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Esposende prepara praias depois de inverno em que houve “significativa redução do areal”

12 June 2026 at 21:53

O Município de Esposende já concluiu um conjunto de intervenções de preparação das praias do concelho para a abertura da época balnear no sábado, foi hoje anunciado.

Entre os trabalhos destaca-se a “recuperação e requalificação de passadiços, a melhoria dos acessos e as operações de reperfilamento e movimentação de areias em zonas particularmente afetadas pela erosão costeira”.

A autarquia refere que, na sequência das tempestades registadas no início do ano, o litoral de Esposende sofreu uma “acentuada erosão e uma significativa redução do areal” em várias praias, com especial incidência em Suave Mar, Ofir e Pedrinhas/Cedovém.

O Município avançou, por iniciativa própria, com operações de movimentação de areias, procurando “minimizar os impactos mais severos e salvaguardar as condições de utilização das praias durante o verão”.

Recentemente decorreram intervenções de reperfilamento e movimentação de areias nas praias mais afetadas pela erosão, com destaque para Suave Mar, Ofir e Pedrinhas/Cedovém.

Passadiços recuperados

De igual modo foi iniciada a recuperação e requalificação de passadiços, estruturas danificadas pelas tempestades, com o objetivo de “garantir maior segurança e acessibilidade e facilitar a mobilidade de residentes e visitantes ao longo do litoral”.

Esposende prepara praias depois de inverno em que houve "significativa redução do areal"
Foto: CM Esposende

No âmbito das intervenções realizadas a Câmara destaca ainda a beneficiação da rampa de acesso dos pescadores de Apúlia à praia.

Segundo o presidente da Câmara de Esposende, Carlos Silva, “este ano foi necessário um esforço de intervenção superior ao habitual, sobretudo na recuperação de infraestruturas afetadas pelas condições meteorológicas adversas e na adaptação dos espaços balneares à redução da faixa de areia disponível em algumas praias”.

Apesar dos efeitos visíveis da erosão, o Município de Esposende “desenvolveu todos os esforços para que a época balnear decorra com normalidade, com todas as condições de segurança e funcionamento asseguradas”.

Redução do areal “mais percetível” em Suave Mar e Ofir

Ainda assim, em praias como Suave Mar e Ofir, a diminuição do areal será “mais percetível”, particularmente “durante os períodos de preia-mar, em que a faixa de areia disponível ficará mais limitada”.

Relativamente às intervenções estruturais previstas para o litoral, a Câmara frisa que a reconstrução e reforço do muro da marginal da Praia da Couve será financiada pela Agência Portuguesa do Ambiente, estando o projeto concluído e reunidas as condições para o início dos trabalhos ainda durante o mês de junho.

Além das ações já realizadas, o Município prevê c”ontinuar a executar investimentos estruturantes após o verão, nomeadamente intervenções de contenção e reforço do cordão dunar junto à rampa dos pescadores, em Apúlia, consideradas fundamentais para aumentar a proteção costeira e a resiliência futura do litoral esposendense”.

Com estas medidas, a autarquia pretende “assegurar melhores condições de fruição das praias, facilitar o acesso de residentes e visitantes e reforçar a capacidade de adaptação do litoral de Esposende aos desafios da erosão costeira e das alterações climáticas”.

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Praias de Matosinhos vão ter 600 cadeiras e espreguiçadeiras gratuitas

12 June 2026 at 17:13

As praias de Matosinhos vão ter nesta época balnear, que arranca no sábado, 600 cadeiras de praia e para-ventos, 16 espreguiçadeiras e 12 camas de rede de utilização gratuita para os banhistas, anunciou hoje a câmara local.

Na sua página oficial de Internet, a autarquia, liderada pela socialista Luísa Salgueiro, explicou que a colocação destes equipamentos, cedidos gratuitamente pelo Turismo de Matosinhos, tem por objetivo melhorar a experiência dos que frequentam as praias deste concelho, no distrito do Porto.

No total, serão distribuídas pelas praias 600 cadeiras de praia, 600 para-ventos, 57 para-ventos coletivos, 22 mudaki (cabine para mudar de roupa), 16 espreguiçadeiras e 12 camas de rede junto aos passadiços.

Estes equipamentos serão instalados nas praias de Matosinhos, Leça da Palmeira, Aterro e Marreco, contribuindo para “uma maior qualidade de permanência, conforto e usufruto do espaço balnear”, assinalou.

Além disto, a câmara reforçou equipamentos e serviços de apoio aos banhistas com a instalação de sanitários — incluindo unidades adaptadas a pessoas com mobilidade condicionada —, a colocação de ecopontos, torres de vigia e painéis informativos e a afetação de nadadores-salvadores às praias sem concessão atribuída.

Já no âmbito das políticas de inclusão, a autarquia implementou o sistema ColorADD, através de sinalética adaptada para pessoas com daltonismo, garantindo uma comunicação mais acessível ao longo da orla costeira.

Antes do início desta época balnear, que arranca no sábado e termina a 13 de setembro, a autarquia fez a limpeza e regularização dos areais, a manutenção dos passadiços, a limpeza das zonas envolventes e dos parques de estacionamento e a melhoria dos acessos ao areal.

Este ano, Matosinhos tem 19 praias com bandeiras azuis, mais duas do que o ano anterior, 15 acessíveis a pessoas com mobilidade reduzida, 13 com qualidade de ouro e uma, a da Agudela, reconhecida como “Praia ZERO Poluição”.

“Com uma frente marítima cada vez mais qualificada e equipada para acolher residentes, visitantes e peregrinos que percorrem o Caminho Português da Costa, Matosinhos afirma-se como um dos principais destinos balneares do norte do país, reforçando a sua aposta na sustentabilidade, acessibilidade e qualidade ambiental”, apontou.

A época balnear arranca no sábado em 121 praias do Norte e a bandeira azul está presente em 83 praias, menos uma do que em 2025, sendo 73 praias costeiras e 10 fluviais.

Matosinhos e Vila Nova de Gaia, no distrito do Porto, ambas com 19 bandeiras azuis, são os concelhos que concentram em 2026 um maior número de galardões, de acordo com a Associação Bandeira Azul de Ambiente e Educação (ABAAE).

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Em Viana e Caminha já “está tudo a postos” para o início da época balnear

12 June 2026 at 15:55

O presidente da Coordenada Decimal – Associação de nadadores-salvadores, disse hoje que, apesar das dificuldades recorrentes para contratar nadadores-salvadores, “está tudo a postos” para o início da época balnear em Viana do Castelo e Caminha.

A época balnear em Viana do Castelo abre no sábado, às 08:30, junto à estação salva-vidas, sessão organizada pela Câmara de Viana do Castelo

Segundo Nuno Cardoso, a associação conta com 33 nadadores-salvadores em permanência. Para assegurar as folgas destes profissionais, o número sobe para os 45.

Nuno Cardoso adiantou que a Coordenada Decimal “conseguiu, uma vez mais, o número de nadadores-salvadores suficientes para garantir a segurança dos banhistas desde a praia fluvial de Castelo de Neiva até à praia da Ínsua, em Afife.

“Nunca é uma missão fácil. Ainda não conseguimos trabalhar apenas com pessoas do concelho. Precisamos de pessoas fora do concelho ou até jovens que não são sejam portugueses”, explicou Nuno Cardoso, adiantando que, do total de nadadores-salvadores, “cerca de 80% são portugueses”.

Segundo o responsável cativar os jovens para esta profissão “é, cada vez mais, um processo mais difícil, mas felizmente também tem havido alguma procura por parte dos portugueses, o que não se verificava há dois, três anos”.

“Este ano, por exemplo, conseguimos fazer dois cursos. Isto é que alimenta a falta de nadadores ou a procura por eles, uma vez que já conseguimos dar-lhes trabalho durante todo o ano, em piscinas e praia. Permite que eles olhem para esta missão como uma profissão e acredito que seja uma tendência a nível nacional de cada vez mais haver praias e zonas com vigilância o ano inteiro”, afirmou.

A nível de equipamentos, a associação tem estacionadas em Viana do Castelo uma embarcação semirrígida, uma viatura 4×4 equipada com desfibrilador e, duas moto-quatro.

Dez nadadores-salvadores em permanência

A ação da Coordenada Decimal estende-se ao concelho vizinho de Caminha, em permanência estão 10 nadadores-salvadores, apoiados por uma moto-quatro para as duas praias que estão da responsabilidade do município.

Quanto a nadadores-salvadores “começam por ser seis, mas com a abertura das praias fluviais passam a ser 10, em permanência”.

A praia “tem horário de funcionamento de 10 horas diárias, das 09:30 às 19:30, o que significa que cada nadador-salvador realiza um turno de nove horas, com direito a uma hora para almoço”.

“As condições salariais estão um pouco acima do ordenado mínimo, contemplando horas extras e todos os direitos que qualquer trabalhador tem. Cada dia trabalha com tempo de uma hora extra”.

Gilson veio do Brasil Tomás do Equador

Na praia de Carreço, a Lusa encontrou Gilson Gonçalves. Natural do Rio de Janeiro, Brasil e, Tomás Rodríguez, do Equador.

Gilson veio há cinco anos para Viana do Castelo “não tanto por questões financeiras, mas por sentir falta de segurança” na sua cidade natal

Aos 16 anos terminou o secundário em Viana do Castelo, como técnico de mecatrónica. Depois fez o curso de nadador salvador, mas não deixou de estudar. Hoje é aluno do Curso Técnico Superior Profissional (CTeSP)de mecatrónica, na Escola Superior de Tecnologia e Gestão (ESTG) do Instituto Politécnico de Viana do Castelo.

Gilson, hoje com 20 anos, gosta de ser nadador-salvador, funções que não encara como um emprego, mas com um estilo de vida e que lhe permite pagar o curso com o ordenado que recebe.

“Para mim, ser nadador-salvador, é muito bom. Creio que é um trabalho que eu gostaria de fazer o ano inteiro. Fazer uma carreira nesta área”, adiantou.

Tomás Rodríguez, de 24 anos, é natural do Equador e veio para Viana do Castelo, seguindo as pisadas do irmão mais velho na procura de uma vida melhor.

“Decidi ficar em Viana do Castelo porque me lembra bastante a lugar de onde eu venho. Um lugar pequeno, com praia e estou muito familiarizado e acostumado com o mar. Venho de família de surfistas”, explicou.

Tomás Rodrigues quer “ficar mais tempo em Viana do Castelo enquanto termina o curso que está a tirar, ‘online’, numa universidade espanhola”.

“Ser nadador-salvador parece-me um bom trabalho, onde se pode crescer bastante”, acrescentou.

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DECO PROteste esclarece: pode colocar chapéu de sol em frente às concessões

Organização recorda os direitos dos banhistas e alerta para coimas que podem chegar aos 4.000 euros

Com a época balnear já em curso e perante as dúvidas que têm surgido sobre a utilização do areal, os acessos às praias e as áreas concessionadas, a DECO PROteste recorda que todas as praias marítimas em Portugal são de acesso público e que os consumidores podem utilizar livremente as áreas não concessionadas, incluindo os espaços em frente às concessões de praia, desde que não estejam integrados em zonas de segurança devidamente delimitadas.

O esclarecimento surge numa altura em que se multiplicam relatos de banhistas confrontados com informações contraditórias sobre onde podem colocar toalhas, chapéus de sol ou outros equipamentos de praia.

A legislação em vigor é clara: as praias são espaços públicos e de utilização livre. As áreas concessionadas correspondem apenas aos espaços licenciados para exploração de apoios balneares, não podendo ultrapassar determinados limites legais. Fora dessas áreas e das zonas de segurança definidas nos planos de praia, os consumidores podem permanecer livremente no areal.

“Os consumidores devem conhecer os seus direitos, mas também os seus deveres. Não existem praias privadas em Portugal e o acesso ao domínio público marítimo não pode ser impedido. Ao mesmo tempo, é fundamental respeitar as regras de segurança e convivência que garantem que todos possam usufruir das praias em segurança”, afirma a DECO PROteste.

A DECO PROteste esclarece alguns dos principais direitos dos banhistas:

· Colocar toalhas, chapéus de sol, para-ventos ou outros equipamentos nas áreas não concessionadas;

· Permanecer no areal em frente às concessões, desde que não esteja assinalado como zona de segurança;

· Circular livremente pelos acessos públicos à praia;

· Utilizar praias concessionadas sem obrigação de alugar equipamentos;

· Solicitar esclarecimentos sobre os limites das concessões e zonas de segurança através da sinalização existente no local.

Além dos direitos, existem regras cujo incumprimento pode resultar em sanções significativas:

· Ouvir música em colunas portáteis de forma a perturbar outros utilizadores pode resultar em coimas entre 200 e 4.000 euros;

· Jogar futebol, raquetes ou praticar outras atividades desportivas fora das áreas expressamente destinadas para o efeito pode originar coimas até 550 euros;

· Levar animais de companhia para praias onde a sua presença não é autorizada pode ser punido com coimas até 550 euros;

· Permanecer em zonas interditas ou sinalizadas como perigosas pode dar origem a coimas entre 30 e 100 euros;

· Circular ou estacionar veículos motorizados em praias, dunas ou arribas fora dos locais autorizados pode implicar coimas entre 250 e 2.500 euros.

O tema do acesso às praias também merece especial atenção da organização que afirma, “Em Portugal, as praias são públicas, pelo que o acesso não pode ser vedado em nenhuma circunstância. Se tentar aceder a uma praia e encontrar obstáculos, como o acesso condicionado à praia, a colocação de barreiras nos caminhos públicos ou a limitação de zonas de estacionamento públicas por parte de empreendimentos turísticos, pode denunciar às autoridades”.

A DECO PROteste recorda que a Polícia Marítima é a autoridade responsável pela fiscalização das praias e pelo cumprimento das regras associadas à utilização do domínio público marítimo.

Sempre que existam conflitos relacionados com acessos, ocupação do areal, incumprimento das regras de segurança ou comportamentos que perturbem os restantes utilizadores, os consumidores devem reportar a situação à Polícia Marítima ou solicitar a intervenção dos nadadores-salvadores presentes no local.

Num período em que milhões de portugueses e turistas frequentam as praias nacionais, a informação e o respeito pelas regras continuam a ser as melhores ferramentas para garantir uma época balnear segura e sem conflitos.

“Tenho de alugar uma criança?” Praia da Sardenha proíbe guarda-sóis para pessoas entre 10 e 65 anos

By: ZAP
11 June 2026 at 21:30
A polémica nova regra tem como objetivo minimizar o impacto humano na praia, que esteve fechada durante um ano devido a um incêndio. Uma nova e controversa regulamentação numa praia popular da Sardenha gerou críticas generalizadas depois de as autoridades locais terem restringido o uso de guarda-sóis a crianças pequenas e idosos. A medida foi implementada em Punta Molentis, uma praia de renome na costa sudeste da Sardenha, que reabriu recentemente depois de ter estado encerrada durante quase um ano devido a um incêndio devastador provocado por criminosos. De acordo com as novas regras, os visitantes entre os 10 e

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