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Amorim defende “capacidade regulatória” dos países ao falar sobre big techs

16 June 2026 at 16:11

O assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Celso Amorim, afirmou que os Estados devem fazer uso de sua “legítima capacidade regulatória” para que o desenvolvimento tecnológico contribua para “bens comunsda sociedade.

A declaração foi dada durante a participação do ex-chanceler na XXIII Conferência de Segurança Internacional do Forte, nesta terça-feira (16).

“Diante do poder das big techs, os Estados não podem abdicar de sua legitima capacidade regulatória derivada do voto do povo. Temos que garantir que o desenvolvimento tecnológico esteja direcionado para bens comuns, como a diminuição da pobreza, a proteção do meio ambiente e a garantia dos direitos humanos”, afirmou Amorim.

Em suas declarações, o assessor demonstrou receios com o avanço das inteligências artificiais. Embora reconheça o tom “clichê”, classificou que toda tecnologia traz desafios e oportunidades, mas enxerga que “os riscos parecem maiores do que as oportunidades“.

O Brasil passa por um momento de disputa sobre a regulação das plataformas digitais no país. Em maio, o presidente Lula (PT) assinou decretos que ampliaram a fiscalização sobre conteúdos publicados online.

Ao mesmo tempo, o STF julga os recursos apresentados pelas gigantes da tecnologia contra a decisão que alterou a interpretação do Marco Civil da Internet e ampliou as hipóteses de responsabilização das redes.

O ex-chanceler associou a falta de regulamentação do setor a riscos à democracia de países que não estão na frente da “corrida tecnológica” atual.

“Temos que ter a consciência de que a concentração de poder em alguns países, em matéria de inteligência artificial, tem o poder de minar a democracia e agravar profundamente a desigualdade. É o caso das big techs que recusam qualquer tipo de regulação.”

Com divergências entre os ministros, o julgamento dos recursos apresentados pelas big techs será concluído na próxima quarta-feira (17) pelo plenário do Supremo Tribunal Federal.

*Sob supervisão de Renata Souza

Amorim: concentração de poder sobre IA tem capacidade de minar democracias

16 June 2026 at 15:53

O assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Celso Amorim, disse nesta terça-feira (16) que a concentração de poder dos países em relação à IA (Inteligência Artificial) tem a capacidade de minar democracias. 

Na avaliação do ex-chanceler, essa centralização também pode resultar em um agravamento da desigualdade. 

“Não defendemos um modelo estatista, mas temos que ter a consciência de que a concentração de poder em alguns países, em matéria de inteligência artificial, tem o poder de minar a democracia e agravar profundamente a desigualdade”, disse Amorim durante a XXIII Conferência de Segurança Internacional do Forte, no Rio de Janeiro.

Ao logo de seu discurso, Amorim falou sobre o impacto do desenvolvimento da tecnologia e a importância da segurança digital na atualidade.

Na avaliação do assessor especial, o desenvolvimento tecnológico deve direcionar-se “para bens comuns, como a diminuição da pobreza, a proteção do meio ambiente e a garantia dos direitos humanos”. 

Em outro momento, ele destacou a crescente de ataques cibernéticos ao redor do mundo e alertou sobre consequências para a soberania das nações.

“Ataques cibernéticos são cada vez mais utilizados como instrumentos de uma guerra híbrida. A resiliência cibernética é uma condição de soberania no século 19. Sem proteção digital não há autonomia decisória nem confiança institucional”, disse.

*Sob supervisão de Renata Souza

Celso Amorim: IA sob controle de poucas empresas piora desigualdades

Logo Agência Brasil

O assessor especial da Presidência da República, o embaixador Celso Amorim, defendeu, nesta terça-feira (16), que a Inteligência Artificial (IA) manipulada por um grupo restrito de empresas, sediadas em poucos países, tem o potencial de aprofundar as desigualdades no mundo e minar os sistemas democráticos.

“É o caso das big techs que recusam qualquer tipo de regulação. Hoje vemos como algumas empresas de inteligência artificial dominam setores inteiros, inclusive em países desenvolvidos.”  

Notícias relacionadas:

Segundo ele, diante do poder das big techs, os Estados não podem abdicar de sua legitima capacidade regulatória, “derivada do voto do povo”.

A ameaça às democracias representadas pelas big techs é tema de debates em todo o mundo, devido, entre outros motivos, à capacidade das redes sociais de direcionarem o debate público, disseminarem notícias falsas em massa e impactarem o mercado de trabalho.

Amorim participa, em Portugal, da Conferência de Segurança Internacional do Forte que reúne autoridades e especialistas da União Europeia e da América do Sul. O encontro é promovido pela Fundação Konrad Adenauer no Brasil em cooperação com o Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI) e a Delegação da União Europeia.

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Dados e soberania

Assessor especial para área internacional da Presidência, Celso Amorim lembrou ainda que “ataques cibernéticos” são cada vez mais comuns e, por isso, é preciso investir na resiliência cibernética como condição para soberania nacional no século 21.

“Sem proteção digital, não há autonomia decisória nem confiança institucional. Os dados passaram a ser um ativo econômico, político e militar. Eles alimentam modelos de inteligência artificial, orientam decisões estratégicas e permitem monitoramento em larga escala.”

Amorim acrescentou que, um país como o Brasil, precisa estar “plenamente consciente” da importância e das implicações dos dados na economia digital e defendeu, por exemplo, a proteção aos dados do banco do Sistema Único de Saúde (SUS).

Regulação das big techs

O embaixador Amorim defendeu a regulação das plataformas digitais para alcançar um desenvolvimento tecnológico direcionado para “bens comuns”, como diminuição da pobreza, proteção do meio ambiente e garantia dos direitos humanos.

“Viver em um mundo em que há trilionários enquanto 673 milhões de pessoas passam fome simplesmente não é aceitável.”

IA como arma de guerra

O assessor presidencial ainda alertou para o risco do uso dessa tecnologia nas guerras em curso

“O desenvolvimento de armas autônomas é um dos exemplos mais eloquentes do dilema moral que vivemos. O uso da força letal fica cada vez mais impessoal, sem risco iminente ao operador. O sentimento de culpa perante a morte e a destruição desaparece.”

Para o embaixador, o uso da IA na guerra deve ser motivo de grande preocupação no contexto geopolítico atual, “em que o constrangimento ao uso da força deixa de existir”.

Ao citar o uso das tecnologias nas guerras no Oriente Médio, ele acrescentou que o Brasil deve “investir na defesa” para “garantir nossa capacidade de dissuasão”.

Celso Amorim: IA sob controle de poucas empresas piora desigualdades

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O assessor especial da Presidência da República, o embaixador Celso Amorim, defendeu, nesta terça-feira (16), que a Inteligência Artificial (IA) manipulada por um grupo restrito de empresas, sediadas em poucos países, tem o potencial de aprofundar as desigualdades no mundo e minar os sistemas democráticos.

“É o caso das big techs que recusam qualquer tipo de regulação. Hoje vemos como algumas empresas de inteligência artificial dominam setores inteiros, inclusive em países desenvolvidos.”  

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Segundo ele, diante do poder das big techs, os Estados não podem abdicar de sua legitima capacidade regulatória, “derivada do voto do povo”.

A ameaça às democracias representadas pelas big techs é tema de debates em todo o mundo, devido, entre outros motivos, à capacidade das redes sociais de direcionarem o debate público, disseminarem notícias falsas em massa e impactarem o mercado de trabalho.

Amorim participa, em Portugal, da Conferência de Segurança Internacional do Forte que reúne autoridades e especialistas da União Europeia e da América do Sul. O encontro é promovido pela Fundação Konrad Adenauer no Brasil em cooperação com o Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI) e a Delegação da União Europeia.

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Dados e soberania

Assessor especial para área internacional da Presidência, Celso Amorim lembrou ainda que “ataques cibernéticos” são cada vez mais comuns e, por isso, é preciso investir na resiliência cibernética como condição para soberania nacional no século 21.

“Sem proteção digital, não há autonomia decisória nem confiança institucional. Os dados passaram a ser um ativo econômico, político e militar. Eles alimentam modelos de inteligência artificial, orientam decisões estratégicas e permitem monitoramento em larga escala.”

Amorim acrescentou que, um país como o Brasil, precisa estar “plenamente consciente” da importância e das implicações dos dados na economia digital e defendeu, por exemplo, a proteção aos dados do banco do Sistema Único de Saúde (SUS).

Regulação das big techs

O embaixador Amorim defendeu a regulação das plataformas digitais para alcançar um desenvolvimento tecnológico direcionado para “bens comuns”, como diminuição da pobreza, proteção do meio ambiente e garantia dos direitos humanos.

“Viver em um mundo em que há trilionários enquanto 673 milhões de pessoas passam fome simplesmente não é aceitável.”

IA como arma de guerra

O assessor presidencial ainda alertou para o risco do uso dessa tecnologia nas guerras em curso

“O desenvolvimento de armas autônomas é um dos exemplos mais eloquentes do dilema moral que vivemos. O uso da força letal fica cada vez mais impessoal, sem risco iminente ao operador. O sentimento de culpa perante a morte e a destruição desaparece.”

Para o embaixador, o uso da IA na guerra deve ser motivo de grande preocupação no contexto geopolítico atual, “em que o constrangimento ao uso da força deixa de existir”.

Ao citar o uso das tecnologias nas guerras no Oriente Médio, ele acrescentou que o Brasil deve “investir na defesa” para “garantir nossa capacidade de dissuasão”.

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