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Emiratis querem dar trinca a hambúrgueres em Portugal

A gestora estatal de capital de risco de Abu Dhabi está interessada em comprar uma cadeia de hambúrgueres em Portugal.

A Mubadala está a preparar uma oferta pela empresa que detém a cadeia Burger King em Portugal e Espanha, detida pelo fundo britânico Cinven.

O “Expansion” revela que a Mubadala já contratou assessores para apresentar a oferta pela Restaurant Brand Europeu (RBE), que gere também as cadeias Popeyes e Tim Horton na Ibéria.

Outros interessados são os fundos americanos Meritage Group e Apollo Global Management, segundo o jornal espanhol, que preparam as ofertas não-vinculativas para apresentar nas próximas semanas.

A Mubadala chegou a ser acionista da EDP e é atualmente acionista da petrolífera espanhola Moeve.

A Burger King ibérica era detida pela Ibersol, mas foi vendida no final de 2022 por 260 milhões de euros à RBI, num total de 158 restaurantes.

Estádio do Boavista FC recebe proposta superior a 25 milhões

O estádio do Boavista FC recebeu uma proposta superior a 25 milhões de euros no leilão de insolvência que terminou esta terça-feira.

A última de 12 licitações deu entrada esta tarde, com a última a atingir os 25,7 milhões de euros, ainda abaixo do valor mínimo de quase 33 milhões de euros, segundo a leiloeira Leilosoc.

O leilão inclui o estádio do Bessa, assim como o complexo desportivo do Boavista, na cidade do Porto, que obteve 15 licitações, com a última a ser de 6,5 milhões de euros, acima do valor mínimo.

Os licitadores são principalmente do setor desportivo e imobiliário, segundo a leiloeira.

Longe dos dias de glória, o Boavista Futebol Clube está agora em processo de insolvência e viu vários ativos a serem vendidos.

Num passado longínquo, a 18 de maio de 2001, este clube da invicta conseguiu derrubar o domínio dos três grandes ao fim de 70 anos de primeira liga. No jogo frente ao Desportivo dos Aves, o Boavista Futebol Clube sagrou-se campeão nacional ao com 100 anos de história. A equipa era então capitaneada por Pedro Emanuel, treinada por Jaime Pacheco e presidida por João Loureiro.

Donos da mina de Boticas lamentam nova tentativa de atrasar projeto de lítio

Os donos do projeto de lítio de Boticas, distrito de Vila Real, lamentam a nova tentativa de travar o projeto.

A Savannah confirmou esta terça-feira que recebeu uma ordem de suspensão temporária dos trabalhos de geotecnica dada pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Mirandela, na sequência de uma providência cautelar.

“A Savannah lamenta mais uma tentativa por parte da Direção do Baldio de Covas do Barroso e da UDCB de atrasar o processo de desenvolvimento do Projeto Lítio do Barroso, sendo esta a terceira
vez que submetem providências cautelares aos tribunais”, segundo comunicado divulgado hoje.

“Estamos em total acordo com a Senhora Ministra do Ambiente e da Energia que referiu recentemente: “o verdadeiro “flagelo” no que toca à demora dos projetos são as providências cautelares e não os processos de licenciamento, que são “rigorosos” e têm tempo limite”, pode-se ler na nota.

A companhia britânica garante que vai “com tranquilidade, esperar pelo desenvolvimento do processo de apreciação dos méritos da referida providência cautelar. A Savannah irá também, com toda a normalidade, retomar os trabalhos assim que tenha confirmação para o fazer pelas autoridades competentes, tal como aconteceu no ano passado, em 2025”.

A empresa disse que só foi notificada hoje e que a suspensão só produz efeitos a partir desta data, “ao contrário do veiculado pelo grupo de sempre e que comprova o carácter ilegal do bloqueio feito na semana passada aos trabalhos das nossas equipas no terreno”.

Portugueses concluem projeto de baterias na América

A EDP Renováveis concluiu um projeto de baterias no estado do Arizona, nos Estados Unidos da América.

Este é o seu maior sistema de armazenamento de baterias com capacidade de 200 MW/800 MWh, suficiente para abastecer mais de 44 mil famílias.

O projeto Flatland Energy Storage vai contribuir para “garantir um fornecimento fiável durante períodos de maior procura e para apoiar o crescimento das necessidades energéticas do estado”.

“Os sistemas elétricos estão a tornar-se cada vez mais complexos e a procura de energia continua a aumentar, tornando cada vez mais importante o investimento em sistemas mais resilientes. Projetos de armazenamento de energia à escala, como este — o maior dentro do Grupo EDP até à data — são fundamentais para reforçar a estabilidade e a resiliência da rede, bem como para assegurar um desempenho mais fiável do sistema”, disse Miguel Stilwell d’Andrade, presidente-executivo do Grupo EDP.

Este projeto vai gerar mais de 17 milhões de euros de impacto económico local e regional ao longo da sua vida útil, incluindo receitas para as autoridades locais.

“A EDP Renováveis América do Norte é um dos principais promotores e operadores de infraestruturas de energia limpa no Arizona, com cerca de 600 MW de capacidade operacional bruta em energia solar e armazenamento, abastecendo o equivalente a mais de 113.000 lares”, segundo a companhia.

A EDP conta com um portfólio de mais de 460 MW de armazenamento em operação e em construção nos Estados Unidos, Europa, América do Sul e Ásia-Pacífico.

Estaleiro da Mitrena em Setúbal vai a concurso

O Porto de Lisboa-Setúbal (PLS) está a dar os primeiros passos para lançar o concurso de concessão e futuro modelo de exploração do estaleiro da Mitrena em Setúbal, agora concessionado à Lisnave.

Neste âmbito, o PLS vai lançar um concurso para contratar os “estudos especializados necessários à preparação do concurso de concessão e futuro modelo de exploração”.

Desta forma, serão desenvolvidos os “estudos técnicos, jurídicos, económico-financeiros e operacionais que irão suportar o programa de concurso e o respetivo caderno de encargos”.

Objetivo: “valorizar uma infraestrutura que emprega cerca de dois mil trabalhadores e apresenta elevado potencial nas áreas da reparação naval, reciclagem verde de navios, construção naval, indústria marítima, apoio à economia azul e produção de energia eólica offshore”.

“Esta decisão representa mais um passo na estratégia Portos 5+ e na valorização dos ativos portuários, industriais e logísticos nacionais de base marítima, promovendo a modernização das infraestruturas, a atração de investimento privado e a criação de condições para um crescimento sustentável das atividades marítimo-portuárias”, segundo Vítor Caldeirinha, presidente do Conselho de Administração do Porto Lisboa-Setúbal.

A ideia é “reforçar a capacidade do Estaleiro da Mitrena para atrair investimento privado, gerar emprego qualificado e consolidar Setúbal como polo estratégico da economia marítima e industrial”.

A Lisnave detém a concessão da Mitrena desde 1997 e a atual concessão termina a 31 de julho de 2027 e “tem-se afirmado como uma referência técnica no mercado global de manutenção naval, consolidando a sua posição como um dos maiores estaleiros do Atlântico Norte, com capacidade de servir os maiores navios do mundo e os mais importantes armadores internacionais”.

O PLS prossegue a sua estratégia de “modernização e valorização dos seus ativos estratégicos, preparando o futuro de uma infraestrutura com relevância nacional para os setores marítimo, industrial e logístico”.

Projeto de hidrogénio verde em Sines com luz verde ambiental

O projeto de hidrogénio verde GreenH2Atlantic recebeu luz verde por parte da Agência Portuguesa do Ambiente (APA).

Localizado na antiga central a carvão da EDP, o projeto conta com 100 MW de capacidade.

A Hytlantic, empresa que lidera o projeto, “irá agora analisar as recomendações e medidas propostas, e a sua integração nos projetos de engenharia. Cumprido este importante passo, irão prosseguir com atividades de engenharia e outros estudos que permitam confirmar a viabilidade económica do projeto e, posteriormente, submeter a etapa final de licenciamento ambiental, o Relatório de Conformidade Ambiental do Projeto de Execução (RECAPE)”.

“A concretização do projeto estará sempre condicionada a uma decisão final de investimento a ser tomada pela Hytlantic, e que, entre outros aspetos, contemplará a verificação de um enquadramento regulatório que seja favorável à criação de um mercado de hidrogénio verde”, segundo a empresa.

O projeto é liderado pela EDP e pela Galp, e inclui também a Bondalti, a Martifer e a Vestas Wind Systems A/S. Participam ainda no projeto enquanto parceiros tecnológicos e científicos o ISQ, a SIEMENS, o INESC-TEC, o HyLab, a DLR (Alemanha), o CEA (França) e a Axelera (cluster público-privado).

O avião de combate “100% europeu e independente”

Há mais um interessado na corrida para substituir os F-16 portugueses. O Eurofighter Typhoon assume-se como parte interessada em fornecer os novos caças à Força Aérea Portuguesa (FAP), apesar de ainda não haver prazo para o lançamento do processo de compra.

Estes consórcio integra a europeia Airbus, a britânica BAE Systems e a italiana Leonardo. E assume-se como a resposta europeia ideal de aviões de combate num momento em que as relações entre os EUA e a Europa atravessam uma grave crise.

“É uma solução 100% europeia. Somos independentes. Estamos a apoiar as forças aéreas europeias há mais de 20 anos”, disse ao JE Ivan Gonzalez-Exposito, diretor de vendas do Eurofighter. “Quando começámos há 30 anos, o objetivo era criar um avião de combate para apoiar as nossas forças aéreas, mas também garantir que a tecnologia era europeia. Temos um milhão de horas de voo”, acrescentou em entrevista durante o evento anual do cluster de defesa nacional, a AED.

Com a terceira maior Zona Económica Exclusiva (ZEE) da União Europeia, os novos caças vão ter de patrulhar uma vasta extensão marítima. Estão à altura do desafio? “Diria que é melhor ter dois motores do que ter só um nas longas distâncias, para ter fiabilidade e resistência”, afirma, por sua vez, Manuel Kiefer, diretor da Eurofighter, e um ex-piloto deste caça ao serviço da alemã Luftwaffe. O Typhoon é também o único dos três concorrentes a contar com dois motores, com o Lockheed Martin F-35 e o Saab Gripen a contarem com um cada.

Em termos de experiência real de combate, conta com ataques ao Estado Islâmico no seu currículo na Operação Shader que teve lugar em 2014 na Síria, onde a “plataforma deu provas da sua capacidade de combate” ao serviço da Royal Air Force (RAF) britânica.

O antigo piloto também destaca as missões de patrulhamento aéreo realizadas nos países bálticos e na Polónia, para garantir que a Rússia não viola espaço aéreo europeu. “Voamos nesta região todos os dias e intercetamos qualquer violação do espaço aéreo. Eu próprio cheguei a realizar estas missões”, segundo Manuel Kiefer.

O consórcio que junta o Reino Unido, Alemanha, Itália e Espanha conta com mais de 600 aviões construídos e 170 encomendas, equipando as forças aéreas de Alemanha, Espanha, Reino Unido, Itália, Turquia, Omã, Arábia Saudita, Kuwait e Qatar.

O caça tem a capacidade para voar ao dobro da velocidade do som, quase 2.500 km/h, com uma altitude máxima de 17 km.

“Temos mais de 400 fornecedores europeus para o maior programa de defesa europeu de sempre, responsável por 100 mil postos de trabalho”, segundo Ivan Gonzalez-Exposito que promete fomentar a cooperação industrial com Portugal, se o caça for escolhido pelo Governo luso.

“A Airbus tem uma longa história com Portugal. Temos excelentes equipas em Lisboa, Coimbra e em Santo Tirso, com mais de 1.700 pessoas.”, explica. “Estamos a falar do fabrico da fuselagem, de partes do motor, mas também de outros equipamentos. Mas também de apoio ao Typhoon, ao motor e ao equipamento aéreo e em terra. Estamos também a olhar para o treino, simulação e outras áreas de cooperação”, afirmou.

Olhando mais para o futuro, destaca que as “companhias portuguesas podem cooperar na evolução futura do Eurofighter, para ter uma versão portuguesa feita à medida. E estamos a pensar também sobre as áreas de cibersegurança, de infraestrutura e de interoperabilidade: como ligar o Eurofighter às diferentes plataformas, como no caso da Marinha”.

A Eurofighter deixou também elogios à atitude das empresas portuguesas. “Há uma grande engenhosidade que vemos nas empresas portuguesas. Têm grande vontade de fazer negócios e de cooperar connosco, mas ao mesmo tempo são muito abertas em dizer se estão ou não interessadas no pacote de trabalho que estamos a preparar. São muito transparentes”, segundo Ivan Gonzalez-Exposito.

Na corrida para fornecer Portugal, estão também a Lockheed Martin com os F-35 e a Saab com o Gripen. Os norte-americanos garantem ter o caça mais avançado do mundo e apontam para a larga experiência que o F-35 tem de combate real, sendo também o preferido da Força Aérea, segundo uma avaliação interna, revelou o “Expresso”.

Já os suecos defendem que os seus custos de aquisição e manutenção são mais baixos, com a Saab a fazer valer a sua ligação à Embraer, brasileira que é a maior acionista da OGMA, que produz componentes para o KC-390. A Embraer é uma das parceiras no fabrico do Gripen no Brasil e vende o KC-390 e o Super Tucano a Portugal.

Espanhóis têm 770 milhões para investir em renováveis

É um investidor espanhol apoiado por um fundo britânico e tem um total de 770 milhões de euros de para investir nas energias renováveis em Portugal.
A BNZ tem um plano para construir nove centrais solares numa capacidade total de 600 megawatts (MW) nos próximos anos. A companhia já está a construir quatro projetos no norte do país: Armamar (98 MW, distrito de Viseu), Trofa (30 MW, Porto) e duas em Vila Nova de Famalicão (total de 68 MW, Braga).
Mas a BNZ queixa-se de atrasos nos apoios e licenciamentos, que têm atrasado os seus projetos, lamentando que Governo não tenha ainda conseguido “ultrapassar os vários obstáculos burocráticos”.
Detida pelo fundo britânico Nuveen, a BNZ destaca que o atraso no leilão de baterias“não é simplesmente uma data incumprida no calendário, mas um fator que mantém Portugal dependente das centrais térmicas e da volatilidade dos preços do gás”, disse o presidente-executivo da BNZ Luís Selva ao JE.
O Governo prometeu recentemente dar detalhes sobre o leilão no final deste mês, sabendo-se para já a potência prevista:750 megavolt amperes (MVA). “É importante ressalvar que esta é a primeira vez que há informações concretas sobre este leilão, que já tinha sido prometido há vários meses. Mesmo com a demora, tudo o que sabemos, ao dia de hoje, é a potência do leilão concorrencial”, segundo o gestor espanhol. “Isto deixa-nos um sabor agridoce. Por um lado, estamos, naturalmente, contentes por ver que o leilão vai, finalmente, avançar. Por outro lado, a demora até chegar a esta fase e a falta de transparência passam a imagem de um Governo comprometido até certo ponto, sem capacidade para ultrapassar os vários obstáculos burocráticos que têm atrasado, sucessivamente, os investimentos em energia renovável e, mais especificamente, em baterias em Portugal”.
A BNZdiz que este é um “bloqueio evitável: temos centenas de milhões de euros prontos para investir, mas deparamo-nos com um sistema que não protege o interesse nacional, aplicando regras de licenciamento já desatualizadas e que não respeitam o atual regime jurídico”.
Luís Selva dá o exemplo da Alemanha onde as baterias são remuneradas pela estabilidade que aportam ao sistema: “Portugal está, na prática, a empurrar o investimento para outros mercados por falta de definição política”. “Atualmente, o país continua exposto a tensões geopolíticas porque a nossa rede continua a ser conservadora e, sem uma decisão política clara sobre o armazenamento, a capacidade que deveria estar a estabilizar a rede e a reduzir os preços continua paralisada”.
Já a tutela realizou um ponto de situação recentemente. “Fizemos um investimento significativo em baterias, através do PRR. São mais de 180 milhões de euros, que representam uma capacidade instalada significativa. Já financiamos 43 projetos, apoiando a instalação de, pelo menos, 500 MW de capacidade de armazenamento de baterias”, disse a ministra do Ambiente e da Energia Maria da Graça Carvalho a 29 de maio.bOGoverno anunciou que vai passar a ter poderes para aprovar diretamente projetos de energias renováveis. Mesmo que sejam chumbados pelas autoridades ambientais e de licenciamento.
Os projetos solares enfrentam um problema. Como têm de vender a eletricidade no mercado, estes projetos precisam de baterias para serem rentáveis. É que a Península Ibérica conta com bastante capacidade solar, levando os preços a afundar. Ou seja, chegando à banca para financiar os projetos, as receitas não estão lá, tornando difícil obter capital.
A chamada bancabilidade dos projetos solares é um tema sensível no setor. Os promotores esperam que os projetos de baterias obtenham apoios, num momento em que a tecnologia está em fase de desenvolvimento e tem um custo elevado.
Luís Selva diz que “existe um atrativo enorme para continuar a financiar projetos renováveis na Europa. Com uma guerra em cima, as condições mudam, mas no longo prazo, há um apetite enorme”. Sobre o licenciamento, destaca o “emaranhado administrativo dos processos, as mudanças políticas, as mudanças nos órgãos de gestão de diferentes administrações, desde o funcionário ao nível político. Houve muitas mudanças em pouco tempo que talvez não tenham resultado numa estratégia consistente no conjunto de Portugal”.

Economia global desacelera com crise energética, mas IA amortece impacto

A crise energética provocada pela guerra EUA/Israel-Irão vai provocar um desaceleramento do crescimento da economia global este ano.

A Fitch reduziu em 0,2 pontos a sua previsão para este ano de crescimento, estimando agora 2,4% de aumento.

A agência de notação financeira destaca que os indicadores têm sido revistos em baixa com a inflação a subir e a penalizar os salários, afundando o consumo das famílias e a aumentar os custos das empresas.

Apesar da crise na energia, o investimento de inteligência artificial (IA) e o comércio global, com destaque para as exportações asiáticas, mantém a perspetiva de crescimento acima de 2% para este ano.

“O choque no preço do petróleo está a impactar as perspetivas de crescimento global e a aumentar os riscos negativos. Mas também estamos a assistir a um ‘boom’ muito elevado no investimento global em tecnologia o que está a amortecer o impacto no curto prazo, particularmente na Ásia”, disse Brian Coulton, economista-chefe da Fitch.

A revisão em baixa tem lugar depois de já ter cortado as perspetivas de crescimento para este ano dos EUA (1,9%) e da zona euro (0,9%). Já a China vê a sua estimativa a subir 0,3 pontos para 4,6%, dada a “resiliência notável nas exportações”.

Depois de 14 semanas fechado, o estreito de Ormuz só deverá reabrir em julho, prevê a Fitch que reviu em 17 dólares a sua estimativa para o preço do barril este ano: 87 dólares.

Apesar do seu impacto negativo, a crise petrolífera atual, é “menos severa” do que os choques petrolíferos da década de 70, quando o preço do barril atingiu 170 dólares em 1979 (preços atuais). O peso do petróleo no PIB mundial também foi cortado para metade desde a década de 80.

Num cenário mais adverso, com o petróleo mais elevado e as condições de crédito mais difíceis, o crescimento dos EUA pode ser de apenas 0,8%, de 0,3% na zona euro e de 3,4% na China.

Olhando para o investimento em tecnologia, este disparou 18% no primeiro trimestre nos EUA e “existe evidência de investimento rápido em tecnologia” noutros países. As importações de bens de capital dispararam quase 30% também nos EUA.

Já as exportações de chips contribuíram para fortes primeiros trimestres na Coreia do Sul e Taiwan, com a China a vender mais tecnologia.

As vendas de chips a nível global subiram 80% em março com o aumento das vendas.

A Fitch prevê que o BCE suba taxa em 25 pontos base em junho, mas que serão revertidas no próximo ano, com a Fed a manter as taxas este ano, para seguir com cortes em 2027.

Mourinho sai por 15 milhões para o Real Madrid

José Mourinho regressa ao Real Madrid

José Mourinho sai por 15 milhões de euros para o Real Madrid, anunciou a SL Benfica SAD esta quinta-feira. Mas só se Florentino Perez vencer as eleições. Este é para já o cenário em cima da mesa na novela do sai-não sai de Mourinho do clube da Luz.

A Benfica SAD informou hoje que a “candidatura do Presidente Florentino Pérez às eleições do Real Madrid CF manifestou a firme intenção de contratar o treinador José Mário dos Santos Mourinho Félix caso vença as eleições para a presidência desse clube, agendadas para 7 de junho de 2026”.

Neste cenário, “a contratação será realizada pelo valor de 15 milhões de euros, correspondente à cláusula de rescisão do contrato de trabalho desportivo em vigor”.

O anúncio da SAD encarnada acontece depois de José Mourinho ter surgido num vídeo promocional da campanha de Florentino Perez, confirmando o seu regresso ao Santiago Bernabeu, se o atual presidente vencer.

Marco Silva já é dado como certo na Luz durante dois anos, mas ainda não há confirmação oficial, enquanto não se resolver a situação de José Mourinho, com críticas à direção do clube por não ter resolvido já esta situação, estando ainda pendente, aparentemente, de José Mourinho resolver a sua situação profissional.

Maior gestora de ativos da Europa aposta em luso-suíços do engenheiro do solar

Há quase 20 anos um jovem engenheiro civil português foi trabalhar para a Suíça em plena crise financeira mundial à procura de oportunidades na sua carreira.

Começou por trabalhar numa cimenteira, mas passados uns anos chegou ao mundo da energia solar descentralizada, isto num país conhecido pelos seus invernos rigorosos. Fundou a sua companhia em 2015, em conjunto com o seu sócio suíço, para levar o sol aos cantões da confederação helvética.

A Youdera começou por estar focada inteiramente no mercado suíço, mas decidiu atravessar os Alpes e os Pirinéus para entrar no mercado ibérico. Em 2021, deu-se a entrada em Portugal, num regresso a casa de Pedro Miranda, para investir no seu país.

Agora, os luso-suíços da Youdera, sediados em Lausana, vão receber 150 milhões de euros do fundo francês Amundi para investir na produção descentralizada de energia solar no mercado ibérico focada nas empresas, em troca de uma participação acionista.

A Amundi é o maior gestor europeu de ativos com 2.400 milhões de ativos sob gestão, situando-se entre os 10 maiores gestores mundiais.

“Investimos em centrais fotovoltaicas, em sistemas de baterias e vendemos energia diretamente na propriedade do clientes através de um PPA [acordo de energia]. Para este modelo de negócio é preciso capital porque somos nós que investimos nos sistemas descentralizados de energia”, diz Pedro Miranda, presidente-executivo da Youdera, em entrevista ao Jornal Económico.

E dos 150 milhões, qual a percentagem que pretendem investir em Portugal? “Vai depender da procura de cada mercado. Podemos colocar mais em Espanha ou mais em Portugal, consoante as oportunidades surgirem. A nossa perspetiva é alocar esse capital o mais depressa possível e que consigamos passar para o próximo nível”.

Objetivo: atingir 500 megawatts de potência instalada nos três mercados até 2030. “É uma perspetiva muito ambiciosa no longo prazo, mas há muito potencial”.

Quem entra com o capex é a Youdera, o que vai servir para facilitar a aposta das empresas. “Somos nós que fazemos o investimento. Somos uma empresa de infraestrutura, de sistemas de energia. Fornecemos energia descentralizada. O cliente tem muitas formas de financiar, muitas formas de chegar a estes tipos de sistemas. Podem ir com capitais próprios, podem ir ao banco ou podem recorrer a uma empresa como a nossa que presta um serviço chave-na-mão completo de energia a um preço mais barato face ao da rede”.

“A vantagem de fazer connosco? Não tem que aportar capital, é uma vantagem essencial. Nós investimentos totalmente no capex. Também fazemos a operação e a gestão. Por vezes, toma-se a decisão de investir com capitais próprios, mas sem competências técnicas ou sem conhecimento para gerir as instalações… nós trazemos esse profissionalismo: as empresas não querem comprar um problema, mas uma solução, e nós conseguimos aportá-la”, defende.

A companhia tem comprado instalações já existentes, entrando numa segunda fase dos projetos. “Assim, se eu chegar hoje a uma empresa que fez um investimento há dois anos e agora a empresa precisa de liquidez, temos capacidade de chegar e comprar aquela instalação. O nosso mercado é nova instalação, mas também a já existente, comprando portfólios no mercado”, revelando que já fechou várias operações no mercado secundário.

“Portugal tem a sorte de estar numa latitude que permite pensar que o solar pode cobrir uma grande percentagem das nossas necessidades. Quando mais para norte vamos, mais essa produção é central e concentrada nos meses de verão, no inverno há menos horas de sol. A Alemanha está a norte da Suíça e tem uma capacidade instalada brutal. Muitas vezes não é uma questão de latitude ou de geografia, é uma questão regulatória e dos mecanismos que permitem à indústria expandir-se”, afirma.

Sobre se a guerra no Médio Oriente está a trazer mais clientes, afirma que “numa primeira fase, as empresas retraem-se porque aumenta o risco. Mas depois, quando começam a processar os potenciais impactos, começam-se a mexer mais e isso nota-se: processos que estavam em banho maria começam agora a fechar”.

E quais as diferenças entre fazer negócios nos dois países? “A Suíça é um país mais nórdico, mais organizado. Os suíços instalam a mesma capacidade desde há dez anos. Não se podem instalar sistemas fotovoltaicos de grande escala porque existem restrições de nível paisagístico e é um país bastante pequeno, não há espaço para instalar painéis no chão. Em Portugal, diria que mereceríamos um bocadinho de mais planeamento a mais largo prazo”, explica.

Sobre questões de licenciamento, a empresa não tem nada a assinalar. “Em Portugal, não nos queixamos muito desse problema, uma vez que, como estamos a instalar na propriedade dos nossos clientes e os clientes já estão conectados à rede, o processo de licenciamento é relativamente fácil, comparando com a Espanha, onde na maior parte dos casos a energia descentralizada não consegue injetar na rede por falta de capacidade ou por falta de vontade política”.

Em termos de timings, o gestor diz que o licenciamento “é muito rápido, uma questão de meses. Esse problema geralmente não se põe para potência baixas”.

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