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Árbitro impedido de participar da Copa é recebido com festa na Somália

10 June 2026 at 12:34

O árbitro somali Omar Abdulkadir Artan retornou a Mogadíscio nesta quarta-feira (10) após ser impedido de entrar nos Estados Unidos para atuar na Copa do Mundo.

Na chegada à capital da Somália, ele foi recebido por torcedores e autoridades locais em clima de festa.

Durante o desembarque, Artan agradeceu o apoio recebido da Fifa, da Confederação Africana de Futebol (CAF) e da população somali.

O árbitro, porém, evitou dar detalhes sobre os motivos que levaram à negativa de sua entrada em território norte-americano.

Omar, eleito árbitro africano do ano em 2025, estava prestes a fazer história como o primeiro somali a participar da arbitragem de uma Copa do Mundo. No entanto, ele foi impedido de entrar no país pela Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos no último fim de semana.

O governo Trump afirmou na terça-feira (9) que o árbitro teve sua entrada negada devido a ligações com “suspeitos de pertencerem a organizações terroristas”, parte de uma postura rigorosa em relação à imigração que gerou preocupações antes do torneio coorganizado pelos Estados Unidos, México e Canadá.

O que aconteceu, aconteceu, e foi destino. Sou grato pelo apoio que a Fifa me deu”, disse Artan a jornalistas após retornar à capital da Somália.

O árbitro também fez um apelo aos jovens do país.

“A Somália é nossa, seja nos momentos bons ou ruins. Quero dizer aos nossos jovens para não perderem a esperança em nosso país. Agora estou no meu país, e não há outro lugar onde eu queira estar”, afirmou.

Upon arrival at #Mogadishu’s Adan Abdulle International Airport international Somali referee Omar Abdulkadir Artan received a heroic welcome on Wednesday morning. pic.twitter.com/12B8NSgPW8

— Nasra Bashir Ali (@NasraBashiir) June 10, 2026

Infantino diz que Los Angeles será invadida por “bárbaros felizes” na Copa

10 June 2026 at 12:16

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, afirmou que Los Angeles está prestes a ser “invadida” por torcedores de futebol de todo o mundo durante a Copa do Mundo de 2026. A declaração foi feita durante o evento de abertura das festividades do torneio, realizado no Los Angeles Memorial Coliseum.

Às vésperas dos primeiros jogos da competição, Infantino destacou que a cidade se transformará em um ponto de encontro global ao longo do Mundial de 48 seleções.

A Copa começa nesta quinta-feira (11), na Cidade do México, enquanto Los Angeles receberá a primeira partida disputada em solo norte-americano na sexta-feira (12).

“Vocês serão invadidos. Vocês serão invadidos por uma horda de bárbaros. Mas são bárbaros felizes, não se preocupem”, disse Infantino ao público presente.

O evento contou com a presença de personalidades do esporte e do entretenimento, entre elas os atores Will Ferrell e Brendan Hunt, o cantor Lance Bass, o ex-jogador da NBA Robert Horry e os ídolos do futebol dos Estados Unidos Mia Hamm e Cobi Jones.

“Unir o mundo”

Infantino afirmou que a Copa transformará Los Angeles e as demais cidades-sede em um mar de cores nacionais, com torcedores de diferentes países ocupando as ruas usando camisas, bandeiras e pinturas faciais.

“Homens, mulheres, crianças, avós, não importa. Todos estarão com os rostos pintados com as cores de seus países. Eles apenas vão querer aproveitar e se divertir, porque é isso que queremos fazer com a Copa do Mundo: queremos unir o mundo“, declarou.

A edição de 2026, organizada por Estados Unidos, México e Canadá, será a primeira da história com 48 seleções participantes. Segundo Infantino, cerca de um quarto dos países do mundo estará representado em campo, enquanto bilhões de pessoas acompanharão o torneio ao redor do planeta.

“Esta não é apenas uma Copa do Mundo. Esta será a maior e melhor Copa do Mundo da história da Fifa“, afirmou.

Los Angeles no centro das atenções

Los Angeles receberá oito partidas da competição, além de festivais para torcedores e dez áreas oficiais de convivência espalhadas pela região.

Infantino agradeceu aos organizadores locais pelo trabalho na realização dos eventos e afirmou que o papel de destaque da cidade reflete seu status como “a capital mundial do entretenimento”.

A seleção dos Estados Unidos fará sua estreia na sexta-feira (12), no SoFi Stadium, em Inglewood, diante do Paraguai. Antes da partida, a cerimônia de abertura contará com apresentações musicais de Katy Perry, Future e a cantora brasileira Anitta.

Infantino comparou a dimensão da Copa do Mundo à realização de “104 Super Bowls” em pouco mais de um mês, em referência ao total de partidas que serão disputadas nos três países-sede.

“Pelos próximos 45 dias, podemos chamar de football ou de soccer, desde que todos aproveitem e se divirtam”, concluiu.

Nascido na Copa de 1994, Turner busca fazer história pelos EUA em 2026

10 June 2026 at 12:05

Independentemente de começar como titular ou não na estreia dos Estados Unidos contra o Paraguai, nesta sexta-feira (12), o goleiro Matt Turner representa a importância da Copa do Mundo de 2026 para o país-sede.

Turner nasceu em 24 de junho de 1994, durante a última edição do Mundial realizada em território norte-americano, em um período que simboliza a mistura de esperança e frustração que acompanha a seleção dos Estados Unidos há décadas.

Em 22 de junho daquele ano, no Rose Bowl — e não no SoFi Stadium, palco da estreia desta sexta, em Inglewood, Califórnia — os norte-americanos surpreenderam uma das favoritas ao título, a Colômbia, com uma vitória por 2 a 1.

Quatro dias depois, porém, a equipe foi derrotada por 1 a 0 pela Romênia.

Desde então, a trajetória dos Estados Unidos em Copas do Mundo tem sido marcada por alternâncias entre otimismo e decepção. A própria situação de Turner na seleção reflete esse cenário.

Na Copa do Mundo de 2022, o goleiro, que construiu sua carreira na Major League Soccer defendendo o New England Revolution, tornou-se o primeiro arqueiro norte-americano desde 1930 a registrar dois jogos sem sofrer gols em uma mesma edição do torneio.

Entretanto, em 2025, o técnico Mauricio Pochettino promoveu Matt Freese à condição de titular da meta dos Estados Unidos, reduzindo o espaço de Turner na equipe nacional. Ainda assim, o período de preparação para a fase de grupos tem servido como uma disputa direta entre os dois goleiros pela vaga na estreia da Copa.

“Existe um respeito mútuo e saudável entre nós. Independentemente da decisão final do treinador, devemos respeitá-la e apoiar um ao outro até o fim”, afirmou Turner sobre a relação com Freese.

O meio-campista Cristian Roldan também elogiou a postura do companheiro.

“Freese surgiu com força no último ano e meio, e foi muito bom acompanhar sua evolução. Mas o Turner tem sido extremamente solidário com Matt Freese e com toda a equipe, sempre colocando o grupo em primeiro lugar”, disse Roldan.

Veterano na Copa

Apesar disso, as oportunidades de Turner representar os Estados Unidos em grandes competições, especialmente em uma Copa do Mundo, estão se tornando mais limitadas.

O goleiro completará 32 anos um dia antes da partida contra a Turquia, em 25 de junho, que encerra a participação norte-americana na fase de grupos. Já Freese e Chris Brady têm 27 e 22 anos, respectivamente.

Mesmo assim, o fato de que “a porta está sempre entreaberta”, como definiu Turner, é uma prova da trajetória que o levou até esse momento.

Formado pela Fairfield University, uma pequena instituição jesuíta, Turner afirmou que acompanhava as Copas do Mundo — inclusive a edição de 2014, no Brasil — sem sequer imaginar que um dia vestiria a camisa da seleção dos Estados Unidos.

Eu não sonhava em jogar uma Copa do Mundo quando estava na universidade”, revelou Turner. “O que sempre me motivou foi meu amor e minha paixão pelo futebol, além da minha capacidade de acreditar em mim mesmo quando outras pessoas não acreditavam.”

A crença quando poucos acreditam talvez seja também a melhor definição para as ambições da seleção norte-americana. Os Estados Unidos não alcançam as quartas de final de uma Copa do Mundo desde 2002, quando atingiram essa fase pela única vez nas últimas nove edições do torneio.

A força de jogar em casa

Atuar diante de sua torcida em uma Copa do Mundo pela primeira vez em 32 anos traz uma pressão adicional, admitiu Cristian Roldan. Ainda assim, o meio-campista acredita que a boa campanha em casa tem sido convertida em energia positiva dentro de campo.

Para Roldan, o confronto desta sexta-feira tem um significado ainda mais especial. Nascido em Artesia, na Califórnia, ele cresceu em uma região localizada praticamente à mesma distância do SoFi Stadium e do centro de treinamentos da seleção em Great Park, na cidade de Irvine.

“Poder permanecer no meu quintal de casa é algo especial para mim”, afirmou. “Quando você cresce pensando no futuro, sonha com momentos como esse. Estou aproveitando tudo ao máximo.”

Além disso, entre os jogos contra Paraguai e Turquia no SoFi Stadium, Roldan terá outro reencontro marcante. Em 19 de junho, os Estados Unidos enfrentarão a Austrália no Lumen Field, em Seattle, cidade onde o jogador vive há 13 anos.

Roldan atuou pela Universidade de Washington e defende o Seattle Sounders desde 2015.

“Construí ótimas lembranças nessas duas cidades”, disse o meio-campista.

Agora, ao longo das próximas três semanas, ele terá a oportunidade de criar novas memórias tanto em Los Angeles quanto em Seattle.

Adversário do Brasil tem o jogador mais velho da Copa do Mundo

NBA mantém Wembanyama sem punição após empurrão em Brunson

10 June 2026 at 11:38

A NBA decidiu não aplicar uma falta flagrante retroativa ao pivô do San Antonio Spurs, Victor Wembanyama, por uma jogada ocorrida no Jogo 3 das finais da liga. A informação foi divulgada por diversos veículos de imprensa norte-americanos na noite de terça-feira (9).

O lance aconteceu no primeiro quarto da vitória dos Spurs por 115 a 111 sobre o New York Knicks, na segunda-feira (8). Wembanyama empurrou o armador Jalen Brunson durante uma disputa de posição.

Posteriormente, a própria NBA reconheceu que a arbitragem deixou de marcar uma falta na jogada, mas optou por não revisar o lance para aplicar uma falta flagrante de nível 1 ao francês.

Como nenhuma infração foi assinalada no momento do incidente, a partida seguiu normalmente com posse de bola para San Antonio.

A revisão em vídeo mostrou que Brunson, que estava na defesa e tentava passar por um bloqueio, fez o primeiro contato ao segurar a camisa de Wembanyama com a mão esquerda. Em resposta, o pivô dos Spurs empurrou Brunson com força na região superior das costas e do pescoço, fazendo o jogador dos Knicks perder o equilíbrio e ir em direção ao chão.

De acordo com o regulamento da NBA, um contato considerado “desnecessário” pode ser enquadrado como falta flagrante de nível 1, por exceder o padrão de uma falta comum.

Mesmo que Wembanyama tivesse recebido uma falta flagrante de nível 1 pela jogada, ele não seria suspenso. No entanto, entraria no Jogo 4 em situação delicada em relação ao sistema disciplinar da liga.

O francês já acumula dois pontos de penalidade após receber uma falta flagrante de nível 2 no Jogo 4 da semifinal da Conferência Oeste contra Naz Reid, do Minnesota Timberwolves.

NBA: Knicks tentam quebrar jejum de 53 anos nas finais contra os Spurs

Nos playoffs da NBA, cada jogador pode acumular até três pontos de penalidade antes de sofrer sanção automática. Uma falta flagrante de nível 1 rende um ponto, enquanto uma flagrante de nível 2 resulta em dois.

Ao atingir quatro pontos durante a pós-temporada, o atleta é automaticamente suspenso por uma partida.

A falta flagrante de nível 2 é definida no livro de regras como um contato “desnecessário e excessivo ou imprudente” cometido contra um adversário e resulta em expulsão automática.

Ainda na partida de segunda-feira, Brunson recebeu uma falta flagrante de nível 1 no terceiro quarto ao contestar um arremesso de três pontos de Julian Champagnie. Segundo os árbitros, o armador não ofereceu espaço suficiente para a aterrissagem do jogador dos Spurs após a tentativa de longa distância.

Tuchel descarta favoritismo, mas sonha com título da Inglaterra na Copa

10 June 2026 at 11:27

O técnico da Inglaterra, Thomas Tuchel, afirmou que não considera sua seleção entre as favoritas ao título da Copa do Mundo, mas acredita que a equipe chega em boas condições ao torneio e pode “ousar sonhar” com a conquista do troféu.

Embora a maioria das casas de apostas coloque a Inglaterra entre as principais candidatas ao título, Tuchel acredita que o fato de o país não conquistar a Copa do Mundo desde 1966 pesa contra a equipe. O treinador alemão comparou a situação inglesa à de um tenista que disputa Wimbledon sem jamais ter vencido o torneio.

Não somos os principais favoritos. Não podemos ser, porque não vencemos há muitos e muitos anos”, disse Tuchel aos jornalistas na Flórida, na véspera do último amistoso preparatório da Inglaterra contra a Costa Rica.

“Há seleções no torneio que já provaram ser vencedoras e tiveram mais sucesso nas competições recentes. Essas são as favoritas, e nós estamos na disputa pelo troféu. É como se você fosse para Wimbledon sem nunca ter vencido o torneio. Você não é o favorito. Mas pode ganhar, claro, e nós queremos ganhar. Sabemos o que é necessário para isso, e também é preciso ter tranquilidade mental e foco em cada etapa”, disse.

Primera Copa como técnico

Tuchel disputa sua primeira Copa do Mundo como treinador de uma seleção, mas afirmou que a experiência acumulada em campanhas da Champions League no futebol de clubes lhe ensinou muito sobre como encarar competições de mata-mata.

“Na minha opinião e convicção, quando você chega às quartas de final, pode ir até o fim. Acho importante não tentar absorver o torneio inteiro de uma vez e focar naquilo que podemos controlar. Neste momento, estamos no período de preparação e depois vamos cuidar da fase de grupos. É preciso garantir a classificação no grupo e não se distrair pensando demais à frente. Quando você chega às quartas de final, pode seguir até a decisão e a confiança aparece naturalmente. Mas ainda há muito trabalho a ser feito”, afirmou.

“Ousamos sonhar”

A Inglaterra estreia na Copa do Mundo em 17 de junho, em Dallas, diante da Croácia, em uma reedição da semifinal do Mundial de 2018.

Tuchel ressaltou que sua avaliação sobre as chances da seleção não reflete qualquer falta de confiança dele ou do elenco no potencial da equipe.

Eu acredito. Todos nós acreditamos. Todos nós temos um sonho, mas ele vem acompanhado de responsabilidade, trabalho duro, comprometimento e disciplina. Às vezes, também há decepções e contratempos. Tudo isso faz parte do processo. Mas nós ousamos sonhar, e isso é importante“, finalizou.

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