Normal view

El Niño pode mudar cenário da produção de leite e pressionar preços em 2027

13 June 2026 at 20:00

A confirmação de um novo episódio de El Niño para a temporada 2026/27 reacendeu a atenção do setor lácteo brasileiro e internacional. Embora o fenômeno climático não tenha apresentado, historicamente, uma relação direta com a produção total de leite, especialistas alertam que seus efeitos sobre pastagens, disponibilidade de alimentos para o rebanho, sanidade animal e custos de produção podem influenciar significativamente o mercado nos próximos meses.

Segundo a NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos), existe uma probabilidade de 63% de que o El Niño atinja intensidade muito forte entre novembro de 2026 e janeiro de 2027. O período coincide com a estação chuvosa nas principais regiões produtoras da América do Sul, considerada fundamental para a formação das pastagens e para o desenvolvimento das lavouras destinadas à alimentação animal.

O El Niño ocorre quando as águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial se tornam mais quentes do que o normal. Esse aquecimento altera a circulação atmosférica global e modifica os padrões de chuva e temperatura em diversas partes do mundo.

No Brasil, os efeitos costumam variar conforme a região, enquanto o Sul tende a registrar chuvas acima da média, o Nordeste normalmente enfrenta condições mais secas. Já o Sudeste e o Centro-Oeste costumam apresentar maior irregularidade nas precipitações e temperaturas mais elevadas.

Segundo Juliana Torres Santiago, analista de inteligência de mercado da StoneX, o fenômeno exige atenção porque interfere diretamente nas condições de produção.

“Os principais impactos sobre o leite envolvem a disponibilidade de forragem e o estresse térmico, com reflexos na produção e na produtividade animal. Há também efeitos indiretos, como dificuldades logísticas e de captação, maior incidência de doenças no rebanho e nas pastagens, além de aumento nos custos de produção, especialmente com alimentação, tanto volumoso quanto ração”, explica.

Apesar dessas preocupações, os dados históricos analisados pela StoneX mostram que não existe uma correlação clara entre os episódios de El Niño e o desempenho da produção brasileira de leite. Isso ocorre porque o Brasil possui uma distribuição geográfica muito ampla da atividade, presente em praticamente todos os municípios do país.

Em muitos casos, os impactos negativos observados em determinadas regiões acabam sendo compensados por condições mais favoráveis em outras áreas produtoras.

“Embora o El Niño apresente um viés levemente negativo, os dados mostram que tanto períodos de El Niño quanto de La Niña podem gerar desvios positivos ou negativos em relação à tendência de produção. Os efeitos tendem a se contrabalançar entre as regiões”, destaca Juliana.

Nos últimos anos, o Nordeste ampliou sua participação na produção brasileira de leite graças à adoção de tecnologias, melhorias na formalização da cadeia e uso de forrageiras adaptadas ao clima local. No entanto, o avanço do El Niño pode representar um obstáculo para esse crescimento.

Os estados da Bahia, Sergipe e Alagoas estão entre os mais expostos ao risco de redução das chuvas. As previsões indicam maior probabilidade de déficit hídrico entre fevereiro e março de 2027, período em que a disponibilidade de água é fundamental para a manutenção das pastagens e para a alimentação dos rebanhos.

A diminuição das precipitações pode comprometer a produção de forragem, aumentar os custos com suplementação alimentar e reduzir a produtividade das vacas leiteiras.

No Centro-Oeste e no Sudeste, onde estão alguns dos maiores polos produtores do país, o desafio tende a ser diferente. Minas Gerais, líder nacional na produção de leite, e Goiás podem enfrentar um cenário marcado por chuvas irregulares e temperaturas acima da média.

Nessas regiões, a preocupação se concentra especialmente na chamada safra do leite, período compreendido entre outubro e março. Durante esses meses, as condições climáticas determinam o desenvolvimento das pastagens e das culturas destinadas à produção de silagem, principalmente o milho.

Além disso, o aumento das temperaturas representa um risco importante para os rebanhos. O estresse térmico reduz o consumo de alimento, compromete a reprodução e afeta diretamente a produção de leite.

Internacional

Enquanto parte do Brasil pode enfrentar dificuldades, a região Sul e os países do Mercosul tendem a apresentar um cenário mais favorável. Argentina, Uruguai e os estados do Sul brasileiro devem receber volumes de chuva acima da média, o que favorece a produção de pastagens e a oferta de silagem para os rebanhos.

Essa condição pode contribuir para uma maior disponibilidade de alimento e para melhores índices produtivos. No entanto, especialistas alertam que o excesso de umidade também traz desafios. Chuvas muito intensas podem dificultar o manejo nas propriedades, prejudicar o plantio de forragens, aumentar a incidência de doenças e criar obstáculos para a logística de coleta do leite.

O impacto do El Niño também é acompanhado de perto no mercado internacional. Nova Zelândia e Austrália, dois dos principais exportadores mundiais de lácteos, possuem sistemas de produção fortemente baseados em pastagens e, por isso, costumam ser apontados como mais sensíveis às alterações climáticas.

Na Austrália, a expectativa é de condições mais quentes e secas nas principais regiões produtoras, o que pode limitar o crescimento das pastagens. Já na Nova Zelândia, os efeitos tendem a ser mais heterogêneos, com algumas áreas registrando mais chuvas e outras enfrentando condições mais secas.

Ainda assim, os estudos da StoneX mostram que, assim como ocorre no Brasil, não há uma correlação consistente entre os índices do El Niño e a produção de leite na Oceania. Fatores estruturais, tecnológicos e econômicos costumam exercer influência mais significativa sobre os resultados da atividade.

Rentabilidade

Para os analistas, o principal ponto de atenção não está necessariamente na produção de 2026, mas sim nos possíveis reflexos para 2027. Neste ano, a atividade ainda deverá responder principalmente aos níveis de rentabilidade do produtor e às condições de mercado. Entretanto, se o El Niño confirmar a intensidade projetada e permanecer ativo por um período prolongado, os impactos sobre a oferta de leite poderão se tornar mais evidentes.

Nesse cenário, uma eventual redução da produção em regiões importantes, combinada a custos mais elevados de alimentação e manejo, poderá alterar o equilíbrio entre oferta e demanda e sustentar movimentos de alta nos preços do leite e dos derivados.

Mais do que prever uma queda generalizada na produção, a análise reforça que o setor lácteo precisará acompanhar de perto a evolução das condições climáticas ao longo dos próximos meses. Em um mercado cada vez mais dependente de eficiência produtiva e gestão de custos, a capacidade de adaptação dos produtores às mudanças impostas pelo clima poderá ser decisiva para os resultados da atividade em 2027.

https://stories.cnnbrasil.com.br/?post_type=web-story&p=530122

Trump anuncia que el acuerdo con Irán se firmará este domingo mientras Teherán da largas

13 June 2026 at 18:00

Trump anuncia que el acuerdo con Irán se firmará este domingo

"Está previsto que el acuerdo se firme mañana e, inmediatamente después de su firma, el estrecho de Ormuz quedará abierto para todos", asegura Trump

Pakistán anuncia que el acuerdo de paz entre Irán y EEUU se cerrará este domingo y Teherán retrasa la firma

¿Se firmará el acuerdo este domingo? Los mediadores, Pakistán, dicen que sí. Y también el presidente de EEUU, Donald Trump. Irán, sin embargo, enfría esta posibilidad y da largas.

La primera reacción iraní al anuncio de Pakistán cuestionaba el momento de la hipotética firma del llamado memorando de entendimiento. Según un portavoz del Ministerio de Asuntos Exteriores de Irán citado por la agencia Tasnim, el momento “exacto” de la firma “no será mañana”. Este mismo portavoz ha pedido cautela por “la inestabilidad de la contraparte”, en referencia a EEUU, y ha detallado que el memorando se centra “en el fin de la guerra”.

El presidente de EEUU, por su parte, ha afirmado este sábado en un post en Truth Social: “Mi acuerdo con Irán es [...] ¡un muro que impide el acceso a armas nucleares! De hecho, ya no quieren un arma nuclear, ni la tendrán, ya sea mediante compra, desarrollo o cualquier otra forma de adquisición”.

“Está previsto que el acuerdo se firme mañana e, inmediatamente después de su firma, el estrecho de Ormuz quedará abierto para todos”, asegura Trump: “En el momento oportuno, cuando todo esté en calma, entraremos y recuperaremos el material nuclear, enterrado a gran profundidad bajo imponentes montañas de granito hundidas, gracias a nuestros magníficos bombarderos B-2 y a sus brillantes pilotos, para luego diluirlo y destruirlo, ya sea en Irán o en Estados Unidos”.

El presidente de EEUU añade: “Esperamos trabajar con Irán y con todo Oriente Medio durante mucho tiempo en el futuro. Ojalá todo este proceso se desarrolle de manera rápida, sencilla y fluida. Si no es así, contamos con la alternativa definitiva, ¡que esperamos no tener que utilizar nunca más!”

Truth Social de Trump sobre el acuerdo con Irán.
Truth Social de Trump sobre el acuerdo con Irán.

El primer ministro de Pakistán, Shehbaz Sharif, por su parte, ha insistido este sábado en que Estados Unidos e Irán, a través de su mediación, están “más cerca de un acuerdo de paz que nunca antes”. Y ha especificado que la “finalización” del acuerdo se espera en las próximas 24 horas.

“Querríamos agradecer a los Estados Unidos de América y a la República Islámica de Irán por su compromiso durante las negociaciones, y extendemos nuestra sincera apreciación a nuestros hermanos en la región por su apoyo”, ha declarado el primer ministro pakistaní, que se ha mostrado confiado en que este “acuerdo de paz histórico” formará unos cimientos fuertes para una paz duradera.

Por su parte, el diario digital estadounidense Axios informó este sábado de que representantes estadounidenses e iraníes tendrán el domingo una reunión virtual junto con los mediadores paquistaníes y cataríes para firmar de forma electrónica un acuerdo para poner fin a la guerra y permitir el desbloqueo del estrecho de Ormuz.

Este viernes Pakistán confirmaba que las partes habían alcanzado “un texto definitivo y consensuado del acuerdo de paz” en lo que podría convertirse en el avance diplomático más significativo entre ambos países desde que comenzó la ofensiva de Donald Trump y Benjamín Netanyahu contra el país persa.

No obstante, después de otra jornada repleta de altibajos, los detalles de los términos que se han pactado, según Islamabad, siguen sin estar claros. Aunque los dirigentes tanto de Estados Unidos como de Irán han afirmado que estaban cerca de alcanzar un acuerdo, ninguno de ellos ha confirmado aún que se haya acordado el texto definitivo del mismo, y menos aún que pueda darse una firma definitiva.

Bahia Farm Show bate recorde de público e recebe mais de 172 mil visitantes

13 June 2026 at 17:21

A 20ª edição da Bahia Farm Show encerrou nesta sexta-feira (12) com recorde de público e crescimento em praticamente todos os principais indicadores do evento realizado em Luís Eduardo Magalhães (BA). Ao longo dos seis dias de programação, a feira recebeu 172.328 visitantes, alta de 6% em relação ao ano passado.

O número de expositores saltou de 434 para 554, crescimento de 28%, enquanto as marcas representadas passaram de 1.124 para 1.421, avanço de 26%. O total de patrocinadores também aumentou, passando de 21 para 24 empresas.

A edição deste ano foi marcada pela ampliação do parque de exposições, pela presença de autoridades do governo federal e por anúncios voltados ao agronegócio e à infraestrutura.

Entre os destaques estiveram o lançamento da linha de R$ 14 bilhões para financiamento de máquinas e implementos agrícolas e o anúncio de investimentos no setor elétrico para a Bahia.

A feira também reforçou a aposta na diversificação da programação. Entre as novidades estiveram o espaço dedicado às startups, a criação do projeto Vozes do Agro e a realização do primeiro leilão oficial da Bahia Farm Show, iniciativa que ampliou a presença da pecuária dentro do evento e comercializou mais de 1500 animais.

A agricultura familiar também ganhou mais espaço. O número de expositores do segmento passou de 28 para 34, crescimento de 21% na comparação com 2025.

Consolidada como a principal feira agropecuária do Matopiba, região que reúne áreas da Bahia, Maranhão, Tocantins e Piauí, a Bahia Farm Show chega ao fim de sua edição histórica com os maiores números já registrados em público, expositores e marcas participantes.

Agro

“Millones de brasileños los apoyamos”, dice Lula al equipo de fútbol

13 June 2026 at 15:52

Brasilia, 13 jun (Prensa Latina) El presidente Luiz Inácio Lula da Silva exhortó hoy a la selección nacional de fútbol a competir con entrega, unidad y compromiso, y les recordó a los jugadores que tienen el apoyo de millones de brasileños.

The post “Millones de brasileños los apoyamos”, dice Lula al equipo de fútbol first appeared on Noticias Prensa Latina.

Debut ante Marruecos genera expectativas y cautela en Brasil

13 June 2026 at 13:39

Brasilia, 13 jun (Prensa Latina) El debut de Brasil hoy ante Marruecos en la Copa del Mundo de fútbol es esperado en el gigante sudamericano con una mezcla de expectativa histórica, presión competitiva y cautela ante un rival en ascenso.

The post Debut ante Marruecos genera expectativas y cautela en Brasil first appeared on Noticias Prensa Latina.

Ovos processados têm melhor resultado desde 2006 nas exportações

13 June 2026 at 13:21

As exportações brasileiras de ovos processados registraram o melhor desempenho para o período entre janeiro e maio desde o início da série histórica, em 2006. O resultado ocorre em meio a uma retração dos embarques totais de ovos e a um mercado interno mais fraco, marcado pela desaceleração da demanda e queda nos preços.

Dados da  Secex (Secretaria de Comércio Exterior), compilados pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), mostram que o Brasil exportou 12,39 mil toneladas de ovos in natura e processados nos cinco primeiros meses de 2026. O volume representa uma queda de 32,5% em relação ao mesmo período do ano passado, quando os embarques somaram 18,36 mil toneladas.

Somente em maio, as exportações totalizaram 2,18 mil toneladas, recuo de 5,7% frente a abril e de 59% na comparação com maio de 2025.

Apesar da redução no volume total exportado, os ovos processados ganharam espaço na pauta exportadora. Entre janeiro e maio, o Brasil embarcou 3,99 mil toneladas dessa categoria, o equivalente a 32% das exportações nacionais de ovos.

Segundo pesquisadores do Cepea, trata-se da maior participação dos produtos processados nas vendas externas para o período desde 2006, indicando uma mudança gradual no perfil das exportações brasileiras do setor.

Enquanto os embarques mostram uma maior presença de produtos com valor agregado, o mercado doméstico enfrenta um cenário de demanda mais fraca. De acordo com levantamento da Scot Consultoria, após uma primeira quinzena marcada por reajustes positivos, o mercado perdeu força nas últimas semanas.

A consultoria aponta que o consumo mais contido obrigou o varejo a realizar promoções para manter o giro das mercadorias, pressionando as cotações ao longo da cadeia.

Nas granjas de São Paulo, o preço da caixa com 30 dúzias de ovos recuou 3% na semana, sendo comercializada, em média, a R$ 131,50. No atacado, a queda foi de 2,9%, com a caixa negociada a R$ 136,00, em média.

Segundo a Scot, a queda das temperaturas tem evitado desvalorizações mais intensas, uma vez que o clima mais frio aumenta a durabilidade dos ovos e reduz a pressão por vendas imediatas. Ainda assim, a expectativa para o curto prazo é de manutenção de um mercado enfraquecido, com demanda limitada e preços pressionados.

https://stories.cnnbrasil.com.br/?post_type=web-story&p=587567

“El Valle no se toca”: multitudinaria convocatoria en Cuelgamuros

13 June 2026 at 10:55

Después de que esta semana comenzaran los sondeos en Cuelgamuros, con la máquina perforadora saboteada el martes, un día después, con pintadas de "Franco" y "Sánchez HP", una convocatoria en redes sociales ha llamado a una cita que promete ser multitudinaria, esta mañana.

Una larga hilera de vehículos puede verse ahora mismo en los accesos al recinto del Valle de los Caídos, en cuya explanada central ya hay numerosos visitantes, según ha podido comprobar LA RAZÓN, hasta el punto de que se ha ampliado el horario de entrada antes de la misa.

El llamamiento cuenta con un grupo de WhatsApp en el que los interesados, jóvenes en su mayoría, han ido "calentando los ánimos", en palabras de uno de sus miembros, aunque se ha pedido respeto y que se mantenga la calma.

Parte de los convocados ha hecho incluso noche en la Hospedería del complejo, instalación hostelera desconocida, por cierto, entre algunos participantes del chat.

La Abadía se ha desmarcado con un comunicado de este emplazamiento que parte de Triana Fernández, una joven que ha grabado un vídeo en su perfil de Facebook con el objetivo de evitar "la destrucción del Valle", convocando "a las 10:00 de la mañana" de hoy. Asegura que ha informado de la protesta a la Delegación del Gobierno.

Los benedictinos explican que "ante las informaciones difundidas sobre la convocatoria de una concentración o manifestación" la comunidad benedictina aclara que "la Basílica y los espacios vinculados directamente a su actividad religiosa constituyen un lugar de culto y oración destinado al ejercicio de la libertad religiosa y al desarrollo de las actividades propias de la Iglesia Católica. En consecuencia, no corresponde a la comunidad benedictina promover, respaldar o autorizar actos de carácter político o ideológico en dicho ámbito".

Sigue el escrito en estos términos: "La Abadía desea asimismo poner de manifiesto que los numerosos fieles que acuden semanalmente al Valle para participar y acompañar a la comunidad benedictina en las celebraciones litúrgicas y actos de piedad que se desarrollan a lo largo del año lo hacen habitualmente dando un ejemplo admirable de respeto, recogimiento, silencio y oración. La comunidad considera que su derecho fundamental a la libertad religiosa y de culto debe ser plenamente respetado y preservado".

"Del mismo modo, los numerosos visitantes que acuden diariamente al Valle tienen derecho a disfrutar de este lugar en un clima de normalidad, respeto y serenidad, sin verse importunados por actos, concentraciones o manifestaciones ajenos a la finalidad religiosa y cultural propia del recinto y que no hayan sido convocados ni autorizados por la comunidad monástica en el ámbito de sus competencias".

© La Razón

Cartel con la cita de la convocatoria

© La Razón

La explanada frente a la Basílica, hace unos minutos

© La Razón

Coches lleganado al acceso al recinto

Brasil e Marrocos movimentam US$ 2,8 bilhões em comércio agropecuário

13 June 2026 at 08:43

Brasil e Marrocos entram em campo neste sábado (13) pela Copa do Mundo, mas a conexão entre os dois países vai muito além do esporte. O comércio agrícola tem papel de destaque nessa relação, com o Brasil exportando produtos como açúcar, milho e café para o mercado marroquino, enquanto importa fertilizantes essenciais para sustentar a produtividade das lavouras nacionais.

Com uma população de cerca de 38 milhões de habitantes, o Marrocos vem investindo na modernização da agricultura e ampliando a demanda por alimentos e insumos, fortalecendo os laços comerciais com o Brasil.

Em 2025, as exportações brasileiras para o Marrocos somaram US$ 1,4 bilhão, enquanto as importações alcançaram o mesmo patamar, resultando em uma corrente de comércio de US$ 2,8 bilhões. Apesar do equilíbrio entre os fluxos, o Brasil encerrou o ano com déficit comercial de US$ 64,3 milhões. O país africano foi o 44º principal destino das exportações brasileiras no período.

A pauta exportadora brasileira foi fortemente concentrada no agronegócio. Os açúcares e melaços responderam por 58,1% das vendas ao mercado marroquino. Também figuraram entre os principais produtos agrícolas exportados milho, animais vivos, café, frutas e especiarias.

Na outra ponta da balança comercial, os fertilizantes químicos representaram 84,8% de todas as importações brasileiras provenientes do Marrocos em 2025, reforçando a importância do país africano para o abastecimento de insumos utilizados no campo brasileiro.

A parceria comercial segue em expansão neste ano. Entre janeiro e maio de 2026, as exportações brasileiras para o Marrocos somaram US$ 328,3 milhões, alta de 9,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. Já as importações alcançaram US$ 881,7 milhões, avanço de 34,4%, elevando a corrente de comércio para US$ 1,2 bilhão. O saldo comercial ficou negativo em US$ 553,4 milhões para o Brasil.

Os açúcares e melaços continuaram liderando a pauta exportadora brasileira nos cinco primeiros meses do ano, enquanto os fertilizantes mantiveram a liderança entre os produtos importados do país africano.

Os números do IMEA (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária) mostram a relevância do agro brasileiro nessa relação comercial. Em 2025, o Marrocos importou 1,81 milhão de toneladas de milho do Brasil, sendo 1,37 milhão de toneladas provenientes de Mato Grosso, equivalente a 75% do total embarcado pelo país.

As vendas do cereal renderam cerca de US$ 280 milhões aos produtores mato-grossenses ao longo do ano passado. Em 2026, até o início de maio, Mato Grosso já havia exportado 153 mil toneladas de milho para o mercado marroquino, movimentando aproximadamente US$ 33 milhões.

A carne bovina também integra a pauta comercial entre os dois países. Em 2025, Mato Grosso exportou 668 toneladas da proteína para o Marrocos, gerando receita de cerca de US$ 3 milhões. Ao longo do ano passado, o Brasil embarcou 6.658 toneladas de carne bovina para o país africano, com faturamento superior a US$ 23 milhões.

O açúcar segue como um dos principais produtos brasileiros no mercado marroquino. Em 2025, o país africano importou 1,48 milhão de toneladas do produto, em negócios avaliados em aproximadamente US$ 591 milhões.

Etanol E32 deve elevar demanda em 1 bilhão de litros

 

Trump anuncia que EEUU ha matado en Venezuela al líder del Tren de Aragua, el Niño Guerrero, con la colaboración de Caracas

13 June 2026 at 06:00

Trump anuncia que EEUU ha matado en Venezuela al líder del Tren de Aragua, el Niño Guerrero, con la colaboración de Caracas

"Esta acción se coordinó estrechamente con nuestros amigos de Venezuela. Como resultado, los terroristas del Tren de Aragua ya no cuentan con refugio seguro en Venezuela ni en ningún otro lugar", ha dicho el presidente de EEUU

Ataque de Estados Unidos en territorio venezolano en colaboración con el Gobierno de Delcy Rodríguez contra una supuesta instalación del narco Tren de Aragua en la que el Ejército de EEUU ha matado “al infame líder” de la organización. Es lo que ha anunciado este viernes por la noche el presidente de EEUU, Donald Trump, en un mensaje en sus redes sociales.

“Bajo mis órdenes, el Comando Sur de los Estados Unidos llevó a cabo un ataque cinético rápido y letal para eliminar a 'Niño Guerrero', el infame líder del Tren de Aragua, una de las organizaciones terroristas más sanguinarias del planeta”, ha afirmado Trump: “Antes de que yo regresara al cargo, Joe Biden abrió nuestra frontera sur a millones de criminales ilegales y permitió que este ejército extranjero violara, mutilara y asesinara a ciudadanos estadounidenses con total impunidad. Durante mi campaña, prometí expulsar a estos monstruos de nuestro país y hacer justicia a las familias de aquellos a quienes masacraron, incluidas la querida Jocelyn Nungaray (de 12 años), Laken Riley (de 22 años) e innumerables almas hermosas más”.

“Con esta acción”, ha dicho Trump, “las Fuerzas Armadas de EEUU han hecho justicia para ellas, sus familias y sus seres queridos. Al inicio de mi Administración cumplí mi promesa de designar al Tren de Aragua como organización terrorista extranjera, deportar a miles de criminales malvados y librar una guerra contra los cárteles, que durante mucho tiempo han atacado a nuestros ciudadanos mientras líderes débiles dejaban a Estados Unidos indefenso y a la defensiva”.

Según Trump, “esta acción se ha coordinado estrechamente con nuestros amigos en Venezuela, con quienes estamos colaborando muy bien. Como resultado, los terroristas del Tren de Aragua ya no tienen refugio seguro en Venezuela ni en ningún otro lugar y, bajo mi liderazgo, encontraremos a estos despiadados asesinos y capos de la droga en cualquier momento y lugar, para enviarlos a las profundidades del infierno, donde pertenecen”.

Estados Unidos ha catalogado al Tren de Aragua como una organización terrorista. Y Guerrero Flores fue acusado en un tribunal federal de Nueva York de conspiración para delinquir y otros delitos, incluyendo brindar apoyo a terroristas en crímenes que se extendieron por más de una década, según anunciaron las autoridades en diciembre.

El secretario de Defensa, Pete Hegseth, publicó en Twitter que el ataque tuvo lugar a principios de semana en un complejo del Tren de Aragua en Venezuela.

El fiscal federal Jay Clayton declaró que la banda es responsable de innumerables actos de violencia, extorsión y narcotráfico en Norteamérica, Sudamérica y Europa. Trump acaba de nominar a Clayton el jueves para el cargo de director de Inteligencia Nacional, puesto que queda vacante con la renuncia de Tulsi Gabbard.

El Departamento de Estado de EEUU había ofrecido recompensas de hasta 5 millones de dólares por información que condujera al arresto de Guerrero Flores.

Hegseth ha declarado: “La operación subraya el compromiso compartido de EEUU y Venezuela de combatir a los narcoterroristas y negarles cualquier refugio seguro en nuestro hemisferio”.

El Gobierno venezolano emitió un comunicado confirmando su participación en la operación y revelando que tuvo lugar en el estado suroriental de Bolívar. Según el texto, “en el marco de una operación combinada entre organismos de seguridad de Venezuela y de EEUU en el sureste del estado Bolívar, fueron desarticuladas estructuras de delincuencia organizada que operaban en la zona. Durante el desarrollo de la operación se produjeron enfrentamientos con integrantes de estas estructuras criminales, en los que resultó neutralizado Héctor Rusthenford Guerrero Flores, alias 'Niño Guerrero', cabecilla de una organización criminal”. 

“La operación contó con apoyo tecnológico especializado y se desarrolló mediante mecanismos de cooperación e intercambio de información de inteligencia entre las autoridades de ambos países. La República Bolivariana de Venezuela reafirma su compromiso con la lucha contra la delincuencia organizada y continuará adoptando las medidas necesarias para garantizar la paz, la tranquilidad y la protección de nuestro pueblo. Durante la operación, se produjeron enfrentamientos con miembros de grupos criminales, resultando en la muerte de Héctor Rusthenford Guerrero Flores, alias ‘Niño Guerrero’, líder de una de estas organizaciones criminales”.

Imagen  de Hector Rusthenford Guerrero Flores, alías el "Niño Guerrero", en la orden de busca y captura del gobierno de EEUU.
Imagen de Hector Rusthenford Guerrero Flores, alías el "Niño Guerrero", en la orden de busca y captura del gobierno de EEUU.

El estado, rico en minerales y fronterizo con Brasil y Guyana, alberga grandes operaciones mineras ilegales controladas desde hace tiempo por bandas y otros actores que extraen minerales con el consentimiento —y en beneficio— de funcionarios y militares.

Trump ha emprendido una serie de acciones extraordinarias contra el supuesto narcotráfico, incluyendo varios ataques a pequeñas embarcaciones que la Administración ha acusado de traficar drogas a Estados Unidos. Al menos 207 personas han sido asesinadas en ataques con embarcaciones por parte del ejército estadounidense en el Pacífico oriental y el mar Caribe desde que la administración Trump comenzó a atacar a quienes denomina “narcoterroristas” a principios de septiembre.

El Tren de Aragua se originó hace más de una década en una prisión donde se recluían criminales endurecidos en el estado venezolano de Aragua. La banda se ha expandido en los últimos años a medida que millones de venezolanos emigraron a otros países latinoamericanos o a Estados Unidos en busca de mejores condiciones de vida.

Guerrero Flores regresó a la prisión de Aragua en 2013, tras cumplir condena por asesinato y otros delitos, cuando comenzó la crisis venezolana.

Se desconoce el tamaño de la banda. Países con grandes poblaciones de migrantes venezolanos, como Perú y Colombia, han acusado al grupo de estar detrás de una ola de violencia en la región. Sin embargo, a diferencia de otras organizaciones criminales de Colombia, Centroamérica y Brasil, Tren de Aragua no tiene una participación a gran escala en el contrabando de cocaína a través de las fronteras internacionales, según InSight Crime, un centro de investigación que monitorea el crimen en América Latina.

JBS encerra operações em duas fábricas nos Estados Unidos

12 June 2026 at 22:43

A JBS informou nesta sexta-feira (12) o fechamento de duas unidades nos Estados Unidos em meio ao cenário de redução da oferta de gado no país. As operações foram encerradas em uma planta de processamento de carne bovina na Pensilvânia e em uma fábrica de produtos de maior valor agregado localizada em Memphis, no estado do Tennessee.

Em nota, o CEO da JBS USA, Wesley Batista Filho, afirmou que a decisão foi difícil devido aos impactos sobre os funcionários e as comunidades locais. Segundo ele, a empresa está concentrada em oferecer apoio aos colaboradores afetados, com transparência, respeito e oportunidades de realocação em outras unidades da companhia.

A JBS USA ressaltou que as medidas fazem parte de uma estratégia mais ampla voltada para crescimento, modernização e competitividade de longo prazo nos Estados Unidos.

Ao longo do último ano, a empresa realizou investimentos significativos em novas instalações e melhorias em diversas operações no país, incluindo grandes expansões nos estados do Texas, Geórgia e Iowa. Os projetos têm como objetivo ampliar a capacidade de produção de alimentos preparados e produtos de maior valor agregado, modernizar as operações e reforçar a capacidade da companhia de atender seus clientes nos próximos anos.

“A JBS USA está investindo fortemente nos Estados Unidos e no futuro da produção de alimentos”, disse Batista Filho. “Ao mesmo tempo, precisamos garantir que nossas operações sejam eficientes, modernas e competitivas. Ao investir onde estamos crescendo e realizar ajustes difíceis onde são necessários, estamos construindo uma empresa mais forte e resiliente.”

No início deste ano, a JBS USA integrou seus negócios de carne bovina e de produtos embalados prontos para o varejo em uma plataforma mais unificada, com o objetivo de aumentar a eficiência, melhorar a produtividade e ampliar a capacidade de produção de itens de maior valor agregado.
Por meio de comunicado, a JBS informou que a produção das unidades que serão desativadas será absorvida por outras plantas de sua rede nos Estados Unidos, de forma a preservar o fornecimento de produtos e o atendimento aos clientes.

A companhia também reforçou seu compromisso com o setor agropecuário norte-americano, destacando a continuidade das parcerias com pecuaristas, produtores e comunidades rurais em diferentes regiões do país.

Apesar dos ajustes nas operações, a empresa mantém uma visão positiva para os próximos anos. Segundo o CEO da JBS USA, Wesley Batista Filho, a demanda global por proteínas segue em expansão, o que sustenta os investimentos da companhia em modernização, eficiência e crescimento. De acordo com o executivo, as mudanças anunciadas buscam fortalecer a competitividade da empresa e garantir melhores condições para atender o mercado no longo prazo.

Pesquisa: brasileiros devem continuar a consumir carne bovina

Congresistas demócratas denuncian las "injerencias" de Trump en las elecciones colombianas a una semana de la segunda vuelta

12 June 2026 at 21:48

Congresistas demócratas denuncian las "injerencias" de Trump en las elecciones colombianas a una semana de la segunda vuelta

Los congresistas alertan de las maniobras de la Administración para favorecer al candidato ultraderechista, Abelardo de la Espriella

La oposición pide moción de censura para el jefe de Gabinete de Milei: “Subestiman la inteligencia de la sociedad argentina”

Una veintena de congresistas demócratas, liderados por Jim McGovern (Massachussets), han emitido este viernes una declaración condenando las maniobras de representantes electos estadounidenses para interferir en las elecciones presidenciales de Colombia.

En el texto, reafirman que “el futuro de Colombia debe ser decidido únicamente” por el pueblo colombiano: “Apoyamos firmemente la soberanía del pueblo de Colombia y su derecho a determinar el futuro de su país. Los pueblos de Estados Unidos y Colombia han disfrutado de dos siglos de amistad y asociación, con la democracia como valor común central. Apoyamos de todo corazón el derecho del pueblo colombiano a ejercer sus libertades democráticas”.

Los congresistas señalan que “Colombia está en medio de elecciones nacionales que determinarán al próximo presidente del país. El derecho a elegir a ese presidente pertenece al pueblo de Colombia, y solo al pueblo de Colombia. Consideramos las acciones del presidente de Estados Unidos, Donald Trump, y otros miembros del Congreso para respaldar, abogar o inclinar la balanza a favor de un candidato en particular [el ultra Abelardo de la Espriella] como perjudicial para los derechos democráticos del pueblo colombiano, un insulto a su soberanía e integridad y totalmente inconsistente con los tradicionales principios estadounidenses de no injerencia en las elecciones extranjeras”.

Abelardo de la Espriella, mediático abogado penalista de 47 años, venció al progresista Iván Cepeda en la primera vuelta de las elecciones presidenciales. De la Espriella obtuvo 10,3 millones de votos (43,7%), y Cepeda, 9,6 millones de votos (40,9%). Los dos se medirán el 21 de junio en la segunda vuelta.

La candidatura de De la Espriella, apoyado por Trump públicamente hasta el punto de prometer ayudas si se imponía en la segunda vuelta, ha desatado las alarmas por adhesión a las agendas ultras de Milei en Argentina, Kast en Chile y Bukele en El Salvador.

Además, De la Espriella ha ejercido la defensa jurídica de narcos y de personas como Alex Saab, exministro de Industria de Venezuela ahora detenido en Nueva York: un empresario colombiano condenado en Estados Unidos por blanqueo de dinero y conspiración. La Administración Biden lo indultó en 2023 en un canje de presos, pero múltiples investigaciones periodísticas lo señalan como supuesto testaferro de Nicolás Maduro, también preso en EEUU tras ser secuestrado el pasado 3 de enero por tropas estadounidenses.

El hombre elegido por Trump para gobernar Colombia firmó en enero con el líder de Vox, Santiago Abascal, la llamada Carta de Madrid, un documento que alinea su plataforma con las tesis de la ultraderecha española. “Un grande Santiago Abascal librando la batalla cultural, política y democrática para enfrentar al narcocomunismo que se impone desde el Foro de São Paulo y el Grupo de Puebla. Estamos juntos en esta lucha”, publicó días después ante sus 960.000 seguidores de Instagram.

“El futuro de Colombia debe ser decidido por el pueblo colombiano, no por los políticos estadounidenses con su propia agenda. Trabajaremos con quien sea elegido democráticamente para avanzar relaciones entre Colombia y los Estados Unidos”, concluye la declaración, suscrita por congresistas como Greg Casar (Texas), Ilhan Omar (Minnesota), Delia C. Ramirez (Illinois), Rashida Tlaib (Michigan) y Nydia M. Velázquez (Nueva York).

❌