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Violência na Irlanda do Norte: entenda a onda de protestos anti-imigração

10 June 2026 at 13:25

Centenas de manifestantes, muitos com os rostos cobertos, atacaram a polícia e incendiaram veículos em diferentes locais da Irlanda do Norte em uma onda de violência anti-imigração na noite de terça-feira (9), que acontece após um ataque com faca pelo qual um homem sudanês foi acusado de tentativa de homicídio.

Homens mascarados incendiaram casas de famílias em Belfast, capital do país, e atearam fogo em carros e ônibus depois que um vídeo do ataque, no qual a vítima perdeu um olho, ter viralizado.

Líderes políticos afirmaram que a violência tem como alvo minorias étnicas. “É evidente que as pessoas foram alvejadas na noite passada por causa da sua origem e não vou tolerar isso”, declarou o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, em comunicado. “Os responsáveis ​​sentirão todo o rigor da lei.”

O suspeito do ataque no norte de Belfast, um homem sudanês de 30 anos, identificado como Hadi Alodid, compareceu em um tribunal nesta quarta-feira (10), onde teve a prisão preventiva decretada. A vítima, na casa dos 40 anos, sofreu ferimentos graves no rosto e nas costas, segundo o tribunal.

Primeira-ministra condena a “covardia” de homens mascarados

Vídeos do ataque circularam online durante toda a terça-feira, provocando apelos a protestos violentos nas redes sociais.

A polícia teve que ajudar uma família a escapar de uma casa em chamas. Diversos carros e um ônibus foram incendiados e reduzidos a cinzas. Políticos locais e um pastor disseram que muitas das vítimas eram negras.

“Não há desculpa nem justificativa para esses ataques”, disse a primeira-ministra da Irlanda do Norte, Michelle O’Neill. “Grupos de homens mascarados incendiando casas e expulsando famílias de seus lares é nada menos que um ato de covardia repugnante.”

Elon Musk convoca protestos

O ataque, que atualmente não está sendo tratado como terrorismo, ocorre em um momento de tensões elevadas no Reino Unido após o assassinato de um estudante que foi algemado pela polícia enquanto agonizava devido a ferimentos de faca, depois que seu assassino, um homem sikh, alegou falsamente um ataque racista.

O ataque também ocorre após repetidos protestos sobre imigração, com partidos populistas afirmando que a política de asilo do Reino Unido permitiu a entrada de homens perigosos no país.

O bilionário da tecnologia Elon Musk republicou diversas mensagens denunciando a situação do Reino Unido. Em resposta a uma publicação do ativista anti-imigração Tommy Robinson sobre o caso no norte de Belfast, na qual ele convocava protestos após “mais um ataque de invasores contra o nosso povo”, Musk disse: “Somente protestando REPETIDAMENTE e EM ALTO E BOM SOM haverá alguma mudança!!”

A ministra da Justiça da Irlanda do Norte, Naomi Long, disse à agência de notícias Reuters que “pessoas de má-fé”, que antes teriam dificuldade em encontrar a província num mapa, tentaram instrumentalizar o medo e a raiva compreensíveis provocados pelo ataque com faca para atacar pessoas da mesma cor de pele.

“Não permitam que as vossas preocupações genuínas sejam manipuladas por pessoas de má-fé”, afirmou ela. “Sabemos na Irlanda do Norte o dano que se pode causar quando se demoniza um grupo inteiro de pessoas por causa do comportamento de alguns, e não queremos voltar a essa situação.”

Manifestantes na Irlanda do Norte incendeiam ônibus em protestos anti-imigração após ataque com faca • Reprodução/Reuters

Protestos em Londres e na Escócia

Claire Hanna, líder do SDLP (Partido Social Democrata e Trabalhista, da oposição na Irlanda do Norte), descreveu a violência como um “pogrom racial”. “O ecossistema online que fomentou isso agora vai seguir em frente e o povo de Belfast terá que lidar com as consequências”, disse ela à Reuters.

Protestos menores foram relatados em outras partes da Grã-Bretanha na noite de terça-feira, incluindo em Londres, onde manifestantes bloquearam brevemente a Praça do Parlamento, e nas duas maiores cidades da Escócia, Glasgow e Edimburgo.

A desordem na Irlanda do Norte é o mais recente episódio de violência no Reino Unido em resposta a um crime, frequentemente associado a imigrantes, o que levou alguns proeminentes ativistas anti-islâmicos e anti-imigração a convocarem as pessoas a “irem às ruas”.

O pastor Jack McKee, de Belfast, disse à emissora britânica BBC que alguns membros de sua igreja, que moravam lá há 20 anos, estavam sendo expulsos simplesmente por serem negros.

A imigração tem sido historicamente baixa na Irlanda do Norte devido ao conflito de três décadas entre nacionalistas irlandeses, em sua maioria católicos, que buscavam a unificação da Irlanda, e unionistas pró-britânicos, predominantemente protestantes, que queriam permanecer no Reino Unido, e as forças armadas britânicas.

A migração tem aumentado nos últimos anos, e o sentimento anti-imigração tem se intensificado tanto na Irlanda do Norte quanto em partes da República da Irlanda.

Segundo o censo de 2021, 96,6% dos habitantes da Irlanda do Norte eram brancos.

A Irlanda do Norte também foi palco de tumultos anti-imigração no ano passado, em meio à indignação causada por uma suposta agressão sexual. As acusações contra dois jovens foram posteriormente retiradas pela promotoria.

Irlanda do Norte vive onda de violência em meio a protestos anti-imigração

10 June 2026 at 11:48

Homens mascarados incendiaram casas em Belfast, capital da Irlanda do Norte, e atearam fogo em diversos veículos numa onda de violência anti-imigrante que começou na noite de terça-feira (9), na sequência de um ataque com faca pelo qual um sudanês foi acusado de tentativa de homicídio.

Centenas de manifestantes, muitos com os rostos cobertos, atacaram a polícia e incendiaram veículos em vários locais do país depois que um vídeo do ataque com faca, que deixou uma pessoa com ferimentos graves no pescoço e na cabeça, ter viralizado.

Líderes políticos afirmaram que a violência tem como alvo minorias étnicas.

“É evidente que as pessoas foram alvejadas na noite passada por causa da sua origem e não vou tolerar isso”, disse o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, em comunicado. “Os responsáveis ​​sentirão todo o rigor da lei.”

Um vídeo transmitido pela emissora britânica BBC mostrou a polícia ajudando uma família a escapar de uma casa em chamas. Políticos locais e um pastor afirmaram que muitas das vítimas eram negras.

O suspeito do ataque no norte de Belfast, um sudanês de 30 anos identificado como Hadi Alodid, compareceu em tribunal nesta quarta-feira (10), onde teve a prisão preventiva decretada. A vítima, na casa dos 40 anos, sofreu ferimentos graves no rosto e nas costas, segundo o tribunal.

Na manhã desta quarta-feira (10), os moradores inspecionaram os danos às casas. Algumas apresentavam fachadas e marcas escuras deixadas pela fumaça, enquanto outras foram completamente destruídas pelo fogo, com janelas quebradas ou queimadas. Alguns carros foram reduzidos a carcaças.

“Não há desculpa nem justificativa para esses ataques”, declarou a primeira-ministra da Irlanda do Norte, Michelle O’Neill. “Grupos de homens mascarados incendiando casas e expulsando famílias de seus lares é um ato de pura covardia.”

Starmer descreve ataque com faca como “repugnante” 

Starmer descreveu o ataque inicial com faca, ocorrido no norte de Belfast na noite de segunda-feira (8), como “repugnante”.

O caso, que atualmente não está sendo tratado como terrorismo, acontece em um momento de tensões elevadas na Grã-Bretanha após o assassinato de um estudante que foi algemado pela polícia enquanto agonizava devido aos ferimentos de faca, depois que seu assassino, um homem sikh, alegou falsamente um ataque racista.

O ataque também ocorre após repetidos protestos sobre imigração, com partidos populistas afirmando que a política de asilo do Reino Unido permitiu a entrada de homens perigosos no país.

O bilionário da tecnologia Elon Musk republicou diversas mensagens denunciando a situação do Reino Unido. Em resposta a uma publicação do ativista anti-imigração Tommy Robinson sobre o caso no norte de Belfast, na qual ele convocava protestos após “mais um ataque de invasores contra o nosso povo”, Musk disse: “Só protestando REPETIDAMENTE e EM ALTO E BOM SOM haverá alguma mudança!!”.

A ministra da Justiça da Irlanda do Norte, Naomi Long, disse à agência de notícias Reuters que “pessoas de má-fé”, que antes teriam dificuldade em encontrar a província em um mapa, tentaram instrumentalizar o medo e a raiva compreensíveis provocados pelo ataque com faca para atacar pessoas da mesma cor de pele.

“Não permitam que suas preocupações genuínas sejam manipuladas por pessoas de má-fé”, afirmou ela. “Sabemos na Irlanda do Norte o dano que pode ser causado quando se demoniza um grupo inteiro de pessoas por causa do comportamento de alguns, e não queremos voltar a essa situação.”

Claire Hanna, líder do Partido Social Democrata e Trabalhista (SDLP), da oposição na Irlanda do Norte, descreveu a violência como um “pogrom racial”. “O ecossistema online que fomentou isso agora vai seguir em frente e o povo de Belfast terá que lidar com as consequências”, declarou ela à Reuters.

Protestos menores também ocorreram em frente ao Parlamento, em Londres, enquanto outras manifestações foram relatadas em todo o Reino Unido.

Veículos incendiados pela cidade

Na Irlanda do Norte, jovens mascarados se reuniram no início da noite de terça-feira em vários pontos de Belfast, levando a polícia a mobilizar veículos blindados. Os manifestantes incendiaram diversos carros pela cidade, enquanto um ônibus foi consumido pelas chamas na zona leste de Belfast.

A BBC noticiou que uma multidão de cerca de 100 homens arrombou portas e quebrou janelas de casas em uma rua na zona leste da capital.

“Eles estão sendo expulsos simplesmente por serem negros”, disse o pastor Jack McKee à BBC após os ataques a residências na zona norte da cidade.

O suspeito do esfaqueamento, um sudanês de 30 anos, foi indiciado na noite de terça-feira por tentativa de homicídio, porte de arma branca em local público e ameaça de morte.

Ele deverá comparecer ao Tribunal de Magistrados de Belfast na quarta-feira.

A vítima, um homem na casa dos 40 anos, sofreu ferimentos graves nos olhos e cortes profundos no rosto e nas costas durante o ataque “brutal”. Uma faca de cozinha foi encontrada no local, afirmou o Subchefe de Polícia da Irlanda do Norte, Ryan Henderson.

Imagens mostraram várias pessoas tentando conter o agressor antes da chegada da polícia, e elas foram creditadas por oficiais superiores por terem salvado a vida do homem.

A Irlanda do Norte também foi palco de tumultos anti-imigrantes no ano passado, em meio à indignação causada por uma suposta agressão sexual. As acusações contra dois jovens foram posteriormente retiradas pelo Ministério Público.

Manifestações contra o racismo em Lisboa e no Porto

10 June 2026 at 09:58
Manifestação desta quarta-feira em Lisboa e Porto para lembrar as vítimas de racismo e da xenofobia em Portugal e homenagear Alcindo Monteiro, assassinado no Bairro Alto, em junho de 1995.

© Tiago Petinga/LUSA

Manifestações contra o racismo em Lisboa e no Porto

10 June 2026 at 09:58
Manifestação desta quarta-feira em Lisboa e Porto para lembrar as vítimas de racismo e da xenofobia em Portugal e homenagear Alcindo Monteiro, assassinado no Bairro Alto, em junho de 1995.

© Tiago Petinga/LUSA

Entenda onda de protestos de professores no México em meio à Copa do Mundo

10 June 2026 at 00:29

Apenas dois dias antes da abertura da Copa do Mundo na Cidade do México, uma série de protestos liderados por professores ameaça interromper o início do torneio, que o México co-organiza com os Estados Unidos e o Canadá e espera receber um grande número de turistas.

As manifestações vêm ocorrendo há pouco mais de um mês, depois que a CNTE (Coordenação Nacional dos Trabalhadores da Educação) apresentou uma lista de reivindicações ao governo da presidente Claudia Sheinbaum.

A CNTE, grupo dissidente da SNTE (União Nacional dos Trabalhadores da Educação), o maior sindicato de professores do país, afirmou que intensificaria suas atividades caso suas reivindicações não fossem atendidas.

Desde então, o sindicato organizou marchas, bloqueios de ruas, ocupações de pedágios e protestos em frente a alguns prédios públicos, resultando em pichações, danos à propriedade e tensões com a polícia.

Entretanto, o governo Sheinbaum estabeleceu diálogo com os líderes sindicais dos professores, apresentou propostas e defendeu os benefícios concedidos ao sindicato, mas até o momento não se chegou a um acordo entre as partes.

O que os professores reivindicam?

A lista de reivindicações que a CNTE apresentou ao governo em 1º de maio, durante a comemoração do Dia do Trabalho, inclui, entre suas principais demandas, a revogação da lei do ISSSTE (Instituto de Segurança e Serviços Sociais dos Trabalhadores do Estado), aprovada em 2007 durante a presidência de Felipe Calderón (2006-2012), bem como as reformas educacionais aprovadas durante as presidências de Enrique Peña Nieto (2012-2018) e Andrés Manuel López Obrador (2018-2024).

A CNTE também exige a reintegração de um sistema de previdência solidário para professores — em vez de um baseado em contas individuais —, um aumento salarial de 100% e a reintegração de professores demitidos.

Esta não é a primeira vez que a CNTE faz reivindicações desse tipo.

O sindicato dos professores — que tem presença significativa em estados como Oaxaca, Chiapas, Veracruz, Michoacán, Guerrero e Cidade do México — protestou em 2013 contra a reforma educacional promovida por Peña Nieto, cujo principal ponto era a possibilidade de demissão de professores reprovados em avaliações periódicas.

Quando López Obrador assumiu a presidência em 2018, prometeu revogar essa legislação, mas a CNTE afirma que as medidas promovidas pelo presidente não mudaram nada.

Agora, a CNTE reitera esse ponto, exigindo o retorno a um sistema de previdência financiado pelo Estado e salários mais altos para seus membros, argumentando que isso é necessário para que os professores tenham condições de vida dignas. A CNN entrou em contato com a CNTE para solicitar uma entrevista e aguarda resposta.

O que diz o governo?

Segundo presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, o governo não dispõe de recursos suficientes para atender às reivindicações da CNTE.

“É claro que devemos continuar fortalecendo a educação pública; ninguém nega isso. No entanto, há demandas que podem ser atendidas e outras que o orçamento não comporta. Portanto, o que buscamos, sempre dentro do âmbito dos recursos disponíveis, é melhorar as condições dos professores”, disse a prefeita em sua coletiva de imprensa de 18 de março, quando a CNTE apresentou sua lista de reivindicações.

Nas últimas semanas, os Segop (Ministérios do Interior) e da SEP (Educação Pública), juntamente com o ISSSTE (Instituto de Seguridade Social e Serviços para Trabalhadores do Estado), realizaram sessões de diálogo com representantes da CNTE para tentar chegar a um acordo.

Após a reunião de 4 de junho, o governo declarou em um comunicado à imprensa que propôs à CNTE o fortalecimento da PENSIONISSSTE, administradora do fundo previdenciário do ISSSTE, e a criação de uma seguradora pública especializada em pagamentos de pensões. No entanto, os professores rejeitaram a ideia.

Três dias depois, o governo emitiu outro comunicado defendendo as medidas de Sheinbaum em relação aos professores, como um aumento salarial de 10% em 2025 e outros 9% em 2026, embora esse argumento também não tenha convencido os docentes.

Esta semana, enquanto a CNTE ameaça intensificar seus protestos na quinta-feira, durante a cerimônia de abertura da Copa do Mundo, Sheinbaum insistiu que seu governo está aberto ao diálogo e não reprimirá as manifestações, embora também tenha afirmado — sem apresentar provas — que existem grupos externos tentando “provocar” as autoridades.

“Existem grupos que querem nos provocar, e não são necessariamente professores. O que eles buscam é repressão, estou dizendo isso claramente. O que eles estão tentando fazer é que a manchete internacional antes da abertura da Copa do Mundo seja: ‘O governo mexicano está reprimindo professores’. É isso que eles almejam, mas não vão conseguir”, disse a presidente em sua coletiva de imprensa de segunda-feira.

“Ao mesmo tempo, garantiremos que a cerimônia de abertura da Copa do Mundo transcorra de forma tranquila, pacífica e serena. Portanto, aguardaremos os próximos dias para ver quais serão as resoluções”, acrescentou.

Por que os protestos se intensificaram agora?

O sindicato dos professores CNTE planeja realizar uma grande marcha até o Estádio Azteca na quinta-feira (11), de acordo com comunicados públicos. Outros setores de trabalhadores, como os do transporte e da indústria alimentícia, insatisfeitos com certas políticas governamentais, também planejam se juntar aos protestos.

Uma manifestação de mães que buscam seus entes queridos desaparecidos também é esperada; elas acreditam que o governo está dando mais atenção à Copa do Mundo do que à localização de seus familiares desaparecidos.

Essa situação apresenta um cenário complexo para a administração de Sheinbaum e para o governo da Cidade do México — liderado por Clara Brugada, membro do partido Morena, assim como o prefeito — que afirmam que garantirão tanto o início da Copa do Mundo quanto o direito de protestar nessa data.

Antecipando-se a essas manifestações e às consequentes interrupções no trânsito, o governo Sheinbaum emitiu um decreto na terça-feira suspendendo todas as atividades nos órgãos federais naquele dia. A UNAM (Universidade Nacional Autônoma do México) anunciou na segunda-feira que também suspenderia suas atividades.

Além de sediar a cerimônia de abertura, a Cidade do México receberá outras quatro partidas da Copa do Mundo nos dias 17, 24 e 30 de junho, bem como no dia 5 de julho.

O cientista político Gustavo López Montiel, professor do ITESM (Instituto Tecnológico e de Estudos Superiores de Monterrey), disse à CNN que o sindicato dos professores CNTE, que já aceitou propostas do governo no passado, está desta vez aproveitando a Copa do Mundo para aumentar a pressão e tentar obter maiores benefícios. E, nesse contexto, outros grupos também estão buscando capitalizar a situação.

“Há diversos fatores que tanto a CNTE quanto outros atores políticos estão explorando para exercer pressão e estabelecer uma posição de negociação mais favorável”, explicou López Montiel, que vê poucas chances de o governo conseguir apaziguar esses protestos antes do apito inicial de quinta-feira no Estádio Azteca.

“Embora há alguns dias houvesse a possibilidade de uma negociação que pudesse ter resolvido a situação, permitir que os protestos chegassem a esse ponto torna improvável que sejam resolvidos entre hoje e amanhã, principalmente porque muitos grupos estão envolvidos”, concluiu o analista.

Enquanto os preparativos para o início da Copa do Mundo estão em andamento no Estádio Azteca, do lado de fora, o governo mexicano e os professores em protesto travam sua própria batalha, cujo desfecho permanece incerto.

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