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Novo He-Man aposta em nostalgia e mostra herói mais humano nos cinemas

Figurinha carimbada nos programas infantis dos anos 1980, He-Man marcou uma geração ao diariamente empunhar a sua espada e bradar que tinha a força. A cena icônica ressurge no novo filme, mas o herói pronuncia as palavras com insegurança, longe da invulnerabilidade de antes.

Batizado apenas de “Mestres do Universo”, o longa apresenta uma versão do personagem que cresceu na Terra, exilado do reino fantástico de Etérnia. Alter-ego do guerreiro, o príncipe Adam foge para a nossa realidade ainda na infância, em meio a um ataque devastador do vilão Esqueleto ao lar, e cresce solitário com as memórias de soldados incríveis e de seres extraordinários.

Quinze anos depois da fuga, Adam sofre como poucos. Afundado em uma rotina corporativa insuportável e taxado de louco por amigos, o protagonista luta para encontrar o caminho de volta para a terra natal. Quando retorna, porém, a Etérnia que ele reencontra está devastada, dominada por um Esqueleto sedento por todo o poder do universo.

Conflitos familiares definem o novo herói

A pressão para salvar o reino e a vida no exílio definem a fragilidade de Adam no filme. Mesmo quando empunha a espada e se torna o He-Man, ele ainda sofre pela falta de aprovação do pai, que na infância o julgava frágil demais para a coroa.

Este drama paterno foi fundamental para Nicholas Galitzine na hora de dar vida ao herói loiro e cheio de músculos. Segundo o ator inglês, a trama familiar, uma aposta do longa, o ajudou a dar profundidade a um protagonista todo poderoso.

“Nós conversamos nos bastidores sobre como trazer humanidade a estas pessoas maiores que a vida, e isso foi a primeira coisa com a qual me conectei ao Adam”, diz o britânico à reportagem, durante a sua visita a São Paulo para promover o longa. Em sua avaliação, personagens invencíveis afastam o público: “Eles se tornam unidimensionais e chatos.”

“A relação com o pai informa completamente quem Adam é, e por causa dela que ele acaba preso na Terra, sofrendo para seguir em frente. De certa forma, ele se sente confinado à criança que era em Etérnia.”

Por acaso, a criança interior de Adam também é fã escancarada do universo do He-Man. Mesmo depois de adulto, o príncipe passa horas desenhando espadas e inventando apelidos para os guerreiros da infância, em uma obsessão parecida com a da meninada que caiu de amores pelos brinquedos e pelo desenho animado nos anos 1980.

A força da nostalgia

Tudo isso cai como uma luva em um filme que busca reacender nas telonas a febre de “Mestres do Universo”. Criada pela Mattel como resposta ao sucesso dos brinquedos de “Star Wars”, a franquia lançada em 1982 virou um fenômeno, com seus heróis musculosos dominando as prateleiras. Desde então, porém, a fabricante tem encontrado dificuldades para repetir o feito, entre relançamentos malsucedidos e um primeiro filme que se tornou sinônimo de fracasso após sua estreia, em 1987.

Já a nova adaptação apela para o passado. O longa recria o visual original dos heróis e vilões da série animada, produzida pela Filmation, e inclui diversas referências a cenas do desenho. Diretor do filme, Travis Knight compara o trabalho a um desafio de equilíbrio.

“Eu tentei sempre apelar à criança de oito anos que se apaixonou por ‘Mestres do Universo’, em dar vida ao filme que ela gostaria de ver”, explica o cineasta. “Um componente importante disso é a nostalgia, de amar o que veio antes, mas você também precisa estar aberto ao que vem a seguir. Esta adaptação é uma mistura dessas duas partes.”

A partir disso, Knight e os roteiristas encontraram um caminho para uma versão do protagonista que iguala os fãs no fascínio pelo mundo de Etérnia. Segundo o diretor, Adam vê a terra natal da mesma forma que um adulto lembra da infância — um olhar gentil, diferente da realidade dura dos fatos.

Personagens excêntricos e novas gerações

Nisso, o choque de impressões energiza a trama, em especial quando o herói retorna do exílio na Terra. A produção viu aí a chave para introduzir ao público os guerreiros mais estranhos, incluindo um com pescoço elástico e outro que se arremessa nos adversários.

“Para a gente, foi ótimo ter um protagonista assim para explicar esses personagens insanos de nomes ridículos, como Fisto, Aríete e o próprio He-Man”, diz Knight. “Em que mundo essas pessoas teriam tais batismos? Assim, a gente passa a ver as coisas também como criança.”

O mais surpreendente é que essa proposta nostálgica ajudou o elenco a se desarmar do temor pelo lado mais bélico do saudosismo do público. Um desafio interessante em especial para Galitzine e Camila Mendes, que lideram o grupo como Adam e a heroína Teela. Eles nasceram nos anos 1990, uma geração depois do fenômeno de “Mestres do Universo”, mas anterior às novas audiências miradas pela produção.

Segundo a dupla, estar dentro deste sanduíche geracional rendeu uma experiência libertadora.

“A gente conheceu esses personagens quando crianças, mas não tivemos muito contato com eles. O trabalho me deu a chance de entender este mundo”, explica Mendes.

A atriz diz que se apaixonou pela série no processo. “Passei a assistir o desenho toda noite, antes de dormir. De repente, fiquei animada com a ideia de apresentar esses heróis aos mais novos.”

Galitzine afirma que a missão do filme foi tanto de agradar os fãs quanto de atrair uma nova geração: “O desafio era criar personagens que os mais velhos curtissem, mas com liberdade para produzir algo novo”.

Com esse olhar amadurecido sobre a nostalgia dos fãs, o ator então pode dizer sem medo que tinha a força. (Pedro Strazza/FOLHAPRESS)

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Há cinema na Biblioteca de Lagos dedicada ao tema ‘Cinema em Tom Algarvio’

Mostra destaca o Algarve e o seu talento

A Biblioteca Municipal de Lagos recebe, nos dias 9 e 10 de junho, a segunda edição da iniciativa, desta vez dedicada ao tema ‘Cinema em Tom Algarvio’, uma mostra de cinema português com curadoria de Ânia Bento, que pretende dar a conhecer diferentes obras ligadas ao Algarve e, em particular, à cidade de Lagos.

O programa arranca a 9 de junho, pelas 21h30, com a exibição da longa-metragem “A Fada do Lar”, de João Maia. O filme acompanha a história de Vera, uma mãe solteira que enfrenta dificuldades financeiras e pessoais para sustentar os filhos após o desaparecimento do companheiro. A sessão contará com a presença do argumentista lacobrigense André Guerra dos Santos, também responsável pelo argumento da recente série Adónis (RTP1).

No dia 10 de junho, pelas 17h30, serão exibidas três curtas-metragens realizadas por Pedro Noel da Luz: “A Arte Xávega”, dedicada a esta tradição piscatória ainda presente na Meia Praia; “ABC da Nossa Vida”, documentário sobre um projeto teatral apresentado no Centro Cultural de Lagos; e “M-PEX Fusões”, uma homenagem à guitarra portuguesa e à herança cultural associada ao fado. O realizador estará presente para uma conversa com o público.

Pedro Noel da Luz

A programação encerra às 21h30 desse dia, com a exibição de “Listen”, de Ana Rocha de Sousa, filme premiado internacionalmente que retrata a luta de uma família portuguesa emigrada em Londres após perder a guarda dos filhos. A sessão contará com a participação do ator lacobrigense Ruben Garcia, um dos protagonistas do filme.

A entrada gratuita, com inscrição prévia através do telefone 282 767 816, Facebook da Biblioteca ou email biblioteca@cm-lagos.pt. Esta é uma oportunidade para descobrir histórias, paisagens e protagonistas ligados ao Algarve através do olhar do cinema português.

E’ morto l’attore e doppiatore Giacomo Piperno: recitò per Benigni, Tornatore e Scola, è stato la voce italiana di Gene Hackman

3 June 2026 at 09:18

L’attore e doppiatore Giacomo Piperno è morto all’età di 90 anni presso il Policlinico Umberto I di Roma. A darne l’annuncio, come riportato dall’agenzia Adnkronos, sono stati i figli. Interprete eclettico, nel corso di una lunga carriera ha attraversato la storia dello spettacolo italiano alternandosi con versatilità tra ruoli drammatici, comici e storici, sia sul grande che sul piccolo schermo.

Dalla fuga in Svizzera al debutto in tv

Nato a Roma il 20 gennaio 1936 in una famiglia ebraica, Piperno riuscì a scampare alle deportazioni nazi-fasciste fuggendo in Svizzera con i propri famigliari nell’ottobre del 1943, proprio nei giorni del rastrellamento del ghetto della Capitale. L’avvicinamento al mondo dello spettacolo è avvenuto alla fine degli anni Cinquanta, culminando nel debutto televisivo del 1960 con un ruolo nello sceneggiato “Tenente Sheridan: una gardenia per Helena Carrel”. Il vero slancio professionale, tuttavia, è arrivato otto anni più tardi grazie al cinema, con la partecipazione al film “Commandos” (1968).

I grandi registi del cinema italiano

Da quel momento, la sua carriera cinematografica lo ha visto collaborare con alcuni dei più importanti registi italiani. Ha recitato in pellicole d’impegno civile e storico come “Sacco e Vanzetti” (1971) di Giuliano Montaldo, “Porte aperte” (1990) di Gianni Amelio, “Il portaborse” (1991) di Daniele Luchetti e “Pasolini, un delitto italiano” (1995) di Marco Tullio Giordana. Significative anche le sue incursioni nella commedia e nel cinema d’autore: ha preso parte a “Rugantino” (1973) di Pasquale Festa Campanile, “Il camorrista” (1986) di Giuseppe Tornatore e “Splendor” (1988) di Ettore Scola. Un solido sodalizio professionale lo ha legato a Roberto Benigni, che lo ha diretto prima nell’episodio “In banca” del film “Tu mi turbi” (1982) e successivamente nel successo “Il piccolo diavolo” (1988).

La televisione e il doppiaggio

Parallelamente al cinema, Piperno ha mantenuto una presenza costante in televisione, partecipando a numerose serie e miniserie. Tra i suoi lavori per il piccolo schermo figurano “Napoleone a Sant’Elena” (1973) e, in anni più recenti, la fiction “Caterina e le sue figlie” (2005-2007), dove ha interpretato il marito del personaggio portato in scena da Iva Zanicchi. Il suo talento si è esteso con successo anche alla sala di doppiaggio. Tra gli anni Sessanta e gli anni Ottanta, Piperno ha prestato la propria voce a interpreti internazionali del calibro di Gene Hackman e Philippe Leroy, contribuendo a caratterizzare e rendere memorabili i loro personaggi per il pubblico italiano.

Foto: Wikipedia.

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È morto Owain Rhys Davies, l’attore gallese era noto per il ruolo dell’Agente Wilson in “Twin Peaks”. Il fratello chiede privacy “sulle circostanze della sua morte”

3 June 2026 at 08:28

Mondo del cinema in lutto. È morto a 44 anni l’attore gallese Owain Rhys Davies, noto per il ruolo dell’Agente Wilson nel revival della serie “Twin Peaks”, la serie cult creata da David Lynch e Mark Frost e tornata sugli schermi nel 2017. A dare la notizia, come riporta la BBC, è stato il fratello Rhodri, che sui social ha scritto che l’attore è scomparso “improvvisamente, in modo naturale e sereno”.

Nel suo messaggio, Rhodri ha espresso anche il profondo dolore della famiglia: “Sono incredibilmente orgoglioso di mio fratello. Sappiamo che questa perdita sarà sentita da molte persone e ci conforta sapere quanto fosse amato”. Il fratello ha inoltre chiesto rispetto per la privacy, aggiungendo che restano ”domande senza risposta sulle circostanze della sua morte”.

Anche il profilo ufficiale di “Twin Peaks” ha voluto ricordarlo con un messaggio di cordoglio: “I nostri pensieri sono con la sua famiglia, i suoi amici e tutti coloro che lo hanno conosciuto e amato. Grazie per aver fatto parte del mondo di Twin Peaks, Agente Wilson”.

Cordoglio anche dal Welsh National Theatre, che ha definito l’attore “un talento straordinario il cui lavoro ha arricchito il teatro e lo schermo gallese”. Nella nota si legge: “La sua passione, creatività e dedizione hanno lasciato un segno duraturo nella vita culturale del Galles. La comunità artistica è più povera per la sua perdita e possiamo solo immaginare le molte storie che avrebbe ancora raccontato”. Il messaggio si conclude con un saluto in gallese: ”Cysgàn dawel, Owain” (riposa in pace, Owain).

Owain Rhys Davies nel corso della sua carriera aveva preso parte a numerose produzioni di rilievo internazionale. Tra queste si annoverano la serie fantascientifica di Netflix “The OA”, accanto agli attori Brit Marling e Jason Isaacs, il lungometraggio “Alice attraverso lo specchio” e la commedia horror “A Serial Killer’s Guide to Life”.

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Ho visto più volte ‘Le città di pianura’ e ogni volta mi ha lasciato qualcosa di diverso

3 June 2026 at 06:20

Le città di pianura di Francesco Sossai mi è sembrato da subito una specie di allegro cimitero dei perdenti. Un luogo dove le vite non riescono a stare dritte, ma trovano comunque un modo per andare avanti. Un po’ come il Cimitero Brion di San Vito, che nel film ritorna come un simbolo. Un posto che celebra l’amore e allo stesso tempo la fine. Un posto dove ci sta dentro tutto.

Ho visto il film più volte. Ogni volta mi ha lasciato qualcosa di diverso. È un film che sembra semplice, ma non lo è. Tre uomini che girano per il Veneto, una Jaguar sgangherata, tanti bar, tantissimi bicchieri. In realtà è un viaggio dentro un modo di stare al mondo. Un modo fragile, a volte comico, a volte triste, ma sempre molto umano.

Carlobianchi e Doriano sono due cinquantenni che vivono sospesi in un mondo alcolico, fatto di bar e benzinai, di debiti e ricordi dei gloriosi anni Novanta. Una vita che non è andata come pensavano ma che non cercano di aggiustare. Cercano solo “l’ultima”. L’ultima bevuta. L’ultima scusa. L’ultima possibilità di non tornare a casa. È un modo per non crescere, perché crescere a cinquant’anni fa paura. Sembra tardi e sembra inutile.

Poi l’incontro casuale con Giulio, il bravissimo Filippo Scotti, un personaggio quasi celatiano. Studente di architettura. Uno che invece vuole crescere ma non sa come. I due lo trascinano con loro. Gli promettono un’ultima che non arriva mai. E da lì parte il viaggio. Un viaggio che cambia tutti e tre, anche se nessuno lo dice.

C’è un principio mutuato dall’economia che attraversa il film. Quello di utilità marginale. Il ragionier Carlobianchi lo spiega a tavola utilizzando una fetta di salame. Dice che quando hai raggiunto la sazietà, il resto non serve più. Vale per tutto. Ma non vale per l’ultima, precisa Doriano riempiendosi il bicchiere. L’ultima sfugge sempre, perché non è sete, non è bisogno. È un tentativo, un modo per dare un senso alle cose quando il senso non c’è.

Il Veneto del film è un Veneto che riconosco da emiliano di pianura che ha fatto il militare a Vicenza al Dal Molin. Paesini, capannoni, bar aperti dal mattino, “ombrette”, grappe, gente che beve presto e gente che lavora troppo. Uno “spleen veneto” che ricorda Volponi. E quando penso a Volponi mi viene in mente anche Pasolini. Non per citazione diretta, ma per atmosfera. Per quella idea che la periferia non è un luogo minore, ma un posto dove il mondo si vede meglio.

In questo paesaggio i due cinquantenni diventano una specie di poeti del bere. Non poeti romantici, piuttosto lunatici. Poeti della resa consapevole e della luna nel pozzo. Gente che parla poco, sbaglia spesso, vive di slanci e cadute. E però ha una cosa che li salva: l’amicizia.

Giulio entra in questo duo come un figlio. O un fratello. O un ospite. Porta i due al Cimitero Brion, un monumento all’amore coniugale. I cerchi che si intersecano diventano un’immagine chiara. Due vite che si toccano. Due bicchieri sulla tovaglia che lasciano il segno della condensa. È la stessa figura. Il caos della vita che a volte si organizza da solo.

C’è poi il tema del “segreto del mondo”. I due dicono di averlo scoperto qualche sera prima, ma erano ubriachi “tronchi” e non lo ricordano più. Passano il film a cercare di ricostruirlo. Tutti abbiamo avuto un momento in cui ci sembrava di aver capito tutto. Poi lo abbiamo perso. E passiamo il resto del tempo a inseguirlo.

Il finale è semplice. Giulio parte in treno per raggiungere il suo travagliato amore a Verona. Un cono gelato cade dalle mani di Doriano sull’asfalto. Una macchina lo schiaccia. Lui improvvisamente dice di aver ricordato il segreto del mondo. Forse è questo. Le cose belle cadono, si rompono o si sporcano. Semplicemente finiscono. Ma se accanto hai un amico come Carlobianchi, un indimenticabile Sergio Romano. Se hai qualcuno con cui condividere un’ultima. Se hai un ragazzo che hai aiutato un po’ a crescere. Allora la vita vale comunque. Anche se non ti resta molto.

Vorrei dire una cosa su Pierpaolo Capovilla. Per me è la rivelazione gigantesca del film. Ha una voce e una intonazione che non si dimentica. Un volto che racconta tutto senza parlare. Sa che non troverà un senso alle cose e nonostante tutto appare sereno. È un interprete raro. Un marziano nel cinema italiano, nel senso migliore.

Le musiche sono di Krano e sono nate per il film. Si incastrano con le immagini, con i silenzi, con i movimenti dei tre. Sembrano scritte per ogni scena, per quel viaggio e per quella Jaguar un po’ sfocata. È raro trovare un film in cui le musiche sembrano precedere le scene, come se le avessero chiamate.

C’è un altro momento che resta. Un cameo di Spigariol che in un bar canta una canzone sull’America accompagnato dalla chitarra. Il trio lo ascolta rapito. Lui si commuove. È un attimo che non spiega nulla e dice tutto.

Le città di pianura è un film che Francesco Sossai ha scritto con lo sceneggiatore Adriano Candiago. Un film che parla di amicizia, di amore, di fallimento. Racconta di incontri che cambiano la vita, anche quando non sembrano niente. E anche di cattivi maestri che sono sempre i migliori.

Come i film più importanti è un film che resta anche quando finisce. Anche quando spegni lo schermo e torni alla tua vita e ti accorgi che i cerchi che si intersecano ci sono anche lì. In un bar, su una tovaglia. In un gesto o in un ricordo. Un film che ti accompagna quasi in silenzio e senza spiegare troppo. Con la stessa delicatezza con cui si beve l’ultima. Anche quando non è l’ultima per davvero.

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Lagos | Há cinema na Biblioteca! Mostra destaca o Algarve e o seu talento

2 June 2026 at 20:04

A Biblioteca Municipal de Lagos recebe, nos dias 9 e 10 de junho, a segunda edição da iniciativa, desta vez dedicada ao tema “Cinema em Tom Algarvio”, uma mostra de cinema português com curadoria de Ânia Bento, que pretende dar a conhecer diferentes obras ligadas ao Algarve e, em particular, à cidade de Lagos. O […]

“A 13 anni capii subito che non era normale girare in slip con un uomo grande. La scena va tagliata”: Nastassja Kinski contro Wim Wenders. Lui risponde: “Non mi rimprovero nulla”

2 June 2026 at 15:40

“Chiediamo formalmente che la sequenza sia tagliata, perché non c’era assenso legale”. Continua la battaglia legale tra l’attrice Nastassja Kinski e il celebre regista Wim Wenders. Il film in questione è “Falso movimento”, girato nel 1975. Kinski aveva il ruolo dell’adolescente muta Mignon. Una delle scene la ragazzina si stende sul letto con solo le mutandine, mentre un uomo più grande si mette al suo fianco, solo in mutande, per schiaffeggiarla e poi accarezzarla.

L’attrice, oggi ha 65 anni, da dieci anni chiede che quella scena sia tagliata. Lo ha dichiarato in una intervista nel 2024 (“era il mio primo film, il mio primo regista e non mi ha protetto”) e lo ha ribadito ancora oggi (“anche se a 13 anni non sapevo ancora molto, capii subito che non era normale“). Gli avvocati che assistono l’attrice sono certi: “Visto che Nastassja all’epoca era minorenne e che sua madre, assente, non era stata informata della scena che tra l’altro non figura nel romanzo originale di Handke. Quindi non c’era assenso”.

La risposta? Nel 2024 Wenders si era detto dispiaciuto per i sentimenti che provava la sua ex attrice, ma non è cambiato nulla, Mentre proprio recentemente al ritiro di un premio Deutsche Film Preis ha apertamente dichiarato: “Oggi le sensibilità sono cambiate, viviamo in un mondo diverso da mezzo secolo fa. Come gestire il patrimonio cinematografico? Possiamo e dobbiamo tagliare una scena che ha fatto male a un’attrice che ho ammirato e ammiro? Non voglio portare il fardello da solo. Questo aprirebbe la strada al taglio di altre scene di molti altri film”. Insomma il regista non si rimprovera nulla.

Kinski non demorde: “Se fossi stata al suo posto avrei detto: conosco Nastassja da una vita, abbiamo fatto belle cose insieme, ma all’epoca non mi sono reso conto di farle del male. Mi scuso e farò di tutto perché questa scena non sia più diffusa sulle piattaforme. Non lo ha fatto, eppure poteva, è il suo film”. Gli avvocati continuano a lavorare alacremente affinché il regista ponga fine alla diatriba.

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Exclusivo: Todas as perguntas do diretor de Dark Horse sobre Bolsonaro

O Jair Bolsonaro adolescente levou o Exército do vilarejo dele para encontrar o acampamento [da guerrilha]? 
Quando Jair Bolsonaro estava no Exército, nas anotações enviadas, está mencionado que ele lutou contra traficantes de drogas? 

Essas são algumas das perguntas enviadas por Cyrus Nowrasteh, diretor do filme Dark Horse, a cinebiografia de Jair Bolsonaro, produzida pela Go Up Entertainment e pelo deputado federal Mário Frias Filho, que teve o filho do ex-presidente, Eduardo Bolsonaro, como financiador

Além de dirigir a obra, Cyrus Nowrasteh escreveu o roteiro ao lado do seu irmão, Mark Nowrasteh, a partir de argumento escrito por Mário Frias. 

Documentos obtidos com exclusividade pela Agência Pública, datados de março de 2024, registram pedidos de esclarecimentos feitos pelos irmãos Nowrasteh a respeito da biografia de Bolsonaro, e os esforços da equipe da Go UP para muni-lo de informações. Muitas dessas fontes, entretanto, são notórios disseminadores de desinformação, como a produtora conservadora Brasil Paralelo. Muitas dessas narrativas enviadas aos norte-americanos já foram desmentidas.  

As mensagens indicam ainda a falta de compreensão sobre o Brasil e a tentativa da equipe da Go UP de retratar o ex-presidente – preso e condenado pela tentativa de dar um Golpe de Estado – como um defensor de causas justas. 

Como a Agência Lupa demonstrou, o roteiro final do filme Dark Horse altera acontecimentos da campanha de 2018 para beneficiar a imagem do ex-presidente ao disseminar desinformação usualmente propagada pelo clã Bolsonaro.      

Defesa da Amazônia? 

Um dos pontos de interesse dos roteiristas tem a ver com a alegação, contida no argumento criado por Mário Frias, de que Jair Bolsonaro seria um defensor dos indígenas e da Amazônia. 

Cyros e Mark perguntam se Jair chegou a “trabalhar com tribos indígenas” quando era do Exército. “Ele teve contato com elas? Ele as utilizou em suas operações? Recebeu ajuda delas? Elas serviram como guias?”. 

Na verdade, Jair Bolsonaro serviu no Exército primordialmente no Rio de Janeiro e no Mato Grosso, antes de ser investigado por um plano para explodir bombas na Vila Militar e na Academia Militar das Agulhas Negras, no Rio de Janeiro.

Sobre esse aspecto, fica novamente evidente que os roteiristas receberam informações distorcidas. Eles afirmam que querem mais informações sobre o julgamento de Bolsonaro pelo Exército. 

O julgamento e a detenção dele por escrever um artigo criticando o exército ocorreram durante a ditadura militar? Gostaria de mais informações sobre isso… teve muita repercussão? Ele era considerado uma ameaça ao governo?

Obviamente, Bolsonaro não só não era uma ameaça ao regime militar, mas criou toda sua carreira política defendendo o Golpe cívico-militar de 1964. Nem ele chegou a ser considerado uma “ameaça” quando passou a protestar pelos baixos salários dos cadetes. 

Ainda sobre a sua relação com a Amazônia, os irmãos roteiristas demonstram uma visão romanceada do herói do seu filme – e bem fora da realidade. No documento enviado, eles perguntam: 

Qual era a sua posição como candidato na Amazônia? Como ele defendeu a população indígena? O que havia de diferente em sua política?

Bolsonaro é um ferrenho opositor de legislações de proteção ambiental, assim como de políticas de proteção aos indígenas. Durante seu governo, ele proibiu o Ibama de queimar equipamentos usados para o desmatamento ilegal, fomentou o garimpo ilegal e perseguiu fiscais do Ibama. O desmatamento da Amazônia dobrou, segundo levantamento do Instituto Socioambiental (ISA). 

Jair Bolsonaro durante evento do setor agronegócio, em Ribeirão Preto, São Paulo
 Bolsonaro deixou presidência com recorde histórico de desmatamento em Áreas Protegidas

Mentiras sobre a passagem de Jair no Exército 

Outra desinformação enviada para os roteiristas garante que, aos 15 anos, Bolsonaro ajudou o Exército brasileiro a localizar o guerrilheiro Carlos Lamarca – uma versão propagada pelo próprio Bolsonaro e desmentida diversas vezes.       

Precisamos de mais informações sobre o guerrilheiro anti-governo Carlos LaMarca. Um Jair Bolsonaro adolescente que levou o Exército de sua comunidade para encontrar o acampamento deles? Quem era LaMarca? Sei que ele era um rebelde famoso por sequestrar um embaixador? O que aconteceu com esse embaixador? Na incursão em que o exército foi ao acampamento marxista, LaMarca estava lá? Ele foi morto? O que aconteceu…?

Bolsonaro chegou a propagar a mentira que estava em sala de aula quando os militares chegaram à cidadezinha de Eldorado, no Vale do Ribeira, onde buscavam Lamarca e outros guerrilheiros. O cerco que se criou foi fenomenal, conforme revelou a Agência Pública, o que incluiu o uso de bombas de Napalm contra uma área habitada para queimar as matas e ajudar na localização do grupo. O ex-presidente diz que estava na escola e viu os professores reagindo ao tiroteio entre militares e o grupo de Lamarca. Na verdade, houve sim um confronto em Eldorado, mas ele ocorreu às 21h, segundo registros do próprio Exército, quando não havia aulas. 

Além disso, não existe nenhum registro de que um adolescente de Eldorado teria fornecido informações que ajudariam a encontrar Lamarca – conhecido como “capitão do povo”, o guerrilheiro conseguiu fugir ao cerco e só foi encontrado mais de um ano depois. 

A facada de Adélio Bispo

A maior desinformação enviada aos roteiristas, no entanto, diz respeito à facada sofrida por Bolsonaro durante as eleições de 2018. O filme Dark Horse traz a narrativa que uma conspiração entre a esquerda e narcotraficantes estaria por trás do episódio. Três investigações da PF determinaram que Adélio tem problemas psiquiátricos e agiu sozinho. 

Cyrus e Mark pediram mais informações sobre isso, e a equipe listou diversos vídeos que propagam teorias da conspiração. Por exemplo, alguns vídeos são do canal “Dr Marcelo Soares-Advogado”, notório por usar títulos com desinformação. Um deles é: “Vazou – depósito de 50 mil para Adélio Bispo”, uma fake news que já foi desmentida algumas vezes por agências de checagem, e outro vídeo que falseia que Adélio identificou mandantes do crime, o que também já foi desmentido

Outro material enviado aos roteiristas é o ebook “Investigação paralela”, feito pela produtora Brasil Paralelo a partir da série de mesmo nome. Na produção e no ebook, diversas versões sobre a facada são aventadas, e o principal entrevistado é o advogado de Bolsonaro Frederick Wassef, que tem estreita ligação com o ex-policial militar Fabrício Queiroz, que fez parte do esquema de rachadinhas do mandato de Flávio Bolsonaro na ALERJ.    

No ebook, Wassef garante que um terceiro inquérito aberto pela PF estava próximo de encontrar os mandantes do crime. “As pessoas se revoltariam”, diz.

A última pergunta dos irmãos Nowrasteh demonstra uma busca por retratar Bolsonaro como um herói digno de filme de Hollywood.   

Ele participou de uma longa caminhada com apoiadores pelas ruas?

“Após essa longa caminhada, ele chegou a um pódio onde subiu — sozinho, sem ajuda — e fez um discurso de retorno triunfal para mostrar ao mundo e aos seus oponentes que ele ainda não desistiu!”, escreveram.

Essas respostas são cruciais para a história e para nossa capacidade de torná-la o mais precisa e cheia de suspense possível, e o mais dramaticamente gratificante. 

A resposta não consta dos documentos analisados pela Pública, mas se a equipe da Go Up buscasse ser fidedigna ao que ocorreu na eleição de 2018, poderia detalhar a aparição de Jair Bolsonaro, por vídeo, para um grupo de milhares de apoiadores da Avenida Paulista, quando ele prometeu “varrer do mapa os bandidos vermelhos do Brasil” no seu último discurso de campanha.     

“Essa turma, se quiser ficar aqui, vai ter que se colocar sob a lei de todos nós. Ou vão para fora ou vão para a cadeia”, ameaçou Bolsonaro, seis anos antes de ser ele mesmo condenado e preso por tentar um golpe de Estado. 

A reportagem tentou contato com Cyrus Nowrasteh e com a Go Up Entertainment mas não recebeu retorno até a publicação.   

Colagem com as fotos de Adélio Bispo e Jair Bolsonaro, durante evento em que foi ferido com uma faca
Apesar de três investigações da PF concluírem que Adélio Bispo agiu sozinho, teorias conspiratórias sobre a facada de 2018 abasteceram o roteiro de Dark Horse

Novas revelações

Nesta quarta-feira, 27 de maio, e, quinta-feira, 28 de maio, a Pública trouxe novas revelações ao caso Dark Horse ao mostrar, com exclusividade, que Eduardo Bolsonaro e a Go Up procuraram uma empresa da Hungria para pagamentos ao filme. Os documentos apontam tentativa de contratação de “escrow account”, ou “conta de custódia”, e possível pagamento de US$ 57,5 mil ao diretor Cyrus Nowrasteh. Também revelou como Mário Frias e Karina da Gama teriam oferecido até R$ 500 mil pela história de Bolsonaro e as condições impostas na minuta para o ex-presidente ceder sua história de vida para sempre.

Em Junho, há dança, ópera e concertos de Tomás Wallenstein e Paus no Cine-Teatro Louletano

2 June 2026 at 12:01

A despedida da banda Paus, a dança da coreógrafa Vera Mantero, um concerto intimista de Tomás Wallenstein e uma ópera do Teatro Nacional de São Carlos marcam a programação de Junho no Cine-Teatro Louletano.

A programação do espaço cultural de Loulé cruza dança, música, teatro e cinema, mantendo a aposta na coprodução artística, na diversidade de linguagens e na acessibilidade, com Língua Gestual Portuguesa e Audiodescrição.

O mês arranca com dança a 5 de Junho, às 21h00, no Cineteatro Louletano, com “C.C. (Crematística e Contraforça)”, peça da coreógrafa Vera Mantero.

Esta coprodução do Cineteatro Louletano propõe uma reflexão coreográfica e performativa em torno das relações entre economia, poder e corpo, numa criação assinada por uma das mais relevantes figuras da dança contemporânea portuguesa.

Nos dias 6 e 7 de Junho, o Auditório do Solar da Música Nova acolhe a 19ª edição da Festa do Cinema Italiano, promovida pela Associação Il Sorpasso.

No sábado, dia 6, existem três sessões, às 16h00, às 19h00 e às 21h00, e no domingo duas sessões, intercaladas com cine-jantar pelo chef Sergio Zanotti, inspirado no filme “Louca-Mente”, de Paolo Genovese, que é exibido após a refeição.

No dia 9, às 21h00, o Cineteatro Louletano recebe “As Damas da Noite”, Uma Farsa de Elmano Sancho. O espetáculo, com interpretação em Língua Gestual Portuguesa, recorre à sátira social imergindo no mundo fascinante e provocador do transformismo.

Os artistas transformistas/dragqueens “vestem a pele de um outro, tentam ser um outro”.

Sul Informação

No mesmo dia, às 21h00, o Auditório do Solar da Música Nova acolhe mais uma sessão do ciclo Filme Francês do Mês, promovido pela Alliance Française do Algarve. Desta vez é “Fifi”, de Paul Saintillan e Jeanne Aslan (2022), uma obra centrada nas relações humanas, juventude e desigualdade social.

A música ocupa lugar de destaque no dia 13 de Junho, às 21h00, no Cineteatro Louletano, com a apresentação da ópera “Relicário Perpétuo”, de Luísa Costa Gomes e Luís Tinoco.

A peça, trazida a Loulé pelo Teatro Nacional de São Carlos, estreia em Lisboa três dias antes, no Dia de Portugal e das Comunidades Portuguesas, e assinala os 500 anos do nascimento de Luís de Camões.

A criação junta literatura e composição musical contemporânea e é marcada pelo cruzamento entre palavra, memória e património cultural.

No dia 14, às 17h00, o Cineteatro Louletano recebe Tomás Wallenstein. Conhecido do grande público enquanto músico e compositor como vocalista e guitarrista dos Capitão Fausto, o artista apresenta-se num formato mais intimista, explorando as suas canções com diferentes sonoridades e novas dimensões.

A 19 de junho, às 21h00, sobe ao palco do Cineteatro Louletano “Álbum de Família”, de Lúcia Pires, pelo Projecto Casa, projeto de apoio à criação tripartido entre o Cineteatro Louletano, o Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, e O Espaço do Tempo, em Montemor-o-Novo.

Esta coprodução, com audiodescrição, propõe uma reflexão sobre memória, relações familiares e identidade, através de uma abordagem intimista e contemporânea.

A 20 de junho, às 17h00, o Auditório do Solar da Música Nova acolhe o Grupo Síntese – Concerto no Património, numa fusão única entre a expressão musical contemporânea e o património cultural.

O grupo traz obras de Luciano Berio, Pedro Rebelo, Eduardo Patriarca, Amilcar Vasques-Dias e Jorge Peixinho, numa iniciativa de entrada gratuita que cruza música e valorização patrimonial.

No mesmo dia, às 21h00, os PAUS apresentam-se no Cineteatro Louletano, na digressão que decreta o fim da banda, com o álbum “Enterro”.

Conhecida pela energia dos seus concertos e pela fusão entre rock, percussão e eletrónica, a banda traz a Loulé um espetáculo marcado pela intensidade sonora e performativa e toda a carga de um final anunciado, que culminará com dois concertos em novembro, em Lisboa e Porto.

O mês fecha a 21 de Junho, às 17h00, no Cineteatro Louletano, precisamente com o Concerto de Laureados do Conservatório.

O espetáculo reúne jovens músicos distinguidos pela instituição, celebrando o talento emergente e o ensino artístico especializado no concelho.

Já em Julho, há mais um espetáculo multidisciplinar, com “Ostra feliz não faz pérola”, de Ana Borges, no dia 4, às 21h00. É uma metáfora sobre a vivência no feminino, construída a partir das muitas imposições históricas, sociais, culturais, de corpo e de existência.

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Cineteatro Louletano apresenta dança, música, teatro e cinema em junho e julho

O Cineteatro Louletano apresenta em junho uma programação que cruza dança, música, teatro e cinema, mantendo a aposta na coprodução artística, na diversidade de linguagens e na acessibilidade, com Língua Gestual Portuguesa e Audiodescrição.

O mês arranca com dança a 5 de junho, às 21h00, no Cineteatro Louletano, com C.C. (Crematística e Contraforça), peça da coreógrafa Vera Mantero. Esta coprodução do Cineteatro Louletano propõe uma reflexão coreográfica e performativa em torno das relações entre economia, poder e corpo, numa criação assinada por uma das mais relevantes figuras da dança contemporânea portuguesa.

Nos dias 6 e 7 de junho, o Auditório do Solar da Música Nova acolhe a 19.ª edição da Festa do Cinema Italiano, promovida pela Associação Il Sorpasso. No sábado, 6 de junho, existem três sessões, às 16h00, às 19h00 e às 21h00. E no domingo, duas sessões, intercaladas com cine-jantar pelo chef Sergio Zanotti, inspirado no filme “Louca-Mente”, de Paolo Genovese, que é exibido após a refeição.

No dia 9 de junho, às 21h00, o Cineteatro Louletano recebe As Damas da Noite, Uma Farsa de Elmano Sancho. O espetáculo, com interpretação em Língua Gestual Portuguesa, recorre à sátira social imergindo no mundo fascinante e provocador do transformismo. Os artistas transformistas/dragqueens “vestem a pele de um outro, tentam ser um outro”. Elmano mostra-nos o outro que pode existir em nós.

Damas da Noite

No mesmo dia, 9 de junho, às 21h00, o Auditório do Solar da Música Nova acolhe mais uma sessão do ciclo Filme Francês do Mês, promovido pela Alliance Française do Algarve. Desta vez é Fifi, de Paul Saintillan e Jeanne Aslan (2022), uma obra centrada nas relações humanas, juventude e desigualdade social.

A música ocupa lugar de destaque no dia 13 de junho, às 21h00, no Cineteatro Louletano, com a apresentação da ópera Relicário Perpétuo, de Luísa Costa Gomes e Luís Tinoco. A peça, trazida a Loulé pelo Teatro Nacional de São Carlos, estreia em Lisboa três dias antes, no Dia de Portugal e das Comunidades Portuguesas, e assinala os 500 anos do nascimento de Luís de Camões. A criação junta literatura e composição musical contemporânea e é marcada pelo cruzamento entre palavra, memória e património cultural.

No dia 14 de junho, às 17h00, o Cineteatro Louletano recebe Tomás Wallenstein. Conhecido do grande público enquanto músico e compositor como vocalista e guitarrista dos Capitão Fausto, o artista apresenta-se num formato mais intimista, explorando as suas canções com diferentes sonoridades e novas dimensões.

A 19 de junho, às 21h00, sobe ao palco do Cineteatro Louletano Álbum de Família, de Lúcia Pires, pelo Projecto Casa, projeto de apoio à criação tripartido entre o Cineteatro Louletano, o Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, e O Espaço do Tempo, em Montemor-o-Novo. Esta coprodução, com audiodescrição, propõe uma reflexão sobre memória, relações familiares e identidade, através de uma abordagem intimista e contemporânea.

Álbum de Família

A 20 de junho, às 17h00, o Auditório do Solar da Música Nova acolhe o Grupo Síntese – Concerto no Património, numa fusão única entre a expressão musical contemporânea e o património cultural. O grupo traz obras de Luciano Berio, Pedro Rebelo, Eduardo Patriarca, Amilcar Vasques-Dias e Jorge Peixinho, numa iniciativa de entrada gratuita que cruza música e valorização patrimonial (o Solar da Música Nova é um palácio do séc. XVIII, monumento de interesse municipal, que foi recuperado e adaptado para acolher o Conservatório de Música de Loulé – Francisco Rosado).

No mesmo dia, às 21h00, os PAUS apresentam-se no Cineteatro Louletano, na tour que decreta o fim da banda, com o álbum “Enterro”. Conhecida pela energia dos seus concertos e pela fusão entre rock, percussão e eletrónica, a banda traz a Loulé um espetáculo marcado pela intensidade sonora e performativa e toda a carga de um final anunciado, que culminará com dois concertos em novembro, em Lisboa e Porto.

O mês fecha a 21 de junho, às 17h00, no Cineteatro Louletano, precisamente com o Concerto de Laureados do Conservatório. O espetáculo reúne jovens músicos distinguidos pela instituição, celebrando o talento emergente e o ensino artístico especializado no concelho.

Já em julho, mais um espetáculo multidisciplinar, com Ostra feliz não faz pérola, de Ana Borges, no dia 4, às 21h00. É uma metáfora sobre a vivência no feminino, construída a partir das muitas imposições históricas, sociais, culturais, de corpo e de existência. A peça, que conta com o recurso de Audiodescrição (para pessoas cegas e/ou com baixa visão) nasce da pesquisa sobre as muitas formas que o corpo encontra para existir, quando por vezes parece não haver espaço que o escute, que o veja, que o olhe mesmo e que o sinta.

Com uma programação de referência (que pode ser consultada no site e nas redes sociais do Cineteatro), o Cineteatro Louletano está credenciado pela Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses, integrando ainda a Rede de Teatros com Programação Acessível e proporcionando espetáculos com interpretação em Língua Gestual Portuguesa, outros com Audiodescrição, para pessoas cegas e/ou com deficiência visual, e ainda Sessões Descontraídas, adaptadas a vários públicos, entre eles pessoas neuro divergentes.

O Cineteatro Louletano é uma estrutura cultural da Câmara Municipal de Loulé no domínio das artes performativas, e um dos promotores da Rede Azul – Rede de Teatros do Algarve e da Rede 5 Sentidos.

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