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Alimentação no domicílio tem maior alta em 18 anos para mês de maio

12 June 2026 at 15:19

Os alimentos voltaram a ser os grandes vilões da inflação. A alimentação em domicílio subiu 1,65% em maio, a maior alta do segmento para o mês em 18 anos. De 2008 até agora, o acumulado foi de 2,27%.

O pico reflete a alta no grupo de “Alimentos e Bebidas”, monitorado no IPCA, impactando diretamente as refeições dentro dos lares.

O avanço foi puxado principalmente pela disparada da batata-inglesa, que ficou 44,69% mais cara, além das altas do tomate (20,62%), da cebola (16,80%) e das carnes (1,39%).

Com os alimentos liderando as altas, o grupo Alimentação e Bebidas foi o principal responsável pela inflação de maio e contribuiu para levar o IPCA acumulado em 12 meses acima do teto da meta perseguida pelo Banco Central.

Dentre os nove grupos monitorados pelo IBGE, o de alimentação também atingiu o maior nível em 15 anos para o mês de maio. Há o componente sazonal influenciando, pois o quinto mês do ano é período de entressafra no Brasil, influenciando nos preços de muitos alimentos.

Este ano, em especial, o fator guerra no Oriente Médio influenciou o preço dos insumos e interferiu nos custos de produção e distribuição dos itens no território brasileiro, mexendo com os preços nas gôndolas de mercado, segundo o gerente da pesquisa do IBGE, Fernando Gonçalves.

De acordo com ele, já é possível observar reflexos do cenário internacional sobre os alimentos. “O que se mostra claro é o efeito dos fretes nos preços de alimentos”, afirmou.

No caso do tomate, exemplifica o gerente de pesquisa, o frio retardou o amadurecimento do fruto, enquanto a passagem da safra das águas para o período seco reduziu a disponibilidade de batata-inglesa no mercado. Como resultado, os preços subiram 20,62% e 44,69%, respectivamente.

O movimento reforça a pressão sobre o orçamento das famílias e ajuda a explicar por que a inflação oficial do país acelerou para 0,58% no mês. Não fosse a categoria de Alimentos e Bebidas, o IPCA de maio seria 0,37%, o que evidencia o peso do grupo, como destaca o IBGE.

Para o agronegócio, o resultado reflete uma combinação de fatores climáticos, sazonalidade da oferta de hortaliças e custos de produção. A recuperação dos preços da carne bovina também segue influenciando o índice.

Comida mais cara: inflação de alimentos sobe a 1,33% e alerta agro

12 June 2026 at 13:04

Mais um mês consecutivo, o grupo de alimentos e bebidas puxa a inflação brasileira para cima, com uma alta de 1,33%, indicada pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de maio, divulgado nesta sexta-feira (12) pelo IBGE.

O percentual mostra estabilidade em relação ao mês de abril, com tímida queda de 0,01 ponto percentual.

alimentação no domicílio registrou variação de 1,65%, com influência das altas da batata-inglesa (44,69%), do tomate (20,62%), da cebola (16,80%), e das carnes (1,39%), repetindo os itens que também registraram altas em abril e que vem aumentando de preço desde o início de janeiro.

Com quedas de preços estiveram o café moído (-2,38%) e as frutas (-0,70%).

alimentação fora do domicílio registrou alta de 0,49% com o lanche saindo de 0,71% em abril para 0,49% em maio e a refeição de 0,54% para 0,51% no mesmo período.

A inflação oficial do país ficou em 0,58% em maio, desacelerando em relação aos 0,67% registrados em abril. Apesar do alívio no índice geral, os alimentos seguiram como principal foco de pressão para o consumidor. O grupo Alimentação e Bebidas avançou 1,33% no mês, respondendo pela maior contribuição para o resultado do IPCA.

Entre os produtos que mais pesaram na inflação estiveram itens in natura e alimentos básicos, refletindo fatores climáticos, custos de produção e oscilações de oferta. Para o agronegócio, o resultado reforça como o comportamento das safras e do abastecimento continua influenciando diretamente o custo de vida dos brasileiros.

Etanol

O avanço da safra de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil contribuiu para a queda no preço do etanol, cujo recuo foi de 6,20% em maio, após alta de 0,62% em abril.

Mesmo com a demanda aquecida pelo etanol diante das pressões da Guerra no Oriente Médio e maior valor dos combustíveis fósseis, a oferta maior do biocombustível ajudou aliviou a inflação dos Transportes, sendo a principal contribuição para a desaceleração da inflação desse grupo.

Com a intensificação da moagem e o aumento da oferta de matéria-prima para as usinas, cresce a disponibilidade de etanol no mercado, o que tende a pressionar os preços para baixo.

O movimento também reforça a importância do agronegócio para a dinâmica da inflação brasileira, uma vez que a produção agrícola influencia diretamente os custos dos combustíveis renováveis.

Além do etanol, o óleo diesel recuou 2,34% em maio. Embora o combustível seja derivado do petróleo, sua importância para o campo é estratégica, já que é amplamente utilizado em máquinas agrícolas e no transporte da produção.

A queda dos combustíveis contribui para reduzir custos logísticos ao longo da cadeia agropecuária, com potencial de amenizar pressões sobre os preços dos alimentos nos próximos meses.

Colheita de café alcança 12% em área da Cooxupé com alerta para El Niño

12 June 2026 at 12:03

A colheita de café alcançou uma média de 12% na área de atuação da Cooxupé até o último dia 5 de junho, o ritmo ainda é menor do que as últimas duas safras, que na mesma época estavam em 13,7% (2025) e 13,6% (2024) nos mais de 370 municípios nas regiões do Sul de Minas, Cerrado Mineiro, Matas de Minas e média mogiana do estado de São Paulo.

Nos últimos dias de maio, chuvas de granizo atingiram algumas regiões de café de Minas Gerais, que antecipou problemas climáticos deste ano. Nesta quinta-feira (11), a NOOA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos) informou que o El Niño já está ativo e as chances do fenômeno ser “muito forte” ultrapassa 60%.

No caso da cooperativa, que é a maior da América Latina com mais de 22 mil cafeicultores, o ritmo de colheita semanal é um termômetro para o mercado, que precifica o mercado futuro do café, dentro e fora do Brasil.

A colheita está mais adiantada nos cafezais de São Paulo, com 18,3% dos trabalhos de campo concluídos.

Com as chuvas em Minas Gerais, o andamento dos trabalhos de campo variaram, com as regiões de Matas de Minas e Sul de Minas mais adiantadas, com 16% e 15% das áreas colhidas, respectivamente.

No Cerrado Mineiro, a colheita está bem abaixo das vizinhas mineiras, em 5,3% das plantas de café colhidas.

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