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Formação híbrida é o modelo preferencial das empresas

A formação híbrida tem-se afirmado como um dos modelos preferenciais das direções de recursos humanos das empresas. São vários os exemplos, entre os quais os da Abreu Advogados, que está a “consolidar um modelo de formação híbrido”, da McDonald’s Portugal, que já o segue combinando um Centro de Formação próprio com formação desenvolvida em parceria com entidades externas, como universidades de Gestão, e da Meo, cuja formação segue fórmula idêntica: academias internas, programas externos e soluções à medida.

A aposta neste formato, “que combina academias internas estruturadas com programas de formação externa em instituições de referência”, surge em “resposta às crescentes exigências da advocacia contemporânea”, explica ao JE Nádia Fonseca, diretora de Recursos Humanos daquela sociedade.

“Este modelo híbrido reflete uma visão estratégica clara: preparar os advogados e equipas para um contexto em que o exercício da profissão se cruza, cada vez mais, com tecnologia, inovação e exigências de negócio, colocando a aprendizagem contínua no centro da competitividade da organização”, defende a mesma responsável.

O sistema formativo do escritório de advogados está organizado por “Escolas”: Direito, Gestão, Desenvolvimento Pessoal e Inovação, entre outras áreas. Os percursos diferem consoante a função e nível de carreira, “promovendo a aprendizagem contínua e o alinhamento cultural”, explica a mesma responsável.

Importa referir a academia de formação certificada da Abreu Advogados: o Instituto de Conhecimento, fundado em 2012 e vocacionado para o desenvolvimento interno e para a formação executiva de outros profissionais e clientes.

Mas também a formação externa – mestrados, LL.M., programas executivos e iniciativas promovidas por redes internacionais –, na qual “mantém um investimento consistente”. É um investimento fundamental na “atualização técnica, certificação académica e exposição a práticas globais”.

“É um modelo que serve simultaneamente o desenvolvimento interno, a captação de talento jovem e o posicionamento externo da marca Abreu Advogados como Sociedade inovadora”, finaliza Nádia Fonseca.

Elevada progressão interna

Na McDonald’s, o Centro de Formação interno é um dos alicerces do desenvolvimento profissional, oferecendo mais de uma dezenas de cursos em formato presencial, virtual e on the job. “Esta abordagem integrada permite garantir consistência, rigor operacional e flexibilidade na resposta às necessidades de desenvolvimento dos nossos colaboradores”, refere Sofia Mendonça, que dirige o departamento de recursos humanos da cadeia de restauração.

Tudo começa “desde o primeiro dia, através de uma integração prática nos restaurantes”. É um “compromisso com o desenvolvimento”. A aprendizagem contínua desenrola-se através de programas de crescimento técnico e de liderança, iniciativas no âmbito da inclusão social, como formações em Língua Gestual Portuguesa (LGP) em parceria com entidades especializadas, “que promovem uma maior acessibilidade e sensibilização das equipas”, justifica a mesma responsável.

De acordo com Sofia Mendoça, o investimento “reflete-se na progressão interna da organização”: mais de 90% dos gerentes de restaurante começaram na empresa como operadores, e em torno de 40% dos trabalhadores da sede iniciaram o seu percurso nos restaurantes. Hoje, exercem funções de destaque em várias áreas da McDonald’s, tanto em Portugal como noutros países.

Do lado da Meo, Ana Gama Marques, diretora de Pessoas e Organização, explica ao JE que a abordagem seguida “permite garantir, por um lado, o alinhamento com a cultura e prioridades estratégicas” da operadora “e, por outro, o acesso a conhecimento atualizado e às melhores práticas do mercado”.

Internamente, o trabalho é desenvolvido na Academia Meo, na qual têm vindo a investir “fortemente” e que disponibiliza “formação transversal” em competências digitais ou liderança, “assegurando consistência e proximidade às necessidades da organização”.

O modelo integrado de formação da Meo, que considera ser o “o mais eficaz para promover uma cultura de aprendizagem contínua e para preparar as pessoas para os desafios de um setor em constante transformação”, nota Ana Gama Marques, acontece em paralelo com parcerias externas e plataformas especializadas e com programas feitos à medida. Os primeiros, acrescenta, completam a oferta “com conteúdos de vanguarda e diferentes perspetivas” e os segundos consideram as “necessidades específicas das equipas e dos colaboradores, combinando competências técnicas e comportamentais”.

Banca e transformação digital
No caso do Millennium bcp, a abordagem é maioritariamente externa, “assente em conteúdos desenvolvidos à medida da realidade do banco e alinhados com as suas prioridades estratégicas”.

E cabe à Millennium Banking Academy, fundada em 2016 e a primeira academia interna de um banco em Portugal certificada pela Direção-Geral do Emprego e Relações do Trabalho, definir o plano anual de formação, “construído a partir das linhas estratégicas da instituição, dos desafios futuros da organização e das necessidades identificadas no contexto atual”, revela ao JE fonte oficial do banco.

Com a transformação digital a exigir ao setor financeiro que se mantenha competitivo tecnologicamente, não havendo espaço nem tempo para estagnação, o investimento em “competências em inteligência artificial assume-se como um fator estratégico de competitividade e preparação para o futuro”.

A Academia AI Together, uma iniciativa pioneira lançada em janeiro de 2026 em parceria com a NOVA SBE Executive Education, é um das faces desse investimento. Foi desenhada para dar acesso a competências e ferramentas internas de inteligência artificial generativa e tem como público alvo todos os trabalhadores, inclusive membros da Comissão Executiva e a alta direção do banco, abrangendo mais de 6.500 funcionários.

“Ao investir no desenvolvimento de competências práticas nesta área, as organizações podem transformar desafios em oportunidades, valorizar o talento interno e preparar-se para novas exigências do mercado, sem perder de vista os princípios de responsabilidade, ética e gestão de risco na utilização destas tecnologias”, explica ainda a mesma fonte do Millennium bcp.

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Ordem celebra protocolo de cooperação com advogados de Angola, Cabo Verde e Guiné-Bissau

Os bastonários das Ordens dos Advogados de Portugal, Angola, Cabo Verde e Guiné-Bissau assinaram esta sexta-feira, em Lisboa, um protocolo que promove a cooperação e formação entre as respetivas classes em temas de interesse comum e em relação à legislação de cada jurisdição.

Firmado no dia em que a Ordem dos Advogados portugueses celebra o seu centenário, o acordo foi dado a conhecer pelo bastonário português João Massano durante a cerimónia, que defendeu a advocacia lusófona como um “ativo estratégico” que deve ser valorizado e fortalecido.

“Portugal possui uma posição única na comunidade jurídica de língua portuguesa: temos uma história partilhada, uma tradição jurídica comum e uma responsabilidade acrescida na promoção da cooperação entre os países lusófonos”, afirmou o líder da classe da advocacia portuguesa, antecipando que “essa cooperação será cada vez mais importante no futuro”. “Os desafios que enfrentamos são comuns e a defesa da Justiça, da Democracia e dos Direitos fundamentais não conhece fronteiras”, acrescentou.

No protocolo enviado ao JE, João Massano, José Luís Domingos (Angola), Júlio Martins Júnior (Cabo Verde), e Januário Pedro Correia (Guiné-Bissau) “reconhecem a importância fundamental de uma cooperação transversal de formação entre os seus membros, sob a raiz de direito comum nos diferentes sistemas jurídicos de Língua Portuguesa e no rigoroso cumprimento das respectivas atribuições legais, nas referidas áreas de atuação e jurisdição”.

Relações institucionais entre as ordens de Portugal e do Brasil

O acordo a nível lusófono acontece poucos dias depois de a Ordem ter confirmado uma reaproximação com a associação congénere no Brasil, como avançou o “Público Brasil”, uma questão abordada por João Massano no encerramento das comemorações que decorreram esta sexta-feira, na Aula Magna. O regime de reciprocidade deixou de existir em 2023.

“Neste ano do Centenário foi igualmente possível retomar um caminho que considero particularmente importante para o futuro da Advocacia portuguesa. Refiro-me ao restabelecimento das relações institucionais entre a Ordem dos Advogados de Portugal e a Ordem dos Advogados do Brasil, circunscrito à cooperação na área da formação”, afirmou o advogado português.

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Seguro releva papel da advocacia na “defesa da dignidade humana” perante desafios tecnológicos e sociedade que “tende a excluir”

O Presidente da República Portuguesa relevou o papel da advocacia na “defesa da dignidade humana” perante os desafios da era digital e de uma “sociedade que tende a excluir”, sublinhando o compromisso da Ordem dos Advogados (OA), que acaba de completar cem anos, com “uma justiça mais próxima, acessível e eficaz”.

Num discurso para uma plateia de centenas de profissionais da classe, numa cerimónia que decorre esta sexta-feira na Aula Magna, o Chefe de Estado afirmou que os advogados “enfrentam desafios de enorme complexidade”, sendo “simultaneamente mais necessários e mais desafiados do que nunca”.

“Se os primeiros 100 anos da OA foram marcados pela afirmação da liberdade perante o poder político, os próximos 100 anos serão marcados pela defesa da dignidade humana perante os desafios do poder tecnológico e de uma sociedade que tende a excluir quem considera os seus elos mais fracos”, afirmou António José Seguro.

Entre as grandes missões da advocacia do futuro está, de acordo com António José Seguro, ser “inteiramente coerente com o legado que receberam e com os valores” daquela que foi a primeira ordem profissional a ser fundada em Portugal, há precisamente um século.

Uma “instituição de liberdade e de cidadania, uma voz crítica quando necessária, defensora da legalidade democrática e parceria indispensável da justiça” com um “compromisso com o futuro, independência, liberdade humana, democracia, com uma justiça mais próxima, mais acessível e mais eficaz”, listou.

Para Seguro, que classifica a OA como “uma das instituições mais relevantes da vida civil e democrática portuguesa”, a “independência do adcogado nunca foi um privilégio corporativo. Foi sempre, e continua a ser, uma garantia democrática”.

“Celebrar os 100 anos da OA é celebrar também 100 anos de defesa do Estado de Direito. Não se mede apenas pela existência das leis, mas pela capacidade de garantir que ninguém está acima da lei e que ninguém fica desprotegido da lei; pela existência de tribunais independentes, pela efetividade dos direitos fundamentais, pela possibilidade de cada pessoa encontrar, perante a injustiça, uma voz que a represente e uma instituição que a proteja. Essa voz foi durante um século a voz dos advogados portugueses”.

António José Seguro saudou o bastonário da OA, João Massano, por incluir o tema da inclusão nas comemorações. É um sinal do que a advocacia deve ser: uma profissão que reconhece responsável perante todos os cidadãos. Uma democracia só é verdadeiramente inclusiva quando todos os cidadãos podem conhecer os seus direitos e defendê-los eficazmente. Não podemos falar de democracia sem pensar nos mais vulneráveis. A advocacia faz a diferença na vida das pessoas e essa diferença é mais urgente precisamente onde a vida é mais difícil”.

 OA e Estado Novo

O Presidente da República aproveitou a ocasião para recordar os profissionais que “exerceram a advocacia em tempos difíceis, que durante o Estado Novo assumiram a defesa dos presos políticos perante os Tribunais Plenários”. “Homens e mulheres que compreenderam que defender um cidadão não significa concordar com as suas ideias mas antes afirmar um principio superior: o direito de todos a uma defesa livre, independente e efetiva”.

“A democracia portuguesa tem uma dívida de gratidão com esses vossos colegas, a coragem de defender a dignidade humana quando tal exigia colocar em risco a própria integridade das carreiras, das famílias e a sua liberdade”, sublinhou António José Seguro.

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Ações de insolvência declaradas caíram 16% em maio

O número de empresas que declarou insolvência caiu 16% em maio, em termos homólogos, de acordo com a Iberinform. Foram 165 empresas, menos 32.

Olhando para os cinco primeiros meses do ano, o número total de ações declaradas recuou 15%, ou seja, menos 131 empresas do que no mesmo período de 2025.

“Até maio de 2026, verificou-se uma redução de 29% nas declarações de insolvência apresentadas pelas próprias empresas, correspondendo a um total de menos 113 processos”, indica a consultora no mais recente boletim, que é publicado mensalmente.

Quanto aos pedidos de insolvência apresentados por terceiros, está em causa uma quebra de 5,6%, ou seja, menos 18 processos em relação a maio de 2025.

Foi nos distritos de Lisboa, Porto e Braga que foram declaradas mais insolvências – 172, 143 e 106 processos, pela mesma ordem. Contudo, em comparação com maio do ano passado, no Porto foram registadas menos 37% ações, seguido de Braga (-10%).

Em Lisboa, por outro lado, registou-se um aumento de de 0,6%.

Até maio de 2026, os distritos que evidenciam as maiores taxas de crescimento nas insolvências declaradas são Angra do Heroísmo (+200%), Madeira (+82%), Vila Real (+33% cada) e Setúbal (+19%).

“Nos primeiros cinco meses de 2026, os distritos que evidenciaram os maiores decréscimos no número de insolvências declaradas foram Castelo Branco (-47%), Santarém (-46%), Coimbra (-38%), Guarda (-33,3%), Ponta Delgada (-25%), Viana do Castelo (-24%) e Leiria (-21%)”, detalha a Iberinform no mesmo boletim.

Por setor, a Indústria Extrativa registou a quebra mais significativa (-100%), seguida da Agricultura, Caça e Pesca (-44%), as Telecomunicações (-33%), o Comércio a Retalho (-30%) e o Comércio por Grosso (-22%).

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Índices de Nova Iorque tombam mais de 1% arrastados pela tecnologia e escalada de tensões no Médio Oriente

Os principais índices de Wall Street terminaram a sessão desta quarta-feira em terreno negativo, com o setor tecnológico a sofrer as maiores perdas num dia de clara deterioração do conflito no Médio Oriente.

O Nasdaq encerrou a sessão a desvalorizar 1,98%, seguido do Dow Jones (-1,87%) e do S&P 500 (-1,62%).

A Super Micro Computer tombou 28%, depois de ter revelado que pretende captar sete mil milhões de dólares através da emissão de novas ações.

Os acontecimentos das últimas horas, com Donald Trump a ameaçar lançar novos ataques em solo iraniano, aumentaram as preocupações sobre a escalada da crise entre EUA e Irão, ofuscando os números da inflação de maio divulgados hoje. A taxa de inflação nos EUA subiu para 4,2%, numa comparação homóloga, correspondendo às expectativas do mercado, de acordo com o Departamento de Estatísticas do Trabalho norte-americano. As pressões inflacionistas podem levar a Fed a subir os juros antes do fim do ano.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou nesta quarta-feira a divulgação de que a inflação no país chegou a 4,2% nos 12 meses encerrados em maio, na maior subida desde abril de 2023. “Sabe o que eu realmente amo? Eu amo a inflação”, disse Trump ao ser questionado sobre o possível impacto da alta dos preços no desempenho de aliados de seu partido que disputarão as eleições de meio de mandato, em novembro.

O petróleo disparou 2,87% no NYMEX, com o crude West Texas a atingir os 92,61 dólares. O preço do petróleo Brent para entrega em agosto subiu hoje 1,80%, atingindo os 93,10 dólares por barril, depois de o Presidente norte-americano ter ameaçado o Irão com novos ataques.

 

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Angola formaliza acordo com a Visa para reforçar sistema de pagamentos internacionais

O Ministério do Turismo de Angola formalizou um acordo com a Visa para reforçar a rede de pagamentos internacionais no país, apostando em soluções digitais e convenientes enquanto promove a redução do numerário em circulação.

A tutela liderada por Márcio Daniel enquadra a parceria na estratégia de implementação da “Visit Angola – The Rhythm of Life”, marca central da agenda do Turismo angolano lançada em outubro do ano passado, tendo em vista desenvolver o mercado interno, melhorar a experiência dos visitantes nacionais e internacionais, capacitar os operadores turísticos e ampliar o acesso a soluções modernas, seguras e convenientes de pagamento

“A parceria tem como objetivo promover a aceitação de pagamentos com cartões Visa em canais físicos e digitais dos hotéis, restaurantes, agências de viagens, e outros operadores turísticos, bem como plataformas online e outros serviços associados à cadeia de valor do turismo”, explica o Ministério em comunicado.

Segundo Augusto Kalikemal, Secretário de Estado para o Turismo, a iniciativa “representa mais um passo” nos esforços do Ministério rumo a um setor “mais fácil de consumir, mais moderno na operação e mais alinhado com os padrões internacionais de conveniência e segurança”.

Do lado da Visa, Kátia Conceição, nomeada country manager da multinacional para Angola, Moçambique e Santa Helena em março, sublinhou o papel da empresa na introdução de “soluções inovadoras e ferramentas que contribuam para melhorar a experiência dos visitantes e apoiar o crescimento dos negócios locais”.

No âmbito do acordo, o Ministério e o novo parceiro tecnológico irão trabalhar em conjunto com instituições financeiras, adquirentes e prestadores de serviços de pagamento para apoiar a expansão dos pagamentos digitais no turismo, estando previstas ações de capacitação dos operadores do setor turístico na utilização de soluções digitais, aceitação de pagamentos electrónicos, educação financeira, segurança nas transações e melhoria da gestão das receitas.

O Memorando de Entendimento foi assinado o dia 9 de Junho, no Auditório Saidy Mingas do Museu da Moeda, em Luanda.

O acordo é concretizado um anos depois de o Governo de Angola ter tornado público que estava a estudar a integração de novos meios de pagamentos internacionais para turistas estrangeiros através de uma parceria com a Visa.

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Bélgica recusa ceder à pressão dos EUA e não impõe restrições a viajantes da República Democrática do Congo

As autoridades belgas recusaram aceder ao pedido feito por Washington aos países europeus para que adotem maiores restrições nas chegadas de países africanos afetados pelo Ébola, nomeadamente da República Democrática do Congo (RDC), em vésperas do Campeonato do Mundo, reporta o “Politico”.

Frank Vandenbroucke, ministro da Saúde belga, afirmou à Rádio 1 que a Bélgica irá continuar a seguir as recomendações científicas, nomeadamente do Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC), não cedendo às pressões políticas dos EUA. Segundo o governante, os esforços concentram-se na triagem e nos controlos nos pontos de partida dos países onde existem casos.

“Estamos em estreita articulação com os parceiros envolvidos e com o Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doença. A ciência conclui que é necessário tomar medidas nos locais onde a crise está a atingir o seu auge. Neste momento, não está prevista qualquer proibição de entrada para ninguém”, explicou.

Na mesma entrevista, o ministro belga acusou a administração Trump de minar a resposta internacional àquela crise de saúde pública.

“Os EUA têm uma responsabilidade enorme pelo que está a acontecer agora, porque a cooperação para o desenvolvimento e a ajuda médica foram reduzidas. Vão ter milhões de pessoas na consciência”, atirou.

O pedido terá chegado a Bruxelas por intermédio do Embaixador Bill White e visava viajantes congoleses.

A resposta surge no dia seguinte ao apelo feito pela administração Trump no sentido de que os países europeus imponham restrições de viagem às pessoas que tenham estado recentemente em países da África Central afetados pelo surto de Ébola, como RDC e Uganda, segundo a “Reuters”.

Um porta-voz da Comissão Europeia afirmou que não há indícios de que sejam necessárias medidas adicionais nas fronteiras para impedir a propagação do vírus na Europa, de acordo com a mesma agência noticiosa.

Ainda não foram registados casos de Ébola nos EUA, mas as preocupações de Washington antecedem a chegada de milhões de adeptos para o Mundial de futebol.

Na segunda-feira, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reduziu o risco para a saúde decorrente da epidemia no continente africano de “alto” para “baixo”, com exceção da RDC e países vizinhos.

Na quarta-feira, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, contactou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, para “discutir a coordenação e os esforços de resposta” ao surto de Ébola.

“A maior prioridade e foco do departamento continuam a ser proteger a saúde do povo americano e impedir que este surto de Ébola chegue às nossas costas”, referiu o comunicado.

Até ao momento, as autoridades confirmaram 600 casos de Ébola na RDC e Uganda, bem como mais de 100 mortes.

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Trump diz que Irão “pagará o preço” por demorar “demasiado tempo” a negociar acordo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou esta quarta-feira que o Irão “pagará o preço” por demorar “demasiado tempo” a negociar o acordo, numa altura em que já se contam várias semanas de conversações entre os dois lados.

“As forças armadas do Irão estão num caos total. Grande parte delas, como a Marinha e a Força Aérea, já nem sequer existe — foram completamente derrotadas. O Irão é só conversa e nada de ação. (…)”, lê-se numa publicação feita na sua página na rede social Threads, na qual refere que o acordo que “teria sido excelente” para Teerão. “Agora vão ter de pagar o preço”.

A ameaça surge horas depois de ser noticiado que um helicóptero Apache dos EUA tinha sido abatido enquanto patrulhava o estreito de Ormuz. O anúncio foi feito pelo próprio presidente dos EUA, que prometeu dar resposta ao ataque, que foi materializada em três novas vagas de ataques sobre solo iraniano às 17:00 de terça-feira em Washington (21:00 TMG).

“Estavam envolvidos dois pilotos, ambos estão bem e ilesos. No entanto, os Estados Unidos têm, necessariamente, de responder a este ataque”, escreveu ontem o líder republicano na mesma rede social.

À sucessão de eventos dos últimos dias juntam-se os ataques desta manhã do Irão contra bases dos EUA no Bahrein, Kuwait e Jordânia, em resposta aos ataques de retaliação dos Estados Unidos na terça-feira.

Irão: China pede “calma e moderação” após ataques dos Estados Unidos e retaliação

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Wall Street: Tecnologia cai e agravamento de discurso contra Teerão ofusca dados da inflação

Os principais índices bolsistas de Wall Street negoceiam no vermelho no início da sessão desta quarta-feira, dia marcado pela divulgação dos números da inflação em maio (4,2%), que não se afastaram das expectativas do mercado.

No setor tecnológico, o Nasdaq cai 1,34%, o S&P500 recua 0,94% e o Dow Jones desvaloriza 1,12% (16:20, hora de Portugal).

Mas a marcar o dia estão as mais recentes declarações de Donald Trump dirigidas ao Irão, com o presidente dos EUA a afirmar nas redes sociais que Teerão “vai pagar o preço” por ter demorado “muito tempo a negociar um acordo“, numa altura em que as conversações estão num impasse.

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Inflação nos EUA acelera para 4,2% em maio em linha com o esperado

A taxa de inflação nos EUA subiu para 4,2% em maio, numa comparação homóloga, correspondendo às expectativas do mercado, de acordo com o Departamento de Estatísticas do Trabalho norte-americano.

O índice de preços no consumidor terá atingido o nível mais elevado desde abril de 2023, impulsionado pelos custos da energia, que aumentaram 23,5% em maio, significativamente acima da subida de 17,9% registada em abril, devido ao choque energético provocado pelo conflito com o Irão.

“O índice da energia representou mais de 60% do aumento mensal do índice geral”, lê-se no boletim do Bureau of Labor Statistics (BLS) publicado esta quarta-feira. Em maio, os preços da gasolina dispararam 40,5%, após um aumento de 28,4%.

Na habitação (3,4%) e na alimentação (3,1%) a inflação voltou a acelerar, expondo uma pressão crescente nos orçamentos das famílias e uma preocupação que deverá marcar a campanha para as eleições intercalares em novembro.

Numa leitura em cadeia, o IPC aumentou 0,5% (0,6% em abril), igualmente em linha com as previsões. Os preços da energia subiram 3,9% e representaram mais de 60% do aumento mensal.

A inflação subjacente, que não considera a energia e alimentos dada a sua natureza volátil, fixou-se em 2,9% em maio, em termos homólogos, ligeiramente acima dos 2,8% observados no mês anterior, mas que subiu menos do que o esperado.

Dada a evolução da inflação e o terceiro aumento consecutivo em termos homólogos, com o conflito no Médio Oriente a determinar a alta dos preços dos produtos energéticos, um cenário de mudança nas taxas de juro poderá não acontecer no curto prazo.

Na última reunião presidida por Jerome Powell, no final de abril, o Comité de Política Monetária (FOMC, na sigla em inglês) deliberou manter a taxa de referência entre os 3,50%-3,75%, numa reunião de forte divergência no sentido de voto.

A próxima reunião de política monetária será já liderada por Kevin Warsh como novo presidente da Fed, estando agendada para os dias 16 e 17 de junho.

EUA: Inflação sobe para 3,8% em abril e toca máximos de 2023

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“Nenhum empreendedor se constrói sozinho. O sucesso nunca é um monólogo”. Domingos Vieira de Matos recebe Prémio Carreira FEP 2026

Domingos Vieira de Matos, economista e presidente do Conselho de Administração do Grupo Medialivre, foi distinguido na edição deste ano do Prémio Carreira FEP.

Aquando da entrega do prémio, o empresário e alumnus da Faculdade de Economia e Gestão da Universidade do Porto (FEP) afirmou que “estar associado” à “história” da instituição “não alimenta vaidades”. “Aumenta a responsabilidade”, continuou.

“É um daqueles momentos raros em que somos obrigados a parar, olhar para trás e refletir sobre a velocidade com que o tempo passa — e sobre o peso da responsabilidade que este “casaco” que vestimos, com o selo FEP, transporta. Quando olho para a galeria de ilustres galardoados que me antecederam — homens e mulheres que ajudaram a desenhar as linhas mestras da nossa economia, que marcaram decisivamente a gestão, a política e o tecido empresarial português — sinto uma humildade profunda e muito genuína e, naturalmente, uma grande honra”, afirmou Domingos Vieira de Matos, num discurso em que percorreu o seu percurso pessoal, académico e profissional.

“Nenhum empreendedor se constrói sozinho. O sucesso nunca é um monólogo. É sempre um diálogo constante: com as nossas origens, com os erros cometidos, com o contexto histórico que atravessamos, com as pessoas que nos desafiam e com as instituições que nos formam”, refletiu.

A propósito da distinção, a family office refere em comunicado que a distinção de Domingos Vieira de Matos “reconhece um percurso empresarial de várias décadas marcado pela recuperação, transformação e desenvolvimento de empresas em diversos setores da economia portuguesa, bem como o seu contributo para o empreendedorismo, inovação e criação de valor”.

O prémio foi entregue na sessão solene do Dia da FEP 2026, no dia 27 de maio. O júri constituído para a escolha do vencedor foi composto pelo Diretor da FEP, Óscar Afonso, que preside sem direito a voto, pela presidente do Conselho de Representantes da FEP, Catarina Roseira, pelo Presidente da Associação dos Antigos Alunos da FEP, Carlos Nunes, e pelos Alumni Eduardo Rocha, Helena Freitas, José Manuel Fonseca, Maria Miguel Leitão e Ricardo Rio.

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Equipa da Sérvulo assessora Liga Portugal no processo de centralização dos direitos televisivos de futebol

A Sérvulo & Associados tem acompanhado juridicamente a Liga Portugal e Liga Centralização no processo de implementação do decreto-lei que impôs a comercialização centralizada dos direitos audiovisuais dos clubes/sociedades desportivas da Liga Portugal Betclic  e da Liga MeuSuper.

A proposta de chave de distribuição foi aprovada esta segunda-feira, na Assembleia Geral da Liga Portugal, no Porto, com 80% dos votos.

A equipa multidisciplinar que assessora a Liga é liderada por Miguel Gorjão-Henriques, sócio responsável pelas áreas de Concorrência e Europeu, que conta também com Morgana Grácio, associada da mesma equipa, e os sócios Pedro Silveira Borges, de Corporate e M&A, Henrique Rodrigues Silva, de Direito Público, e Miguel Santos Almeida, de Contencioso.

A Liga Portugal estima que o montante angariado com os direitos televisivos dos clubes em Portugal possa atingir 225 milhões por temporada.

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Ordem satisfeita com alteração ao Código de Processo Penal que exclui advogados de multas por atos “dilatórios”

A Ordem dos Advogados (OA) saudou a aprovação da alteração ao Código de Processo Penal (CPP) e do Regulamento das Custas Processuais (RCP), no passado dia 3 de junho, que determina que as multas por atos manifestamente infundados ou dilatórios não sejam um encargo da classe.

“Esta alteração vai ao encontro da posição reiteradamente manifestada pela OA, que sempre considerou que a redação anteriormente proposta geraria pressão sobre o exercício da Advocacia e comprometeria a liberdade e a independência dos mandatários, colocando em risco a efetividade do direito de defesa dos cidadãos”, recorda a entidade em nota de imprensa.

A este respeito, João Massano, Bastonário da Ordem dos Advogados, sublinha que “o legítimo combate à morosidade processual não pode converter-se em pressão sobre quem tem o dever, perante o cliente, de usar todos os instrumentos legalmente previstos para o defender”. “Penalizar o defensor pelo cumprimento do mandato é amputar o direito de defesa. E o direito de defesa é, em qualquer Estado de Direito, condição da Justiça”, defende o advogado.

Apresentada pelo grupo parlamentar do PSD, a proposta de lei nº 54/XVII/1 foi aprovada na especialidade no dia 3 de junho e estabelece multas por atos manifestamente infundados ou dilatórios para arguidos, assistentes, partes civis ou pessoas afetadas.
AOrdem dos Advogados defende a definição com clareza do que constitui um “ato manifestamente infundado ou dilatório”, alertando para a subjetividade do conceito e para a possibilidade de pôr em causa os direitos dos intervenientes nos processos.
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Taxa de inflação em Angola desacelera para 10,88% em maio

A inflação em Angola recuou para 10,88% em maio, numa comparação homóloga, mantendo a trajetória descendente iniciada na segunda metade de 2024, ano encerrado com uma taxa média anual de 27,5%.

De acordo com o boletim mensal do Instituto Nacional de Estatística (INE), a variação de quase 10,9% do Índice de Preços no Consumidor Nacional (IPCN) em maio representa uma desaceleração de 0,70% ponto percentual (p.p.) em cadeia – a taxa fixou-se nos 11,58% em abril – e de 9,86 p.p. relativamente ao mesmo mês de 2025 (20,74%).

Os dados divulgados por classe de despesa mostram que nos transportes, habitação e alimentação os preços cresceram acima da média nacional. Na classe dos “transportes”, que registou o maior crescimento do índice de preços, a variação foi de 15,73% em relação a maio do ano passado. Na “habitação, água, eletricidade e combustíveis” o índice foi de 14,32%, na “educação” de 13,40% e na “alimentação e bebidas não alcoólicas” de 11,33%. Esta foi a classe que, em maio, mais contribuiu para a subida do nível geral de preços, com 6,90 p.p.

Por província, Luanda encontra-se no meio da tabela, tendo registado uma variação homóloga de 10,61%. Nos extremos, Cabinda teve a maior variação (16,56%) e Huambo a menor (7,72%). Além desta última, nas províncias do Namibe, Cuanza Norte, Lunda Norte e Cunene a taxa já passou para um dígito.

Em maio, o governador do BNA Manuel António Tiago Dias comunicou que o Comité de Política Monetária do Banco Nacional de Angola (BNA) “reviu em baixa projeção da taxa de inflação para 11,5% em 2026”, considerando a trajetória registada até abril e “não se vislumbrando pressões inflacionistas preocupantes nos próximos meses”.

É o 22.º mês consecutivo de desaceleração, com a taxa a aproximar-se de um dígito.

Banco central angolano defende mais produção interna para inflação continuar a baixar

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Suíça discute limitar população a 10 milhões de habitantes

Suíça discute limitar a população a 10 milhões de habitantes. O tema vai ser votado num referendo considerado o “Brexit suíço”. A iniciativa é do partido de direita nacionalista Partido Popular Suíço (SVP), maior força política do país.

“No fim das contas, o que queremos é proteger aquilo que amamos, garantir que a Suíça continue a ser um lugar maravilhoso para se viver. Não vamos acabar com os congestionamentos da noite para o dia, mas isso permitir-nos-á adaptar a infraestrutura rodoviária e ferroviária e construir moradias. Mas não a um ritmo que acabaria por nos impedir de absorver esse enorme fluxo de pessoas”, diz o parlamentar Yvan Pahud, do SVP.

“Essa iniciativa é extremamente perigosa. É perigosa porque, em primeiro lugar, é absolutamente xenófoba. No fundo, transforma os estrangeiros em bodes expiatórios, como se fossem a resposta para todos os males da sociedade. É perigosa porque é enganosa. Não resolverá a questão da sustentabilidade, como o seu nome afirma, ostensivamente. Pelo contrário, corre o risco de empobrecer a Suíça e de enfraquecer fundamentalmente os acordos que atualmente temos com a União Europeia, que são mais importantes do que nunca”, afirma, por sua vez, Delphine Klopfenstein, do Partido Verde.

Atualmente, a Suíça tem pouco mais de nove milhões de habitantes. E os estrangeiros representam quase 28% da população.

Segunda a proposta, se a população ultrapassar 9,5 milhões, o governo seria obrigado a tomar medidas para impedir que chegue a 10 milhões.

Ou seja, encerrar acordos que incentivam o crescimento populacional, incluindo a livre circulação com a União Europeia.

As empresas temem que um “sim” limite o acesso à mão de obra qualificada e prejudique as relações com o principal mercado de exportação da Suíça.

“Na Suíça, por exemplo, mais de 50% da nossa equipa hoteleira são estrangeiros. Se não tivermos mais acesso a esses trabalhadores qualificados, seria muito difícil continuar a operar o setor de hotelaria e gastronomia na Suíça no nível atual”, diz Martin von Moos, da associação do setor hoteleiro da Suíça.

A população está dividida. A pesquisa mais recente indica 47% a favor do limite e 52% contra.

“Bem, digamos apenas que, considerando o tamanho do país, já temos mais do que suficiente. Quero dizer, com mais de 10 milhões [de habitantes], o que vamos fazer? Onde vamos colocar todas essas pessoas? É muito bonito acolhê-las, mas o que elas vão fazer? Ficar na rua?”, afirma um morador de Orbe.

“As pessoas estão a ser bombardeadas com esse medo de imigrantes e da imigração, quando na realidade sabemos muito bem que a economia suíça não pode sobreviver sem a imigração. E admito que gostaria de ver mais gente na Suíça, porque, quando eu me aposentar, precisaremos de pessoas a trabalhar para sustentar o sistema de previdência [segurança social]”, diz, por outro lado, uma moradora de Genebra.

Assim como outros países europeus, a Suíça também enfrenta o envelhecimento da população. Até 2055, a proporção de pessoas em idade ativa (entre 20 e 64 anos) deve cair de 60% para 56%.

Ao mesmo tempo, a parcela de idosos com mais de 65 anos deve aumentar significativamente, de 21% para 27%, segundo o Escritório Federal de Estatísticas da Suíça.

Referendos são um pilar da política suíça, com os eleitores a ir às urnas cerca de quatro vezes por ano para decidir sobre diferentes questões nacionais e regionais.

O referendo sobre limitar a população do país será realizado no dia 14 de junho.

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Wall Street: Nasdaq e S&P 500 terminam dia em alta

A tecnologia protagonizou a sessão desta segunda-feira em Wall Street, com o Nasdaq a valorizar 0,86% (25,929.66 pontos) aquando do fecho da sessão, seguido do S&P500 (+0,30%). Em destaque estiveram os ganhos das fabricantes de chips, à procura de recuperar terreno após o “sell-off” de sexta-feira passada.

As ações da Apple caíram apresentou a sua nova plataforma de inteligência artificial (IA),

O Dow Jones, por outro lado, terminou a negociação a cair 0,16%.

A marcar a sessão está também o anúncio de Irão e Israel de interrupção dos ataques iniciados há mais de 24 horas, o que aliviou o sentimento dos investidores.

O petróleo que chegou a subir 5%, abrandou a escalada depois que o Irão e Israel se comprometeram a suspender os ataques retaliatórios, após pedidos do Presidente norte-americano, que continua a estar confiante de que um acordo entre os EUA e o Irão será alcançado.

A cotação do barril de petróleo Brent para entrega em agosto terminou hoje no mercado de futuros de Londres em alta de 1,25%, para 94,25 dólares, pela tensão no Médio Oriente, apesar dos apelos de Donald Trump à contenção. Já o crude WTI subiu 0,84% para 91,30 dólares.

A tensão geopolítica entre Israel e Irão continua assim a influenciar os mercados, embora sinais de redução do conflito tenham ajudado o sentimento dos investidores. Os investidores continuam a equilibrar o otimismo com a IA, a política monetária da Fed e os riscos geopolíticos.

 

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Salário mínimo continua a aproximar-se do salário mediano e atinge 91% em 2025, alerta BdP

O salário mínimo nacional continua a aproximar-se do salário mediano e, no ano passado, e já representava 91% dos níveis centrais da distribuição salarial, de acordo com o boletim económico do Banco de Portugal (BdP) de junho, apoiado nos microdados da Segurança Social.

Em seis anos, passou de 87% (2019) para 91% (2025). Esta atualização confirma a tendência de aumento dos salários mais baixos acima dos mais altos. “A evolução recente da distribuição salarial, num contexto de atualizações expressivas do salário mínimo nacional, traduziu-se numa subida do índice de Kaitz (rácio entre o salário mínimo e o salário mediano), refletindo a aproximação do salário mínimo aos níveis centrais da distribuição salarial”, lê-se no relatório publicado esta segunda-feira pelo banco central.

Detalhando por decil da distribuição salarial, os trabalhadores no primeiro decil, ou seja, com rendimento junto do salário mínimo, tiveram um crescimento médio do salário base superior a 8%. No último decil, ligeiramente abaixo dos três mil euros mensais, o aumento foi quase de 5%, de acordo com o BdP, que recorda os aumentos significativos em termos nominais e reais dos salários nos últimos anos.

“Este padrão, caraterizado por crescimentos mais elevados nos níveis salariais mais baixos, traduz-se numa compressão da distribuição salarial”, alerta a instituição liderada por Álvaro Santos Pereira.

“Nos últimos anos, os salários registaram aumentos significativos em termos nominais e reais. Em 2025, o crescimento anual do salário médio por trabalhador foi de 5,6% em termos nominais, após 6,2% em 2024 e 6,4% em 2023. Em termos reais (descontando a inflação), os salários cresceram 3,1% em 2025, 3,4% em 2024 e 1,5% em 2023”, detalha o banco central.

“Em síntese, a distribuição salarial em Portugal tem registado uma compressão gradual nos últimos anos, refletindo aumentos salariais mais elevados nos níveis salariais inferiores. Esta evolução traduziu-se numa redução da desigualdade salarial, num contexto em que o salário mínimo nacional desempenha um papel central na formação dos salários. A compressão da distribuição salarial em torno do salário mínimo nacional levanta questões importantes relativamente aos incentivos dos trabalhadores e à dinâmica da produtividade da economia”, lê-se no documento.

O Boletim Económico revela que os salários em Portugal se tornaram “menos desiguais” ao longo dos últimos anos, ou seja, a diferença entre quem ganha mais e quem ganha menos diminuiu.

Para esta conclusão o BdP analisou dois indicadores que em conjunto sugerem que houve uma diminuição da desigualdade salarial em Portugal.

O Boletim detalha que “o rácio entre os percentis 90 e 10  da distribuição do salário total diminuiu de 4,1 em 2010 para 3,3 em 2025, indicando uma menor diferença entre os salários mais elevados e os mais baixos. De igual modo, o coeficiente de Gini do salário base reduziu-se de 0,31 para 0,24, enquanto o coeficiente de Gini do salário total passou de 0,33 para 0,28 no mesmo período. Esta evolução sugere uma distribuição mais equilibrada dos rendimentos do trabalho”.

O indicador P90/P10 compara o salário dos trabalhadores que estão entre os 10% mais bem pagos (percentil 90) com o salário dos 10% menos bem pagos (percentil 10). Em 2010, os trabalhadores do grupo superior ganhavam, em média, 4,1 vezes mais do que os do grupo inferior. Em 2025, essa diferença reduziu-se para 3,3 vezes. Isto mostra que os salários mais baixos cresceram relativamente mais do que os salários mais elevados, aproximando os rendimentos dos diferentes grupos de trabalhadores.

O coeficiente de Gini é outro indicador utilizado para medir a desigualdade. O seu valor varia entre 0 e 1: quanto mais próximo de 0, mais igualitária é a distribuição dos rendimentos; quanto mais próximo de 1, maior é a desigualdade. A redução do coeficiente de Gini do salário base de 0,31 para 0,24 e do salário total de 0,33 para 0,28 indica que a distribuição dos salários se tornou mais equilibrada ao longo do período analisado.

A comparação internacional dos indicadores de dispersão salarial mostra que Portugal apresenta atualmente um dos níveis de desigualdade salarial mais reduzidos da área do euro, destaca o Banco de Portugal.

Intermediários de crédito triunfam nos mais velhos, com rendimentos mais baixos e menor literacia financeira

Dados do Banco de Portugal relativos a 2025 revelam que 51% do crédito ao consumo e 56% do crédito à habitação foram comercializados com a intervenção de intermediários de crédito. O fenómeno é mais expressivo junto de mutuários mais velhos, com menor escolaridade e rendimentos mais baixos — e está associado a taxas de juro mais elevadas no crédito pessoal.

Os dados do Banco de Portugal mostram que os mutuários que usam intermediários tendem a ser mais velhos — com uma proporção significativamente maior de reformados (17% face a 7% na contratação direta) —, têm menor escolaridade e rendimentos mais baixos.

A menor literacia financeira parece ser um fator relevante na escolha do canal de contratação, segundo o BdP.

Em 2025, existiam 4.835 entidades registadas junto do Banco de Portugal com autorização para exercer esta atividade — um número que não para de crescer desde que o Regime Jurídico dos Intermediários de Crédito (RJIC) entrou em vigor, em janeiro de 2018. Na prática, fazem a ponte entre quem precisa de financiamento e as instituições financeiras que o concedem.

Os dados do Boletim Económico revelam que os intermediários estão espalhados por todo o território nacional. Em sentido inverso, a rede de agências bancárias tem-se contraído — e os dados sugerem que as duas tendências estão correlacionadas negativamente, ou seja, a saída dos bancos de determinadas zonas parece abrir espaço para novos intermediários.

Uma das conclusões mais relevantes da análise prende-se com o preço do crédito. No crédito pessoal, empréstimos semelhantes concedidos a mutuários semelhantes através de intermediários apresentam, em média, uma Taxa Anual de Encargos Efetiva Global (TAEG) cerca de 1,2 pontos percentuais acima da praticada na contratação direta. No crédito automóvel, essa diferença não é estatisticamente significativa.

Isto é que o crédito pessoal sai 1,2 pontos percentuais mais caro no intermediário do que no banco.

O Banco de Portugal admite que o diferencial possa refletir o que o consumidor está disposto a pagar para evitar procurar crédito por conta própria e beneficiar da ajuda do intermediário.

A atividade dos intermediários está fortemente ligada ao crédito automóvel. Cerca de 61% dos intermediários a título acessório registados no BdP têm como atividade principal o comércio de veículos automóveis, motociclos e acessórios. No total, mais de 80% do volume de crédito automóvel concedido em Portugal passa por este canal.

No crédito pessoal, o peso dos intermediários é mais modesto — cerca de 20% do total —, mas tem vindo a crescer. Neste segmento, destacam-se finalidades específicas como saúde, educação, energias renováveis e obras em casa, com uma representação claramente superior à da contratação direta nas instituições.

O Banco de Portugal deixa algumas ressalvas apesar de reconhecer a utilidade do papel dos intermediários financeiros. O supervisor refere que os intermediários de crédito podem trazer benefícios reais ao mercado: simplificam o processo de contratação, reduzem os custos de pesquisa para o consumidor, contribuem para a inclusão financeira de pessoas com menor acesso direto ao sistema bancário e podem reforçar a concorrência entre mutuantes.

Mas o modelo tem riscos. O regulador alerta para a relação de agência — os incentivos do intermediário nem sempre estão alinhados com os interesses do cliente. Na ausência de regulação adequada, um intermediário pode orientar o consumidor para as propostas das instituições que melhor o remuneram, em vez das mais favoráveis para quem contrata. Em Portugal, a grande maioria dos intermediários é remunerada pelas instituições financeiras que representa, não pelo consumidor.

O banco central defende a importância da transparência no mercado e da literacia financeira como condições essenciais para garantir o acesso equitativo ao crédito — sobretudo para os grupos que mais dependem dos intermediários.

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Wall Street abre semana em alta com aliviar das tensões no Médio Oriente

Os principais índices da bolsa de Nova Iorque iniciaram a semana em alta, recuperando do “sell-off” das tecnológicas que empurrou Wall Street no vermelho no final da semana passada. Ao mesmo tempo, os investidores mostram-se otimistas com a recuperação no setor dos chips bem como com o aliviar das tensões no Médio Oriente, depois de Teerão ter anunciado suspender os ataques a Israel.

O Nasdaq é protagonistas nas primeiras horas de negociação ao valorizar 1,30%, seguido do S&P500 (+0,89%) e do Dow Jones (0,41%).

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