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SP: Ex-auditor é acusado de corrupção com concessionária de carros de luxo

13 June 2026 at 14:47

O ex-auditor fiscal da Sefaz-SP (Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo), Artur Gomes da Silva Neto, foi denunciado por um esquema de corrupção passiva envolvendo a concessionária de veículos de luxo Autostar. Outras duas pessoas do grupo supostamente liderado por Artur também foram denunciadas.

A denúncia foi apresentada nesta semana pelo Gedec (Grupo de Atuação Especial de Repressão aos Delitos Econômicos) do Ministério Público de São Paulo. Artur está preso preventivamente por outro processo por acusações de crimes que geraram um prejuízo bilionário ao Estado.

Na nova acusação, que decorre das investigações sobre fraudulenta aprovação de créditos de ICMS junto à Sefaz, o MP cita o mesmo modelo criminoso, mas com peculiaridades em favor da Autostar e outras empresas do grupo Automob. Outras ações penais tratam de acusações envolvendo Ultrafarma, Fast Shop e os postos de combustível da Rede 28.

No geral, o esquema combinava uma manipulação dolosa de arquivos por “fator de multiplicação” sobre os ressarcimentos com uma tramitação privilegiada de pedidos administrativos, conduzidos pelo ex-auditor.

Segundo o MP, no caso da Autostar, Artur manteve “idêntica relação de prestação fraudulenta de “assessoria tributária” em duas gestões distintas do mesmo conjunto de empresas. Primeiro com o antigo diretor-presidente da rede da companhia e depois com a venda das empresas ao grupo Automob.

Duas pessoas citadas como envolvidas no esquema, além do antigo presidente da Autostar, já realizaram ANPPs (Acordos de Não-Persecução Penal) com a acusação. Por isso, colaboraram com informações ao Ministério Público e não foram denunciados.

O esquema da propina

A acusação aponta que a proprina foi convencionada da seguinte forma:

  • O ex-presidente da Autostar aceitou pagar de 5% e 7% do montante líquido, mas apenas quando estes valores ficassem disponíveis a ele;
  • Após a aquisição da empresa pela Automob, um advogado organizou para que o grupo fosse remunerado com 10% dos créditos apurados e liberados pela Sefaz, sendo 6% destinados a Artur.

O MP explica que os pagamentos não chegaram a ser feitos por causa da deflagração da Operação Ícaro, em agosto de 2025, que prendeu o dono da Ultrafarma Sidney Oliveira.

Por isso, a nova denúncia não imputa o crime de lavagem de dinheiro, mas apenas corrupção passiva, já que a consumação depende somente da solicitação ou a aceitação de promessa de vantagem, conforme o artigo 317 do Código Penal.

A denúncia revela que Artur deferiu pessoalmente seis pedidos de ressarcimento de ICMS-ST em favor da Autostar, e vistou as respectivas notas fiscais de ressarcimento, totalizando R$ 100.649.999,99.

Em seguida, ainda como auditor fiscal da Sefaz-SP, coordenou a preparação dos arquivos e a transmissão deles ao sistema da Secretaria, realizada na sede da Autostar pessoalmente por Maria Hermínia de Jesus, outra denunciada, no dia 26 de junho de 2025.

Os arquivos referem-se ao período entre janeiro de 2021 e dezembro de 2024, para as mesmas filiais que já haviam sido beneficiadas pelo esquema, indicando a continuidade da fraude, apesar da mudança da operação das concessionárias depois de assumidas pela Automob.

Corrupção passiva

De acordo com a denúncia, junto com Artur Neto, Fátima Rizzardi e Maria Hermínia cometeram corrupção passiva ao solicitar e aceitar promessa de vantagem indevida entre dezembro de 2020 e julho de 2024. 

Por seis vezes, o trio receberia de 5% e 7% dos ganhos que o ex-presidente da Autostar teria, para auxiliar as concessionárias da companhia a obter o ressarcimento de créditos de ICMS-ST “de modo célere e superfaturado“.

Além disso, o grupo, também entre julho de 2024 e julho de 2025, aceitaram propina de 10% do proveito proporcionado às empresas, a partir de outra pessoa investigada.

“O grupo liderado por Artur Gomes da Silva Neto atuava como uma verdadeira consultoria informal embutida na própria estrutura da Sefaz“, afirma o MP em um trecho do documento. A acusação demonstra que o trio orientava os executivos das empresas contribuintes sobre as informações a serem fornecidas, gerava e manipulava os arquivos a serem transmitidos, e instruía as respostas a notificações por ele próprio expedidas, acelerando o deferimento dos créditos.

Mensagens de áudio enviadas por Artur à Fatima e Maria Hermínia indicam que o grupo manipulava os dados que seriam transmitidos à Secretaria, adicionando um “turbo”. Com uma meta de “multiplicar por 5”, o objetivo era inflar artificialmente os créditos de ICMS a serem ressarcidos.

No final, os ressarcimentos eram obtidos com valores majorados artificialmente, “numa fraude que somente foi possível pela conivência do auditor fiscal subscritor das decisões administrativas”, conforme a denúncia.

O MP pede a condenação do grupo por seis vezes de corrupção passiva em concurso material. À CNN Brasil, a defesa de Artur afirmou que vai se manifestar tecnicamente no processo. Veja o posicionamento:

“A Defesa de Artur Gomes da Silva Neto, representada pelo Dr. Júlio César De Nigris Boccalini, não fará juízo de mérito pela imprensa, especialmente sobre vídeo ou documentos cuja origem, integralidade, contexto e cadeia de custódia ainda precisam ser controlados nos autos. A Defesa já requereu acesso integral aos procedimentos relacionados e se manifestará tecnicamente no processo. Qualquer acusação deve ser demonstrada por prova lícita, íntegra, contextualizada e submetida ao contraditório. Artur seguirá se defendendo nos autos, com serenidade e respeito ao Poder Judiciário”. 

Em nota, a Automob afirma que a denúncia se refere a período anterior à aquisição da Autostar. Leia na íntegra:

“A Companhia informa que tomou conhecimento da existência de denúncia envolvendo fatos supostamente ocorridos em uma de suas controladas. Com relação à matéria divulgada nesta data (11/06), os fatos se referem a período anterior à aquisição da empresa, concluída em abril de 2022. Em relação ao período sob a atual administração, a Companhia esclarece que não há registros de utilização de créditos fiscais oriundos de benefícios concedidos pelo Estado de São Paulo. Os créditos tributários são previamente validados antes do seu aproveitamento e seguem absoluto cumprimento à legislação e conformidade regulatória. A Companhia reafirma seu compromisso com a ética, a integridade e o cumprimento das obrigações legais e regulatórias, permanecendo à disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários às autoridades competentes”. 

“Não confie no MP”: cartas revelam orientações de ex-auditor preso em SP

Prisão por fraudes em ICMS

Na última quarta-feira (10), o ex-auditor foi preso novamente, após ser solto no dia 2 de junho, por continuar praticando crimes mesmo sob medidas cautelares, no âmbito do esquema de corrupção e fraudes no ICMS. Ele foi alvo de mandados de prisão preventiva e encontrado em sua casa em Ribeirão Pires (SP).

Artur já configura como réu em sete ações penais movidas pelo Ministério Público de São Paulo. Até a próxima semana, ele deve ser denunciado em outras três investigações.

Ao todo, ele responde por mais de 130 vezes de lavagem de dinheiro e corrupção nos esquemas relacionados às empresas Fast Shop, Ultrafarma e a Rede 28. Os casos foram investigados durante as operações Ícaro, Mágico de Oz e Fisco Paralelo, todas realizadas pelo Ministério Público paulista.

O ex-auditor da Sefaz-SP (Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo), exonerado em agosto de 2025, foi preso em casa nessa quarta, alvo de dois mandados de prisão preventiva e um de busca e apreensão. Com ele, foram encontrados diversos documentos evidenciando a contínua prática criminosa, mesmo sob medidas cautelares.

Documentos obtidos pela reportagem também detalham os impactos financeiros do esquema liderado por Artur, identificados desde o início das investigações nos primeiros meses de 2025, que somam R$ 8,53 bilhões em prejuízos ao Estado.

GWM Wey 07 Dark Edition estreia no Brasil com preço de R$ 432.000

3 June 2026 at 11:22

A GWM lança no Brasil o Wey 07 Dark Edition, nova versão do SUV híbrido plug-in de luxo da marca. A novidade, anunciada por R$ 432.000, combina sofisticação, tecnologia e uma identidade visual exclusiva. Com a versão Dark Edition do SUV Wey 07,  a GWM busca objetivo ampliar a linha do modelo ao oferecer uma proposta com mais esportividade. O Wey 07 Dark Edition foca o público que busca uma aparência diferenciada sem abrir mão de conforto e inovação.

O Wey 07 Dark Edition se destaca pelo design externo escurecido, que confere ao modelo uma presença mais imponente. A carroceria adota pintura na cor preta, além do design das rodas exclusivas de 21 polegadas que recebem destaque com as pinças de freio vermelhas, criando um contraste elegante e esportivo ao modelo.

No interior, a proposta segue a mesma linha, com cabine totalmente preta, incluindo revestimento de teto e colunas, e uso de materiais premium como Alcântara, criando um ambiente envolvente, sofisticado e alinhado ao perfil de clientes que buscam uma experiência diferenciada a bordo.

Sob o capô, o modelo mantém o conjunto mecânico já consagrado, que combina um motor a gasolina 1.5 turbo com dois motores elétricos (um dianteiro e um traseiro, ambos independentes), proporcionando tração integral com distribuição de torque variável entre os eixos por meio da tecnologia Hi4 (Hybrid Intelligent 4WD).

O conjunto entrega 517 cv de potência total e 820 Nm de torque, permitindo aceleração de 0 a 100 km/h em apenas 4,9 segundos. A bateria de 42,5 kWh garante autonomia de até 128 km pelo Inmetro (ou 185 km quando considerado o ciclo WLTP)  no modo totalmente elétrico, favorecendo deslocamentos urbanos silenciosos e com zero emissões.

A transmissão DHT foi desenvolvida pela própria GWM para maximizar a eficiência energética e o conforto de rodagem. O sistema opera em múltiplos modos automáticos: EV, HEV, Esporte, Eco, AWD, Neve, Areia, Lama e Normal, adaptando-se a diferentes estilos de condução e tipos de terrenos.

Com 5,15 metros de comprimento, 1,98 metro de largura, 1,80 metro de altura e entre eixos de 3,05 metros, o Wey 07 Dark Edition oferece proporções imponentes e excelente aproveitamento de espaço interno.

A capacidade do porta-malas é de 239 litros com todas as fileiras em uso, chegando a 1.040 litros com a terceira rebatida. O modelo tem capacidade de reboque de até 750 kg e altura livre do solo de 180 mm, com inclinação máxima de rampa de impressionantes 60% (31°), alinhando robustez, estabilidade e conforto em todos os cenários de uso.

O foco no luxo permanece como um dos pilares do modelo, com destaque para a experiência a bordo. O Wey 07 Dark Edition traz seis assentos individuais com ajustes elétricos, incluindo o assento dianteiro com sensação de gravidade zero, projetado para oferecer máximo relaxamento. As primeiras fileiras dispõem de aquecimento, ventilação e massagem, enquanto o motorista conta com memória de posição e função de boas-vindas. O sistema também inclui a função “Boss”, que permite otimizar o espaço interno para os ocupantes traseiros.

Entre os itens de conveniência, o modelo oferece uma caixa térmica integrada ao console central, com capacidade de 7 litros e controle de temperatura entre -6°C e 50°C, além de ar-condicionado de três zonas com controle independente. O conforto na cabine é complementado pelo alto nível de isolamento acústico, reforçado por pneus de baixa emissão de ruído, e por estribos laterais elétricos que facilitam o acesso ao veículo.

A tecnologia embarcada é outro destaque, com sistema de som Hi-Fi com 16 alto-falantes de 1.670 W de potência e subwoofer. A tela de central multimídia de 14,6” com sistema GWM Coffee OS3 em 3D Full HD é complementada pelo painel de instrumentos de 12,3 polegadas e o head-up display de 25 polegadas. O modelo traz ainda sistema de reconhecimento de voz e carregamento de smartphone por indução.

Compatível com Apple CarPlay e Android Auto sem fio, esse sistema permite personalização da interface, comandos de voz em português e exibe um modelo 3D interativo do veículo na tela da central multimídia com acesso rápido a funções como teto solar, ar-condicionado e portas.

Há também conectividade via Wi-Fi, que permite conectar até oito dispositivos, atualizações remotas (OTA) e acesso remoto via aplicativo My GWM, que oferece mais segurança, conveniência e conforto com funções inteligentes, como climatização remota, abertura e travamento das portas, localização do veículo, monitoramento do status da bateria, alertas de segurança e notificações em tempo real.

O Wey 07 Dark Edition incorpora o pacote de segurança mais avançado da GWM, com 22 sensores (5 radares, 12 ultrassônicos e 5 câmeras), entregando um sistema de condução semiautônoma de nível 2+. O sistema inclui controle de cruzeiro adaptativo inteligente (ICC), assistente de faixa, frenagem autônoma de emergência, estacionamento automático e visão panorâmica 540° com chassi transparente.

A carroceria de alta resistência e o conjunto de seis airbags com cortinas estendidas asseguram máxima proteção. O Controle Integrado de Frenagem (IBC) proporciona respostas rápidas e suaves, enquanto o sistema de reconhecimento de fadiga e distração do motorista reforça a segurança proporcionada ao motorista.

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