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Received today — 10 June 2026 O Jornal Económico

Risco digital começa antes do impacto: KPMG defende antecipação como fator crítico para as empresas

10 June 2026 at 09:01

A cibersegurança deixou de ser apenas uma preocupação tecnológica para assumir um papel central na competitividade, na confiança e no crescimento das organizações. Esta é uma das principais conclusões do relatório Cybersecurity Considerations 2026, da KPMG, que alerta para a necessidade de uma abordagem mais preventiva e integrada face ao aumento das ameaças digitais.

Segundo o estudo, que reúne contributos de mais de duas dezenas de especialistas internacionais, 79% dos CEOs globais consideram o cibercrime e a insegurança digital como a maior ameaça aos seus negócios, ultrapassando fatores como a pressão regulamentar (69%) e os conflitos geopolíticos (57%).

A consultora  destaca que os ciberataques começam muito antes do seu impacto se tornar visível, explorando vulnerabilidades que servem de porta de entrada para operações cada vez mais sofisticadas. Neste contexto, a antecipação surge como um elemento-chave para reforçar a resiliência das organizações, numa altura em que a inteligência artificial (IA), a fragmentação geopolítica e a evolução da regulamentação estão a transformar o panorama do risco digital.

“A confiança digital é hoje um diferencial competitivo. À medida que a IA amplia capacidades – tanto de atacantes como de defensores – é essencial gerir o risco associado a identidades não humanas em toda a cadeia de valor. Segurança e compliance não têm de ser um travão à inovação; pelo contrário, podem ser um catalisador, ao garantirem resiliência digital”, afirma Sérgio Martins, Cybersecurity Partner da KPMG Portugal.

O relatório identifica a inteligência artificial como o principal motor de transformação do ciberespaço. Se, por um lado, os atacantes recorrem à automação, à IA generativa e a agentes autónomos para escalar ataques, por outro, as empresas utilizam estas mesmas tecnologias para detetar ameaças em tempo real e responder com maior rapidez a incidentes.

De acordo com os dados apresentados, 92% dos executivos do setor tecnológico acreditam que a gestão de agentes autónomos de IA será uma competência essencial nos próximos cinco anos. Ainda assim, a confiança pública continua a ser um desafio: mais de metade da população mundial (54%) afirma desconfiar da utilização desta tecnologia, reforçando a necessidade de mecanismos robustos de segurança e governação.

Entre as principais tendências destacadas pela KPMG está o crescimento exponencial das chamadas identidades não humanas – contas de serviço, máquinas, aplicações e agentes de IA –, que já superam largamente o número de utilizadores humanos nas organizações.

Esta realidade está a ampliar a superfície de ataque. O estudo revela que 59% das empresas foram vítimas, no último ano, de uma violação de segurança provocada por terceiros, frequentemente através da exploração de credenciais de máquinas com permissões excessivas. A consultora alerta mesmo que a próxima grande falha de segurança poderá resultar não de um erro humano, mas de uma máquina a operar sem controlo adequado.

Geopolítica, regulação e cadeia de abastecimento redefinem a segurança

A crescente tensão geopolítica e o reforço do quadro regulatório estão também a obrigar empresas e entidades públicas a repensarem as suas infraestruturas tecnológicas, a relação com fornecedores e a localização dos dados.

Na União Europeia, diretivas como a NIS2, a DORA e a CER estão a deslocar o foco da simples proteção da informação para a resiliência operacional, exigindo que as organizações demonstrem capacidade para resistir, responder e recuperar de incidentes cibernéticos, especialmente em setores críticos como energia, telecomunicações, saúde e banca.

Ao mesmo tempo, a cadeia de abastecimento está a transformar-se numa verdadeira “attack chain”. A dependência de fornecedores de serviços cloud, software, inteligência artificial e serviços digitais faz com que o risco cibernético se estenda a todo o ecossistema empresarial. Segundo a KPMG, a resiliência da supply chain é atualmente o principal fator a influenciar as decisões de negócio a curto prazo, enquanto 45% das organizações admitem que o risco regulamentar associado a terceiros aumentou significativamente.

Perante este cenário, o papel do Chief Information Security Officer (CISO) está também a evoluir. O responsável pela segurança da informação deixa de ser apenas um gestor técnico para assumir uma função estratégica, contribuindo para integrar a segurança nos processos de inovação, na adoção da inteligência artificial e no crescimento sustentável das empresas.

A mensagem do relatório é clara: num contexto marcado pela incerteza tecnológica e geopolítica, a cibersegurança já não é apenas uma questão de defesa. É um ativo económico, um fator de diferenciação competitiva e uma condição essencial para reforçar a confiança digital.

Plataforma de financiamento colaborativo imobiliário lança primeiro projeto residencial em Turim

10 June 2026 at 08:02

A Wecity, plataforma digital de financiamento colaborativo imobiliário, anunciou a sua entrada no mercado italiano, no que é considerado mais um passo na estratégia de expansão internacional da empresa. A operação arranca com um projeto de desenvolvimento residencial em Turim, uma das principais cidades económicas da região do Piemonte, no norte de Itália.

Através do seu modelo de financiamento alternativo e participativo, a plataforma vai permitir que investidores particulares e institucionais participem na aquisição, remodelação e posterior venda de 12 apartamentos localizados no edifício da Via Sacchi 16, numa operação desenvolvida em parceria com o promotor imobiliário LoBa Invest.

O projeto prevê um financiamento total de 1,45 milhões de euros, estruturado em duas fases. A primeira tranche, de 1 milhão de euros, destina-se a suportar parte da aquisição do imóvel e o arranque das obras, enquanto a segunda, de 450 mil euros, financiará a conclusão da intervenção.

Segundo a empresa, o promotor assegura um investimento próprio de 570 mil euros, reforçando a robustez da operação. Para os investidores da plataforma, o projeto oferece uma taxa de juro anual de 11%, com um prazo estimado de nove meses, acrescido de uma eventual prorrogação de três meses, estando ainda garantido por uma hipoteca de primeiro grau sobre a totalidade das habitações.

A entrada em Itália surge num contexto de crescente necessidade de soluções alternativas de financiamento para o setor residencial. A Wecity considera que o mercado italiano apresenta características semelhantes às de Portugal e Espanha, nomeadamente um défice estrutural de oferta habitacional e uma procura crescente por mecanismos de financiamento mais ágeis e flexíveis.

“A Itália reúne características semelhantes às de Portugal e Espanha: forte procura habitacional, interesse dos investidores e necessidade de novas soluções de financiamento. Acreditamos que a experiência acumulada pela Wecity nestes mercados nos permitirá contribuir para o desenvolvimento de novos projetos residenciais e oferecer oportunidades atrativas aos investidores”, afirma Antonio Mañas, CEO da Wecity.

A plataforma chega a Itália depois de consolidar a sua atividade em Espanha e em Portugal, onde opera há cerca de três anos. O mercado italiano representa, assim, o segundo grande passo da expansão internacional da empresa, que sublinha ainda o seu compromisso com a transparência e com o enquadramento regulamentar europeu, operando ao abrigo do regime ECSP (European Crowdfunding Service Providers).

Até ao momento, a Wecity já financiou mais de 255 milhões de euros através de 192 projetos imobiliários. Em Portugal, o volume financiado atingiu 11,9 milhões de euros em 2025 e, apenas nos primeiros cinco meses deste ano, a plataforma já ultrapassou esse valor, com 12,7 milhões de euros financiados, superando o total registado durante todo o ano anterior.

Fundada em Espanha e com presença em Portugal, a Wecity atua como uma plataforma digital que liga promotores imobiliários e investidores num ecossistema colaborativo. Nos últimos cinco anos, financiou cerca de 250 milhões de euros em projetos imobiliários e afirma liderar, no mercado europeu de financiamento colaborativo, o rácio de reembolso de empréstimos. Enquanto Prestador de Serviços de Financiamento Colaborativo autorizado, a empresa está habilitada a prestar serviços em Portugal.

Era Agêntica: 80% das pesquisas já incluem IA e obrigam marcas a reinventar estratégias

10 June 2026 at 07:46

A crescente integração da Inteligência Artificial (IA) nos motores de pesquisa está a transformar profundamente o marketing digital, obrigando as marcas a competir não apenas pela atenção dos consumidores, mas também pela recomendação dos próprios sistemas de IA. A conclusão foi destacada no evento “What’s Next in the Agentic Era: Disrupção no Marketing, Media e Medição”, promovido pela Incubeta em parceria com a Google, que reuniu em Lisboa profissionais das áreas de marketing, media, dados e tecnologia.

Segundo Michael Ossendrijver, Group Chief Solutions Officer da Incubeta Global, “o manual tradicional do marketing digital foi reescrito”, sublinhando que os consumidores procuram cada vez mais respostas diretas, em vez de navegarem por múltiplos resultados. “Mindshare is becoming Model Share”, afirmou, sintetizando a mudança de paradigma.

De acordo com o responsável, cerca de 80% das pesquisas já apresentam respostas geradas por IA, tendência que deverá intensificar-se nos próximos anos. Em paralelo, o tráfego proveniente de sistemas de IA para plataformas de comércio eletrónico registou um crescimento de 393% face ao ano anterior, com taxas de conversão 42% superiores às do tráfego digital tradicional.

Este novo contexto está a alterar o papel dos agentes digitais, que passam a mediar a relação entre consumidores e marcas. O tradicional funil de marketing — baseado em pesquisas, cliques e navegação em websites — dá lugar a um modelo em que a decisão é cada vez mais influenciada por recomendações automatizadas.

Apesar da rápida evolução, a maioria das empresas ainda não está preparada para esta transformação. Dados da Incubeta indicam que 81% dos profissionais de marketing admitem não ter uma estratégia clara para interpretar e operacionalizar métricas relacionadas com IA.

Também Patrícia Nabeto, country manager da Incubeta em Portugal, alertou para a ausência de uma abordagem estruturada à adoção da tecnologia. “A verdade é que não há uma estratégia para o uso de Inteligência Artificial nas empresas”, afirmou.

Um estudo da empresa junto de líderes de marketing e executivos dos setores do retalho e comércio eletrónico revela ainda inconsistências na perceção de desempenho: embora 70,4% considerem eficaz a aplicação dos orçamentos, apenas 41,6% reconhecem que uma parte significativa do investimento não gera o retorno esperado.

A responsável destaca ainda o chamado “Imposto da Ineficiência”, apontando que muitas organizações continuam a aumentar os seus orçamentos — 73,6% fazem-no anualmente — sem resolver falhas estruturais, o que resulta na amplificação de ineficiências operacionais.

No plano estratégico, a adoção de IA é amplamente reconhecida como crítica: 77% dos líderes acreditam no seu impacto positivo no desempenho, mas apenas 55% dizem ter capacidade para a implementar eficazmente. Além disso, 12% das empresas ainda não utilizam IA nas suas operações de marketing.

O evento evidenciou também a emergência do conceito de “Agentic Commerce”, em que agentes de IA passam a intermediar a descoberta e recomendação de produtos. Neste cenário, a visibilidade baseada em SEO perde relevância, sendo substituída pela capacidade das marcas de comunicarem eficazmente com os algoritmos que orientam as decisões de compra.

A mudança implica uma revisão das estratégias de conteúdo, com menor foco em palavras-chave e maior aposta em descrições semânticas e informativas que facilitem a interpretação por modelos de linguagem.

Com a participação de empresas como Farfetch, Google, Sonae MC, Vodafone e Worten, o encontro reforçou a ideia de que a chamada Era Agêntica representa uma transformação estrutural na forma como as marcas criam valor e competem num ecossistema digital cada vez mais mediado por inteligência artificial.

Mundial 2026: turismo, hotelaria, publicidade e apostas entre os setores mais bem posicionados para lucrar

10 June 2026 at 07:20

O Campeonato do Mundo de Futebol de 2026, que será coorganizado pelos Estados Unidos, Canadá e México, está a ser apontado como um marco histórico não apenas no plano desportivo, mas também no económico.

Esta edição será a maior de sempre da FIFA, contando pela primeira vez com 48 seleções participantes e jogos distribuídos por 16 cidades da América do Norte. O evento ganha ainda um forte simbolismo especial por representar, previsivelmente, a última participação de figuras como Lionel Messi, Cristiano Ronaldo, Luka Modrić e Neymar no maior palco do futebol mundial.

De acordo com uma análise divulgada pela corretora Freedom24, as projeções financeiras associadas à competição superam largamente os registos anteriores.

A FIFA estima arrecadar entre 11 mil milhões e 13 mil milhões de dólares em receitas durante o ciclo de 2023–2026, uma subida expressiva face aos 7,5 mil milhões de dólares gerados no ciclo do Mundial do Catar, em 2022. Espera-se que a venda de bilhetes e os pacotes de hospitalidade atinjam os 3,1 mil milhões de dólares, enquanto os direitos televisivos deverão render cerca de 4,26 mil milhões de dólares. O campeonato prevê atrair perto de 6,5 milhões de espectadores aos estádios, estabelecendo um recorde absoluto.

No que toca ao impacto macroeconómico, estima-se que a contribuição total para o PIB dos três países anfitriões seja de 40,9 mil milhões de dólares, com a atividade económica global associada ao torneio a poder alcançar os 80,1 mil milhões de dólares.

Especialistas da Freedom24 sublinham que este fluxo de capital cria oportunidades táticas para investidores em múltiplos setores económicos, embora ressalvem que o efeito de um Mundial raramente constitui um motor de crescimento sustentável a longo prazo por si só.

O turismo e a hotelaria surgem como os principais beneficiários diretos, com a FIFA a estimar que mais de metade das despesas previstas estará ligada a gastos turísticos.

Grandes cadeias hoteleiras como Marriott International, Hilton Worldwide e Hyatt Hotels, além da plataforma Airbnb e de agências de reservas online como Expedia, Booking Holdings e Trip.com, deverão registar aumentos de procura. De resto, após o sorteio da fase de grupos em janeiro de 2026, os preços dos hotéis nas cidades anfitriãs subiram, em média, 14,75%, com picos notáveis em Guadalajara (385%) e Vancouver, onde alguns quartos atingiram os 1.455 dólares por noite.

O segmento da mobilidade urbana e entrega de refeições, onde operam empresas como Uber, Lyft, DoorDash e Uber Eats, também antecipa um forte acréscimo de atividade.

No retalho e marketing, as marcas de vestuário desportivo são apontadas como fortes candidatas a retornos financeiros. A Adidas, enquanto parceira oficial da FIFA e fabricante da bola da competição, é vista por muitos investidores como a empresa com maior potencial de benefício relativo, embora concorrentes como a Nike e a Puma também mereçam atenção devido aos seus patrocínios de seleções e vendas de vestuário casual associado ao futebol.

Paralelamente, o setor dos media e da publicidade digital — liderado nos EUA por operadoras como a Fox Corporation e a Comcast, e globalmente por plataformas como a Meta e a Alphabet — deverá capturar uma fatia significativa do reforço dos investimentos publicitários das marcas.

A análise indica ainda que a Netflix poderá beneficiar caso continue a expandir a sua aposta em documentários e conteúdos ligados ao futebol. Por fim, as apostas desportivas surgem como um setor de elevado potencial de rentabilidade, mas igualmente de alta volatilidade. Projeta-se que o volume global de apostas durante as semanas do campeonato ultrapasse os 150 mil milhões de dólares.

A Freedom24 cita um estudo da Paysafe que indica que 62% dos adeptos nos Estados Unidos planeiam apostar durante o evento (sendo que 29% o farão pela primeira vez), enquanto no México essa percentagem sobe para os 68%. Operadores consolidados no mercado norte-americano, como a DraftKings e a Flutter Entertainment (detentora da FanDuel), posicionam-se na linha da frente para capitalizar esta tendência, num cenário onde a concorrência de mercados de previsão alternativos como a Kalshi e a Polymarket poderá aumentar.

Goparity canaliza mais de 20 milhões de euros para energia limpa em Portugal

10 June 2026 at 06:50

No âmbito da Semana Europeia da Energia Sustentável, a plataforma portuguesa de investimento sustentável Goparity revelou que já canalizou mais de 20 milhões de euros para projetos de energia limpa, destacando-se como uma alternativa ao financiamento tradicional para acelerar a transição energética no país.

A empresa alerta para os persistentes bloqueios no acesso a financiamento por parte de pequenas e médias empresas (PMEs), comunidades de energia e promotores locais, num momento em que a Europa enfrenta tensões geopolíticas e pressões sobre os preços dos combustíveis fósseis. “Portugal tem os recursos naturais e a visão política. O que falta, por vezes, é financiamento que chegue a quem realmente precisa. A Goparity existe para cobrir essa lacuna – de forma regulada, transparente e com impacto mensurável”, afirmou Nuno Brito Jorge, CEO e cofundador da Goparity.

Regulada pela CMVM ao abrigo do Regulamento Europeu de Crowdfunding e certificada como B Corp, a plataforma tem mais de 70% do seu portefólio em Portugal. Até ao momento, foram efetuados quase 500 empréstimos, dos quais 150 já totalmente reembolsados, devolvendo 19,3 milhões de euros aos investidores. Mais de metade deste valor (mais de 10 milhões de euros) provém de projetos nacionais.

O impacto ambiental é significativo: os projetos financiados geram ou poupam anualmente 6,7 GWh de energia e evitam a emissão de 14 mil toneladas de CO₂ por ano – o equivalente à absorção de mais de 600 mil árvores. Na categoria de energia sustentável, que representa cerca de 50% dos projetos da plataforma, foram já emprestados 20,7 milhões de euros, prevendo-se a geração de 36,4 GWh de energia limpa por ano.

A Goparity tem financiado sistemas solares de autoconsumo, projetos de eficiência energética, mobilidade elétrica e comunidades de energia renovável em várias regiões do país, do Alentejo aos Açores. Do lado dos investidores, a plataforma oferece um retorno médio anual de 5,4%. Cada 1.000 euros investidos evitam, em média, 1,6 toneladas de CO₂ por ano e impactam positivamente 14 pessoas.

Nuno Brito Jorge, que trabalhou no Parlamento Europeu acompanhando as comissões de Energia, Indústria e Ambiente durante o período do pacote “20-20-20”, sublinha a importância de mecanismos de financiamento ágeis e transparentes para cumprir a meta de neutralidade carbónica em 2050.

Fundada com o objetivo de democratizar o acesso ao financiamento sustentável, a Goparity já apoiou mais de 400 projetos alinhados com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, em três continentes, num total superior a 50 milhões de euros investidos. Estes projetos beneficiaram mais de 100 mil pessoas, criaram mais de 4 mil empregos e contribuem para evitar anualmente mais de 30 mil toneladas de CO₂.

A plataforma surge, assim, como parte da solução para ligar capital privado e cidadão a projetos com impacto real, num contexto em que a velocidade do financiamento precisa de acompanhar a ambição climática europeia.

Amtrol-Alfa e Galp introduzem garrafas de butano produzidas com aço de baixas emissões

9 June 2026 at 23:59

A Amtrol-Alfa, empresa do grupo Worthington Enterprises com sede em Brito, Guimarães, anunciou o lançamento de uma nova geração de garrafas de gás butano produzidas com aço de baixas emissões de carbono. A iniciativa resulta de uma colaboração com a ArcelorMittal e conta com a Galp como parceira na distribuição das primeiras cinco mil unidades, que deverão começar a chegar ao mercado nacional em breve.

De acordo com a empresa, estas garrafas são fabricadas com aço laminado a quente XCarb® reciclado e produzido com recurso a energia renovável. Segundo a informação disponibilizada, este material apresenta uma pegada de carbono 73% inferior à do aço utilizado convencionalmente na produção deste tipo de recipientes.

Citado no comunicado, o diretor-geral da Amtrol-Alfa, Filipe Pedrosa, afirma que a empresa assumiu “o compromisso de desenvolver uma garrafa de aço com a menor pegada de carbono possível, sem recorrer a compensações de carbono”. O responsável acrescenta que o trabalho desenvolvido em conjunto com a ArcelorMittal permitiu criar um produto “mais sustentável, em total conformidade com as normas regulamentares”, sublinhando ainda o objetivo de disponibilizar esta solução a clientes interessados em reduzir o seu impacto ambiental.

A colaboração entre a Amtrol-Alfa e a ArcelorMittal teve início em 2022, com foco na redução da pegada carbónica do aço utilizado no fabrico de garrafas de gás. O projeto incluiu várias fases de testes e validação do aço XCarb® reciclado e produzido com energia renovável.

Também citado no documento, Tom Van de Putte, responsável pelo desenvolvimento de negócio XCarb® na ArcelorMittal Europe Flat Products – CMO Industry, explica que o aço utilizado é produzido com, pelo menos, 75% de sucata reciclada e num forno elétrico alimentado por eletricidade proveniente de fontes renováveis. Segundo o responsável, este processo permite reduzir significativamente as emissões associadas à produção do material e é acompanhado por uma Declaração Ambiental de Produto verificada de forma independente.

A Amtrol-Alfa apresenta-se como o maior fabricante europeu de garrafas de aço, garrafas leves em aço e garrafas compósitas de baixo peso, contando com cerca de 800 colaboradores e um volume de faturação anual de 120 milhões de euros. A empresa fornece os setores do GPL, gases industriais e gases técnicos para diversos mercados internacionais.

Comunidade de startups do Santander já reúne 400 empresas de elevado impacto

9 June 2026 at 23:56

O Santander X 100, a comunidade de startups, scaleups e PME criada pelo Banco Santander através da sua plataforma global Santander X, atingiu 400 empresas de elevado crescimento provenientes de 11 países. Estes países especializam-se em setores estratégicos como inteligência artificial, desenvolvimento de software, sustentabilidade, cibersegurança, saúde digital e Indústria 4.0. O anúncio foi feito pelo  Banco Santander.

O banco anunciou que a comunidade Santander X 100, ao atingir a marca de 400 empresas de elevado crescimento, consolida-se como “uma das maiores redes internacionais de startups, scaleups e PME dedicadas a setores estratégicos da nova economia”. A iniciativa, criada através da plataforma global Santander X, junta já 191 startups, 156 scaleups e 49 PME oriundas de 11 países, todas selecionadas entre milhares de candidaturas internacionais pela sua capacidade de inovação, escalabilidade e resposta aos grandes desafios atuais.

As empresas integrantes do Santander X 100 operam em mais de 20 setores-chave, com destaque para inteligência artificial, desenvolvimento de software, sustentabilidade, cibersegurança, saúde digital e Indústria 4.0. Juntas, são responsáveis pela criação de milhares de postos de trabalho qualificados. Portugal marca presença na lista com 13 nomes, entre eles Agentifai SA, Aromashop, Code for All, FiberSight, Go Power, Infinite Foundry, JLC Energy, Lampsy, Smartex Europe, STARKDATA, Torpedo – Serviços de Informática, Ubbu e YORBA.

Muitas das empresas já captaram investimento privado, expandiram-se internacionalmente e fecharam parcerias estratégicas em áreas de forte procura por parte de investidores, como sustentabilidade, eHealth, fintech/insurtech, edtech e cibersegurança.

Só em 2025, o Santander X apoiou cerca de 60.000 empreendedores e empresas em 10 países, um crescimento de 12% face ao ano anterior, através de formação, prémios, desafios e soluções financeiras. Em Portugal, estão abertas até 11 de setembro as candidaturas aos Santander X Portugal Awards 2026, com 30.000 euros em prémios para universitários e startups inovadoras. A Unicorn Factory Lisboa coordena o processo de seleção e organiza o evento final.

Nos últimos anos, mais de 5.500 empresas participaram em oito concursos internacionais promovidos pelo banco, focados em saúde, educação, digitalização, empregabilidade e sustentabilidade. Em 2025, cerca de 1.000 projetos integraram desafios globais que distribuíram mais de 240.000 euros em prémios, além de acesso a investimento e redes de negócio. A iniciativa mais recente é o Santander X Global Challenge | The Quantum AI Leap, que procura soluções que apliquem computação quântica e inteligência artificial a setores como finanças, energia, saúde, logística e cibersegurança.

O Santander mantém há 30 anos uma forte ligação à educação, empregabilidade e empreendedorismo, com mais de 2,5 mil milhões de euros investidos e 8,3 milhões de pessoas e empresas apoiadas através de acordos com cerca de 1.000 universidades.

FlixBus reforça ligações ibéricas com novas rotas entre Portugal e Espanha

9 June 2026 at 23:45

A FlixBus anunciou o reforço da sua operação na Península Ibérica com o lançamento de duas novas ligações internacionais: Madrid–Braga e Lisboa–Badajoz. A expansão da rede, que entra em funcionamento este mês, inclui ainda a integração de Estremoz, Borba e Elvas na oferta da transportadora, marcando a estreia da empresa no distrito de Portalegre e o alargamento da sua presença no Alentejo.

A nova rota Madrid–Braga estabelece uma ligação direta entre Braga, Porto, Vila Real e Bragança e a capital espanhola, incluindo acesso ao terminal Madrid Sul e ao aeroporto Adolfo Suárez Madrid-Barajas. Já a linha Lisboa–Badajoz liga a capital portuguesa a Setúbal, Montemor-o-Novo, Évora, Estremoz, Borba, Elvas e à cidade espanhola de Badajoz, reforçando a conectividade transfronteiriça e ampliando a cobertura da operadora no interior do país.

A empresa enquadra este investimento numa estratégia de desenvolvimento da mobilidade internacional e regional, apontando para o potencial de crescimento dos fluxos turísticos e económicos entre Portugal e Espanha. No caso do Norte do país, a FlixBus destaca os dados do Turismo de Portugal, segundo os quais o mercado espanhol representou, em 2025, 18,3% dos hóspedes estrangeiros da região, num total superior a 780 mil visitantes.

A expansão para o Alto Alentejo é igualmente apresentada como um contributo para a coesão territorial, através do reforço das ligações entre centros urbanos e regiões de menor densidade populacional. A entrada em cidades como Estremoz, Borba e Elvas cria novas alternativas de transporte para residentes e visitantes, ao mesmo tempo que fortalece a ligação económica e turística com a região espanhola da Extremadura.

As duas novas linhas arrancam com dois horários diários, um em cada sentido. A ligação Madrid–Braga funcionará diariamente, enquanto a rota Lisboa–Badajoz terá partidas de Lisboa às 9h45 e de Badajoz às 16h25. Segundo a empresa, a viagem entre Lisboa e Badajoz terá uma duração inferior a quatro horas. Os bilhetes já se encontram disponíveis nos canais habituais de venda, com preços iniciais de 14,99 euros para o trajeto Braga–Madrid, 8,49 euros entre Lisboa e Estremoz e 9,49 euros entre Lisboa e Elvas.

Navigator lança nova marca gCELL para o mercado global de pasta de celulose

9 June 2026 at 23:34

A The Navigator Company anunciou o lançamento da gCELL, uma nova marca que passa a reunir o seu negócio no segmento de pasta sob uma identidade única e distintiva.

Em comunicado a papeleira revela que “com a gCELL, a Navigator passa a reunir o seu negócio de pasta sob uma identidade única e distintiva, assente em mais de sete décadas de experiência na produção de pasta de Eucalyptus globulus, uma matéria-prima reconhecida pela sua elevada qualidade e competitividade à escala internacional”.

“A empresa foi pioneira na pasta branqueada kraft de eucalipto há 70 anos — uma liderança que remonta a um momento marcante em 1956, na fábrica de Cacia (Aveiro), onde uma pequena equipa demonstrou, pela primeira vez a nível mundial, a produção industrial de pasta pelo método kraft a partir de eucalipto, nomeadamente Eucalyptus globulus”, acrescenta.

Atualmente, a Navigator posiciona-se como o maior produtor europeu de pasta à base de eucalipto, com uma capacidade anual de 1,6 milhões de toneladas.

A Navigator explica em comunicado que a proposta de valor da gCELL assenta em quatro pilares fundamentais: inovação e legado, credibilidade e fiabilidade, versatilidade e sustentabilidade.

O nome da marca reflete a sua génese, combinando a letra “g”, associada à espécie globulus, com o termo “CELL”, que remete para a célula e para a celulose, adianta a Navigator.

De acordo com João Escobar Henriques, Global Pulp Sales Director da empresa, a criação de uma marca dedicada visa reforçar o valor da fibra e estreitar a ligação com os clientes, disponibilizando soluções de elevado desempenho que otimizam os processos e melhoram a qualidade do produto final. O controlo da produção é assegurado através de unidades industriais totalmente integradas, que cobrem desde as florestas geridas de forma sustentável até à transformação industrial.

“A gCELL representa uma evolução natural do nosso negócio de pasta”, afirma João Escobar Henriques, Global Pulp Sales Director da The Navigator Company. “Ao criarmos uma marca dedicada, estamos a reforçar o valor único da nossa fibra e a estreitar a nossa ligação com os clientes. A gCELL é mais do que um nome – reflete o nosso compromisso em disponibilizar soluções sustentáveis de elevado desempenho, que contribuem para a otimização dos processos e para a melhoria da qualidade do produto final”.

O portefólio da gCELL destina-se a um amplo conjunto de aplicações finais, abrangendo papéis de impressão e escrita, tissue, papéis de embalagem, papéis especiais e decorativos, além de soluções emergentes em celulose moldada. Segundo a empresa, as propriedades da pasta garantem um desempenho caracterizado por elevada resistência, estabilidade dimensional, opacidade, brancura, suavidade e capacidade de processamento.

A matéria-prima provém de florestas plantadas exclusivamente para esse efeito e geridas de forma sustentável, com certificações internacionais FSC® e PEFC. Adicionalmente, o uso da fibra de Eucalyptus globulus permite uma menor utilização de madeira face a outras espécies para a mesma quantidade de aplicação final, contribuindo para a redução do consumo de água e de produtos químicos no processo industrial.

A Navigator diz que o lançamento da gCELL enquadra-se no compromisso alargado da Navigator com a eficiência de recursos e a ação climática. A empresa estabeleceu a meta de reduzir em 86% as suas emissões diretas de CO₂ nos complexos industriais até 2035, face a 2018. Através do seu Roteiro de Descarbonização, que prevê um investimento superior a 350 milhões de euros entre 2019 e 2028, a companhia antecipou os seus objetivos intermédios para 2026, prevendo alcançar uma redução de cerca de 60% nas emissões diretas de CO₂ fóssil em comparação com o ano de referência.

Como produtor integrado de floresta, pasta, papel, tissue, soluções de packaging e bioenergia, a TNavigator registou um volume de negócios de 1.970 milhões de euros em 2025, exportando mais de 90% dos seus produtos para 117 países. A empresa é a terceira maior exportadora de Portugal, gerando cerca de 2,5% das exportações nacionais de bens e mais de 30 mil empregos diretos, indiretos e induzidos no país.

Euronext mantém PSI com 16 cotadas

9 June 2026 at 20:15

A Euronext anunciou esta terça-feira, 9 de junho de 2026, os resultados da revisão anual do índice PSI, que não registou quaisquer alterações na sua composição. A atualização será implementada após o fecho dos mercados na sexta-feira, 19 de junho, produzindo efeitos a partir de segunda-feira, 22 de junho de 2026.

O índice principal da bolsa de Lisboa, o PSI (antigo PSI-20), é atualmente composto por 16 empresas cotadas.

De acordo com a entidade gestora, a revisão trimestral de junho concluiu pela manutenção de todas as empresas atualmente incluídas no principal índice bolsista nacional. Ainda assim, o supervisor independente reserva-se o direito de alterar a seleção divulgada, nomeadamente em caso de exclusão motivada por uma operação de aquisição, até à publicação dos dados finais após o fecho do mercado na quarta-feira, 17 de junho. A Euronext esclarece que quaisquer eventos ocorridos após essa data não implicarão a substituição de empresas que venham eventualmente a ser removidas da composição final do índice.

O PSI integra a família de índices da Euronext e é alvo de revisões trimestrais em junho, setembro e dezembro, sendo a revisão anual completa realizada em março. A próxima reunião do Comité de Índices (Index Steering Committee) está agendada para 9 de setembro de 2026.

A primeira página do Jornal Económico de 9 de junho

9 June 2026 at 00:01

Agora é mais fácil ler o seu Jornal Económico em formato digital. De segunda a sexta-feira, a partir da meia-noite, pode ver a primeira página e ler os principais conteúdos de cada edição no nosso espaço reservado a assinantes, o JE Leitor. Para receber a edição completa, subscreva a newsletter Edição da Manhã e terá o Jornal Económico no seu email, de segunda a sexta-feira, às 7h00.

Veja aqui a primeira página do Jornal Económico desta terça-feira, 9 de junho:

Soko: Nova app portuguesa usa IA e sabedoria local para mapear tudo o que acontece em Lisboa

8 June 2026 at 23:31

Foi lançada esta segunda-feira, 8 de junho, a Soko, uma aplicação de descoberta local que utiliza Inteligência Artificial e contributos da comunidade para agregar eventos, sítios e experiências na cidade. O projeto arranca em Lisboa com mais de 1000 eventos registados para o mês de junho.

A plataforma foi desenvolvida pelos empreendedores portugueses João Albino, ex-Urbvan, e João Graça, ex-Unbabel. A Soko reúne informação dispersa por sites, redes sociais, grupos de mensagens e cartazes de rua. Os utilizadores podem também submeter conteúdos: o envio de uma fotografia de um cartaz, por exemplo, permite à plataforma criar um novo evento com recurso a IA.

Segundo os fundadores, o objetivo é centralizar e personalizar a oferta de programação local. A aplicação apresenta sugestões adaptadas ao perfil de cada utilizador e permite pesquisa e navegação direta por tipo de evento.

A Soko inclui integração com WhatsApp. Através de mensagens, os utilizadores podem solicitar recomendações, como “o que posso fazer com os meus filhos amanhã” ou “que exposições estão disponíveis esta semana”, recebendo respostas baseadas nos dados agregados pela plataforma.

Os criadores indicam que a combinação de IA com contribuição humana visa complementar as limitações de modelos generalistas na identificação de acontecimentos locais não publicados em canais digitais estruturados. A tecnologia é usada para organizar e escalar o conhecimento partilhado pela comunidade.

A aplicação está disponível para download a partir de hoje. A empresa convida comunidades e negócios locais a submeterem eventos na plataforma.

Associação Public Affairs Portugal inicia novo mandato com foco na implementação da Lei do Lobby

8 June 2026 at 23:25

A Associação Public Affairs Portugal (PAPT), a primeira associação representativa do lobbying em Portugal, inicia um novo mandato num ano decisivo para o setor.

Gonçalo Boavida, partner da Lift Consulting, assume a presidência da associação no terceiro ano de atividade, tendo como vice-presidentes Sofia Cartó, founder & partner da Loyal Ecosystem, e Rita Serrabulho, managing partner da Political Intelligence Portugal.

A tomada de posse acontece num momento particularmente relevante para a representação de interesses em Portugal, marcado pela entrada em vigor da Lei do Lobby, Lei n.º 5-A/2026, no próximo dia 27 de julho. Este novo quadro legal estabelece pela primeira vez o enquadramento para a relação entre representantes de interesses, empresas, associações, organizações da sociedade civil, profissionais do setor de public affairs e entidades públicas.

Para o novo presidente, o momento traz uma responsabilidade acrescida. “A entrada em vigor da Lei do Lobby marca uma nova etapa para a representação de interesses em Portugal e traz consigo a responsabilidade coletiva de garantir que este novo enquadramento é compreendido, aplicado e valorizado por todos os intervenientes. Assumir a presidência da PAPT neste momento é, por isso, uma responsabilidade acrescida, na medida em que queremos contribuir para que a implementação da lei seja feita com rigor, diálogo e responsabilidade, reforçando a transparência e a confiança nos assuntos públicos em Portugal”, afirma Gonçalo Boavida.

O novo mandato da PAPT vai dar continuidade ao trabalho desenvolvido desde a sua criação, com foco na profissionalização do setor, na promoção de boas práticas e no reforço da compreensão pública sobre a representação de interesses. Neste contexto, a associação pretende afirmar-se como interlocutor técnico junto de decisores políticos, reguladores, empresas e sociedade civil. O objetivo é acompanhar e apoiar a implementação e regulamentação do novo quadro legal, promovendo a transparência, a segurança jurídica e a previsibilidade regulatória, em linha com o trabalho já feito em audiências e audições com diferentes decisores políticos.

“Queremos continuar a ser uma parte ativa desta nova fase, bem como uma referência para ajudar qualquer cidadão, organização ou entidade pública na implementação da Lei, avaliação da mesma e, acima de tudo, na manutenção de elevados padrões de ética e transparência”, reforça o novo presidente.

A ligação ao contexto internacional mantém-se como um dos eixos da associação. A PAPT integra a P.A.C.E. – Public Affairs Community of Europe, que reúne associações congéneres de vários países europeus. Recentemente, Gonçalo Boavida representou a associação num evento da P.A.C.E. no Senado Espanhol, onde apresentou o ponto de situação do processo legislativo português. Essa ligação será aprofundada em outubro de 2026, quando Portugal acolher a PACE Young Professionals Academy, encontro dedicado à nova geração de profissionais do setor. O evento pretende promover a partilha de boas práticas e aproximar o mercado nacional das dinâmicas europeias.

Com a nova presidência, a PAPT quer reforçar a sua atuação enquanto plataforma de convergência entre profissionais, organizações e instituições, numa altura em que a representação de interesses passa a assumir uma expressão mais estruturada no espaço público português.

Consumo ilícito de cigarros sobe para 2,7% em Portugal com perda fiscal de 45 milhões de euros

8 June 2026 at 23:18

O consumo de cigarros ilícitos em Portugal aumentou para 2,7% do total em 2025, correspondendo a cerca de 220 milhões de cigarros ilegais consumidos e gerando uma perda estimada de 45 milhões de euros em receitas fiscais, mais 3 milhões de euros do que no ano anterior. Apesar da subida, Portugal mantém uma das taxas mais baixas da Europa, segundo o mais recente estudo da KPMG sobre o mercado ilícito de tabaco, encomendado pela Philip Morris Products.

O relatório revela que, enquanto Portugal continua a registar valores controlados, o mercado ilícito na União Europeia registou um agravamento significativo. Em 2025, o consumo de cigarros do mercado negro na UE atingiu os 41,8 mil milhões de unidades, o equivalente a 10,3% do consumo total – o valor mais elevado desde 2014 e a primeira vez em mais de uma década que o mercado ilícito ultrapassa a barreira dos 10%. Este aumento superior a 7% face ao ano anterior resultou numa perda de receita fiscal estimada em 16,7 mil milhões de euros para os Estados-membros.

A França continua a ser o país mais afetado do continente, com uma quota de mercado ilícito de 41% e um volume impressionante de 20,5 mil milhões de cigarros ilegais consumidos. Outros países com elevadas taxas de consumo ilícito são a Irlanda (35%), o Reino Unido (32%), a Bélgica (25%), o Chipre (24%) e os Países Baixos (22%).

“Portugal mantém-se como um exemplo positivo na Europa, mas o aumento registado serve de alerta para a necessidade de continuar a combater o comércio ilegal”, sublinha o estudo. A subida do mercado negro na UE reflete desafios crescentes relacionados com o contrabando, a evasão fiscal e o enfraquecimento das medidas de controlo nas fronteiras.

O relatório da KPMG, que analisa anualmente o fenómeno em toda a Europa, volta a destacar a importância de políticas coordenadas para reduzir o impacto económico e de saúde pública associado ao tabaco ilícito.

Fraudio angaria nova ronda de financiamento liderada pela Alea Capital Partners para expandir deteção de fraudes com IA

8 June 2026 at 23:10

A Fraudio, uma plataforma de pagamentos em tempo real e de prevenção de fraudes, angariou uma nova ronda de financiamento liderada pela Alea Capital Partners para acelerar a sua expansão internacional e continuar a desenvolver a sua tecnologia de deteção de fraudes baseada em Inteligência Artificial (IA). O investimento, que contou também com a participação da IMGA, irá apoiar o crescimento contínuo da empresa, permitindo-lhe expandir as suas operações comerciais e aprofundar as integrações com infraestruturas de pagamento modernas, anunciou a empresa em comunicado.

Para as empresas, o impacto desta tecnologia traduz-se numa redução de perdas decorrentes de fraudes e numa simplificação dos processos de resolução de litígios e estornos. Já para os consumidores, significa menos falsos positivos — ou seja, menos transações legítimas indevidamente recusadas — e maior confiança ao efetuar pagamentos e transferências em ambientes digitais, especialmente em canais de pagamento em tempo real e instantâneos, onde a decisão sobre a transação é tomada em milésimos de segundo.

À medida que os pagamentos instantâneos, as carteiras digitais e as transferências em tempo real se tornam cada vez mais comuns, a necessidade de sistemas de deteção de fraudes que funcionem em milésimos de segundo tornou-se fundamental, defende a plataforma da Fraudio que explica que aplica técnicas avançadas de aprendizagem automática e análise comportamental para detetar atividades suspeitas em tempo real, minimizando simultaneamente os transtornos para os utilizadores legítimos. Isto permite que as instituições financeiras, as empresas de tecnologia financeira e as plataformas de pagamento monitorizem as transações instantaneamente, reduzindo perdas relacionadas com fraudes e as recusas indevidas, acrescenta.

“Esta ronda de financiamento visa uma expansão a sério”, afirmou João Moura, fundador da Fraudio. “A prioridade imediata é reforçar a equipa comercial com mais capacidade de vendas e de estabelecimento de parcerias e transformar a dinâmica que já demonstrámos num crescimento previsível e recorrente. Paralelamente, continuamos a investir fortemente no produto, porque, no domínio dos pagamentos em tempo real, a fraude não espera que nos adaptemos. A partir de Portugal, estamos a construir uma empresa global com a ambição de sermos líderes na prevenção da fraude.”

Na perspetiva da Alea Capital Partners, o investimento reflete o foco da empresa no apoio a empresas tecnológicas de elevado crescimento impulsionadas pela IA, tendo a Fraudio construído vantagens competitivas significativas nas áreas da infraestrutura digital e dos serviços financeiros.

“A Fraudio alcançou um crescimento incrível no último ano com uma eficiência de capital altamente disciplinada e está pronta para continuar. À medida que a Fraudio cresce, o mesmo acontece com o valor entregue aos seus clientes atuais e futuros, graças aos efeitos de rede criados pela sua solução de prevenção de fraudes de pagamentos plug-and-play impulsionada pela IA”, afirmou John Lambe, Venture Partner na Alea. O responsável acrescentou ainda que a Fraudio desenvolveu uma poderosa plataforma que permite identificar comportamentos fraudulentos em milésimos de segundo, mantendo uma experiência perfeita para os utilizadores legítimos, tendo recentemente reforçado os processos de vendas, lançado novos componentes de produto como a Biblioteca de Regras, e conquistado novos clientes, como a GnosisPay e a PayTabs.

Por sua vez, a IMGA destaca a relevância da cibersegurança como um pilar essencial da economia digital atual face ao rápido crescimento e adoção da tecnologia e da IA. “A solução de prevenção de fraudes nos pagamentos da Fraudio responde diretamente a um desafio crítico e em rápida evolução, numa altura em que as empresas procuram cada vez mais uma proteção robusta e escalável contra a criminalidade financeira. A forte aceitação já alcançada no mercado reforça a relevância e a diferenciação da proposta de valor da empresa”, afirmou Tiago Roquette Geraldes, Diretor de Capital de Risco da IMGA. O mesmo responsável manifestou uma forte convicção na capacidade da Fraudio para concretizar as suas ambições, sublinhando o entusiasmo em apoiar a empresa nesta próxima fase de expansão internacional e de consolidação de uma marca globalmente reconhecida.

Nos próximos 12 a 18 meses, a Fraudio planeia expandir as suas capacidades de deteção para fazer face a novos padrões de fraude, tais como redes de mule accounts e ataques comportamentais de gastos rápidos, anuncia a empresa que e está também a reforçar as parcerias com prestadores de serviços de pagamento, bancos digitais e plataformas de pagamento para acelerar a adoção em novos mercados.

Neste cenário, Portugal desempenha um papel central na estratégia de crescimento da Fraudio, uma vez que a empresa continuará a desenvolver as suas principais capacidades de engenharia e de produto no país, operando ao abrigo de quadros regulamentares europeus, como a PSD2 e o SEPA Instant, e das diretrizes em evolução da Autoridade Bancária Europeia (EBA), acrescenta.

Fundo do Governo para eficiência energética no setor agrícola já está disponível e conta com apoio da SunEnergy

8 June 2026 at 23:03

As empresas do setor agrícola já podem candidatar-se ao novo apoio governamental “Investimento em Eficiência Energética, Produção e Armazenamento de Energia no setor agrícola”, uma medida que pretende acelerar a transição energética e reforçar a competitividade das explorações agrícolas portuguesas. Neste processo, a SunEnergy, empresa especializada em soluções de energias renováveis, posiciona-se como parceira das organizações que pretendam aproveitar esta oportunidade de financiamento, segundo o comunicado da empresa especializada em soluções de energias renováveis.

O programa prevê uma taxa de cofinanciamento até 80% a fundo perdido para investimentos em painéis fotovoltaicos, sistemas de armazenamento de energia através de baterias, auditorias e certificação energética, bem como sistemas de climatização e aquecimento solar.

As candidaturas decorrem até 30 de junho e contemplam apoios até 50 mil euros para produtores agrícolas, agropecuários e produtores de leite, podendo atingir os 300 mil euros no caso das Associações de Regantes, anuncia a SunEnergy.

“Com uma vasta experiência na implementação de soluções de energia renovável em diferentes setores de atividade, incluindo a agricultura, a SunEnergy está a disponibilizar apoio e informação às entidades interessadas em beneficiar deste incentivo”, refere a empresa que destaca a sua especialização em projetos de autoconsumo fotovoltaico e eficiência energética, áreas diretamente abrangidas pelo novo programa de financiamento.

Segundo Raul Santos, CEO da SunEnergy, a empresa reúne as competências técnicas e a experiência necessárias para apoiar os agentes do setor agrícola na concretização de investimentos que permitam reduzir custos energéticos e aumentar a sustentabilidade das suas operações. O responsável sublinha ainda a aposta contínua da empresa na qualidade dos equipamentos e na especialização das suas equipas técnicas.

A experiência da SunEnergy no setor agrícola foi recentemente reforçada com a conclusão de um projeto de autoconsumo fotovoltaico para a Associação de Regantes e Beneficiários de Idanha-a-Nova (ARBI), no distrito de Castelo Branco, explica a empresa. A instalação integrou 796 painéis solares fotovoltaicos de 550W, totalizando uma potência de 550 kW. De acordo com a empresa, o sistema permitirá uma redução significativa da fatura energética da associação, contribuindo simultaneamente para uma diminuição estimada de 350 toneladas de emissões de CO2 por ano.

Com presença nacional através de uma rede de delegações e profissionais especializados, a SunEnergy procura afirmar-se como “um dos principais parceiros para as empresas agrícolas que pretendam aproveitar os apoios públicos disponíveis para investir na produção e gestão eficiente de energia, reforçando a sustentabilidade e a competitividade do setor”.

Águas do Douro e Paiva Investe 300 mil euros em novo datacenter de recuperação

8 June 2026 at 23:01

A Águas do Douro e Paiva anunciou um investimento de cerca de 300 mil euros na construção de um novo Datacenter de Disaster Recovery (Recuperação). Esta infraestrutura tecnológica visa reforçar a capacidade da empresa para assegurar a continuidade dos sistemas que suportam o abastecimento de água a aproximadamente 1,8 milhões de habitantes.

O investimento enquadra-se na estratégia de modernização tecnológica e de resiliência operacional da empresa, segundo a empresa.

O novo datacenter foi projetado para garantir o funcionamento contínuo dos sistemas informáticos, de telecomunicações e industriais, mesmo em cenários de falha, manutenção ou indisponibilidade prolongada, assegurando a recuperação de sistemas críticos e a continuidade da operação.

A empresa acrescenta que, num contexto de crescente digitalização, os sistemas tecnológicos desempenham um papel cada vez mais relevante na gestão e controlo das infraestruturas de abastecimento de água.

A nova infraestrutura permitirá aumentar a resiliência operacional da organização, reduzindo riscos e reforçando a fiabilidade de um serviço público essencial, disponível 24 horas por dia, 365 dias por ano.

A Águas do Douro e Paiva explica em comunicado que o Datacenter foi concebido com uma arquitetura de elevada disponibilidade, apresentando redundância total dos sistemas críticos, incluindo alimentação elétrica, sistemas de energia ininterrupta, climatização e comunicações. Este modelo garante que cada sistema pode suportar, de forma autónoma, a totalidade da operação, eliminando pontos únicos de falha e permitindo intervenções de manutenção sem interrupção do serviço.

Adicionalmente, a nova infraestrutura inclui uma sala técnica estruturada como um “cofre”, equipada com sistemas avançados de segurança, resistência ao fogo, controlo ambiental rigoroso e deteção e extinção automática de incêndios por agente limpo. Estas características visam garantir elevados níveis de proteção para os sistemas e dados críticos da empresa.

A ligação ao Datacenter principal será realizada através da rede própria de fibra ótica da Águas do Douro e Paiva, o que reforça a autonomia tecnológica da empresa e assegura comunicações seguras e de elevada capacidade entre infraestruturas críticas.

Bruno Coimbra, Presidente da Águas do Douro e Paiva, afirmou que “A transformação digital trouxe novas exigências às entidades gestoras de infraestruturas críticas. Este novo Datacenter de Recuperação reforça a capacidade da Águas do Douro e Paiva para responder a esses desafios, através de sistemas avançados de redundância e recuperação que aumentam a resiliência da operação e asseguram a continuidade de um serviço essencial às populações.”

Este investimento representa um passo adicional na estratégia de modernização tecnológica da Águas do Douro e Paiva, contribuindo para a resiliência das infraestruturas que suportam a operação e para a garantia de um serviço de abastecimento de água mais seguro e fiável.

DSTelecom: Fibra ótica chega a mais 1.000 casas em Alcoutim e ultrapassa 80% de cobertura

8 June 2026 at 22:55

A DSTelecom, operadora de infraestruturas de fibra ótica, anuncia a expansão da sua rede multioperador no concelho de Alcoutim, com o objetivo de alcançar 1.000 novas casas até ao final do primeiro semestre de 2026. Esta iniciativa permitirá que mais de 3.100 famílias tenham acesso a serviços de banda larga de última geração, elevando a cobertura total do município para 82%.

A expansão da rede incidirá nas localidades de Alcoutim, Giões e Pereiro, reforçando a presença da DSTelecom no concelho, onde opera desde 2015. Este investimento é visto como um fator crucial para o desenvolvimento económico, social e territorial da região, combatendo o despovoamento do interior e promovendo a modernização.

Paulo Paulino, Presidente da Câmara Municipal de Alcoutim, sublinha a importância desta infraestrutura, dizendo que “a expansão da fibra ótica no nosso concelho pode representar um fator decisivo para o desenvolvimento económico, social e territorial de Alcoutim. A médio e longo prazo, esta expansão contribui para tornar o concelho mais atrativo, mais competitivo e mais sustentável, reforçando a coesão territorial e criando condições para a fixação de pessoas, empresas e investimento. Trata-se de uma infraestrutura essencial para enfrentar os desafios do despovoamento do interior e promover um desenvolvimento equilibrado e inclusivo do território. Estamos ainda a unir esforços, com a dstelecom, para conseguir reforçar a rede em Martim Longo e em Vaqueiros.”

Ricardo Salgado, CEO da DSTelecom refere que “o progresso feito em Alcoutim é, para nós, uma afirmação de que estamos atentos às necessidades dos municípios mais desfavorecidos digitalmente. O nosso compromisso passa por continuar a investir em infraestruturas que respondam aos desafios concretos dos territórios, promovendo maior coesão, competitividade e qualidade de vida para quem lá vive e trabalha.”

A rede da DSTelecom destaca-se por ser neutra e aberta, o que significa que os consumidores podem escolher livremente o seu serviço e operador de telecomunicações, beneficiando de preços mais competitivos e de uma maior variedade de ofertas.

OpenAI avança com IPO nos EUA após a Anthropic, enquanto os gigantes da IA ​​se dirigem para os mercados de capitais

8 June 2026 at 22:42

A OpenAI submeteu um pedido de oferta pública inicial (IPO) nos EUA, juntando-se à rival Anthropic numa investida rumo ao mercado bolsista, à medida que os investidores procuram exposição ao boom da inteligência artificial, segundo a Reuters e a Bloomberg.

A empresa liderada por Sam Altman submeteu confidencialmente o prospeto S-1 à SEC visando uma cotação avaliada entre 852 mil milhões e um bilião de dólares, com o Goldman Sachs e o Morgan Stanley a liderar o processo.

A divulgação confidencial acontece dias antes do início das negociações das ações da SpaceX, de Elon Musk, e uma semana depois de a Anthropic ter feito um pedido confidencial à SEC.

A Anthropic apresentou o seu próprio registo confidencial em 1 de junho, antecipando-se à OpenAI por dias neste processo de entrada em bolsa.

As empresas podem acabar por liderar os três maiores IPO da história.

 

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