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Received — 9 June 2026 O Jornal Económico

Num mundo digital, o escritório torna-se mais humano

Temos assistido a uma transformação profunda e irreversível no mundo do trabalho. Aquilo que outrora era um modelo centrado no escritório como um espaço exclusivo de produtividade, evoluiu para um ecossistema mais dinâmico, flexível e orientado para as pessoas.

Hoje, o escritório tem um papel mais central na cultura corporativa. Deixou de ser apenas um
local para onde se “vai trabalhar” para se tornar um espaço de encontro e construção da cultura organizacional. Num contexto em que o modelo híbrido se consolidou como padrão, as empresas compreenderam que a produtividade não depende da presença física constante, mas sim da qualidade das interações e da capacidade de alinhar equipas em torno de objetivos comuns.

Os colaboradores, por sua vez, valorizam a flexibilidade e a possibilidade de gerir o seu tempo, fatores decisivos na atração e retenção de talento. No entanto, essa flexibilidade não elimina a importância do contacto presencial, pelo contrário, reforça-o. O escritório passa a ser o palco privilegiado para desenvolvimento profissional, networking, criatividade e reforço do sentimento de pertença.

E, assim, neste novo paradigma, o mercado imobiliário corporativo teve de se adaptar rapidamente.

A nível ocupacional, o mercado de escritórios de Lisboa registou uma absorção de 28.913 m², um crescimento de cerca de 80% face ao período homólogo, e a procura manteve-se particularmente dinâmica nos edifícios de nova geração, evidenciando uma clara tendência de “flight to quality”. Estão previstos cerca de 255.000 m² de novos escritórios, dos quais aproximadamente 60.000 m² deverão ser concluídos até ao final de 2026, uma oferta que está já a influenciar a dinâmica de preços, com a renda prime no Prime CBD de Lisboa a atingir os 32€/m²/mês.

O Porto evidencia também uma trajetória de recuperação muito expressiva. No primeiro trimestre do ano, a ocupação totalizou 7.150 m², um crescimento de 67% face ao período homólogo. O pipeline da cidade totaliza atualmente cerca de 79.000 m², com aproximadamente 45.000 m² previstos para entrega em 2026, e com uma renda prime a situar-se nos 21€/m²/mês.

No contexto europeu, o setor de escritórios também continuou a mostrar sinais de recuperação gradual, com Paris a liderar as taxas de ocupação, com cerca de 370,000 m², Madrid 80,000 m², Milão 66,000 m² e Amesterdão 62,000 m² neste primeiro trimestre do ano. Também a procura continuou concentrada em espaços prime, alinhados com critérios ESG, nos CBDs e nos submercados conectados.

A limitação desta oferta de escritórios premium continua a pressionar rendas prime em várias
cidades europeias, demonstrando uma crescente polarização entre ativos capazes de responder às exigências de ESG, tecnologia, flexibilidade e experiência do utilizador e o restante stock.

Destaco quatro grandes tendências que marcam a procura no mercado em 2026. Em primeiro lugar, o trabalho híbrido, que veio para ficar e obriga as organizações a repensar a utilização dos seus espaços, criando políticas flexíveis que aumentam a satisfação dos colaboradores sem comprometer a produtividade.

O design dos escritórios surge como outra tendência central. Os espaços são agora desenhados para promover colaboração e criatividade, com áreas multifuncionais, zonas sociais e a integração de elementos naturais que promovem o bem-estar. O conceito de escritório aproxima-se progressivamente de uma lógica de serviço e experiência, incorporando elementos tradicionalmente associados à hotelaria.

Em terceiro lugar, a integração digital e a sustentabilidade, que se tornaram permanentes.
Escritórios inteligentes, inteligência artificial, sensores de ocupação e ferramentas avançadas de colaboração são hoje parte integrante do ambiente de trabalho, contribuindo para maior eficiência e, consequentemente, menor impacto ambiental.

Por fim, destacam-se os novos padrões de mobilidade. O modelo casa-trabalho tornou-se mais flexível, refletindo uma maior procura por localizações bem conectadas e com uma boa oferta de serviços nas imediações. As grandes cidades continuam relevantes, sem qualquer dúvida, mas tem havido também uma maior valorização de escritórios em localizações descentralizadas, desde que providas de uma boa rede de transportes e com serviços.

Seja em Portugal ou na Europa, numa empresa portuguesa ou estrangeira, uma coisa é certa: o escritório hoje já não é apenas um espaço físico, mas sim uma ferramenta estratégica crucial e conta com uma componente emocional importante. Num mundo cada vez mais digital, paradoxalmente, o valor do encontro presencial, torna-se ainda mais significativo. O desafio das empresas será continuar a reinventar estes espaços, colocando as pessoas no centro e garantindo que o escritório permanece relevante, inspirador e, acima de tudo, humano.

Prestação Social Única: proposta é opaca e reforça exclusão, acusa associação cívica

A associação cívica Causa Pública pediu hoje à Assembleia da República que rejeite o pedido de autorização legislativa para a criação da Prestação Social Única, que diz reforçar as barreiras de acesso e criar novas formas de exclusão.

Num documento a que a Lusa teve acesso, a organização liderada pelo ex-ministro socialista Paulo Pedroso considera que a proposta do Governo precisa de ser escrutinada e de debate público e que a necessidade de não perder fundos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) não pode ser justificação para um processo legislativo errado.

Diz que a opção por legislar por autorização legislativa, sem permitir ao parlamento trabalhar diretamente o articulado, e a remissão para portaria de “aspetos essenciais” da medida revelam “uma fuga ao escrutínio democrático”.

Para a associação, este método legislativo é inadequado para uma matéria com este impacto social e político, pois “adia e esconde” as opções decisivas, retirando-lhes o controlo democrático.

“Sem conhecer o valor de referência a adotar, nem sequer é possível avaliar com rigor o impacto da proposta nas várias dimensões prestacionais”, exemplifica, considerando que todo o processo “alimenta a suspeita num corte generalizado nos apoios sociais aos mais vulneráveis”.

Sublinhando que é favorável à ideia de simplificar o processo de apoios sociais, a organização diz recusar a forma como esta ideia foi “desfigurada” na proposta do Governo, que diz reforçar o preconceito e a punição sobre quem mais precisa de proteção.

“Em todo o texto não há uma única referência a percursos de inserção nem a programas de compromisso entre a comunidade e as pessoas beneficiárias para uma cidadania plena”, aponta a Causa Pública, que considera que a proposta assenta numa “visão errada” da inserção social.

Em vez de acompanhar, capacitar e integrar, o Governo opta por “vigiar, suspeitar e punir”, diz a associação cívica, que critica ainda o canal de denuncias proposto por transformar os beneficiários “em pessoas sob suspeita permanente”.

“É também por isso que este modelo é inaceitável: trata pessoas em situação de vulnerabilidade como suspeitas e não como sujeitos com direitos”, insiste.

A Causa Pública considera ainda que a proposta do Governo assenta numa visão errada da inserção social, não investindo em acompanhamento, capacitação e acesso efetivo a oportunidades.

Outro dos motivos que leva a organização a rejeitar a proposta é o facto de transformar a proteção social “em instrumento de coação”, impondo atividades obrigatórias que “desvalorizam o trabalho e contornam o princípio do trabalho com direitos”, diz a associação, referindo-se ao “trabalho social” ou comunitário obrigatório.

Diz ainda que as chamadas atividades de solidariedade social mais não são do que “uma forma encapotada” de contornar o princípio do trabalho com direitos: “O que se prevê não é trabalho digno: é ocupação obrigatória, sem salário, castigadora e estigmatizante”.

“O que está em causa não é apenas uma prestação, mas a ideia de comunidade política que queremos sustentar”, conclui a associação, para quem a proposta legislativa não oferece uma via de “inclusão sustentável”, nem valoriza de forma justa o compromisso de todos com a comunidade e com o bem comum.

Numa sociedade justa – insiste – “a participação cívica e comunitária deve ser distinção, nunca estigma”.

A Causa Pública recusa ainda “a narrativa da alegada dependência prolongada” do Estado e diz que a proposta do Governo parte de um objetivo de simplificação do sistema, mas concretiza-o de forma “politicamente errada, socialmente regressiva e institucionalmente opaca”.

O Governo aprovou em Conselho de Ministros uma revisão das prestações sociais não contributivas, criando uma Prestação Social Única que consolidará 13 apoios.

Os beneficiários desta prestação poderão ter de fazer até 15 horas de trabalho social por semana, estando previsto que percam a prestação em caso de incumprimento.

Stellantis chama para revisão 1,3 milhões de veículos Jeep por risco de incêndio

O grupo Stellantis lançou uma campanha de revisão de 1,3 milhões de veículos da marca Jeep vendidos nos últimos anos, após detetar que, em alguns casos, existe risco de incêndio devido a uma falha elétrica.

Num comunicado divulgado hoje pela agência de notícias Efe, a Stellantis indicou que entrará em contacto com os proprietários desses veículos, os modelos Jeep Wrangler e Jeep Gladiator fabricados entre 2021 e 2025, para lhes pedir que contactem o seu concessionário e marquem uma consulta para a revisão.

A deteção da falha decorreu de uma investigação interna do fabricante, que determinou que alguns veículos podem apresentar um problema de ligação elétrica na direção assistida, que pode provocar risco de incêndio.

Reembolso do IRS pode valer mais do que um gasto imediato

Por norma o reembolso do IRS e do subsídio de férias, significa para milhares de famílias portuguesas um reforço financeiro considerável nesta altura do ano. Contudo a DECO PROteste deixa um alerta, deixar esse dinheiro parado na conta bancária, ou gastá-lo impulsivamente, pode significar, perder uma oportunidade importante de melhorar a estabilidade financeira futura.

Segundo a organização, o contexto atual de inflação continua a penalizar quem mantém as poupanças sem rentabilidade. A taxa média líquida dos depósitos a prazo ronda apenas 1%, muito abaixo da inflação prevista para 2026, estimada em 2,8%, o que representa perda de poder de compra.

Nesse âmbito, a DECO PROteste recomenda que os consumidores utilizem este “dinheiro extra” de forma estratégica, ajustando as decisões de investimento ao seu perfil de risco, fase de vida e objetivos financeiros.

“Mais importante do que o valor do reembolso é aquilo que cada pessoa decide fazer com ele. O IRS pode ser apenas um alívio temporário ou o início de uma mudança financeira mais sólida e duradoura”, refere a DECO PROteste.

A organização identifica três prioridades essenciais para quem recebe um reforço financeiro:

· Criar ou reforçar um fundo de emergência: Antes de qualquer investimento, a prioridade deve passar pela constituição de uma reserva financeira para imprevistos. A DECO PROteste recomenda um fundo equivalente a, pelo menos, seis meses de despesas, aplicado em produtos seguros e com liquidez imediata, como depósitos a prazo ou Certificados de Aforro.

· Preparar a reforma com antecedência: Para quem ainda está longe da idade da reforma, os Planos Poupança Reforma (PPR) continuam a ser uma das soluções mais adequadas para criar um complemento de rendimento futuro, beneficiando ainda de vantagens fiscais.

· Investir para fazer crescer o património – Quem já tem assegurado um fundo de emergência e um complemento de reforma pode considerar investimentos com maior potencial de valorização, como ETF e fundos de investimento diversificados. A organização sublinha que as ações têm sido historicamente a classe de ativos mais rentável no longo prazo, embora impliquem maior risco.

Segundo os dados analisados pela DECO PROteste Investe, as bolsas mundiais registaram um rendimento médio anual de 9,3% nos últimos 20 anos, incluindo dividendos reinvestidos. A organização deixa ainda um alerta para cinco erros frequentes dos consumidores:

  • Deixar o dinheiro parado na conta;
  • Investir sem objetivo definido;
  • Concentrar tudo numa única solução;
  • Confundir segurança com estagnação;
  • Pensar apenas no curto prazo.

“A pior decisão pode ser não decidir. Mesmo pequenas quantias investidas regularmente podem ter um impacto significativo no património ao longo do tempo”, conclui a DECO PROteste Investe. (deco.proteste.pt/investe).

Limpeza de terrenos florestais: conheça os prazos e saiba como proceder

Com a aproximação do verão e o aumento do risco de incêndios rurais, a limpeza de terrenos volta a estar no centro das atenções. A gestão de material combustível é uma obrigação legal para muitos proprietários e uma medida essencial para proteger pessoas, habitações, explorações agrícolas e áreas florestais.

Mas afinal, até quando deve limpar o seu terreno? Quais são as regras a cumprir? E o que acontece se não o fizer?

Qual é o prazo para limpar terrenos em 2026?
O prazo geral para a realização dos trabalhos de gestão de combustível termina a 31 de maio de 2026.

Contudo, o Governo determinou um alargamento excecional do prazo para alguns territórios afetados pelas condições meteorológicas adversas registadas este ano. Nos concelhos abrangidos por declaração de calamidade, os trabalhos podem ser realizados até 30 de junho de 2026.

Esta extensão teve em conta fatores como a precipitação intensa, os ventos fortes e os efeitos da depressão Kristin, que dificultaram a execução dos trabalhos agrícolas e florestais.

Quem é responsável pela limpeza?
A obrigação de limpeza recai sobre:
• proprietários dos terrenos;
• arrendatários;
• usufrutuários;
• ou qualquer entidade que detenha a gestão do terreno.

A responsabilidade existe sobretudo quando os terrenos se encontram junto de habitações, edifícios, aglomerados populacionais ou outras infraestruturas consideradas sensíveis.

Como deve ser feita a limpeza do terreno?
A limpeza não significa eliminar toda a vegetação existente. O objetivo é reduzir o material combustível e diminuir a propagação de incêndios.

Entre as principais regras encontram-se:
• remoção de ervas, mato e arbustos junto de edifícios;
• criação de uma faixa de proteção de 50 metros em redor de construções
localizadas em espaços rurais ou florestais;
• corte de ramos das árvores até quatro metros acima do solo;
• manutenção de uma distância mínima entre árvores;
• eliminação de árvores e arbustos demasiado próximos das edificações;
• remoção dos sobrantes resultantes da limpeza.

No caso de espécies mais inflamáveis, como pinheiros-bravos e eucaliptos, existem exigências adicionais relativamente ao espaçamento.

Existem espécies protegidas?
Sim. Espécies como o sobreiro e a azinheira estão protegidas por lei e não podem ser abatidas sem autorização do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

Também existem árvores classificadas de interesse público e habitats protegidos que beneficiam de regras específicas de conservação.

Por isso, antes de realizar cortes significativos, é importante confirmar se existem condicionantes aplicáveis ao terreno.

A fiscalização é assegurada por várias entidades, entre elas:
• GNR;
• PSP;
• câmaras municipais;
• ICNF;
• polícias municipais;
• vigilantes da natureza.

As verificações incidem sobretudo sobre terrenos localizados junto de habitações, aldeias, parques industriais, parques de campismo e outras áreas consideradas prioritárias para a prevenção de incêndios.

O que acontece se não limpar o terreno?
O incumprimento das obrigações legais pode resultar em coimas. Para pessoas singulares, os valores podem variar entre 150 e 1.500 euros, dependendo da infração.

Em situações mais graves, os montantes podem ser superiores. Além disso, caso o proprietário não execute os trabalhos, a câmara municipal pode avançar com a limpeza do terreno e posteriormente cobrar os custos da intervenção.

Como denunciar terrenos por limpar?
Se identificar um terreno que represente risco de incêndio por falta de limpeza, pode comunicar a situação às autoridades competentes. A denúncia pode ser feita através:
• da câmara municipal da área em causa;
• da GNR;
• da linha SOS Ambiente e Território (808 200 520).
Em caso de incêndio ou perigo iminente, deve contactar imediatamente o 112

Existe apoio para proprietários?
Em 2026 foi criado um apoio extraordinário destinado à recuperação de áreas florestais afetadas pela tempestade Kristin.

O apoio pode atingir 1.500 euros por hectare, sendo financiado através do Fundo Ambiental. As candidaturas destinam-se aos municípios e entidades gestoras das áreas abrangidas, permitindo posteriormente apoiar os proprietários afetados.

E se tiver dúvidas ou dificuldades?
Se surgirem dificuldades relacionadas com notificações, coimas, execução dos trabalhos ou outras questões associadas à limpeza de terrenos, pode recorrer ao Portal da Queixa para contactar as entidades envolvidas, expor a situação e consultar experiências de outros cidadãos.

Além de facilitar a comunicação com as entidades responsáveis, esta partilha contribui para dar visibilidade a problemas que possam estar a afetar outros proprietários na mesma situação.

Só uma em cada três casas em Portugal custa menos de 300 mil euros

O mercado imobiliário em Portugal continua a mostrar alguns sinais preocupantes e de acordo com dados da plataforma “idealista”, revelados esta terça-feira, o stock de casas acessíveis caiu 31% no primeiro trimestre do ano.

Numa análise ao mercado de compra em Portugal que quantifica, a plataforma destaca que encontrar uma casa abaixo dos 300 mil euros no mercado é cada vez mais difícil.

“No primeiro trimestre de 2026, apenas uma em cada três casas à venda custava menos de 300.000 euros — e o stock nessa faixa caiu 31% num só ano. Ao mesmo tempo, a procura nesse segmento mantém-se a mais elevada de todo o mercado”, destaca esta análise.

Os dados do idealista revelam que a oferta total de casas à venda caiu 19% no primeiro trimestre de 2026 e que 44% das casas à venda no mercado custam entre 300 mil euros e 600 mil euros.

No que diz respeito à oferta do mercado imobiliário nas grandes cidades, o idealista destaca que no Porto, 45% da oferta já está acima dos 600 mil euros e em Lisboa, Funchal e Faro, menos de 15% das casas à venda ficam abaixo dos 300 mil euros. Outro dado apurado é que a procura no segmento entre 300.000 e 600.000 euros cresceu mais de 30%.

Topo da Agenda: o que não pode perder na economia e nos mercados esta terça-feira

Terça-feira, 9 de junho

Evento em destaque: Maputo recebe esta terça e quarta-feira o 2º Fórum de Negócios Moçambique-União Europeia. Portugal é um dos parceiros europeus deste evento sendo que este fórum coloca o foco em temas como a transição energética, industrialização verde e agroindústria.

Outros eventos em foco:

  • Presidente da República nos Açores no âmbito do Dia da Região Autónoma dos Açores e do Dia de Portugal;
  • Comissão Parlamentar da Cultura visita cidade de Aveiro e reúne com responsáveis municipais da área da cultura. 08h30 – Aveiro;
  • Visita da Comissão Parlamentar de Agricultura e Pescas à Feira Nacional da Agricultura. 10h;
  • INE divulga: Estatísticas do Comercio Internacional de Bens/abril26; Índice de Custos de Construção Habitação Nova/abril26; Índices de Emprego, Remunerações e Horas Trabalhadas na Indústria/abril26;
  • Oxfam/França: Publicação do relatório sobre 100 maiores empresas europeias que fomentam desigualdade;
  • AIEA: Prossegue reunião trimestral do Conselho de Governadores da Agência Internacional de Energia Atómica, até dia 12 de junho

UEFA lidera valor de mercado no Mundial e Portugal é das seleções mais valiosas

Com um valor de mercado de mil milhões de euros, de acordo com o site “Transfermarkt”, a Seleção portuguesa que vai estar no Mundial é responsável por quase um décimo da avaliação total das 16 seleções da UEFA que vão marcar presença na maior prova de seleções do mundo e que irá ter início a 11 de junho.

De acordo com a análise da Winsportsonline, a UEFA é de longe a confederação mais valiosa do Mundial da FIFA com uma avaliação estimada de 10,4 mil milhões de euros do conjunto das dezasseis equipas que vão disputar a prova. De resto, o valor de mercado agregado das outras confederações não daria sequer para equivaler a avaliação da UEFA.

A CONMEBOL (que leva seis seleções sul-americanas ao Mundial) tem a segunda melhor avaliação com 2,9 mil milhões de euros, enquanto a CAF (que alberga dez seleções africanas) traz uma avaliação de mercado de 2,4 mil milhões de euros. A Concacaf, confederação de onde são originárias as três seleções anfitriãs, coloca seis seleções no Mundial e vale 891 milhões de euros; já a Confederação Asiática, com nove equipas, vale 710,4 milhões de euros. Por último, a Confederação da Oceania, que leva apenas a seleção da Austrália surge com um valor modesto de 32 milhões de euros.

Como seria de esperar, a UEFA também apresenta a avaliação média por seleção mais elevada deste Mundial, já que, em média, cada Seleção tem um valor de mercado mínimo de 652,3 milhões de euros. Mais uma vez, a Seleção portuguesa surge em grande destaque já que acrescenta 350 milhões de euros ao valor médio de cada seleção da UEFA presente no Mundial.

Portugal surge num restrito grupo de Seleções cujos grupos de jogadores têm uma avaliação perto dos mil milhões de euros. Só três Seleções deste Mundial conseguem suplantar este marco: Espanha surge com um valor de mercado de 1,2 mil milhões de euros e a França tem uma avaliação de quase 1,5 mil milhões de euros. Inglaterra tem um valor de 1,3 mil milhões de euros. Atrás deste restrito grupo está a temida “mannschaft”: a Alemanha está avaliada em 947 milhões de euros.

Com três seleções à sua frente, Portugal consegue suplantar equipas de grande relevância, pelo menos no que diz respeito ao valor de mercado. É o caso da Bélgica, uma equipa com bons valores individuais, mas que, no Mundial da avaliação, está apenas no nono lugar com 547 milhões de euros; os Países Baixos, campeão da Europa em 1988, surgem com uma avaliação de 804 milhões na sétima posição.

Surpreendente são as posições de seleções como o pentacampeão mundial Brasil (sexta mais valiosa com 928 milhões de euros) e a tricampeã mundial Argentina (oitava avaliada em 782 milhões de euros).

Received — 8 June 2026 O Jornal Económico

Direitos TV no futebol: 90% da receita será distribuída pelos clubes da Liga

Está dado mais um passo para a efetivação da centralização dos direitos televisivos (obrigatória a partir de 2028/29) do futebol profissional em Portugal com a aprovação, esta segunda-feira, da proposta de chave de distribuição, uma fórmula que mereceu o parecer favorável de 80% dos votos.

A 17 de abril deste ano, os clubes da Liga já tinham aprovado a comercialização conjunta dos direitos audiovisuais com mais de 92% dos votos, um ato eleitoral que contou com o voto contra do Benfica e a abstenção do Nacional.

A estimativa da Liga Portugal é que o valor global angariado pelos direitos televisivos dos clubes em Portugal possa atingir um máximo de 225 milhões por temporada, ou possa mesmo ultrapassar este valor se existir a revenda destes pacotes para outras plataformas de transmissão.

Esta segunda-feira, a Liga propôs à votação a chave de distribuição destas verbas, um modelo que já tinha sido apresentado numa Cimeira de Presidentes e que propunha que 90% das receitas arrecadadas fosse direcionado para os cofres das SAD da Liga, sendo que os restantes 10% ficariam para os clubes da Liga 2.

No principal escalão do futebol português, esta divisão de verbas vai ser feita com cinco critérios como base desta distribuição. Como seria de esperar, 44,2% dessa verba vai naturalmente depender do mérito desportivo mas não apenas da classificação final já que critérios como o histórico de classificações e a contribuição para o ranking da UEFA também vão contar. Já 33,2% das receitas dos direitos TV vão ser distribuídos em partes iguais por todos os clubes do primeiro escalão. A restantes percentagens vão ter em conta critérios como as assistências médias e audiências televisivas (17,6%), as condições disponibilizadas para as transmissões (3%) mas também a qualidade dos relvados, iluminação e condições de trabalho para os media (1%).

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