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Jota Gonçalves deixa Vizela

O defesa-central Jota Gonçalves vai deixar o Vizela após duas épocas e meia ao serviço dos minhotos, terminando contrato no final da temporada e encerrando uma passagem marcada por 58 jogos e pela braçadeira de capitão.

O clube vizelense anunciou hoje a saída do jogador, de 25 anos, que não renovou o vínculo que o ligava à equipa que vai disputar a I Liga em 2026/27.

Jota Gonçalves chegou a assumir um papel de relevo no plantel, afirmando-se como uma das referências do grupo e envergando inclusivamente a braçadeira de capitão durante a sua passagem pelo emblema minhoto.

Na última temporada, contudo, perdeu algum espaço nas opções da equipa, num contexto marcado pela alteração do sistema tático de uma linha de três defesas-centrais para um eixo defensivo composto por apenas dois elementos, além da concorrência de Luís Rocha, Hristov, Jean-Pierre Rhyner e José Sampaio.

Na mensagem de despedida publicada nas redes sociais, o defesa agradeceu ao clube e aos adeptos, considerando que o Vizela representou muito mais do que uma etapa da sua carreira.

“Nem sempre é fácil encontrar as palavras certas para fechar um ciclo tão importante na minha vida. O Vizela foi muito mais do que um clube para mim. Foi o lugar que me voltou a abrir as portas da Primeira Liga, que me deu a oportunidade de continuar a crescer, de voltar a ser feliz e de viver momentos dentro e fora do campo que vou guardar para sempre”, escreveu.

O jogador recordou ainda os momentos vividos ao serviço dos vizelenses e salientou o vínculo criado com o clube.

“Passámos juntos por momentos difíceis, batalhas duras e momentos que me marcaram. Deixei sempre tudo em campo e fora dele por este símbolo, pela história e pela rainha. Levo comigo amizades, aprendizagens e memórias que vão ficar para a vida. Porque há clubes por onde passamos e há clubes que passam a fazer parte de nós”, acrescentou.

Na nota de despedida, o Vizela desejou “as maiores felicidades” a Jota Gonçalves para o futuro da carreira.

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Novo reforço do SC Braga chega a custo zero e fica blindado por cláusula de 40 milhões

O médio Denis Huseinbasic, ex-Colónia, da Alemanha, é o novo reforço do SC Braga, tendo assinado um contrato por cinco temporadas, informou hoje o clube minhoto da I Liga de futebol.

O jogador de 24 anos, internacional pela Bósnia-Herzegovina, chega ao Sporting de Braga a custo zero, com o clube germânico a preservar 20 por cento de uma futura transferência, ficando blindado por uma cláusula de rescisão de 40 milhões de euros.

Com formação no futebol alemão, Denis Huseinbasic cumpriu 107 jogos na Bundesliga em quatro épocas ao serviço do Colónia (oito golos e sete assistências).

Internacional sub-21 pela Alemanha por cinco ocasiões, o médio optou pela seleção AA da Bósnia-Herzegovina, pela qual soma sete internacionalizações.

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Trabalhadores de ‘call center’ protestam em Fafe

Mais de 50 trabalhadores do ‘call center’ da Intelcia, uma empresa prestadora de serviços, concentraram-se hoje diante da Câmara de Fafe para pedir ao executivo que prolongue até 31 de dezembro o aluguer do edifício no qual trabalham.

A porta-voz dos cerca de 220 trabalhadores da empresa, Inês Silva, explicou à Lusa que “o espaço onde a empresa está instalada em Fafe é da autarquia que, após o ter cedido há uns anos para garantir a fixação dos postos de trabalho, decidiu agora instalar ali a Proteção Civil local, bem como a Polícia Municipal”.

Questionada sobre o facto de apenas 50 dos 220 trabalhadores participarem no protesto, a também chefe de equipa explicou que a empresa se divide em “projetos portugueses e franceses e que o serviço francês está a trabalhar, enquanto o português cumpre o feriado de 10 de junho”.

“Todavia, temos aqui algumas pessoas do serviço francês”, revelou Inês Silva.

Segundo a porta-voz, a empresa recebeu em janeiro a indicação da autarquia para sair até 31 de julho, alegando que precisa das instalações para albergar os dois serviços, prazo que a empresa e os trabalhadores “constataram ser curto para encontrar uma solução”, pelo que pedem que esse prazo seja dilatado até 31 de dezembro.

“Foram encontradas alternativas pela empresa (…), mas não é de um dia para o outro que um edifício com o tamanho do atual se consegue”, insistiu a representante dos trabalhadores.

Inês Silva revelou que a empresa pediu ao presidente da Câmara, por carta, que se prolongue o prazo, pelo menos até 31 de dezembro, para dar mais hipóteses à empresa, que já tem negociações com outro concelho, evitando, dessa forma, o recurso ao teletrabalho”.

“A preocupação da empresa é a manutenção de todos os postos de trabalho, mas o teletrabalho pode ser inevitável”, admitiu a trabalhadora, preocupada como o facto de existirem colegas que “não conseguirão trabalhar nessa versão e que podem acabar no desemprego”.

Inês Silva lembrou ainda que a empresa está no concelho há 10 anos e que a sua chegada foi destacada pelo então presidente da Câmara “porque trazia emprego a Fafe e, agora, o atual, de um momento para o outro, decide que, afinal, esse sítio passa para a Proteção Civil e para a Polícia Municipal”.

A Lusa tentou uma reação da autarquia e recebeu como resposta que o presidente da Câmara Municipal, Antero Barbosa (PS), “falará amanhã do assunto durante a reunião do executivo”.

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Elite mundial da investigação em finanças vai estar em Braga

Entre hoje e sexta-feira, o Forum Braga recebe a Conferência Internacional da Financial Management Association (FMA), com 270 apresentações de académicos e profissionais de 34 países.

Segundo a Universidade do Minho, trata-se de um dos eventos mais prestigiados do mundo na área das finanças empresariais, regressando a Portugal após muitos anos, agora sob a coordenação de Manuel Rocha Armada, da Escola de Economia, Gestão e Ciência Política da Universidade do Minho, e tendo um recorde de quase 700 artigos científicos submetidos inicialmente.

O programa destaca na sexta-feira, às 11:30, o painel sobre ‘fintech’ com Vítor Constâncio (antigo ministro e presidente do Banco Central Europeu), Cláudia Custódio e Gilles Chemla (ambos do Imperial College). Pouco antes, às 10:00, terá lugar a palestra do orador convidado Alex Edmans, da London Business School e Wharton School, sobre governança ESG (ambiental, social e corporativa).

Na quinta-feira, merece ênfase o painel sobre finanças e clima, às 14:45, com Pedro Matos, Ian Appel (ambos da University of Virginia) e Philipp Krueger (Swiss Finance Institute), seguindo-se às 16:45 a intervenção da oradora convidada Victoria Ivashina, da Harvard Business School.

Esta conferência da FMA International é um fórum de referência global na discussão e partilha de investigação e prática profissional sobre tendências, desafios e inovações no setor financeiro (empresas e mercados). Além dos painéis especiais e das 88 sessões científicas, inclui mentorias para estudantes de doutoramento no primeiro dia, além de oportunidades de networking e momentos sociais, reforçando a ligação entre a academia e o mercado.

A comissão coordenadora inclui apenas portugueses, refletindo a sua reconhecida capacidade organizativa e científica neste âmbito: além de Manuel Rocha Armada, foram por este escolhidos Cláudia Custódio (Imperial College), Pedro Matos (University of Virginia Darden) e Cesário Mateus (Aalborg University).

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PSP apreende calçado e roupa desportiva à venda nas Antoninas em Famalicão

A PSP apreendeu vários pares de calçado e roupa desportiva à venda nas Festas Antoninas de Famalicão, foi hoje anunciado.

Numa publicação nas redes sociais, o Comando Distrital de Braga explica que, na ação de fiscalização, “foram apreendidos diversos artigos contrafeitos que se encontravam destinados à comercialização em estabelecimentos associados às Festas Antoninas”.

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Vizela entrega geradores a bombeiros, GNR e centro de saúde

A Câmara de Vizela vai entregar, amanhã, quinta-feira, geradores de energia aos Bombeiros Voluntários, a Guarda Nacional Republicana (GNR) e ao Centro de Saúde.

Em comunicado, a autarquia explica que “a iniciativa surge da necessidade de dotar as forças de segurança, de socorro e de saúde de equipamentos que garantam a total operacionalidade em situações de emergência ou de falhas na rede elétrica”.

“Com este investimento, a autarquia assegura que serviços vitais — como o atendimento médico, as comunicações de emergência e a logística de socorro — não sejam interrompidos, independentemente das condições externas”, pode ler-se no comunicado.

A Câmara salienta, ainda, que “este investimento integra-se num plano mais vasto de modernização e resiliência das infraestruturas críticas de Vizela. Ao apoiar os Bombeiros, a GNR e o Centro de Saúde, o Município está, na prática, a proteger cada cidadão vizelense, garantindo que as respostas de saúde e segurança são céleres e ininterruptas”.

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Arcos de Valdevez já tem uma camisa tradicional “bordada com carinho”

Arcos de Valdevez apresentou, ontem, a camisa tradicional do concelho.

As peças são “bordadas com carinho, em símbolos entrelaçados e com a frase que identifica o concelho [Onde Portugal Se Fez]”, informa a autarquia.

Em comunicado, a Câmara de Arcos de Valdevez explica que “as peças foram trabalhadas pelo arcuense Luís Fernandes, num trabalho de grande proximidade com o Município, onde cada detalhe foi pensado ao pormenor”.

Arcos de Valdevez já tem uma camisa tradicional "bordada com carinho"
Foto: CM Arcos de Valdevez
Arcos de Valdevez já tem uma camisa tradicional "bordada com carinho"
Foto: CM Arcos de Valdevez
Arcos de Valdevez já tem uma camisa tradicional "bordada com carinho"
Foto: CM Arcos de Valdevez
Arcos de Valdevez já tem uma camisa tradicional "bordada com carinho"
Foto: CM Arcos de Valdevez

“Por cada lugar e por cada freguesia, as Camisas Tradicionais de Arcos de Valdevez representam um território, atravessam gerações e reforçam o sentido de pertença a uma comunidade”, conclui o comunicado.

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Noite Branca regressa a Guimarães

A Noite Branca vai regressar a Guimarães no dia 18 de julho, anunciou o presidente da Câmara, Ricardo Araújo.

Segundo o Grupo Santiago, que cita o autarca, o executivo vimaranense já tinha anunciado o regresso da Noite Branca, mas a data só foi revelada, no início desta semana, em declarações após a reunião de Câmara quinzenal.

De acordo com a mesma fonte, p programa do evento será divulgado brevemente.

“Estamos a cumprir com o objectivo de reforçar a programação no espaço público, dinamizar a cidade, as atividades comerciais e a zona urbana com uma programação exigente e atrativa para os vimaranenses e para aqueles que nos querem visitar”, disse Ricardo Araújo.

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Carlos Barbosa é candidato à Distrital de Braga do Chega

Carlos Barbosa, deputado do Chega na Assembleia da República e presidente da Mesa da Assembleia Distrital, anunciou hoje a candidatura à presidência da Distrital de Braga do partido.

“Sou candidato à presidência da Comissão Política Distrital de Braga do Partido CHEGA, para o próximo mandato. A candidatura tem como objetivo consolidar o crescimento do partido no distrito e afirmar uma liderança próxima dos militantes, determinada e focada em resultados”, afirma em comunicado.

“Assumo este desafio com conhecimento direto da realidade interna do partido em Braga. Estou no Chegou desde o início de 2020, tendo integrado várias estruturas do Partido no distrito é atualmente presidente da Mesa Distrital de Braga. Ao longo deste percurso, mantive sempre uma ligação próxima às bases, acompanhando o trabalho das concelhias e dos militantes no terreno”, refere.

E acrescenta: “Sou atualmente deputado à Assembleia da República, deputado na CIM do Cávado e deputado municipal em Braga, considero que conheço bem o distrito, as suas estruturas e os desafios que o partido enfrenta”.

Segundo Carlos Barbosa, esta candidatura “surge também como resposta a um momento em que tem faltado uma liderança próxima, mobilizadora e capaz de unir o partido. O que leva à ausência de dinâmica interna, o afastamento das bases e a falta de iniciativas que envolvam os militantes como fatores que exigem uma mudança de rumo”.

Atualmente, a Distrital do Chega é liderada pelo também deputado Filipe Melo.

Carlos Barbosa diz que “o projeto que [apresenta] nasce da vontade de muitos militantes que querem um Chega mais forte, mais organizado e mais presente no terreno. Uma estrutura capaz de mobilizar, unir e preparar o partido para os desafios eleitorais que se aproximam”.

O candidato quer dar “prioridade” ao reforço do partido “em todos os concelhos, dar força às concelhias e construir uma equipa coesa, preparada para alcançar vitórias políticas no distrito”.

“Defendo uma liderança agregadora, democrática e próxima das bases, capaz de unir o partido e devolver aos militantes um papel central na vida interna da estrutura distrital”, afirma Carlos Barbosa.

E conclui: “Num momento exigente para o país, considero essencial ter um partido firme, sem ambiguidades e com capacidade de mobilização, preparado para afirmar uma estratégia política clara no distrito de Braga. Sentimento que nos deve unir para levar André Ventura à liderança do governo de Portugal. Este é o momento de dar um novo impulso ao Chega em Braga”.

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Viana do Castelo vai ter novo festival de cinema para documentário e não-ficção

A associação Ao Norte criou um novo festival de cinema em Viana do Castelo, o DOC[iN], dedicado ao documentário e à não-ficção, cuja primeira edição está marcada para março de 2027, foi hoje anunciado.

Daniel Maciel, da direção do festival, explicou à Lusa que o DOC[iN] estará centrado numa mostra competitiva internacional, na linguagem da não ficção, com aposta na ligação à comunidade local e aos estudantes de cinema.

Além do DOC[iN], que tem já em curso a submissão de filmes e terá prémios atribuídos por um júri internacional, é o segundo festival de cinema organizado pela associação Ao Norte, além dos Encontros de Viana.

“O DOC[iN] tem um perfil de indústria que não se verifica no Encontros, que é mais voltado para a pedagogia e educação. Este é mais focado na exibição de filmes em competição. Está na génese que seja um ponto de encontro entre estudantes de cursos de cinema, sobretudo apontados para o norte, e a indústria”, explicou.

A primeira edição do o DOC[iN] – Festival Internacional de Documentário de Viana vai decorrer de 02 a 07 de março de 2027 no Teatro Municipal Sá de Miranda, mas a organização ambiciona ocupar outros espaços da cidade, nomeadamente com oficinas e ‘masterclasses’.

Na ligação à comunidade local, estão previstas iniciativas como o programa “DOC’s à solta”, com sessões em freguesias do concelho, e a exposição fotográfica “Cartografias Afetivas”, construída a partir de álbuns familiares de freguesias de Viana do Castelo.

Daniel Maciel considera que Viana do Castelo “é uma cidade muito bem posicionada para um evento destes”, ainda que a exibição de cinema na cidade – capital de distrito – esteja dependente da programação municipal, no Teatro Sá de Miranda, e do cineclube da associação Ao Norte, no Cinema Verde Viana.

Viana do Castelo é uma das cinco capitais de distrito – a par de Beja, Bragança, Guarda e Portalegre – que não dispõem de exibição regular comercial de cinema, depois de, em janeiro passado, terem fechado as salas no Estação Viana Shopping.

“A nós parece-nos que uma capital de distrito merece mais em termos de cinema e de oferta para um público cinéfilo e para um público geral”, concordou Daniel Maciel, sublinhando ainda o trabalho de promoção e divulgação de cinema que a associação Ao Norte tem feito na cidade.

O DOC[iN] – Festival Internacional de Documentário de Viana é organizada pela associação Ao Norte, em colaboração com a câmara municipal de Viana do Castelo.

Anteriormente, a associação Ao Norte também organizava o MDOC – Festival Internacional de Documentário de Melgaço, mas este deixou de ter continuidade devido à falta de apoio financeiro da autarquia.

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Época balnear arranca sábado. Esposende e Viana recuperam praias após tempestades

O município de Esposende avançou com “operações de reperfilamento e movimentação de areias” em várias praias, para salvaguardar a época balnear, após os efeitos das tempestades em várias praias, em particular a de Ofir.

Os efeitos das intempéries de janeiro e fevereiro “são particularmente visíveis no litoral de Esposende”, explica à Lusa a autarquia, numa resposta por escrito, e causaram “acentuada erosão costeira e significativa redução do areal em várias praias”, com a necessidade de alimentação artificial ou reposição sedimentar “evidente”, em particular em Suave Mar, Ofir e Pedrinhas/Cedovém, naquele concelho.

“Importa referir que, até ao momento, não existe qualquer intervenção prevista ou financiada pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA) para esse efeito. Perante esta realidade, o município avança, por iniciativa própria, com operações de reperfilamento e movimentação de areias, procurando minimizar os impactos mais severos e salvaguardar as condições de utilização das praias durante a época balnear”, que arranca no sábado, pode ler-se na resposta do executivo liderado pelo independente Carlos Silva (Movimento Mudança).

Num relatório de ocorrências relacionadas com as tempestades de janeiro e fevereiro, no caso Ingrid, Joseph, Kristin, Leonardo e Marta, a APA definiu as intervenções em toda a costa a serem realizadas de forma urgente, bem como a curto e médio prazo, além de fazer um balanço dos estragos.

Aí, estão previstas ações de curto e médio prazo, da reposição sedimentar em Ofir, até ao final de 2027, a estabilização dunar e reforço sedimentar em Cedovém/Pedrinhas e Bonança, que são para executar a partir de janeiro de 2028, quando também arrancará o trabalho de recuperação e estabilização da restinga em Ofir.

Para o imediato, o foco da autarquia têm sido os passadiços e acessos, bem como o reperfilamento dos areais, pela “necessidade acrescida de intervenção” que o mau tempo apresentou.

“É notória a diminuição da extensão útil dos areais em diversas praias do concelho, o que obrigou a um esforço adicional de adaptação e requalificação dos espaços balneares. (…) A preparação da presente época balnear revelou-se mais exigente do que em anos anteriores”, admite o município.

Em Esposende, uma das obras previstas pela APA no relatório é uma intervenção de reconstrução e reforço estrutural do muro da Marginal da Praia da Couve, financiada por esta agência, estando já concluído o projeto, feito pelo município, que avança que os trabalhos podem “arrancar ainda durante o mês de junho”, mas não adiantou o investimento previsto.

Apesar das limitações, é possível garantir condições de segurança e funcionamento para que o verão decorra “com normalidade”, mesmo que os efeitos sejam ainda visíveis em Suave Mar e Ofir, com menos areal.

Os investimentos “estruturantes” serão guardados para depois do verão, “como é o caso das intervenções de contenção e reforço do cordão dunar junto à rampa dos pescadores”, que visam não só salvaguardar o presente mas também “a resiliência futura do litoral esposendense”, refere ainda a autarquia.

Em Viana do Castelo, as saídas para as praias foram quase todas destruídas

Em Viana do Castelo, o início do ano “foi particularmente difícil”, com “vários problemas” e algumas situações ainda a ser repostas, como a erosão e a perda de areia, além de um problema comum pela costa portuguesa, a “destruição de inúmeros passadiços”, conta à Lusa o chefe da Divisão do Ambiente e Alterações Climáticas da autarquia, José Paulo Vieira.

“A reposição de areias é uma competência da APA, e nos passadiços pedimos-lhes apoio, mas até ao momento não tenho nenhuma informação sobre isso, e é a Câmara que está a suportar o investimento”, afirma o responsável deste município liderado por Luís Nobre (PS).

As saídas para as praias foram quase todas destruídas, lamenta, estando a ser repostas para garantir a época balnear, tendo já sido reportadas as necessidades à agência nacional, como na Praia da Ínsua, em Afife, de Carreço, com “erosão na estrutura aderente”, e a “grande perda de areia e erosão dunar” na Amorosa, uma situação que se arrasta há vários anos.

É ali que se concentram os “problemas maiores” da costa de Viana do Castelo, e a Amorosa, em particular, configura “uma situação muito grave, porque a duna foi cortada, numa grande extensão, e ficou praticamente uma escarpa”.

“Para se fazer um acesso ao areal, que está a ser feito neste momento, é muito complicado, com uma altura de 15 metros. Tem de se fazer ali uma obra complicada”, acrescenta.

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Rui Rodrigues enaltece “mística vitoriana” e conhecimento de Fernando Meira

O candidato da lista D às eleições do Vitória SC, Rui Rodrigues, acredita que a escolha do ex-jogador Fernando Meira para diretor desportivo vai conferir “mística vitoriana” no seio do futebol e conhecimento do ‘mercado’.

O ainda vice-presidente na direção demissionária liderada por António Miguel Cardoso crê que o antigo internacional português, que, em Portugal, jogou no Vitória e no Benfica, vai transmitir a “mística” desde os benjamins à equipa principal, caso a candidatura ‘Conquistar o futuro’ vença o sufrágio de sábado.

“Sabe como o Vitória funciona, conhece perfeitamente a mística vitoriana. É a personificação do que queremos para o projeto, porque é aquela pessoa que veio da base até à equipa A do Vitória, incorporando todo o conhecimento desportivo do futebol moderno e do ‘mercado’. Estou muito feliz por ter o Fernando Meira ao nosso lado”, realçou, em entrevista à Lusa.

A contratação do antigo defesa de 48 anos, hoje agente de jogadores, visa “potenciar os valores da formação”, que Rui Rodrigues quer ver responsável por cerca de 50% das futuras equipas e também reconhecer a experiência necessária para completar os plantéis.

“Poderá haver alterações na forma de recrutamento dos atletas. Vamos definir uma estratégia com procedimentos e regras para a contratação de um atleta. Eu e o Fernando Meira teremos a palavra final depois de recolhermos todas as informações do ‘scouting’”, completa.

Ligado aos órgãos sociais do Vitória nos últimos quatro anos, primeiro como vice-presidente do conselho fiscal e, a partir de 2024, como vice-presidente do clube, além de administrador da SAD, confessa que a demissão de António Miguel Cardoso, anunciada em 14 de abril, foi “um choque muito grande”.

“O meu pior dia como dirigente foi a conferência de imprensa da demissão e da não recandidatura. Como é óbvio, isso cria-nos um período difícil em que ainda estamos a assimilar a decisão. No momento da conferência de imprensa, mal saí da sala, comecei logo a ser abordado porque seria uma oportunidade e eu poderia ser uma pessoa com capacidades para me candidatar”, recorda.

Responsável pela área financeira na SAD, o candidato realça que o emblema vimaranense se confronta com um passivo elevado desde 2021, que advém da presidência de Miguel Pinto Lisboa – era de 61,7 milhões de euros (ME) no final de 2020/21 – mas que, apesar desse fardo, está mais forte no futebol profissional e na formação.

Ciente de que o passivo da SAD ronda os 75 ME, após contabilizado o valor da transferência do médio Diogo Sousa para os franceses do Estrasburgo, selada por 11 ME, Rui Rodrigues estima que esse passivo tenha subido ao longo da época pela opção da administração em não vender em janeiro de 2026, e projeta “contas no verde” em 30 de junho.

O ‘rosto’ da lista D estima igualmente que o passivo de curto prazo, que tem de ser pago num prazo de 12 meses, se encontra em cerca de 47 ME, afirma estar prevista uma restruturação de cerca de 25 ME de dívida para um prazo entre seis e sete anos e esclarece que o empréstimo contraído junto do grupo norte-americano MSD, com juros de 11%, vai ser pago com dinheiro oriundo das transferências, a partir de 01 de julho.

Presente em todo o processo que liga o Vitória de Guimarães e o fundo V Sports, desde a aquisição de 46% da SAD pelo proprietário do Aston Villa em março de 2023 à redução da sua participação para 29% em junho de 2023, por imposição da UEFA, Rui Rodrigues considera possível aprofundar a parceria.

“Se ganharmos as eleições, vamos ter uma participação completamente diferente com eles. Não queremos dinheiro. O único aporte financeiro é um aporte que nos possa ajudar a reter algum valor, para potenciá-lo mais e não ter necessidade de o vender, tendo em conta as necessidades correntes do Vitória”, antecipa, considerando “inegociável” a venda da maioria da SAD pelo emblema vitoriano.

Essa parceria também pode abarcar a futura academia do clube a oeste da cidade, com Rui Rodrigues a avisar que é difícil estimar prazos para a sua construção, face à incerteza em torno da data em que os terrenos estarão disponíveis.

Sem revelar a posição quanto à continuidade de Gil Lameiras no comando técnico do plantel principal do Vitória, o ‘rosto’ da lista D ambiciona uma equipa que lutar sempre pelos cinco primeiros lugares da I Liga e ambicione sempre as finais, da Taça de Portugal ou da Taça da Liga.

Rui Rodrigues promete ainda apostar no alto rendimento dos jogadores, com otimização “da ’performance’, da medicina, do ‘scouting’, dos metadados, da nutrição e da psicologia”, trabalhar para o Vitória atingir os 40 mil sócios e investir cerca de cinco milhões de euros na melhoria do Estádio D. Afonso Henriques, em parceria com uma instituição financeira.

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Viriato vê em Diogo Boa Alma poder de “gerir bem emoções e conflitos” no Vitória

O candidato da lista C às eleições do Vitória SC, Viriato Sampaio, realça a capacidade de Diogo Boa Alma, nome que propõe para diretor desportivo da equipa da I Liga portuguesa de futebol, “gerir emoções e conflitos”.

O líder da candidatura ‘Vencer, sentir, crescer’ defende que a gestão do emblema da I Liga portuguesa de futebol tem de ser “muito mais profissional” e “menos em cima do joelho” e crê que o regresso do lisboeta, de 44 anos, a Guimarães, onde trabalhou entre março e maio de 2022, sob o agora presidente demissionário, António Miguel Cardoso, vai valorizar o futebol vitoriano.

“Trabalha muito bem e tem uma componente humana de gerir bem as emoções e os conflitos. Além disso, identificou vários casos de sucesso de jogadores a custo zero, que foram rentabilizados, tanto no Santa Clara, como no Casa Pia. Está identificado com a questão da formação e com o momento complexo do Vitória”, descreveu o candidato às eleições de sábado, em entrevista à Lusa.

Viriato Sampaio crê ainda que Diogo Boa Alma pode ajudar o emblema minhoto “a identificar jogadores de qualidade” a preços comportáveis, sobretudo no ‘mercado’ brasileiro, com o qual os vimaranenses se têm dado historicamente “muito bem”.

Adverso a “refazer plantéis de um ano para o outro”, o ‘rosto’ da lista B ambiciona ver o clube vitoriano disputar as competições europeias todas as épocas, pelo que vai insistir na Taça de Portugal como a competição em que tem de se “pôr as ‘fichas’ todas”, já que a sua conquista vale o acesso direto à fase de grupos da Liga Europa.

“Na minha administração, vou fazer questão que, na Taça, cada jogo seja uma final. É como se fosse uma final do Jamor. É o caminho que o Vitória tem para ganhar títulos nesta fase. Não pode haver facilidade em termos de Taça. (…) Na Taça, é para ir com tudo”, promete.

O candidato reconhece, porém, que o Vitória se debate com um défice entre receitas e despesas operacionais, apenas compensado pelas verbas arrecadadas com vendas de jogadores, e com um passivo de 75 milhões de euros na SAD, que motiva várias transferências a acontecerem “sob pressão”.

Disposto a reduzir o passivo, o líder da lista B propõe, como via para o “equilíbrio económico-financeiro”, um empréstimo obrigacionista entre 75 e 100 milhões de euros, a ser pago num prazo entre 20 e 30 anos, contraído junto de uma instituição não europeia, que recusou nomear, a uma taxa de juro entre os 5 e os 7%.

Viriato Sampaio realça que a verba contraída junto da instituição financeira vai ser aplicada na melhoria do Estádio D. Afonso Henriques, até porque a garantia do empréstimo advém precisamente das receitas operacionais com o recinto vitoriano, cujo valor anual pretende ver crescer dos atuais 5,4 ME para 8,9 ME em 2029.

“Com o ‘merchandising’, perspetivamos subida para um milhão, com os patrocínios para dois ME, com lugares anuais para 1,8 ME, com a bilhética para 950 mil, com os novos camarotes na Bancada Nascente para 750 mil, com a comida para 500 mil, com o nome do estádio associado a um patrocínio para 750 mil euros, com novos ecrãs no exterior para 150 mil, com museu para 50 mil e com eventos desportivos e de entretenimento para 925 mil”, enumerou.

Sem revelar a sua posição quanto ao futuro de Gil Lameiras, treinador do Vitória, com contrato até 2027, o candidato preconiza um técnico que inclua “jovens no projeto” e, ao mesmo tempo, consiga “gerir um grupo de trabalho que tenha uma ‘espinha dorsal’ de jogadores com mais experiência”.

O sócio número 1.994 diz ainda ter em vista uma parceria com um promotor imobiliário para iniciar até 2029 a futura academia para as equipas principal, B e feminina, numa área de 19 hectares capaz de albergar oito a 10 campos e espaços comerciais, seja aquela que se prevê cedida pela Câmara Municipal a oeste da cidade, seja uma outra que esteja disponível no concelho de Guimarães.

Aberto a falar com o fundo V Sports, detentor de 29% da SAD, sobre a futura academia e a relação que pretende ter com a administração vitoriana, Viriato considera exequível ter as obras no terreno em 2029, embora o processo dependa muito de “questões legais de expropriação ou aquisição dos terrenos”.

O candidato advoga ainda a mudança dos estatutos do Vitória, para que os futuros atos eleitorais passem a contemplar segundas voltas e a votação de sócios-atletas, neste momento proibida, e para que os mandatos dos órgãos sociais se estendam de três para quatro anos.

Viriato Sampaio ambiciona também lançar o projeto ‘Vitória Olímpico’, que garanta especial apoio a atletas do clube que hipótese de participarem em Jogos Olímpicos, situação que vale “um prestígio muito grande”, mas também pode garantir “apoios financeiros” ao clube minhoto.

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Júlio Vieira de Castro quer um Vitória “muito mais certeiro nas contratações”

O candidato da lista B às eleições do Vitória SC, Júlio Vieira de Castro, quer mais acerto nas contratações para a equipa da I Liga portuguesa de futebol e aprofundar parceria com o fundo V Sports.

Na antecâmara do escrutínio de sábado, o líder da candidatura intitulada ‘Só Vitória’ considera que a SAD que tutela o futebol profissional está “cada vez mais dependente da venda de jogadores” e de qualificações europeias, que não conseguiu em 2025/26, face ao nono lugar, para ‘sobreviver’, face ao défice entre receitas e custos, que pretende ver diminuídos.

“Estamos sempre a vender de forma apertada. Estamos sempre sujeitos à contingência do momento, de ter de pagar salários, de ter de pagar prémios, de ter de pagar a fornecedores. Não queremos vender sob essa contingência. Queremos um Vitória muito mais estruturado, um Vitória muito mais certeiro nas contratações. Se temos dentro de ‘portas’, não vamos buscar fora. Não queremos desperdício de dinheiro”, realça, em entrevista à Lusa.

Candidato à presidência pela segunda vez, depois de ter perdido as eleições mais equilibradas na história do clube para Júlio Mendes, em 2018 – obteve 47,6% -, o sócio número 1.447 dos vimaranenses realça que a situação financeira está pior, com o passivo do clube e da SAD em mais do triplo – na altura, rondava os 23 ME e agora é de 81.

Vieira de Castro crê que o recente campeonato mostrou que o Vitória está a “gastar mal”, já que se classificou abaixo do Famalicão, do Gil Vicente, do Moreirense e do Arouca, equipas que, a seu ver, gastam menos, e considera adequado diminuir os gastos operacionais para o patamar dos 20 ME, numa altura em que as receitas ordinárias, excluindo transferências, se aproximam dos 15 ME.

Pronto a impor uma mentalidade vencedora no seio do clube, com o “equilíbrio financeiro” a coabitar com a “ambição desportiva”, o candidato da lista B considera descabido projetar o crescimento do futebol sem o envolvimento do V Sports, fundo que é proprietário dos ingleses do Aston Villa e que detém 29% da SAD vitoriana.

“É evidente que temos as nossas ideias para o Vitória e que vamos ouvir as ideias do V Sports. Temos a informação de que o V Sports também quer participar mais, embora em condições diferentes. Temos de perceber quais são, como são. Este ‘casamento’ tem tudo para dar certo”, refere.

Uma das áreas em que o fundo detido pelo egípcio Nassef Sawiris e o norte-americano Wes Edens pode contribuir para o futebol vitoriano na constituição do departamento de ‘performance’, que visa otimizar o rendimento da equipa sénior e das equipas de formação.

Questionado sobre a hipótese de o V Sports aumentar a sua participação no capital social ou até pretender a maioria da SAD, Júlio Vieira de Castro reitera que qualquer decisão cabe aos sócios, em assembleia-geral.

O ‘rosto’ da lista B salienta ainda que “o respeito a Gil Lameiras é inegociável”, recusando confirmar se o treinador, de 32 anos, com contrato válido até 2027, é a sua opção para liderar a equipa principal em 2026/27 e disse já ter identificadas as características para o exercício dos cargos de diretor desportivo e diretor do futebol profissional, embora rejeite adiantar nomes.

Convencido de que o Vitória não tem condições financeiras para avançar com a futura academia para o futebol profissional no imediato, embora não seja um objetivo descartado até ao final do mandato, Júlio Vieira de Castro defende ainda que a aposta na formação tem de deixar de se fazer “por necessidade”, quando não há recursos.

O candidato promete acompanhamento personalizado dos futebolistas das camadas jovens, com “planos de desenvolvimento individuais”, e um acompanhamento especial quando são chamados às seleções nacionais, ocasiões em que são “assediados pelos empresários” para mudarem de rumo na carreira.

O ‘rosto’ da lista B confessa ainda que, em caso de eleição, deseja constituir uma fundação para fins sociais e abrir o museu, com saída junto à loja do clube no Estádio D. Afonso Henriques.

“O Vitória não faz dos ‘tours’ ao estádio uma fonte de receita. O Vitória, por exemplo, não se integra com as agências de viagens por forma a que quando os turistas vêm a Guimarães, o Estádio D. Afonso Henriques possa ser um ponto de visita”, lamenta.

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Belmiro quer reduzir gastos até 40% na estrutura de apoio ao futebol do Vitória

O candidato da lista A às eleições do Vitória SC, Belmiro Pinto dos Santos, crê que é preciso reduzir até 40% os gastos na estrutura de apoio ao futebol profissional e aumentar o investimento no plantel.

Rosto da candidatura ‘Unidos por uma paixão única’ ao sufrágio de sábado, o sócio número 4.995 dos vimaranenses alega que a SAD, responsável pela equipa da I Liga portuguesa de futebol, vive com “um défice crónico anual de 20 milhões de euros (ME)”, fruto de uma receita média anual de 15 ME e gastos médios que superaram os 35 ME na época 2025/26, prestes a terminar.

Presidente da mesa da assembleia-geral no primeiro mandato do presidente demissionário, António Miguel Cardoso, entre 2022 e 2025, Belmiro Pinto dos Santos realça que cerca de cinco milhões de euros se destinam ao pagamento de juros, com os restantes gastos a repartirem-se pelo plantel e a estrutura em seu redor.

“O Vitória tem hoje uma despesa para a equipa técnica e para os jogadores que anda à volta dos 15 ME. Depois, gasta 15 ME para a estrutura à volta do futebol. Falo em departamentos relacionados com o futebol e de custos com a administração e com pessoal, de custos relacionados com viagens, hotéis e toda a logística relacionada com o futebol”, afirmou, em entrevista à Lusa.

Embora considere difícil reduzir drasticamente os custos com essa “estrutura paralela” no primeiro dos três anos de mandato, o candidato realça a intenção de os diminuir cerca de um terço “a médio prazo”.

“Há o objetivo de diminuir os custos em 30 a 40% a médio prazo. (…) Se conseguirmos isso, já é uma vantagem muito grande do ponto de vista financeiro, para conseguimos investir mais no fundamental, a equipa de futebol”, completou.

Esse défice anual, aliado ao passivo global de 81 ME – 75 na SAD e seis no clube – e ao capital próprio negativo da SAD, que, no final da época 2024/25, era de 24 ME, pressiona o Vitória a obter “receitas extraordinárias nas transferências de jogadores”, algo que, a seu ver, exige “boa performance desportiva” de forma constante.

Disposto a garantir uma das cinco primeiras posições da I Liga época após época e acesso às competições da UEFA, o líder da lista A prevê aumentar o investimento na equipa principal com o apoio de uma ‘holding’ norte-americana, o SR Investments Group, que detém participações em setores como o imobiliário e energia.

Contactado pela ‘holding’ no outono de 2025, com vista à elaboração de um projeto com horizonte em 2028, data inicialmente prevista para o próximo ato eleitoral dos vitorianos, Belmiro Pinto dos Santos realça que esse grupo norte-americano pretende adquirir 17% das ações da SAD com maioria do Vitória, que detém 67,84% do capital.

O candidato está ainda disponível a ceder dois dos cinco lugares do conselho de administração da SAD ao SR Investments Group, referentes à gestão desportiva e à gestão financeira, mas a sociedade conta ainda com outro acionista, o V Sports, detentor de 29% das ações.

Belmiro Pinto dos Santos diz aceitar um maior envolvimento do fundo que é proprietário dos ingleses do Aston Villa, ligado à SAD do Vitória desde 2023, se garantir um investimento superior ao da ‘holding’ que o apoia, mas também se diz confortável com a ‘saída de cena’ do V Sports.

“A existir algum direito de preferência, abstemo-nos de exercer o respetivo direito. Permitimos que eles negoceiem diretamente com o V Sports a aquisição desses 29%. Se eles assim o entenderem, não nos é indiferente, porque se as coisas estiverem a correr bem com o investidor, quanto mais percentagem tiverem, melhor”, argumenta.

Disposto a ver construídos até 2029 três relvados da academia projetada para o Vitória a oeste da cidade, para servir as equipas principal, B e sub-19, o candidato salientou que o SR Investments Group pode investir na infraestrutura, mediante a criação de um espaço comercial que lhe possibilite retorno financeiro.

Disposto a conversar com o atual treinador do Vitória, Gil Lameiras, após as eleições, para perceber se se quer “manter na equipa A, regressar à equipa B ou rescindir contrato”, o ‘rosto’ da lista A traça ainda a diferença entre Ricardo Pimenta Machado, candidato a vice-presidente para o futebol, e o antigo treinador Manuel Machado, nome escolhido para diretor técnico.

“O Ricardo Pimenta será o vice-presidente para a área do futebol e terá funções próximas daquilo que é o chefe do departamento de futebol. Relativamente ao Manuel Machado é diferente. Um diretor técnico terá um trabalho muito específico na ligação entre as estruturas do futebol: a equipa A, a equipa B, a formação. Fará uma supervisão dos departamentos”, descreve.

Belmiro Pinto dos Santos também promete investir na melhoria do Estádio D. Afonso Henriques, em parceria com “uma empresa especialista na gestão de estádios de futebol”, para aumentar as receitas com as infraestruturas e defende a alteração dos estatutos do clube, para incluir a hipótese de uma segunda volta nas eleições e para alargar os mandatos dos órgãos sociais de três para quatro anos.

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Vitória SC vai a eleições com recorde de candidatos

A discussão da situação financeira do Vitória SC tem dominado a campanha rumo às eleições de sábado, que reúnem quatro listas, número recorde entre todos os escrutínios já realizados no clube da I Liga portuguesa de futebol.

A discussão dos valores do passivo, que ronda os 75 milhões de euros (ME), e do capital próprio da SAD, que era negativo em 24 ME no final da época 2024/25, bem como as possíveis soluções para mitigar o défice crónico entre receitas e despesas, apenas compensado pelas vendas de jogadores, é transversal aos quatro candidatos à sucessão de António Miguel Cardoso.

Eleito pela primeira vez em 2022, com 62,5% dos votos perante Miguel Pinto Lisboa e Alex Costa, e reeleito no ano passado, com 89,4% frente a Luís Cirilo Carvalho, António Miguel Cardoso demitiu-se da presidência em 14 de abril, no final de uma época em que prometera sair caso a equipa se classificasse abaixo do quinto posto no campeonato, o que veio a suceder, com o nono lugar.

A decisão antecipou uma ‘corrida’ eleitoral que estava prevista para março de 2028, com Belmiro Pinto dos Santos (lista A), Júlio Vieira de Castro (lista B), Viriato Sampaio (lista C) e Rui Rodrigues (lista D) a encabeçarem as candidaturas entregues à mesa da assembleia-geral em 14 de maio e validadas no dia seguinte.

Marcadas para o Pavilhão Desportivo Unidade Vimaranense, com as urnas abertas entre as 09:00 e as 19:00, as eleições vitorianas congregam pela primeira vez quatro listas, número que supera os ‘trios’ de 2007, quando Emílio Macedo da Silva venceu Manuel Rodrigues e André Pereira, de 2019, em que Miguel Pinto Lisboa foi eleito frente a António Miguel Cardoso e Daniel Rodrigues, e de 2022.

Belmiro defende maior investimento no plantel

Presidente da mesa da assembleia-geral entre 2022 e 2025, Belmiro Pinto dos Santos defende maior investimento no plantel, com o apoio de uma ‘holding’ norte-americana e a redução de custos na estrutura que apoia o futebol, que estará a cargo de Ricardo Pimenta Machado, candidato a vice-presidente, e do ex-treinador Manuel Machado, a diretor técnico.

Vieira de Castro quer aprofundar pareceria com o fundo V Sports

Um dos protagonistas das eleições mais equilibradas da história do Vitória, ao perder para Júlio Mendes após recolher 47,6% dos votos, em 2018, Júlio Vieira de Castro regressa às urnas com a intenção de aprofundar a parceria com o fundo V Sports, proprietário dos ingleses do Aston Villa e detentor de 29% da SAD, e de apostar na formação.

Viriato diz que é preciso reestruturar passivo da SAD

Viriato Sampaio considera, por seu turno, que é preciso reestruturar o passivo da SAD e diferi-lo no tempo, através de um empréstimo obrigacionista entre 75 a 100 milhões de euros, a ser pago num horizonte de 20 a 30 anos, e aposta em Diogo Boa Alma para o cargo de diretor desportivo.

Rui Rodrigues quer prolongar o prazo de pagamento de parte das dívidas

Ainda em funções na direção demissionária, como vice-presidente para a área financeira, Rui Rodrigues quer aprofundar a ligação ao fundo V Sports, reforçar a presença da formação no plantel principal de futebol, entregar o cargo de diretor desportivo ao ex-jogador Fernando Meira e prolongar o prazo de pagamento de parte das dívidas.

Num clube em que cada sócio tem direito a um voto, o recorde de afluência às urnas data de 24 de março de 2018, com 7.274 associados a exercerem o seu direito nas eleições que opuseram Júlio Mendes a Júlio Vieira de Castro.

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GNR apanha traficante de droga que fazia negócio em Guimarães

A GNR deteve, na segunda-feira, um homem suspeito de tráfico de droga no concelho de Guimarães, foi hoje anunciado.

Em comunicado, a GNR refere a detenção ocorreu na cidade do Porto, após o cumprimento a quatro mandados de busca domiciliária, um de busca não domiciliária e cinco buscas em veículo.

O suspeito foi detido em flagrante delito e foram apreendidos 16,28 gramas de MDMA, uma pistola de calibre 6,35, 70 euros em numerário, dois telemóveis, um revólver de alarme, uma pistola de alarme, uma caixa de munições de 22mm, cinco cartuxos de caçadeira de calibre 12mm, um colete balístico, diversas munições de diferentes calibres, diversos artigos de pirotecnia, diversas peças de fardamento das forças de segurança (PSP e Guarda Prisional), diversos logótipos exclusivos das forças de segurança, uma luz de emergência (pirilampo) de uso exclusivo das forças de segurança e duas box de IPTV.

GNR apanha traficante de droga que fazia negócio em Guimarães
Artigos apreendidos pela GNR. Foto: GNR

O detido foi libertado e os factos foram comunicados ao Ministério Público de Vila Nova de Famalicão.

A ação foi levada a cabo pelo Núcleo de Investigação Criminal (NIC) de Guimarães e contou com o apoio da estrutura da Investigação Criminal do Comando Territorial de Braga bem como da PSP do Porto.

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Associação interpõe ação judicial contra avaliação ambiental da mina em Montalegre

A associação Povo e Natureza do Barroso anunciou hoje que intentou, há dois meses, uma ação relacionada com a Declaração de Impacto Ambiental (DIA) para o projeto da mina da Borralha, em Montalegre, no distrito de Vila Real.

Segundo um comunicado enviado hoje à Lusa, “a iniciativa surge em representação de populações e entidades locais preocupadas com os riscos ambientais e hídricos associados ao projeto mineiro, entre as quais o Movimento Não às Minas – Montalegre, Conselho Diretivo dos Baldios de Caniçó, Conselho Diretivo dos Baldios de Linharelhos, Conselho Diretivo dos Baldios de Campos, a Iris – Associação Nacional de Ambiente e a APIFC – Associação de Preservação da Identidade da Freguesia de Campos”.

A mina da Borralha obteve em janeiro um parecer favorável condicionado, pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), e a concessão está a cargo da empresa Minerália.

Em causa está o que a associação considera “um território ambientalmente sensível, localizado em plena Reserva da Biosfera Transfronteiriça Gerês-Xurés, a apenas seis quilómetros do Parque Nacional da Peneda-Gerês, integrado no Sistema Importante do Património Agrícola Mundial (FAO) e numa das mais importantes áreas de recursos hídricos do Norte do país”.

“Acrescem ainda preocupações de saúde pública, dado que a Estação de Tratamento de Água (ETA) do Rabagão se encontra imediatamente a jusante do projeto”, referem, sobretudo quanto aos “impactos sobre as linhas de água, aquíferos, ecossistemas”.

A associação alerta ainda para o “historial de contaminação associado à antiga exploração mineira da Borralha, cujo passivo ambiental continua por resolver quatro décadas após o encerramento da mina”, bem como “preocupações relativas à estabilidade e segurança estrutural da área mineira histórica, nomeadamente devido à existência de antigas galerias subterrâneas que se estendem no subsolo de várias aldeias da envolvente”.

A Povo e Natureza do Barroso recorda ainda que uma queixa por episódios de poluição na Ribeira de Amiar, apresentada em fevereiro, “continua sem resposta”, dizendo respeito a “arrastamentos de sedimentos e escoamentos anómalos”.

“Acresce que, desde 2023, decorrem trabalhos de prospeção e movimentações em antigas escombreiras mineiras, com impactes já sentidos pelas populações locais. Até à data não foi tornado público qualquer esclarecimento técnico ou resposta por parte da APA relativamente à situação denunciada”, aponta, referindo também que a denúncia foi enviada a várias entidades públicas.

Segundo a associação, a APA “indicou que irá proceder a uma ação de fiscalização, contudo, até à data não foram disponibilizados os documentos administrativos solicitados no âmbito da denúncia, encontrando-se já ultrapassado o prazo limite que terminava a 29 de maio de 2026”.

“As associações sublinham ainda que deverá ser dado maior ênfase à captação de água na aldeia de Cambedo”, que “assegura o abastecimento de água para consumo humano precisamente na zona onde a Ribeira de Amiar desagua, sendo considerada um ponto crítico em termos de segurança hídrica e de proteção da população”, alertando ainda para uma linha de alta tensão prevista sobre as aldeias de Campos e Lamalonga.

A captação para abastecimento público existente na barragem da Venda Nova, localizada a jusante da mina, foi uma das principais preocupações mencionadas nas exposições submetidas no período de consulta pública do Estudo de Impacte Ambiental (EIA) da mina da Borralha, que decorreu entre 07 de outubro e 17 de novembro de 2025 e obteve 653 participações.

A Minerália garantiu que o “tungsténio da mina da Borralha será explorado com água 100% reciclada e sem captação” em rios, barragens ou aquíferos ou outros recursos hídricos naturais, e “não terá descargas de água industrial para o ambiente”, reutilizando a água da chuva “acumulada ao longo de décadas nas galerias subterrâneas”.

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Melgaço lança arquivo de vídeo

A Câmara de Melgaço assinalou o Dia Internacional dos Arquivos com o lançamento de videoteca municipal.

Em comunicado, a autarquia explica que a criação da videoteca municipal “é um novo projeto do Arquivo Municipal dedicado à preservação, valorização e divulgação da memória audiovisual do concelho”, e “apela à participação de toda a comunidade para a recolha, preservação e partilha de memórias em vídeo que documentem a história e as tradições do concelho”.

Esta nova valência “tem como principal objetivo reunir, organizar e conservar registos em vídeo que documentem a história, as tradições, os acontecimentos e as atividades culturais, desportivas, sociais e familiares que marcaram a vida da comunidade melgacense ao longo dos tempos”.

Os “materiais cedidos serão devidamente digitalizados e preservados pelos serviços do município, sendo posteriormente devolvidos aos seus proprietários, com a garantia da sua total integridade e salvaguarda”, acrescenta.

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