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Dia encerra processo de recuperação judicial antes do prazo e mira expansão

17 June 2026 at 11:02

A rede de supermercados Dia anunciou nesta terça-feira (16) o encerramento de seu processo de recuperação judicial, pouco mais de dois anos após o pedido de proteção contra credores.

A conclusão foi homologada pela Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo após a empresa comprovar o cumprimento integral das obrigações previstas no plano de reestruturação.

O fim da supervisão judicial ocorreu antes do prazo inicialmente previsto, que era outubro deste ano. Segundo a companhia, a antecipação foi possível após o cumprimento de 100% das metas e compromissos estabelecidos no processo de recuperação.

Em comunicado, o CEO do Dia no Brasil, Fabio Farina, afirmou que a conclusão da recuperação judicial marca o início de um novo ciclo para a varejista. “O encerramento da recuperação judicial representa a conclusão de uma importante etapa da transformação do Dia”, frisou.

Durante o processo de reestruturação, a empresa promoveu mudanças operacionais voltadas à eficiência e à rentabilidade, incluindo revisão da estrutura operacional, modernização das lojas, investimentos em tecnologia e simplificação de processos.

Atualmente, a rede opera 238 lojas próprias e franqueadas no Estado de São Paulo, todas revitalizadas durante a recuperação judicial, segundo a companhia. O grupo também informou que está na fase final da implantação do sistema SAP, considerado um dos principais projetos tecnológicos de sua história recente.

Presente no Brasil há 25 anos, o Dia emprega cerca de 3 mil pessoas e mantém uma estratégia focada no modelo de proximidade. A empresa também possui a marca própria Melhor a Cada Dia, com mais de 800 produtos em diferentes categorias.

Com a saída da recuperação judicial, a companhia afirma que pretende concentrar esforços em ganhos de eficiência operacional, inovação, expansão do modelo de franquias e fortalecimento da experiência dos clientes.

*Conteúdo elaborado com auxílio de inteligência artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado).

Oncoclínicas deve buscar acordos antes de definir recuperação extrajudicial

15 June 2026 at 22:58

Os rumores de que a Oncoclínicas poderia protocolar um pedido de recuperação extrajudicial após o vencimento da medida cautelar obtida pela companhia na Justiça ajudaram a aumentar a cautela dos investidores sobre os próximos passos da reestruturação financeira da rede de clínicas oncológicas.

A atenção do mercado se voltou para esta terça-feira (16) porque vence a medida cautelar obtida pela companhia em abril, que suspendeu temporariamente cobranças e deu proteção contra ações de credores enquanto avançavam as negociações para reestruturar a dívida.

A preocupação ganhou força nas últimas semanas e chegou a pressionar os papéis da empresa, que recentemente registraram uma das maiores quedas de sua história na Bolsa em meio às especulações sobre uma possível reestruturação formal das dívidas. Neste ano, a ação da Oncoclínicas cai 55,72% e, nesta segunda-feira, a perda foi de 1,64%.

Segundo fontes próximas à companhia, porém, a tendência é que a Oncoclínicas busque primeiro avançar nas negociações com seus principais credores antes de decidir sobre o protocolo de uma recuperação extrajudicial.

A avaliação é que uma eventual recuperação extrajudicial teria mais chances de sucesso se chegasse à Justiça já respaldada por entendimentos previamente negociados entre a empresa e os detentores de parcela relevante da dívida.

Nesse contexto, o vencimento da cautelar nesta terça-feira não é visto, neste momento, como um gatilho automático para o protocolo de uma recuperação extrajudicial.

Embora a proximidade da data tenha alimentado especulações no mercado sobre os próximos passos da companhia, interlocutores envolvidos nas tratativas afirmam que as negociações continuam em curso e que nenhuma definição formal foi tomada até o momento.

Na última sexta-feira, um movimento considerado relevante pelos credores ocorreu nos bastidores. A Journey Capital, em conjunto com o escritório Felsberg Advogados, foi contratada para representar os detentores das emissões de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) da companhia, que concentram a maior parte da dívida financeira sujeita a uma eventual reestruturação.

Levantamento obtido pela CNN mostra que os instrumentos de mercado de capitais (debêntures e CRIs) somam cerca de R$ 2,93 bilhões, o equivalente a 91% do endividamento financeiro da companhia e aproximadamente 67% dos créditos sujeitos a uma renegociação. Somente os CRIs, detidos principalmente por pessoas físicas, o volume é de R$ 1,524 bilhão.

Entre os principais credores estão investidores distribuídos por plataformas como XP, BTG Pactual, Safra e Banco do Brasil, além de gestoras como BB Asset, Santander Asset, Valora e ARC Capital.

Na avaliação de fontes do mercado, a contratação de assessores pelos detentores dos CRIs indica uma tentativa de coordenação entre os principais credores para ganhar força nas negociações e influenciar os próximos passos da reestruturação.

A Oncoclínicas atravessa sua maior crise financeira. No balanço de 2025, a companhia registrou prejuízo de R$ 3,67 bilhões e dívida financeira próxima de R$ 3,2 bilhões. A empresa também encerrou o ano descumprindo indicadores financeiros previstos em contratos de dívida, ao registrar alavancagem de 4,3 vezes o Ebitda, acima do limite de 3,5 vezes estabelecido em parte dos contratos.

Em comunicado recente ao mercado, a companhia informou que uma eventual recuperação extrajudicial continua sendo avaliada no âmbito das discussões conduzidas com credores.

A crise financeira também teve reflexos na operação. Nos últimos meses, pacientes relataram interrupções em atendimentos e tratamentos em algumas unidades da rede em razão de dificuldades relacionadas ao fornecimento de medicamentos. A empresa afirmou na ocasião que trabalhava para normalizar os serviços.

Procurada pelo CNN Money, a Oncoclínicas não deu retorno até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para manifestações.

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