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Irã se compromete a não ter armas nucleares em acordo provisório com os EUA

A Agência de Notícias da República Islâmica (IRNA) do Irã divulgou nesta quarta-feira (17) os termos do acordo provisório com os Estados Unidos para acabar com a guerra, no qual Teerã se compromete a não produzir ou adquirir armas nucleares.

Segundo o documento divulgado pela agência, o Irã reafirmou que não produzirá ou adquirirá armas nucleares e que o futuro do estoque de urânio enriquecido será decidido a partir de um mecanismo mutuamente acordado com os EUA. De acordo com o memorando, a dissolução do material nuclear enriquecido ocorrerá sob supervisão da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica).

O Irã e os EUA também concordaram em não interferir nos assuntos internos um do outro, e as duas partes se comprometeram a chegar a um acordo final após 60 dias de negociação, que podem ser prolongados.

 

A declaração ainda diz que o Irã vai manter o “status quo” em seu programa nuclear e que Washington não vai impor novas sanções a Teerã ou implementar forças militares adicionais na região até que o acordo final seja alcançado.

O acordo também prevê que, após a assinatura e o fim das sanções, os EUA se comprometem a isentar exportações de petróleo iranianas, assim como produtos petroquímicos e derivados e todos os serviços relacionados. Washington também deve garantir que Teerã possa acessar os fundos iranianos congelados em meio à implementação do memorando.

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*Com informações da Agência Reuters

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Trump anuncia avanço em acordo com Irã, mas Teerã evita falar em fim da guerra

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quinta-feira (11) que o confronto com o Irã estaria chegando ao fim após, segundo ele, obter garantias de que Teerã não desenvolverá armas nucleares. A fala, porém, foi recebida com cautela pelo governo iraniano, que negou qualquer desfecho definitivo para a crise.

As negociações entre os dois países avançam em torno de um possível memorando de entendimento dividido em etapas. A primeira prevê a normalização do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz em até 30 dias. Já a segunda abriria um período de cerca de dois meses para discutir um novo acordo nuclear.

Trump chegou a afirmar que o documento pode ser assinado já nos próximos dias. Apesar disso, representantes iranianos ressaltaram que ainda não há uma decisão final sobre os termos apresentados.

Especialistas avaliam que o cenário atual representa mais uma ampliação da trégua existente do que propriamente o encerramento do conflito. Segundo analistas, diversos pontos seguem sem consenso entre as partes.

 Trump afirma que um acordo com o Irã está próximo, mas negociações ainda enfrentam divergências | Foto: BRENDAN SMIALOWSKI / AFP

Entre os principais obstáculos estão a recusa do Irã em discutir seu programa de mísseis balísticos, o apoio a grupos armados aliados na região e a exigência de acesso a parte dos recursos financeiros bloqueados pelos Estados Unidos como condição para avançar nas negociações.

Além dos desafios diplomáticos, Trump enfrenta pressão dentro dos próprios Estados Unidos. O aumento dos preços dos combustíveis, a alta da inflação e a proximidade das eleições legislativas ampliam a cobrança por uma solução rápida para a crise.

No cenário regional, Israel também segue como peça central nas tratativas. O governo de Benjamin Netanyahu mantém posições consideradas sensíveis para um acordo mais amplo, especialmente em relação à atuação de grupos armados no Líbano e na região.

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