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Jonathan Andic a su padre Isak: “No me extraña que pensaras que era capaz de matarte”

Jonathan Andic, durante su detención el pasado 19 de mayo.

Una de las claves de la investigación por la muerte del fundador de Mango, Isak Andic, en la montaña de Montserrat, son los mensajes entre padre e hijo, que recuperaron los Mossos del móvil del fallecido. La Fiscalía ha incluido los más reveladores en su recurso de oposición a la petición de la defensa de que se levanten las medidas cautelares contra Andic, que ha pagado un millón de euros para eludir la prisión. “No me extraña que pensaras que era capaz hasta de matarte”, escribió el hijo a su padre en julio de 2024, según ha avanzado Efe y ha confirmado este diario.

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Boliviano fica preso em rochas ao tentar salvar documentos em praia de SP

Um turista boliviano, de 46 anos, ficou preso entre as rochas da praia de Santos, no litoral de São Paulo, após tentar recuperar seus documentos pessoais que haviam caído entre as pedras. O caso aconteceu na tarde da última terça-feira (9).

O estrangeiro só conseguiu sair após ser socorrido por equipes do GBMAR (Grupo de Bombeiros Marítimo).

Segundo a corporação, ele permaneceu aproximadamente 30 minutos, de forma imóvel nas rochas, enquanto pedia socorro.

 Durante a operação, os bombeiros conseguiram realizar o resgate sem a necessidade de deslocar as rochas. Neste caso, foi necessário utilizar uma prancha rígida como ponto de apoio, com uma elevação gradual do quadril da vítima.

Veja imagem do resgate:

Crédito: Reprodução/litoralhomesantos

Após o salvamento, o boliviano recebeu oxigenioterapia e foi constatado que ele possuía escoriações leves, mas não havia necessidade do encaminhamento para unidade hospitalar. Logo depois, ele foi liberado.

Em nota, o GBMar informou que pede pela orientação dos banhistas para que eles evitem acessar formações rochosas, especialmente em locais de difícil mobilidade, devido ao risco de aprisionamentos e acidentes que podem colocar vidas em perigo.

*Sob supervisão de AR.

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Patroa usava aposentadoria de empregada idosa para despesa da casa; entenda

A patroa da idosa de 62 anos que passou 49 anos em condição análoga à escravidão, enquanto trabalhava como empregada doméstica, usava a aposentadoria dela para pagar despesas da própria casa. A mulher foi resgatada nessa quarta-feira (10), na residência da família empregadora, localizada no centro de Bragança Paulista, no interior de São Paulo.

Ela prestava serviço para os chefes desde 1977, de forma interrupta, sem direito a folgas ou férias. Segundo as investigações, em 2015, a vítima conseguiu se aposentar graças a um curto período de registro em carteira. Na época, recebia pequenas quantias a título de remuneração, mas os valores eram administrados pela patroa, que liberava dinheiro apenas quando ela solicitava.

Após a aposentadoria, ela não recebeu qualquer pagamento, mas continuou trabalhando na residência. Nos últimos meses, dormia no quarto da empregadora, uma idosa acamada da qual era a única cuidadora.

Além disso, os valores de sua aposentadoria eram utilizados para custear as despesas da casa da patroa.

Resgate

O resgate ocorreu durante uma operação conjunta do MPT (Ministério Público do Trabalho) e da Inspeção do Trabalho do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego). Durante a ação, a vítima se emocionou ao relatar que não saía do apartamento há cerca de quatro meses.

Ela contou aos agentes que a rotina era muito exaustiva e comprometia sua saúde física, mental e pessoal, já que não lavava os cabelos há mais de um mês. Após ser encontrada, a trabalhadora foi afastada do local e acolhida por familiares.

Segundo o MPT, os valores que precisam ser pagos à vítima somam R$ 1,6 milhão. O montante inclui R$ 672,9 mil em verbas trabalhistas e rescisórias, além de indenizações por danos morais individuais e coletivos, fixadas em R$ 500 mil cada.

O advogado da família solicitou prazo para se manifestar sobre o caso. O MPT concedeu 20 dias para a apresentação da defesa.

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“Estou com minha filha”, diz comerciante durante assalto em loja em SP

Um comerciante de 46 anos foi abordado por dois homens armados dentro de seu próprio estabelecimento, uma loja de rações, no bairro Pestana, em Osasco, na Grande São Paulo. O caso aconteceu na noite da última terça-feira (9), enquanto a vítima estava com sua filha, que presenciou toda a ação.

A gravação da câmera de segurança do local flagrou o roubo. A imagem, cedida à CNN Brasil pela página Osasco Te Avisa, mostra o momento em que os homens entram no local se passando por clientes.

Logo depois, eles anunciam o assalto e o comerciante clama pela vida dele e da criança: “Estou na paz. Estou com minha filha”.

Veja:

Créditos: Reprodução/Osasco Te Avisa

Os assaltantes levaram todo o dinheiro do caixa, um celular e um relógio do comerciante. Logo depois, eles fugiram. A vítima e a criança passam bem.

Em nota, a SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo) informou que o caso foi registrado no 1º Distrito Policial de Osasco, onde segue sendo investigado.

*Sob supervisão de AR.

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Vídeo: Advogado pede condenação de cliente e juíza considera réu indefeso

Um advogado pediu pela condenação do próprio cliente em uma audiência no TJSC (Tribunal de Justiça Santa Catarina), durante o processo em que ele respondia por tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo. O caso ocorreu em 28 de maio, em uma sessão virtual realizada pela 3ª Vara Criminal da Comarca de Florianópolis.

A audiência era conduzida pela juíza Carolina Ranzolin Nerbass, que não concordou com as alegações do advogado Rodrigo Pantaleão e considerou o réu indefeso.

A sessão era de instrução, fase do processo penal em que são ouvidas testemunhas e o réu, permitindo ao juiz formar sua opinião antes de designar uma sentença final.

A CNN Brasil teve acesso a audiência. Nas imagens é possível ver que, durante grande parte da sessão, o advogado do homem tão pouco olha para a câmera e permanece apenas no celular.

No momento das alegações finais, o defensor concorda com as acusações do promotor de justiça do MP (Ministério Público), pedindo pela condenação do homem.

“A defesa corrobora com as afirmações exaladas pela promotoria de Justiça. Nada mais, excelência”, disse.

A resposta surpreendeu a magistrada que, no entanto, não consentiu com a situação e considerou o réu indefeso. “Não posso aceitar suas alegações finais, doutor. Vou considerar o réu indefeso”, afirmou.

Logo depois, ela se direciona para o acusado e diz: “Seguinte senhor [réu], o senhor merece uma defesa, ainda que o senhor tenha admitido parte das questões ilícitas”, conclui.

Veja o vídeo:

A juíza pede, então, para que o acusado apresente uma nova defesa. Diante da repercussão, a família do homem designou uma nova advogada para defendê-lo no processo, a dra. Nathália Poeta.

“Daqui em diante, a condução do caso será pautada pela estrita observância do devido processo legal e das garantias constitucionais que asseguram o pleno exercício do direito de defesa”, disse ela à CNN Brasil.

Em nota, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina informou que o processo terá prosseguimento e que uma nova audiência de instrução deverá ser designada antes do julgamento. Ainda não há data definida para a realização da sessão.

Procurada pela reportagem, a OAB de Santa Catarina (OAB-SC) informou que não tolera condutas que possam representar violação aos deveres da advocacia e afirmou que irá apurar o caso.

A CNN Brasil tenta contato com o advogado para uma manifestação. O espaço segue aberto.

Veja nota completa da OAB

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção de Santa Catarina (OAB/SC) informa que, tão logo tomou conhecimento dos fatos divulgados envolvendo a atuação de um advogado durante audiência criminal realizada na Comarca da Capital, oficiou a magistrada responsável pelo processo, solicitando informações e documentos relacionados ao ocorrido, a fim de compreender integralmente as circunstâncias dos fatos e avaliar eventual adoção das medidas previstas no Estatuto da Advocacia e da OAB.

A OAB/SC atua de forma firme na defesa das prerrogativas profissionais e da indispensabilidade da advocacia para a administração da Justiça. Com o mesmo rigor, não tolera condutas que possam representar violação aos deveres éticos inerentes ao exercício da profissão.

Caso sejam constatadas infrações disciplinares após a devida apuração, poderão ser instaurados os procedimentos competentes no âmbito do Tribunal de Ética e Disciplina, os quais tramitam sob sigilo legal.

A advocacia deve ser exemplo para a sociedade. Por isso, a OAB/SC mantém atuação permanente tanto na proteção das prerrogativas profissionais quanto na fiscalização ética da atividade advocatícia. Nos últimos cinco anos, a Seccional aplicou 557 penas de suspensão e promoveu a exclusão de 69 advogados de seus quadros.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

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SpaceX se estrena en Bolsa con una subida del 19% y 2,1 billones de valoración

SpaceX, la compañía fundada en 2002 por Elon Musk con el utópico sueño de enviar a humanos a Marte, se ha convertido este viernes en uno de los titanes tecnológicos más importantes de la Tierra. La compañía, especializada en el lanzamiento de cohetes al espacio, satélites de comunicaciones e inteligencia artificial, ha protagonizado el mayor salto a la Bolsa de la historia. En su primer cruce, la empresa ha marcado los 150 dólares por acción, lo que implica una subida del 11% respecto al precio de 135 dólares fijado para su salida al parqué. Un nivel que le permite rozar una valoración próxima a los dos billones de dólares, convirtiéndose en la sexta empresa del planeta por valor en Bolsa. El apetito de los inversores por los títulos de SpaceX ha impulsado la cotización hasta los 160,95 dólares, con un alza del 19,22%, lo que ha disparado su valor a 2,1 billones de dólares, una cantidad superior al PIB de España.

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© epv

Elon Musk, en el centro, en una captura de vídeo del lanzamiento a bolsa de SpaceX.
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Idosa que ficou 49 anos em trabalho análogo à escravidão é resgatada em SP

Uma idosa de 62 anos foi resgatada nessa quarta-feira (10) após passar 49 anos em condição análoga à escravidão, enquanto trabalhava como empregada doméstica em uma residência familiar no centro de Bragança Paulista, no interior de São Paulo.

O resgate ocorreu durante uma operação conjunta do MPT (Ministério Público do Trabalho) e da Inspeção do Trabalho do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego). Durante a ação, a vítima se emocionou ao relatar que não saía do apartamento há cerca de quatro meses.

Ela contou aos agentes que a rotina era muito exaustiva e comprometia sua saúde física, mental e pessoal, já que não lavava os cabelos há mais de um mês. Após ser encontrada, a trabalhadora foi afastada do local e acolhida por familiares.

De acordo com as investigações, ela foi entregue pelo próprio pai à família empregadora em 1977, quando tinha apenas 12 anos. A promessa era de que receberia educação e seria criada pelos patrões.

No entanto, a vítima ainda adolescente, foi retirada da escola, não foi alfabetizada e passou a trabalhar de forma ininterrupta por quase cinco décadas, sem folgas semanais ou férias.

A fiscalização constatou que a trabalhadora exercia as atividades inclusive aos domingos e em feriados como Natal e Ano Novo.

Aposentadoria era utilizada pelos patrões

Em 2015, a mulher conseguiu se aposentar graças a um curto período de registro em carteira. Na época, recebia pequenas quantias a título de remuneração, mas os valores eram administrados pela patroa, que liberava dinheiro apenas quando ela solicitava.

Após a aposentadoria, ela não recebeu qualquer pagamento, mas continuou trabalhando na residência. Nos últimos meses, dormia no quarto da empregadora, uma idosa acamada da qual era a única cuidadora.

Segundo a apuração, a idosa passava noites em claro auxiliando a mulher, mesmo estando doente e sem acesso a tratamento médico. Além disso, os valores de sua aposentadoria eram utilizados para custear despesas da casa da patroa.

Segundo o MPT, os valores que precisam ser pagos à vítima somam R$ 1,6 milhão. O montante inclui R$ 672,9 mil em verbas trabalhistas e rescisórias, além de indenizações por danos morais individuais e coletivos, fixadas em R$ 500 mil cada.

O advogado da família solicitou prazo para se manifestar sobre o caso. O MPT concedeu 20 dias para a apresentação da defesa.

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SpaceX makes history with stock market debut and is poised for sharp gains

SpaceX, the company founded in 2002 by Elon Musk with the utopian dream of sending humans to Mars, became one of the world’s leading tech giants on Friday. The company, which specializes in launching rockets into space, communications satellites, and artificial intelligence, has made the biggest stock market debut in history. In the absence of an official listing, trading on the Nasdaq suggests a price of between $170 and $175 per share, up to 30% above the $135 at which the shares were sold. This valuation places the company at approximately $2.25 trillion, making it the sixth-largest company in the world by market capitalization. It was the largest initial public offering in history, ahead of Saudi oil giant Aramco’s 2019 debut, which raised about $29 billion.

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© SARAH YENESEL (EFE)

SpaceX begins trading following the biggest initial public offering ever.
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La Fiscalía ve riesgo de fuga de Jonathan Andic por su “altísima capacidad económica”

La Fiscalía considera que existe el riesgo de que Jonathan Andic, investigado por el presunto homicidio de su padre, el fundador de Mango Isak Andic, se dé a la fuga por su “altísima capacidad económica” así como por “la severidad de las penas a las que se enfrenta”. El ministerio público rechaza así las alegaciones presentadas por la defensa de Jonathan Andic, que ha pedido a la Audiencia de Barcelona que anule las medidas cautelares impuestas contra él por una jueza de Martorell (Barcelona). El pasado 19 de mayo, tras ser detenido, el primogénito tuvo que depositar un millón de euros de fianza para quedar en libertad. La jueza le impuso además otras medidas para evitar el riesgo de fuga: retirada del pasaporte, prohibición de salir de España y la obligación de comparecer cada semana en el juzgado.

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© Albert Garcia

Los Mossos d'Esquadra detienen a Jonathan Andic por la muerte de su padre, Isak Andic, dueño de Mango.
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Excitement and Frustration Mix as the World Cup Comes to America

Astronomical ticket prices, soaring security costs and concern over traffic and transit snarls is mixed with pride in host cities and excitement over the U.S. team.

© Patrick T. Fallon/Agence France-Presse — Getty Images

The United States plays Paraguay on Friday in the first U.S.-hosted game of the World Cup, at SoFi Stadium near Los Angeles. FIFA is requiring stadiums to hide the logos of their corporate sponsors during the tournament.
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Guia Fórmula 1: horários e curiosidades do Grande Prémio de Barcelona-Catalunha

Na sétima ronda do Mundial, a Fórmula 1 cumpre a primeira de duas viagens a Espanha esta temporada. O Circuito de Barcelona-Catalunha é palco de um Grande Prémio homónimo, o primeiro em território espanhol em 2026, três meses antes da estreia do Madring, em Madrid, como anfitrião do Grande Prémio de Espanha.

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Guia Fórmula 1: horários e curiosidades do Grande Prémio de Barcelona-Catalunha

Na sétima ronda do Mundial, a Fórmula 1 cumpre a primeira de duas viagens a Espanha esta temporada. O Circuito de Barcelona-Catalunha é palco de um Grande Prémio homónimo, o primeiro em território espanhol em 2026, três meses antes da estreia do Madring, em Madrid, como anfitrião do Grande Prémio de Espanha.

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La salida a Bolsa de SpaceX convierte a Elon Musk en el primer billonario del mundo

Elon Musk, el fundador y presidente de Tesla, se convertirá este viernes en la primera persona en la historia en acumular un patrimonio superior al billón de dólares gracias al debut en Bolsa de SpaceX. La empresa de lanzamiento de cohetes, satélites de telecomunicaciones e inteligencia artificial se estrena en el parqué con una valoración de 1,78 billones de dólares, el equivalente a 1,5 billones de euros, en una operación histórica que abre el camino a otros estrenos bursátiles rimbombantes en el sector de la IA.

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© Brandon Bell (Pool/AP)

Donald Trump mira a Elon Musk explicando las operaciones previas al lanzamiento del sexto vuelo de prueba del cohete Starship de SpaceX, en Boca Chica (Texas) en 2024.
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SpaceX, un imperio corporativo blindado y defendido por la guardia pretoriana de incondicionales

Payaso, genio, provocador, showman, canalla... son algunos de los apelativos a los que recurrió Time para justificar el nombramiento de Elon Musk en 2021 como su Personaje del Año. “Aspira a salvar nuestro planeta y conseguirnos uno nuevo donde habitar”, aseguraba la revista. Menos de cinco años después, el empresario, que además aspira a colonizar Marte, impulsa la mayor salida a Bolsa de la historia. SpaceX prevé levantar hoy en su debut 75.000 millones de dólares y para ello cuenta con una fiel legión de pequeños inversores que buscan subirse al carro de la industria aeroespacial y la inteligencia artificial, a costa de no pocas prebendas para Musk. El magnate, hombre más rico del mundo, es el principal valedor de la OPV (tanto o más que los números de la empresa) y gozará de un poder omnímodo nada habitual en una cotizada aunque, aparentemente, no lo necesita.

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© Gabriel V. Cardenas (REUTERS)

Un cartel con la imagen de Elon Musk en Brownsville, Texas.
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Sin pistas sobre el ataque con gasolina a la mezquita de Piera: “Saber quién fue nos dejaría tranquilos”

Yahya Mokhtari, presidente de la comunidad islámica de Piera, frente a la mezquita.

Pasadas las tres de la madrugada del 12 de julio de 2025, Maria Teresa estaba en casa con su marido cuando escuchó “un trueno”. Se asomó por la ventana y vio cómo “una bola de fuego” devoraba la nave industrial de delante de su casa, una antigua fábrica y luego taller de coches que los musulmanes de Piera (18.000 habitantes, a 50 kilómetros de Barcelona) habían transformado en mezquita. Estaban a punto de inaugurarla. Yahya Mokhtari, el presidente de la comunidad islámica, tenía turno de noche en la fábrica y también estaba despierto. “Me llamaron y vine corriendo. Ya de lejos vi el humo… Fue un bajón muy grande. Solo nos faltaba la licencia de actividad para empezar”.

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Obras en el interior de la mezquita de Piera, en la zona del oratorio principal.La mezquita se levanta en una nave que antes había sido fábrica y taller de coches.
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La visita del papa León XIV profundiza en la fractura de Vox y la Iglesia por la inmigración

La visita del papa León XIV profundiza en la fractura de Vox y la Iglesia por la inmigración

Las relaciones de la ultraderecha con el Vaticano durante el pontificado de Francisco estuvieron a punto de romperse en varias ocasiones y ahora se complican de nuevo con los mensajes del Papa contra la "prioridad nacinal"

El Papa, en Arguineguín: “No podemos acostumbrarnos a contar muertos. La dignidad humana no tiene pasaporte”

Santiago Abascal se acostumbró a llamar ‘ciudadano Bergoglio’ al Papa Francisco cuando denunciaba, desde Lampedusa o Lesbos, las políticas antiinmigración que convirtieron el Mediterráneo en el “mayor cementerio de Europa”. Y es que las relaciones de la ultraderecha con el Vaticano durante el pontificado de Francisco estuvieron a punto de romperse en varias ocasiones, dada la bendita costumbre del Papa argentino de denunciar la “cultura del descarte”, recordar que “todos fuimos refugiados” y llamar “genocidio” a la masacre israelí en Gaza.

Una brecha que se agudizó a cuenta del papel protagónico de instituciones de la Iglesia católica en la regularización extraordinaria de migrantes, o las críticas episcopales a la ‘caza al moro’ de Torre Pacheco. El líder de Vox, enardecido, llegó a acusar a los obispos de callar ante la “invasión musulmana” para no perder los privilegios económicos (incluso llegó a sugerir un trato de favor en los casos de pederastia) de los que disfruta la Iglesia.

Los obispos también se mostraron críticos con la “prioridad nacional” impuesta por Vox al PP en aquellas regiones donde los populares no lograron alcanzar mayoría absoluta, y necesitaban a la ultraderecha para formar gobiernos. El portavoz de la CEE, César García Magán, confrontaba la “prioridad del Evangelio” frente. La réplica de Abascal fue contundente: “Nunca se atreve a criticar al gobierno mafioso. Porque el gobierno le proporciona su negocio con la invasión. Y esa es su prioridad: el negocio. Y el desprecio profundo a los españoles que quieren defender su patria”.

 “A muchas personas habría que meterlas en una lancha, pasar cinco días en el Atlántico, día y noche, sin comer, y ver cómo llegan. Entonces, cuando lleguen, ¿qué haremos? Tendremos que recibirlas y cuidarlas, por supuesto”, declaraba el obispo de Canarias, José Mazuelos, un par de meses antes de recibir, esta mañana, al Papa León XIV en el muelle de Arguineguín, tristemente famoso por las crisis de los cayucos de 2020. De inmediato, el líder de Vox contestaba: “Algunas personas que se benefician de la inmigración ilegal deberían abandonar el palacio y bajar a ver las consecuencias que esto tiene para los españoles: para la sanidad, la seguridad, los salarios y los impuestos”.

La elección de Prevost, un candidato que los pseudomedios cercanos a la ultraderecha habían tratado de impedir con un falso dosier en el que se le acusaba de inacción ante un caso de abusos, supuso no obstante un conato de esperanza: León XIV era un Papa más ‘conservador’ en lo moral, amante de la liturgia y garante de una unidad que, en tiempos de Francisco, había estado en discusión, con amenazas de cisma por parte de los grupos más tradicionalistas.

Así, Prevost se ha significado a favor de las misas en latín, no ha acelerado las propuestas renovadoras de Francisco sobre la presencia de laicos o mujeres (aunque ha nombrado una prefecta de Comunicación laica, se trata de la directora de EWTN, la cadena ultracatólica estadounidense) y, pese a sus enfrentamientos con Donald Trump, todo parecía indicar que habría un ‘pacto de no agresión’ con los sectores católicos más conservadores.

De hecho, Abascal rompió su norma no escrita de no acudir a acto alguno en el que estuviera Pedro Sánchez, y acompañó al Papa León tanto en su primer discurso, en el Palacio Real, como en su histórica alocución ante el Congreso de los Diputados. En ambas ocasiones, salió trasquilado. Porque el Papa no sólo no amonestó al presidente del Gobierno (omnipresente, por cierto, en todas las etapas de este viaje), sino que agradeció a España “su fidelidad al derecho internacional y al multilateralismo” e invitó a “huir de esos enfoques identitarios que parecen aclararlo todo”. Además, puso como ejemplo la convivencia entre judíos, musulmanes y cristianos en Córdoba y Toledo, tan denostada por la ultraderecha.

En la Cámara Baja, por su parte, Prevost reclamó “una respuesta” al “drama migratorio” que “vaya más allá de la mera gestión de flujos” de personas y que les ofrezca “vías seguras y legales, una acogida respetuosa y posibilidades reales de integración”. En su discurso ante los parlamentarios y los senadores, el Papa también hizo hincapié en “la obligación de los Estados de resolver sus controversias por caminos pacíficos”, y se mostró muy crítico con el rearme puesto en marcha por los países de Europa porque “la verdadera seguridad”, dijo, “nace de la justicia, del diálogo paciente, del respeto al derecho internacional y de una política capaz de poner la vida de los pueblos por encima de los intereses que se benefician de la guerra”.

Si en su primer discurso no se dio por aludido, tras las palabras del Papa en el hemiciclo Abascal no tuvo más remedio que elaborar una interpretación muy particular del discurso de León XIV. En opinión del líder de Vox, la necesidad de acogida al débil y al inmigrante es “perfectamente compatible” con las leyes de los Estados, apuntó, indicando que, de hecho, a él le gustaría la misma política migratoria que, supuestamente, tiene el estado vaticano: “Si uno entra ilegalmente o con violencia, pues tiene multa, tiene cárcel y tiene la prohibición de entrada”. Olvida Abascal que, pese a no formar parte de la UE, la Santa Sede sí comparte espacio Schengen con Italia, su única frontera. Y que Francisco acogió a centenares de refugiados de Afganistán, Irak o Palestina en el Vaticano.

Prevost también habló de la dignidad de “todos” y de la necesidad de acogida tanto en el Estadi Olímpic de Barcelona, como en su encuentro con realidades sociales en el Raval. Todo ello sin que se produjera la que, a priori, era la etapa canaria del viaje, donde se esperaba que Prevost hablar expresamente de la inmigración.

No defraudó el Papa en Arguineguín, frente a cuyo muelle declaró que “no podemos acostumbrarnos a contar muertos. La dignidad humana no tiene pasaporte”. Para León XIV, los migrantes “no son números ni expedientes. Son personas con una familia y una casa dejada atrás”, antes de depositar un ramo de flores frente al mismo mar que, desde hace años, devuelve cadáveres de personas que buscan un futuro mejor lejos de sus costas. “Nos inclinamos ante el altar (...), no podemos luego pasar de largo ante los cayucos y las pateras”, dijo el Papa, que reformuló las palabras del Papa Francisco para subrayar que “Europa no puede acostumbrarse a que el Mediterráneo y el Atlántico sean cementerios sin lápidas”. ¿Habrá respuesta, o silencio, del líder de la ultraderecha católica al ‘ciudadano Prevost’?

Toda la información en www.religiondigital.org

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