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Paquistão diz que EUA e Irão alcançaram “um texto final e consensual”: Teerão admite que um acordo “nunca esteve tão próximo”

Após semanas de negociações, o mediador Paquistão garante que há luz ao fundo do túnel e que a paz nunca esteve tão próxima como agora”. J. D. Vance diz que “o acordo está estruturado de forma a garantir que as preocupações dos EUA e dos seus aliados são priorizadas" e que o Irão só terá benefícios económicos se cumprir com as suas obrigações

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Há um nova rota de 35 quilómetros para descobrir os picos da Serra do Marão

Os Baldios de Ansiães, em Amarante, inauguram no sábado a Grande Rota 56 (GR56), um percurso de trilhos com 35,5 quilómetros sobre a Serra do Marão que passará pelo ponto mais alto do distrito do Porto, foi hoje revelado.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Câmara de Amarante, Jorge Ricardo (PSD/CDS-PP), descreveu a rota GR56 – Picos do Marão, elogiando pormenores como o facto de toda a sinalização ser feita de pedras da região, bem como a importância de iniciativas destas para a preservação e turismo de natureza.

“Esta rota constitui mais um motivo para visitar o Marão e para o Marão continuar a desempenhar o papel que queremos: ser um motor de desenvolvimento aqui da região, na valorização do turismo, do turismo de natureza mais concretamente”, disse o autarca.

A cerimónia de inauguração está marcada para sábado, com um programa que terá início às 09:00 junto às piscinas de Ansiães e inclui uma homenagem ao professor Arménio Miranda, pela dedicação prestada ao Baldio de Ansiães, uma caminhada inaugural com um percurso simbólico de aproximadamente nove quilómetros e um almoço convívio.

Projetada por Carlos Silva, funcionário do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) nos viveiros de Amarante, a rota GR56 – Picos do Marão tem 35,45 quilómetros de distância, sendo que se desenvolve no Baldio/Freguesia de Ansiães, com exceção de cerca de um quilómetro que passa por caminhos da freguesia de Candemil, bem como da União de Freguesias de Aboadela, Sanche e Várzea.

O nome Picos do Marão surge do facto da rota percorrer a maioria dos picos da Serra do Marão, passando pelo ponto mais alto do distrito do Porto.

Com sinalização feita com recurso a pedras da região, “não houve artificialização de nenhum trilho com passadiços ou sinalização desajustada, mantendo a originalidade da natureza e trilhos pré-existentes, e ao mesmo tempo será humanizada com informação de lendas e memórias populares”, lê-se no resumo enviado à agência Lusa.

O projeto foi desenvolvido pelos Baldios de Ansiães com o apoio da Câmara Municipal de Amarante e da empresa TamegaSteel, responsável pela sinalética metálica.

Segundo a autarquia, o objetivo primário da GR56 é “a dinamização da região e mudança de paradigma dos terrenos baldios, pretendendo-se que o usufruto do baldio pelos seus compartes acompanhe a evolução dos tempos”.

À Lusa, e elogiando o trabalho dos Baldios de Ansiães, Jorge Ricardo disse que a rota tem “muito potencial” e lembrou a interligação com outros percursos como o conhecido como “Marão tem sangue azul”.

“Não tenho dúvidas que quem experimentar vai querer repetir porque efetivamente são paisagens deslumbrantes”, referiu.

Sobre projetos futuros, o autarca revelou que várias antigas escolas estão a ser convertidas em albergues e que está em andamento um projeto orçado em 900 mil euros, na União de Freguesias de Aboadela, Sanche e Várzea, às portas da serra, para apoio ao BTT, restaurante, oferta de camas, entre outros serviços.

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Praias de Matosinhos vão ter 600 cadeiras e espreguiçadeiras gratuitas

As praias de Matosinhos vão ter nesta época balnear, que arranca no sábado, 600 cadeiras de praia e para-ventos, 16 espreguiçadeiras e 12 camas de rede de utilização gratuita para os banhistas, anunciou hoje a câmara local.

Na sua página oficial de Internet, a autarquia, liderada pela socialista Luísa Salgueiro, explicou que a colocação destes equipamentos, cedidos gratuitamente pelo Turismo de Matosinhos, tem por objetivo melhorar a experiência dos que frequentam as praias deste concelho, no distrito do Porto.

No total, serão distribuídas pelas praias 600 cadeiras de praia, 600 para-ventos, 57 para-ventos coletivos, 22 mudaki (cabine para mudar de roupa), 16 espreguiçadeiras e 12 camas de rede junto aos passadiços.

Estes equipamentos serão instalados nas praias de Matosinhos, Leça da Palmeira, Aterro e Marreco, contribuindo para “uma maior qualidade de permanência, conforto e usufruto do espaço balnear”, assinalou.

Além disto, a câmara reforçou equipamentos e serviços de apoio aos banhistas com a instalação de sanitários — incluindo unidades adaptadas a pessoas com mobilidade condicionada —, a colocação de ecopontos, torres de vigia e painéis informativos e a afetação de nadadores-salvadores às praias sem concessão atribuída.

Já no âmbito das políticas de inclusão, a autarquia implementou o sistema ColorADD, através de sinalética adaptada para pessoas com daltonismo, garantindo uma comunicação mais acessível ao longo da orla costeira.

Antes do início desta época balnear, que arranca no sábado e termina a 13 de setembro, a autarquia fez a limpeza e regularização dos areais, a manutenção dos passadiços, a limpeza das zonas envolventes e dos parques de estacionamento e a melhoria dos acessos ao areal.

Este ano, Matosinhos tem 19 praias com bandeiras azuis, mais duas do que o ano anterior, 15 acessíveis a pessoas com mobilidade reduzida, 13 com qualidade de ouro e uma, a da Agudela, reconhecida como “Praia ZERO Poluição”.

“Com uma frente marítima cada vez mais qualificada e equipada para acolher residentes, visitantes e peregrinos que percorrem o Caminho Português da Costa, Matosinhos afirma-se como um dos principais destinos balneares do norte do país, reforçando a sua aposta na sustentabilidade, acessibilidade e qualidade ambiental”, apontou.

A época balnear arranca no sábado em 121 praias do Norte e a bandeira azul está presente em 83 praias, menos uma do que em 2025, sendo 73 praias costeiras e 10 fluviais.

Matosinhos e Vila Nova de Gaia, no distrito do Porto, ambas com 19 bandeiras azuis, são os concelhos que concentram em 2026 um maior número de galardões, de acordo com a Associação Bandeira Azul de Ambiente e Educação (ABAAE).

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Parlamento aprova lei que vai pôr reclusos a limpar matas

A Assembleia da República aprovou esta sexta-feira a Lei de Política Criminal 2026-2028, que prevê que os reclusos limpem matas e florestas para prevenir incêndios e que as polícias revistem pessoas em “zonas com criminalidade de impacto social”.

Inicialmente, a proposta do Governo, aprovada em Conselho de Ministros em fevereiro de 2026, previa que o diploma se aplicasse ao biénio 2025-2027, mas o período foi corrigido no âmbito da apreciação do documento na especialidade, na Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias.

A versão final do diploma foi aprovada esta sexta-feira com os votos favoráveis do PSD, Chega, IL e CDS-PP, a oposição do Livre, PCP e BE e a abstenção do PS, PAN e JPP.

A criminalidade violenta, a violência doméstica e a corrupção são alguns dos crimes que se mantêm como prioritários em relação à Lei de Política Criminal para 2023-2025, com o combate ao ódio, à sabotagem ou ataques a infraestruturas críticas e à violação das sanções impostas à Rússia no âmbito da invasão da Ucrânia a constituírem as principais novidades.

O crime de incêndio florestal está igualmente entre os crimes de prevenção prioritária, estabelecendo o diploma, entre outras medidas, que “a Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP), em articulação com os estabelecimentos prisionais, desenvolve e executa programas de reinserção social e trabalho prisional, nos termos da lei, que compreendam atividades de utilidade pública”, entre os quais “a limpeza, manutenção e valorização de terrenos, matas e áreas florestais”.

Outra das prioridades que se mantém face ao biénio anterior é a prevenção do crime de detenção e uso de arma proibida, surgindo um novo conceito, sem definição, de “zonas com criminalidade de impacto social”.

Segundo o texto final esta sexta-feira aprovado, sobre estas zonas “incidem, regularmente”, operações especiais de prevenção previstas no Regime Jurídico das Armas e Suas Munições, que podem “compreender a identificação, a revista de pessoas, de viaturas ou de equipamentos e, cumpridos os requisitos legais para o efeito, a realização de buscas no local onde se encontrem”.

O decreto parlamentar segue agora para a Presidência da República para promulgação.

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Concessionários do Norte consideram que polémica dos guarda-sóis está ultrapassada

 O presidente da Associação de Concessionários de Praia e Bares da zona Norte considerou hoje que a colocação de guarda-sóis em frente a zonas concessionadas está “ultrapassada” e que o convívio entre banhistas sempre foi saudável.

“Acho que essa questão já está mais do que ultrapassada. Não vejo aí qualquer polémica. Essas coisas sempre funcionaram bem. Nos pontos onde haja alguma coisa a corrigir, as situações são perfeitamente corrigíveis e, na generalidade do país, o convívio dos banhistas tem sido sempre saudável”, afirmou Luís Carvalho, em declarações à Lusa, a propósito da abertura, no sábado, da época balnear na maioria das praias do Norte.

De acordo com o responsável, se houver “alguma anormalidade, ela é corrigida”.

“Existem entidades que fiscalizam, que policiam, e qualquer situação menos correta é corrigida, tanto da parte de concessionários como da parte de banhistas, que às vezes também não cumprem com as regras”, observou.

A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) esclareceu a 02 de junho que os banhistas podem colocar chapéus-de-sol em frente às concessões de praia e que estas são áreas de uso privado que não podem exceder 30% da área útil da praia, nem 50% da frente de praia.

“Temos das melhores praias do país, temos dos melhores empresários do país nas praias e acho que as coisas vão correr bem e acho que essa polémica já está mais que ultrapassada”, sustenta Luís Carvalho.

Para o responsável, o lado que deve prevalecer para que as coisas corram bem “é o bom senso”.

“Havendo bom senso e o cumprimento das regras, as coisas vão correr bem. Haja calor, haja bom tempo, dispositivos de salvamento a funcionar e a boa postura dos nadadores salvadores, acho que tudo irá correr bem para toda a gente”, observou.

Para os concessionários do Norte, a preocupação “é que os dispositivos de segurança balneária estejam todos a funcionar” e que as pessoas “tenham o bom senso e uma boa cultura de terem atenção às recomendações dos nadadores salvadores e da autoridade marítima”.

O presidente da associação considera que o arranque da época balnear acontece com “as coisas organizadas, da parte dos concessionários e da parte das autarquias”.

“Daquilo que tenho conhecimento, toda a gente fez aquilo que é necessário para que a época amanhã [sábado] abra com todos os equipamentos, os sistemas de vigilância, com tudo a funcionar direitinho, como costuma ser”, vincou.

Na sexta-feira, a ministra do Ambiente sublinhou que o areal das praias é de acesso livre, exceto nas zonas concessionadas e nas faixas de segurança, lembrando que cabe às autarquias definir essas áreas e divulgar os planos de praia.

Questionada pelos jornalistas sobre a existência de sinalética que ainda encaminha os banhistas para as zonas da praia não concessionadas, a governante referiu que, nesses casos, a sinalética tem de ser revista para que seja colocada a informação correta e não haja dúvidas para os banhistas.

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Apoio de 10 milhões para comprar veículos elétricos esgotou “em poucas horas”

A ministra do Ambiente e Energia anunciou que o concurso para apoio à aquisição de carros elétricos aberto esta quinta-feira fechou “em poucas horas” e devido ao conflito no Médio Oriente não abrirá mais nenhum este ano.

“Abriu às 16:30 [de quinta-feira] e à noite já tinha esgotado. Esgotou em poucas horas os 10 milhões de euros [ME]. Havia várias categorias, a dos carros e bicicletas esgotaram em muito poucas horas”, anunciou aos jornalistas Maria da Graça Carvalho.

No entender da ministra, isso “mostra, por um lado, a apetência que as pessoas têm, a consciência que é preciso eletrificar, descarbonizar, não depender dos combustíveis fósseis, e isso é bom”.

Segundo informação do Ministério do Ambiente e Energia adiantada à agência Lusa, nas vagas disponíveis ainda no primeiro dia de abertura do aviso, quinta-feira, pelas 16:30, a primeira categoria a esgotar foi a de veículos ligeiros de passageiros, para pessoas singulares, pelas 18:18, cerca de duas horas depois.

“Na categoria de motociclos, ciclomotores, triciclos e quadriciclos: vagas esgotadas às 20:35 (em cerca de quatro horas); carregadores para veículos elétricos em condomínios multifamiliares: vagas esgotadas às 20:40 (em cerca de quatro horas) e bicicletas citadinas convencionais: vagas esgotadas às 22:48 (em cerca de sete horas)”, refere.

Aos jornalistas, à margem da cerimónia comemorativa dos 35 anos da Associação de Municípios da Região do Planalto Beirão, em Tondela, distrito de Viseu, a ministra assumiu que “não deverá abrir mais nenhum [concurso] este ano”.

“Estamos a acudir a muitos eventos, e alguns contraditórios. O Fundo Ambiental, que é quem financia os carros elétricos, está também a financiar parte das obras dos estragos ambientais nos rios, nos diques, em parte do litoral, que foram danificados com as tempestades”, argumentou.

E, acrescentou, numa altura em que o Governo estava “focado em repor os danos” causados pelas tempestades de fevereiro, “aparece a crise do Médio Oriente” que tem levado o Governo a “ter que ajudar no gasóleo, na botija solidária, no transporte de mercadorias, nos táxis e nas ambulâncias dos bombeiros, também através do Fundo ambiental”.

“Por outro lado, também temos de diminuir a quantidade de combustível e, portanto, o apoio aos carros elétricos é também muito importante, só que temos que gerir prioridades que concorrem umas com as outras e estamos completamente focados nestas áreas do Fundo Ambiental”, justificou a governante.

Com isto, a ministra disse que os projetos “mais tradicionais” do Fundo Ambiental, de outros anos ficam “um pouco prejudicados, pelo menos, enquanto esta crise do Médio Oriente se mantiver” e, quando acabar, “liberta algum financiamento” que está a ser usado na ajuda ao gasóleo e gasolina.

Neste sentido, Maria da Graça Carvalho assumiu que, nessa altura, o governo poderá “decidir ter mais apoios aos carros elétricos, mas se não se verificar uma descida dos preços de combustíveis, vai ser difícil voltar a abrir este ano”.

“Esperamos por todos os motivos que haja paz, não haja guerra, mas também para poder usar o fundamental noutras prioridades”, rematou.

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Parlamento aprova na generalidade isenção de IRS para indemnizações a vítimas da igreja

O parlamento aprovou hoje na generalidade as propostas do Governo e partidos para isentar de tributação fiscal as indemnizações pagas às vítimas de abusos sexuais na igreja católica.

Os deputados aprovaram na generalidade a proposta de lei do Governo, os projetos de lei do Bloco de Esquerda, do Chega e do Livre e o projeto de resolução do PAN.

No debate de quinta-feira sobre as propostas hoje votadas os deputados manifestaram consenso quanto à intenção de não tributar as compensações pagas às vítimas, mas também a vontade de chegar a uma solução, que deverá ser encontrada em sede de especialidade, que permita criar um mecanismo generalizado de isenção fiscal para compensações extrajudiciais a vítimas de abusos sexuais ou contra direitos fundamentais.

O Governo anunciou a intenção de isentar de IRS as compensações financeiras às vítimas de abusos sexuais na Igreja Católica depois de a revista Sábado ter noticiado, em abril, que o valor pago como reparação pelos abusos não está isento de pagar impostos.

A Conferência Episcopal Portuguesa anunciou em março que cada uma das 57 vítimas de abuso sexual com pedido de compensação aprovado vai receber entre nove e 45 mil euros, num total de mais de 1,5 milhões de euros.

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Propostas do Governo sobre asilo e controlo de fronteiras aprovadas na generalidade

As propostas de lei do Governo que alteram os regimes de concessão de asilo e controlo de fronteiras, ainda que tenham dividido os partidos durante a discussão, foram hoje aprovadas para discussão na especialidade.

A proposta relativa aos procedimentos de triagem nas fronteiras foi aprovada com os votos contra do PS, Livre, PCP e Bloco de Esquerda, abstenção do Chega, do PAN e do JPP e a favor do PSD, Iniciativa Liberal e CDS.

Já a proposta sobre as condições e procedimentos de concessão de asilo tiveram os votos contra do PS, do Livre, do PCP, do Bloco de Esquerda, do PAN e do JPP, a abstenção do Chega e os votos favoráveis do PSD, da Iniciativa Liberal e do CDS.

As duas propostas serão agora discutidas na Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, depois das críticas da esquerda durante o debate na generalidade que aconteceu na quinta-feira, no parlamento, sobretudo por causa da detenção de menores.

Hoje, foram ainda votados outros projetos de lei e de resolução apresentados pelos partidos sobre esta matéria, mas nenhum foi aprovado.

O Bloco de Esquerda apresentou um projeto de lei para proibir a detenção de menores que chegam a Portugal, mas teve os votos contra do PSD, do Chega e do CDS, a abstenção da Iniciativa Liberal, os votos favoráveis do Bloco de Esquerda, do PS, do Livre, do PCP, do PAN e do JPP.

O Livre juntou um projeto de lei semelhante ao do Bloco de Esquerda, para reforçar a proteção das crianças em Centros de Instalação Temporária, que teve votos contra do PSD, do Chega e do CDS e os votos favoráveis do Bloco de Esquerda, do PS, da Iniciativa Liberal, do Livre, do PCP, do PAN, do JPP.

O Chega apresentou também um projeto de resolução para recomendar ao Governo a valorização dos efetivos da Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras (UNEF), criando um suplemento remuneratório, mas teve os votos contra do PSD, do Livre, do Bloco de Esquerda e do PAN, a abstenção do PS, da Iniciativa Liberal, do PCP, do CDS e do JPP e os votos contra do Chega.

O JPP avançou com um projeto de resolução para recomendar ao Governo que assegure a participação efetiva das Regiões Autónomas, chumbado com os votos contra do PSD e do CDS, abstenção do Chega e do PCP e votos a favor do PS, da Iniciativa Liberal, do Livre, do Bloco de Esquerda, do PAN e do JPP.

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Prestação Social Única segue para especialidade sem votação

A proposta do Governo que visa autorizar o executivo a criar a prestação social única baixou hoje à fase da especialidade sem votação na generalidade, com votos contra de BE, PCP e do ex-líder do PS Pedro Nuno Santos.

A baixa do diploma sem votação tinha sido anunciada na quinta-feira pelo líder do Chega, André Ventura, por acordo com PSD e foi hoje concretizada através de um requerimento do Governo, que fixa um prazo de dez dias para a discussão na especialidade na Comissão de Trabalho, Segurança Social e Inclusão, sem votação.

BE, PCP e o deputado do PS e ex-líder Pedro Nuno Santos votaram contra o requerimento do Governo para que o diploma não fosse votado na generalidade, enquanto o Livre se absteve. Os restantes partidos – PSD, Chega, PS, IL, CDS-PP e deputados únicos dp PAN e JPP – votaram a favor desta baixa à especialidade sem votação.

André Ventura tinha afirmado que o grupo parlamentar social-democrata aceitou seis das sete exigências do partido, ficando de fora uma que pretendia alargar o prazo de residência em Portugal para que os imigrantes pudessem receber esta prestação.

Hoje no debate, o líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, E deixou uma pergunta direta a Ventura: “Está disponível para separar aquilo que é regime contributivo e não contributivo? E nós estaremos disponíveis para olhar para o prazo de que o senhor quer falar”.

“Sim, estamos disponíveis”, respondeu o líder do Chega.

A proposta de lei foi aprovada em Conselho de Ministros em 29 de maio e, face à atual composição parlamentar, o Governo liderado por Luís Montenegro está obrigado a negociar com o PS ou o Chega para que o diploma seja aprovado na Assembleia da República.

Segundo a proposta original, a Prestação Social Única (PSU) vai agregar 13 apoios que existem atualmente: o Rendimento Social de Inserção (RSI), seis subsídios sociais de parentalidade (parental inicial, por risco clínico durante a gravidez, interrupção da gravidez, riscos específicos, adoção, e necessidade de deslocação a unidade hospitalar localizada fora da ilha de residência da grávida), a pensão social de velhice, a pensão social do regime especial de proteção na invalidez, o complemento extraordinário de solidariedade, a pensão de viuvez, a pensão de orfandade e o subsídio social de desemprego.

Uma das principais medidas é o condicionamento da atribuição da PSU à disponibilidade do requerente ou membros do seu agregado em idade ativa que não se encontrem a trabalhar para, salvo em situações excecionais previstas na lei, prestar “atividades de solidariedade social” até um máximo de 15 horas por semana.

No requerimento, o executivo justificou a urgência do debate com “os compromissos assumidos” no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), sublinhando que a “não concretização desta reforma implica o não desembolso de cerca de 620 milhões de euros por parte da Comissão Europeia”.

Foram rejeitados projetos de lei JPP, BE e Livre e resoluções (recomendações) de Livre e do Chega sobre o mesmo tema.

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Inflação estabiliza nos 3,3% em maio

A taxa de inflação manteve-se nos 3,3% em maio, em termos homólogos, em linha com a estimativa rápida anteriormente divulgada, confirmou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).

“A variação homóloga do IPC [Índice de Preços no Consumidor] foi 3,3% em maio de 2026, taxa idêntica à registada no mês anterior. Com arredondamento a uma casa decimal, esta taxa coincide com o valor da estimativa rápida divulgada a 29 de maio”, refere o INE.

O indicador de inflação subjacente, que exclui produtos alimentares não transformados e energéticos, também registou uma variação homóloga idêntica à do mês anterior, de 2,2%.

Em maio, a variação do índice relativo aos produtos energéticos aumentou para 13,1%, contra 11,7% no mês anterior, enquanto o índice referente aos produtos alimentares não transformados desacelerou para 5,7%, contra 7,4% em abril.

Por classes de despesa e face ao mês precedente, o INE destaca os aumentos das taxas de variação homóloga dos transportes, do lazer, recreação, desporto e cultura e da habitação, água, eletricidade, gás e outros combustíveis, com variações de 6,0%, 0,2% e 3,5% respetivamente (4,8%, -0,6% e 2,9% em abril).

Em sentido oposto, assinala a diminuição da taxa de variação homóloga da classe das bebidas alcoólicas e tabaco, dos produtos alimentares e bebidas não alcoólicas) e dos restaurantes e serviços de alojamento, com variações de 3,1%, 3,2% e 5,1%, respetivamente (5,0%, 4,4% e 5,7% no mês anterior)

Em maio, nas classes com maiores contribuições positivas para a variação homóloga do IPC, destacam-se a dos transportes, dos produtos alimentares e bebidas não alcoólicas e a dos restaurantes e serviços de alojamento. Em sentido contrário, destacam-se as classes da Informação e comunicação e do vestuário e calçado.

Comparando com o mês precedente, destaca-se o aumento da contribuição para a variação homóloga do IPC da classe dos transportes e, em sentido contrário, a classe dos produtos alimentares e bebidas não alcoólicas.

Em termos mensais, a variação do IPC entre abril e maio foi de 0,2%, valor que compara com 1,3% no mês anterior e 0,4% no mesmo período do ano passado.

A classe com maior contributo positivo para a taxa de variação mensal do índice total foi a dos restaurantes e serviços de alojamento, com uma variação de 1,9% (4,4% no mês precedente e 2,5% em maio de 2025). Em sentido inverso, o maior contributo negativo para a taxa de variação mensal do IPC pertenceu à classe dos produtos alimentares e bebidas não alcoólicas, com uma variação de -0,3% (0,9% no mês anterior e 0,8% em maio de 2025).

Ao longo dos últimos 12 meses, este indicador teve uma variação média de 2,5%, mais 0,1 pontos percentuais face aos 2,4% dos 12 meses terminados em abril.

Quanto ao Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC), que permite uma comparação entre os diversos países da União Europeia (UE), teve uma variação homóloga de 3,1% em maio, contra 3,3% no mês anterior, uma taxa inferior em 0,1 pontos percentuais ao valor estimado pelo Eurostat para a área do euro (em abril, a taxa de variação homóloga do IHPC português tinha sido superior em 0,3 pontos percentuais à da área do euro).

Excluindo produtos alimentares não transformados e energéticos, o IHPC cresceu 2,1% em maio, (2,3% em abril), taxa inferior à da área do euro (estimada em 2,3%).

O IHPC registou uma variação mensal de 0,4% (1,9% no mês anterior e 0,6% em maio de 2025) e uma variação média dos últimos 12 meses de 2,4% (2,3% no mês precedente).

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