A marca espanhola de moda premium Adolfo Domínguez abriu uma nova loja no Liberdade Street Fashion, na Avenida da Liberdade, em Braga, reforçando a sua presença em Portugal. O espaço ocupa a fração 15 do empreendimento, tem uma área de 214,4 metros quadrados e abriu ao público no dia 9 de junho.
Fundada em 1976 e sediada em Ourense, Espanha, a Adolfo Domínguez opera atualmente uma rede de 379 pontos de venda distribuídos por 54 países. No mercado ibérico, a empresa conta com cerca de 138 lojas em Espanha e dispõe de 21 pontos de venda em Portugal, considerado o seu segundo maior mercado europeu.
Com a abertura desta loja, o Liberdade Street Fashion, um empreendimento de uso misto localizado no centro de Braga, que integra comércio, restauração, escritórios e habitaçãoo empreendimento, atinge uma taxa de ocupação de 100%.
O complexo é composto por 16 espaços comerciais, onde estão instaladas várias marcas nacionais e internacionais, e dispõe ainda de um parque de estacionamento público com mais de 200 lugares.
O Tribunal de Braga concluiu a produção de prova no julgamento de um grupo de sete homens, da zona do Porto, acusados de cinco furtos em armazéns ou fábricas, com recurso ao arrobamento de paredes.
Falta, agora, a leitura do acórdão o que acontecerá dentro de dias.
Recorde-se que, os furtos, que incidiram em Vila Verde, Braga, Trofa, Porto e Barcelos, terão dado 344 mil euros de ganho aos seus autores.
Para os concretizar, os arguidos saltavam os muros, desativavam as Câmaras de vigilância e com recurso a marretas e outras ferramentas faziam um grande buraco nas paredes, retirando os produtos de valor caso de chapas de latão, num caso somando várias toneladas
O grupo, com idades entre os 37 e os 45 anos, integrava Hélder Q., da Maia, José S., de Ermesinde, António C., da Maia, Dino F., do Porto, Félix P., de Paredes, Jair O., de Paços de Ferreira e Cristiano O., do Porto.
Assalto em Vila Verde
O primeiro assalto ocorreu, de madrugada, na Metaldufe, em Oleiros, Vila Verde, onde, depois de saltar o muro, abrir o portão e desviarem as câmaras de vídeo com um pau, usaram marretas para abriu um buraco na parede lateral, por onde entrou um furgão. Carregaram, então, várias toneladas de barras de latão, – valendo 142 mil euros – saíram e foram descarregá-las, voltando às 05:49 para novo carregamento.
Em junho, foram a um pavilhão da firma ASMTAPS, SA, em Padim da Graça, Braga, saltarm o muro e cortaram as redes, tendo feito outro enorme buraco na parede. Iam em busca de barras de latão, mas o alarme tocou e o grupo saiu sem nada.
Abriram buraco na parede
Em julho, de noite, ‘fizeram’ um armazém da MPT- Metalúrgica Progresso da Trofa, cortando a rede e abrindo um buraco de um metro e meio na parede. Levaram 600 quilos de latão, avaliados em 6.750 euros. Em agosto foi a vez da fábrica têxtil Sociedade Comercial Smiths Lusitana, Lda, do Porto, onde, estroncando a fechadura, furtaram seis toneladas de fio de cobre, no valor de 92 mil.
Já em maio de 2002, dois deles foram à fábrica MC Diviso, Lda, na Coruja, Barcelos, tendo furtado milhares de peças de roupa de marca, valendo 104 mil euros.
O Executivo da Câmara Municipal de Braga aprovou, sexta-feira, a execução de trabalhos complementares, de 6.840 euros, na empreitada, em curso, de requalificação e ampliação da Escola Básica da Quinta da Veiga, no caso para a colocação de vidros reforçados que garantam maior segurança aos alunos.
A proposta da construtora Marijobel, Lda sublinha que, no contexto de edifícios escolares, os elementos envidraçados encontram-se sujeitos a ações de impacto com probabilidade significativa de ocorrência, devendo a sua conceção garantir a mitigação do risco de colisão e a limitação dos danos decorrentes de eventual rotura, de forma a não comprometer a segurança dos ocupantes, em especial dos utilizadores mais vulneráveis, designadamente os alunos”.
Perante esta situação, – explica – torna-se necessário reavaliar a solução inicialmente projetada, de forma a garantir o cumprimento das disposições regulamentares em vigor e assegurar adequadas condições de segurança, através da adoção de vidro de segurança”.
Assim, propôs que seja feita a submissão do vidro exterior a um processo de têmpera, conferindo-lhe as características necessárias para a sua classificação como vidro temperado, em conformidade com a norma europeia EN 12150, assegurando assim a conformidade da solução com os requisitos técnicos e regulamentares aplicáveis.
Resistência aumenta três vezes
E acentua: “O tratamento térmico de têmpera permite um aumento significativo da resistência mecânica do vidro, em cerca de três vezes face ao vidro recozido, conferindo igualmente um padrão de fragmentação em pequenos elementos não cortantes em caso de rotura. A solução proposta assegura, assim, o cumprimento das disposições regulamentares em vigor, garantindo a proteção dos utilizadores face ao risco de impacto e minimizando o risco de ferimentos em caso de quebra do vidro”.
Recorde-se que, a intervenção na Escola, com financiamento aprovado do Norte 2030-FEDER, terá um custo de 3,3 milhões de euros e um prazo de execução de 420 dias.
A Escola Básica da Quinta da Veiga integra o Agrupamento de Dr. Francisco Sanches. As instalações, com cerca de 20 anos, apresentam diversas patologias que carecem de uma intervenção global que visa melhorar a segurança, a funcionalidade e o conforto do edifício.
Relativamente à necessidade de ampliação, esta é justificada pelo crescimento demográfico que se verifica em todo concelho de Braga e particularmente na freguesia de São Vicente, obrigando a dar resposta crescente procura de ofertas educativas ao nível do ensino básico.
Espaço amplo com cobertura
Para colmatar a falta de um recreio coberto, será criado um espaço amplo com cobertura, e em plena ligação com o recreio exterior (não coberto), sem interferências na amplitude de espaço e sem barreiras arquitetónicas, fator muito importante para as crianças poderem brincar livremente e em segurança.
A requalificação inclui ainda, no piso rés-do-chão, a ampliação da copa, permitindo criar os trajetos de sujos e limpos; a criação de uma sala de reuniões e um gabinete de atendimento, uma sala do pessoal, salas de arrumos para material didático, material desportivo e material de limpeza, instalações sanitárias para adultos; instalações sanitárias para o Jardim de Infância.
No piso 1, será criada uma sala de direção, será ampliada a sala de professores/educadores, serão criadas duas salas de apoio e ampliadas as instalações sanitárias. Os pavimentos interiores serão substituídos uma vez que os existentes se encontram bastante desgastados e degradados.
Portugal continental está hoje sob aviso amarelo devido à previsão de trovoada e tempo quente no Norte e Centro, de tempo quente em Leiria, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo, e de agitação marítima no Algarve.
De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), os distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro e Coimbra estão até às 21:00 de hoje sob aviso amarelo devido à previsão de “persistência de valores elevados de temperatura máxima” e de “ocorrência de aguaceiros e trovoadas, por vezes acompanhados de granizo” e rajadas de vento.
No caso dos de Vila Real, Bragança, Viseu, Guarda e Castelo Branco o alerta por tempo quente vigora até às 21:00 e o de trovoada até à meia-noite, indica o ‘site’ do IPMA.
Já os distritos de Leiria, Lisboa, Santarém, Portalegre, Setúbal, Évora e Beja estão sob aviso amarelo até às 21:00 exclusivamente devido à “persistência de valores elevados de temperatura máxima”.
No de Faro, o alerta vigora até às 12:00 de hoje, devido à agitação marítima, estando previstas “ondas de sueste com dois metros” e temporariamente de 2,5 metros.
Para os arquipélagos da Madeira e dos Açores não foi emitido qualquer aviso para o dia de hoje.
O aviso amarelo é o menos grave de uma escala de três.
O acidente ocorreu na freguesia de Freitas, em Fafe, distrito de Braga. As causas do despiste são ainda desconhecidas. Treze operacionais estiveram no local.
O acidente ocorreu na freguesia de Freitas, em Fafe, distrito de Braga. As causas do despiste são ainda desconhecidas. Treze operacionais estiveram no local.
A Unidade Local de Saúde (ULS) de Braga homenageou, na manhã desta sexta-feira, os quatro dadores de sangue em atividade com maior número de dádivas registadas no Banco de Sangue da instituição, numa cerimónia integrada nas comemorações do Dia Mundial do Dador de Sangue, que se assinala anualmente a 14 de junho.
Raul Torres Veloso (81 dádivas), Manuel Alberto Esteves Oliveira (56 dádivas), Joaquim Miguel Vieira Gomes (56 dádivas) e João Carvalho Garrido (56 dádivas), somam, em conjunto, 249 dádivas de sangue.
De acordo a ULS Braga, a iniciativa pretendeu “reconhecer publicamente o exemplo de altruísmo, solidariedade e compromisso destes cidadãos, cujo contributo tem sido fundamental para assegurar a disponibilidade de sangue necessária à prestação de cuidados de saúde à comunidade”.
Tendo em conta que cada dádiva pode beneficiar até três pessoas, estima-se que estas 249 dádivas tenham contribuído para apoiar até 747 vidas, em contextos como “situações de urgência, cirurgias, tratamentos oncológicos e outras situações clínicas críticas”.
Foto: ULS Braga
“O sangue não se fabrica. Temos de ser nós a dar sangue para salvar vidas”, referiu Raúl Veloso.
E acrescentou: “Deixei de dar sangue aos 66 anos e quando a idade limite passou a 70 voltei a dar. Tenho dois filhos que também já são dadores. Não custa nada e somos sempre bem tratados pela equipa do Hospital. Enquanto puder continuarei a dar. O meu objetivo é totalizar as 120 dádivas”.
Foto: ULS Braga
Para Américo Afonso, presidente do Conselho de Administração da ULS Braga, “esta homenagem é, acima de tudo, uma forma de agradecer o compromisso extraordinário destes quatro cidadãos com a comunidade. As suas 249 dádivas representam muito mais do que números: representam vidas apoiadas, famílias ajudadas e uma demonstração exemplar de solidariedade. O seu exemplo recorda-nos que a dádiva de sangue continua a ser um gesto simples, voluntário e insubstituível, essencial para a resposta do Serviço Nacional de Saúde”.
O Caminho de Torres, que liga Sernancelhe (Viseu) a Valença, seguindo depois para Santiago de Compostela, acabou de ser certificado pelo Governo, de acordo com uma portaria que foi publicada hoje em Diário da República.
Para o secretário de Estado da Cultura, Alberto Santos, que falou à margem da sessão de abertura das Jornadas Europeias da Cultura, em Barcelos, este é um marco “importante” na “construção turística e cultural” do Norte de Portugal.
Alberto Santos, secretário de Estado, foi recebido nos Paços do Concelho de Barcelos pelo autarca Mário Constantino Lopes. Foto: Pedro Gonçalo Costa / O MINHO
O novo Caminho Português de Santiago, que se junta a outros já certificados (Central, Litoral e Interior) em território nacional, tem uma extensão de 180,49 quilómetros e atravessa 15 municípios: Sernancelhe, Moimenta da Beira, Tarouca, Lamego, Peso da Régua, Mesão Frio, Baião, Amarante, Felgueiras, entrando no Minho por Guimarães, seguindo para Braga, Vila Verde, Ponte de Lima, Paredes de Coura e Valença.
Imagem: DR
A certificação aponta que existem “condições de segurança, transitabilidade, equipamentos de apoio e informação”.
Registos remontam ao século XII
Na portaria, o Governo sublinha a antiguidade do itinerário e do uso consistente até ao presente que se encontra documentada por uma “rigorosa pesquisa académica, suportada por registos escritos, vestígios arqueológicos e outros bens patrimoniais de relevo”.
“Destaque natural para o relato de Torres Villarroel, peregrino que dá nome ao itinerário, e de outros testemunhos de peregrinações no território atravessado, como os caminhos trilhados por São Gonçalo (séculos XII-XII), as notícias de um peregrino inglês na Sé de Lamego em 1683 ou os testemunhos da peregrinação de João Valente em 1723, que evidenciam a importância e dinâmica histórica deste Caminho”, nota.
O itinerário conta com reconhecidos pontos históricos de peregrinação, com destaque para as “edificações religiosas e civis que se interligam à devoção a Santiago e que servem de testemunho, material e imaterial, da presença de peregrinos e viajantes no itinerário desde a época medieval”.
Dois sítios Património Mundial da UNESCO
Entre os quais, de referir a Sé de Lamego e a sua capela de São Sebastião; o túmulo de São Gonçalo e a ponte sobre o Tâmega em Amarante; o mosteiro de Pombeiro; a imagem de Santa Maria de Guimarães e a colegiada de Nossa Senhora da Oliveira; os conventos de São Francisco e de São Domingos, últimas moradas de São Gualter e do beato Frei Lourenço Mendes, também em Guimarães; a Catedral de Braga; ou a Ponte de Ponte de Lima, um “dos símbolos mais emblemáticos das peregrinações jacobeias em território nacional”.
A dimensão patrimonial do Caminho de Torres é um dos fatores de destaque deste itinerário que atravessa duas unidades classificadas de Património Mundial da UNESCO – o Alto Douro Vinhateiro e o Centro Histórico de Guimarães – passando ainda por outras áreas de “relevância nacional e internacional, elementos de referência que conferem ao itinerário uma multiplicidade de pontos de especial interesse, essencialmente pelo seu valor histórico, cultural, geográfico, paisagístico e territorial”.
O Governo aponta ainda outras manifestações de cultura imaterial e práticas de culto relacionadas com o Caminho de Santiago, bem como a interessante proposta de “caminho literário” associado a este itinerário, marcado pela sua proximidade aos espaços habitados por alguns dos autores mais relevantes da história cultural portuguesa, como Raul Brandão, Teixeira de Pascoaes, Miguel Torga, José Leite Vasconcelos, Camilo Castelo Branco ou Aquilino Ribeiro.
A Câmara de Braga aprovou hoje o projeto de requalificação e ampliação da Escola Básica de Palmeira, uma intervenção com um valor estimado de 14 milhões de euros e reclamada há décadas.
Segundo o presidente da câmara, João Rodrigues, a obra avançará após garantido o financiamento, sendo o prazo de execução de 730 dias.
“É um anseio de décadas da população, das juntas de freguesia, dos vários executivos municipais que se foram sucedendo”, referiu.
O autarca sublinhou que a educação é uma das prioridades do seu executivo e lembrou que, em oito meses, já foram lançados investimentos de cerca de 40 milhões de euros só para as escolas.
“Quarenta milhões de euros foi provavelmente o que se gastou nos oito anos anteriores”, sublinhou.
Das quatro escolas definidas como de intervenção prioritária, a Câmara de Braga já tinha aprovado, na reunião anterior, o projeto para a Básica 2,3 Frei Caetano Brandão, com um investimento previsto de 16,5 milhões de euros.
A próxima será a de Trigal Santa Maria e depois a do Conservatório Calouste Gulbenkian.
“O conservatório é o que está mais atrasado. Nós estamos à espera de uma série de indicações por parte do conservatório para a concretização do projeto”, disse ainda João Rodrigues.
A requalificação do nó de Infias, em Braga, deverá ser consignada em inícios de julho e a câmara vai tentar sensibilizar a Infraestruturas de Portugal (IP) para que uma parte das obras decorra em período noturno, foi hoje anunciado.
Falando na reunião quinzenal do executivo, o presidente da Câmara, João Rodrigues, sublinhou que a obra, com um prazo de execução de 660 dias, nunca poderá ser feita apenas no período noturno.
No entanto, espera que a noite seja privilegiada “nos momentos de maior constrangimento, em períodos em que é preciso encerrar as vias e em que não se consegue passar”, para minimizar os problemas de trânsito.
“É óbvio que uma intervenção destas, como de resto as intervenções em espaço público, tem prejuízo enquanto decorrem as obras. Mas queremos causar o menor prejuízo possível às pessoas”, referiu,
A obra no nó de Infias, considerado um dos principais constrangimentos rodoviários de Braga, foi entregue por cerca de 11,3 milhões de euros e tem um prazo de execução de 660 dias.
O nó de Infias localiza-se na interceção da EN101 (variante EN101/EN201) com a EN14 (circular norte/variante EN14).
A intervenção tem como objetivos melhorar a circulação e a segurança rodoviária, aumentar a capacidade de escoamento de tráfego, requalificar as ligações da EN101 à Avenida António Macedo e as saídas da cidade de Braga.
Contempla a criação de novos ramos de ligação entre a EN101 e a EN14, a reformulação de acessos rodoviários e pedonais, trabalhos de terraplenagem, drenagem, pavimentação, sinalização e segurança rodoviária e ainda a execução de obras de arte especiais.
O Norte tem vindo a recuperar o mercado de turistas brasileiros e mantido as preferências de europeus, americanos e canadianos neste período de pontes e feridos que culminará com o São João, cuja taxa de ocupação deverá superar os 85%, nomeadamente em Braga, além do Porto, Gaia e Vila do Conde.
Em entrevista telefónica à agência Lusa, o presidente da Turismo Porto e Norte de Portugal (TPNP), Luís Pedro Martins, contou hoje que, em relação a 2025, a região Norte está a registar um aumento “muito significativo” do mercado brasileiro, “mercado que tinha sofrido em termos nacionais uma ligeira quebra”.
“E agora, em 2026, nós de facto estamos a recuperar acima da média nacional”, referiu, acrescentando que neste período, o de junho e início de verão que coincide com vários feriados e potenciais pontes, “as taxas de ocupação já estão mais consistentes, nomeadamente nos mercados de proximidade como o espanhol e o francês”.
Em vésperas de São João, festividade popular que atrai muitos turistas ao Norte na noite de 23 para 24 de junho, Luís Pedro Martins mostra-se muito otimista, antecipando uma taxa de ocupação “seguramente acima dos 85%, nomeadamente no Porto, Gaia, Vila do Conde e Braga”.
Em jeito de convite ao público, o presidente da TPNP destacou a regata da Conferência do Vinho do Porto que se realiza na manhã de 24, um momento, antecipou, “muito bonito com imagens excecionais nas margens do Porto e de Gaia, uma única oportunidade de ver todos os barcos rebelos com as suas velas hasteadas, com as marcas de vinho do Porto”.
Quanto ao mercado do Reino Unido, este “tem tido um bom comportamento devido à entrada em operação de novas rotas”.
Já sobre os mercados de longa distância, o presidente da TPNP destacou o “bom desempenho” do americano e canadiano, e justificou o crescimento dos americanos com um elogio: “A entrada em operação de uma nova rota para os Estados Unidos [Porto-Nova Iorque/JFK] da Delta Airlines, a operar cinco vezes por semana, correu bem”.
Já o mercado nacional, Luís Pedro Martins disse que, em 2025, os portugueses colocaram o Porto e Norte no topo do ‘ranking de referência.
“E em 2026 estamos a manter essa tendência. Mas nós estamos a viver numa circunstância muito complicada, com muita incerteza devido aos conflitos que ainda persistem, nomeadamente o do Médio Oriente que tem um impacto junto das companhias aéreas. Estamos a conseguir ter bons resultados apesar dessas circunstâncias, mas nunca devemos esquecer-nos delas”, analisou.
Apontando que tem havido uma maior distribuição de turistas por toda a região – que está dividida em quatro: Porto, Minho, Douro e Trás-os-Montes – Luís Pedro Martins notou, no entanto, que estas “não estão no mesmo ritmo” com o Douro a conquistar mais turistas americanos e canadianos, e o Minho a conquistar mais turistas europeus, mas também brasileiros, enquanto Trás-os-Montes conquista mais turistas nacionais.
“Sabemos que há aqui uma região que ainda continua a ter que ser trabalhada. Apelo aos empresários que olham para o território de Trás-os-Montes, um território fantástico que ainda necessita de oferta. Estou convencido que se ela existir, nomeadamente se existir nos níveis de qualidade que correspondam às exigências dos mercados que agora temos atraído, conforme tem corrido bem no Douro e no Minho, também correrá em Trás-os-Montes”, apelou.
O presidente da Câmara de Braga, João Rodrigues, anunciou hoje que o plano municipal de segurança rodoviária deverá estar pronto no início de julho, podendo a instalação de radares ser uma das soluções propostas.
“Não vejo obstáculo nenhum a isso [instalação de radares]. Eu não quero radar para garantir meios financeiros para a Câmara Municipal. Há determinadas zonas onde manifestamente os radares resolveriam muitas coisas, não tenho dúvida nenhuma”, referiu o autarca, em declarações aos jornalistas no final da reunião quinzenal do executivo.
No entanto, sublinhou que a última palavra sobre a instalação ou não de radares de velocidade caberá ao plano municipal de segurança rodoviária.
“O plano de segurança rodoviária pode dizer que não há radar nenhum”, apontou.
“Todos os dias, praticamente, estamos a ter pessoas que têm acidentes”
A questão da sinistralidade rodoviária, em particular os atropelamentos, foi levantada na reunião de hoje pela oposição, tendo mesmo o vereador da Iniciativa Liberal (IL), Rui Rocha, falado num “massacre” das estradas de Braga.
“Todos os dias, praticamente, estamos a ter pessoas que têm acidentes, que são atropeladas, que ficam com a sua vida estragada, ou mesmo que perdem a sua vida no município de Braga. É inaceitável”, disse Rui Rocha.
O vereador da IL lembrou que o plano municipal de segurança rodoviária foi anunciado há mais de um ano, mas ainda não avançou.
“Passaram 12 meses. Se tivermos em conta que temos tido atropelamentos, em média, de três em três dias, vejam quantas pessoas poderiam, neste momento, não estar a sofrer se houvesse esse plano, se fossem identificados os pontos negros da cidade, se fossem tomadas medidas que podem ser variadas. Nós não podemos continuar a assistir a este massacre a acontecer em Braga e a ter o plano de segurança rodoviária na gaveta”, acrescentou.
“É um documento para ser posto em prática”
Na resposta, João Rodrigues manifestou preocupação com o problema e anunciou que o plano deverá estar fechado em inícios de julho.
“Não é um documento de cabeceira, é um documento para ser posto em prática, é um documento onde há dados e há informação (…), segundo parâmetros oficiais de qualidade (…). Um documento absolutamente fulcral para olharmos para o território num todo e para atuarmos de forma concertada, planeada, porque nós temos noção de que há muitas falhas e há muitas questões para resolver”, adiantou.
“Já peca por tardio”
O vereador Ricardo Silva, do movimento Amar e Servir Braga, disse que o plano “já peca por tardio”, considerando que em causa estão “questões que já são mais que conhecidas”, muitas das quais entraram nos programas eleitorais.
“Aquilo que nós queremos efetivamente é que se comece a passar das palavras às ações e que não tenhamos de esperar tanto tempo para salvaguardar a vida humana (…). Acima de tudo, o município tem de chamar a si esta responsabilidade de transformar a morfologia da cidade, precisamente para criar alguns condicionamentos ao excesso de velocidade. Pode ser com a transformação das vias, com a colocação das passadeiras alteadas, com os radares. Os mecanismos existem e já estão mais que aferidos e mais que verificados”, reclamou.
João Rodrigues sublinhou que o município não está à espera do plano para começar a tomar medidas.
“Nós já estamos a fazer muitas coisas”, garantiu o presidente da câmara.
Três dezenas de estudantes de Medicina da Universidade do Minho vão, entre 29 de junho e 03 de julho, monitorizar a saúde e acompanhar os idosos de localidades isoladas de Vila Nova de Foz Côa, no distrito da Guarda.
Trata-se da 14.ª edição da iniciativa “Aldeia Feliz”, promovida pelo Núcleo de Estudantes de Medicina da UMinho (NEMUM), com o apoio do município e das freguesias de Vila Nova de Foz Côa.
Em comunicado, a academia minhota adianta que os alunos vão visitar domicílios, bem como lares e centros de dia daquele concelho.
As ações incluem a promoção da saúde através da medição da pressão arterial e da glicemia capilar, sessões educativas sobre hábitos e estilos de vida saudáveis e, em especial, momentos de proximidade, convívio e partilha.
A intenção – explica a UMinho – é combater o isolamento e alargar o acesso à informação para esta população, por vezes afastada dos cuidados primários oferecidos pelo centro de saúde ou limitada no contacto com o médico de família.
“O envelhecimento populacional é um dos principais desafios da sociedade portuguesa e tem um impacto profundo na saúde e qualidade de vida dos mais vulneráveis. Enquanto cidadãos e futuros médicos, queremos ter um papel ativo no combate a esta emergência social. Por isso, decidimos intervir no terreno, num projeto de proximidade que enriquece também a nossa formação clínica e humana”, afirma a presidente do NEMUM, Ana Rita Peixoto, citada no comunicado.
O projeto “Aldeia Feliz” arrancou em 2014, apoiando então 150 idosos a viver na Parque Nacional da Peneda-Gerês. A cada verão, já percorreu aldeias de Arcos de Valdevez, Vila Pouca de Aguiar, Vila Nova de Cerveira, Paredes de Coura, Braga, Ponte da Barca, Viana do Castelo, Valença, Monção e, agora, Foz Côa.
A iniciativa foi finalista do Prémio Nacional Voluntariado Universitário, do Banco Santander.
Paulo Ralha, vereador do Chega na Câmara de Barcelos, anunciou hoje a sua candidatura à Distrital do partido.
Numa eleição que terá como adversários o atual presidente Filipe Melo e o deputado Carlos Barbosa, o vereador barcelense candidata-se com o objetivo de “resgatar a credibilidade do partido e romper com o ‘pensamento único'”.
A candidatura de Paulo Ralha apresenta-se “sob o mote da transparência, união e moralização da política regional, esta lista surge como uma resposta urgente e necessária da base de militantes perante a profunda crise de credibilidade que afeta o partido no distrito”.
“Nos últimos anos, a atual liderança distrital tem acumulado uma sucessão de escândalos públicos, polémicas internas e controvérsias que fragilizaram a imagem do Chega e minaram a confiança dos eleitores. O resultado desta gestão assente no autoritarismo foi o progressivo e lamentável afastamento de quadros valiosos: vereadores, autarcas e diversos eleitos locais, que escolheram desvincular-se da estrutura distrital devido às perseguições e à conduta asfixiante do atual presidente”, defende Paulo Ralha.
Por isso, o vereador barcelense demarca-se “de forma clara e inequívoca não só da recandidatura da atual direção, mas também da lista alternativa que se apresenta a sufrágio”.
“Não existem falsas alternativas. O deputado Carlos Barbosa, o militante Henrique Arantes e o deputado Filipe Melo pertencem e partilham exatamente da mesma escola política: a escola do ‘muro de betão’ e do pensamento único”, critica.
E acrescenta: “Qualquer uma destas fações representa a continuidade de um modelo centralizador que recusa o debate interno, sufoca a divergência e impede o crescimento orgânico do partido. Prometer agora abertura e pluralismo político não passa de uma fábula para tentar enganar as bases.
A lista de Paulo Ralha recusa “rever-se nas práticas que têm manchado o nome do Chega em Braga”, nomeadamente “o distanciamento do deputado Filipe Melo do distrito e as lamentáveis atitudes do mesmo em plenário, que dão má imagem ao partido e não refletem os valores dos militantes do distrito”.
O vereador também critica “os episódios de agressividade e a postura violenta demonstrada publicamente pelo deputado Carlos Barbosa, incompatíveis com a dignidade das funções que exerce”.
Outra das práticas apontadas é “a censura e o autoritarismo manifestados por Henrique Arantes ao expulsar arbitrariamente um militante de um grupo oficial de comunicação (WhatsApp), simplesmente porque este saiu em defesa de uma mulher que tinha sido alvo de ofensas e faltas de respeito por parte do próprio Arantes”.
Por isso, Paulo Ralha propõe-se “restaurar a idoneidade e a transparência na gestão da Distrital de Braga; recuperar e dignificar os eleitos locais (vereadores e deputados municipais), reintegrando-os na estratégia do partido; garantir a liberdade de expressão interna, acabando de vez com o pensamento único e as purgas políticas; preparar o partido para os futuros desafios eleitorais, focando no trabalho autárquico e na proximidade com as populações de todos os concelhos do distrito”.
“O Chega em Braga não pode continuar refém de escândalos pessoais e de guerras de fações que nasceram do mesmo vício originário. É hora de moralizar a nossa estrutura, devolver a voz a quem trabalha nas bases e construir uma alternativa que orgulhe Braga e o país”, conclui o candidato.
Os distritos de Braga e Viana do Castelo mantêm-se sob aviso amarelo devido ao calor até às 21:00 de sábado, indica o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
De acordo com as previsões do IPMA, hoje será o dia mais quente da semana, com os termómetros a chegarem aos 38 graus Celsius em Braga.
No entanto, para amanhã, o IPMA prevê que, nas zonas mais montanhosas dos dois distritos, ocorram episódios de trovoada e granizo.
Fonte: IPMAFonte: IPMA
O aviso amarelo estende-se hoje a todo Portugal continental e amanhã só o distrito de Faro será exceção.
O calor sentido em todo o país deve-se, segundo o IPMA, à “ação conjunta de um anticiclone localizado a nordeste do arquipélago dos Açores, que se deslocará gradualmente para o Golfo da Biscaia, e que se estende em crista até França, e de um vale depressionário que se estende desde o norte de África até à Península Ibérica”.
“A influência destes dois centros de ação irá originar o transporte de uma massa de ar quente e seco sobre Portugal continental, a qual será responsável por uma subida acentuada dos valores de temperatura”, explica o instituto.
Todo o país em risco muito elevado de exposição à radiação UV
Todos os distritos de Portugal continental e os arquipélagos da Madeira e dos Açores estão hoje em risco muito elevado de exposição à radiação ultravioleta (UV), segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
De acordo com o IPMA, o risco muito elevado de exposição à radiação UV vai manter-se no continente e arquipélagos da Madeira e Açores pelo menos até segunda-feira.
A escala de radiação ultravioleta tem cinco níveis, entre risco extremo e baixo.
Para as regiões em risco extremo, o instituto recomenda que se evite a exposição ao sol sempre que possível.
No que diz respeito a regiões com risco muito elevado, o IPMA aconselha a utilização de óculos de sol com filtro UV, chapéu, ‘t-shirt’, guarda-sol, protetor solar e que se evite a exposição das crianças ao sol.
Para as regiões com risco elevado recomenda-se o uso de óculos de sol com filtro UV, chapéu, ‘t-shirt’ e protetor solar.
Portugal continental vai registar temperaturas elevadas até sábado com valores da temperatura máxima a variar entre 30 e 37 graus Celsius, podendo variar entre 38 e 40 graus em alguns locais do Alentejo, Ribatejo e vale do rio Douro.
Na faixa costeira ocidental, os valores mais elevados da temperatura máxima deverão registar-se hoje, e na costa sul do Algarve, os valores da temperatura máxima serão ligeiramente inferiores a 30 graus.
No que diz respeito à temperatura máxima, estão previstos valores de 20 graus (noites tropicais), ou ligeiramente superiores, em muitos locais.
Mais de 160 concelhos de 17 distritos do continente em perigo máximo
Mais de 160 concelhos de todos os distritos do continente, exceto Viana do Castelo, apresentam hoje perigo máximo de incêndio rural, segundo o IPMA.
Em perigo máximo de incêndio estão mais de 160 concelhos do Porto, Aveiro, Braga, Vila Real, Bragança, Guarda, Viseu, Coimbra, Leiria, Santarém, Lisboa, Castelo Branco, Portalegre, Setúbal, Évora, Beja e Faro.
Vários concelhos dos distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Vila Real, Aveiro, Guarda, Viseu, Coimbra, Leiria, Lisboa, Santarém, Setúbal e Faro apresentam hoje perigo muito elevado e elevado de incêndio.
O perigo de incêndio rural vai manter-se máximo e muito elevado pelo menos até domingo devido ao tempo quente.
Este perigo, determinado pelo IPMA, tem cinco níveis, que vão de reduzido a máximo. Os cálculos são obtidos a partir da temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e quantidade de precipitação nas 24 horas anteriores.
Devido ao tempo quente, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) alertou para o perigo de incêndio rural “muito elevado a máximo” na generalidade do território nos próximos dias, recomendando à população medidas preventivas.
Em comunicado, a ANEPC refere que o agravamento das condições meteorológicas para os próximos dias tem como efeitos expectáveis o agravamento do perigo de incêndio, com condições favoráveis à eventual ocorrência e propagação de incêndios rurais, bem como o aumento da dificuldade das ações de supressão, em especial nas regiões do interior Norte, Centro e Algarve.
Como medidas preventivas, recorda que é proibido fazer queimada extensiva, queima de amontoados, usar fogo para cozinhar alimentos em espaço rural, exceto se for fora das zonas críticas e em locais autorizados, usar motorroçadoras, corta-matos e destroçadores, e evitar o uso de grades de discos.
Para proteger a ameaça do calor, a ANEPC recomenda especial atenção com doentes crónicos, crianças e idosos e reforça a importância de beber mais água, pelo menos oito copos por dia (1,5 litros), aplicar a cada duas horas protetor solar com fator superior a 30, usar chapéu e roupas claras, largas e frescas, e optar por refeições leves.
Portugal continental vai registar temperaturas elevadas até sábado com valores da temperatura máxima variar entre 30 e 37 graus Celsius, podendo variar entre 38 e 40 graus em alguns locais do Alentejo, Ribatejo e vale do rio Douro.
Na faixa costeira ocidental, os valores mais elevados da temperatura máxima deverão registar-se hoje, e na costa sul do Algarve, os valores da temperatura máxima serão ligeiramente inferiores a 30 graus.
No que diz respeito à temperatura mínima, estão previstos valores de 20 graus (noites tropicais), ou ligeiramente superiores, em muitos locais.
De acordo com o IPMA, o vento tenderá a ser pouco intenso, com exceção do Algarve e terras altas, pelo que pode contribuir para um maior desconforto térmico em termos da temperatura sentida.
Por causa do tempo quente, o IPMA emitiu aviso amarelo para todos os distritos de Portugal continental até às 21:00 de sábado.
O IPMA emitiu também aviso amarelo para o distrito de Faro por causa da agitação marítima forte até às 12:00 de sábado.
No domingo e na segunda-feira, está prevista uma descida acentuada dos valores da temperatura máxima, nomeadamente no litoral oeste, devido a uma maior influência de uma massa de ar mais fresco vinda de oeste, segundo o IPMA.
Um médico radiologista será julgado pela acusação de coação sexual a uma mulher, a quem fazia um exame clínico, em Braga, colocando um aparelho no clitóris da cliente, durante uma ecografia que visava apenas e só avaliar uma lesão no nervo ciático.
O Ministério Público (MP) acusou o médico radiologista, de 71 anos, casado, natural do Porto e morador em Braga, de um crime de coação sexual agravado, solicitando que seja condenado, inibido de exercer a sua profissão e ainda de contactar com menores.
Segundo a acusação, à qual O MINHO teve acesso, a vítima é uma mulher de 49 anos, residente em Braga, que na sequência de um acidente de trabalho, por decisão da companhia de seguros teve que fazer uma ecografia numa clínica privada em Braga.
“No dia 16 de dezembro de 2024, cerca das 15:30, a vítima deslocou-se à clínica, a fim de realizar o citado exame, tendo sido encaminhada para um consultório, onde a técnica lhe pediu para despir a roupa, com exceção da camisola e cuecas, o que a vítima fez, deitando-se de seguida numa cama ali existente”, segundo começa por enquadrar a acusação do MP.
“Após, o médico abeirou-se da vítima e pediu-lhe para abrir as pernas, momento em que esta se queixou de dores e disse que tinha de o fazer devagar, ao que aquele retorquiu ‘isso é muito mau não conseguir abrir as pernas aos 49 anos’, o que a incomodou”, sendo que “de seguida, o médico iniciou a ecografia, passando o respetivo aparelho na virilha direita da vítima”.
“Depois, descendo de seguida para junto da vagina, pedindo que afastasse as cuecas, o que esta acabou por fazer de forma integral, deixando essa parte do corpo desnudada, logo após, o arguido colocou o aparelho diretamente no clitóris, massajando essa zona, enquanto a vítima dizia que a dor não era nessa zona, questionando-o se não se tratava de uma hérnia inguinal, mas então o arguido disse à vítima não estar a detetar nada, “apenas uns gânglios, mas que poderiam ser pela sua bela depilação”.
“O arguido disse à vítima que se colocasse em pé e de lado para ele, o que esta fez, sempre seguindo as suas instruções, sendo que o arguido, que estava sentado num banco, colocou as suas pernas rodeando a perna direita da vítima, assim a tocando com as coxas, e, de seguida, com a mão direita, passou o aparelho na zona da virilha em que sentia dor, enquanto passava a mão esquerda nas nádegas da vítima, para cima e para baixo, apenas parando para carregar no aparelho”, refere o MP.
“A vítima ficou assustada, sentiu humilhação e repulsa, chorando nesse dia e nos que se seguiram, tomando banho quando chegou a casa com o intuito de afastar esses sentimentos, tendo aumentado a dosagem de medicação para dormir que já usava e dificuldades na manutenção de relações sexuais sempre por se recordar” daquele episódio, segundo refere a acusação pública.
MP pede pena inferior a cinco anos
O MP decidiu que o médico seja julgado só por um juiz, não por Tribunal Coletivo, “considerando não ser de aplicar pena de prisão superior a cinco anos, tendo em conta a sua culpa e as exigências de prevenção, uma vez que o arguido não tem antecedentes criminais e encontra-se inserido, o que permite ter uma maior expectativa quanto à sua ressocialização”.
“Os comportamentos do arguido são demonstrativos de personalidade da sua personalidade, altamente desvaliosa, malformada, indiferente à proteção e bem-estar da vítima, caso o arguido estabeleça relações de proximidade com menores, designadamente por motivo de profissão, emprego, funções ou atividades, públicas ou privadas, adoção, tutela, curatela, acolhimento familiar, apadrinhamento civil, entrega, guarda ou confiança de menores, irá praticar factos semelhantes aos narrados”, considera o MP.
“O arguido agiu livre, voluntária e conscientemente, com o propósito concretizado de satisfazer a sua lascívia e os seus instintos libidinosos, bem sabendo que, com a conduta supra descrita ofendia de forma séria e grave a intimidade e liberdade da vítima, assim atentando contra o património íntimo e a reserva pessoal da sua sexualidade, colocando em causa a sua liberdade e consciência sexual”, segundo refere a acusação do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) do MP.
Médico radiologista não prestou declarações
O médico radiologista, muito conhecido em Braga, que é licenciado pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, não prestou declarações durante o inquérito do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Braga do MP.
A vítima, representada pelo advogado António Lima Martins, com escritório em Braga, solicitou uma indemnização de 25 mil euros, tendo em conta os danos causados e a necessidade de prevenir situações futuras do mesmo médico com outras clientes.
Advogado António Lima Martins representa a vítima. Foto: Joaquim Gomes / O MINHO
“O arguido sabia que, ao agir da forma descrita, no exercício das suas funções, não respeitava o procedimento necessário à realização do exame pretendido, bem sabendo que os atos praticados não eram necessários nem clinicamente justificados e que o fazia sempre contra a vontade da vítima, a quem nunca foi prestada qualquer informação prévia, nem consentimento”, segundo acrescenta a acusação do MP, que tem concordância daquele mesmo advogado, António Lima Martins.
“Era ainda o arguido sabedor que actuou sempre em aproveitamento do ascendente gerado pela sua qualidade de profissional de saúde, a de médico especialista em radiologia, conjugado com o contexto de realização do aludido exame, bem sabendo que a vítima, que se encontrava doente e com uma incapacidade, se apresentava numa posição de vulnerabilidade e por via disso se submeteria às suas instruções e atos, como veio a acontecer, assim a obrigando a suportar a sua atuação”, refere o MP.