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115 euros: salário mínimo cada vez mais próximo do salário mediano

By: ZAP
9 June 2026 at 09:00
Salário mínimo já vale 91% do salário mediano: a diferença é de 115 euros. Banco de Portugal alerta para riscos. O salário mínimo nacional (SMN) está cada vez mais próximo do salário mediano em Portugal, alertou o Banco de Portugal (BdP) esta segunda-feira. Em 2025, a remuneração mínima fixada por lei atingiu 91% do salário mediano, deixando apenas 114,7 euros de diferença entre os dois valores. O BdP reconhece os efeitos positivos na redução da desigualdade salarial, mas alerta também para riscos sobre os incentivos dos trabalhadores, a valorização das qualificações e a produtividade da economia. Numa análise à distribuição

Salário mínimo continua a aproximar-se do salário mediano e atinge 91% em 2025, alerta BdP

8 June 2026 at 18:53

O salário mínimo nacional continua a aproximar-se do salário mediano e, no ano passado, e já representava 91% dos níveis centrais da distribuição salarial, de acordo com o boletim económico do Banco de Portugal (BdP) de junho, apoiado nos microdados da Segurança Social.

Em seis anos, passou de 87% (2019) para 91% (2025). Esta atualização confirma a tendência de aumento dos salários mais baixos acima dos mais altos. “A evolução recente da distribuição salarial, num contexto de atualizações expressivas do salário mínimo nacional, traduziu-se numa subida do índice de Kaitz (rácio entre o salário mínimo e o salário mediano), refletindo a aproximação do salário mínimo aos níveis centrais da distribuição salarial”, lê-se no relatório publicado esta segunda-feira pelo banco central.

Detalhando por decil da distribuição salarial, os trabalhadores no primeiro decil, ou seja, com rendimento junto do salário mínimo, tiveram um crescimento médio do salário base superior a 8%. No último decil, ligeiramente abaixo dos três mil euros mensais, o aumento foi quase de 5%, de acordo com o BdP, que recorda os aumentos significativos em termos nominais e reais dos salários nos últimos anos.

“Este padrão, caraterizado por crescimentos mais elevados nos níveis salariais mais baixos, traduz-se numa compressão da distribuição salarial”, alerta a instituição liderada por Álvaro Santos Pereira.

“Nos últimos anos, os salários registaram aumentos significativos em termos nominais e reais. Em 2025, o crescimento anual do salário médio por trabalhador foi de 5,6% em termos nominais, após 6,2% em 2024 e 6,4% em 2023. Em termos reais (descontando a inflação), os salários cresceram 3,1% em 2025, 3,4% em 2024 e 1,5% em 2023”, detalha o banco central.

“Em síntese, a distribuição salarial em Portugal tem registado uma compressão gradual nos últimos anos, refletindo aumentos salariais mais elevados nos níveis salariais inferiores. Esta evolução traduziu-se numa redução da desigualdade salarial, num contexto em que o salário mínimo nacional desempenha um papel central na formação dos salários. A compressão da distribuição salarial em torno do salário mínimo nacional levanta questões importantes relativamente aos incentivos dos trabalhadores e à dinâmica da produtividade da economia”, lê-se no documento.

O Boletim Económico revela que os salários em Portugal se tornaram “menos desiguais” ao longo dos últimos anos, ou seja, a diferença entre quem ganha mais e quem ganha menos diminuiu.

Para esta conclusão o BdP analisou dois indicadores que em conjunto sugerem que houve uma diminuição da desigualdade salarial em Portugal.

O Boletim detalha que “o rácio entre os percentis 90 e 10  da distribuição do salário total diminuiu de 4,1 em 2010 para 3,3 em 2025, indicando uma menor diferença entre os salários mais elevados e os mais baixos. De igual modo, o coeficiente de Gini do salário base reduziu-se de 0,31 para 0,24, enquanto o coeficiente de Gini do salário total passou de 0,33 para 0,28 no mesmo período. Esta evolução sugere uma distribuição mais equilibrada dos rendimentos do trabalho”.

O indicador P90/P10 compara o salário dos trabalhadores que estão entre os 10% mais bem pagos (percentil 90) com o salário dos 10% menos bem pagos (percentil 10). Em 2010, os trabalhadores do grupo superior ganhavam, em média, 4,1 vezes mais do que os do grupo inferior. Em 2025, essa diferença reduziu-se para 3,3 vezes. Isto mostra que os salários mais baixos cresceram relativamente mais do que os salários mais elevados, aproximando os rendimentos dos diferentes grupos de trabalhadores.

O coeficiente de Gini é outro indicador utilizado para medir a desigualdade. O seu valor varia entre 0 e 1: quanto mais próximo de 0, mais igualitária é a distribuição dos rendimentos; quanto mais próximo de 1, maior é a desigualdade. A redução do coeficiente de Gini do salário base de 0,31 para 0,24 e do salário total de 0,33 para 0,28 indica que a distribuição dos salários se tornou mais equilibrada ao longo do período analisado.

A comparação internacional dos indicadores de dispersão salarial mostra que Portugal apresenta atualmente um dos níveis de desigualdade salarial mais reduzidos da área do euro, destaca o Banco de Portugal.

Intermediários de crédito triunfam nos mais velhos, com rendimentos mais baixos e menor literacia financeira

Dados do Banco de Portugal relativos a 2025 revelam que 51% do crédito ao consumo e 56% do crédito à habitação foram comercializados com a intervenção de intermediários de crédito. O fenómeno é mais expressivo junto de mutuários mais velhos, com menor escolaridade e rendimentos mais baixos — e está associado a taxas de juro mais elevadas no crédito pessoal.

Os dados do Banco de Portugal mostram que os mutuários que usam intermediários tendem a ser mais velhos — com uma proporção significativamente maior de reformados (17% face a 7% na contratação direta) —, têm menor escolaridade e rendimentos mais baixos.

A menor literacia financeira parece ser um fator relevante na escolha do canal de contratação, segundo o BdP.

Em 2025, existiam 4.835 entidades registadas junto do Banco de Portugal com autorização para exercer esta atividade — um número que não para de crescer desde que o Regime Jurídico dos Intermediários de Crédito (RJIC) entrou em vigor, em janeiro de 2018. Na prática, fazem a ponte entre quem precisa de financiamento e as instituições financeiras que o concedem.

Os dados do Boletim Económico revelam que os intermediários estão espalhados por todo o território nacional. Em sentido inverso, a rede de agências bancárias tem-se contraído — e os dados sugerem que as duas tendências estão correlacionadas negativamente, ou seja, a saída dos bancos de determinadas zonas parece abrir espaço para novos intermediários.

Uma das conclusões mais relevantes da análise prende-se com o preço do crédito. No crédito pessoal, empréstimos semelhantes concedidos a mutuários semelhantes através de intermediários apresentam, em média, uma Taxa Anual de Encargos Efetiva Global (TAEG) cerca de 1,2 pontos percentuais acima da praticada na contratação direta. No crédito automóvel, essa diferença não é estatisticamente significativa.

Isto é que o crédito pessoal sai 1,2 pontos percentuais mais caro no intermediário do que no banco.

O Banco de Portugal admite que o diferencial possa refletir o que o consumidor está disposto a pagar para evitar procurar crédito por conta própria e beneficiar da ajuda do intermediário.

A atividade dos intermediários está fortemente ligada ao crédito automóvel. Cerca de 61% dos intermediários a título acessório registados no BdP têm como atividade principal o comércio de veículos automóveis, motociclos e acessórios. No total, mais de 80% do volume de crédito automóvel concedido em Portugal passa por este canal.

No crédito pessoal, o peso dos intermediários é mais modesto — cerca de 20% do total —, mas tem vindo a crescer. Neste segmento, destacam-se finalidades específicas como saúde, educação, energias renováveis e obras em casa, com uma representação claramente superior à da contratação direta nas instituições.

O Banco de Portugal deixa algumas ressalvas apesar de reconhecer a utilidade do papel dos intermediários financeiros. O supervisor refere que os intermediários de crédito podem trazer benefícios reais ao mercado: simplificam o processo de contratação, reduzem os custos de pesquisa para o consumidor, contribuem para a inclusão financeira de pessoas com menor acesso direto ao sistema bancário e podem reforçar a concorrência entre mutuantes.

Mas o modelo tem riscos. O regulador alerta para a relação de agência — os incentivos do intermediário nem sempre estão alinhados com os interesses do cliente. Na ausência de regulação adequada, um intermediário pode orientar o consumidor para as propostas das instituições que melhor o remuneram, em vez das mais favoráveis para quem contrata. Em Portugal, a grande maioria dos intermediários é remunerada pelas instituições financeiras que representa, não pelo consumidor.

O banco central defende a importância da transparência no mercado e da literacia financeira como condições essenciais para garantir o acesso equitativo ao crédito — sobretudo para os grupos que mais dependem dos intermediários.

BdP: Recurso a intermediários no crédito pessoal está associado a TAEG mais alta

8 June 2026 at 16:47
créditos ao consumo Banco de Portugal garantia pública

O recurso a intermediários no crédito pessoal está associado a uma TAEG mais alta do que na contratação direta na instituição, de acordo com uma análise do Banco de Portugal disponível no Boletim Económico de junho.

Segundo a análise divulgada esta segunda-feira, os empréstimos de crédito pessoal semelhantes concedidos a mutuários semelhantes através de intermediários apresentam, em média, uma taxa anual de encargos efetiva global (TAEG) cerca de 1,2 pontos percentuais acima da observada na contratação direta.

Esta diferença pode demonstrar que o consumidor está disposto a pagar para não ter de procurar diretamente e ter a ajuda de um intermediário para comparar propostas, indica o banco central.

“Pode ainda refletir caraterísticas de risco do mutuário que não são observáveis e, por isso, o seu efeito não estará a ser medido”, ressalva.

Por outro lado, no crédito automóvel não se observa um diferencial na TAEG na utilização de intermediário.

Esta análise centrou-se no crédito pessoal e automóvel, sendo que os intermediários de crédito registados estão maioritariamente ligados à venda de automóveis e estão distribuídos por todo o país.

Em 2025, cerca de 51% do montante de crédito aos consumidores e de 56% do montante de crédito à habitação foi comercializado com a intervenção de intermediário.

De acordo com os resultados desta análise, o recurso a intermediários é mais provável para pessoas com menor literacia financeira, indivíduos mais velhos e com menor escolaridade.

“Os mutuários que recorrem a intermediários de crédito tendem a ser mais velhos, com menor escolaridade e menor rendimento do que aqueles que recorrem diretamente às instituições financeiras”, indica o BdP, salientando que os intermediários podem “descomplicar” o processo.

É também mais provável nos locais onde a rede bancária é mais esparsa.

A análise conclui que enquanto a rede de estabelecimentos dos intermediários de crédito se tem expandido, a rede de agências bancárias tem-se reduzido, duas tendências que “podem estar relacionadas”.

Salário mínimo cada vez mais perto do mediano: rácio de 91%

8 June 2026 at 15:20
Banco de Portugal avisa que esta compressão da distribuição salariais levanta questões relativamente aos incentivos dos trabalhadores e à dinâmica da produtividade da economia.

© JOÃO RELVAS/LUSA

Rácio entre o salário mínimo e o salário mediano subiu para 91% em 2025

Prestação de crédito para casa sobe para metade do rendimento familiar

6 June 2026 at 07:51
endividamento

A conclusão decorre de um estudo que está  disponível no site do Banco de Portugal. O estudo diz que os aumentos muito significativos do preço das habitações têm dificultado a compra de casa com recurso ao crédito.

Entre 2019 e 2025, tornou-se mais difícil comprar casa com recurso ao crédito, com o rácio entre a prestação do empréstimo para compra de uma casa tipificada a preços medianos e o rendimento familiar mediano a aumentar de 26% para cerca de 50%. O aumento acumulado desde 2019T1 atingiu, assim, quase 100%, segundo uma análise da autoria de Beatriz Amorim e Cristina Manteu.

O forte aumento dos preços das habitações tem tornado cada vez mais difícil o acesso à casa própria através de crédito bancário. Segundo o estudo o rácio entre a prestação mensal de um empréstimo para aquisição de uma casa tipificada e o rendimento familiar mediano quase duplicou entre 2019 e 2025, passando de 26% para cerca de 50%. Este indicador, que reflete a pressão sobre o orçamento das famílias, sofreu um aumento acumulado de praticamente 100% desde o primeiro trimestre de 2019. O que antes representava pouco mais de um quarto do rendimento médio de uma família, passou a consumir metade, revelando uma significativa perda de poder de compra no mercado imobiliário.

Preços das casas e juros explicam a maior parte da deterioração

A análise publicada no site do Banco de Portugal decompõe os fatores que contribuíram para esta evolução: o montante do empréstimo (diretamente ligado aos preços das habitações), as taxas de juro e a evolução dos rendimentos.

O montante do empréstimo considerado corresponde a 90% do valor de uma casa com 101 m² (área mediana das habitações existentes no país), avaliada ao preço mediano por metro quadrado das transações realizadas. Este valor disparou de 96.800 euros em 2019 para 188.700 euros em 2025, praticamente duplicando.

A partir de 2022, o aumento das taxas de juro agravou ainda mais a situação. Embora o impacto das taxas de juro tenha diminuído mais recentemente e os rendimentos das famílias tenham continuado a crescer, os aumentos acentuados e persistentes dos preços das habitações limitaram a melhoria da acessibilidade.

“Os aumentos muito significativos do preço das habitações têm dificultado a compra de casa com recurso ao crédito”, destaca o relatório.

A informação consta da Caixa 3 “Indicadores de acessibilidade à habitação: evolução recente e perspetiva regional”, incluída no Boletim Económico do Banco de Portugal de março de 2026.

Esta evolução reforça os desafios que as famílias portuguesas enfrentam no acesso à habitação, num contexto de preços imobiliários elevados que continuam a pressionar o mercado apesar da recuperação gradual dos rendimentos, conclui o banco central.

Bancos centrais de Portugal e Espanha juntam principais bancos dos dois países para debater euro digital e IA

5 June 2026 at 17:31

O Banco de Portugal e o Banco de Espanha realizaram hoje, em Madrid, uma nova reunião de alto nível para aprofundar temas de interesse mútuo e reforçar a cooperação entre os dois países, segundo noticiou o Banco de Portugal. O encontro, explica o banco central, decorre do compromisso assumido em fevereiro, em Lisboa, de promover reuniões trimestrais entre as duas instituições.

A sessão foi presidida pelos governadores Álvaro Santos Pereira, do Banco de Portugal, e José Luis Escrivá, do Banco de Espanha, e contou com a presença de algumas das principais instituições financeiras de Portugal e Espanha, representadas ao nível de presidente e administrador executivo, explica o BdP.-

Durante o encontro com a banca foram debatidas as perspetivas do setor financeiro ibérico, com foco em quatro eixos principais, segundo o supervisor. Nomeadamente a simplificação regulatória para aumentar a competitividade do setor; os sistemas de pagamentos e o futuro do euro digital; os riscos e oportunidades das novas tecnologias, nomeadamente inteligência artificial e computação quântica; e a cooperação bilateral aprofundada.

Paralelamente, as direções dos dois bancos centrais realizaram sessões bilaterais para dar continuidade ao trabalho iniciado em reuniões anteriores, avança o BdP que acrescenta que a agenda incluiu a análise da integração económica entre Portugal e Espanha; os projetos conjuntos em matéria de cooperação internacional; e as análises técnicas nos domínios das novas tecnologias e da estabilidade financeira.

Do lado português, além do Governador Álvaro Santos Pereira, participaram os administradores Rui Pinto e Luís Morais Sarmento, bem como os diretores Nuno Alves (Estudos Económicos), Ricardo Mourinho Félix (Relações Internacionais), Tereza Cavaco (Sistemas de Pagamentos) e o diretor-adjunto Pedro Quinaz (Supervisão Prudencial).

A delegação espanhola foi liderada pelo Governador José Luis Escrivá, acompanhado pela Vice-Governadora Soledad Núñez e pelos diretores-gerais Alberto Ríos (Conduta Financeira e Notas), David López Salido (Economia), Daniel Pérez Cid (Estabilidade Financeira, Regulação e Resolução), Mayte Ledo (Estratégia, Pessoas e Dados), Juan Ayuso (Operações, Mercados e Sistemas de Pagamentos), Mercedes Olano (Supervisão) e pela diretora Cristina Hijosa (Relações Internacionais e Transparência).

O Banco de Portugal explica que esta série de encontros trimestrais visa consolidar a articulação entre os supervisores ibéricos num contexto de rápida transformação tecnológica e regulatória do setor financeiro europeu. A próxima reunião deverá realizar-se em setembro, em Lisboa.

Juro do crédito à habitação sobe para 2,86% em abril, máximo desde julho de 2025

5 June 2026 at 11:46

A taxa de juro média dos novos contratos de crédito à habitação aumentou cinco pontos base em abril, para 2,86%, o nível mais elevado desde julho de 2025. A prestação mensal média do stock de empréstimos à habitação sobe há oito meses consecutivos e situou-se em 428 euros, mais três euros do que em março, segundo dados publicados esta sexta-feira pelo Banco de Portugal.

No conjunto das novas operações, que inclui novos contratos e renegociações, a taxa média também subiu, de 2,81% em março para 2,86% em abril. A taxa dos contratos renegociados registou um aumento mais contido, de apenas um ponto base, para 2,80%, segundo as estatísticas de taxas de juro e de montantes de novos empréstimos e depósitos bancários de empresas e particulares atualizadas para abril de 2026, publicadas hoje pelo banco central.

Quanto ao tipo de taxa contratado, a tendência para os produtos mistos mantém-se dominante. Em abril, 85% dos novos empréstimos à habitação foram contratados a taxa mista — com um período inicial a taxa fixa seguido de indexação a taxa variável. Nestas operações, a taxa média subiu três pontos base, para 2,74%. Nos contratos a taxa variável, o aumento foi mais pronunciado, de 14 pontos base, para 2,96%.

Segundo o BdP, no contexto europeu Portugal mantém uma posição favorável. A taxa média das novas operações de crédito à habitação na área do euro subiu oito pontos base em abril, para 3,43%, o que coloca Portugal na quarta posição mais baixa entre os países membros — a mesma que ocupava no mês anterior.

Em termos de volume, os novos contratos de empréstimos à habitação totalizaram 2.053 milhões de euros em abril, oque traduz uma queda de 203 milhões de euros face a março. As renegociações de crédito habitação também recuaram, em 131 milhões de euros. No total, as novas operações de empréstimos a particulares (todas as finalidades) somaram 3.695 milhões de euros, menos 473 milhões do que no mês anterior.

No crédito a empresas, a taxa de juro média subiu 26 pontos base em abril, para 3,79%, após um mês de março marcado por um elevado volume de empréstimos com garantia pública associados às linhas de crédito de apoio à reconstrução pós-tempestade Kristin, que tinham artificialmente comprimido a taxa média. O montante de novas operações às empresas totalizou 2.748 milhões de euros, menos 937 milhões do que em março.

No lado da poupança, a taxa de juro média dos novos depósitos a prazo de particulares subiu pelo terceiro mês consecutivo, para 1,44% (+0,02 pontos percentuais face a março), enquanto o montante de novas operações atingiu um máximo histórico de 13.398 milhões de euros.

Na área do euro, a taxa média dos novos depósitos de particulares situou-se em 1,91%, com Portugal a apresentar a sexta taxa mais baixa.

Por outro lado, a taxa de juro média dos novos depósitos a prazo de empresas fixou-se em 1,83% em abril, mais 0,04 pp do que no mês anterior. O montante das novas operações de depósitos totalizou 11 326 milhões de euros, menos 188 milhões do que em março. Os depósitos a prazo até 1 ano representaram 99,7% dos novos depósitos a prazo de empresas.

BE questiona Banco de Portugal sobre bloqueio de conta bancária do Global Media Group

By: Lusa
8 January 2024 at 13:12
Administração do grupo indicou uma "incompreensível postura do Banco Atlântico Europa" como uma das razões para o atraso no pagamento dos salários de dezembro, que ainda não chegaram aos trabalhadores.

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