Anestésico da Dinastia Ming é achado em tumba de cirurgião
A tumba de Xia Quan (1348–1411 d.C.), em Jiangyin, na China, revelou a primeira evidência física direta do uso de anestesia cirúrgica, durante a Dinastia Ming (1368–1644 d.C.). A descoberta faz parte de um estudo produzido pela Cambridge University Press em nome da Antiquity Publications Ltd, no periódico científico Antiquity.
Durante a expedição na tumba do cirurgião chinês, exploradores encontraram a presença de aconitina em instrumentos médicos, dentro da tumba do cirurgião chinês.
Sobre a anestesia
A substância detectada, a aconitina, é um alcaloide extraído de plantas do gênero Aconitum.
Embora altamente tóxica, era utilizada em fórmulas medicinais para reduzir a dor durante procedimentos como a remoção de tecidos necróticos.
Os registros da época indicam que o anestésico era aplicado topicamente antes do corte.
Sobre a exploração
Para identificar as substâncias sem danificar as peças centenárias, foi utilizada a microscopia de espalhamento Raman estimulado (SRS). Esta técnica permitiu mapear resíduos invisíveis a olho nu em uma tesoura e uma pinça de ferro.
Os instrumentos encontrados, feitos de ferro de alta pureza, demonstram um design avançado para o século XV, comparável em funcionalidade a ferramentas cirúrgicas modernas.

