enquanto 58% afirmam acreditar que ele pode estar escondendo algum tipo de envolvimento ilegal relacionado ao escândalo que atingiu o Banco Master.

Esta foi a primeira rodada da Quaest realizada após as revelações envolvendo o senador e o dono do Banco Master. Diferentemente dos levantamentos anteriores, o instituto dedicou um capítulo específico para medir o grau de conhecimento da população sobre o caso e seus possíveis impactos políticos.

Os dados são divulgados no mesmo levantamento em que Flávio aparece em queda nos cenários eleitorais testados pela pesquisa. No primeiro turno da disputa presidencial, o senador caiu de 33% para 29% das intenções de voto. No segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), recuou de 41% para 38%.

A pesquisa indica que o escândalo já alcançou parcela relevante da população brasileira. Segundo a Quaest, 42% dos entrevistados afirmam conhecer bem o Caso Master, enquanto 25% dizem já ter ouvido falar do assunto, mas sem informações detalhadas.

Outros 33% afirmaram desconhecer completamente o episódio.

Pedido de financiamento é reprovado

A reprovação à atuação de Flávio Bolsonaro aparece de forma expressiva quando os entrevistados são questionados sobre as negociações entre o senador e Daniel Vorcaro para financiar o filme Dark Horse, produção sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

De acordo com a Quaest, 65% consideram que Flávio "errou e deveria ter evitado" pedir financiamento ao banqueiro.

Já 17% avaliam que o senador "acertou e não há nada demais" na conduta, enquanto 18% não souberam ou preferiram não responder.

A percepção negativa também se repete quando o instituto pergunta sobre o conteúdo das conversas entre Flávio e Vorcaro. Para 60% dos entrevistados, as negociações levantaram suspeitas. Outros 19% classificaram os contatos como normais, enquanto 21% não souberam opinar.

Maioria suspeita de envolvimento ilegal

A Quaest também mediu diretamente o grau de desconfiança da população em relação ao senador.

Segundo a pesquisa, 58% acreditam que Flávio Bolsonaro pode estar escondendo algum envolvimento ilegal relacionado ao Caso Master. Outros 27% afirmam que ele não está envolvido, enquanto 15% não souberam responder.

O levantamento mostra ainda que 62% dos entrevistados acreditam que o senador sabia que Daniel Vorcaro estava envolvido em práticas de corrupção. Apenas 26% avaliam que Flávio desconhecia a situação do banqueiro.

Família Bolsonaro passa a ser mais associada ao escândalo

Outro dado que chama atenção é a mudança na percepção sobre quem foi mais prejudicado politicamente pelo Caso Master.

Em março, 11% apontavam a família Bolsonaro como principal afetada pelo escândalo. Em maio, esse percentual havia recuado para 9%. Agora, em junho, chegou a 16%.

Apesar disso, a maioria dos entrevistados continua avaliando que o episódio atingiu diversos atores políticos e institucionais simultaneamente. Para 44%, "todos eles" foram prejudicados pelo caso.

Impacto eleitoral

A Quaest também procurou medir se as revelações envolvendo Flávio Bolsonaro alteraram a disposição do eleitor em apoiá-lo na disputa presidencial.

Metade dos entrevistados (50%) afirmou que as notícias não mudaram sua posição porque já não votaria no senador. Outros 26% disseram que continuam apoiando sua candidatura mesmo após tomarem conhecimento do episódio.

Entre aqueles que admitiram alguma mudança de percepção, 12% afirmaram que o caso diminuiu a vontade de votar em Flávio Bolsonaro. Já 6% disseram que passaram a ter mais disposição para apoiá-lo.

Os números sugerem que o Caso Master já integra o conjunto de fatores que influenciam a imagem pública do senador. Embora a Quaest não estabeleça relação direta entre o episódio e a queda registrada por Flávio nas intenções de voto, o levantamento indica que o escândalo passou a produzir efeitos mensuráveis na percepção do eleitorado sobre o principal nome do bolsonarismo na corrida presidencial de 2026.

A pesquisa Genial/Quaest ouviu 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 8 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07661/2026.

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© Geraldo Magela/Agência Senado; Esfera Brasil/Reprodução

Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (10) aponta que as revelações do Caso Master envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL) já causam impacto eleitoral
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BRB precisa de R$ 8,8 bilhões para fazer frente a perdas com o Master

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O presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, confirmou nesta terça-feira (9) que o banco estatal do Distrito Federal precisa de R$ 8,8 bilhões para fazer frente a "possíveis perdas" decorrentes de negócios feitos com o Banco Master, do banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo Souza, o “provisionamento” ou “capitalização” funcionará como uma reserva necessária para preservar o fôlego financeiro, evitando a quebra da instituição

O valor foi calculado após uma auditoria interna descobrir que, dos R$ 30 bilhões em títulos comprados do Master, ao menos R$ 8,8 bilhões podem estar perdidos. Destes, pelo menos R$ 2,6 bi não têm lastro, ou seja, não há nenhuma garantia real de o BRB ser reembolsado.

Notícias relacionadas:

“Eu podia colocar [na provisão de perdas] só os R$ 2,6 bi que simplesmente não existem, mas não é só isto. Existem outros ativos frágeis que, na análise que fizemos, chegam a R$ 8,8 bi”, explicou Souza.

Para cobrir o rombo e acalmar os correntistas e o mercado, o Governo do Distrito Federal (GDF), principal acionista do banco, com 53,7% das ações, estruturou um projeto de lei que, se aprovado pela Câmara Legislativa do DF, o autorizará a fazer um empréstimo de R$ 6,6 bi ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) – uma entidade privada mantida com as contribuições obrigatórias de bancos públicos e privados. A operação foi homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no fim de maio.

“Como vamos completar os R$ 8,8 bi [de provisionamento]? Com a securitização da dívida do GDF”, explicou Souza ao participar, nesta terça-feira (9), de uma audiência pública realizada pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

A securitização permite ao GDF receber, antecipadamente, créditos a vencer. Na primeira etapa, em 25 de maio, o BRB recebeu R$ 1,17 bi, já integralizados. A expectativa de Souza é que o banco arrecade, com o mecanismo, no mínimo mais R$ 3 bi por meio da operação financeira estruturada com a participação do banco BTG Pactual.

“Precisaremos de apenas R$ 2,2 bi para termos o aporte de R$ 8,8 bi”, disse Souza, destacando que, para levar o plano adiante integralmente, é necessário que a Câmara Legislativa do Distrito Federal aprove o projeto de lei já homologado pelo STF.

“É um projeto de lei importantíssimo para a sobrevivência do BRB. Fundamental”, comentou Souza ao reconhecer que, hoje, o BRB é “o maior problema” do sistema financeiro nacional e que a recuperação do banco estatal não está sendo fácil.

“Este problema [envolvendo o Master] é muito maior e o BRB é a maior vítima”, o presidente do BRB, referindo-se ao fato do banco administrar cerca de R$ 30 bilhões em depósitos judiciais recolhidos por determinação de tribunais de justiça de quatro estados (AL; BA; MA e PB) e do Distrito Federal. Além disso, o BRB responde, hoje, por cerca de 64% dos financiamentos imobiliários do Distrito Federal, controlando uma carteira de quase R$ 15 bilhões.

 “Se o BRB desaparecer, for liquidado ou mesmo for sancionado pelo Banco Central com um regime de administração extraordinária temporária [Raet, uma intervenção], será um problema não só para Brasília, mas para todos os locais onde o banco está presente”, comentou Souza.

O presidente do BRB garantiu que, com o provisionamento, o banco tem condições estruturais para seguir operando. “Hoje, ele já é mais saudável do que era em novembro, quando cheguei. Nunca deixou de cumprir uma obrigação e segue operando regularmente.”

Saiba mais no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil

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BRB precisa de R$ 8,8 bilhões para fazer frente a perdas com o Master

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O presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, confirmou nesta terça-feira (9) que o banco estatal do Distrito Federal precisa de R$ 8,8 bilhões para fazer frente a "possíveis perdas" decorrentes de negócios feitos com o Banco Master, do banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo Souza, o “provisionamento” ou “capitalização” funcionará como uma reserva necessária para preservar o fôlego financeiro, evitando a quebra da instituição

O valor foi calculado após uma auditoria interna descobrir que, dos R$ 30 bilhões em títulos comprados do Master, ao menos R$ 8,8 bilhões podem estar perdidos. Destes, pelo menos R$ 2,6 bi não têm lastro, ou seja, não há nenhuma garantia real de o BRB ser reembolsado.

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Para cobrir o rombo e acalmar os correntistas e o mercado, o Governo do Distrito Federal (GDF), principal acionista do banco, com 53,7% das ações, estruturou um projeto de lei que, se aprovado pela Câmara Legislativa do DF, o autorizará a fazer um empréstimo de R$ 6,6 bi ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) – uma entidade privada mantida com as contribuições obrigatórias de bancos públicos e privados. A operação foi homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no fim de maio.

“Como vamos completar os R$ 8,8 bi [de provisionamento]? Com a securitização da dívida do GDF”, explicou Souza ao participar, nesta terça-feira (9), de uma audiência pública realizada pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

A securitização permite ao GDF receber, antecipadamente, créditos a vencer. Na primeira etapa, em 25 de maio, o BRB recebeu R$ 1,17 bi, já integralizados. A expectativa de Souza é que o banco arrecade, com o mecanismo, no mínimo mais R$ 3 bi por meio da operação financeira estruturada com a participação do banco BTG Pactual.

“Precisaremos de apenas R$ 2,2 bi para termos o aporte de R$ 8,8 bi”, disse Souza, destacando que, para levar o plano adiante integralmente, é necessário que a Câmara Legislativa do Distrito Federal aprove o projeto de lei já homologado pelo STF.

“É um projeto de lei importantíssimo para a sobrevivência do BRB. Fundamental”, comentou Souza ao reconhecer que, hoje, o BRB é “o maior problema” do sistema financeiro nacional e que a recuperação do banco estatal não está sendo fácil.

“Este problema [envolvendo o Master] é muito maior e o BRB é a maior vítima”, o presidente do BRB, referindo-se ao fato do banco administrar cerca de R$ 30 bilhões em depósitos judiciais recolhidos por determinação de tribunais de justiça de quatro estados (AL; BA; MA e PB) e do Distrito Federal. Além disso, o BRB responde, hoje, por cerca de 64% dos financiamentos imobiliários do Distrito Federal, controlando uma carteira de quase R$ 15 bilhões.

 “Se o BRB desaparecer, for liquidado ou mesmo for sancionado pelo Banco Central com um regime de administração extraordinária temporária [Raet, uma intervenção], será um problema não só para Brasília, mas para todos os locais onde o banco está presente”, comentou Souza.

O presidente do BRB garantiu que, com o provisionamento, o banco tem condições estruturais para seguir operando. “Hoje, ele já é mais saudável do que era em novembro, quando cheguei. Nunca deixou de cumprir uma obrigação e segue operando regularmente.”

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PF estuda incluir Vorcaro na 'difusão prateada' da Interpol para rastrear dinheiro no exterior

A Operação Compliance Zero estuda pedir a inclusão de Daniel Vorcaro na difusão prateada da Interpol para identificar e até mesmo bloquear remessas de ativos do ex-dono do Banco Master para fora do País.

A informação foi revelada pelo jornal O Globo e confirmada pelo Estadão nesta sexta-feira, 5.

Vorcaro é o alvo principal da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes bilionárias do Master. A difusão prateada foi implantada no organograma da Interpol - a Polícia que mantém ligações com forças de segurança em todo o mundo - com o fim específico de alcançar dinheiro ilícito.

A estratégia da PF - desde que a Procuradoria-Geral da República (PGR) concorde com a medida e que haja anuência do Supremo Tribunal Federal (STF), além do endosso das autoridades americanas - é seguir o caminho de valores que Vorcaro enviou aos Estados Unidos e que também podem ter sido usados para financiamento do filme Dark Horse, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Vorcaro teria remetido para um fundo dos EUA cerca de R$ 60 milhões para essa finalidade. O fundo é controlado por um advogado que mantém ligações com Eduardo Bolsonaro, que mora nos EUA.

Vorcaro negocia há cerca de três meses os termos de uma delação premiada na Operação Compliance Zero. A primeira tentativa acabou frustrada. O Estadão apurou que ele continua resistindo a endurecer sua proposta. A advogados de seu relacionamento ele tem dito que fez repasses a políticos por ‘amizade’, sem exigir contrapartidas.

Nas remessas aos EUA para bancar Dark Horse, o ex-dono do Master teve como intermediário o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência.

O chefe da Polícia Federal, delegado Andrei Rodrigues, avalia ser importante instaurar um inquérito exclusivo para identificar se o dinheiro enviado por Vorcaro aos Estados, de fato, foi usado também para custear o filme sobre Bolsonaro.

A inclusão de Vorcaro na difusão prateada da Interpol depende, ainda, de uma manifestação da Procuradoria-Geral da República e de decisão do STF sobre qual ministro ficará responsável por essa medida.

O caso pode ficar com André Mendonça, que é o relator da Compliance Zero, ou com Alexandre de Moraes, relator das investigações que envolvem Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente.

© Ana Paula Paiva

Daniel Vorcaro, principal controlador e ex-presidente do Banco Master
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