Um homem morreu nesta sexta-feira (12) após ser atropelado por uma viatura da PM (Polícia Militar) no bairro Jardim São Savério, na zona Sul de São Paulo. A vítima era um pedestre que passava pelo local durante uma perseguição policial.
De acordo com a SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo), dois policiais militares estavam em uma viatura acompanhando uma motocicleta envolvida em um roubo, quando o pneu dianteiro da viatura estourou. O condutor perdeu o controle da direção, atingindo dois veículos.
Conforme informações da PM, um dos carros, que estava estacionado, foi projetado para a frente e atingiu dois pedestres que passavam pelo local. Uma das vítimas, um homem de 59 anos, não resistiu aos ferimentos e faleceu, enquanto a segunda vítima permaneceu em atendimento médico.
Os dois policiais que estavam na viatura sofreram ferimentos e foram encaminhados ao Hospital das Clínicas, onde permanecem internados, sem risco de morte.
Foram solicitados exames periciais ao IC (Instituto de Criminalística) e ao IML (Instituto Médico Legal) e o caso foi registrado como lesão corporal culposa na direção de veículo, furto no interior de veículo e homicídio culposo na direção de veículo pelo 26º Distrito Policial (Sacomã).
Em nota, a SSP lamentou a morte do pedestre e informou que a ocorrência também será apurada por meio de IPM (Inquérito Policial Militar).
Um dos suspeitos por envolvimento no tiroteio que deixou cinco feridosna entrada da estação São Bento, da linha 1-Azul do Metrô, na região central de São Paulo, foi preso nesta sexta-feira (12). A troca de tiros ocorreu após uma tentativa de assalto a um policial de folga e um suspeito já havia sido preso no dia do crime.
De acordo com o boletim de ocorrência, policiais civis receberam um denúncia anônima informando que um dos indivíduos envolvidos na troca de tiros, identificado como Davi Soares de Carvalho, estaria escondido na rua Alcaravias, no bairro São Miguel Paulista.
Davi, de 27 anos, foi identificado pelo sistema de reconhecimento facial por meio das imagens do Metrô São Bento. Após a denúncia, os agentes foram até a casa indicada e também a um segundo imóvel, localizado nos fundos do primeiro. Os imóveis fazem divisa com um terreno baldio, o que poderia facilitar uma fuga do suspeito.
Na casa dos fundos, os policiais foram recebidos por duas mulheres, sendo uma delas a companheira de Davi há oito anos. Durante a ação da polícia, Davi tentou pular o muro e fugir do local, mas foi detido pela equipe.
Ele foi preso, ouvido pelas autoridades e submetido a exame de corpo de delito. Depois, foi encaminhado ao 8° Distrito Policial, responsável pela condução do inquérito policial que investiga o caso.
Davi Soares passou por audiência de custódia na noite desta sexta (12) e teve prisão temporária decretada, inicialmente pelo prazo de 30 dias.
O caso segue em apuração pela Delegacia de Polícia do Metropolitano (Delpom) e pela Corregedoria da Polícia Civil para localizar e prender o terceiro envolvido.
Relembre o caso
De acordo com a Polícia Civil, a ocorrência teve início após uma tentativa de roubo contra um policial civil que estava de folga, que reagiu à ação, inciando um confronto com três suspeitos. Um dos três envolvidos foi preso em flagrante, mas os outros dois conseguiram fugir pelas dependências da estação.
Agora, com a nova prisão, somente um dos suspeitos ainda não foi localizado.
Entre os feridos está um homem de 30 anos, que foi atingido por disparos no abdômen e na coxa esquerda, além de sofrer fraturas no braço esquerdo, sendo encaminhado ao pronto-socorro da Santa Casa.
Uma criança, filho do homem, também foi atingido no tiroteio e socorrido pelo próprio policiamento. Segundo a Polícia Civil, pai e filho receberam pronto atendimento, passam bem e não correm risco de vida.
As outras três vítimas do tiroteio foram socorridas logo em seguida: duas delas foram transportadas por agentes de segurança do próprio Metrô e a quinta por uma equipe dos Bombeiros. O estado de saúde dessas três pessoas não foi divulgado até o momento.
Segundo a Polícia Civil, a ocorrência foi registrada no 8º Distrito Policial (Brás/Belenzinho). A CNN Brasil tenta contato com a defesa de Davi Soares de Carvalho.
O TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo) negou, nesta sexta-feira (12), um pedido da Prefeitura e manteve a suspensão do Projeto Boulevard São João, que previa a instalação de grandes painéis de LED e projeções mapeadas na região central da capital e que ficou conhecido como “Times Square do Centro”.
O relator negou o pedido de efeito suspensivo que havia sido feito pela Prefeitura de São Paulo, mantendo a interrupção liminar que proíbe o início de qualquer obra e a formalização do contrato de cooperação com empresa privada.
As proibições incluem a instalação de painéis de LED (com dimensões entre 300 m² e 1.000 m²) nos edifícios Cine Paris República, Herculano de Almeida, Galeria Sampa e New York e a realização de projeções mapeadas no Edifício Independência II.
A liminar que suspendeu o projeto considerou que a aprovação ocorreu antes do fim da consulta pública, comprometendo a legitimidade democrática do processo, e destacou o risco de danos irreversíveis ao patrimônio histórico, cultural e à paisagem urbana da região central.
Sobre a consulta pública, a Justiça observou que a aprovação do projeto pela CPPU (Comissão de Proteção da Paisagem Urbana) ocorreu em 13 de março, enquanto o prazo para a população se manifestar sobre o projeto na plataforma “Participe+” ainda estava aberto, previsto para encerrar no dia 24 do mesmo mês.
Os autores da ação popular que resultou na suspensão alegam que há desvio de finalidade, e argumentam que os termos de cooperaçãoprevistos na Lei Cidade Limpa, que combate a poluição visual na cidade de São Paulo, deveriam servir apenas para pequenas melhorias, e não para intervenções da magnitude do Projeto Boulevard.
Quanto à preservação de patrimônios históricos e culturais, a Justiça considera que a instalação imediata dos painéis poderia causar alterações relevantes a esses locais e à paisagem urbana da região central.
O relator destacou que a suspensão preserva o atual estado da cidade São Paulo até que todas as provas e pareceres técnicos sejam analisados com profundidade. Para que a análise siga em andamento, o TJSP solicitou que o município apresente documentos como:
A íntegra da minuta do termo de cooperação.
A ata integral da reunião da CPPU com todas as 29 condicionantes aprovadas.
O relatório completo da consulta pública e as manifestações recebidas.
Pareceres técnicos da SMUL, São Paulo Urbanismo e registros de deliberações anteriores do CONPRESP.
Em nota à CNN Brasil, a Prefeitura de São Paulo afirmou que “reitera a importância do projeto Boulevard São João para a revitalização da região central da cidade, como ação de estímulo à retomada econômica da área e de valorização do patrimônio histórico”.
A administração municipal destacou ainda que a proposta foi aprovada por unanimidade pelo Conpresp, após análise técnica dos órgãos competentes, bem como pela CPPU (Comissão de Proteção à Paisagem Urbana). O município disse que ainda não foi notificado da decisão citada.
Saiba mais sobre o projeto
O Projeto Boulevard é uma iniciativa conduzida pela Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento, que tem como objetivo a revitalização do Centro de São Paulo, através de uma ativação tecnológica que inclui a ativação de painéis de LED na Região Central da capital.
O prefeito afirmou ainda que o ambiente que será construído não precisa ser frequentado por todos. “Não é obrigado a ir não, viu? Não quer ir não vai! Mas deixa os milhões de pessoas que querem ir lá, gastar, tomar cerveja, comer um espetinho, ver os eventos, fotografar, ‘instagramar’ e a gente poder ter ali um ambiente bacana e seguro”, completou.
O exame toxicológico de Arthur de Mello da Silva, de 11 anos, que morreu após comer um bolo em São João de Meriti, no Rio de Janeiro, detectou a presença de um anestésico, medicamento sedativo e chumbinho no organismo da criança. O menino morreu nesta quinta-feira (11) após passar 11 dias internado.
De acordo com a PCERJ (Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro), o laudo aponta a presença de lidocaína, um anestésico local, midazolam, usado como sedativo, além de terbufós-sulfóxido, conhecido popularmente como chumbinho.
O exame foi realizado pelo IMLAP (Laboratório de Toxicologia Forense do Instituto Médico-Legal Afrânio Peixoto) e os resultados serão analisados em conjunto com outros elementos reunidos ao longo da investigação.
Antes de morrer, Arthur esteve em coma, e, segundo a família, o quadro de saúde aparentava ser estável. A morte foi confirmada pela direção do Hospital Estadual Ricardo Cruz.
Ainda segundo a PCERJ, o corpo do menino será submetido à necropsia e outras diligências seguem em andamento.
Entenda o caso
A suspeita de envenenamento foi levantada pela família antes da confirmação do laudo, após notarem características compatíveis com a presença de chumbinho no organismo da criança.
“A única coisa que a gente sabe que ele ingeriu antes de começar a passar mal foi esse bolo, né? Então, a única coisa que ele comeu foi esse bolo de chocolate”, disse Mayara Mello, prima do menino.
Em nota, a direção do hospital, por meio da Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro, lamentou a morte e se solidarizou com a família.
“A direção do Hospital Estadual Ricardo Cruz (HerCruz) informa que, apesar de toda dedicação da equipe médica e multidisciplinar, infelizmente o menino Arthur de Mello da Silva foi à óbito na noite de ontem. A direção da unidade lamenta profundamente a morte de Arthur, se solidariza com a família e se coloca à disposição para quaisquer esclarecimentos”, diz a nota.
O caso é investigado pela DHBF (Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense) e a unidade policial já realizou oitiva de testemunhas.
Um policial militar sofreu um acidente de moto, na tarde desta sexta-feira (12), após colidir com um carro durante uma perseguição na rua Francisca Queirós, no Jardim Ângela, zona Sul da cidade de São Paulo. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento do acidente.
No vídeo, é possível ver o policial em sua moto seguindo na contramão, quando colide frontalmente com um carro preto e é lançado no ar com o impacto. Veja abaixo:
No momento da colisão, o agente da Rocam (Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas) do 37° BPM/M (Batalhão de Polícia Militar) estava acompanhando a movimentação de uma motocicleta em atividade considerada suspeita.
Um estudo publicado na revista Science mostra o primeiro mapa global das redes subterrâneas de fungos, revelando que sua extensão chega a cerca de 110 quatrilhões de quilômetros, quase um bilhão de vezes a distância entre a Terra e o Sol.
A infarestrutura invísivel abaixo da Terra é formada por fungos MA (micorrízicos arbusculares) e é fundamental para a vida e para regulação do clima.
O novo mapa divulgado alerta sobre a necessidade de preservar a saúde do solo, já que a degradação dessas redes, especialmente em terras agrícolas, pode impactar negativamente a produtividade das plantas, além da capacidade de redução das mudanças climáticas.
O estudo, intitulado “Densidade e biomassa globais de redes de fungos micorrízicos arbusculares” em tradução livre, foi realizado por uma equipe internacional de pesquisadores de instituições como Vrije Universiteit Amsterdam, instituto AMOLF e SPUN.
“Essas redes subterrâneas formam um sistema de transporte essencial para água, nutrientes e carbono, e sustentam cerca de 70% de todas as espécies de plantas da Terra”, diz Justin Stewart, da Vrije Universiteit Amsterdam, ecologista de sistemas e primeiro autor da pesquisa.
Para realizar o estudo, foram analisados dados de mais de 16.000 amostras de solo do mundo todo e, utilizando técnicas avançadas de imagem, os cientistas desenvolveram os primeiros mapas globais da densidade e distribuição dessas redes fúngicas.
Além disso, foi disponibilizada uma visualização interativa para permitir que pesquisadores, formuladores de políticas e gestores ambientais monitorem melhor a condição dos ecossistemas subsuperficiais. Confira o mapa aqui.
A importância dos fungos para a Terra
Os fungos micorrízicos arbusculares exercem papel essencial na regulação do clime, já que transportam cerca de quatro quatro bilhões de toneladas de equivalente de CO₂ para o solo • Reprodução/Vrije Universiteit Amsterdam
A pesquisa mostra que os fungos estabelecem uma relação simbiótica com cerca de 70% das espécies de plantas terrestres, trocando água e nutrientes (como fósforo e nitrogênio) por carbono que as plantas capturam da atmosfera.
A rede de fungos subterrâneo transporta anualmente cerca de quatro bilhões de toneladas de CO₂ equivalente no solo, o que corresponde a cerca de 11% de todas as emissões humanas, exercendo papel essencial na regulação do clima e no armazenamento de carbono.
Os resultados também mostram que ecossistemas de pastagens e savanas no mundo todo abrigam cerca de 40% de toda a infraestrutura fúngica, como os pântanos do Sudão do Sul, os Everglades na Flórida e o planalto tibetano. Esseslocais, porém, estão entre os ecossistemas menos protegidos do mundo e são convertidas em terras agrícolas quatro vezes mais rápido do que as florestas
O estudo aponta uma ameaça potencial para a saúde do solo. Áreas de cultivo agrícola em larga escala apresentam, em média, uma densidade de redes fúngicas cerca de 50% menor, o que pode comprometer a capacidade dos solos de armazenar carbono, reciclar nutrientes e resistir a problemas como secas ou erosão.
A Justiça de São Paulo aceitou, nesta quarta-feira (10), a denúncia do MPSP (Ministério Público do Estado de São Paulo) contra três médicos pela morte de uma mulher e do bebê que ela esperava em março de 2020.
Segundo o MPSP, os três médicos foram denunciados pela Promotoria de São José do Rio Preto e responderão por homicídio culposo por omissão.
O caso ocorreu entre os dias 17 e 20 de março de 2020, quando a mulher, que estava grávida de 30 a 31 semanas e portava anemia falciforme, procurou atendimento em um hospital particular.
A denúncia, oferecida pela promotora de Justiça Valéria Ferreira de Lima, diz que a mulher apresentava síndrome gripal progressiva e teve alterações que indicavam um processo infeccioso agudo. A progressão desse processo resultou na morte da mulher e do bebê, que nasceu já sem vida.
Conforme os autos, houve omissãopor parte dos profissionais de saúde, que não internaram a paciente para que fosse monitorada e nem prescreveram um medicamento protocolarmente indicado para gestantes, o antiviral oseltamivir.
A vítima buscou atendimento médico cinco vezes dentro de poucos dias, já que os sintomas eram persistentes e seu quadro clínico estava se agravando.
Segundo o MP, mesmo diante do histórico de gestação de alto risco, principalmente em razão da anemia falciforme, dos atendimentos repetidos e da piora nos resultados de exames laboratoriais, os médicos não adotaram as medidas consideradas adequadas e prescreveram medicamentos apenas para alívio dos sintomas, liberando a paciente para realizar o tratamento em casa.
A denúncia afirma ainda que os laudos periciais produzidos durante a investigação apontam que as omissões dos réus têm conexão com as mortes, que foram atribuídas à síndrome da resposta inflamatória sistêmica decorrente de infecção por influenza A.
“Os hemogramas realizados em série entre 3 de fevereiro e 20 de março de 2020 evidenciavam evolutivamente anemia crônica, leucocitose com neutrofilia e plaquetose — sinais laboratoriais inequívocos da vigência de processo infeccioso agudo progressivo. Esses dados estavam disponíveis nos prontuários de atendimento e deveriam ter sido valorados pelos médicos plantonistas que atenderam Nayara nos dias 17, 18 e 19 de março de 2020. Não foram”, diz a denúncia.
Também foi solicitada fixação de valor mínimo para reparação dos danos morais, prevendo indenização mínima de R$ 150 mil ao viúvo da vítima, R$ 80 mil à mãe dela, R$ 80 mil ao pai e R$ 150 mil para cada filho que possa existir.
Todos os acusados respondem juntos pelo valor e a medida não impede que novas ações sejam abertas no futuro na esfera cível para cobrar mais indenizações.
Um dos suspeitos de envolvimento na tentativa de assalto que deixou um policial militar baleado foi preso pela PMESP (Polícia Militar do Estado de São Paulo) na tarde desta quinta-feira (11), na região do Campo Limpo, zona Sul de São Paulo.
O caso aconteceu no último domingo (7), no bairro do Morumbi. O agente, que estava de folga, foi atingido por disparos de arma de fogo ao tentar conter criminosos em uma tentativa de assalto.
Segundo a polícia, um dos suspeitos é José Júlio de Melo Ferreira, de 27 anos, conhecido como “JJ”. Ele foi localizado e preso dentro de uma casa, no cruzamento das ruas Domingos Bicudo com Hermes Ribeiro de Freitas, na região do Campo Limpo.
Durante as buscas, foi encontrada, dentro de um forno, uma pistola glock calibre 9mm com 3 carregadores, com as mesmas características da arma utilizada no crime. Uma grande quantidade de drogas também foi apreendida.
Um exame pericial será realizado junto às capsulas dos projéteis encontrados no local do crime para confirmar se arma encontrada é a mesma utilizada no assalto.
Durante a madrugada desta sexta-feira (10), a arma de fogo do policial militar baleado, que havia sido levada pelos criminosos, foi localizada e recuperada. Um dos autores deixou a arma em um posto de combustível, na avenida Giovanni Gronchi.
A CNN Brasil tenta localizar a defesa de José Júlio de Melo Ferreira. O eespaço segue aberto.
Relembre o crime
O policial militar de folga foi baleado na tarde de domingo (7) ao intervir em uma tentativa de roubo na Avenida Duquesa de Goiás, no Morumbi, zona sul de São Paulo.
O policial é integrante do 22º BPM/M (22º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano), que foi socorrido consciente ao Hospital Albert Einstein, onde passou por cirurgia.
Em nota, a SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo) informou que dois suspeitos participaram da ação. Um, de 21 anos, foi preso em flagrante por roubo, e o outro continua foragido.
No vídeo da câmera de segurança, é possível ver o momento no qual o confronto ocorre. Confira:
Os trens da Linha 11-Coral operaram com velocidade reduzida na manhã desta sexta-feira (12) após uma falha de sinalização. A situação está em processo de normalização.
De acordo com a CPTM, a falha na sinalização da linha foi identificada durante a manhã, entre 6h e 7h20, na região da Barra Funda.
Para que a equipe de manutenção pudesse atuar, a velocidade de circulação dos trens foi reduzida entre as estações Palmeiras Barra-Funda e Brás, causando maior lotação de passageiros nas plataformas.
Além disso, alguns trens da linha, que normalmente seguem até a Barra Funda, tiveram como destino a estação da Luz. Já os passageiros queprecisavam chegar até a Barra Funda utilizaram os trens da Linha 10-Turquesa.
O homem investigado pela Polícia Civil de São Paulo por estupro de vulnerável nas dependências do clube Palmeiras, em Perdizes, zona Oeste da capital paulista, teria oferecido pipoca para atrair a vítima, uma menina de 4 anos, até o banheiro masculino.
O crime foi registrado nesta quarta-feira (10). De acordo com a mãe da menina, após um breve sumiço dentro do clube, ela reencontrou a criança saindo da direção do banheiro masculino. Quando questionada, a menina teria dito: “é segredo, é segredo”, além de afirmar que um homem, a quem chamou de “vovô”, a ofereceu pipoca e chamou para o banheiro.
Ao chegar em casa e dar banho na filha, a mulher notou uma secreção na região íntima da criança. Ao perguntar o que havia acontecido, a criança teria respondido que o “vovô” tocou suas partes íntimas.
O homem suspeito seria o avô de um amigo de escola do irmão da vítima, com quem a menina não tem contato próximo, mas frequenta locais em comum.
Após descobrir o crime, a mãe relatou o caso à polícia e levou a filha ao departamento médico do Clube, onde ela recebeu atendimento.
O caso foi registrado na 4ª DDM (Norte) e a Polícia Militar foi acionada pela mãe. Um exame do IML (Instituto Médico-Legal) também foi solicitado. A investigação apurar o caso é conduzida pela 3ª DDM (Oeste).
Em nota, o Palmeiras afirma que a menina recebeu atendimento médico e que o clube designou um de seus advogados para que a acompanhasse até a delegacia.
Além disso, informa que apuração interna também está sendo realizada e que imagens das câmeras de segurança já estão à disposição da Justiça. O associado suspeito pelo crime foi suspenso e, conforme determinação da presidente do clube Leila Pereira, deverá ser expulso assim que comprovada a autoria ou participação no caso.
Veja a nota do Palmeiras na íntegra:
“Na noite de quarta-feira (10), uma associada procurou a administração do Palmeiras para relatar um caso de abuso sexual cometido contra sua filha, possivelmente nas dependências do clube social.
Após acolher a mãe e a criança, que foi atendida por um médico do Palmeiras, a administração designou que um dos advogados do clube as acompanhasse até a Delegacia de Defesa da Mulher para o registro da ocorrência.
Prontamente, iniciou-se um trabalho de apuração interna por meio da análise das imagens do sistema de monitoramento – inclusive, todo o material já foi separado e está à disposição da Justiça. Não procede a informação de que policiais militares tiveram o acesso negado à sede social.
Assim que foi informada sobre a ocorrência, a presidente Leila Pereira determinou a imediata suspensão de um associado suspeito de envolvimento no caso; se ficar comprovada a autoria ou participação dele neste crime abominável, ele será expulso do quadro associativo, sem prejuízo das demais medidas punitivas cabíveis.
O Palmeiras repudia veementemente qualquer forma de violência ou abuso e não medirá esforços para que os fatos sejam rapidamente esclarecidos.”