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PM decreta aposentadoria de tenente-coronel réu por morte de esposa em SP

10 June 2026 at 16:53

A Polícia Militar de São Paulo decretou, nesta terça-feira (9), a aposentadoria da corporação do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, réu pela morte da esposa Gisele Alves Santana.

O despacho foi publicado no DOE (Diário Oficial do Estado) e assinado pelo Coronel Antonio Thomazelli Junior, atual diretor de DIPM (Inatividade e Pensão Militar).

A decisão oficializa a transferência do militar para a reserva da PM, que passa a receber o salário mensal pela SPPrev (São Paulo Previdência).

Desde a prisão de Geraldo, em 18 de março deste ano, o tenente-coronel está com os pagamentos suspensos pela Polícia Militar. Segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública), a passagem para a reserva não interfere na responsabilização penal ou disciplinar de Geraldo.

A interrupção dos vencimentos previdenciários, no entanto, depende de uma decisão judicial definitiva. Isso significa que,  mesmo com a aposentadoria decretada, o oficial continua recebendo salário do governo estadual que, conforme os critérios de proporcionalidade, deve ficar em torno de R$ 20 mil.

Em nota à CNN Brasil, a defesa do tenente-coronel informou que “restou confirmado oficialmente o direito adquirido do Ten. Cel Neto”.

Réu por femicídio

A soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, foi encontrada morta em seu apartamento no Brás, na região central de São Paulo, no último dia 18 de fevereiro. Inicialmente tratada como suicídio, a ocorrência evoluiu para um inquérito de feminicídio qualificado e fraude processual.

Veja: “Para ela sobrou o caixão”, dizem pais de PM sobre aposentadoria de tenente

O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, marido de Gisele, está preso preventivamente no Presídio Militar Romão Gomes desde 18 de março. Ele foi denunciado pelo Ministério Público e se tornou réu por feminicídio e fraude processual.

Polícia faz operação contra gangue do “quebra-vidros” em São Paulo

10 June 2026 at 13:53

A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quarta-feira (10), a Operação Contrafeixe, que mira integrantes do esquema criminoso envolvido em nos roubos estilo “quebra-vidros” em São Paulo. A ação cumpre 19 mandados de busca e apreensão na capital e mobiliza cerca de 50 policiais civis.

A investigação identificou a cadeia criminosa de receptação usada pelos integrantes da quadrilha para comercializar celulares roubados e furtados em São Paulo.

De acordo com a SSP (Secretaria de Segurança Pública), o modus operandi da quadrilha ocorre por meio da quebra de vidros de veículos parados em congestionamentos para o roubo de aparelhos celulares e posterior revenda no mercado clandestino.

Os celulares receptados tinham como destino uma rede responsável pela comercialização e acesso aos dados armazenados em cada aparelho. As informações exploradas eram utilizadas para fraudes bancárias contra as vítimas.

Conforme a investigação, durante essa fase do esquema os suspeitos realizavam o desbloqueio dos aparelhos roubados —  uma vez que possuem maior valor no mercado clandestino — e acessavam aplicativos bancários para a realização de transferências financeiras.

A ação, que segue em andamento, é conduzida pela 2ª  Disscpat (Delegacia da Divisão de Investigações sobre Crimes contra o Patrimônio), do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) e mobiliza, além dos 50 policiais civis, cerca de 22 viaturas.

De acordo com a polícia, os envolvidos respondem pelos crimes de associação criminosa, roubo, furto, receptação e furto eletrônico.

Batizada de Operação Contrafeixe, o nome referência à chamada “Batalha dos Feixes”, em que aliados passaram a interceptar e decifrar sistemas de comunicação utilizados pelos alemães durante a Segunda Guerra Mundial.

SP Mobile

Instaurado pela Secretaria de Segurança Pública, o programa SP Mobile reúne ações de prevenção e repressão a furtos e roubos de celulares no estado por meio do rastreamento do IMEI dos aparelhos.

Com base em boletins de ocorrência e informações das operadoras de telefonias, a polícia consegue realizar o cruzamento de dados e identificar os celulares que foram novamente ativados.

De acordo com a SSP, o programa ocorre em três etapas: o usuário do celular ativo é intimado para prestar esclarecimentos; caso ocorra o não comparecimento, equipes policiais realizam diligências para buscar os envolvidos; por fim, os celulares recuperados são entregues aos proprietários.

O objetivo é dificultar a circulação de celulares com restrição ou de origem criminosa que voltaram a ser ativados por terceiros, além de fortalecer o combate ao crime organizado.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

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