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Mascotes do Mundial incluem a águia-careca, animal salvo de extinção

Logo Agência Brasil

A Copa do Mundo começou nesta quinta-feira (11), com duas partidas no México. Fora dos campos, as mascotes do torneio começam a encantar o público. Os bonecos do alce Maple, da onça-pintada Zayu e da águia careca Clutch estão à venda em uma variedade de sites e preços na internet e em mercados populares. 

Os bichinhos criados pela Federação Internacional de Futebol (Fifa) simbolizam cada uma das três sedes da competição deste ano: Canadá, México e Estados Unidos e fazem parte da tradição do Mundial. Os animais fazem referência à cultura e identidade dos países e têm o objetivo de engajar torcidas e o público infantil, segundo a Fifa.

Soccer Football - FIFA World Cup - Inter-Confederation Playoffs - Semi Final - Bolivia v Suriname - Estadio BBVA, Monterrey, Mexico - March 26, 2026  FIFA World Cup mascot maple the moose is seen inside the stadium before the match REUTERS/Daniel Becerril Soccer Football - FIFA World Cup - Inter-Confederation Playoffs - Semi Final - Bolivia v Suriname - Estadio BBVA, Monterrey, Mexico - March 26, 2026  FIFA World Cup mascot maple the moose is seen inside the stadium before the match REUTERS/Daniel Becerril
O Maple representa um alce, animal comum no hemisfério norte. O nome é uma homenagem folha vermelha da àrvore Maple, símbolo presente na bandeira do Canadá. - Reuters/Daniel Becerril/Arquivo/Proibida reprodução

Maple

Notícias relacionadas:

Devido ao seu grande porte, a mascote Maple (um alce) é um goleiro dedicado. Ele curte música, street style e viagens pelo Canadá. O nome é uma homenagem à folha vermelha da árvore Maple, símbolo nacional (está presente na bandeira do país) e da qual se extrai um xarope típico. O Maple veste uniforme vermelho e foi concebido segurando uma bola de futebol.

Zayu

Simbolizando o México está a onça-pintada Zayu, natura das selvas do sul do país da América do Norte. Ela representa a herança cultural, a dança e a gastronomia, além do espírito vibrante daquele país. Em campo, Zayu é o atacante, exibe engenhosidade e agilidade. A mascote veste uniforme verde e também segura uma bola.  A espécie está ameaçada de extinção no México, mas há esforços em andamento indicando aumento da população desses animais, segundo a organização Aliança Nacional para a Conservação do Jaguar (ANCJ).

Clutch

A águia-careca Clutch nutre um espírito livre, busca aventuras, além de ser uma líder otimista. Representando os Estados Unidos, é uma meio-campista, capaz de mobilizar um time. Clutch, como todos os grandes jogadores nesta posição, une as pessoas, destacou a Fifa sobre a mascote, de cor azul, representada com a bola nos pés.

June 12, 2026, Mexico City, Mexico City, Mexico: Mexico City, Mexico, 11th Jun, 2026. The official competition mascots Clutch the Bald Eagle of the US is seen prior the match between Mexico and South Africa for the 1st round of the group A of the FIFA World Cup 2026, at Mexico City Stadium, in Mexico City, Mexico on June 11, 2026. (Credit Image: © Heuler Andrey/ZUMA Press Wire) June 12, 2026, Mexico City, Mexico City, Mexico: Mexico City, Mexico, 11th Jun, 2026. The official competition mascots Clutch the Bald Eagle of the US is seen prior the match between Mexico and South Africa for the 1st round of the group A of the FIFA World Cup 2026, at Mexico City Stadium, in Mexico City, Mexico on June 11, 2026. (Credit Image: © Heuler Andrey/ZUMA Press Wire)
Símbolo dos Estados Unidos, a águia-careca era considerada um animal sagrado pelos indígenas, que utilizavam suas penas em rituais de celebração. Representando os Estados Unidos, é uma meio-campista, capaz de mobilizar um time - Reuters/Heuler Andrey/Arquivo/Proibida reprodução

Símbolo dos Estados Unidos, a águia-careca era considerada um animal sagrado pelos indígenas, que utilizam suas penas em rituais de celebração. A ave já enfrentou ameaça de extinção, mas foi protegida por ações de conservação da espécie, incluindo proibição de uso de um pesticida.

A tradição de mascotes da Fifa começou em 1966, na Inglaterra, com o leãozinho Willie, que vestia uma bandeira do Reino Unido com a palavra Copa do Mundo. Na Copa do México (1970) - a primeira edição do Mundial no país -  a mascote era Juanito: um menino que usava um sombrero típico, mas que foi criticado por estereotipar aquela cultura.

Lembra do Fuleco?

A Copa do Mundo no Brasil (2014) também teve a sua mascote, o Fuleco. O tatu-bola, apesar da fama internacional, ainda corre risco de extinção por aqui. O pequeno mamífero teve o status reclassificado de "vulnerável" para "em perigo", na lista vermelha da fauna brasileira.

De acordo com a Associação Caatinga, um entidade não-governamental, que mantém um programa de conservação do tatu-bola, a perda de habitat causada pelo desmatamento, queimadas e pela caça são as principais ameaças ao bichinho. Para atacar o problema, no último dia 10, o governo federal ampliou o Parque Nacional da Serra das Confusões, no Piauí, para 916 mil hectares, o que foi considerado fundamental para proteger o habitat do Fuleco.

Tatu-bola Tatu-bola
A tatu-bola ganhou fama internacional ao ser representado pela mascote Fuleco no Mundial de 2014, realizado no Brasil. Apesar da repercussão, o animal ainda sofre risco de extinção por aqui- Divulgação/MMA

A caça ao tatu-bola é parte da cultura regional e um perigo para o bicho. “A gente chegava nos lugares e perguntava às crianças: quem comeu tatu no último ano? Todo mundo levantava a mão”, contou o biólogo Felipe Melo, em 2014, quando ele pesquisou essa espécie.

Em seu ambiente natural, o tatu-bola tem o papel de movimentar os nutrientes da terra, de controlar a presença de formigas e servir de alimento para grandes felinos. Para Melo, a principal forma de proteger o tatu é a criação de áreas naturais, protegidas por lei, para a manutenção de todo o ecossistema.

A Copa do Mundo terá 104 jogos até o dia 19 de julho, quando será a final. A estreia do Brasil será contra Marrocos neste sábado (13), às 19h (horário de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey, pelo Grupo C do Mundial, que tem ainda Haiti e Escócia. 

Mascotes do Mundial incluem a águia-careca, animal salvo de extinção

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A Copa do Mundo começou nesta quinta-feira (11), com duas partidas no México. Fora dos campos, as mascotes do torneio começam a encantar o público. Os bonecos do alce Maple, da onça-pintada Zayu e da águia careca Clutch estão à venda em uma variedade de sites e preços na internet e em mercados populares. 

Os bichinhos criados pela Federação Internacional de Futebol (Fifa) simbolizam cada uma das três sedes da competição deste ano: Canadá, México e Estados Unidos e fazem parte da tradição do Mundial. Os animais fazem referência à cultura e identidade dos países e têm o objetivo de engajar torcidas e o público infantil, segundo a Fifa.

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O Maple representa um alce, animal comum no hemisfério norte. O nome é uma homenagem folha vermelha da àrvore Maple, símbolo presente na bandeira do Canadá. - Reuters/Daniel Becerril/Arquivo/Proibida reprodução

Maple

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Devido ao seu grande porte, a mascote Maple (um alce) é um goleiro dedicado. Ele curte música, street style e viagens pelo Canadá. O nome é uma homenagem à folha vermelha da árvore Maple, símbolo nacional (está presente na bandeira do país) e da qual se extrai um xarope típico. O Maple veste uniforme vermelho e foi concebido segurando uma bola de futebol.

Zayu

Simbolizando o México está a onça-pintada Zayu, natura das selvas do sul do país da América do Norte. Ela representa a herança cultural, a dança e a gastronomia, além do espírito vibrante daquele país. Em campo, Zayu é o atacante, exibe engenhosidade e agilidade. A mascote veste uniforme verde e também segura uma bola.  A espécie está ameaçada de extinção no México, mas há esforços em andamento indicando aumento da população desses animais, segundo a organização Aliança Nacional para a Conservação do Jaguar (ANCJ).

Clutch

A águia-careca Clutch nutre um espírito livre, busca aventuras, além de ser uma líder otimista. Representando os Estados Unidos, é uma meio-campista, capaz de mobilizar um time. Clutch, como todos os grandes jogadores nesta posição, une as pessoas, destacou a Fifa sobre a mascote, de cor azul, representada com a bola nos pés.

June 12, 2026, Mexico City, Mexico City, Mexico: Mexico City, Mexico, 11th Jun, 2026. The official competition mascots Clutch the Bald Eagle of the US is seen prior the match between Mexico and South Africa for the 1st round of the group A of the FIFA World Cup 2026, at Mexico City Stadium, in Mexico City, Mexico on June 11, 2026. (Credit Image: © Heuler Andrey/ZUMA Press Wire) June 12, 2026, Mexico City, Mexico City, Mexico: Mexico City, Mexico, 11th Jun, 2026. The official competition mascots Clutch the Bald Eagle of the US is seen prior the match between Mexico and South Africa for the 1st round of the group A of the FIFA World Cup 2026, at Mexico City Stadium, in Mexico City, Mexico on June 11, 2026. (Credit Image: © Heuler Andrey/ZUMA Press Wire)
Símbolo dos Estados Unidos, a águia-careca era considerada um animal sagrado pelos indígenas, que utilizavam suas penas em rituais de celebração. Representando os Estados Unidos, é uma meio-campista, capaz de mobilizar um time - Reuters/Heuler Andrey/Arquivo/Proibida reprodução

Símbolo dos Estados Unidos, a águia-careca era considerada um animal sagrado pelos indígenas, que utilizam suas penas em rituais de celebração. A ave já enfrentou ameaça de extinção, mas foi protegida por ações de conservação da espécie, incluindo proibição de uso de um pesticida.

A tradição de mascotes da Fifa começou em 1966, na Inglaterra, com o leãozinho Willie, que vestia uma bandeira do Reino Unido com a palavra Copa do Mundo. Na Copa do México (1970) - a primeira edição do Mundial no país -  a mascote era Juanito: um menino que usava um sombrero típico, mas que foi criticado por estereotipar aquela cultura.

Lembra do Fuleco?

A Copa do Mundo no Brasil (2014) também teve a sua mascote, o Fuleco. O tatu-bola, apesar da fama internacional, ainda corre risco de extinção por aqui. O pequeno mamífero teve o status reclassificado de "vulnerável" para "em perigo", na lista vermelha da fauna brasileira.

De acordo com a Associação Caatinga, um entidade não-governamental, que mantém um programa de conservação do tatu-bola, a perda de habitat causada pelo desmatamento, queimadas e pela caça são as principais ameaças ao bichinho. Para atacar o problema, no último dia 10, o governo federal ampliou o Parque Nacional da Serra das Confusões, no Piauí, para 916 mil hectares, o que foi considerado fundamental para proteger o habitat do Fuleco.

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A tatu-bola ganhou fama internacional ao ser representado pela mascote Fuleco no Mundial de 2014, realizado no Brasil. Apesar da repercussão, o animal ainda sofre risco de extinção por aqui- Divulgação/MMA

A caça ao tatu-bola é parte da cultura regional e um perigo para o bicho. “A gente chegava nos lugares e perguntava às crianças: quem comeu tatu no último ano? Todo mundo levantava a mão”, contou o biólogo Felipe Melo, em 2014, quando ele pesquisou essa espécie.

Em seu ambiente natural, o tatu-bola tem o papel de movimentar os nutrientes da terra, de controlar a presença de formigas e servir de alimento para grandes felinos. Para Melo, a principal forma de proteger o tatu é a criação de áreas naturais, protegidas por lei, para a manutenção de todo o ecossistema.

A Copa do Mundo terá 104 jogos até o dia 19 de julho, quando será a final. A estreia do Brasil será contra Marrocos neste sábado (13), às 19h (horário de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey, pelo Grupo C do Mundial, que tem ainda Haiti e Escócia. 

João Fonseca se junta a alemão e disputará duplas no ATP de Halle

12 June 2026 at 20:49

Além da disputa da chave de simples, João Fonseca (25º na simples e 161º nas duplas) também entrará em quadra para jogar duplas no ATP 500 de Halle, na Alemanha. O carioca terá como parceiro o alemão Daniel Altmaier (85º na simples e sem ranking nas duplas) durante o torneio preparatório para Wimbledon.

A dupla recebeu um convite (wild card) para disputar o qualifying da competição e fará sua estreia já neste sábado (13), contra o tcheco Petr Nouza e o austríaco Neil Oberleitner. O horário da partida ainda será definido pela organização.

A participação nas duplas faz parte da estratégia da equipe de João Fonseca para acelerar a adaptação à grama, superfície que exige movimentação e características diferentes em relação ao saibro e às quadras duras.

A disputa de partidas em dupla costuma ser utilizada por tenistas para ganhar ritmo, aprimorar reflexos na rede e aumentar o tempo de quadra antes dos compromissos de simples.

Halle é um dos principais torneios preparatórios para Wimbledon.

João Fonseca nas duplas

O brasileiro ganhou o primeiro título a nível ATP nas duplas em fevereiro, no Rio Open. Ao lado de Marcelo Melo, ele foi campeão do torneio, que concede 500 pontos no ranking.

“Senna é uma inspiração para mim”, diz Bortoleto em entrevista à CNN

Copa de 2026 conta com 13 seleções de países marcados por guerras e conflitos

Enquanto a Copa do Mundo de 2026 mobiliza milhões de torcedores nos Estados Unidos, México e Canadá, uma realidade distante dos gramados acompanha parte dos participantes do torneio. Das 48 seleções classificadas para o Mundial, 13 representam países que enfrentam guerras, conflitos armados ou graves episódios de violência interna.

Confira os países participantes da Copa envolvidos em conflitos ou crises de segurança:

SeleçãoTipo de conflito
Estados UnidosConflito internacional
MéxicoViolência do crime organizado
HaitiViolência de gangues
IrãConflito internacional
JordâniaImpactos da crise no Oriente Médio
CatarImpactos da crise no Oriente Médio
Arábia SauditaImpactos da crise no Oriente Médio
ColômbiaGuerrilhas e narcotráfico
MarrocosDisputa pelo Saara Ocidental
ArgéliaDisputa pelo Saara Ocidental
República Democrática do Congo (RDC)Conflito com grupos rebeldes
IraqueImpactos da crise no Oriente Médio
Coreia do SulConflito adormecido com a Coreia do Norte

Os cenários variam desde confrontos entre Estados até disputas com grupos rebeldes, organizações criminosas e movimentos separatistas. Em alguns casos, os conflitos são recentes, em outros, se arrastam há décadas sem uma solução definitiva.

Tensões internacionais alcançam países presentes no Mundial

Entre os casos mais emblemáticos está o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã. Enquanto as duas seleções participam da Copa do Mundo, seus países permanecem ligados a uma crise militar iniciada em fevereiro deste ano, após ataques norte-americanos contra território iraniano.

Apesar de uma trégua firmada em abril, episódios de hostilidade continuaram sendo registrados às vésperas da abertura do torneio. Ainda assim, a Fifa manteve sua posição de neutralidade e não adotou sanções esportivas contra nenhuma das seleções envolvidas.

A postura contrasta com decisões tomadas em outros momentos, como em 2022, quando Rússia e clubes do país foram excluídos de competições internacionais após a invasão da Ucrânia.

A participação do Irã no Mundial chegou a ser questionada durante a escalada da crise. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a presença da seleção iraniana não seria apropriada diante do contexto geopolítico. Integrantes de sua administração também defenderam a substituição da equipe pela Itália, proposta que acabou rejeitada pela Fifa.

Mesmo confirmada na competição, a delegação iraniana enfrentou obstáculos logísticos, incluindo atrasos na emissão de vistos, mudança do centro de treinamento originalmente previsto para o Arizona e autorização para entrar nos Estados Unidos apenas pouco antes das partidas da fase de grupos.

Além de Estados Unidos e Irã, outras seleções ligadas às tensões no Oriente Médio participam do torneio. Jordânia, Catar, Arábia Saudita e Iraque foram afetados indiretamente pela crise regional, já que instalações norte-americanas localizadas nesses países estiveram entre os alvos de ataques iranianos.

Crime organizado e violência interna marcam outras seleções

Nem todos os conflitos presentes entre os participantes da Copa envolvem disputas entre países. Um dos exemplos é o México, que convive há décadas com a violência associada ao narcotráfico e às organizações criminosas.

O cenário se agravou ao longo dos últimos vinte anos em razão das disputas territoriais entre cartéis de drogas e das operações realizadas pelas forças de segurança mexicanas. Em fevereiro deste ano, a morte de Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como El Mencho e apontado como fundador do Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG), provocou uma nova onda de confrontos.

El Mencho foi apontado como fundador do Cartel Jalisco Nova Geração, um dos principais grupos criminosos do México | Foto: Departamento de Estado dos EUA

A reação incluiu ataques contra militares, bloqueios de estradas e episódios violentos que deixaram ao menos 73 mortos.

Na Colômbia, os conflitos continuam ligados à atuação de grupos guerrilheiros, especialmente o Exército de Libertação Nacional (ELN), além do avanço de organizações ligadas ao narcotráfico.

O Haiti também atravessa uma grave crise de segurança. Facções criminosas ampliaram sua influência sobre Porto Príncipe, capital do país, onde estimativas indicam que cerca de 80% do território urbano esteja sob domínio de gangues. O avanço desses grupos tem provocado assassinatos, sequestros e deslocamentos em massa.

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), mais de 1,4 milhão de pessoas foram obrigadas a deixar suas residências em decorrência da violência registrada no país caribenho.

Conflitos históricos seguem sem solução definitiva

Outro participante da Copa afetado por um conflito prolongado é a República Democrática do Congo. O país enfrenta instabilidade no leste de seu território desde a década de 1990, em uma disputa que envolve questões étnicas, controle de recursos minerais e a atuação de grupos armados.

Entre eles está o movimento rebelde M-23, criado em 2012 sob o argumento de proteger a população tutsi que vive na região. De acordo com a ONU, o grupo recebe apoio de Ruanda, acusação rejeitada pelo governo ruandês.

As raízes da crise remontam ao genocídio ocorrido em Ruanda em 1994, quando cerca de um milhão de pessoas morreram em aproximadamente 100 dias. Após o massacre, milhares de refugiados atravessaram a fronteira para o território congolês, contribuindo para o aumento das tensões regionais.

Em 2025, uma nova escalada da violência ocorreu quando a coalizão Alliance Fleuve Congo (AFC), que reúne o M-23, ampliou sua ofensiva e passou a controlar cerca de 34 mil quilômetros quadrados no leste da República Democrática do Congo.

Apesar de tentativas de mediação e de um cessar-fogo articulado pelos Estados Unidos entre Congo e Ruanda, os confrontos continuam afetando a população local.

Além disso, algumas seleções classificadas para o Mundial convivem com disputas consideradas de menor intensidade, mas ainda sem resolução definitiva.

A Coreia do Sul permanece tecnicamente em guerra com a Coreia do Norte desde a década de 1950. Embora um armistício tenha sido assinado em 1953, nunca houve um tratado de paz formal entre os dois países, mantendo o conflito em aberto até hoje.

Já Marrocos e Argélia seguem envolvidos, direta ou indiretamente, na disputa pelo Saara Ocidental. A região é reivindicada pela Frente Polisário, movimento que busca a independência do território atualmente controlado em sua maior parte pelos marroquinos. Um cessar-fogo mediado pela ONU vigorou por quase três décadas, mas foi rompido em 2020, reativando as tensões na região.

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Copa do Mundo: Fenaj denuncia constrangimento a jornalistas nos EUA

12 June 2026 at 19:13

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A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) manifestou preocupação com relatos de profissionais de imprensa que atuam na cobertura da Copa do Mundo de 2026. Eles afirmam ter enfrentado episódios de constrangimento, restrições à circulação e dificuldades para exercer a atividade jornalística nos Estados Unidos, uma das sedes do evento ao lado de México e Canadá.

Em nota divulgada na quinta-feira (11), assinada pela Comissão de Mulheres Jornalistas e pela Comissão Nacional de Jornalistas pela Igualdade Social (Conajira), a Fenaj destacou como um dos casos mais graves o da jornalista Karine Alves, da TV Globo.

Notícias relacionadas:

Segundo relato compartilhado pela profissional, ela foi retirada da fila regular da imigração durante o ingresso nos EUA, tratada de forma ríspida por agentes e submetida à revista do cabelo. Karine diz que o procedimento teria sido direcionado apenas a pessoas negras que chegavam ao país.

Para a Fenaj, o episódio representa um tratamento racista e xenófobo e se soma a outros relatos envolvendo profissionais de imprensa e torcedores que acompanham a competição.

A entidade também citou o caso do árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, que foi impedido de ingressar nos EUA para participar do torneio.

Além dos episódios ocorridos nos postos de imigração, jornalistas relataram obstáculos impostos ao trabalho de cobertura esportiva, o que inclui restrições de circulação em espaços utilizados pelas seleções durante os treinamentos.

Diante desse cenário, a Fenaj informou que defenderá, no âmbito da Federação Internacional de Jornalistas (FIJ), o encaminhamento de um documento à Federação Internacional de Futebol (Fifa), para que a entidade assegure condições adequadas de trabalho aos profissionais credenciados para trabalhar durante as competições.

Entre as propostas estão a garantia de condições de trabalho seguras e livres de discriminação para todas as nacionalidades, a criação de mecanismos independentes para recebimento e apuração de denúncias de assédio, violência e discriminação, a adoção de protocolos específicos de proteção para mulheres jornalistas e o compromisso dos países anfitriões com a liberdade de imprensa, a liberdade de circulação e a independência profissional dos trabalhadores da comunicação.

Copa do Mundo: Fenaj denuncia constrangimento a jornalistas nos EUA

12 June 2026 at 19:13

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A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) manifestou preocupação com relatos de profissionais de imprensa que atuam na cobertura da Copa do Mundo de 2026. Eles afirmam ter enfrentado episódios de constrangimento, restrições à circulação e dificuldades para exercer a atividade jornalística nos Estados Unidos, uma das sedes do evento ao lado de México e Canadá.

Em nota divulgada na quinta-feira (11), assinada pela Comissão de Mulheres Jornalistas e pela Comissão Nacional de Jornalistas pela Igualdade Social (Conajira), a Fenaj destacou como um dos casos mais graves o da jornalista Karine Alves, da TV Globo.

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Segundo relato compartilhado pela profissional, ela foi retirada da fila regular da imigração durante o ingresso nos EUA, tratada de forma ríspida por agentes e submetida à revista do cabelo. Karine diz que o procedimento teria sido direcionado apenas a pessoas negras que chegavam ao país.

Para a Fenaj, o episódio representa um tratamento racista e xenófobo e se soma a outros relatos envolvendo profissionais de imprensa e torcedores que acompanham a competição.

A entidade também citou o caso do árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, que foi impedido de ingressar nos EUA para participar do torneio.

Além dos episódios ocorridos nos postos de imigração, jornalistas relataram obstáculos impostos ao trabalho de cobertura esportiva, o que inclui restrições de circulação em espaços utilizados pelas seleções durante os treinamentos.

Diante desse cenário, a Fenaj informou que defenderá, no âmbito da Federação Internacional de Jornalistas (FIJ), o encaminhamento de um documento à Federação Internacional de Futebol (Fifa), para que a entidade assegure condições adequadas de trabalho aos profissionais credenciados para trabalhar durante as competições.

Entre as propostas estão a garantia de condições de trabalho seguras e livres de discriminação para todas as nacionalidades, a criação de mecanismos independentes para recebimento e apuração de denúncias de assédio, violência e discriminação, a adoção de protocolos específicos de proteção para mulheres jornalistas e o compromisso dos países anfitriões com a liberdade de imprensa, a liberdade de circulação e a independência profissional dos trabalhadores da comunicação.

Sócrates, ídolo do Corinthians e da seleção, recebe honraria na Alesp

12 June 2026 at 18:47

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Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira, ou apenas Sócrates, jogador famoso por sua passagem pelo Corinthians e seleção brasileira, será homenageado in memoriam nesta sexta-feira (12) na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp).

Sócrates, representado por familiares, receberá o Colar de Honraria ao Mérito Legislativo, sendo reconhecido como um dos maiores ídolos da história do futebol brasileiro, além de uma das principais lideranças da Democracia Corinthiana.

Notícias relacionadas:

O Colar de Honraria é a mais alta condecoração concedida pela Alesp a personalidades que tenham prestado relevantes serviços ao estado de São Paulo e à sociedade brasileira.

Sócrates, também chamado de Doutor Sócrates, por sua formação em medicina, foi revelado para o futebol pelo Botafogo, time de Ribeirão Preto (SP), onde começou nas categorias de base no início dos anos 1970. Ele atuou pela equipe do interior paulista entre 1973 e 1977.

O ótimo futebol, inteligência e grandes atuações no meio de campo despertaram o interesse do Corinthians, que o contratou em 1978. Sócrates rapidamente se destacou na equipe da capital paulista e também se tornou um dos líderes do elenco.

Pelo Corinthians, o atleta conquistou o campeonato paulista de 1979, 1982 e 1983. Ele atuou pelo Timão até 1984, quando se transferiu para o Fiorentina, da Itália.

 

Zico, seleção brasileira de 1982, Telê Santana, Sócrates Zico, seleção brasileira de 1982, Telê Santana, Sócrates
Seleção brasileira de 1982: Sócrates (de barba) agachado, ladeado por Toninho Cerezo, Serginho e Zico - Arquivo CBF

O jogador também disputou duas Copas do Mundo pela seleção brasileira, em 1982 e 1986, oportunidades em que foi o capitão do time nacional.

O grande reconhecimento de Sócrates no mundo do futebol não vem apenas por ter sido um atleta de grande talento, destacando-se pelos passes de calcanhar, uma das marcas do seu estilo de jogar. Sua atuação política também é sempre muito lembrada.

Democracia Corinthiana

Sócrates foi um dos líderes da chamada Democracia Corinthiana, um movimento político dos jogadores que durou de 1982 a 1984, período em que o país vivia sob a ditadura militar.

Durante a vigência da Democracia Corinthiana, os atletas acabaram com a concentração obrigatória antes das partidas e todas as decisões internas – como contratações, treinos e premiações – eram tomadas pelos atletas.

Junto com outros jogadores do Corinthians como Casagrande e Vladimir, Sócrates também foi para as ruas participar das manifestações por eleições diretas, que haviam sido abolidas pela ditadura.

Diretas Já

 

Diretas Já Diretas Já
Diretas Já - Acervo DCS - Apesp

Entre 1983 e 1984, o atleta esteve em vários comícios da Diretas Já ao lado de  políticos como Lula, Ulysses Guimarães, Mario Covas, Fernando Henrique Cardoso, entre outros.

Nascido em 19 de fevereiro de 1954, em Belém, no Pará, Sócrates morreu no dia 4 de dezembro de 2011, aos 57 anos.

Os parentes do jogador recebem o Colar de Honraria nesta sexta-feira, na Alesp, às 18h.

Sócrates, ídolo do Corinthians e da seleção, recebe honraria na Alesp

12 June 2026 at 18:47

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Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira, ou apenas Sócrates, jogador famoso por sua passagem pelo Corinthians e seleção brasileira, será homenageado in memoriam nesta sexta-feira (12) na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp).

Sócrates, representado por familiares, receberá o Colar de Honraria ao Mérito Legislativo, sendo reconhecido como um dos maiores ídolos da história do futebol brasileiro, além de uma das principais lideranças da Democracia Corinthiana.

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O Colar de Honraria é a mais alta condecoração concedida pela Alesp a personalidades que tenham prestado relevantes serviços ao estado de São Paulo e à sociedade brasileira.

Sócrates, também chamado de Doutor Sócrates, por sua formação em medicina, foi revelado para o futebol pelo Botafogo, time de Ribeirão Preto (SP), onde começou nas categorias de base no início dos anos 1970. Ele atuou pela equipe do interior paulista entre 1973 e 1977.

O ótimo futebol, inteligência e grandes atuações no meio de campo despertaram o interesse do Corinthians, que o contratou em 1978. Sócrates rapidamente se destacou na equipe da capital paulista e também se tornou um dos líderes do elenco.

Pelo Corinthians, o atleta conquistou o campeonato paulista de 1979, 1982 e 1983. Ele atuou pelo Timão até 1984, quando se transferiu para o Fiorentina, da Itália.

 

Zico, seleção brasileira de 1982, Telê Santana, Sócrates Zico, seleção brasileira de 1982, Telê Santana, Sócrates
Seleção brasileira de 1982: Sócrates (de barba) agachado, ladeado por Toninho Cerezo, Serginho e Zico - Arquivo CBF

O jogador também disputou duas Copas do Mundo pela seleção brasileira, em 1982 e 1986, oportunidades em que foi o capitão do time nacional.

O grande reconhecimento de Sócrates no mundo do futebol não vem apenas por ter sido um atleta de grande talento, destacando-se pelos passes de calcanhar, uma das marcas do seu estilo de jogar. Sua atuação política também é sempre muito lembrada.

Democracia Corinthiana

Sócrates foi um dos líderes da chamada Democracia Corinthiana, um movimento político dos jogadores que durou de 1982 a 1984, período em que o país vivia sob a ditadura militar.

Durante a vigência da Democracia Corinthiana, os atletas acabaram com a concentração obrigatória antes das partidas e todas as decisões internas – como contratações, treinos e premiações – eram tomadas pelos atletas.

Junto com outros jogadores do Corinthians como Casagrande e Vladimir, Sócrates também foi para as ruas participar das manifestações por eleições diretas, que haviam sido abolidas pela ditadura.

Diretas Já

 

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Diretas Já - Acervo DCS - Apesp

Entre 1983 e 1984, o atleta esteve em vários comícios da Diretas Já ao lado de  políticos como Lula, Ulysses Guimarães, Mario Covas, Fernando Henrique Cardoso, entre outros.

Nascido em 19 de fevereiro de 1954, em Belém, no Pará, Sócrates morreu no dia 4 de dezembro de 2011, aos 57 anos.

Os parentes do jogador recebem o Colar de Honraria nesta sexta-feira, na Alesp, às 18h.

George Russell lidera primeiro treino livre do GP de Barcelona-Catalunha

12 June 2026 at 15:55

George Russell foi o mais rápido no primeiro treino livre para o Grande Prêmio de Barcelona-Catalunha, realizado nesta sexta-feira (12).

O piloto completou a melhor volta da sessão em 1min16s363, enquanto seu companheiro de equipe e líder do campeonato, Kimi Antonelli, não participou da atividade após a Mercedes optar por dar tempo de pista ao piloto reserva Frederik Vesti.

Em uma tarde ensolarada e sem incidentes, Russell registrou uma marca 0s203 mais rápida que a de Oscar Piastri, da McLaren, segundo colocado no treino.

Charles Leclerc, da Ferrari, terminou em terceiro lugar, 0s520 atrás do tempo de Russell. Max Verstappen, da Red Bull, foi o quarto mais rápido, enquanto Leonardo Fornaroli, piloto reserva da McLaren que assumiu o carro do atual campeão mundial Lando Norris, fechou a sessão na quinta posição.

Outros pilotos reservas também participaram do treino. Paul Aron impressionou ao colocar a Audi na sexta colocação. Dino Beganovic pilotou pela Ferrari, Ayumu Iwasa representou a Red Bull e o norte-americano Colton Herta, vencedor de nove corridas na IndyCar, esteve em ação pela Cadillac.

Luke Browning estava escalado para substituir Alex Albon na Williams durante a sessão, mas não conseguiu registrar tempo devido a um problema elétrico no carro.

O brasileiro Gabriel Bortoleto terminou na 12º colocação.

O segundo treino livre será realizado mais tarde nesta sexta-feira.

Barcelona recebe a sétima etapa da temporada, com Antonelli buscando sua sexta vitória consecutiva no campeonato.

Fórmula 1: McLaren deve recorrer após Gasly recuperar pódio no GP de Mônaco

12 June 2026 at 15:43

O piloto da Alpine, Pierre Gasly, foi recolocado no pódio do Grande Prêmio de Mônaco nesta sexta-feira (12), depois que os comissários da Fórmula 1, reunidos dias após a corrida, reconheceram um erro de cronometragem e anularam as punições por excesso de velocidade no pit lane que haviam derrubado o francês para a sétima posição.

A McLaren, atual campeã e uma das equipes que perderão pontos em razão da reviravolta, informou que apresentou uma intenção de recorrer da decisão.

Gasly havia terminado a corrida em terceiro lugar na pista, mas ficou fora das comemorações do pódio após receber duas penalidades de cinco segundos depois da prova disputada no último domingo (7).

A Fórmula 1, responsável pelo sistema de cronometragem, admitiu uma “discrepância de medição” provocada por alterações realizadas no pit lane.

A Alpine, equipe pertencente ao grupo Renault e que havia solicitado o direito de revisão do caso, comemorou a decisão em comunicado oficial e agradeceu à Formula One Management (FOM) e à Federação Internacional de Automobilismo (FIA) pela transparência e cooperação durante o processo.

Sonho de uma vida interrompido

No domingo, Gasly foi enfático ao afirmar que não havia excedido o limite de velocidade no pit lane. O piloto declarou estar de coração partido pelas punições e por ter “um sonho de toda a vida, que era subir ao pódio em Mônaco, tirado de mim por razões que simplesmente não consigo compreender”.

Com a decisão dos comissários, o piloto da Red Bull Isack Hadjar, que havia herdado a terceira colocação e subido ao pódio ao lado do vencedor Kimi Antonelli, da Mercedes, e de Lewis Hamilton, da Ferrari, retorna ao quarto lugar e segue sem conquistar um primeiro resultado entre os três melhores com sua equipe.

O australiano Oscar Piastri, da McLaren, cai para quinto, enquanto Liam Lawson, da Racing Bulls, passa a ocupar a sexta posição e seu companheiro de equipe, Arvid Lindblad, fica em sétimo.

A decisão também deve gerar insatisfação entre outros pilotos que receberam punições por excesso de velocidade no pit lane, mas não solicitaram revisão, além do piloto da Mercedes George Russell, que precisou cumprir uma penalidade de drive-through que o deixou fora da zona de pontuação no domingo e agora 68 pontos atrás de Antonelli após seis etapas da temporada.

Russell afirmou aos jornalistas na quinta-feira que havia pedido para que sua punição fosse adicionada após a corrida, preservando a possibilidade de uma eventual revisão. O britânico disse ainda que seria um “golpe duro” caso as punições de Gasly fossem anuladas.

“Os comissários observam que, em relação a outros carros que foram penalizados, alguns cumpriram suas punições e isso, infelizmente, impactou suas estratégias de corrida e, consequentemente, seus resultados”, afirmaram os oficiais em comunicado.

“Evidentemente permanecerão dúvidas sobre se essas infrações foram genuínas. Não existe regulamento que conceda aos comissários o poder de desfazer uma punição já cumprida. De qualquer forma, é impossível imaginar como tal poder poderia ser aplicado. Vale destacar que nenhuma outra parte solicitou um Direito de Revisão dentro do prazo permitido”.

Problema conhecido nos sensores de cronometragem

Em sua defesa por escrito, a Alpine argumentou que tanto a FIA quanto a Formula One Management (FOM), mas não os comissários, sabiam antes da corrida que havia um problema nos sensores de cronometragem instalados no pit lane.

A equipe também apresentou dados demonstrando que Gasly acionou o limitador de velocidade antes de entrar no pit lane e permaneceu dentro do limite permitido. O sistema registrou velocidades de 60,1 km/h e 60,4 km/h, enquanto o limite era de 60 km/h.

Os comissários informaram que a confirmação da medição incorreta da distância só foi fornecida pela FOM na quarta-feira posterior à corrida.

Segundo os oficiais, já havia preocupação durante a prova após as três primeiras infrações registradas por excesso de velocidade no pit lane, todas marcando exatamente 60,1 km/h. Os comissários afirmaram que consultaram a direção de prova para verificar se havia algum problema no sistema, mas receberam resposta negativa.

Uma alteração no posicionamento das barreiras na entrada do pit lane pode ter permitido que os pilotos adotassem uma trajetória diferente da utilizada em anos anteriores. No entanto, McLaren e Red Bull argumentaram durante a audiência que a cronometragem havia se mantido consistente durante todo o fim de semana e que o risco de discrepâncias era amplamente conhecido.

A Fórmula 1 afirmou que seguiu os procedimentos habituais.

“Como todos no esporte, buscamos os melhores resultados possíveis e, como sempre, quaisquer melhorias ou ajustes identificados como necessários à luz desta situação serão implementados”, declarou um porta-voz.

Fernando Alonso afasta possível aposentadoria: “Me sinto competitivo”

Fórmula 1: FIA anula punição e Pierre Gasly volta ao pódio do GP de Mônaco

12 June 2026 at 14:02

O piloto da Alpine, Pierre Gasly, foi reintegrado ao pódio do Grande Prêmio de Mônaco nesta sexta-feira (12), após os comissários da Fórmula 1 decidirem a favor da equipe pertencente ao grupo Renault e anularem as penalidades aplicadas por excesso de velocidade no pit lane.

O francês havia cruzado a linha de chegada na terceira posição, mas caiu para o sétimo lugar depois que duas punições de cinco segundos foram impostas após a corrida realizada no último domingo.

Gasly terminou a prova em terceiro lugar na pista, porém ficou fora das comemorações do pódio após a aplicação das duas penalidades de cinco segundos depois da bandeirada final.

A Fórmula 1, responsável pela cronometragem oficial, admitiu uma “discrepância de medição” relacionada a alterações realizadas no pit lane.

A Alpine, que havia solicitado uma revisão do caso, comemorou a decisão em comunicado oficial e agradeceu à Formula One Management (FOM) e à Federação Internacional de Automobilismo (FIA) pela transparência e cooperação durante o processo.

No domingo, Gasly insistiu que não havia excedido o limite de velocidade no pit lane e afirmou estar arrasado com as punições. O piloto declarou que ficou de coração partido por ter “um sonho de toda a vida, que era subir ao pódio em Mônaco, tirado de mim por razões que simplesmente não consigo compreender”.

“Senna é uma inspiração para mim”, diz Bortoleto em entrevista à CNN

Nunca gravado, gol mais bonito de Pelé é recriado pelo Gemini; assista prévia

12 June 2026 at 12:55
Imagina assistir um gol que nunca foi gravado? Resgatar essa história será possível nos próximos dias, quando em meio a Copa do Mundo, o Google, através do Gemini, divulgará a recriação do gol mais bonito de Pelé. A novidade foi anunciada nesta semana, no Google for Brasil 2026.Até hoje, o gol mais bonito de Pelé, na Rua Javari,se tornou algo mítico e uma lenda do futebol. O tento, que aconteceu em 1959 e nunca foi gravado, é considerado o gol mais bonito do Rei do Futebol por ele próprio. Com ajuda de relatos de testemunhas e fotos, o lance foi recriado pelo Gemini.Como foi o gol de Pelé?Em de agosto de 1959, no estádio da Rua Javari, em São Paulo, Pelé marcou um gol no jogo do Santos contra o Juventus, pelo Campeonato Paulista.Conforme relatos de testemunhas e do próprio Rei do Futebol, Pelé iniciou uma sequência de dribles para superar quatro defensores e mais o goleiro do Juventus antes de finalizar em direção ao gol vazio.Mais do que a beleza do lance, o gol ganhou um status mítico justamente por nunca ter sido gravado. Ele é amplamente citado como o gol mais bonito da carreira do Rei do Futebol e, como nunca foi gravado, existe apenas no imaginário após a perpetuação de relatos de torcedores, jornalistas e jogadores presentes no estádio.Na Rua Javari, até hoje uma placa de bronze homanegeia o feito: "Aqui Pelé marcou o gol mais bonito da história do futebol", diz a placa. Leia Também: NOVIDADES Google adiciona Gemini a Chrome e Maps em série de expansões com IA EDUCAÇÃO Google anuncia R$ 5 milhões para treinar professores de escolas públicas em IA PROIBIÇÃO Google implementa proibição em sites para eleições de 2026 Recriação do GeminiA recriação com uso do Gemini foi feita a partir de uma fotografia e com entrevistas com membros da comunidade.A equipe utilizou o laboratório Google DeepMind para cruzar depoimentos (incluindo descrições precisas da movimentação de Pelé sobre os defensores Homero, Clóvis e o goleiro Mão de Onça) com fotografias da partida."Ele ia ficar super orgulhoso e poder reviver esse gol com toda essa tecnologia é sensacional", disse Flávia Kurtz, filha de Pelé.O anúncio foi feito pelo Google em evento com jornalistas e creators nesta semana em São Paulo. A previsão de divulgação do gol mais bonito de Pelé é para os próximos dias, ainda no mês de junho.Assista prévia

Projeto de turismo em favelas do Rio prepara rota especial para a Copa

Logo Agência Brasil

O clima de Copa do Mundo inspirou o projeto social Na Favela Turismo a criar uma rota temática que levará os visitantes da Rocinha e do Vidigal, no Rio de Janeiro, a lugares das comunidades onde a bola balança a rede. Ao fim do passeio, os turistas ainda vão poder assistir aos jogos do Brasil na comunidade

A iniciativa, chamada de Copa na Favela, começa no próximo sábado (13) e é do empreendedor social Renan Monteiro. O objetivo é promover integração social e geração de renda a partir do turismo.

Notícias relacionadas:

O projeto já chegou a receber mais de 40 mil visitantes em um mês e espera ter seu melhor resultado em agosto, quando o Hemisfério Norte estará em férias de verão. 

“Dentro dessa rota, o turista que comprar o passeio vai fazer um tour pelas comunidades com um guia local, visitar os pontos esportivos, as quadras de futebol da Rocinha e do Vidigal, e assistirá também uma apresentação cultural do projeto Acorda Capoeira”, disse Renan Monteiro à Agência Brasil.

Além disso, os turistas terão aula de “altinha”, lazer típico do Rio de Janeiro e surgido nas décadas de 1950 e 1960. Comum nas praias da cidade, o jogo coletivo consiste em manter a bola no ar sem usar as mãos, utilizando apenas partes do corpo, como pés, pernas, peito, cabeça e ombro.

Quem quiser, poderá participar ainda de uma “pelada” no Castelinho, na localidade de Paula Brito, na Rocinha. Na partida de futebol, os visitantes terão a oportunidade de confraternizar e tirar fotos com Josiel Dalto dos Santos, morador da comunidade e considerado sósia do jogador Vini Jr, da seleção brasileira.

No final do passeio, haverá um evento no Mirante da Rocinha, com roda de samba e telão para transmissão dos jogos do Brasil. Os três jogos do país na primeira fase estão marcados para 13, 24 e 29 de junho.

“Esse tour vai ocorrer todos os dias que tiver jogo do Brasil”, informou Monteiro.

 

11/06/2026 - Rio de Janeiro - Copa na Favela - Na foto: Josiel Dalto dos Santos, sósia do jogador Vini Jr. Foto: Divulgação/Na Favela Turismo 11/06/2026 - Rio de Janeiro - Copa na Favela - Na foto: Josiel Dalto dos Santos, sósia do jogador Vini Jr. Foto: Divulgação/Na Favela Turismo
Josiel Dalto dos Santos, sósia do jogador Vini Jr. Foto: Divulgação/Na Favela Turismo

Celebração

Caso o Brasil avance no torneio mundial, a Copa na Favela terá continuidade garantida, afirmou Renan Monteiro. “No final do tour, a ideia é que tenha ali uma celebração, uma troca entre turistas e comunidade, em um grande evento”.

O empreendedor social considera que, quando turistas e moradores compartilham experiências, são criadas conexões especiais e novas oportunidades para a comunidade. “O esporte e a cultura têm o poder de aproximar pessoas e promover inclusão social”, afirmou.

A maior parte dos turistas atendidos pelo projeto são oriundos da América Latina, englobando argentinos, chilenos e colombianos, além de muitos visitantes nacionais. Em seguida, aparecem americanos, franceses e italianos. 

“Mas vem gente do mundo todo”, esclareceu.

 

Projeto de turismo em favelas do Rio prepara rota especial para a Copa

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O clima de Copa do Mundo inspirou o projeto social Na Favela Turismo a criar uma rota temática que levará os visitantes da Rocinha e do Vidigal, no Rio de Janeiro, a lugares das comunidades onde a bola balança a rede. Ao fim do passeio, os turistas ainda vão poder assistir aos jogos do Brasil na comunidade

A iniciativa, chamada de Copa na Favela, começa no próximo sábado (13) e é do empreendedor social Renan Monteiro. O objetivo é promover integração social e geração de renda a partir do turismo.

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“Dentro dessa rota, o turista que comprar o passeio vai fazer um tour pelas comunidades com um guia local, visitar os pontos esportivos, as quadras de futebol da Rocinha e do Vidigal, e assistirá também uma apresentação cultural do projeto Acorda Capoeira”, disse Renan Monteiro à Agência Brasil.

Além disso, os turistas terão aula de “altinha”, lazer típico do Rio de Janeiro e surgido nas décadas de 1950 e 1960. Comum nas praias da cidade, o jogo coletivo consiste em manter a bola no ar sem usar as mãos, utilizando apenas partes do corpo, como pés, pernas, peito, cabeça e ombro.

Quem quiser, poderá participar ainda de uma “pelada” no Castelinho, na localidade de Paula Brito, na Rocinha. Na partida de futebol, os visitantes terão a oportunidade de confraternizar e tirar fotos com Josiel Dalto dos Santos, morador da comunidade e considerado sósia do jogador Vini Jr, da seleção brasileira.

No final do passeio, haverá um evento no Mirante da Rocinha, com roda de samba e telão para transmissão dos jogos do Brasil. Os três jogos do país na primeira fase estão marcados para 13, 24 e 29 de junho.

“Esse tour vai ocorrer todos os dias que tiver jogo do Brasil”, informou Monteiro.

 

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Josiel Dalto dos Santos, sósia do jogador Vini Jr. Foto: Divulgação/Na Favela Turismo

Celebração

Caso o Brasil avance no torneio mundial, a Copa na Favela terá continuidade garantida, afirmou Renan Monteiro. “No final do tour, a ideia é que tenha ali uma celebração, uma troca entre turistas e comunidade, em um grande evento”.

O empreendedor social considera que, quando turistas e moradores compartilham experiências, são criadas conexões especiais e novas oportunidades para a comunidade. “O esporte e a cultura têm o poder de aproximar pessoas e promover inclusão social”, afirmou.

A maior parte dos turistas atendidos pelo projeto são oriundos da América Latina, englobando argentinos, chilenos e colombianos, além de muitos visitantes nacionais. Em seguida, aparecem americanos, franceses e italianos. 

“Mas vem gente do mundo todo”, esclareceu.

 

Coreia do Sul vence República Tcheca de virada

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Em outros tempos, ninguém poderia apostar que uma seleção asiática mandasse numa partida de Copa do Mundo contra uma seleção europeia. Mas, nesta Copa de 2026, a Coreia do Sul mostrou um futebol mais vistoso e eficiente do que a República Tcheca, em jogo válido pela primeira rodada do Grupo A, em Guadalajara, no México.

Aos 13 minutos do 1° tempo, Kan Lee chutou de fora da área e o goleiro Kovar espalmou a corner. Aos 38, o ídolo Son, jogador do Los Angeles F. C., dos Estados Unidos, teve a oportunidade de abrir o placar, estava livre, na meia lua da grande área, mas chutou para fora.

Notícias relacionadas:

Os primeiros 45 minutos não foram generosos em emoção. Com mais posse de bola, a Coreia do Sul não criava muitas chances. A República Tcheca, com jogadores mais altos, não conseguia sequer utilizar a bola aérea como arma de ataque. Assim, o 0 a 0 era mais do que justo.

Com três minutos do segundo tempo, Jae Lee arriscou rasteiro e o goleiro Kovar defendeu em dois tempos. Aos dez, o sul-coreano Son novamente teve a bola do jogo nos pés. Frente a frente com o goleiro tcheco, ele tentou dar uma “cavadinha”, mas acertou o peito de Kovar e conseguiu só um escanteio.

Aos 13 minutos, a antiga máxima do futebol de “quem não faz, leva”, se concretizou. Numa jogada de lateral cobrado para a área, Krejci subiu sozinho e testou as redes do goleiro Seung Kim: 1 a 0 para a República Tcheca.

Aos 21 minutos, a Coreia do Sul chegou ao empate. In Hwang é lançado dentro da área, dá um drible no zagueiro tcheco e um leve toque para tirar do goleiro Kovar. Um gol de “cavadinha”, executada corretamente desta vez: 1 a 1.

Aos 31, a República Tcheca chegou ao segundo gol, com Soucek. Numa cobrança de falta para a área, ele cabeceou livre dentro da pequena área, mas a arbitragem marcou impedimento e o gol foi corretamente anulado.

A Coreia do Sul reagiu imediatamente. Aos 34, cruzamento rasteiro para a área e o reserva Oh chegou com tudo para empurrar para as redes. A bola ainda bateu no goleiro Kovar, mas não teve jeito, era a virada: 2 a 1.

Aos 36, Hlozek teve a chance de empatar, em mais uma jogada de lateral cobrado para dentro da área, mas o goleiro Seung Kim fez uma bela defesa no pé da trave, impedindo um gol certo. Aos 48, Sadilek teve grande oportunidade, chutando rasteiro de dentro da área e, novamente, o goleiro sul-coreano salvou sua equipe, defendendo sem dar rebote.

Quando o árbitro egípcio apitou o fim do jogo, um alívio: a vitória por 2 a 1 fez os muitos torcedores sul-coreanos no estádio vibrarem. Na realidade, o placar premiou a seleção que mais buscou a vitória e mostrou melhor futebol. A República Tcheca, limitada à força e à altura dos seus jogadores, não teve técnica para conseguir sequer um empate na estreia.

Agora, México e Coreia do Sul lideram a chave A com 3 pontos e vão se enfrentar logo na segunda rodada, no dia 18 de junho, também em Guadalajara. Os tchecos terão que se recuperar na partida contra a África do Sul, na mesma data, em Atlanta, nos Estados Unidos.

Coreia do Sul vence República Tcheca de virada

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Em outros tempos, ninguém poderia apostar que uma seleção asiática mandasse numa partida de Copa do Mundo contra uma seleção europeia. Mas, nesta Copa de 2026, a Coreia do Sul mostrou um futebol mais vistoso e eficiente do que a República Tcheca, em jogo válido pela primeira rodada do Grupo A, em Guadalajara, no México.

Aos 13 minutos do 1° tempo, Kan Lee chutou de fora da área e o goleiro Kovar espalmou a corner. Aos 38, o ídolo Son, jogador do Los Angeles F. C., dos Estados Unidos, teve a oportunidade de abrir o placar, estava livre, na meia lua da grande área, mas chutou para fora.

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Os primeiros 45 minutos não foram generosos em emoção. Com mais posse de bola, a Coreia do Sul não criava muitas chances. A República Tcheca, com jogadores mais altos, não conseguia sequer utilizar a bola aérea como arma de ataque. Assim, o 0 a 0 era mais do que justo.

Com três minutos do segundo tempo, Jae Lee arriscou rasteiro e o goleiro Kovar defendeu em dois tempos. Aos dez, o sul-coreano Son novamente teve a bola do jogo nos pés. Frente a frente com o goleiro tcheco, ele tentou dar uma “cavadinha”, mas acertou o peito de Kovar e conseguiu só um escanteio.

Aos 13 minutos, a antiga máxima do futebol de “quem não faz, leva”, se concretizou. Numa jogada de lateral cobrado para a área, Krejci subiu sozinho e testou as redes do goleiro Seung Kim: 1 a 0 para a República Tcheca.

Aos 21 minutos, a Coreia do Sul chegou ao empate. In Hwang é lançado dentro da área, dá um drible no zagueiro tcheco e um leve toque para tirar do goleiro Kovar. Um gol de “cavadinha”, executada corretamente desta vez: 1 a 1.

Aos 31, a República Tcheca chegou ao segundo gol, com Soucek. Numa cobrança de falta para a área, ele cabeceou livre dentro da pequena área, mas a arbitragem marcou impedimento e o gol foi corretamente anulado.

A Coreia do Sul reagiu imediatamente. Aos 34, cruzamento rasteiro para a área e o reserva Oh chegou com tudo para empurrar para as redes. A bola ainda bateu no goleiro Kovar, mas não teve jeito, era a virada: 2 a 1.

Aos 36, Hlozek teve a chance de empatar, em mais uma jogada de lateral cobrado para dentro da área, mas o goleiro Seung Kim fez uma bela defesa no pé da trave, impedindo um gol certo. Aos 48, Sadilek teve grande oportunidade, chutando rasteiro de dentro da área e, novamente, o goleiro sul-coreano salvou sua equipe, defendendo sem dar rebote.

Quando o árbitro egípcio apitou o fim do jogo, um alívio: a vitória por 2 a 1 fez os muitos torcedores sul-coreanos no estádio vibrarem. Na realidade, o placar premiou a seleção que mais buscou a vitória e mostrou melhor futebol. A República Tcheca, limitada à força e à altura dos seus jogadores, não teve técnica para conseguir sequer um empate na estreia.

Agora, México e Coreia do Sul lideram a chave A com 3 pontos e vão se enfrentar logo na segunda rodada, no dia 18 de junho, também em Guadalajara. Os tchecos terão que se recuperar na partida contra a África do Sul, na mesma data, em Atlanta, nos Estados Unidos.

Revolução do Haiti: a história vetada pela Fifa em camisa da Copa

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Quando estrear na Copa do Mundo de futebol no sábado (13), o Haiti não exibirá mais na camisa a ilustração de um episódio emblemático da história moderna: a revolução que levou à abolição da escravidão e à independência do país (1791–1804). 

A seleção caribenha teve que modificar seus uniformes de jogo depois do veto da Federação Internacional de Futebol (Fifa). A entidade argumentou que era uma manifestação política, algo proibido em seu regulamento.

Notícias relacionadas:

O desenho mostrava um grupo de pessoas segurando uma bandeira vermelha e branca. Em entrevista ao The Athletic, jornal dos Estados Unidos ligado ao The New York Times, um representante do Haiti disse que era uma referência à Batalha de Vertières. Ocorrida em 1803, a rebelião foi decisiva para a derrota francesa no território.

A inclusão da imagem valorizava um símbolo de orgulho nacional, mas também explorava uma coincidência. A batalha aconteceu em 18 de novembro de 1803. A seleção de futebol se classificou para a Copa do Mundo no dia 18 de novembro de 2025, ao vencer a Nicarágua por 2 a 0, em jogo válido pelas Eliminatórias.

O professor e mestre em história pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) Gabriel Léccas pesquisa sobre a memória da revolução haitiana. Ele lembra que não é a primeira vez que uma entidade esportiva censura imagens históricas de uma delegação haitiana. 

Em fevereiro deste ano, nos Jogos de Inverno na Itália, o Comitê Olímpico Internacional (COI) proibiu uma ilustração de Toussaint Louverture, um dos líderes da revolução, no uniforme que o Haiti usaria na abertura do evento. O argumento também foi de que era um elemento político.

"São demonstrações do silenciamento histórico e político da memória da revolução e dos sujeitos históricos que a construíram. Esse silenciamento se deu no século XIX pelos discursos escravistas, quando as elites temiam uma nova revolução escrava.” 

Segundo Léccas, esse processo evidencia-se por discursos racistas, cuja visão de mundo não reconhece o protagonismo de sujeitos históricos não brancos na luta por seus direitos e pelo questionamento das hierarquias raciais.

A história vetada pela Fifa em camisa da Copa - Revolução do Haiti: a história vetada pela Fifa em camisa da Copa
Uniforme da seleção caribenha retratava batalha pela independência. Na foto de cerca de 1797 que representa as limitações da liberdade da democracia francesa em solo haitiano. Foto: Archives départementales de la Gironde. A história vetada pela Fifa em camisa da Copa - Revolução do Haiti: a história vetada pela Fifa em camisa da Copa
Uniforme da seleção caribenha retratava batalha pela independência. Na foto de cerca de 1797 que representa as limitações da liberdade da democracia francesa em solo haitiano. Foto: Archives départementales de la Gironde.
A imagem, de cerca de 1797, representa as limitações da liberdade da democracia francesa em solo haitiano. Archives départementales de la Gironde

Entenda a seguir o que foi Revolução do Haiti e a Batalha de Vertières:

Colonização 

Segundo o historiador Marco Morel, no livro A Revolução do Haiti e o Brasil Escravista (2017), a ilha caribenha era habitada pelo grupo indígena Taïno (ou Arawak), que chamava o local de Haïti (terra montanhosa), antes da chegada dos europeus. Em 1492, Cristovão Colombo desembarca no local e batiza a ilha de Hispaniola. 

A população indígena, estimada entre centenas de milhares a um milhão de pessoas, foi dizimada em poucas décadas devido a massacres, doenças europeias e ao trabalho nas minas imposto pelos espanhóis.

Para suprir a carência de mão de obra, o rei Carlos V da Espanha autorizou, em 1517, a importação de africanos escravizados para a ilha. Os espanhóis concentraram sua colonização na parte ocidental. A parte oriental foi cedida para a França em 1697 e passou a ser chamada de Saint-Domingue (São Domingo).

A economia nessa área era baseada em um tripé de agricultura de exportação: cana-de-açúcar, café e anil. Em 1789, a colônia representava dois terços do comércio exterior da França e era o maior mercado individual para o tráfico negreiro europeu. A sociedade era dividida entre uma minoria de brancos e negros libertos, e uma maioria de africanos e descendentes escravizados.

A vida dos escravizados era regulada pelo Code Noir (Código Negro) de 1685, que previa castigos corporais severos e estratégias para evitar rebeliões. O que acabou não se mostrando suficiente para evitar o colapso do sistema colonial.

Revolução 

No livro Os Jacobinos Negros: Toussaint L'ouverture e a Revolução de São Domingos, o historiador caribenho C. L. R. James explica que o enfraquecimento do poder da França e a circulação de ideais iluministas de liberdade e igualdade na ilha criaram um quadro favorável para a revolta.

A história vetada pela Fifa em camisa da Copa - Revolução do Haiti: a história vetada pela Fifa em camisa da Copa
Uniforme da seleção caribenha retratava batalha pela independência. Gravura de Nicolas Maurin de 1838. Foto: Bibliothèque Nationale de France François A história vetada pela Fifa em camisa da Copa - Revolução do Haiti: a história vetada pela Fifa em camisa da Copa
Uniforme da seleção caribenha retratava batalha pela independência. Gravura de Nicolas Maurin de 1838. Foto: Bibliothèque Nationale de France François
Imagem de Toussaint Louverture, de autoria de Nicolas Maurin (1838). Bibliothèque Nationale de France François

A rebelião foi organizada por lideranças de origem africana, como Toussaint Louverture, Jean-Jacques Dessalines e Henri Christophe. Foram chamadas pelo pesquisador de "jacobinos negros", pela semelhança com os jacobinos da Revolução Francesa (1789–1799), que representavam camadas mais pobres da população e tinham posição mais firme de defesa da igualdade social.

Em São Domingos, o levante armado começou efetivamente na noite de 22 de agosto de 1791, quando foram destruídas centenas de engenhos e plantações, e colonos brancos foram mortos. A ilha entrou em uma guerra que durou 12 anos.

Embora a França tenha decretado formalmente a abolição da escravidão em suas colônias em 1794, o governo liderado por Napoleão Bonaparte enviou uma expedição militar em 1802 com o objetivo de restabelecer o regime escravista na ilha. A medida provocou a união das forças rebeldes locais em uma guerra total pela independência.

Batalha de Vertières

O confronto decisivo contra as tropas francesas ocorreu em novembro de 1803, nas proximidades do Cabo Francês (atual Cabo Haitiano). Forças rebeldes integradas por negross, sob a liderança de Jean-Jacques Dessalines, concentraram a ofensiva contra o exército comandado pelo general francês Donatien de Rochambeau.

Durante os combates, destacou-se a atuação do oficial haitiano François Capois (conhecido como Capois-la-Mort), que liderou o avanço de sua coluna militar sob fogo de artilharia. A vitória das tropas comandadas por Dessalines forçou a evacuação e a rendição definitiva dos soldados franceses no território.

Independência e impacto

Em 1º de janeiro de 1804, Dessalines proclamou oficialmente a independência de São Domingos, que foi rebatizada com o nome de origem indígena Haiti. O ato marcou a fundação da primeira república negra do mundo e o primeiro Estado nacional das Américas a abolir legalmente a escravidão desde a sua origem.

O processo revolucionário haitiano gerou repercussões internacionais, influenciando movimentos emancipacionistas e debates sobre direitos civis e raciais em outros territórios das Américas, inclusive no Brasil durante o período imperial.

Para o historiador Gabriel Léccas, um dos elementos mais importantes da Revolução foi o fato de ela ter sido a primeira a combinar a luta anticolonial com um programa político abolicionista.

"O traço que contribui diretamente para esse pioneirismo foi o protagonismo de negros, libertos e escravizados nas lutas de independência."

O professor explica que a revolução fundou um império abolicionista em que os cidadãos – de qualquer cor – eram denominados negros, ressignificando o termo negritude como uma identidade política.

“Esse aspecto questionou a ideia de humanidade elaborada por movimentos como a Revolução Francesa e a Independência dos Estados Unidos, que inicialmente não reconheceram a cidadania de negros e mestiços."

Revolução do Haiti: a história vetada pela Fifa em camisa da Copa

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Quando estrear na Copa do Mundo de futebol no sábado (13), o Haiti não exibirá mais na camisa a ilustração de um episódio emblemático da história moderna: a revolução que levou à abolição da escravidão e à independência do país (1791–1804). 

A seleção caribenha teve que modificar seus uniformes de jogo depois do veto da Federação Internacional de Futebol (Fifa). A entidade argumentou que era uma manifestação política, algo proibido em seu regulamento.

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O desenho mostrava um grupo de pessoas segurando uma bandeira vermelha e branca. Em entrevista ao The Athletic, jornal dos Estados Unidos ligado ao The New York Times, um representante do Haiti disse que era uma referência à Batalha de Vertières. Ocorrida em 1803, a rebelião foi decisiva para a derrota francesa no território.

A inclusão da imagem valorizava um símbolo de orgulho nacional, mas também explorava uma coincidência. A batalha aconteceu em 18 de novembro de 1803. A seleção de futebol se classificou para a Copa do Mundo no dia 18 de novembro de 2025, ao vencer a Nicarágua por 2 a 0, em jogo válido pelas Eliminatórias.

O professor e mestre em história pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) Gabriel Léccas pesquisa sobre a memória da revolução haitiana. Ele lembra que não é a primeira vez que uma entidade esportiva censura imagens históricas de uma delegação haitiana. 

Em fevereiro deste ano, nos Jogos de Inverno na Itália, o Comitê Olímpico Internacional (COI) proibiu uma ilustração de Toussaint Louverture, um dos líderes da revolução, no uniforme que o Haiti usaria na abertura do evento. O argumento também foi de que era um elemento político.

"São demonstrações do silenciamento histórico e político da memória da revolução e dos sujeitos históricos que a construíram. Esse silenciamento se deu no século XIX pelos discursos escravistas, quando as elites temiam uma nova revolução escrava.” 

Segundo Léccas, esse processo evidencia-se por discursos racistas, cuja visão de mundo não reconhece o protagonismo de sujeitos históricos não brancos na luta por seus direitos e pelo questionamento das hierarquias raciais.

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Uniforme da seleção caribenha retratava batalha pela independência. Na foto de cerca de 1797 que representa as limitações da liberdade da democracia francesa em solo haitiano. Foto: Archives départementales de la Gironde. A história vetada pela Fifa em camisa da Copa - Revolução do Haiti: a história vetada pela Fifa em camisa da Copa
Uniforme da seleção caribenha retratava batalha pela independência. Na foto de cerca de 1797 que representa as limitações da liberdade da democracia francesa em solo haitiano. Foto: Archives départementales de la Gironde.
A imagem, de cerca de 1797, representa as limitações da liberdade da democracia francesa em solo haitiano. Archives départementales de la Gironde

Entenda a seguir o que foi Revolução do Haiti e a Batalha de Vertières:

Colonização 

Segundo o historiador Marco Morel, no livro A Revolução do Haiti e o Brasil Escravista (2017), a ilha caribenha era habitada pelo grupo indígena Taïno (ou Arawak), que chamava o local de Haïti (terra montanhosa), antes da chegada dos europeus. Em 1492, Cristovão Colombo desembarca no local e batiza a ilha de Hispaniola. 

A população indígena, estimada entre centenas de milhares a um milhão de pessoas, foi dizimada em poucas décadas devido a massacres, doenças europeias e ao trabalho nas minas imposto pelos espanhóis.

Para suprir a carência de mão de obra, o rei Carlos V da Espanha autorizou, em 1517, a importação de africanos escravizados para a ilha. Os espanhóis concentraram sua colonização na parte ocidental. A parte oriental foi cedida para a França em 1697 e passou a ser chamada de Saint-Domingue (São Domingo).

A economia nessa área era baseada em um tripé de agricultura de exportação: cana-de-açúcar, café e anil. Em 1789, a colônia representava dois terços do comércio exterior da França e era o maior mercado individual para o tráfico negreiro europeu. A sociedade era dividida entre uma minoria de brancos e negros libertos, e uma maioria de africanos e descendentes escravizados.

A vida dos escravizados era regulada pelo Code Noir (Código Negro) de 1685, que previa castigos corporais severos e estratégias para evitar rebeliões. O que acabou não se mostrando suficiente para evitar o colapso do sistema colonial.

Revolução 

No livro Os Jacobinos Negros: Toussaint L'ouverture e a Revolução de São Domingos, o historiador caribenho C. L. R. James explica que o enfraquecimento do poder da França e a circulação de ideais iluministas de liberdade e igualdade na ilha criaram um quadro favorável para a revolta.

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Uniforme da seleção caribenha retratava batalha pela independência. Gravura de Nicolas Maurin de 1838. Foto: Bibliothèque Nationale de France François A história vetada pela Fifa em camisa da Copa - Revolução do Haiti: a história vetada pela Fifa em camisa da Copa
Uniforme da seleção caribenha retratava batalha pela independência. Gravura de Nicolas Maurin de 1838. Foto: Bibliothèque Nationale de France François
Imagem de Toussaint Louverture, de autoria de Nicolas Maurin (1838). Bibliothèque Nationale de France François

A rebelião foi organizada por lideranças de origem africana, como Toussaint Louverture, Jean-Jacques Dessalines e Henri Christophe. Foram chamadas pelo pesquisador de "jacobinos negros", pela semelhança com os jacobinos da Revolução Francesa (1789–1799), que representavam camadas mais pobres da população e tinham posição mais firme de defesa da igualdade social.

Em São Domingos, o levante armado começou efetivamente na noite de 22 de agosto de 1791, quando foram destruídas centenas de engenhos e plantações, e colonos brancos foram mortos. A ilha entrou em uma guerra que durou 12 anos.

Embora a França tenha decretado formalmente a abolição da escravidão em suas colônias em 1794, o governo liderado por Napoleão Bonaparte enviou uma expedição militar em 1802 com o objetivo de restabelecer o regime escravista na ilha. A medida provocou a união das forças rebeldes locais em uma guerra total pela independência.

Batalha de Vertières

O confronto decisivo contra as tropas francesas ocorreu em novembro de 1803, nas proximidades do Cabo Francês (atual Cabo Haitiano). Forças rebeldes integradas por negross, sob a liderança de Jean-Jacques Dessalines, concentraram a ofensiva contra o exército comandado pelo general francês Donatien de Rochambeau.

Durante os combates, destacou-se a atuação do oficial haitiano François Capois (conhecido como Capois-la-Mort), que liderou o avanço de sua coluna militar sob fogo de artilharia. A vitória das tropas comandadas por Dessalines forçou a evacuação e a rendição definitiva dos soldados franceses no território.

Independência e impacto

Em 1º de janeiro de 1804, Dessalines proclamou oficialmente a independência de São Domingos, que foi rebatizada com o nome de origem indígena Haiti. O ato marcou a fundação da primeira república negra do mundo e o primeiro Estado nacional das Américas a abolir legalmente a escravidão desde a sua origem.

O processo revolucionário haitiano gerou repercussões internacionais, influenciando movimentos emancipacionistas e debates sobre direitos civis e raciais em outros territórios das Américas, inclusive no Brasil durante o período imperial.

Para o historiador Gabriel Léccas, um dos elementos mais importantes da Revolução foi o fato de ela ter sido a primeira a combinar a luta anticolonial com um programa político abolicionista.

"O traço que contribui diretamente para esse pioneirismo foi o protagonismo de negros, libertos e escravizados nas lutas de independência."

O professor explica que a revolução fundou um império abolicionista em que os cidadãos – de qualquer cor – eram denominados negros, ressignificando o termo negritude como uma identidade política.

“Esse aspecto questionou a ideia de humanidade elaborada por movimentos como a Revolução Francesa e a Independência dos Estados Unidos, que inicialmente não reconheceram a cidadania de negros e mestiços."

Palmeiras suspende idoso suspeito de abusar de menina em banheiro

12 June 2026 at 10:09
O ambiente do clube social do Palmeiras, na Zona Oeste de São Paulo, tornou-se cenário de uma investigação policial grave. A Polícia Civil apura se um associado de 74 anos utilizou pipoca para atrair uma menina de 4 anos ao banheiro masculino da sede alviverde, localizada em Perdizes, onde teria ocorrido um abuso sexual na tarde da última quarta-feira, 10. O episódio foi registrado oficialmente como estupro de vulnerável.De acordo com as informações do boletim de ocorrência, a mãe da vítima relatou que acompanhava os filhos no clube quando perdeu a menina de vista por um breve momento. Pouco depois, a criança retornou caminhando da direção dos sanitários e mencionou ter entrado no banheiro masculino.A resposta da filha gerou estranheza na mãe ao ser questionada sobre o que fazia ali. A menina respondeu que a situação era um "segredo". Diante da insistência da mãe em um local reservado, a criança detalhou o ocorrido. O investigado é um frequentador antigo do complexo social e conhecido da família por acompanhar o neto em atividades esportivas. Segundo o depoimento, o homem costumava se aproximar da menor e, na data do fato, permaneceu por perto oferecendo pipoca.Mais tarde, na residência da família, a mãe identificou uma secreção incomum na região íntima da filha durante o banho. O fato a levou a conversar novamente com a criança, acionar parentes e procurar as autoridades.Ao retornar à sede do Palmeiras, a equipe de segurança informou à mãe que o sistema de monitoramento interno registrou o momento em que a menina entra no banheiro masculino, permanecendo no local por aproximadamente 15 segundos. No relato oficial, a criança apontou que o suspeito a conduziu ao banheiro e tocou em suas partes íntimas, afirmando: "o vovô colocou a mão lá".A menor foi encaminhada para a realização do exame de corpo de delito e recebeu atendimento médico especializado. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que a ocorrência foi registrada na 4ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) e direcionada para a 3ª DDM, unidade responsável pela circunscrição onde o crime aconteceu. O suspeito e sua defesa não foram localizados pelas autoridades até a última atualização do caso. Leia Também: COPA 2026 Após surto de ebola, RD Congo é liberada para a Copa do Mundo PREOCUPANTE Calor extremo pode afetar desempenho de atletas em 97 jogos da Copa do Mundo DE RECORDISTA EM JOGOS A CALENDÁRIO ENXUTO Após recorde em 2025, Bahia despenca em número de jogos Posicionamento institucional e suspensãoEm resposta ao ocorrido, a diretoria do Palmeiras prestou suporte imediato após ser procurada pela mãe na noite de quarta-feira. Um médico do clube examinou a criança e um advogado do departamento jurídico alviverde acompanhou a família até a delegacia para formalizar a denúncia.Por determinação direta da presidente Leila Pereira, o associado foi suspenso preventivamente das atividades do clube social enquanto a apuração interna é conduzida junto ao envio das imagens das câmeras de segurança à Polícia Civil.Abaixo, a nota oficial divulgada pelo clube na íntegra:"Na noite de quarta-feira, 10, uma associada procurou a administração do Palmeiras para relatar um caso de abuso sexual cometido contra sua filha, possivelmente nas dependências do clube social.Após acolher a mãe e a criança, que foi atendida por um médico do Palmeiras, a administração designou que um dos advogados do clube as acompanhasse até a Delegacia de Defesa da Mulher para o registro da ocorrência.Prontamente, iniciou-se um trabalho de apuração interna por meio da análise das imagens do sistema de monitoramento – inclusive, todo o material já foi separado e enviado à polícia.Assim que foi informada sobre a ocorrência, a presidente Leila Pereira determinou a imediata suspensão de um associado suspeito de envolvimento no caso; se ficar comprovada a autoria ou participação dele neste crime abominável, ele será expulso do quadro associativo, sem prejuízo das demais medidas punitivas cabíveis.O Palmeiras repudia veementemente qualquer forma de violência ou abuso e não medirá esforços para que os fatos sejam rapidamente esclarecidos". 

Morre Brito, titular do Brasil na conquista do tricampeonato no México

Logo Agência Brasil

Hércules Brito Ruas, o Brito, como era conhecido, morreu nessa quinta-feira (11), no Rio, aos 86 anos. Brito foi zagueiro da Seleção Brasileira nas Copas do Mundo de 1966 e 1970. 

A informação foi confirmada na página oficial do tricampeão do mundo nas redes sociais. Ele estava internado há pouco mais de uma semana, com um quadro de pneumonia.

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O atleta começou a carreira no Vasco da Gama, seu time do coração. Depois de uma temporada emprestado ao Internacional, assumiu a posição de titular em 1960, com a responsabilidade de substituir Bellini, que havia sido bicampeão mundial com a seleção brasileira.

Convocado para Copa do Mundo de 1970, no México, foi titular em todos os jogos da conquista do tricampeonato do Brasil.

Formou a defesa da eterna seleção do Tri ao lado do volante Piazza. Juntos, foram campeões com vitória por 4 a 1 sobre a Itália no Estádio Azteca, na cidade do México.

A histórica formação de que o zagueiro fez parte era formada por: Félix; Carlos Alberto, Brito, Everaldo e Piazza; Clodoaldo, Rivellino e Gerson; Jairzinho, Pelé e Tostão.

Homenagem

O Vasco das Gama prestou homenagem ao atleta que defendeu o clube por vários anos em sua página nas redes sociais. 
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Um post compartilhado por Vasco (@vascodagama)

“Com o mais profundo pesar, recebemos a notícia do falecimento de Brito, um dos maiores zagueiros da história do Vasco da Gama. Hércules Brito Ruas tinha 86 anos, era vascaíno de berço e foi revelado em São Januário. 

De acordo com o clube, Brito disputou 405 jogos e marcou 11 gols, em duas passagens: 1957 e de 1959 até 1969. Conquistou o Torneio de Paris de 57 e o Rio São Paulo de 66. 

“Suas atuações e seu porte físico o levaram para a Seleção Brasileira, a qual defendeu em duas Copas do Mundo: 1966 e 1970, de onde saiu com o Tri-Mundial", destacou a postagem do cruzmaltino.
 

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