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GRC IM e M2O concluem Valadares Villas com investimento de sete milhões de euros

O empreendimento residencial Valadares Villas, localizado na frente marítima de Valadares, em Vila Nova de Gaia, entrou na fase final de construção e deverá estar concluído até ao final de 2026. O projeto representa um investimento global de cerca de sete milhões de euros. O desenvolvimento do projeto resulta de uma parceria entre a GRC IM, gestora internacional de investimento imobiliário com atuação na estruturação e gestão de ativos nos mercados europeus, e a M2O, promotora portuguesa fundada por Marino Oliveira e Marcos Oliveira, dedicada ao desenvolvimento e execução de projetos residenciais em localizações de elevada procura.

Composto por dez moradias T3, com áreas brutas entre 343 m² e 552 m², o Valadares Villas posiciona-se no segmento residencial premium. Os preços de comercialização variam entre 950.000 euros e 1.475.000 euros, consoante a tipologia e características específicas de cada unidade. O projeto surge da requalificação e reposicionamento de um ativo residencial iniciado há cerca de uma década.

A parceria junta a expertise da GRC IM — gestora de investimento imobiliário com forte presença nos mercados europeus e escritórios em Madrid e Lisboa — à capacidade de execução local da M2O, fundada por Marino Oliveira e Marcos Oliveira. O projeto foi revisto pelo arquiteto Sérgio Sousa, que atualizou o conceito original com soluções mais eficientes ao nível térmico, acústico e energético.

Em comunicado, a administração da GRC IM, que integra Kaho Ha, Walter Fábrega, Javier Boccherini, Eugenio Molina e Massimo Massimilla, enquadra o investimento na estratégia da gestora para ativos residenciais bem localizados no mercado ibérico. “Este projeto reflete a nossa estratégia de investimento em ativos residenciais bem localizados, com elevada procura e potencial de valorização, especialmente em mercados costeiros como Vila Nova de Gaia”, afirmam.

A GRC IM destaca ainda a colaboração com a M2O: “O conhecimento do mercado local e a capacidade de execução em obra garantem a entrega de um produto final alinhado com os padrões de qualidade da GRC IM”.

As moradias foram concebidas com elevados padrões de conforto, incluindo jardim privativo, garagem box fechada, sala de cinema, lavandaria, churrasqueira, sistemas de climatização avançados, bomba de calor para águas sanitárias, caixilharia com corte térmico, ventilação mecânica e portas de segurança, entre outros atributos.

Ana Miranda, responsável de área da Predial Mar — sociedade de mediação imobiliária do grupo M2O —, sublinha o carácter diferenciador do empreendimento: “O Valadares Villas distingue-se pela conjugação entre localização, privacidade, dimensão das habitações e linguagem arquitetónica contemporânea, algo cada vez mais raro na oferta residencial em Vila Nova de Gaia”. Segundo a responsável, o projeto responde a um segmento de compradores que valoriza exclusividade, modernidade e bem-estar.

Com conclusão prevista para o final do ano, o Valadares Villas consolida-se como uma referência no segmento residencial de luxo na frente marítima de Vila Nova de Gaia, reforçando o apetite de investidores internacionais e nacionais por produtos premium em localizações costeiras com elevada procura.

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Risco digital começa antes do impacto: KPMG defende antecipação como fator crítico para as empresas

A cibersegurança deixou de ser apenas uma preocupação tecnológica para assumir um papel central na competitividade, na confiança e no crescimento das organizações. Esta é uma das principais conclusões do relatório Cybersecurity Considerations 2026, da KPMG, que alerta para a necessidade de uma abordagem mais preventiva e integrada face ao aumento das ameaças digitais.

Segundo o estudo, que reúne contributos de mais de duas dezenas de especialistas internacionais, 79% dos CEOs globais consideram o cibercrime e a insegurança digital como a maior ameaça aos seus negócios, ultrapassando fatores como a pressão regulamentar (69%) e os conflitos geopolíticos (57%).

A consultora  destaca que os ciberataques começam muito antes do seu impacto se tornar visível, explorando vulnerabilidades que servem de porta de entrada para operações cada vez mais sofisticadas. Neste contexto, a antecipação surge como um elemento-chave para reforçar a resiliência das organizações, numa altura em que a inteligência artificial (IA), a fragmentação geopolítica e a evolução da regulamentação estão a transformar o panorama do risco digital.

“A confiança digital é hoje um diferencial competitivo. À medida que a IA amplia capacidades – tanto de atacantes como de defensores – é essencial gerir o risco associado a identidades não humanas em toda a cadeia de valor. Segurança e compliance não têm de ser um travão à inovação; pelo contrário, podem ser um catalisador, ao garantirem resiliência digital”, afirma Sérgio Martins, Cybersecurity Partner da KPMG Portugal.

O relatório identifica a inteligência artificial como o principal motor de transformação do ciberespaço. Se, por um lado, os atacantes recorrem à automação, à IA generativa e a agentes autónomos para escalar ataques, por outro, as empresas utilizam estas mesmas tecnologias para detetar ameaças em tempo real e responder com maior rapidez a incidentes.

De acordo com os dados apresentados, 92% dos executivos do setor tecnológico acreditam que a gestão de agentes autónomos de IA será uma competência essencial nos próximos cinco anos. Ainda assim, a confiança pública continua a ser um desafio: mais de metade da população mundial (54%) afirma desconfiar da utilização desta tecnologia, reforçando a necessidade de mecanismos robustos de segurança e governação.

Entre as principais tendências destacadas pela KPMG está o crescimento exponencial das chamadas identidades não humanas – contas de serviço, máquinas, aplicações e agentes de IA –, que já superam largamente o número de utilizadores humanos nas organizações.

Esta realidade está a ampliar a superfície de ataque. O estudo revela que 59% das empresas foram vítimas, no último ano, de uma violação de segurança provocada por terceiros, frequentemente através da exploração de credenciais de máquinas com permissões excessivas. A consultora alerta mesmo que a próxima grande falha de segurança poderá resultar não de um erro humano, mas de uma máquina a operar sem controlo adequado.

Geopolítica, regulação e cadeia de abastecimento redefinem a segurança

A crescente tensão geopolítica e o reforço do quadro regulatório estão também a obrigar empresas e entidades públicas a repensarem as suas infraestruturas tecnológicas, a relação com fornecedores e a localização dos dados.

Na União Europeia, diretivas como a NIS2, a DORA e a CER estão a deslocar o foco da simples proteção da informação para a resiliência operacional, exigindo que as organizações demonstrem capacidade para resistir, responder e recuperar de incidentes cibernéticos, especialmente em setores críticos como energia, telecomunicações, saúde e banca.

Ao mesmo tempo, a cadeia de abastecimento está a transformar-se numa verdadeira “attack chain”. A dependência de fornecedores de serviços cloud, software, inteligência artificial e serviços digitais faz com que o risco cibernético se estenda a todo o ecossistema empresarial. Segundo a KPMG, a resiliência da supply chain é atualmente o principal fator a influenciar as decisões de negócio a curto prazo, enquanto 45% das organizações admitem que o risco regulamentar associado a terceiros aumentou significativamente.

Perante este cenário, o papel do Chief Information Security Officer (CISO) está também a evoluir. O responsável pela segurança da informação deixa de ser apenas um gestor técnico para assumir uma função estratégica, contribuindo para integrar a segurança nos processos de inovação, na adoção da inteligência artificial e no crescimento sustentável das empresas.

A mensagem do relatório é clara: num contexto marcado pela incerteza tecnológica e geopolítica, a cibersegurança já não é apenas uma questão de defesa. É um ativo económico, um fator de diferenciação competitiva e uma condição essencial para reforçar a confiança digital.

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Plataforma de financiamento colaborativo imobiliário lança primeiro projeto residencial em Turim

A Wecity, plataforma digital de financiamento colaborativo imobiliário, anunciou a sua entrada no mercado italiano, no que é considerado mais um passo na estratégia de expansão internacional da empresa. A operação arranca com um projeto de desenvolvimento residencial em Turim, uma das principais cidades económicas da região do Piemonte, no norte de Itália.

Através do seu modelo de financiamento alternativo e participativo, a plataforma vai permitir que investidores particulares e institucionais participem na aquisição, remodelação e posterior venda de 12 apartamentos localizados no edifício da Via Sacchi 16, numa operação desenvolvida em parceria com o promotor imobiliário LoBa Invest.

O projeto prevê um financiamento total de 1,45 milhões de euros, estruturado em duas fases. A primeira tranche, de 1 milhão de euros, destina-se a suportar parte da aquisição do imóvel e o arranque das obras, enquanto a segunda, de 450 mil euros, financiará a conclusão da intervenção.

Segundo a empresa, o promotor assegura um investimento próprio de 570 mil euros, reforçando a robustez da operação. Para os investidores da plataforma, o projeto oferece uma taxa de juro anual de 11%, com um prazo estimado de nove meses, acrescido de uma eventual prorrogação de três meses, estando ainda garantido por uma hipoteca de primeiro grau sobre a totalidade das habitações.

A entrada em Itália surge num contexto de crescente necessidade de soluções alternativas de financiamento para o setor residencial. A Wecity considera que o mercado italiano apresenta características semelhantes às de Portugal e Espanha, nomeadamente um défice estrutural de oferta habitacional e uma procura crescente por mecanismos de financiamento mais ágeis e flexíveis.

“A Itália reúne características semelhantes às de Portugal e Espanha: forte procura habitacional, interesse dos investidores e necessidade de novas soluções de financiamento. Acreditamos que a experiência acumulada pela Wecity nestes mercados nos permitirá contribuir para o desenvolvimento de novos projetos residenciais e oferecer oportunidades atrativas aos investidores”, afirma Antonio Mañas, CEO da Wecity.

A plataforma chega a Itália depois de consolidar a sua atividade em Espanha e em Portugal, onde opera há cerca de três anos. O mercado italiano representa, assim, o segundo grande passo da expansão internacional da empresa, que sublinha ainda o seu compromisso com a transparência e com o enquadramento regulamentar europeu, operando ao abrigo do regime ECSP (European Crowdfunding Service Providers).

Até ao momento, a Wecity já financiou mais de 255 milhões de euros através de 192 projetos imobiliários. Em Portugal, o volume financiado atingiu 11,9 milhões de euros em 2025 e, apenas nos primeiros cinco meses deste ano, a plataforma já ultrapassou esse valor, com 12,7 milhões de euros financiados, superando o total registado durante todo o ano anterior.

Fundada em Espanha e com presença em Portugal, a Wecity atua como uma plataforma digital que liga promotores imobiliários e investidores num ecossistema colaborativo. Nos últimos cinco anos, financiou cerca de 250 milhões de euros em projetos imobiliários e afirma liderar, no mercado europeu de financiamento colaborativo, o rácio de reembolso de empréstimos. Enquanto Prestador de Serviços de Financiamento Colaborativo autorizado, a empresa está habilitada a prestar serviços em Portugal.

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Era Agêntica: 80% das pesquisas já incluem IA e obrigam marcas a reinventar estratégias

A crescente integração da Inteligência Artificial (IA) nos motores de pesquisa está a transformar profundamente o marketing digital, obrigando as marcas a competir não apenas pela atenção dos consumidores, mas também pela recomendação dos próprios sistemas de IA. A conclusão foi destacada no evento “What’s Next in the Agentic Era: Disrupção no Marketing, Media e Medição”, promovido pela Incubeta em parceria com a Google, que reuniu em Lisboa profissionais das áreas de marketing, media, dados e tecnologia.

Segundo Michael Ossendrijver, Group Chief Solutions Officer da Incubeta Global, “o manual tradicional do marketing digital foi reescrito”, sublinhando que os consumidores procuram cada vez mais respostas diretas, em vez de navegarem por múltiplos resultados. “Mindshare is becoming Model Share”, afirmou, sintetizando a mudança de paradigma.

De acordo com o responsável, cerca de 80% das pesquisas já apresentam respostas geradas por IA, tendência que deverá intensificar-se nos próximos anos. Em paralelo, o tráfego proveniente de sistemas de IA para plataformas de comércio eletrónico registou um crescimento de 393% face ao ano anterior, com taxas de conversão 42% superiores às do tráfego digital tradicional.

Este novo contexto está a alterar o papel dos agentes digitais, que passam a mediar a relação entre consumidores e marcas. O tradicional funil de marketing — baseado em pesquisas, cliques e navegação em websites — dá lugar a um modelo em que a decisão é cada vez mais influenciada por recomendações automatizadas.

Apesar da rápida evolução, a maioria das empresas ainda não está preparada para esta transformação. Dados da Incubeta indicam que 81% dos profissionais de marketing admitem não ter uma estratégia clara para interpretar e operacionalizar métricas relacionadas com IA.

Também Patrícia Nabeto, country manager da Incubeta em Portugal, alertou para a ausência de uma abordagem estruturada à adoção da tecnologia. “A verdade é que não há uma estratégia para o uso de Inteligência Artificial nas empresas”, afirmou.

Um estudo da empresa junto de líderes de marketing e executivos dos setores do retalho e comércio eletrónico revela ainda inconsistências na perceção de desempenho: embora 70,4% considerem eficaz a aplicação dos orçamentos, apenas 41,6% reconhecem que uma parte significativa do investimento não gera o retorno esperado.

A responsável destaca ainda o chamado “Imposto da Ineficiência”, apontando que muitas organizações continuam a aumentar os seus orçamentos — 73,6% fazem-no anualmente — sem resolver falhas estruturais, o que resulta na amplificação de ineficiências operacionais.

No plano estratégico, a adoção de IA é amplamente reconhecida como crítica: 77% dos líderes acreditam no seu impacto positivo no desempenho, mas apenas 55% dizem ter capacidade para a implementar eficazmente. Além disso, 12% das empresas ainda não utilizam IA nas suas operações de marketing.

O evento evidenciou também a emergência do conceito de “Agentic Commerce”, em que agentes de IA passam a intermediar a descoberta e recomendação de produtos. Neste cenário, a visibilidade baseada em SEO perde relevância, sendo substituída pela capacidade das marcas de comunicarem eficazmente com os algoritmos que orientam as decisões de compra.

A mudança implica uma revisão das estratégias de conteúdo, com menor foco em palavras-chave e maior aposta em descrições semânticas e informativas que facilitem a interpretação por modelos de linguagem.

Com a participação de empresas como Farfetch, Google, Sonae MC, Vodafone e Worten, o encontro reforçou a ideia de que a chamada Era Agêntica representa uma transformação estrutural na forma como as marcas criam valor e competem num ecossistema digital cada vez mais mediado por inteligência artificial.

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Mundial 2026: turismo, hotelaria, publicidade e apostas entre os setores mais bem posicionados para lucrar

O Campeonato do Mundo de Futebol de 2026, que será coorganizado pelos Estados Unidos, Canadá e México, está a ser apontado como um marco histórico não apenas no plano desportivo, mas também no económico.

Esta edição será a maior de sempre da FIFA, contando pela primeira vez com 48 seleções participantes e jogos distribuídos por 16 cidades da América do Norte. O evento ganha ainda um forte simbolismo especial por representar, previsivelmente, a última participação de figuras como Lionel Messi, Cristiano Ronaldo, Luka Modrić e Neymar no maior palco do futebol mundial.

De acordo com uma análise divulgada pela corretora Freedom24, as projeções financeiras associadas à competição superam largamente os registos anteriores.

A FIFA estima arrecadar entre 11 mil milhões e 13 mil milhões de dólares em receitas durante o ciclo de 2023–2026, uma subida expressiva face aos 7,5 mil milhões de dólares gerados no ciclo do Mundial do Catar, em 2022. Espera-se que a venda de bilhetes e os pacotes de hospitalidade atinjam os 3,1 mil milhões de dólares, enquanto os direitos televisivos deverão render cerca de 4,26 mil milhões de dólares. O campeonato prevê atrair perto de 6,5 milhões de espectadores aos estádios, estabelecendo um recorde absoluto.

No que toca ao impacto macroeconómico, estima-se que a contribuição total para o PIB dos três países anfitriões seja de 40,9 mil milhões de dólares, com a atividade económica global associada ao torneio a poder alcançar os 80,1 mil milhões de dólares.

Especialistas da Freedom24 sublinham que este fluxo de capital cria oportunidades táticas para investidores em múltiplos setores económicos, embora ressalvem que o efeito de um Mundial raramente constitui um motor de crescimento sustentável a longo prazo por si só.

O turismo e a hotelaria surgem como os principais beneficiários diretos, com a FIFA a estimar que mais de metade das despesas previstas estará ligada a gastos turísticos.

Grandes cadeias hoteleiras como Marriott International, Hilton Worldwide e Hyatt Hotels, além da plataforma Airbnb e de agências de reservas online como Expedia, Booking Holdings e Trip.com, deverão registar aumentos de procura. De resto, após o sorteio da fase de grupos em janeiro de 2026, os preços dos hotéis nas cidades anfitriãs subiram, em média, 14,75%, com picos notáveis em Guadalajara (385%) e Vancouver, onde alguns quartos atingiram os 1.455 dólares por noite.

O segmento da mobilidade urbana e entrega de refeições, onde operam empresas como Uber, Lyft, DoorDash e Uber Eats, também antecipa um forte acréscimo de atividade.

No retalho e marketing, as marcas de vestuário desportivo são apontadas como fortes candidatas a retornos financeiros. A Adidas, enquanto parceira oficial da FIFA e fabricante da bola da competição, é vista por muitos investidores como a empresa com maior potencial de benefício relativo, embora concorrentes como a Nike e a Puma também mereçam atenção devido aos seus patrocínios de seleções e vendas de vestuário casual associado ao futebol.

Paralelamente, o setor dos media e da publicidade digital — liderado nos EUA por operadoras como a Fox Corporation e a Comcast, e globalmente por plataformas como a Meta e a Alphabet — deverá capturar uma fatia significativa do reforço dos investimentos publicitários das marcas.

A análise indica ainda que a Netflix poderá beneficiar caso continue a expandir a sua aposta em documentários e conteúdos ligados ao futebol. Por fim, as apostas desportivas surgem como um setor de elevado potencial de rentabilidade, mas igualmente de alta volatilidade. Projeta-se que o volume global de apostas durante as semanas do campeonato ultrapasse os 150 mil milhões de dólares.

A Freedom24 cita um estudo da Paysafe que indica que 62% dos adeptos nos Estados Unidos planeiam apostar durante o evento (sendo que 29% o farão pela primeira vez), enquanto no México essa percentagem sobe para os 68%. Operadores consolidados no mercado norte-americano, como a DraftKings e a Flutter Entertainment (detentora da FanDuel), posicionam-se na linha da frente para capitalizar esta tendência, num cenário onde a concorrência de mercados de previsão alternativos como a Kalshi e a Polymarket poderá aumentar.

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Goparity canaliza mais de 20 milhões de euros para energia limpa em Portugal

No âmbito da Semana Europeia da Energia Sustentável, a plataforma portuguesa de investimento sustentável Goparity revelou que já canalizou mais de 20 milhões de euros para projetos de energia limpa, destacando-se como uma alternativa ao financiamento tradicional para acelerar a transição energética no país.

A empresa alerta para os persistentes bloqueios no acesso a financiamento por parte de pequenas e médias empresas (PMEs), comunidades de energia e promotores locais, num momento em que a Europa enfrenta tensões geopolíticas e pressões sobre os preços dos combustíveis fósseis. “Portugal tem os recursos naturais e a visão política. O que falta, por vezes, é financiamento que chegue a quem realmente precisa. A Goparity existe para cobrir essa lacuna – de forma regulada, transparente e com impacto mensurável”, afirmou Nuno Brito Jorge, CEO e cofundador da Goparity.

Regulada pela CMVM ao abrigo do Regulamento Europeu de Crowdfunding e certificada como B Corp, a plataforma tem mais de 70% do seu portefólio em Portugal. Até ao momento, foram efetuados quase 500 empréstimos, dos quais 150 já totalmente reembolsados, devolvendo 19,3 milhões de euros aos investidores. Mais de metade deste valor (mais de 10 milhões de euros) provém de projetos nacionais.

O impacto ambiental é significativo: os projetos financiados geram ou poupam anualmente 6,7 GWh de energia e evitam a emissão de 14 mil toneladas de CO₂ por ano – o equivalente à absorção de mais de 600 mil árvores. Na categoria de energia sustentável, que representa cerca de 50% dos projetos da plataforma, foram já emprestados 20,7 milhões de euros, prevendo-se a geração de 36,4 GWh de energia limpa por ano.

A Goparity tem financiado sistemas solares de autoconsumo, projetos de eficiência energética, mobilidade elétrica e comunidades de energia renovável em várias regiões do país, do Alentejo aos Açores. Do lado dos investidores, a plataforma oferece um retorno médio anual de 5,4%. Cada 1.000 euros investidos evitam, em média, 1,6 toneladas de CO₂ por ano e impactam positivamente 14 pessoas.

Nuno Brito Jorge, que trabalhou no Parlamento Europeu acompanhando as comissões de Energia, Indústria e Ambiente durante o período do pacote “20-20-20”, sublinha a importância de mecanismos de financiamento ágeis e transparentes para cumprir a meta de neutralidade carbónica em 2050.

Fundada com o objetivo de democratizar o acesso ao financiamento sustentável, a Goparity já apoiou mais de 400 projetos alinhados com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, em três continentes, num total superior a 50 milhões de euros investidos. Estes projetos beneficiaram mais de 100 mil pessoas, criaram mais de 4 mil empregos e contribuem para evitar anualmente mais de 30 mil toneladas de CO₂.

A plataforma surge, assim, como parte da solução para ligar capital privado e cidadão a projetos com impacto real, num contexto em que a velocidade do financiamento precisa de acompanhar a ambição climática europeia.

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Amtrol-Alfa e Galp introduzem garrafas de butano produzidas com aço de baixas emissões

A Amtrol-Alfa, empresa do grupo Worthington Enterprises com sede em Brito, Guimarães, anunciou o lançamento de uma nova geração de garrafas de gás butano produzidas com aço de baixas emissões de carbono. A iniciativa resulta de uma colaboração com a ArcelorMittal e conta com a Galp como parceira na distribuição das primeiras cinco mil unidades, que deverão começar a chegar ao mercado nacional em breve.

De acordo com a empresa, estas garrafas são fabricadas com aço laminado a quente XCarb® reciclado e produzido com recurso a energia renovável. Segundo a informação disponibilizada, este material apresenta uma pegada de carbono 73% inferior à do aço utilizado convencionalmente na produção deste tipo de recipientes.

Citado no comunicado, o diretor-geral da Amtrol-Alfa, Filipe Pedrosa, afirma que a empresa assumiu “o compromisso de desenvolver uma garrafa de aço com a menor pegada de carbono possível, sem recorrer a compensações de carbono”. O responsável acrescenta que o trabalho desenvolvido em conjunto com a ArcelorMittal permitiu criar um produto “mais sustentável, em total conformidade com as normas regulamentares”, sublinhando ainda o objetivo de disponibilizar esta solução a clientes interessados em reduzir o seu impacto ambiental.

A colaboração entre a Amtrol-Alfa e a ArcelorMittal teve início em 2022, com foco na redução da pegada carbónica do aço utilizado no fabrico de garrafas de gás. O projeto incluiu várias fases de testes e validação do aço XCarb® reciclado e produzido com energia renovável.

Também citado no documento, Tom Van de Putte, responsável pelo desenvolvimento de negócio XCarb® na ArcelorMittal Europe Flat Products – CMO Industry, explica que o aço utilizado é produzido com, pelo menos, 75% de sucata reciclada e num forno elétrico alimentado por eletricidade proveniente de fontes renováveis. Segundo o responsável, este processo permite reduzir significativamente as emissões associadas à produção do material e é acompanhado por uma Declaração Ambiental de Produto verificada de forma independente.

A Amtrol-Alfa apresenta-se como o maior fabricante europeu de garrafas de aço, garrafas leves em aço e garrafas compósitas de baixo peso, contando com cerca de 800 colaboradores e um volume de faturação anual de 120 milhões de euros. A empresa fornece os setores do GPL, gases industriais e gases técnicos para diversos mercados internacionais.

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Comunidade de startups do Santander já reúne 400 empresas de elevado impacto

O Santander X 100, a comunidade de startups, scaleups e PME criada pelo Banco Santander através da sua plataforma global Santander X, atingiu 400 empresas de elevado crescimento provenientes de 11 países. Estes países especializam-se em setores estratégicos como inteligência artificial, desenvolvimento de software, sustentabilidade, cibersegurança, saúde digital e Indústria 4.0. O anúncio foi feito pelo  Banco Santander.

O banco anunciou que a comunidade Santander X 100, ao atingir a marca de 400 empresas de elevado crescimento, consolida-se como “uma das maiores redes internacionais de startups, scaleups e PME dedicadas a setores estratégicos da nova economia”. A iniciativa, criada através da plataforma global Santander X, junta já 191 startups, 156 scaleups e 49 PME oriundas de 11 países, todas selecionadas entre milhares de candidaturas internacionais pela sua capacidade de inovação, escalabilidade e resposta aos grandes desafios atuais.

As empresas integrantes do Santander X 100 operam em mais de 20 setores-chave, com destaque para inteligência artificial, desenvolvimento de software, sustentabilidade, cibersegurança, saúde digital e Indústria 4.0. Juntas, são responsáveis pela criação de milhares de postos de trabalho qualificados. Portugal marca presença na lista com 13 nomes, entre eles Agentifai SA, Aromashop, Code for All, FiberSight, Go Power, Infinite Foundry, JLC Energy, Lampsy, Smartex Europe, STARKDATA, Torpedo – Serviços de Informática, Ubbu e YORBA.

Muitas das empresas já captaram investimento privado, expandiram-se internacionalmente e fecharam parcerias estratégicas em áreas de forte procura por parte de investidores, como sustentabilidade, eHealth, fintech/insurtech, edtech e cibersegurança.

Só em 2025, o Santander X apoiou cerca de 60.000 empreendedores e empresas em 10 países, um crescimento de 12% face ao ano anterior, através de formação, prémios, desafios e soluções financeiras. Em Portugal, estão abertas até 11 de setembro as candidaturas aos Santander X Portugal Awards 2026, com 30.000 euros em prémios para universitários e startups inovadoras. A Unicorn Factory Lisboa coordena o processo de seleção e organiza o evento final.

Nos últimos anos, mais de 5.500 empresas participaram em oito concursos internacionais promovidos pelo banco, focados em saúde, educação, digitalização, empregabilidade e sustentabilidade. Em 2025, cerca de 1.000 projetos integraram desafios globais que distribuíram mais de 240.000 euros em prémios, além de acesso a investimento e redes de negócio. A iniciativa mais recente é o Santander X Global Challenge | The Quantum AI Leap, que procura soluções que apliquem computação quântica e inteligência artificial a setores como finanças, energia, saúde, logística e cibersegurança.

O Santander mantém há 30 anos uma forte ligação à educação, empregabilidade e empreendedorismo, com mais de 2,5 mil milhões de euros investidos e 8,3 milhões de pessoas e empresas apoiadas através de acordos com cerca de 1.000 universidades.

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FlixBus reforça ligações ibéricas com novas rotas entre Portugal e Espanha

A FlixBus anunciou o reforço da sua operação na Península Ibérica com o lançamento de duas novas ligações internacionais: Madrid–Braga e Lisboa–Badajoz. A expansão da rede, que entra em funcionamento este mês, inclui ainda a integração de Estremoz, Borba e Elvas na oferta da transportadora, marcando a estreia da empresa no distrito de Portalegre e o alargamento da sua presença no Alentejo.

A nova rota Madrid–Braga estabelece uma ligação direta entre Braga, Porto, Vila Real e Bragança e a capital espanhola, incluindo acesso ao terminal Madrid Sul e ao aeroporto Adolfo Suárez Madrid-Barajas. Já a linha Lisboa–Badajoz liga a capital portuguesa a Setúbal, Montemor-o-Novo, Évora, Estremoz, Borba, Elvas e à cidade espanhola de Badajoz, reforçando a conectividade transfronteiriça e ampliando a cobertura da operadora no interior do país.

A empresa enquadra este investimento numa estratégia de desenvolvimento da mobilidade internacional e regional, apontando para o potencial de crescimento dos fluxos turísticos e económicos entre Portugal e Espanha. No caso do Norte do país, a FlixBus destaca os dados do Turismo de Portugal, segundo os quais o mercado espanhol representou, em 2025, 18,3% dos hóspedes estrangeiros da região, num total superior a 780 mil visitantes.

A expansão para o Alto Alentejo é igualmente apresentada como um contributo para a coesão territorial, através do reforço das ligações entre centros urbanos e regiões de menor densidade populacional. A entrada em cidades como Estremoz, Borba e Elvas cria novas alternativas de transporte para residentes e visitantes, ao mesmo tempo que fortalece a ligação económica e turística com a região espanhola da Extremadura.

As duas novas linhas arrancam com dois horários diários, um em cada sentido. A ligação Madrid–Braga funcionará diariamente, enquanto a rota Lisboa–Badajoz terá partidas de Lisboa às 9h45 e de Badajoz às 16h25. Segundo a empresa, a viagem entre Lisboa e Badajoz terá uma duração inferior a quatro horas. Os bilhetes já se encontram disponíveis nos canais habituais de venda, com preços iniciais de 14,99 euros para o trajeto Braga–Madrid, 8,49 euros entre Lisboa e Estremoz e 9,49 euros entre Lisboa e Elvas.

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Navigator lança nova marca gCELL para o mercado global de pasta de celulose

A The Navigator Company anunciou o lançamento da gCELL, uma nova marca que passa a reunir o seu negócio no segmento de pasta sob uma identidade única e distintiva.

Em comunicado a papeleira revela que “com a gCELL, a Navigator passa a reunir o seu negócio de pasta sob uma identidade única e distintiva, assente em mais de sete décadas de experiência na produção de pasta de Eucalyptus globulus, uma matéria-prima reconhecida pela sua elevada qualidade e competitividade à escala internacional”.

“A empresa foi pioneira na pasta branqueada kraft de eucalipto há 70 anos — uma liderança que remonta a um momento marcante em 1956, na fábrica de Cacia (Aveiro), onde uma pequena equipa demonstrou, pela primeira vez a nível mundial, a produção industrial de pasta pelo método kraft a partir de eucalipto, nomeadamente Eucalyptus globulus”, acrescenta.

Atualmente, a Navigator posiciona-se como o maior produtor europeu de pasta à base de eucalipto, com uma capacidade anual de 1,6 milhões de toneladas.

A Navigator explica em comunicado que a proposta de valor da gCELL assenta em quatro pilares fundamentais: inovação e legado, credibilidade e fiabilidade, versatilidade e sustentabilidade.

O nome da marca reflete a sua génese, combinando a letra “g”, associada à espécie globulus, com o termo “CELL”, que remete para a célula e para a celulose, adianta a Navigator.

De acordo com João Escobar Henriques, Global Pulp Sales Director da empresa, a criação de uma marca dedicada visa reforçar o valor da fibra e estreitar a ligação com os clientes, disponibilizando soluções de elevado desempenho que otimizam os processos e melhoram a qualidade do produto final. O controlo da produção é assegurado através de unidades industriais totalmente integradas, que cobrem desde as florestas geridas de forma sustentável até à transformação industrial.

“A gCELL representa uma evolução natural do nosso negócio de pasta”, afirma João Escobar Henriques, Global Pulp Sales Director da The Navigator Company. “Ao criarmos uma marca dedicada, estamos a reforçar o valor único da nossa fibra e a estreitar a nossa ligação com os clientes. A gCELL é mais do que um nome – reflete o nosso compromisso em disponibilizar soluções sustentáveis de elevado desempenho, que contribuem para a otimização dos processos e para a melhoria da qualidade do produto final”.

O portefólio da gCELL destina-se a um amplo conjunto de aplicações finais, abrangendo papéis de impressão e escrita, tissue, papéis de embalagem, papéis especiais e decorativos, além de soluções emergentes em celulose moldada. Segundo a empresa, as propriedades da pasta garantem um desempenho caracterizado por elevada resistência, estabilidade dimensional, opacidade, brancura, suavidade e capacidade de processamento.

A matéria-prima provém de florestas plantadas exclusivamente para esse efeito e geridas de forma sustentável, com certificações internacionais FSC® e PEFC. Adicionalmente, o uso da fibra de Eucalyptus globulus permite uma menor utilização de madeira face a outras espécies para a mesma quantidade de aplicação final, contribuindo para a redução do consumo de água e de produtos químicos no processo industrial.

A Navigator diz que o lançamento da gCELL enquadra-se no compromisso alargado da Navigator com a eficiência de recursos e a ação climática. A empresa estabeleceu a meta de reduzir em 86% as suas emissões diretas de CO₂ nos complexos industriais até 2035, face a 2018. Através do seu Roteiro de Descarbonização, que prevê um investimento superior a 350 milhões de euros entre 2019 e 2028, a companhia antecipou os seus objetivos intermédios para 2026, prevendo alcançar uma redução de cerca de 60% nas emissões diretas de CO₂ fóssil em comparação com o ano de referência.

Como produtor integrado de floresta, pasta, papel, tissue, soluções de packaging e bioenergia, a TNavigator registou um volume de negócios de 1.970 milhões de euros em 2025, exportando mais de 90% dos seus produtos para 117 países. A empresa é a terceira maior exportadora de Portugal, gerando cerca de 2,5% das exportações nacionais de bens e mais de 30 mil empregos diretos, indiretos e induzidos no país.

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