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Banco de Portugal quer forçar negócios a aceitar pagamentos eletrónicos

By: ZAP
17 June 2026 at 10:15
O Banco de Portugal quer incentivar ainda mais o uso de métodos digitais, como cartões, transferências ou contacless, e reduzir ainda mais o pagamento com cheques. O Banco de Portugal está a estudar alterações legislativas que poderão obrigar as empresas a aceitar, além do numerário, pelo menos uma forma de pagamento eletrónico. A proposta integra a nova Estratégia Nacional para os Pagamentos de Retalho 2030, atualmente em consulta pública, e pretende acelerar a modernização dos meios de pagamento no país, avança o Jornal de Negócios. A iniciativa surge num contexto de forte crescimento das transações eletrónicas, que já dominam largamente

Preços das casas mais do que duplicaram em mais de 150 municípios

15 June 2026 at 16:54

Os preços da habitação mais do que duplicaram em 157 municípios entre 2017 e 2025, com as maiores valorizações a serem registadas na Área Metropolitana do Porto, Grande Lisboa e Península de Setúbal, segundo o Banco de Portugal.

Nos concelhos de Sintra, Seixal, Barreiro, Moita e Setúbal a variação do valor mediano por metro quadrado das casas vendidas apresentou valores superiores a 200% no período em análise.

A conclusão é do estudo “Habitação em Portugal: determinantes da oferta e dinâmica de preços e rendas”, publicado no Boletim Económico de junho hoje divulgado pelo Banco de Portugal.

Já o valor mediano das rendas por metro quadrado mais do que duplicou em 23 municípios (num total de 184 para os quais existe informação), destacando-se os concelhos de Grândola, Sines e Moita, com variações superiores a 125% no período entre 2017 e 2024 (o último ano para o qual o INE divulgou valores das rendas).

De acordo com o estudo, o incremento imobiliário foi mais intenso nos municípios que apresentavam preços de aquisição menos valorizados face às rendas aí praticadas, com a procura a deslocar-se “para municípios relativamente mais acessíveis” nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto.

Em comparação, os municípios do Algarve, “que já se destacavam com rácios preço-renda superiores à média nacional ― muito influenciados pela procura por não residentes”, registaram variações relativamente menores no período considerado.

O estudo conclui também que em Portugal as expectativas dos consumidores sobre o comportamento dos preços de habitação nos próximos 12 meses “evidenciam uma evolução crescente e níveis persistentemente superiores aos da área do euro”.

Entre janeiro e março de 2026, a expectativa era de um aumento dos preços de habitação, em média, de 7% em Portugal e de 3,7% na área do euro, com Portugal a apresentar “uma perceção generalizada de que o momento atual é favorável ao investimento” e à aplicação das poupanças no mercado de habitação.

Os autores do estudo ressalvam a existência de “elevada heterogeneidade nas expectativas dos consumidores nacionais, com os jovens (18–34 anos) a anteciparem uma subida de 4%, em média, e os consumidores na faixa etária dos 55–70 anos a anteverem um crescimento de 6,3%.

“Esta diferença poderá estar associada ao facto de as gerações mais velhas, com um historial mais longo de observação dos preços e dos ciclos económicos no mercado imobiliário, tenderem a ancorar as suas expectativas em fenómenos inflacionários já vividos”, lê-se no documento.

A nível regional, as expectativas mais elevadas concentram-se na região Norte (6,8%) e na Área Metropolitana de Lisboa (6,6%), em contraste com valores mais baixos no Alentejo e Algarve (3,7% em ambas).

Apesar do forte crescimento dos preços, o estudo do Banco de Portugal revela que o peso do crédito bancário nas transações de casas manteve-se abaixo de 60% ao longo dos últimos anos, com a parte restante a ser assegurada pelo recurso a capitais próprios na compra de habitação.

Contudo, o crescimento dos empréstimos foi mais forte desde o início de 2024, coincidindo com a descida das taxas de juro e também com “o regime da garantia do Estado” criado para os jovens.

Os autores do estudo – Nuno Alves, João Amador, Beatriz Amorim, João Bonito Gomes, Cristina Manteu, António Santos e Carlos Santos – apontam ainda limitações às estatísticas sobre o mercado habitacional, considerando-as “insuficientes” para avaliar “as quantidades procuradas e oferecidas para cada preço”, a “evolução das preferências das famílias”, a “estrutura de custos associada à construção de habitação” e as “condições de concorrência no setor”.

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Banco de Portugal: Habitação social reduz pressão da procura e ajuda a moderar as rendas

15 June 2026 at 16:07

A habitação social “reduz a pressão da procura”, “introduz concorrência” e assegura “um nível mais estável de oferta” de casas, contribuindo para a moderação das rendas, mobilidade laboral e coesão territorial, segundo um estudo do Banco de Portugal.

“Países com uma componente significativa de oferta pública, cooperativa ou de arrendamento não lucrativo no mercado de habitação tendem a ser mais resilientes a choques económicos e menos vulneráveis a dinâmicas especulativas”, indica o estudo “Habitação em Portugal: determinantes da oferta e dinâmica de preços e rendas”, publicado no Boletim Económico de junho hoje divulgado pelo banco central.

Os autores do documento referem que países com forte presença de habitação pública, cooperativa ou não lucrativa – como a Áustria, Países Baixos, Dinamarca e Finlândia – apresentam “menor volatilidade das rendas, maior acessibilidade e menor segmentação do mercado”.

Mas em Portugal, onde a oferta de habitação social ronda os 2% do total, “é reduzida, tanto em termos absolutos como em comparação internacional, sendo sobretudo promovida por entidades públicas”, e contrasta com países onde existe “maior envolvimento de entidades privadas sem fins lucrativos ou cooperativas”.

Na maioria dos municípios, a habitação social é “pouco expressiva”, com a maior oferta localizada na área metropolitana do Porto, na Madeira, em algumas ilhas dos Açores, nos distritos de Portalegre e Évora, e em alguns municípios da área metropolitana de Lisboa.

Esta concentração em poucos municípios “pode gerar incentivos desequilibrados no conjunto do território, na medida em que pode originar desigualdades territoriais, menor coesão social e reduzir a mobilidade laboral e as oportunidades para as famílias que não consigam aceder a emprego e serviços noutras localizações”.

Os autores do estudo recordam ainda que a habitação social “garante estabilidade residencial para famílias vulneráveis”, pode “apoiar a revitalização de áreas urbanas” e “atua como estabilizador do mercado, na medida em que aumenta estruturalmente a oferta, moderando a evolução das rendas e promovendo a sua previsibilidade”.

Além disso, “reduz a pressão da procura sobre o setor privado, oferecendo alternativas para famílias de rendimentos médios e baixos”, introduz concorrência indireta, “moderando a transmissão de evoluções exuberantes de preços” e assegura “um nível mais estável de oferta, particularmente relevante em contextos de escassez estrutural”.

A análise do Banco de Portugal incide também sobre o alojamento local, considerando que nas zonas de maior densidade contribuiu para “aumentos das rendas, a substituição de residentes por visitantes (gentrificação turística) e a reconfiguração do tecido comercial”.

Um dos impactos do alojamento local “é a redução da oferta de imóveis anteriormente destinados ao arrendamento de longa duração”.

Em Portugal, “existe também evidência de que a procura de imóveis para arrendamento de curta duração contribui para o crescimento dos preços da habitação”, afirma-se no estudo.

O documento estima ainda em 300 mil o défice de novas casas face ao aumento de famílias na última década, mas a escassez de mão-de-obra, a falta de terrenos, a excessiva regulamentação e o encarecimento dos materiais limitam a capacidade de resposta do setor da construção face à procura acumulada.

Em 2025, “o hiato entre a dinâmica demográfica e a oferta de nova habitação parece ter sido, em larga medida, anulado”, num contexto de redução de imigração, o que leva os autores do estudo a admitir que os fatores demográficos “tenderão a ser mitigados no futuro próximo” e a conduzir a “uma estabilização das pressões sobre os preços da habitação”.

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“Economia continua bastante resiliente aos choques”, sublinha Álvaro Santos Pereira

15 June 2026 at 12:20

A economia portuguesa continua resistente aos vários choques negativos que a têm assolado, considera o governador do Banco de Portugal (BdP), que exclui preocupações com possíveis procedimentos por défice excessivo impostos por Bruxelas apesar do regresso previsto aos saldos orçamentais negativos. Ainda assim, a prioridade dada à redução da dívida deve continuar, sob pena de ser invertida nos próximos anos face ao envelhecimento da população.

Na conferência de imprensa de apresentação do Boletim Económico de junho, divulgado esta segunda-feira, o governador Álvaro Santos Pereira sublinhou a resistência que a economia nacional tem mostrado aos sucessivos choques negativos que tem vivido, com destaque para as duas crises energéticas dos últimos quatro anos, projetando que esta se mantenha, mesmo com a incerteza que ainda reina.

“A economia continua bastante resiliente aos choques”, afirmou o governador, embora reconhecendo que “começa a haver mais pressão nos preços”, o que motivou a revisão em alta da inflação.

Recorde-se que o BdP manteve as previsões do crescimento para este ano e o próximo no Boletim divulgado esta segunda-feira, apontando a 1,8% em 2026 e 1,6% em 2027, mas reviu em alta a inflação de 3,1% no final do ano, acima dos 2,8% previstos em março.

Álvaro Santos Pereira destacou o papel da componente energética nesta revisão em alta, mas apontou para outros segmentos, como o dos serviços, onde tipicamente a pressão nos preços “demora um bocadinho mais a descer”. No entanto, o líder do BdP vê na decisão do Banco Central Europeu (BCE) uma forma de “evitar uma espiral da inflação” que teria efeitos mais penalizadores na economia europeia e, por arrasto, na portuguesa.

Por outro lado, o Boletim aponta para um défice este ano, ainda que menos expressivo do que o projetado em dezembro, com uma revisão de 0,4% para 0,2%, mas a possibilidade de novo excedente ou situação de equilíbrio não é excluída. “Há sempre alguma margem”, argumentou o governador, pelo que “tudo vai depender do Governo e da economia”.

Apesar da previsão de défice, Álvaro Santos Pereira não se mostrou preocupado com o risco de o país cair numa situação de procedimento por défice excessivo, mesmo com a despesa líquida a crescer acima dos referenciais dados por Bruxelas.

“Estamos muito perto do equilíbrio orçamental, estamos numa situação orçamental bastante melhor que a maior parte dos países europeus e, ao nível da dívida, tem havido uma redução muito significativa que achamos que vai continuar”, projetou o governador. O Boletim antecipa uma redução do indicador para 85,7% este ano e para 82,5% no próximo.

Ainda assim, o antigo ministro não quer que os portugueses se tornem “complacentes ou relaxem no esforço de desendividamento”, até porque a estrutura demográfica agrava a pressão no futuro, havendo o risco de uma inversão da tendência de queda a na próxima década.

Como “descolar” o salário mínimo do salário médio? Economistas explicam

By: Lusa
14 June 2026 at 12:30
“Uma solução permanente terá de passar por melhoria da produtividade, e também na atração de investimento estrangeiro de alta qualidade”. O salário mínimo e o médio estão cada vez mais próximos, verificando-se um fenómeno de compressão salarial, que poderia ser evitado com um aumento da produtividade, consideram economistas ouvidos pela Lusa, que defendem políticas para estimular a atividade. Segundo uma análise do Banco de Portugal (BdP) divulgada esta semana, o índice de Kaitz, que mede o rácio entre o salário mínimo e o salário mediano, subiu para 91% em 2025, o que compara com 87% em 2019. Para o economista

BE questiona Banco de Portugal sobre bloqueio de conta bancária do Global Media Group

By: Lusa
8 January 2024 at 13:12
Administração do grupo indicou uma "incompreensível postura do Banco Atlântico Europa" como uma das razões para o atraso no pagamento dos salários de dezembro, que ainda não chegaram aos trabalhadores.

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